quinta-feira, março 23, 2017

O que diz a besta.


A propósito da barbaridade que sucedeu ontem, o senhor Sadiq Khan, infeliz e criminoso Mayor de Londres, afirmou que o terror islâmico, de que ele é com certeza primeiro apologista, faz parte da vida nas grandes cidades. As declarações desta verdadeira besta negra, e outras do género proferidas por personagens do género, pretendem convencer-nos que o quotidiano marcado pelo horror é normal. E, por ser normal, será justificado e, na verdade, merecido. Sadiq Khan (e a sua incrível pesporrência de islamita impenitente) é a arrepiante demonstração de que a Europa já não é dos europeus. É do inimigo.

quinta-feira, março 16, 2017

Fácil, fácil.



Ou parece fácil.

Sinkane . Telephone

terça-feira, março 14, 2017

Porque é que já não escrevo poemas.

Já não escrevo poemas porque
estou no barbeiro e no programa da tarde que ocupa a televisão do barbeiro
está um entertainer a dizer que o papa francisco e o barak obama
são muito boas pessoas.

Já não escrevo poemas porque
a veia não aguenta a estupidez de toda a gente, a ignorância maluca e aos pulos
por dentro das pessoas todas. Mesmo as boas pessoas.

Já não escrevo poemas porque 
o entertainer do programa da tarde do canal público não sabe
(e é natural que não saiba, caso contrário não estaria a poluir o éter
do canal público àquela singela hora da tarde)
que as pessoas serem boas ou más
é completamente irrelevante para a história universal das pessoas.

E é por isso que já não escrevo poemas.

Já não escrevo poemas porque
as pessoas serem fundamentalmente estúpidas
é que é relevante para a história universal das pessoas.

Já não escrevo poemas porque
tenho mais que fazer e porque
não consigo transformá-los em balas.
Se sucedesse o inverso, seria uma verdadeira fábrica de poemas.
Era poemas-bala para dar e vender.

Já não escrevo poemas porque
o facebook pacificou as sensibilidades e os espíritos
com a boa e velha técnica da lobotomia, agora tecnologicamente avançada
com o acréscimo da indignação.

Já não escrevo poemas porque
os meus poemas iam certamente indignar este mundo e o outro e eu
não tenho tempo para me chatear tantas vezes assim.

Já não escrevo poemas porque
o instagram vale mais que mil versos
e o twitter não aceita para além de uns poucos caracteres.

Já não escrevo poemas porque
as faculdades proíbem as pessoas de dizerem o que pensam
e porque
os meus poemas podem ser processados e os advogados são caros
e porque
não foi a escrever poemas que eu cheguei a este lugar
e porque
é demasiado tarde para me arrepender do triste lugar onde cheguei
e porque
ninguém me prometeu nada na infância.

Já não escrevo poemas porque
os meus poemas não salvam os cristãos do médio oriente
(se os exércitos cristãos não salvam os cristãos do médio oriente
como é que os meus versos iam fazer qualquer diferença?).

Já não escrevo poemas porque
os meus poemas não salvam o Ocidente desta morte lenta e horrorosa.

Já não escrevo poemas porque
Platão, Cristo e Kant perderam a imortalidade.

Já não escrevo poemas porque
um gajo tão reles como o Trump consegue estar carregado de razão.

Já não escrevo poemas porque
Jorge Luis Borges.

Já não escrevo poemas porque
Fernando Pessoa.

Já não escrevo poemas porque
Luís Vaz de Camões

Já não escrevo poemas porque
o Ricardo Araújo Pereira é de esquerda.

Já não escrevo poemas porque
estou velho.

Já não escrevo poemas porque.

Cada vez gosto mais do jornalismo do Correio da Manhã.



Este vídeo aqui é para servir de documentário.

domingo, março 12, 2017

terça-feira, março 07, 2017

O detetive impassível, a femme fatale e a estatueta de ouro de Carlos V

Por Nuno Miguel Silva
Texto publicado a 20/01/17 no Jornal Económico

1523. A Ordem dos Hospitalários de São João Jerusalém, uma organização que foi contribuinte líquida para as Cruzadas, é expulsa da ilha de Rodes pelo sultão otomano Solimão, o Magnífico. A Ordem muda-se com armas e bagagens para a ilha de Creta, onde permanece sete anos.
Em 1530, convencem o imperador Carlos V, líder do Sacro Império Romano-Germânico, a ceder-lhes as ilhas de Malta, Gozo e Trípoli. O imperador aceita com uma condição: todos os anos, a Ordem teria de lhe pagar o tributo de um falcão, fazendo sentir-lhes que Malta fazia parte de Espanha.
Com recursos vastos decorrentes dos saques sistemáticos a que se dedicava, a Ordem aceita o trato. E como prova da sua gratidão a Carlos V, em vez de lhe entregar um simples falcão, em versão natural, oferece ao imperador um maciço falcão de ouro, com 30 centímetros de altura, incrustado com as mais preciosas pedras.
Quatrocentos anos e inúmeras peripécias depois, ninguém sabe onde pára o valioso
falcão. Ninguém, não é bem o caso, como poderão descobrir depois de lerem a trama arquitetada por Dashiel Hammett no delicioso “O Falcão de Malta”, também conhe- cido por “A Relíquia Macabra”.
No desenrolar do enredo, surge-nos um dos detetives com a história mais fulminante da ficção policial (Miles Archer), uma verdadeira femme fatale (Miss Wonderly, aliás, Miss O’Shaughnessy) e um detetive impassível (Sam Spade).
Na procura da centenária estatueta andam ainda criminosos de diversos recortes. E não podia faltar um célebre par de polícias (o bom e o mau) que tentam investigar os assassinatos que vão pingando no decorrer da genial ação engendrada por Hammett, tendo São Francisco por pano de fundo.
O suspense vai subindo à medida que estas e outras personagens se vão cruzando, sendo surpreendente o desenlace, como convém.  Sam Spade foi poupado, na trama, para nosso deleite em outras aventuras.
“O Falcão de Malta” regressou recentemente às livrarias portuguesas pelas mãos da Livros do Brasil, uma chancela que agora pertence à Porto Editora, numa coleção que replica a famosa Coleção Vampiro, que encantou leitores desde o final dos anos 40 do século passado até 2010.
Esta referência da literatura policial universal foi publicada pela primeira vez em 1930 e logo no ano seguinte foi passada ao cinema, mas só 10 anos mais tarde gerou outra obra-prima na tela: Sam Spade terá para sempre a pose e a voz de Humphrey Bogart, a femme fatale foi encarnada por Maryh Astor, Peter Lorre fez a sua estreia, assim como o realizador, um tal de John Houston. É considerado um dos melhores filmes de sempre.

O regresso dos bem amados.



The Pigeon Detectives . Enemy Lines

sábado, fevereiro 25, 2017

Está tudo estragado.



A partir de agora, quem quiser ter uma conversa séria comigo sobre o actual presidente destes Estados Unidos da América tem que ter a paciência de ver e ouvir o discurso que o homem fez hoje no CPAC (também aconselho a que saibam o que é o CPAC). O segmento entre os 15 e os 33 minutos é especialmente esclarecedor.
Há aqui um conjunto alargado de questões em que concordo em absoluto com a actual administração americana e que até me espantam por serem tão polémicas. Posso não gostar do estilo populista, posso não gostar daquele penteado e do pavoroso domicílio, posso não gostar da fanfarronice e das meninas em Moscovo. Posso. Mas a substância, e lamento se ferir susceptibilidades estéticas ou tácticas, está dentro do meu quadro de valores ideológicos. Aos quais acresce o elemento prosaico, mas virtuoso, do senso comum.


sexta-feira, fevereiro 24, 2017

O humor segundo RAP: ofício belo, nobre, indispensável e inútil.

Por Nuno Miguel Silva
Texto publicado a 27/01/17 no Jornal Económico

Não esperem anedotas, nem chistes. Este senhor, já o sabemos, leva o humor muito a sério. Ainda bem, dizemos nós...  Em pouco mais de cem pagininhas, Ricardo Araújo Pereira (RAP) embarca-nos numa fabulosa viagem à volta do humor, no livro editado no final do ano passado pela Tinta da China, com o sugestivo título “A doença, o sofrimento e a morte entram num bar”.

“Esta é a minha hipótese: humor, ou sentido de humor, é, na verdade, um modo especial de olhar para as coisas e de pensar sobre elas. É raro, não porque se trate de um dom oferecido apenas a alguns escolhidos, mas porque esse modo de olhar e de raciocinar é bastante diferente do convencional (às vezes, é precisamente o oposto), e a maior parte das pessoas não tem interesse em relacionar-se com o mundo dessa forma, ou não pode dar-se a esse luxo”, alerta RAP no texto escolhido pela editora para a contracapa da obra. Onde se aprende ainda que “somos treinados para saber o que as coisas são, não para perder tempo a investigar o que parecem ou o que poderiam ser”, pelo que este último livro de RAP, segundo o próprio, “procura identificar e discutir algumas características dessa maneira de ver e de pensar”.

E há pérolas cristalinas neste ensaio despretensioso de RAP. Aqui vai um exemplo: “O riso subverte o medo. Corrói-o, domina-o, torna-o mais pequeno”. É o que o autor faz como leitor, para depois lhe dar a graça de conviver nesta jornada com alguns dos cérebros mais fulminantes da espécie humana. Platão, Hobbes, Dickens, Chaplin, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Quentin Tarantino, Goethe, Cervantes, Vasco Graça Moura, James Joyce, Oscar Wilde, Lewis Carroll, Woody Allen, Camilo
Castelo Branco, Kant, Mark Twain, Monty Phython,Voltaire, Chico Buarque, Buñuel, Ricky Gervais, Fernando Pessoa, David Lodge, Alberto Pimenta, Samuel Beckett, Jacques Tati, Schopenhauer, Chesterton, Kafka, Freud, Jerome K. Jerome, Manuel António Pina, Jerry Lewis, Barão de Munchhausen, Miguel Esteves Cardoso, Dean Martin, Brueghel, Kevin Costner, Henri Bergson, Diderot, Aristóteles e muitos outros são alguns crânios que RAP coloca em diálogo com o leitor, com ritmo e assertividade a toda a prova. Para não falar de referências à Bíblia, ao Livro de Pantagruel ou mesmo às energias do Super-Homem, Muhammad Ali ou George Foreman...

Um deleite. RAP socorre-se de Shakespeare, no ‘Hamlet’ incontornável. Diz o protagonista, com tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen: “Onde estão agora as tuas troças, as tuas cabriolas, os brilhos da tua alegria que faziam romper na mesa um longo riso? Nada te resta agora para troçares da tua própria careta! Não tens beiços nem língua. Vai agora ao quarto da dama da corte e diz-lhe que, mesmo que ela ponha uma camada de pintura da grossura de umdedo, esta há de ser um dia a sua imagem. Faz que ela se ria disto”.

E o autor remata: “Não conheço melhor definição do trabalho do humorista. Fazer com que as pessoas se riam desta ideia: por mais que façam, vão morrer. Fornecer-lhes uma espécie de anestesia para esse pensamento. É um ofício belo, nobre, indispensável e inútil: sim, o riso tem o poder de esconjurar o medo, mas só durante algum tempo, talvez apenas durante o tempo que dura a gargalhada. Às vezes, nem tanto”.

Mais um exemplo da teoria bem arquitetada de RAP sobre o que é o humor, ou seja, “uma estratégia para reagir ao sofrimento”, “uma espécie de mau perder que leva o humorista, não a adaptar-se ao mundo, mas a afeiçoá-lo a si - mesmo que, para isso, tenha de dobrá-lo, torcê-lo, virá-lo do avesso”.

Conclui RAP que “na verdade, é quase nada, mas é o que há”. Será que a culpa é do Benfica?...

quinta-feira, fevereiro 23, 2017

Aqui tão perto.



Eis um sistema planetário em que 7 planetas 7, muito próximos uns dos outros, aparentam ter condições propícias à vida. E que dista apenas 40 anos luz do nosso Sistema Solar. Se isto acontece já aqui ao lado, imaginem os sistemas com condições favoráveis que devem existir por essa galáxia fora. Imaginem os sistemas com condições favoráveis que devem existir por todo o universo.

Ainda alguém acredita que a vida orgânica é um exclusivo deste planeta a que chamamos Terra?

quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Cara do Poema #02 Elogio da Incompetência


Bum!



White Lies . There Goes Our Love Again

Com clip ou sem clip, este blog já está há muito tempo a bombar sem a música-céu dos White Lies.



Sai um estático. É a vida. Quer dizer, tomara a vida ser estática e ter esta banda sonora.

White Lies . Big TV

terça-feira, fevereiro 21, 2017

Iogurte grego, muito azedo!

Sobre a reportagem do CM que postei anteriormente, e sobre a inqualificável presença do inqualificável Pedro Marques Lopes no Trio de Ataque de ontem, escreve Mike Bramble:

É inacreditável, inenarrável, como é que um dirigente de um clube de futebol, ao fim de quatro décadas, permanece impune neste País e continua a passear-se com a bandeira da corrupção e da vilania mais abjeta e a zombar dos comuns dos mortais que não fazem parte da sua seita!

Ontem fui, mais uma vez, surpreendido, da pior maneira, porque vi e ouvi (e repeti) o Pedro Marques Lopes na RTP a dizer que o CM era “um lixo, uma espécie de jornal”.

E depois atacou o João Gobern e o meu, o nosso clube, o Sport Lisboa e Benfica, ao falar da história de um alegado dirigente do Benfica que poderia estar a traficar cocaína.

Qual foi a ‘espécie de jornal’, o ‘lixo’ que revelou essa história?

E irrita-me sobremaneira que um alegado moderador do debate, suposto jornalista, certamente pago só por nós, contribuintes parolos, permita que assim se ataquem os fundamentos do sistema democrático, da pluralidade de opiniões, do direito ao contraditório (já nem falo do ataque sistemático aos seus colegas de profissão).

E que deixa correr e ocorrer isto de uma forma pachorrenta e invertebrada, sem mexer uma palhinha naquela postura de sonsinho.

Infelizmente, mais um ‘plácido domingo’ na TV pública portuguesa.

Sem direito a lirismos canoros…

Mas também se percebe: a partir de uma certa hora de ontem, gerou-se muita azia, talvez tipo iogurte azedo, grego, servido geladinho…

 

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

Isto não é jornalismo?



Muito se diz do Correio da Manhã. Mas porque é que não se diz que o Correio da Manhã faz serviço público, como esta reportagem é serviço público?

Duas ou três coisas sobre um senhor chamado Konstantinos Mitroglou.



Toda a gente que nos últimos dois anos viu um jogo do Benfica comigo, já me ouviu dizer isto:
"Ninguém convence o Mitroglou que ele não é um tecnicista".
Acontece que o rapaz tem razão. Para a altura que tem, para o peso que tem, para a falta de figura de crack da bola que tem, Mitroglou é um tecnicista.
Este golo não é um golo; é um logótipo. Como já tinha acontecido no sobrenatural jogo contra os diabos de Dortmund, Mitroglou mete várias vezes os pés pelas mãos e vice-versa. Mas sabe ter calma. Sabe emendar. Percebe que o futebol é um jogo difícil. E percebe a importância que tem a humildade. O que conta não é o erro, que é comum quando jogas uma bola com os pés. O que conta é a persistência, a superação, a consciência plena de que as probabilidades estão contra ti.
Mitroglou é - para sua felicidade e para felicidade de milhões de benfiquistas - uma espécie de super-herói ao contrário. Uma espécie de anti-Jonas. Uma espécie de Prometeu com barbicha. Ninguém está à espera que este gajo desengonçado e equívoco roube o fogo da glória, ninguém está à espera que saia daqueles pés uma finta decente, um remate direito ou uma jogada de génio. Mas sim, o grego sabe fintar; mas sim, remata com imensa certeza no cagar e faz jogar até, espanto dos espantos, mais que muita gente do actual plantel do Sport Lisboa e Benfica.
A partida de hoje, contra uma equipa muito bem organizada, agressiva à brava e que sabia - até ao golo - o que estava a fazer em campo, só podia ter sido resolvida como foi resolvida. E foi resolvida pelo mestre da desfaçatez. Por um gajo que, aparentemente, não nasceu para isto. E que, talvez por isso, é um grande jogador de futebol. E um profissional exemplar. 

 ______________________________________

Sobre o grego em particular e o benfica em geral, jornalismo de factos, por João Pedro Ferreira, no Mais Futebol:


"Kostantinous Mitroglou foi mais uma vez o herói da noite encarnada, como já tinha sido com o Arouca e com o Borussia Dortmund.

O grego foi, em 180 minutos de futebol, o único jogador do Benfica a enquadrar remates à baliza frente ao Sp. Braga e aos germânicos. Acertou lá dois, os suficientes para dois triunfos importantíssimos nos objetivos da equipa.

À pressão exercida pelo FC Porto após o triunfo sobre o Tondela, responderam as águias com nova vitória sobre os arsenalistas. É a sétima consecutiva, já agora.

O Benfica tem-se superiorizado ao Sp. Braga quer no campeonato, quer nas outras provas, Supertaça Portuguesa incluída: foi esse o primeiro jogo da temporada 2016/17, é bom lembrar.

Nesse encontro de campo neutro, Kostas Mitroglou não faturou. Mas a verdade é que o grego tem uma tendência para marcar golos aos minhotos. Em cinco jogos contra os arsenalistas já apontou outros tantos golos.

Esta é, aliás, a primeira vez que quando marca não o faz a dobrar frente ao Sp. Braga. Na época passada, Mitroglou tinha bisado na jornada 28 da Liga e já nesta temporada foi ele uma das principais figuras do jogo da primeira volta também com um bis, num triunfo por 3-1.

Há vários exemplos nas duas temporadas de como Mitroglou vale pontos. Em 2015/16, em Setúbal, o Benfica venceu por 4-2. O grego bisou. Também na época passada, um golo no triunfo sobre o Estoril (2-1) e outro com a Académica (2-1 também).

Na época que decorre, dois ao Sp. Braga na Luz (3-1), um ao Boavista (3-3) também em casa e o deste domingo. Golos sem os quais o Benfica não somaria os mesmos pontos nessas partidas.
 
Sem Jonas, com Raul Jimenez a voltar de lesão e com Gonçalo Guedes em Paris, Kostas Mitroglou tem sido o avançado mais regular e eficaz do Benfica. E aquele que está em melhor forma: nos últimos quatro jogos (Nacional, Arouca, Bor. Dortmund e Sp. Braga) fez cinco golos!

Tão eficaz que com apenas dois remates do grego, os únicos a irem na direção da baliza nesses dois jogos, as águias bateram o Dortmund, e vão em vantagem para a segunda mão da Champions, e também o Sp. Braga, o que deixa o FC Porto atrás na tabela."

terça-feira, fevereiro 14, 2017

Anti-Valentim #2



Oh Wonder . All We Do

All we do is hide away
All we do is, all we do is hide away
All we do is chase the day
All we do is, all we do is chase the day
 
All we do is lie and wait
All we do is, all we do is lie and wait
All we do is feel the fade
All we do is, all we do is feel the fade
 
I've been upside down
I don't wanna be the right way round
Can't find paradise on the ground
 
I've been upside down
I don't wanna be the right way round
Can't find paradise on the ground
 
All we do is hide away
All we do is, all we do is hide away
All we do is chase the day
All we do is, all we do is chase the day
 
All we do is play it safe
All we do is live inside a cage
All we do is play it safe
All we do, all we do
 
I've been upside down
I don't wanna be the right way round
Can't find paradise on the ground
 
I've been upside down
I don't wanna be the right way round
Can't find paradise on the ground
 
All we do is hide away
All we do is, all we do is hide away
All we do is chase the day
All we do is, all we do is chase the day
 
All I did was fail today
All I wanna be is whites in waves
All I did was fail today
All we do, all we do

Anti-Valentim


segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Banda sonora para uma manhã de Inverno.



Tomaso Albioni . Adagio

3 grandes fitas.







Nocturnal Animals, de Tom Ford, Sully de Clint Eastwood e The Arrival, de Denis Villeneuve. Eastwood não sabe fazer nada que não seja uma obra prima e já chegou ao patamar da imortalidade há que tempos. Tom Ford é regular na qualidade (A Single Man é um excelente bocado de cinema) e o senhor Villeneuve também parece convencer (Sicario não é mauzinho de todo). Dois destes  ilmes contam com a presença de Amy Adams, que é uma rapariga capaz (e capaz de fazer muita porcaria, também).
Seja como for, eis a prova provada que, apesar do meu cepticismo e da mediocridade reinante, de vez em quando, muito de vez em quando, ainda conseguimos descobrir uns filmezinhos decentes.

sábado, fevereiro 11, 2017

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

O erro de Newton.

Fotografia de Sophie Ebrard . The Dunk Elite

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

Freaking unbelievable.


Um drive para touchdown que percorre noventa e tal jardas seguidinhas, com a assinatura de Tom Brady. E com um catch surrealista de Edelman pelo meio. Ainda por cima, depois de somarem os seis pontos, os Patroits decidem - e bem - tentar novo touchdown para dois pontos (em vez da conversão por pontapé) para empatar o jogo. Vale a pena ver, aqui. É de loucos.

The greatest comeback in football history. And the greatest quarterback, too.


A quinquagésima primeira edição da Super Bowl vai ficar para a história. Nunca como hoje uma final da NFL tinha sido decidida em tempo extra (o tempo regulamentar esgotou-se com um empate a 28 pontos). Nunca como hoje uma equipa tinha sobrevivido a uma diferença pontual tão grande (o resultado chegou a 28-3 a favor dos Falcons). Nunca como hoje um jogador tinha conquistado a distinção MVP de uma final por quatro vezes. Nunca como hoje um jogador tinha ganho cinco títulos.
Tom Brady, o líder dos New England Patriots, é agora, sem disputa, o melhor quarter back de todos os tempos. E, muito provavelmente, o melhor intérprete deste belíssimo jogo a que os americanos chamam futebol. E hoje foi, durante a hora e meia que durou a incrível segunda parte da partida, um verdadeiro deus.
Estou completamente de queixo caído com o que acabei de ver. Que grande jogo de bola.

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

O cristal do espaço-tempo.

Imaginem um cristal que é em simultâneo feito de matéria e de tempo. E que se movimenta perpetuamente sem consumir nem criar energia. A profecia contra-intuitiva que o Prémio Nobel da Física Frank Wilczek anunciou em 2012 acaba de ser comprovada em laboratório, pela equipa liderada por Norman Yao, da Universidade de Berkeley-Califórnia. A matéria quântica revela finalmente a sua quarta dimensão e a partir daqui nada será exactamente como antes.

Mais informação sobre  esta descoberta verdadeiramente transformadora:
Phys.org
Eurekalert.org
Frank Wilczek na wikipédia