quarta-feira, novembro 30, 2016

Como é que é possível



não haver um clip para esta malha fabulosa? Hã?

Moon Taxi . Who's To Say

terça-feira, novembro 29, 2016

Sou mau. Sou muito mau.


Golf GTI MKVII - Performance Pack - 230Cv. Finalmente, o meu carro de sonho. 
Foto - Road Killers

quinta-feira, novembro 17, 2016

Karaoke power. Full power.



Que saudades tinha eu deste rapaz. E que bom tem sido matá-las com este disquinho simplesmente fabuloso. Cantem comigo. Dancem comigo. Pulem comigo. Ou sem ser comigo. Mas curtam bem este grandessíssimo bocado de pop.

The Courteeners . The 17th

quarta-feira, novembro 09, 2016

América condenada #9


América condenada #8

Agora vou eu dormir. Ninguém ainda anunciou a óbvia vitória de Trump. Mas deixo uma última nota que é de importância histórica: o próximo presidente dos EUA vai negociar a entrada de 4 a 6 novos juízes do Supremo Tribunal. E se não entendes a magnitude desta última frase, caro leitor, muda de blog. É que pensar em Donald Trump como o tipo que vai poder influenciar decisivamente aquela que vai ser a jurisprudência constitucional americana durante as próximas duas ou três gerações, é tão assustador como foi para mim ter um muçulmano marxista a viver na Casa Branca durante 8 anos. Sinceramente.

E volto ao tema que este blog assumiu nos últimos anos: vivemos num mundo ao contrário. Em definitivo, num mundo ao contrário.

América condenada #7

A certa altura desta dura campanha, Trump, com a sua habitual prosápia de canalha, afirmou que, num certo contexto, não admitiria a derrota. Não a admitiria formalmente, quero eu dizer. Estalou um escândalo enorme. Os democratas passaram-se completamente. E isso até se percebe, A ironia é que, neste preciso, muito real e muito concreto momento, a Fox está a reportar que Hillary Clinton já foi para casa, sem admitir a derrota.
Que vergonha.

América condenada #6



Faded Paper Figures . Red State

I will be blue in a red state
all the long day with you.
I will be blue in a red state

all the long day with you.
And when iron curtains start to fall,
foreign lovers reaching through the wall.
These policies will freeze,
But hearts are warm technologies
In failed democracies.
I will be blue in a red state
all the long day with you.
I will be blue in a red state
all the long day with you.

América condenada #5

Os americanos estão prestes a eleger para supremo líder da sua desgraçada e decadente federação um tipo que acha que as mulheres, quanto mais bonitas são, mais devem ser agarradas pelas suas conas. Que disse que os pretos são os responsáveis pelos assassínios dos brancos, que disse que os mexicanos não passam de um bando de violadores. Que disse que o chefe de estado com que mais se identifica é Vladimir Putin (e vice-versa). Que disse tanto disparate, que disse tanta obscenidade, que disse tanta coisa perigosa, que só pode ser realmente o maior idiota da história universal da infâmia.

Mas como é que um gajo atrasado mental, como Donald Trump é atrasado mental, chega a líder do mundo livre? Quem é que tem culpa? É ele? Mas ele é tão estúpido que não pode ser realmente responsável. É o povo americano? Mas o povo americano, na verdade, é o mesmo povo que elegeu outras pessoas um pouco menos estúpidas. Só nesta geração, elegeu um gajo inteligentíssimo ainda agora (para a esquerda) e um outro gajo que, não sendo inteligentíssimo, foi um presidente muitíssimo competente (para a direita).

Podemos especular que os americanos escolheram o menor de dois males porque a pobre da Hillary não convence ninguém. Isto é verdade. A pobre da Hillary não conseguiu sequer parecer mais inteligente que o seu imbecil adversário. E isto não é dizer pouco. Mas ainda assim, a culpa é dela? Afinal, não era Hillary Clinton, há dois ou três anos atrás, a grande senhora da América? A grande embaixadora da América? A grande mulher-de-estado-promessa-de-todos-os-femininismos? Depois de um negro na Casa Branca, não era mesmo uma mulher que ficava bem na mesma morada? Não foi ela eleita para governadora do estado de Nova Iorque na ressaca de ser a campeã das cornudas? Não era ela amada, respeitada e querida para a última e primeira posição do poder executivo?

Bem vistas as coisas, o problema não é de Trump, que é demasiado parvo. O problema não é do eleitorado, que é demasiado diletante. O problema não é de Hillary, que é apenas vítima das suas circunstâncias. A coisa vai mais fundo. É um mal mais intestino. É uma ferida mais cancerígena.

America condenada #4

Wall Street vai abaixo com a previsível vitória de Trump. O capitalismo não acredita no capitalismo. E está tudo dito.

América condenada #3


Reparem bem neste mapa eleitoral. Foi tirado agora mesmo de uma infografia do Público. É mais que perceptível que existem duas américas. A costa nordeste e a costa oeste, densamente habitadas e ferozmente democratas. Democratas, muitos deles, que a serem portugueses votariam no Bloco de Esquerda. E quase todo o resto, ferozmente republicano. Republicano de tal forma que não votaria em coisa nenhuma em Portugal ou em qualquer país europeu, pelo singelo desprazer de na Europa não existirem partidos assim tão ferozmente libertários. Sim, libertários. Esta palavra, nos Estados Unidos, pertence à direita. Como a palavra liberal, nos Estados Unidos, pertence à esquerda.
Não me lixem: este mapa, por si só, anuncia uma segunda secessão.
No outro dia fui quase ridicularizado por um amigo, que considero intelectualmente, por ter dito que os Estados Unidos da América são uma guerra civil à espera de acontecer. É uma coisa que digo recorrentemente e que já articulei o bastante aqui no blog. É claro que posso estar a delirar. Mas pensem nisto: como é que a esquerda marxista americana, que, pela voz de Bernie Sanders, deu uma luta danada a Hillary Clinton nas primárias, vai viver com uma presidência interpretada por Donald Trump?
Vai viver mal. Mas apenas mal?

América condenada #2

Trump vai ser o próximo presidente destes Estados Unidos da América. O que ninguém está a dizer é o óbvio de cor magenta: Barak Obama tem muita responsabilidade nisto. Basta vermos os resultados decisivos de Trump em áreas eleitorais decisivas para Obama nas duas últimas eleições presidenciais. (O candidato republicano lidera, neste momento, até no estado da Pensilvânia!). É tão clara a desilusão com os 2 mandatos do muçulmano que até faz impressão.
Outra coisa que ninguém diz: o decaimento do Partido Republicano à esquerda justifica também, e muito, esta total esquizofrenia.

América condenada #1

São 4 e 47 da manhã e os rapazes na CNN estão desesperadamente a procurar votos eleitorais onde a Madame Clinton possa fazer a diferença. Não conseguem realmente esconder o desespero. E essa incapacidade é deprimente.

quinta-feira, novembro 03, 2016

Os clips continuam maus. A música continua boa.



Estes rapazes aqui não ligam grande coisa à apresentação visual dos seus temas, mas já é o segundo disco deles que oiço em 2016 e posso garantir: a música vale mesmo a pena.
Para ouvir de olhos fechados.  

Graveyard Club . Nightcrawler

terça-feira, novembro 01, 2016

Que banda maluca.



Drowners . Cruel Ways

Como já tinha dito aqui em 2014, estes rapazes têm um rock tão fundamental, de tal forma genuíno e carregado de pura energia, que me deixam completamente com vontade de pulos. On Desire é um disco poderoso. Mesmo, mesmo p-o-d-e-r-o-s-o.

Slot SCX: já bomba, na Cognac.

No matter what.

Sou eu que estou a ficar velho.


Sou eu que estou a ficar velho ou o passado
é muito mais bonito
que o futuro?

À medida que dobram as décadas, o mundo
vai ficando cada vez mais horrível
e duro.

Quando eu era criança, até o metropolitano
era bonito e limpo
e puro.

E as pessoas tinham melhor aspecto no tempo
em que eu ainda tinha medo
do escuro.

Tenho saudades dessa época feliz com inimigos
justamente colocados do outro lado
do muro.

Sou eu que estou a ficar velho ou o passado
é afinal a utopia que com sonhos
misturo?

sexta-feira, setembro 30, 2016

Unplugged giants.



Young The Giant . Something to Believe In

Alcácer: sunrise to sunset.





quinta-feira, setembro 29, 2016

quarta-feira, setembro 21, 2016

Arturo diz de sua justiça.

Arturo Perez Reverte. Um escritor que oscila frequentemente entre a obra-prima e a catástrofe literária, mas que tem sempre coisas esclarecidas e importantes para dizer.  E na recente e desassombrada entrevista dada ao Público e desastradamente conduzida por um tal de Paulo Moura (que se mostra incapaz de esconder a sua boçalidade), diz bastantes coisas dessas. Recomendo a leitura integral da entrevista (e muita paciência para a estupidez cavalar do entrevistador), mas deixo aqui um excerto que me parece mais eloquente.



PM - Os protagonistas dos seus romances são as grandes figuras históricas, ou indivíduos excepcionais, heróis. Mas a ciência histórica de hoje não dá tanta importância às figuras proeminentes como dá aos fenómenos sociais, económicos e mentais, aos povos.
APR - O povo fez a Revolução Francesa. Mas dirigido por intelectuais. O mesmo com a revolução russa. Sem personalidades brilhantes, carismáticas, não há possibilidade de que o povo faça algo de positivo. O povo, sozinho, não faz nada. Precisa de orientações e de líderes. O problema da Europa neste momento é que não tem líderes. O melhor que conseguimos é Merkel. Rajoy é um medíocre. Portugal está como está.
 
PM - Há também forças de contestação, de mudança. 
APR - O mundo não muda sozinho. Fazem falta mecanismos que impulsionem, e os mecanismos são pessoas, seres humanos inteligentes. 
PM - Não são as forças económicas, as massas… 
APR - Não, não. Pode haver forças, mas quem as orienta são os líderes, que criam os carris que devem trilhar a evolução da História. Se essa gente desaparece, e está a desaparecer na Europa, a História não encontra os carris, e dispersa-se, gasta a sua energia em nada. Fazem falta Hegel, Kant, Spengler, Aristóteles, Platão. 
PM - E fora da Europa, há esperança? As culturas asiáticas… 
APR - Eu sou ocidental. A minha cultura é esta, não me interessam as outras. De que me vale a cultura ascética, a cultura africana? Respeito-as, mas não são a minha. Não ma podem substituir. A minha cultura é esta e eu sofro com ela. 
PM - Mas falou da civilização da Bíblia, do Talmude, do Islão, de Homero. Não há portanto uma guerra de civilizações. 
APR - Há, sim. Hoje há uma guerra de civilizações, uma guerra social entre o Islão e o Ocidente. Porque o Islão é incompatível com a democracia. 
PM - O islão, ou os radicais islamistas? 
APR - O Islão. É incompatível com os nossos valores. Repare, o comunismo fracassou no Islão.
PM - Também fracassou no Ocidente. Fracassou em todo o lado. 
APR - Sim, mas sobreviveu algum tempo. O Islão é incompatível com a democracia. 
PM - A história do seu livro mostra como já no século XVIII o Catolicismo era incompatível com as Luzes e a Razão. 
APR - Sim, mas no Ocidente lutámos contra isso. Houve uma grande e sangrenta luta para nos livrarmos das grilhetas que a Igreja Católica nos impôs. No Islão não houve essa guerra. E nós não podemos agora renunciar a séculos de luta pelas liberdades e direitos. Para que a minha filha possa usar minissaia na rua, ou o teu filho possa dizer ‘Me cago em Deus’, sem que o executem como blasfemo. Custou-nos muitos séculos de sofrimento, de guerras e de mortos. Mas eles não o fizeram.  
PM - Mas a civilização europeia é constituída também por elementos da civilização islâmica. 
APR - Isso é outra coisa. Portugueses, espanhóis, italianos, franceses vimos de uma civilização que esteve em contacto com o Islão. E o Islão deixou-nos coisas, tanto no sangue como na cultura, depois de muitos séculos. Mas essa herança islâmica evoluiu connosco. Tal como a herança cristã também evoluiu. 
PM - Isso não prova que o sistema democrático poderia hoje integrar várias culturas e religiões, incluindo o Islão? 
APR - Não é possível. É compatível com a democracia que, por exemplo, uma mulher não possa ser tratada por um médico homem? Não, o Islão não vai mudar, e é incompatível com a democracia. 
PM - Vamos então ter uma guerra de civilizações, como no tempo das Cruzadas? 
APR - Já estamos a ter uma guerra de civilizações. Com uma diferença importante: é que desta vez vamos perdê-la.
PM - Porquê? 
APR - Porque o Ocidente é débil, medíocre, cobarde. Tenta ser politicamente correcto, é velho, gordo, acomodado, cheio de tecnologia. Enquanto o Islão tem fome, tem rancor, tem ódio, tem juventude, tem tomates. Não tem nada a perder, e tem muito a ganhar. Por isso vamos perder a guerra. Mas não merecemos ganhar. 
PM - A civilização ocidental, democrática, vai desaparecer? 
APR - Sim. Dentro de 20 anos, chegarão os fascismos. Haverá movimentos neo-nazis vitoriosos por toda a Europa.
PM - Chegarão ao poder por via eleitoral? 
APR - Sim. As pessoas vão escolhê-los. Mas eu já não vou cá estar, já não me importa.

quarta-feira, setembro 14, 2016

segunda-feira, setembro 12, 2016

Pop na super caverna.



James Supercave . Better Strange