sexta-feira, janeiro 29, 2016

Marco e Megyn.

That's my man.



Ao contrário do que actualmente acontece na Europa, a federação americana consegue ainda assim (e apesar do inacreditável fenómeno Trump) oferecer ao seu eleitorado excelentes candidatos a chefe de estado. Basta assistir a um debate para perceber isso, mas Marco Rubio é o melhor argumento a favor desta tese. Este rapaz faz política e diz a política como um senador romano. Muito jovem e ambicioso até à medula; esclarecido e corajoso; orador impressionante e ideólogo impenitente, o Senador da Flórida é, de longe, o melhor candidato do Partido Republicano. E está a sério na corrida pelas primárias, sendo um dos favoritos nas sondagens. Não acredito, sinceramente, que seja nomeado. Mas que dá prazer ouvir um candidato assim, dá. Poderoso.


 That's my girl.



Chamo a atenção da gentil audiência para este vibrante momento televisivo. Megyn Kelly, a super-estrela da Fox News, convida Michael Moore, inimigo público desta estação televisiva, para dez minutos de um diálogo explosivo. O simples facto de Moore ter respondido ao convite já é surpreendente. Mais surpreendente ainda é que o famoso iconoclasta da esquerda americana apresenta-se em estúdio como um fã incondicional de Megyn Kelly, muito por causa de uma querela que a jornalista mantém com Trump e que levou o candidato a não estar presente no último debate republicano antes das primárias começarem oficialmente, no Iowa. Vale a pena ver. A certa altura, a propósito do aparente desdém que manifesta consistentemente pelo seu país, Moore assume-se como um homem de relações de amor-ódio e avisa Megyn de que ela perceberia isso se um dia fosse jantar fora com ele. Megyn tranquiliza-o: "Não te preocupes. Eu nunca irei jantar fora contigo."
Esta rapariga manda uma ventania danada. E é um borracho de cair para o lado.