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segunda-feira, julho 20, 2026

Kaká, ou o que Cristo pode fazer por um homem.

Neste breve clip, Kaká fala da sua experiência de vida no momento em que transitou, cotado como o melhor jogador de futebol do mundo, do AC Milan para o Real Madrid, das dificuldades que enfrentou no clube madrileno e como a fé cristã o ajudou a reencontrar a sua identidade como futebolista, a manter a sua integridade profissional e sobretudo a aceitar com tranquilidade as curvas do destino, na glória como na adversidade grato pelo privilégio que Deus lhe concedeu. 

O registo vídeo mostra um homem sólido, sem rancores nem arrependimentos, muito bem resolvido com a vida.

Mais futebolistas destes, por favor. 

quarta-feira, julho 15, 2026

Porque é que as multidões têm "paixão" por isto?

Estou a ver, pela primeira vez neste Mundial, um jogo do princípio e em directo. Meia-final Argentina-Inglaterra. Acabou agora a primeira parte. Devo ter visto para aí uns cinco minutos de jogo jogado. E porrada que ferve. E mais nada.

terça-feira, julho 14, 2026

A Netflixação da Fórmula 1.

Quem segue, mesmo que distraída e casualmente, a primeira competição automóvel da FIA já percebeu a controvérsia, mais que justificada, sobre as regras, a tecnologia e a lógica de corrida da época de 2026.

O primeiro facto que tem causado alguma perturbação nos fãs é que os carros mal precisam de ser conduzidos e ultrapassam-se loucamente em função do carregamento das baterias, mais do que como resultado de qualquer outra variável.

Para se ter uma ideia de como os pilotos são desvalorizados na F1 actual, este gráfico é precioso: Lewis Hamilton não trava uma vez durante todo o segmento mais rápido de Silverstone, que ainda assim tem 9 curvas e constitui 55% da extensão do circuito: são 3,2 quilómetros sem tocar no travão, num circuito com 5,9 quilómetros.


Actualmente, de cada vez que um F1 ultrapassa outro F1, várias coisas disparatadas podem acontecer. O ultrapassado volta a ultrapassar quem o ultrapassou, imediatamente, como se nada fosse; ou fica dramaticamente para trás como um carro de outra classe, numa corrida de resistência. O ultrapassante que agora vai rápido, será lento depois, quando a carga eléctrica acusar a ousadia do piloto, isto se entretanto a sua própria box não lhe destruir a corrida com uma decisão de categoria subsapiens (a Ferrari tem um manual sobre essa arte).

No meio desta conspiração de estúpidos, o espectador fica sempre sem saber se Leclerc ultrapassou Russel porque o piloto 'tem mais braço' (ou mais coração), porque tinha melhores pneus, um motor superior, melhor aerodinâmica, mais eficientes travões ou muito simplesmente porque o francês conduzia uma bateria feliz. Que daqui a nada será triste, quando o britânico que andou a poupar energia tiver electricidade para gastar à farta.

Como resultado, os carros são bem mais lentos, a orquestra sinfónica que traziam nos cilindros passou a quarteto de cordas e as corridas, um estranho caos de histerismo constante e aborrecimento terminal com 5 ultrapassagens por minuto, que são tudo menos orgânicas, num teatralizado jogo de faz de conta. Dá a sensação que até mesmo os pilotos que estão a ganhar grandes prémios convivem mal com o facto de saberem que é a gestão do artefacto híbrido, mais do que qualquer outra variável, que lhes garante os triunfos.

A diferença contemporânea entre a Fórmula 1 e a Fórmula E é que a fórmula 100% eléctrica sempre faz algum sentido.

Aquela que devia ser a modalidade mais emocionante e competitiva e espectacular da FIA transformou-se num exercício de poupança de energia, como um jogo didático para crianças, produto típico da propaganda regimental. 

E sem necessidade nenhuma, porque as tecnologias de motorização híbrida funcionam lindamente e há muito tempo no WEC (mundial de resistência), por exemplo, e nem são novas na F1. O problema, claro, está nos regulamentos.

Mas para além das normas e da forma como condicionam a tecnologia e manipulam parvamente o espectáculo automobilístico, há algo insidioso e talvez até mais perturbador que está a acontecer com a modalidade, como muito bem nota o simracer e também piloto profissional Jimmy Broadbent, no sensato e pertinente clip que deixo em baixo: Com a entrada da Netflix e a concomitante intrusão da cultura das celebridades no circo da F1, de que deriva também a obsessão pela criação de conteúdos, mediaticamente plastificados ao gosto de Hollywood e Silicon Valley, perdemos muito mais do que ganhamos.

Porque se é verdade, indiscutível, que a F1 ganhou audiências nos últimos dez anos, a qualidade do espectáculo desportivo tem regredido no quadrado desse expoente. E o ganho de audiências não significa necessariamente um ganho de fãs.

Como hoje acontece com o Futebol, boa parte do público que agora adere à F1 nem tem grande conhecimento do legado histórico e técnico da modalidade, ou paixão pelo automobilismo. Os media disseram-lhes para consumir o produto e as massas consomem-no, porque sim, porque é o que fazem para entreter o vazio de significado. E por causa do Brad Pitt.

Se acrescentarmos ao quadro as máscaras e os protocolos Covid e os joelhos no chão e o triunfo woke de 2020/2021, a crescente obsessão com a segurança (ignorando que a redução do risco implica simetricamente um deficit na recompensa) e a total ausência de carisma dos pilotos (com excepções, ainda que raras, como Fernando Alonso, Kimi Räikkönen ou Max Verstappen), percebemos que algo está putrefacto no reino da Liberty Media, a empresa norte-americana que para todos os efeitos é dona da F1 desde 2017, ou seja, precisamente a época de declínio de que estamos a falar.


Na verdade, e concluindo, aconteceu e está a acontecer com a F1 o que na verdade aconteceu e está a acontecer com tudo aquilo que já foi glorioso no Ocidente, no largo espectro que vai de Homero a Enzo Ferrari: as elites da classe Davos e as elites da classe Epstein tomaram conta e estragaram tudo. 

quarta-feira, julho 01, 2026

Absoluta insanidade.

Roger Vieira garante a segunda vitória consecutiva no downhill urbano do Red Bull Genova Cerro Abajo. O alteta conquistou a vitória pelo segundo ano consecutivo, superando Johannes Fischbach e Alex Marín numa disputa renhida pelo estreito percurso de BTT urbano em Génova. 

O vídeo na primeira pessoa mostra a velocidade incrível alcançada pelos melhores ciclistas em corridas de BTT urbano. Vieira parece estar várias vezes a correr risco de vida, nesta louca e alucinante descida.

 

segunda-feira, junho 22, 2026

As federações de futebol da Europa Ocidental decidiram que os brancos não sabem jogar à bola.

O Mundial de Futebol de 2026 conta com 9 selecções nacionais oriundas da Europa Ocidental (o critério exclui os países nórdicos). Com excepção de Portugal, Espanha e Escócia, nenhuma delas chega a ter mais de 50% de jogadores nativos de cara pálida no 11 inicial dos jogos da fase de grupos (sendo que os respectivos 11 podem ter pequenas variações, que não alteram a média). Ou seja, 67% destas equipas apresenta no seu alinhamento mais jogadores estrangeiros naturalizados ou descendentes de imigrantes do que nativos.

 

França: 3 jogadores nativos/brancos. 27% do 11 inicial. 

 

Suíça: 4 jogadores nativos/brancos. 36% do 11 inicial. 


Bélgica: 4 jogadores nativos/brancos. 36% do 11 inicial.

 

Alemanha: 5 jogadores nativos/brancos. 45% do 11 inicial.

  

Inglaterra: 5 jogadores nativos/brancos. 45% do 11 inicial.

 

Países Baixos: 5 jogadores nativos/brancos. 45% do 11 inicial.


Ora, isto parece-me deveras abstruso por várias ordens de razão. A primeira das quais é esta: em todos estes países, a maioria da população é branca. Seria suposto que as selecções recrutassem, mais craque menos craque, segundo a realidade demográfica das nações que representam. Se assim não é, isso quer dizer que as federações nacionais, tanto como a UEFA e a FIFA, consideram que há etnias alienígenas que sabem jogar à bola muito melhor que as etnias nativas, certo? 

Costa Marfinenses e congoleses, magrebinos e caribenhos, sul-americanos e sul-africanos, enfim, toda a espécie de malta cujos genes foram criados noutras partes do mundo representam agora, maioritariamente, o talento futebolístico da Europa.

Ninguém abre a boca para dizer o óbvio, mas os primeiros prejudicados são as selecções dos seus países de origem, que seriam por certo mais fortes se os seus melhores atletas não se naturalizassem como europeus, aos rodos.

Depois, parece-me difícil que as equipas nacionais europeias possam ter qualquer coisa parecida com uma identidade, quando são constituídas principalmente por jogadores cultural e geneticamente alienígenas. E virando o problema do avesso, pergunto-me até quando os adeptos suíços e franceses, belgas e alemães se continuarão a identificar com equipas que parecem representar a Costa do Marfim ou a Nigéria.

Dir-me-ão os pragmáticos que o que importa é ter a melhor equipa e o resto é romantismo. Direi eu, e referindo-me apenas ao século XXI, para não esticar muito a corda temporal, excessivamente vantajosa para o meu ponto de vista, que a Alemanha foi campeã mundial em 2014 com 8 nativos brancos (mais dois turcos e um negro), ou seja, 72% do 11 inicial. A Espanha foi campeã em 2010 com  um onze inicial constituído inteiramente por espanhóis brancos. A Itália foi campeã do mundo em 2006 com um onze inicial constituído inteiramente por italianos brancos. 

Além disso parece-me que a filosofia de uma selecção nacional de futebol não pode ser exclusivamente orientada para os resultados. Terá até como primeiro objectivo ser representativa do seu país, da sua demografia e dos talentos que dela consegue obter. A selecção não é um clube. Integrar estrangeiros para ganhar competitividade será sempre um género de batota, para além de uma clara traição à população indígena.

Por último, e dentro da premissa, que me parece pacífica, que os europeus brancos sempre foram os melhores intérpretes da modalidade, só ultrapassados ocasionalmente por brasileiros, argentinos e, por uma vez, uruguaios, o que é que terá acontecido entretanto? Os futobolistas ocidentais, nativos e brancos já não são talentosos? Perderam o jeito no espaço de dez anos, foi?

É claro que não. É claro que o que aconteceu com os brancos no futebol foi o que aconteceu com os brancos no mercado de trabalho em particular e na sociedade em geral. Foram desvalorizados, humilhados, esquecidos e substituídos. Foram sujeitos, como toda a gente, à distopia WEF. 

 

quinta-feira, junho 18, 2026

Uma nação fora de jogo.

Um dado país pode ver as suas fronteiras abolidas e invadido alegremente por todo o tipo de gentes, independentemente da sua cultura, religião, funcionalidade social. Não interessa sequer se sabem ou um dia vão saber falar a língua nativa. Entra tudo e toda a gente é bem vinda.

Um dado país pode ensinar às suas próprias crianças que os avós delas não passavam de bandidos, racistas e esclavagistas, mesmo quando os avós transcenderam o seu destino pelas sete partidas do mundo, construindo civilização onde ela não existia.

Um dado país pode ter vergonha de si mesmo, honrar uma bandeira que representa as opções sexuais de uma pequena minoria acima da sua própria bandeira, aceitar ser governado por uma burocracia não eleita com sede numa cidade a milhares de quilómetros do seu perímetro.

O povo desse dado país pode ser empobrecido, desempregado, subsidiado, humilhado, marginalizado e fascizado. A sua língua pode ser assassinada com acordos ortográficos, a sua cultura pode ser maltratada e esquecida, a sua religião obliterada.

O povo desse dado país pode ser submetido ao inferno das identidades de género e da teoria crítica da raça, pode ser conduzido à destituição do seu legado pelo revisionismo histórico e o niilismo ideológico. Pode ser despojado das suas cidades pelos fundos de investimento imobiliário e a voracidade do turismo, pode ser manipulado pela propaganda, escravizado às redes sociais, condicionado ao consumismo mais espúrio, deseducado pelas universidades e analfabetizado pelos liceus.

O povo desse dado país pode ser despoticamente confinado e geneticamente envenenado por causa de uma constipação.

Nada disto é problemático.

Mas se esse país, se esse povo, assiste a uma partida de futebol em que a sua selecção nacional empata com a selecção nacional do Congo, bom Deus, isso é grave.

Este dado país é amado apenas quando rola sobre a erva a alquímica esfera de cabedal. Este dado povo é patriota de chuteiras, somente. A nação vibra e é exultada sempre que onze rapazes em calções, milionários todos, bilionários alguns, se dedicam à arte sofisticadíssima do pontapé na bola. É um nacionalismo de relvados. O quinto império do futebol total.

Este dado país, este dado povo, não merece a sua história, a sua cultura, a sua língua, a sua autonomia, a sua identidade. Não merece ser nação, sequer.

Este dado país, este dado povo, esta dada selecção nacional merece perder com o Congo. O empate foi uma dádiva de Deus, de insondável desígnio.

Este vai ser, provavelmente, o único post que vou publicar sobre o assunto do Mundial de Futebol.

Porque trata o Mundial de Futebol como merece.

quarta-feira, junho 03, 2026

Percebe-se agora porque é que abandonou o circo logo que foi campeão do mundo.

Esta entrevista de longo formato a Nico Rosberg é, para quem é fã do grande circo da Fórmula 1, deveras elucidativa. Nico é um millenial típico, carregadinho de fragilidades, e entrou para a panela de pressão da primeira categoria do automobilismo muito novinho. Foi um pesadelo do princípio ao fim. E as histórias que conta, que não são comuns de ouvir, falam gritantemente sobre o ambiente feroz e a obsessão competitiva, de ordem claramente patológica, que se vive nos bastidores e nas boxes, entre pilotos, engenheiros e patrões, e que transforma a modalidade automóvel num inferninho sem nome.

segunda-feira, junho 01, 2026

Afonso Eulálio: nasceu uma estrela.

Esta edição do Giro parecia condenada ao império do tédio. Com a ausência de João Almeida na UAE, que não alinhou à partida por doença, era mais que nítido que ninguém iria ser capaz de dar grande luta a Vingegaard, que se iria passear pelas 21 etapas da prova. E na verdade, foi o que aconteceu.

Só que o Giro deste ano estava bem desenhado, e acabou por ter várias etapas super disputadas e emocionantes, que fizeram esquecer a ausência de competição para o primeiro lugar na classificação geral.

Uma dessas etapas épicas foi a quinta, em que o português Afonso Eulálio, depois de um duelo incrível com Igor Arrieta, em que ambos foram ao chão, e um final absolutamente excruciante, subiu à primeira posição da geral, apesar de ter cedido nos últimos centímetros a vitória na etapa perante uma espantosa recuperação do espanhol, que entretanto se tinha enganado no caminho (!). 

Eulálio era um ilustre desconhecido do mundo do ciclismo. Toda a gente pensou que ia vestir a Camisola Rosa por um ou dois dias e que depois ia afundar-se na classificação geral. Toda a gente pensou que não ia resistir na primeira etapa de montanha a sério. Ora, a primeira montanha a sério foi o Blockhaus. E o Eulálio resistiu. Que não ia resistir no contra-relógio de 40 quilómetros. Resistiu. Que não ia resistir na subida ao Corno alle Scale. Resistiu. Que não ia resistir à dureza e à inclinação acumulada da Etapa 11 (Porcari - Chiavari), já na segunda semana da corrida. Resistiu. O cilcista da Bharain esteve nove dias com a Camisola Rosa vestida e, quando a perdeu, nos Alpes, na 14ª etapa, para Vingegaard apenas, ainda era líder da juventude e segundo na geral.

Na terceira semana perdeu posições e desceu para sexto, mas não só manteve a Camisola Branca como, naquela que foi a mais dura das etapas do Giro, a vigésima, com duas subidas ao Piancavallo, uma ascensão de 14,5 ksm a 7,8% de inclinação, garantiu essa posição ao cortar a meta em 7º lugar, destruindo não só o rival directo para a classificação da juventude, Davide Piganzoli, como toda a concorrência que tinha atrás de si para a classificação geral, incluindo ciclistas mais que consagrados como Michael Storer, Egan Bernal, Jan Hirt, Sepp Kuss, David de la Cruz, Igor Arrieta, Giulio Ciccone, Valentin Paret-Peintre e o seu chefe de fila e mentor, Damiano Caruso.



Eulálio, de 24 anos, fez um Giro absolutamente incrível, saltando para o primeiro palco do circuito mundial de ciclismo com uma pinta desgraçada, mostrando ser um guerreiro impressionante, com enorme capacidade de sofrimento e medo nenhum de atacar quando sentiu que estava no seu terreno (é um escalador de curtas distâncias, por excelência). Mas a sua performance não se limitou à vertente atlética: o ciclista da Figueira da Foz, muito elegante em cima da bicicleta, tem um sorriso lindíssimo, que faz questão de partilhar com as câmaras de televisão mesmo nos momentos de maior pressão e esforço, é um rapaz muito simpático e encantador com os jornalistas, é humilde, sem ser parvo nenhum, e carregou a camisola rosa como se nada fosse, com bom humor, valentia e nenhum nervosismo aparente. 


A aventura do ciclista português contribuiu em grande parte para o bom curso de toda a prova, porque gerou de facto simpatia por parte das audiências globais, que se mantiveram suspensas sobre a sua capacidade de superação até ao final da última subida ao Piancavallo. E não é de todo descabido pensar que o firmamento do ciclismo profissional de elites ganhou uma nova estrela. Até porque ficou a nítida sensação de que tem ainda uma curva de progressão ascendente, à frente da sua carreira. O potencial está lá. Vamos ver o que a Barhain faz com essa margem de manobra.


Mas outros houve que também deram o espectáculo de que a prova parecia carecida, à partida:  Giulio Ciccone, que triunfou na categoria da Montanha, é um atleta indomável, persistente e feroz, que tudo fez para merecer a Camisola Azul. Jhonatan Narváez, que, ao ganhar 3 etapas, evitou o desastre à melhor equipa do mundo, a UAE, depois de perder os líderes Jay Vine e Adam Yates e o pau para toda a obra que é Marc Soler. O equatoriano, que pedalou como um herói grego durante toda a santa corrida, lutou até ao fim pela classificação dos pontos, que viria a perder para outra figura em destaque nesta edição da prova italiana, Paul Magnier, o sprinter que venceu também por 3 vezes.

Uma última palavra para um dos mais icónicos operários do ciclismo contemporâneo: Nelson Oliveira, o português da Movistar que completou nesta edição do Giro de Itália 23 grandes voltas sucessivas (as de 3 semanas: Giro, Tour e Vuelta). São 473 etapas, sem uma desistência que seja. É obra, poça...

No fim das contas, foi um Giro muito entretido, mesmo com o passeio de Vingegaard, que é de facto um extraterrestre e que só vai encontrar um adversário à altura daqui a um mês, no Tour de France, quando defrontar o alienígena-mor: Tadej Pogačar.

domingo, março 29, 2026

O homem é um génio, ponto final, parágrafo.

Depois de 10 meses de silêncio, isto:



O Rocket Powered Mohawk é absolutamente brilhante, como podcaster, comediante, comentador, crítico - chamem-lhe o que quiserem -, mas acima de tudo é uma faca muito bem afiada que rasga os intestinos dos poderes instituídos com invulgar eficácia. Reparem na forma como que sugere, assertivamente, que a FIA está neste momento a operar com uma sucursal das elites globalistas, tentando enganar os fãs da F1 com um modelo falsificado de competição e censurando-os quando se apercebe que ninguém está a cair no logro. O modus operandi é completamente decalcado do Regime Epstein que impera por todo o Ocidente: destruir, mentir, reprimir. Repetir.

domingo, fevereiro 22, 2026

A maldição de Daytona ou a bela e triste história de Dale Earnhardt Sr. e Michael Waltrip.

Esta é a história, trágica e rocambolesca, que se fosse contada seria desacreditada, da amizade entre um mestre das corridas, Dale Earnhardt Sr., e o seu discípulo, Michael Walltrip, e do preço fatal que o primeiro pagou, pela glória do último. 



sábado, janeiro 31, 2026

Irreal, surreal, super homem.

Aos 38 anos de idade, Novak Djokovic fez um dos jogos da sua vida nas meias finais do Open da Australia 2026, batendo num incrível 3-6/6-3/4-6/6-4/6-4 o italiano Yannik Sinner, número dois mundial, para ascender à sua 11º final no torneio down under.

Este homem não existe. Vejam bem:



A outra meia final, que opõs Alcaraz (ATP nº1) e Zverev (ATP nº3) também não foi menos espectacular. Reparem só nos parciais: 

Zverev até teve aqui uma oportunidade de ouro para vencer o menino prodígio, com um break no princípio do quinto set, mas deitou tudo a perder depois, porque o espanhol é um génio maluco, capaz de tudo.

Outro grande jogaço.
 

quarta-feira, janeiro 28, 2026

O Audi Quattro S1, do Grupo B, no troço de Fafe: até a fingir assusta.

ContraCorridas: o Grupo B constituiu o apogeu, se bem que trágico, do Mundial de Ralis. Uma revisitação dessa era, ao volante virtual do icónico Audi Quattro S1, pela serpentina de Fafe, o mais célebre troço do Rali de Portugal.


 

domingo, janeiro 11, 2026

Das duas uma:

Ou saco a medalha de ouro ou mato-me a tentar. 

Franz Klammer, Jogos Olímpicos de Inverno de innsbruck, 1976. Prova de downhill. 

A descida que ficou conhecida por "The Kamikaze Run" e que é por muitos considerada como a mais brilhante e electrizante performance nesta especialidade do esqui, é uma coisa de doidos. Klammer está constantemente à beira de perder o controlo, mas, nesse caótico e quase destrambelhado processo, ganha cada vez mais velocidade. E quanto mais velocidade ganha, mais vai esticando os limites da pista e das suas próprias capacidades, num jogo do risco absolutamente espectacular.

Vejam só: