segunda-feira, julho 25, 2016

Poema Pokémon

Enquanto caçavas pokémons
um islamita filho da puta explodiu com 11 alemães em Ansbach,
e um ayatollah atrasado mental mandou retirar cem mil antenas parabólicas
dos telhados de Teerão,
para evitar desvios da moral.

Enquanto caçavas pokémons
o teu querido primeiro ministro arranjou maneira
de foder loucamente o teu país
e passar por quem está a salvá-lo.

Enquanto caçavas pokémons
a Venezuela deixou de ter carne disponível
para o menú da Mcdonalds
e a tua mulher enfiou-se alegremente na cama
do teu melhor amigo.

Enquanto caçavas pokémons
aconteceu um apocalipse zombie,
mas tu não deste por isso
porque a aplicação não detecta mortos.
Nem vivos.

Enquanto caçavas pokémons
a tua mãe teve uma trombose
e o preço do gasóleo subiu dois cêntimos
e Marcelo Rebelo de Sousa passou a supremo líder
e os ingleses pensaram que o referendo era
um jogo de estratégia.

Enquanto caçavas pokémons
nasceu e morreu montes de malta
e chegaram para aí mais trezentos mil sírios à Europa,
devidamente acompanhados de trinta filhos da puta
dispostos a explodir com mais uma porrada de alemães.

Enquanto caçavas pokémons
os franceses não precisaram de sírios nem de filhos da puta
vindos da Síria
para serem explodidos, porque têm imensos filhos da puta
a viverem lá.

Enquanto caçavas pokémons
o teu parlamento discutiu a necessidade de obrigar os homens
a tirar licenças de parto
ou um outro qualquer e aberrante e fascista
assunto de engenharia social.

Enquanto caçavas pokémons
devem ter chacinado para cima de uma enormidade de cristãos
no médio oriente,
sem que os jornais do teu lado do mundo cristão
tenham dado por isso porque os jornais do teu lado do mundo cristão,
estranhamente,
ficam muito mais aflitos quando morrem muçulmanos.

Enquanto caçavas pokémons
Hillay Clinton ia sendo presa
e Donald Trump ia sendo presidente
do caralho dos Estados Unidos da América.

Enquanto caçavas pokémons
perdeste o momento em que a traça se fez borboleta
para dar um beijo no Cristiano Ronaldo.

Enquanto caçavas pokémons
alguém descobriu mais um poema desconhecido
do Fernando Pessoa.

Salvo o beijo e o poema, como vês,
não perdeste lá grande coisa.

Os pretos e os copinhos de leite.

 
POR MÁRIO ALVES CANDOSO

O presidente do PNR disse que não fazia sentido a selecção portuguesa jogar a final do campeonato da Europa contra uma 'selecção africana'. José Pinto-Coelho referia-se, claro está, ao facto de a França ter muitos jogadores negros no seu plantel. E aproveita para aconselhar que comparemos esta selecção francesa com a de há trinta anos, para vermos que está em curso uma substituição populacional na Europa.

O argumento tem tantos buracos como o PNR, na sua fraquíssima e reiterada votação. Se a França tem muitos negros, o William Carvalho, o Éder e o Renato Sanchez devem ser azuis escuros, e o Nani, o Pepe e o João Mário são azuis claros. Eu é que sou daltónico...

Mas recordo-lhe que, em 1966, alguns dos melhores atletas que integravam a selecção nacional de futebol se chamavam Vicente, Hilário, Coluna e Eusébio. Só para dar um exemplo.

Esta é a diferença entre um racista - José Pinto-Coelho - e um anti-multiculturalista - eu, por exemplo. O que poderia estar mal era a substituição de pessoas com integração na nossa cultura por outras que não a sentem, não a entendem e até lutam contra ela (no caso europeu, o exemplo mais vulgar são sem dúvida os muçulmanos radicais). O que manifestamente não parece ser, nos dias de hoje, o caso dos negros que integram a selecção francesa - cantam todos o hino, já agora - nem muito menos os da portuguesa.

Que fique bem claro. Não sou favorável à imigração massiva de estrangeiros para a Europa. Não sou favorável á tomada do poder por indivíduos que não têm nada a ver com a história e as etnias dominantes dos territórios onde vivem - o exemplo de que me lembro imediatamente é o dos brancos na África do Sul, durante os tempos do apartheid.

Mas não saber identificar o problema é o maior pecado de um político. E como não tenho interesse nenhum em que o PNR cresça, aconselho José Pinto-Coelho a continuar assim como é. Ou a fazer uma aliança com o outro extremo, o daqueles que acham que todos os 'refugiados' são bem-vindos. Infelizmente, tenho de viver com os tristes defensores de ambas as teses.

quarta-feira, julho 13, 2016

Catrapum, malha.



De Rosa . Spectres

segunda-feira, julho 11, 2016

Hoje à noite, em Paris.


Hoje à noite, em Paris, o Fernando Santos fez o jogo perfeito. o Éder fez o jogo impossível. O Rui Patrício fez o jogo improvável. O Nani fez o jogo da vida dele. O Pepe é que não. O Pepe fez o jogo do costume. E foi rei. Imperou MVP.
Hoje à noite, em Paris, aconteceu um fenómeno poltergeist que vingou Eusébio, que vingou Simões, que vingou Humberto Coelho, Chalana, Futre (sim, sim), Figo, Rui Costa, João Pinto e que vingou, claro, Cristiano Ronaldo. Que deu a mais saborosa das vinganças a um povo que adora futebol. A um povo que sabe jogar à bola (não faço a distinção do seleccionador nacional).
Hoje à noite, em Paris, aconteceu transcendência, pura e dura, e o futebol é, como muito bem escreve o enorme Bruno Vieira Amaral, uma experiência religiosa.
Assim sendo, hoje à noite, em Paris, fez-se um bom bocado de história da religião. Porque digam o que disserem, o golo lindíssimo do pretinho feio é completamente epistemológico.
Esta selecção não era a melhor selecção do torneio, como é óbvio. Mas isso não quer necessariamente dizer que não ganhámos bem. Ou que não merecemos ganhar. Já merecemos ganhar vezes demais para não sermos agora merecedores da boa glória.
Hoje à noite, em Paris, a glória foi de Portugal. Viva Portugal.

sábado, julho 09, 2016

São menos parvos do que parecem.



RNDM . Ghost Riding

Estes rapazes não nasceram para isto dos clips, mas já em relação há música que fazem são muito mais espertos. Ghost Riding é um daqueles discos giros que se estranham primeiro para se entranharem depois. E uma vez entranhado, é difícil fazer pausa.

segunda-feira, julho 04, 2016

Socorro, vêm aí as obras!






























POR MÁRCIO ALVES CANDOSO

Com nenhuma pompa e demasiada incircunstância, soou hoje um alerta civil grau cinco - agora é que as obras em Lisboa vão mesmo começar! A avaliar pelo pandemónio que já por aí vai, qualquer pacato cidadão deve começar a tremer.

Não estou a falar dos buracos de Pedrouços ou de outros arruamentos a precisar de arranjo. Isso é para meninos. O que Medina, Salgado & Empreiteiros Limitados preparam é a ruína do dia-a-dia dos lisboetas e de mais um milhão de pessoas que todos os dias se desloca à capital.

Mas o que me espanta mais - ou me indigna, porque eu espantado já raramente fico - é a unanimidade autárquica sobre a 'necessidade' das obras. Ouvi, com estes dois que a terra há-de comer, PCP, CDS e PSD criticar APENAS a oportunidade das obras. Porque é em cima das eleições, e eles acham que, se o Medina fizer as obras, isso é manobra eleitoral.

É todo um manual de estupidez, ganância e impreparação política que subjaz a estas declarações. Os 'opositores' não dizem que não fariam as obras. Mas criticam que sejam feitas com a intenção de o actual Executivo camarário ganhar as eleições. O que, a ocorrer, lhes dará mais quatro anos fora do tacho.

Não ponho as mãos no fogo pelo povão lisboeta. Se calhar o 'zé pagode' até gosta de ver a cidade esburacada e do mavioso som da picareta automática. Mas se houver muitos eleitores como alguns que eu conheço, é malta para fazer um manguito ao Medina e ao Salgado e mandá-los para umas férias com bilhete só de ida.

Porque as obras são incoerentes, desnecessárias e não resolvem nenhum dos problemas de mobilidade com que os utilizadores da capital do país se confrontam diariamente. Entupir ainda mais a 2ª Circular, tornar o acesso à Baixa e na via central Campo Pequeno-Marquês de Pombal quase impossível, dificultar a circulação automóvel sem - mais uma vez - criar alternativas, não é obra - é martírio!

E lá hão-de estar os lugares - acrescidos - de estacionamento pago e bem pago. A ameaça recai sobre , por exemplo, a Av. da Igreja, Santos-o-Velho, Carnide, Mercado de Benfica e Socorro. É isso mesmo, 'socorro' é do que a gente precisa!

Mas não se ralem. Vão ser criadas mais ciclovias. Não sei se a cabeça do Medina já reparou que existem em Lisboa mais colinas que na Holanda inteira. Não há problema, deve haver um 'voucher'muncipal para ir tudo treinar para o Holmes Place ou para o Club Seven. Estacionam no parque do Ritz.

A população da capital está envelhecida? Não faz mal, o exercício faz bem á saúde. E aliás, vão ser criadas mais uns milhares de habitações para jovens, com rendas reduzidas, para povoar o centro da cidade... Não? Ah, já me esquecia, esse projecto de requalificação foi parar às calendas!

Com mais passeios, mais esplanadas, sem lugar para pôr os carros e com um Metropolitano que continua a ser uma minúscula vergonha para uma cidade capital de um País da Europa - mas que já traz as mulheres-a-dias da Reboleira, porque os escritórios têm de estar limpos às sete e meia - creio bem saber para quem são estas obras necessárias - para o bolso dos patos-bravos que financiam os partidos - hoje um, amanhã outros - e para turistas.

Lisboa não será o maior bordel da Europa. Mas vai tornar-se, seguramente no maior hostel. Entretanto, o lisboeta é uma espécie em extinção.

sexta-feira, junho 24, 2016

Brexit e os limites da União.






















O resultado do referendo de ontem não devia surpreender ninguém. O que surpreende é o facto de se ter colocado esta responsabilidade sobre os ombros de um eleitorado que não faz a mais pequena ideia de quais serão as consequências, para as ilhas britânicas, para a Europa e para o mundo, desta secessão. E não, não estou a ser snob. O operário de Birminghan sabe exactamente o mesmo sobre este assunto que o burocrata em Bruxelas ou o corretor da City londrina. As variáveis em jogo são de tal forma complexas que não há uma alma no universo capaz de determinar o aftermath deste triste episódio.
Suspeito que o Brexit vai prejudicar mais a Inglaterra (até porque coloca em risco, no imediato, a coesão e existência do Reino Unido), do que as nações continentais. Mas não deixa de constituir uma excelente espécie de despertador histriónico para os atrasados mentais que lideram a União Europeia. Alguma coisa tem de mudar. E, se calhar, é de menos Europa que precisamos, para continuarmos a ter uma União minimamente credível. Se calhar, é com menos leis, com menos burocracia, com menos tribunais, com menos apparatchics, com menos compromissos, com menos instituições, com menos mandatos, com menos fascismos e, claro, com menos nações, que será possível sobreviver a este aparente colapso.
A Europa não é una. É diversa, é conflituosa, é, muitas vezes, antípoda. Não vale a pena forçar a federação que não existe de todo no terreno geofísico, psíquico e cultural. Mas isso não quer dizer que a comunidade esteja condenada à extinção. Há muitas e gordas vantagens em estabelecermos uma espaço comum em matéria económica e civilizacional, a primeira das quais: 70 anos sem guerra.
Há muitas e gordas razões para permanecermos ligados a um projecto Europeu que garanta a paz e a prosperidade num continente historicamente massacrado por pequenos ódios. Talvez o caminho a seguir seja menos ambicioso. Mas será com certeza muito mais sensato.

domingo, junho 19, 2016

Albânia: um Portugal inverso.


Não vi os dois jogos da Selecção Nacional e, pelos vistos, fiz bem.
Vi, até agora, apenas três jogos do Europeu, pela simples razão de que acho o futebol - como é jogado hoje - um aborrecimento tremendo.
Mas o último jogo desses três que vi foi bom de ver, e estou a referir-me, por incrível que pareça, ao encontro que opôs hoje a Roménia e a Albânia. A Roménia é uma selecção muito fraquinha, convenhamos, e ninguém pode dizer que a Albânia é uma excelente equipa de futebol. Porém, há uma inocência na interpretação da modalidade por parte dos albaneses, há um querer tão grande, uma vontade de transcendência tão incendiária, uma ingenuidade tão maravilhosa, que é impossível a uma pessoa de senso evitar apaixonar-se por estes rapazes e pelos ruidosos milhares de concidadãos que estavam presentes no Stade des Lumières.
Na segunda parte, a química entre os albaneses e a sua selecção atingiu níveis poltergeist e foi mesmo emocionante ver como a equipa estendia o esforço hercúleo em função da intensidade quase histérica do seu público.
Se este europeu de futebol tivesse mais equipas como a Albânia e menos aglomerados humanos como aqueles que são treinados por Fernando Santos, eu talvez visse mais jogos.
Se este europeu contasse com mais ilustres desconhecidos como Armando Sadiku e menos "cidadãos do mundo" como Cristiano Ronaldo, eu era capaz de sintonizar com outra frequência a porcaria da RTP.
Assim sendo, prefiro ver o Stephen Curry falhar lançamentos de 3 pontos (o que é raro).

Velhos amigos.



O Blogville já é amigo destes rapazes há uns anos largos. E eles, fiéis a esta amizade, continuam a cumprir com bombas que nunca mais acabam de explodir dentro da parte acústica do meu cérebro.

Frightened Rabbit . Woke Up Hurting

Gary Lineker a 300 à hora.

 Toyota's Kazuki Nakajima is led away, distraught, after his TS050 Hybrid failed. The Telegraph


Ainda não acredito no que vi hoje, à hora de almoço.
As 24 Horas de Le Mans são 60 carros à partida, uma directa em cima e no fim ganha a Alemanha.

Número de títulos desde 1970:
Porsche - 18
Audi - 13
Mercedes-Benz - 1
BMW - 1

33 títulos em 46 anos.

Le Mans, ou o suplício nipónico.



As 24 horas de Le Mans são, nos tempos que correm e em definitivo, o maior espectáculo automobilístico do mundo. Ao contrário do que acontecia há 20 ou 30 anos atrás, a corrida é disputada ao sprint na sua total duração e a incerteza quanto aos vencedores (nas 4 classes em competição) tem sido a regra e não a excepção.
Mais a mais, os automóveis da LMP1 são mais bonitos, mais rápidos e tecnologicamente mais impressionantes que os carros da Fórmula 1 e não precisam de truques manhosos do género RDS para se ultrapassarem alegremente uns aos outros.
O que aconteceu este ano não tem comparação com nada que possa ter acontecido na história do desporto automóvel. A 6 minutos do fim, sim, 6 míseros minutos, o carro nº 5 da Toyota, que tinha a corrida ganha (o Porsche que vinha imediatamente atrás estava a cerca de um minuto) e que ia garantir a primeira vitória do gigante industrial japonês ao fim de décadas de tentativas frustradas, encosta à parede exterior das boxes e imobiliza-se em plena recta da meta para nunca mais dali sair. Ninguém queria acreditar, mas o Porsche 919 tripulado por Dumas / Jani / Lieb acabava de vencer a 83ª edição das 24 horas de Le Mans.
Se há momentos em que a realidade supera a inventiva do mais fantasioso dos novelistas, este é um deles. O que aconteceu hoje no eterno circuíto de La Sarthe é mesmo, mesmo, inacreditável. E super cruel para os desgraçados dos japoneses.

quinta-feira, junho 16, 2016

Remédio contra o Euro 2016.



Ou uma espécie de consolação para os horrores da tribo do futebol e as desilusões da selecção nacional. Funciona.

A nomenclatura de Orlando.

Um islamita filho de meretriz pega numa metralhadora e começa a matar homossexuais como se não houvesse amanhã. Mas parece que ele não matou aqueles homossexuais todos porque era um islamita filho de meretriz. Parece que ele matou os homossexuais porque não gostava de homossexuais. Eis uma nuance tão subtil como um elefante numa ourivesaria.
Bom, é preciso dizer primeiro que o Alcorão odeia da mesma maneira bíblica e com a mesma intensidade todos os homossexuais. Isto é verdade. O que não é verdade é tentarem comparar uma civilização que tem a Bíblia como referência literária a uma multidão de bárbaros que leva o Alcorão à letra.
Os muçulmanos do nosso tempo são uma tribo muito mais fascistóide do que era há uns séculos atrás, quando, por exemplo, habitou a Península Ibérica. Essa raça apoteótica de poetas-guerreiros não tem nada a ver com os rapazinhos de agora.
Mais a mais, um católico muito conservador e chato que pura e simplesmente odeia homossexuais não sai para a rua com uma metralhadora e a intenção de matar cinquenta homossexuais porque foi ensinado por Cristo e pelos seus pais que o facto de não se gostar de alguém não implica necessariamente o recurso à metralha. Muito antes pelo contrário. Jesus salvou Barrabás da cruz sem uma palavra de protesto, sabendo bem que iria tomar a justa vez do facínora. Digam-me onde é que no Alcorão há uma história de amor assim, que eu revejo a minha tese.
E a minha tese é muito simples, até: nem todo o maometano é um assassino. Mas a grande parte dos maometanos acredita e serve valores que são inimigos absolutos dos valores em que fui educado e cresci e que fizeram de mim o gajo que sou hoje (bom ou mau, não interessa porque a biologia mandata-me à defesa de quem sou). Mas também e sobretudo inimigos absolutos dos valores que elevaram a civilização ocidental à proa da História. Os valores da razão moral em Platão e em Kant, os valores da tolerância e da piedade em Jesus Cristo e em Thomas More; os valores de justiça social em Karl Marx e de prosperidade colectiva em Herbert Spencer, os valores da virtude em Juvenal e da probidade em Marco Aurélio, os valores de superação em Nietzsche e da universalidade em Voltaire e assim sucessivamente até que se entenda o óbvio: o rapaz que matou os tais 50 homossexuais não os matou por causa de serem homossexuais. Matou-os porque adora um profeta demoníaco. Mas atenção: Maomé não é um profeta demoníaco. O homem era um comerciante e era um guerreiro (uma coisa, no contexto histórico, implicava a outra). Só não era de certeza um tipo que se insurgisse contra a primeira pedra lançada à bela e triste tromba da cortesã de taberna. E é muito mais fácil interpretar torto o texto do profeta das barbas do que errar na validação do discurso do crucificado, que é, convenhamos e basicamente, um Buda magrinho.
Revelando abertamente o ignorante que é, Obama argumentou que os recursos sofistas que usa para não chamar ao terrorismo islâmco terrorismo islâmico não são pertinentes para a resolução da violência. A desvalorização da nomenclatura nem sequer é própria de um político minimamente competente, mas vindo de quem vem não surpreende. Tem é o problema de decorrer de uma lógica absolutamente falaciosa. Antes de tudo, temos que dar substantivos às coisas e aos fenómenos. Foi aliás para isso que se inventou a linguagem. É, até, uma das missões transcendentais do homem: o acto de nomear. Fulano é meu amigo. Beltrano é meu inimigo. Obama devia ler menos Marx e mais Homero. Ou Confúcio.
Vamos por favor chamar os bois pelos nomes. O massacre de Orlando é de fé islâmica. Ponto final, parágrafo.


terça-feira, junho 14, 2016

Insane speed. It takes your breath away.


Isle of Man TT . John McGuinness chases Ian Hutchinson in the Senior TT 2016

domingo, junho 12, 2016

Mais um poema inédito do Fernandinho.

Cada palavra dita é a voz de um morto.
Aniquilou-se quem se não velou
Quem na voz, não em si, viveu absorto.
Se ser Homem é pouco, e grande só
Em dar voz ao valor das nossas penas
E ao que de sonho e nosso fica em nós
Do universo que por nós roçou
Se é maior ser um Deus, que diz apenas
Com a vida o que o Homem com a voz:
Maior ainda é ser como o Destino
Que tem o silêncio por seu hino
E cuja face nunca se mostrou.


Fernando Pessoa

domingo, maio 29, 2016

I freakin' love these two.


Kika.


Gandalf.

Fotos de Susana Baptista

segunda-feira, maio 23, 2016

quarta-feira, maio 18, 2016

Carlos Rafael: tens toda a razão.



O meu querido amigo é que sabe. E sempre que insiste numa banda, tem razões fortes para isso. Esta até podia muito bem ter-me entrado por um lado e saído pelo outro se não fosse o aviso dele. Grande banda, grande disquinho e, por uma vez, um clip razoável. Não está nada mal.

De Rosa . Spectres

Cognac: now open


Cognac is now open for business and you can pay us a visit anytime, from sunrise to sunrise. Chances are there is always someone here and the bar never closes. Location graphics available soon.

terça-feira, maio 17, 2016

O Guilherme Cabral diz tudo.



Excelente manifesto de um tricampeão: sem insultos, sem rancores, sem revanchismos. Apenas a alegria e o orgulho de ser benfiquista. Bravo.

segunda-feira, maio 16, 2016

Dedicatória.

Na qualidade de adepto do Sport Lisboa e Benfica, dedico o 35º título nacional ao sr. Bruno de Carvalho.

sábado, maio 14, 2016

sábado, maio 07, 2016

Mais crónicas do mundo ao contrário.

Os londrinos elegeram hoje um muçulmano para a presidência do seu município. Sim, caro leitor, um muçulmano, ainda para mais paquistanês, ainda para mais suspeito de manter relações cordatas (é dizer pouco) com extremistas islâmicos.

Enquanto o socialista Bernie continua a dar muitas dores de cabeça a Hillary Clinton, Trump vai ser mesmo o candidato republicano nas eleições para a presidência da grande potência mundial. É verdade.

José Sócrates vai inaugurar o Túnel do Marão. Não, não estou a brincar. António Costa teve a gentileza de o convidar para o corte da fita. A sério.

A realidade, por estes dias, é um autocarro que ultrapassa pela direita, a uma velocidade estonteante, o Fiat 127 da ficção.

Se isto não é o mundo ao contrário, não sei que volta mais radical pode acontecer.

Clip horrível. Mas esta música...



... deixa-me num estado saltitante.

Young Galaxy . Ready to Shine

quinta-feira, maio 05, 2016

It's a wonder, indeed.


Cognac is still under construction, but it's taking shape.

quarta-feira, maio 04, 2016

Muse ou a compensação cenográfica.

Por causa do gentil convite de um amigo meu, o Carlos Fernandes, fui na segunda-feira ver um concerto de uma banda de que não gosto nada. Mas, ainda assim, não saí de lá triste. Os rapazes mostraram um espectáculo visual que não tem comparação com nada do que tinha visto até aqui - e já vi muitos, mas mesmo muitos concertos na vida.
O Carlos, ainda por cima, conseguiu uma excelente edição das imagens que captou com o telemóvel, pelo que tinha mesmo que postar isto:


Novo elogio da porrada.

Os senhores deputados do parlamento Turco reconhecem o valor da violência física na resolução dos conflitos próprios da democracia. E fazem eles se não bem. Dão um espectáculo divertidíssimo e condicente com os princípios da república que representam , enquanto resolvem (em definitivo, calculo eu) as suas disputas nuns minutinhos apenas e com a cómica selvajaria que é prototípica das sociedades muçulmanas.
Senão vejam:



A pancadaria é de tal ordem, que até os representantes da Câmara dos Deputados do Brasil e da Assembleia Regional da Madeira são capazes de ficar envergonhados. Ou invejosos.
Brilhante.

domingo, maio 01, 2016