sábado, julho 21, 2018

O novo fascismo americano.



Um dos fenómenos mais aflitivos do Século XXI é o poder censório, o maniqueísmo fascistóide, dos gigantes de Silicon Valley. Sem saber ler nem escrever (quero eu dizer: sem preparação técnica nem legitimidade política), estes nerds ficaram de repente donos e senhores dos grandes motores da comunicação contemporânea e fazem o que muito bem entendem com as suas imensas máquinas de informação e conectividade.

O que se está a passar no Youtube, só para dar um exemplo de uma marca que é propriedade dessa máfia sinistra a que costumamos chamar Google, é absolutamente escandaloso. Por razões estritamente políticas, os rapazinhos eliminam vídeos a uma escala devastadora e terminam páginas por dá cá aquela palha, aniquilando qualquer vestígio de liberdade de opinião e impondo uma draconiana disciplina do politicamente correcto (que, nos tempos que correm, é o politicamente escabroso).

Filólogos são censurados (como Steven Pinker), Psicólogos são censurados (como Jordan Peterson), cientistas políticos são censurados (como Ben Shapiro), jornalistas são censurados (como Sean Hannity), humoristas são censurados (como Pat Condell), cineastas são censurados (como Basseley Nakoula); enfim, toda a gente que tenha qualquer coisa a dizer que não conste da norma esquerdista do eixo industrial São Francisco-Seatle, é banido, silenciado, feito desaparecer.

O caso paradigmático que trago ao blog como exemplo é a plataforma PragerU. Organização conservadora de carácter pedagócio a Prager University é um exemplo de decência de opinião e de liberdade de pensamento. Os vídeos têm um carácter pedagógico e são tudo menos incorrectos ou obscenos ou violentos ou pornográficos ou fraudulentos. Ainda assim, quem manda no YouTube decidiu eliminar cerca de 40 vídeos, sim - 40 vídeos, da página que a organização mantém neste servidor. Segundo os responsáveis do gigante americano, estes vídeos foram considerados impróprios para os jovens. Garanto-te, gentil leitor, que se visitares a página de que falo, vais perceber rapidamente que a única impropriedade aqui é a aterradora atitude dos censores. Mais nada, rigorosamente mais nada.

É claro que este zelo fascista seria apenas ridículo se existisse algo parecido com concorrência. Mas a Google, como qualquer organização totalitária, não gosta de concorrência e compra tudo o que tem significado, no seu espectro de mercado (o YouTube foi comprado em 2006 a Chad Hurley e Steve Chen, criadores do serviço, e até o servidor deste Blog foi adquirido pela Google, em 2003). O polvo está em toda a parte, silenciando toda a gente, controlando todas as opiniões, formando o pensamento de milhões e milhões de jovens com a cartilha chegavarista e as inacreditáveis políticas de identidade que estão hoje profundamente inculcadas numa boa parte da esquerda americana. É assustador. E extremamente perigoso.