domingo, maio 29, 2016
segunda-feira, maio 23, 2016
quarta-feira, maio 18, 2016
Carlos Rafael: tens toda a razão.
O meu querido amigo é que sabe. E sempre que insiste numa banda, tem razões fortes para isso. Esta até podia muito bem ter-me entrado por um lado e saído pelo outro se não fosse o aviso dele. Grande banda, grande disquinho e, por uma vez, um clip razoável. Não está nada mal.
De Rosa . Spectres
Cognac: now open
Cognac is now open for business and you can pay us a visit anytime, from sunrise to sunrise. Chances are there is always someone here and the bar never closes. Location graphics available soon.
terça-feira, maio 17, 2016
O Guilherme Cabral diz tudo.
Excelente manifesto de um tricampeão: sem insultos, sem rancores, sem revanchismos. Apenas a alegria e o orgulho de ser benfiquista. Bravo.
segunda-feira, maio 16, 2016
Dedicatória.
Na qualidade de adepto do Sport Lisboa e Benfica, dedico o 35º título nacional ao sr. Bruno de Carvalho.
sábado, maio 14, 2016
sábado, maio 07, 2016
Mais crónicas do mundo ao contrário.
Os londrinos elegeram hoje um muçulmano para a presidência do seu município. Sim, caro leitor, um muçulmano, ainda para mais paquistanês, ainda para mais suspeito de manter relações cordatas (é dizer pouco) com extremistas islâmicos.
Enquanto o socialista Bernie continua a dar muitas dores de cabeça a Hillary Clinton, Trump vai ser mesmo o candidato republicano nas eleições para a presidência da grande potência mundial. É verdade.
José Sócrates vai inaugurar o Túnel do Marão. Não, não estou a brincar. António Costa teve a gentileza de o convidar para o corte da fita. A sério.
A realidade, por estes dias, é um autocarro que ultrapassa pela direita, a uma velocidade estonteante, o Fiat 127 da ficção.
Se isto não é o mundo ao contrário, não sei que volta mais radical pode acontecer.
Enquanto o socialista Bernie continua a dar muitas dores de cabeça a Hillary Clinton, Trump vai ser mesmo o candidato republicano nas eleições para a presidência da grande potência mundial. É verdade.
José Sócrates vai inaugurar o Túnel do Marão. Não, não estou a brincar. António Costa teve a gentileza de o convidar para o corte da fita. A sério.
A realidade, por estes dias, é um autocarro que ultrapassa pela direita, a uma velocidade estonteante, o Fiat 127 da ficção.
Se isto não é o mundo ao contrário, não sei que volta mais radical pode acontecer.
quinta-feira, maio 05, 2016
quarta-feira, maio 04, 2016
Muse ou a compensação cenográfica.
Por causa do gentil convite de um amigo meu, o Carlos Fernandes, fui na segunda-feira ver um concerto de uma banda de que não gosto nada. Mas, ainda assim, não saí de lá triste. Os rapazes mostraram um espectáculo visual que não tem comparação com nada do que tinha visto até aqui - e já vi muitos, mas mesmo muitos concertos na vida.
O Carlos, ainda por cima, conseguiu uma excelente edição das imagens que captou com o telemóvel, pelo que tinha mesmo que postar isto:
O Carlos, ainda por cima, conseguiu uma excelente edição das imagens que captou com o telemóvel, pelo que tinha mesmo que postar isto:
Novo elogio da porrada.
Os senhores deputados do parlamento Turco reconhecem o valor da violência física na resolução dos conflitos próprios da democracia. E fazem eles se não bem. Dão um espectáculo divertidíssimo e condicente com os princípios da república que representam , enquanto resolvem (em definitivo, calculo eu) as suas disputas nuns minutinhos apenas e com a cómica selvajaria que é prototípica das sociedades muçulmanas.
Senão vejam:
A pancadaria é de tal ordem, que até os representantes da Câmara dos Deputados do Brasil e da Assembleia Regional da Madeira são capazes de ficar envergonhados. Ou invejosos.
Brilhante.
Senão vejam:
A pancadaria é de tal ordem, que até os representantes da Câmara dos Deputados do Brasil e da Assembleia Regional da Madeira são capazes de ficar envergonhados. Ou invejosos.
Brilhante.
domingo, maio 01, 2016
sábado, abril 30, 2016
sexta-feira, abril 29, 2016
Marte numa voltinha.
O Curiosity tirou os bonecos e a NASA fez a composição de 360º.
Às vezes, o engenho humana tem muita pinta. Para ver em full screen e em 4K.
Mas-que-malha.
Beat Connection . Another Go Round
Não consigo parar de trautear esta música. Não me sai da cabeça. Não me sai da pele nem dos pés, nem do ritmo da vida. Estou agarrado.
quinta-feira, abril 28, 2016
Trabalho é Cognac.
Na boa companhia do João Lagido e do Rui Canas, estou por estes dias alegremente subjugado à carga de trabalhos de levantar um estúdio de comunicação num recanto sossegado de Telheiras. Vou dando notícias do projecto aqui no blog e na página facebook da marca. Desejem-me sorte.
terça-feira, abril 19, 2016
Beat do momento.
Beat Connection . So Good
Esta música está destinada a fazer subir o botão do volume. Ouvi-la baixinho é trair o espírito da coisa. Depois, no elevador, peça desculpa ao vizinho.
segunda-feira, abril 18, 2016
Impedimento: tchau querida.
Já está. Ao Deputado Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco, saiu a sorte grande de jurar o sim que garante o início do processo de impeachment da presidenta Dilma (em brasileiro). O homem cumpre o seu voto com eloquência e emoção e leva a Câmara ao delírio. A casa não vibraria mais com um golo do escrete na final de um mundial de futebol.
Há qualquer coisa de animalesco e caótico na democracia brasileira que exerce um fascínio difícil de contornar. Nem que seja porque é muito divertida de ver em acção.
E até que o Brasil se veja livre de Dilma teremos muitos episódios, tão ou mais recambulescos do que este, para apreciar.
Viva a República.
Impedimento: Wladimir, o profissional.
O deputado Wladimir Costa leva a coisa a sério e traz adereços para dar ao espectáculo a sua devida dimensão circense.
Isto é ou não é um produto televisivo de excelência?
Impedimento: os valores herdados.
Muitos deputados falam, com indisfarçável orgulho, dos valores que os seus pais lhes incutiram. Ora, considerando que destes 517 deputados, há mais de 130 metidos em grandes e graves problemas com a justiça, não se percebe bem a vaidade. Das duas uma: ou os pais destes senhores não foram efectivos na educação que deram aos filhos ou estavam bastante equivocados sobre o conjunto de valores que é aceitável pela lei e pelos bons costumes.
Impedimento: poesia, revolução e netos.
Há deputados que manifestam o seu voto em verso. Outros prometem a revolução do proleteriado com a veemência que envergonharia Lenine. Mas sempre em nome dos filhos e dos netos, claro. A câmara dos deputados está repleta de avôs enternecedores.
Impedimento: o Irmão Lázaro e a soberba.
O Irmão Lázaro (estrela da música gospel e deputado federal), jura o seu voto:
- "É preciso muita soberba para abrir rombos bilionários nos cofres públicos e achar que não vai acontecer nada. É muita soberba. (...) E a soberba precede a queda."
Convenhamos, a política assim é encantadora.
Impedimento: pura comédia.
Estou a seguir, no livefeed da Folha de S. Paulo, a votação do Impeachment, na Câmara dos Deputados da república federal do Brasil. É das coisas mais cómicas que podes imaginar, gentil leitor.
Os deputados manifestam publicamente o voto evocando os seus filhos, os seus netos, as mulheres e as sogras. Rebolam-se, durante este breve e espalhafatoso momento de prime time, num exercício acrobático de egotismos emocionados, acusações vibrantes e histriónicas declarações de paixão patriótica. No momento da expressão do voto, estão literalmente cercados por outros deputados que gritam apupos e apoios, mostram cartazes, vociferam ameaças, pressionam, apressam, demoram, aviltam. É o bordel, na sua mais espectacular plenitude. Espero sinceramente que isto dê em porrada.
segunda-feira, abril 11, 2016
Para o que lhes havia de dar.
Os meus queridos amigos errantes tiveram a ideia tresloucada de passarem 15 dias entre o Vietname e o Cambodja. Há gente para tudo e estes dois, que até são umas pessoas que dão bom nome à raça humana, têm tanto direito a ensandecer como qualquer mortal. A vantagem, para mim, é que regressam sempre com uns vídeos muita giros para eu publicar alegremente aqui no blog.
domingo, abril 10, 2016
quinta-feira, abril 07, 2016
Elogio da bengalada.
Sinceramente, não percebo qual é o mal das pessoas resolverem os seus problemas à bofetada. Inclusivamente ministros: um ministro não tem culpa de ser ministro no mesmo sentido em que um idiota é inocente da sua condição, e deve usufruir dos mesmos direitos que as pessoas normais. Qual é o escândalo do Ministro da Cultura querer dar uns tabefes neste ou naquele? Bem vistas as coisas, a violência física é um problem solver milenar e de eficácia assegurada. Um estaladão é higiénico, honesto, rápido e eloquente sem ser retórico. É uma excelente ferramenta política.
Quando muito podemos talvez aconselhar João Soares a evitar o anúncio da porrada, na medida em prepara antecipadamente o adversário para o combate. Este último, avisado, pode muito bem munir-se de uma boa e queirosiana bengala de cabo de aço e escangalhar o ajuste de contas do ministro, bem como algumas áreas estrategicamente seleccionadas do seu magnífico corpo.
Não há muito tempo atrás, as elites europeias resolviam as suas desavenças em duelo. Era um outro método deontologicamente correcto e, acima de tudo, definitivo. Depois de se envolverem num cavalheiresco tiroteio, os honoráveis adversários não voltavam, regra geral, à mesma teima. Até porque, de vez em quando, um dos teimosos ficava logo ali mudo e frio para toda a eternidade. Ora, se este ritual permaneceu vivo e recomendável durante uns séculos, porque raio é que a bofetada agora cria alergias a tanta gente?
A pancadaria é o mais antigo, o mais usado e o mais útil instrumento da civilização.
De resto, parece-me excelente que as soberanas questões da cultura nacional (e outras, muitas) sejam resolvidas desta forma limpinha. Afinal, digam-me: conhecem uma melhor solução para o João Soares do que um enxerto de porrada à antiga?
É que eu não estou a ver outro remédio.
Quando muito podemos talvez aconselhar João Soares a evitar o anúncio da porrada, na medida em prepara antecipadamente o adversário para o combate. Este último, avisado, pode muito bem munir-se de uma boa e queirosiana bengala de cabo de aço e escangalhar o ajuste de contas do ministro, bem como algumas áreas estrategicamente seleccionadas do seu magnífico corpo.
Não há muito tempo atrás, as elites europeias resolviam as suas desavenças em duelo. Era um outro método deontologicamente correcto e, acima de tudo, definitivo. Depois de se envolverem num cavalheiresco tiroteio, os honoráveis adversários não voltavam, regra geral, à mesma teima. Até porque, de vez em quando, um dos teimosos ficava logo ali mudo e frio para toda a eternidade. Ora, se este ritual permaneceu vivo e recomendável durante uns séculos, porque raio é que a bofetada agora cria alergias a tanta gente?
A pancadaria é o mais antigo, o mais usado e o mais útil instrumento da civilização.
De resto, parece-me excelente que as soberanas questões da cultura nacional (e outras, muitas) sejam resolvidas desta forma limpinha. Afinal, digam-me: conhecem uma melhor solução para o João Soares do que um enxerto de porrada à antiga?
É que eu não estou a ver outro remédio.
segunda-feira, abril 04, 2016
O dinheiro, essa igreja universal.
Há, na história dos homens, apenas um elo sagrado que os une a todos: a ganância.
O dinheiro é a única religião, o singular valor absoluto que transcende todas as discórdias e que reúne no mesmo altar crentes e ateus, muçulmanos e cristãos, revolucionários e conservadores, gregos e troianos, castelhanos e catalães, argentinos e brasileiros, judeus e palestinianos, indianos e paquistaneses, flamengos e valões, russos e polacos, alemães e franceses, islandeses e suecos, albaneses e italianos, sérvios e turcos, russos e ucranianos, coreanos do norte e do sul, vilões e heróis, profissionais de golfe e amadores de futebol de salão, pretos e brancos, homens e mulheres, índios e cowboys, polícias e ladrões, juízes e criminosos, patrões e operários, ministros e funcionários, políticos e jornalistas, sindicatos e empresas, ambientalistas e industriais, professores e alunos, associações desportivas e organizações humanitárias: enfim, não há conflito sem resolução, não há inimizade sem cura, não há guerra que não seja aplacada pela paz dos milhões.
Os papéis do Panamá não dizem nada de novo. Qualquer pessoa que tenha lido um único livro de história na vida, sabe muito bem que as coisas são como são. O que surpreende é o tom escandalizado da imprensa. Nesta fuga de informação, há de certeza gente que detém capital em orgãos de comunicação social. De certa forma, hoje em dia, todo o grande capital é sujo. Mas, se não houvesse capital sujo, não havia imprensa, porque, de uma forma geral, o negócio das notícias dá prejuízo e, por isso, a única forma de capitalizar estas empresas cronicamente deficitárias é aproveitá-las para lavar a sujidade que todo o dinheiro traz consigo.
Aliás, nos tempos que correm, parece que todos os negócios dão prejuízo. Até o petróleo dá prejuízo. Até a indústria do armamento dá prejuízo. Os únicos negócios que não dão prejuízo são o da fuga ao fisco (em grande escala, porque a pequena evasão fiscal também está pela hora da morte) e o da corrupção (a generalizada, porque a ocasional não tem futuro).
O mundo todo é um Brasil enorme ou um imenso Portugal. Todos estamos metidos até ao pescoço na mesma lama da ganância e da mais absoluta ausência de princípios. Não somos do Benfica ou do Sporting. Não somos de esquerda ou de direita. Não somos da mesquita ou da paróquia. Não somos de Platão ou de Aristóteles. Somos todos, em uníssono, do clube do cifrão. Ámen.
Pink Floyd . Money
O dinheiro é a única religião, o singular valor absoluto que transcende todas as discórdias e que reúne no mesmo altar crentes e ateus, muçulmanos e cristãos, revolucionários e conservadores, gregos e troianos, castelhanos e catalães, argentinos e brasileiros, judeus e palestinianos, indianos e paquistaneses, flamengos e valões, russos e polacos, alemães e franceses, islandeses e suecos, albaneses e italianos, sérvios e turcos, russos e ucranianos, coreanos do norte e do sul, vilões e heróis, profissionais de golfe e amadores de futebol de salão, pretos e brancos, homens e mulheres, índios e cowboys, polícias e ladrões, juízes e criminosos, patrões e operários, ministros e funcionários, políticos e jornalistas, sindicatos e empresas, ambientalistas e industriais, professores e alunos, associações desportivas e organizações humanitárias: enfim, não há conflito sem resolução, não há inimizade sem cura, não há guerra que não seja aplacada pela paz dos milhões.
Os papéis do Panamá não dizem nada de novo. Qualquer pessoa que tenha lido um único livro de história na vida, sabe muito bem que as coisas são como são. O que surpreende é o tom escandalizado da imprensa. Nesta fuga de informação, há de certeza gente que detém capital em orgãos de comunicação social. De certa forma, hoje em dia, todo o grande capital é sujo. Mas, se não houvesse capital sujo, não havia imprensa, porque, de uma forma geral, o negócio das notícias dá prejuízo e, por isso, a única forma de capitalizar estas empresas cronicamente deficitárias é aproveitá-las para lavar a sujidade que todo o dinheiro traz consigo.
Aliás, nos tempos que correm, parece que todos os negócios dão prejuízo. Até o petróleo dá prejuízo. Até a indústria do armamento dá prejuízo. Os únicos negócios que não dão prejuízo são o da fuga ao fisco (em grande escala, porque a pequena evasão fiscal também está pela hora da morte) e o da corrupção (a generalizada, porque a ocasional não tem futuro).
O mundo todo é um Brasil enorme ou um imenso Portugal. Todos estamos metidos até ao pescoço na mesma lama da ganância e da mais absoluta ausência de princípios. Não somos do Benfica ou do Sporting. Não somos de esquerda ou de direita. Não somos da mesquita ou da paróquia. Não somos de Platão ou de Aristóteles. Somos todos, em uníssono, do clube do cifrão. Ámen.
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