terça-feira, março 24, 2009

domingo, março 22, 2009

A Obra ao Negro num instantinho.



I Don't Want To Get Over You
I don't wanna get over you
I guess I could take a sleeping pill
And sleep at will, and not have to go through what I go through
I guess I could take Prozac, right
And just smile all night at somebody new
Somebody not too bright
But sweet and kind
Who would try to get you off my mind
I could leave this agony behind
Which is just what I'd do, if I wanted to
But I don't wanna get over you
Cause I don't wanna get over love
I could listen to my therapist
Pretend you don't exist
And not have to dream of what I dream of
I could listen to all my friends
And go out again, and pretend it's enough
Or I could make a career of being blue
I could dress in black and read Camus
Smoke clove cigarettes and drink vermouth
Like I was 17, that would be a scream
But I don't wanna get over you

Magnetic Fields | 69 Love Songs

A música encontra-se aqui para download, grátis e sem pirataria.

Às compras, no supermercado da moral.

O homem é a sua circunstância.
Ortega Y Gasset | El Hombre y la gente | 1956

Não podemos afirmar a inocência de ninguém, ao passo que podemos afirmar com segurança a culpabilidade de todos.
Albert Camus | O Estado de Sítio | 1954

Religião, moral e filosofia são formas de decadência. O movimento contrário é a arte.
Nietzsche | Além do Bem e do Mal, Prelúdio a uma Filosofia do Futuro | 1886

Ninguém pode ser perfeitamente livre até que todos sejam livres; ninguém pode ser perfeitamente moral até que todos sejam morais, ninguém pode ser perfeitamente feliz até que todos sejam felizes. Herbert Spencer | O Indivíduo Contra o Estado | 1884

Que importa, realmente, onde e por quem o teu sexo se arrebita?
Marco António | Carta a César Octávio Augusto | 41 A.C.

sábado, março 21, 2009

Anti-Telejornal | Elogio da Primavera

Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.

Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente; porque ela era depois de amanhã.


Alberto Caeiro

sexta-feira, março 20, 2009

Rádio, Televisão e Propaganda.

Estou à vontadinha: toda a gente que me conhece ou que conhece este blog, mesmo que vagamente, sabe bem que não hei-de morrer de simpatias por um sindicalista. Concedo até que tenho alguma consideração pela pessoa do Doutor Carvalho da Silva, mas nenhuma pelo seu ideário. Acontece que hoje à noite tive a infelicidade de assistir a uns minutos da entrevista com que a dra. Judite de Sousa decidiu espancar o seu entrevistado e fiquei enojado. Subitamente, ao fim de 35 anos de Terceira República, vem a senhora dra. a descobrir a velha intimidade entre a CGTP e o Partido Comunista Português, para se escandalizar com isso. Para acusar deveras o Doutor Carvalho da Silva das mais viciosas dependências partidárias. Caramba, é preciso mesmo um Primeiro-Ministro poderoso para fazer a RTP virar à direita, por uma vez na sua triste existência. Nunca tinha visto um dirigente sindical ser tão maltratado em directo, por um jornalista da miserável televisão pública. De cada vez que o líder da CGTP desce a Avenida da Liberdade com mais umas centenas de milhar de almas, arrisca-se que se farta. Este nosso Primeiro é implacável e não leva escrúpulos para a guerra: aparece logo na RTP a dizer que o ofendem os populares com ditos e a Central Sindical com feitos. Que a Central Sindical é manipulada pelos partidos à esquerda do P.S., que está tudo embrulhado na grande e negra conspiração contra a sua inocente, impoluta, infalível e ilustre pessoa. Dito isto, e porque um inimigo do engº José Sócrates é um inimigo da RTP, salta a Dra. Judite de Sousa em follow on à indignação sumo-pontífice do grande chefe de S. Bento, que lhe paga o ordenado. No convite da Redacção ao dirigente sindical, lia-se certamente: Caro Doutor Carvalho da Silva, faça o obséquio de se dirigir aos estúdios da RTP para um ajuste de contas com o poder instituído. É verdadeiramente espantoso que o homem tenha aceite o repto.
E eu contribui, através do Ministério das Finanças, com qualquer coisa para a produção e emissão deste nojo. E tu também, gentil leitor.

A propósito: ninguém aplica umas quantas bengaladas no dr. Augusto Santos Silva? Eu daqui não lhe consigo chegar três ou quatro. E ele está mesmo a pedi-las, senhores!

quinta-feira, março 19, 2009

REMIXVILLE | Track#17

Brad Mehldau interpreta ao piano o tema Paranoid Android, dos RadioHead (outra vez estes!). Agora digam lá que o rock não tem a dignidade de um qualquer Chopin. Digam lá, vá, se são capazes.

Anti-Telejornal | Elogio do suicídio.

Se te queres matar, porque não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O circo polícromo do nosso dinamismo sem fim?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...

Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste;
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?
Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjectividade objectiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente:
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células nocturnamente conscientes
Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbilhonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...


Álvaro de Campos

domingo, março 15, 2009



Circo Máximo: sou uma quadriga desembestada.
O piloto foi já cuspido, na poeira rolou ferido
e os cavalos correm soltos pela pista ensanguentada.

Sei que vou chegar primeiro desde a partida.
Ben-Hur que vá para o caralho: sigo por um atalho,
faço batota, sou o mau da fita mas ganho a corrida.

sábado, março 14, 2009

The Reader ou o Holocausto segundo Homero.


Que malha de filme.

Quando for grande quero ser:

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Ignição e zum, sem protocolos nem contagem decrescente. Zum, escapo-me pela estratosfera e estou no campo sideral, adeus Sol que rumo à Lua e agora vejo já para além de Marte marcial e ultrapasso o gasoduto de Júpiter e estou fora do sistema solar e zum deixo para trás a Via Láctea e entretanto esquivo-me de um buraco zum negro e vou a toda a velocidade zum, rumo ao princípio do tempo. Cheguei. Entro no bar e está Deus todo prazenteiro e muito bem acompanhado por um jarro romano que crepita de sangria de champanhe. Zum, bebedeira. Zum, Deus diz que vai vomitar e nunca mais aparece. Ignição e zum.

quinta-feira, março 12, 2009

Pacheco Pereira Rules.

Já há uns tempos que não ia de visita ao blog do José Pacheco Pereira, o que não tem muita desculpa, porque o Abrupto é um blog iniciático (junto com outro que parece ter entretanto falecido) e sempre notável. Cheguei lá hoje e dei com um post que é realmente de eleição. Este aqui.

O homem é mestre e o resto é conversa.

quarta-feira, março 11, 2009

O crime compensa.

Vem a força Aérea Portuguesa toda empertigada de cavalarias, na escolta de Sua Corsária Excelência. No aeroporto está o protocolo aperaltado, com fardas novas e cortesias imensas, salamaleques e bandeirinhas, na expectativa ansiosa da chegada de S. Majestade Trucidária. Estende-se uma passadeira de exuberante e imaculado vermelho para que caminhe S. Eminência Esclavagista sempre em primeira classe. Recebe-se S. Senhoria Infame com pompa e circunstância e banquete de arrebentar com o orçamento. O Presidente desta República deseja que S. Alteza Tirânica se sinta em casa e daí o luxo asiático. A expensas do contribuinte, entrega-se o ouro ao bandido, com discursos solenes e negociatas de kasbah. Sejam bem vindos, canalhas! Comprem as nossas empresas, os nossos jornais, as editoras também e, se possível, fiquem com a EDP, por favor, que a Galp já é praticamente vossa. Lavem aqui o vosso dinheirinho ensanguentado, as vossas fortunas incalculáveis e calculadas sobre a miséria absoluta de todo um povo. Gastem aqui as riquezas do vosso país violentado. Redimam em Portugal o vosso trajecto de salteadores e senhores da guerra que agora são banqueiros. Venham camaradas, estejam à vontade: temos um país para vender.

REMIXVILLE | Track#16

Entra em cena o falecido senhor Frank Albert Sinatra, muito provavelmente, o mais notável trovador da história da humanidade. A versão é a do original Moon River de Johnny Mercer e Henry Mancini, interpretado por Audrey Hepburn no filme Breakfast at Tiffany's.
Mas eu cá tenho esta opinião que a música foi escrita para que o Old Blue Eyes a cantasse um dia. Senhoras e senhores, eis a América, o Mississipi e um bocadinho de Mark Twain, numa cantiga só.



Gentil audiente: se não conseguires ouvir esta música em condições, podes fazer o download do mp4 aqui (não é pirataria, é uma prenda).

Moon River, wider than a mile,
I'm crossing you in style some day.
Oh, dream maker, you heart breaker,
wherever you're going I'm going your way.
Two drifters off to see the world.
There's such a lot of world to see.
We're after the same rainbow's end,
waiting 'round the bend,
my huckleberry friend,
Moon River and me.


Johnny Mercer - 1961

O insondável destino do Bolinha (novos epísódios).

Cada vez vale mais a pena visitar estes amigos aqui.

segunda-feira, março 09, 2009

Gare do Meio da Vida.

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Pergunto-me: seria possível ter sido um homem decente? Seria possível ter feito as coisas de outra maneira, em vez desta maneira? Pergunto-me, chegado a esta estação: seria possível ter chegado a outra estação? Pergunto-me: seria possível ter feito outra vida? Ter seguido outro destino? Ter outra bagagem em vez desta bagagem que carrego com dificuldade? Seria possível ser outra pessoa? Ter comprado bilhete para outra viagem? Se a certo passo, me tivesse decidido por outra linha, que não a linha em que transitei rumo àquilo que sou hoje, seria o tipo recomendável que não sou agora? O Paixão fiável e sereno em vez do Hasse instável e ansioso? Pergunto-me: fiz tudo mal? Sim, pergunto-me: seria possível fazer melhor?

domingo, março 08, 2009

Dia Internacional da Mulher de Esquerda.

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Deus sabe que eu adoro as mulheres. Que as respeito e admiro e venero. Todos os que me conhecem podem testemunhar isto e mais: acho até que o mundo seria melhor mundo se fossemos governados exclusivamente por elas. Mulheres ao poder, completamente.

Agora esta coisa do Dia Mundial da Mulher é que me levanta logo os nervos.

Levanta-me os nervos porque é paternalista à brava e as mulheres parecem não se aperceber disso.

Levanta-me os nervos porque é uma coisa muito típica da esquerda europeia, que ainda cheira a soutiens queimados e ao divã de Freud e à impotência de Sartre e da sua querida companheira Simone cujo sonho moscovita deu no que deu: na Bulgária socialista, por exemplo, as mulheres trabalhavam nos caminhos de ferro como os homens, na construção civil como os homens, nos esgotos como os homens, no exército como os homens e como os homens eram escravas e como os homens eram torturadas. Mas não tinham pensos higiénicos. O socialismo igualitário não admitia necessidades específicas.

Levanta-me os nervos por coisas pequenas como encontrar na página do Google que comemora o dia, uma lista muito bem feitinha de biografias de grandes mulheres. Por grandes mulheres leia-se ícones de um imaginário progressista-leninista-feminista que me deixa logo mal disposto. Felizmente, tenho a presença de espírito para saber que aquilo não é uma amostra decente, caso contrário dava rapidamente em paneleiro.

É curioso, mas o Dia mundial da Mulher não comemora a maternidade ou a família. Não comemora a ternura, a sensibilidade, a responsabilidade, a beleza, a inteligência, a graça das mulheres. O Dia Mundial da Mulher comemora uma merda de um ideário político.

Assim sendo, honro hoje aqui no blog a dama de ferro, Margaret Thatcher, a mais influente, corajosa, esclarecida e poderosa mulher do século XX. Que não estava, claro, na lista biográfica do Google. E que não precisa de estar. O seu lugar na história é cativo e não são os adolescentes que criam os conteúdos da World Wide Web que vão mudar isso, por muito que se esforcem.

E minhas queridas: o Dia Mundial da Mulher não é quando um homem quiser. E é realmente todos os dias, porque sois vós o primeiro fundamento da civilização. Porque sois vós a primeira razão da ontologia. Não queiram ser como os homens, por favor. Continuem a ser mulheres, continuem a ser femininas. Teimem na vossa diferença.

sábado, março 07, 2009

Gran Torino



Podes ser um velho patife, podes ser um jovem imbecil. Podes ser amargo e solitário, podes ser a vítima ou o assassino. Podes ser um sobrevivente, ou podes ter tido sorte, simplesmente. Podes vir das colinas do Laos ou das planícies do Midwest. Podes emigrar e podes imigrar. Podes roubar automóveis ou consertar máquinas de lavar roupa. Podes ser intolerante, podes ser liberal, podes ser virgem como um padre sincero ou podes ser promíscuo como um paneleiro sem marido. Podes ser violada, podes ser humilhado, podes ter ganho a guerra ou perdido a batalha, podes ter morto 13 coreanos ou mais. Podes cuspir sangue, podes ir confessar-te. Podes odiar os teus netos e amaldiçoar os teus filhos, podes viver com valentia e teres vergonha disso e podes ser um cobarde sem remorsos. Podes ter tuberculose e podes ter saudades. Podes ser o que tu quiseres, na vida, porque é a forma como morres que te define.

quinta-feira, março 05, 2009

Tudo para todos.

Aqui e agora o cérebro humano a dividir por dois e a História de Portugal para crianças e adultos. O Carocha transporta um ideal da física quântica e há um chupa-chupa com 50 anos, um sofá com celulite, um telemóvel que sai na estação do Areeiro e um sinal de stop que é uma dor de cabeça. A arte de ir ao teatro, na Roma antiga, e os novos gadgets da Babilónia moderna. Poltergeists, portais, utopias e melodias para o infinito e ainda: a prova que Deus não é Eric Clapton. Tudo isto e muito mais no D.Blog dos tempos que correm. Não perca.

quarta-feira, março 04, 2009

Cruz na Porta da Tabacaria.

Já não sou bem-vindo a Elsinore.
Já não caminho para lá, à procura dela,
da minha amiga antiga que fechou a janela
e deixou o mundo todo triste.
O sorriso dos pássaros na verdade resiste,
mas Elsinore morreu, perdeu-se no espaço;
E este é o velório que lhe faço.

terça-feira, março 03, 2009

REMIXVILLE | Track#15

A primeira aparição dos Nouvelle Vague nesta rubrica tem que se lhe diga. Nada mais nada menos que um cover do original dos Dead Kennedys - "Too Drunk to Fuck". A versão conta com uma interpretação verdadeiramente inspirada da Dona Camille, a vocalista, e faz boa comédia da situação prosaica de se estar excessivamente bêbado para a competência que o libido sempre exige. Uma malha, mesmo.

I, Claudius.

Drusus - You made the army's life bloody hell.
Tiberius - I marched them hard and I droved them hard but I was fair! I bet they say that I was fair!
Drusus - Do you know what they really say about you?
Tiberius - What?
Drusus - They say that your drills were bloodless battles and your battles were bloody drills.


Excerto do Episódio 1.