quarta-feira, junho 24, 2015

sexta-feira, junho 19, 2015

Música de dança, por incrível que pareça.



Quem ouve esta versãozinha nerd de Too Much Time Together sem conhecer o original de estúdio pode pensar que eu estou a alucinar, mas, para mim, a melhor música de dança que se ouve actualmente é feita por fiéis intérpretes dos fundamentos do rock and roll. Como os San Cisco.
Este clip é dez vezes genial.

Música e nomenclatura.



The Slow Readers Club. Estes rapazes contribuem imenso para a minha velha e supersticiosa teoria de que as bandas podem ser escolhidas pelo nome. Como é que uns tipos chamados Slow Readers Club vão desiludir? Têm necessariamente que bombar. Imaginem, por exemplo, que alguém se lembrava de chamar The Toxic Airborne Event a uma formaçãozinha de rock e depois a música não estava à altura. Não cabe na cabeça de ninguém. Bandas com nomes inspirados e poéticos como Faded Paper Figures, Said The Whale, Electric Guest, Cloud Control, Steaming Satellites, The Hobbes Fan Club, The Soft White Sixties, The Pineapple Thief, Bombay Bicycle Club, The Pigeon Detectives, Death Cab For Cutie ou Broken Social Scene são obrigadas a bombar. Não há hipótese.

Nomes e malhas à parte, é pena que o clip seja tão manhoso. Esta músiquinha merecia bem mais.

Sobre a guerra.



A Guerra dos Tronos é a guerra da vida. Olhamos para aquilo e sabemos intimamente do que se trata. Quando Stannis Baratheon manda assar a sua própria filha, toda a gente percebe as razões por de trás do churrasco porque essas razões fazem parte do léxico histórico. Identificamo-nos com Tyrion Lannister, porque também no anão há uma humanidade frágil, corruptível, viciosa, mas onde, ainda assim, permanece um vestígio de dignidade. Tyron é alcoólico, promíscuo e parricida, mas todos queremos ser dignos como ele. Quando na verdade todos somos ferozes como Baratheon.

A Guerra dos Tronos é guerra pura - o estado natural do homem.

Eu não li o Livro do George R. R. Martin porque na altura de o ler pensava que era um género de Tolkien para vender nas estações de serviço. Estava equivocado e agora nem sei bem qual é a percentagem da história que está a ser aviltada pelos redactores da série. Parece-me, porém (e posso estar errado da pior maneira possível - a do ignorante), que o fundamental pessimismo sobre a condição humana deve resultar mais do espírito de Martin do que da vontade da HBO, por muito respeito que possa ter - e tenho algum - pela produtora americana. E é precisamente esse realismo céptico, essa maneira desassombrada de entender o homem e a história, que seduz e agarra o feliz espectador.

Esta série vai ficar para a história, ponto final.

terça-feira, junho 16, 2015

GT Academy 2015: no inferno de La Sarthe.



Este ano, os senhores da Polyphony renderam homenagem ao circuito de La Sarthe e a 4º etapa da GT Academy (a que conta para a classificação) aconteceu no célebre, infernal e alucinante trajecto que serve de palco às 24 horas de Le Mans, prova que decorreu concomitantemente.
O Nissan GT-R LM Nismo, que não se portou lá muito bem na competição real, foi o carro eleito para a competição virtual e, muito sinceramente, até no GT6 se percebia que o protótipo não podia ter muito sucesso. A travagem em curva, que em La Sarthe é determinante, neste GT-R é uma desgraça total e faltam-lhe cavalos para que possa competir ombro a ombro com as esquadras bestiais da Porsche, da Audi e da Toyota, na classe LPM1.
Em relação ao ano passado, a minha classificação piorou ligeiramente, muito porque não dediquei ao evento tanto tempo como costumo, mas o 84º lugar nacional e o 2974º mundial não são vergonha nenhuma. Acho eu.


terça-feira, junho 09, 2015

Definição de malha.



We Are Bodies . Pressure Compressor

Não importa o clip inexistente. Os primeiros acordes de guitarra desta canção valem mais que mil imagens. Passo o cliché. Ou se calhar nem por isso. Este disquinho dos We Are Bodies também é um verdadeiro contentor cheinho de lugares comuns do rock and roll e não deixa por isso de ser pura e simplesmente brilhante.

segunda-feira, junho 01, 2015

A (boa) matemática dos mortos.




Feitas as contas dos horrores da II Guerra Mundial, o resultado é um pequeno mas pacificador momento de optimismo.