quinta-feira, maio 20, 2010

Manual de Normas

Toda a gente que gosta de música quer perceber como é isso de fazer música. E toda a gente que faz música, quer perceber como é isso de fabricar um hit. Os Shout Out Louds explicam:



E a malta toda do universo agradece.

domingo, maio 09, 2010

sábado, maio 08, 2010

O Último Teorema de Fermat é Belo

O Último Teorema de Fermat é belo porque pretende demonstrar,
para n maior que 2, que a igualdade

--> xn + yn = zn não se verifica.
Ninguém até hoje percebeu onde é que Fermat queria chegar
Porque faltou espaço ao que ele explica
Na margem da página 61 de uma Aritmética de Diofante.
O Último Teorema de Fermat é belo e estava certo, e era irritante
Não se saber demonstrar porquê.
Os computadores fizeram as contas e a certeza resultante
É que não se encontra a igualdade de z
(A Teoria dos Números passou 358 anos numa aflição).
O Último Teorema de Fermat é belo e é uma falsificação,
Porque ninguém acredita realmente
Que um tipo em 1631 soubesse demonstrar tal pretensão.
Só em 1995 é que o Dr. Wiles esclareceu definitivamente
Que
--> xn + yn = zn, é uma impossibilidade matemática.
O Último Teorema de Fermat é belo como uma gramática
Para aprender a rezar.
O Último Teorema de Fermat é belo porque pretende demonstrar
Que a igualdade xn + yn = zn não se verifica.
E porque faltou espaço ao que ali se explica,
Na margem da página 61 de uma Aritmética de Diofante.

O Último Teorema de Fermat é belo e irritante.

terça-feira, maio 04, 2010

Um general sem medos.


Na imagem está Bernardim Freire de Andrade (1759/1809), um homem que pagou com a vida o caríssimo preço de amar a sua pátria. Vale a pena contar a história. Quando em 1807, a mandos de Bonaparte, Junot entra em Portugal arrastando um exército andrajoso, exausto e famélico, não encontra resistência. O Príncipe Regente e sua corte comprida de lacaios e curta de coragem já tinha entretanto dado ares de vila diogo para o Brasil. Na mais negra das suas páginas, o exército português, superior em número e equipamento, recusa o combate e abre alas para que os franceses entrem em Lisboa como quem chega a uma simpática estalagem sobre o Tejo. Dados os tristes factos, são os ingleses que reagem, enviando em 1808 - sob o comando do General Wellesley - um corpo expedicionário de 13.00 homens para salvar esta pátria alheia. É aqui que surge o General Bernardim. Inconformado com a deplorável situação, agrupa 7.600 soldados e junta-se aos Ingleses acabados de desembarcar no estuário do Mondego. Recusando incorporar os seus soldados nas fileiras britânicas, acaba por desempenhar um papel estratégico para o bom sucesso da iniciativa militar: duas ou três escaramuças depois, a força anglo-lusa coloca os franceses em debandada na Batalha do Vimeiro, a 21 de Agosto, concluindo-se assim a primeira invasão napoleónica. Acontece que os termos da rendição imposta a Junot eram de uma benevolência tal que, antes de abandonar o país, a sua deplorável soldadesca teve a oportunidade de saquear todas as localidades incluídas no trajecto para Espanha. Os Ingleses, por seu lado, decidem permanecer numa semi-ocupação do território nacional, despreocupadamente acampados em algumas das mais importantes praças-fortes do país. Indignado com os termos da rendição francesa e o abuso muito pouco cavalheiresco dos ingleses, o General protesta, amotina-se e morde os calcanhares a toda a gente até que a 17 de Março de 1809, os Ingleses - já fartinhos de tanto incómodo - o atraem a Braga e o entregam desprotegido à voracidade da turba popular, previamente "aquecida" e manipulada. Patriota dos cinquenta e tal mil costados, Bernardim Freire de Andrade, herói da nação, morre linchado pelo seu próprio povo. Haverá moral para uma história destas?