terça-feira, agosto 30, 2011

A redenção de João Caminheiro.


Depois de Haruki Murakami ter transformado o bom do João no grande vilão da literatura contemporânea, eu que peço sempre o mesmo scotch, eu que já apanhei umas boas - e umas más - à custa do velho caminhante; eu que já caminhei pelo céu - e pelo inferno - de braço dado com este bravo e ousado companheiro, devo fazer-lhe justiça. E o abstémio do Murakami que vá para a puta careta que em má hora o pariu:



Marius Müller Westernhagen | Johny Walker

Johny Walker, estás de novo no ar.
Johny Walker, peço-te já no bar.
Johny Walker, estiveste sempre comigo.
Johny, és o meu melhor amigo.

Johny Walker, bronzeado num encanto,
Johny Walker, encostado a um canto.
Johny Walker, serve-te mais uma vez,
Johny, doze anos de embriaguez.

Eu tentei, mas não consigo
E deixar-te porquê, se és meu amigo?
Ninguém me ouve nunca assim,
E Johny, tu não fazes pouco de mim.

Johny Walker, eu não acredito no barrete
Johny Walker, de seres um diabrete.
Johny Walker, podes assar-me, afinal,
Johny, eu sinto-me absolutamente imperial.

Eu tentei, mas não consigo
E deixar-te porquê. se és meu amigo?
Ninguém me ouve nunca assim,
E Johny, tu não fazes pouco de mim.

Johny Walker, bla bla bla bla bla.
Johny Walker, bla bla bla bla bla.
Johny Walker, estiveste sempre comigo.
Johny, és o meu melhor amigo.
Johny, és o meu melhor amigo.
Johny, és o meu melhor amigo.

Versão livre de Gabriela Quinto Barcelos e Paulo Hasse Paixão