segunda-feira, março 09, 2026
A dança do pó, no sobe e desce da Austrália.
quinta-feira, fevereiro 19, 2026
Em Silverstone, com Jimmy Broadbent.
ContraCorridas: Celebrando a primeira corrida da vida real do célebre e simpático sim racer Jimmy BroadBent, mimetiza-se virtualmente esse iniciático momento, recorrendo ao Assetto Corsa.
quarta-feira, janeiro 28, 2026
O Audi Quattro S1, do Grupo B, no troço de Fafe: até a fingir assusta.
sexta-feira, janeiro 23, 2026
O que andei a fazer por estes dias...
O blog está parado desde domingo porque tive que ir cumprir certos compromissos a Lisboa e aproveitei, agora que tenho divisões no apartamento que não são utilizadas porque já não vivemos lá, para montar a slot. Como é bom de ver, a coisa está longe de ser definitiva (já montei pistas bem mais bonitas, na verdade) e precisa ainda de muito trabalho não só no lay-out do circuito como na cosmética cenográfica, mas é giro mesmo assim...
Quero dizer, é giro para a criança que ainda vive em mim.
sábado, novembro 29, 2025
Imersão e virtuosismo.
Não tenho postado nada sobre simulação de corridas, ultimamente, mas este canal, Project Sim Racing, é bem o exemplo do estado da arte moderna da coisa, em imersão, tecnologia instalada e virtuosismo técnico. Para além de ser um piloto de nível estratosférico, e de ter uma sofisticada plataforma a bombar, o youtuber dá-se a requintes detalhados de realismo, protestando com fãs mais atrevidos que surgem na estrada ou preocupando-se com o bem estar do co-piloto em circunstâncias de maior instabilidade no cokkpit.
Neste troço do novo Assetto Corsa Rally, que está a rebentar por estes dias e tem tido críticas muito positivas de toda a gente, mas que ainda não tem uma versão para a Playstation pelo que ainda não o experimentei, a realidade mistura-se com a ficção, para um festival de velocidade.
quarta-feira, outubro 29, 2025
Tão alienados que dão pena.
Este episódio aqui reflecte bem o nível de alienação das elites de Silicon Valley.
Com o presumível objectivo de promover as capacidades alegadamente maravilhosas do seu sistema de IA, o CEO da HyperWrite publicou este post no X:
AI games are going to be amazing
— Matt Shumer (@mattshumer_) October 23, 2025
(sound on) pic.twitter.com/66aOdWJr4Y
Para quem não tem conta na plataforma, o vídeo mostra umas cenas de acção de um jogo absolutamente miserável (a sério: risivelmente mau) criado por inteligência artificial.
A reacção dos utilizadores não se fez esperar e eu aconselho uma rápida passagem pelos comentários ao post, para se perceber o imenso ridículo em que Matt Shumer caiu.
Um tipo que acha que este absoluto fiasco deve ser publicado como uma forma de promover a tecnologia que lhe deu origem tem que estar de tal forma alienado que é até difícil acreditar que vive neste planeta.
Esta gente é literalmente de outra galáxia. São os extraterrestres que procuramos no universo, só para percebermos que já estão por aqui instalados e que não são assim tão espertos como gostamos de imaginar.
E já agora: quando é que estes fantásticos sistemas, que fazem coisas tão superiores àquilo que os seres humanos são capazes de fazer, que tanto prometem mas que tão pouco oferecem, vão descobrir a cura para o cancro? Ou, para não ser assim tão exigente, algo de realmente útil à humanidade?
Porque até agora, só parecem produzir lixo. Só parecem ser capazes de desenvolver conceitos nefastos. Só parecem operar no sentido da disfunção psicossocial. E muito provavelmente até vão enfiar com a economia global numa recessão tremenda.
Actualmente, tudo o que sai de Silicon Valley é:
a) Merdoso ou
b) Perigoso.
quinta-feira, outubro 02, 2025
sábado, maio 03, 2025
Electronic Arts: A empresa que reduz tudo a cinzas.
O problema aqui não é bem o cancelamento do programa - o título tem conteúdo que chegue para continuar a entreter os fãs durante mais uns anos - mas sim a sua consequência última.
O WRC foi um produto criado pelos génios da CodeMasters, depois da empresa ter sido comprada pela EA. Já na altura da aquisição, em 2021, o cepticismo reinou no mundo da simulação de corridas, porque enquanto a CodeMasters era uma empresa amada, responsável por épicos da simulação de ralis como a série "Colin McRae" e a série "Dirt Rally", a gigante que a adquiriu sempre foi detestada e as previsões sobre o que podia acontecer daí para a frente eram sombrias.
Acontece que com esta decisão, a CodeMasters, ou o que sobrava da sua equipa de criadores e programadores, foi efectivamente terminada. Ou seja: dificilmente voltaremos a ter um jogo de ralis concebido pelos mestres da coisa.
E daqui para a frente, a simulação de ralis não tem, aparentemente, uma empresa ou uma equipa de referência que possa criar um novo título.
É claro que a natureza - e o capitalismo também - odeiam o vazio, mas vamos muito provavelmente notar esta falência técnica e criativa nos próximos anos.
E passar mais horas a jogar WRC e Dirt Rally 2 do que seria expectável.
sábado, dezembro 14, 2024
A febre Scalextric.
domingo, outubro 20, 2024
NPC
Acontece que a figura do NPC caracteriza perfeitamente milhões de pessoas do Ocidente real.
Um NPC é um figurante, um adereço, uma espécie de espantalho. É ele que está ali mas podia ser um gajo qualquer. O que ele faz podia ser feito por outro alguém. É parte do drama como um grão de areia é parte do cimento armado. É útil à tragédia na medida em que usa uma máscara e foi empurrado para o coro. É imprescindível à comédia humana porque é risível. É personagem central do meme, inadvertidamente.
Um NPC foi vacinado quatro vezes contra a Covid. Vota PS (ou, no caso de ser um NPC criado por inteligência artificial, vota Iniciativa Liberal). Gosta de pagar impostos. Não sabe explicar porque raio é que os homens são diferentes das mulheres. Depende do estado para urinar. Se for um NPC masculino, é feminista. Se for um NPC feminino, é feminista.
O NPC, quando for grande, quer ser um NPC. E se lhe acontecer o azar de ter filhos (um NPC é contraceptivo por natureza) quer que eles sejam NPCs como ele, e que estudem para serem chefes de copa na redacção do Observador.
O NPC acha que o António Guterres é Buda reencarnado, mas rejeita Cristo porque um dia alguém lhe disse - e ele acreditou - que Einstein provou matematicamente que Deus não existe.
O NPC segue a ciência.
O NPC não tem respeito nenhum por ele próprio, mas trata toda a gente por doutor (ou doutora) e tem imensa consideração pelo pivot do telejornal, pela rapariga que manda no programa da tarde da RTP, pelo presidente do clube de futebol do seu coração (o NPC só tem um coração por causa de tanto amar o seu clube de futebol) e pelo presidente da república, que é uma joia de pessoa.
O NPC está sempre à espera que lhe digam o que dizer, o que comer, o que vestir, quando pode sair à rua e quando deve ficar em casa, em função do que lhe mandatam os adivinhos do boletim meteorológico, os sábios da protecção civil e o Ricardo Araújo Pereira.
O NPC até tem medo de pensar pela própria cabeça, que é coisa de fascistas.
O NPC tem uma bandeirinha ucraniana no perfil da conta de rede social e compra o Expresso, sem falta, todas as semanas.
O NPC adorou os jogos olímpicos de Paris. Principalmente a cerimónia de abertura, que foi o máximo.
O NPC sente-se imensamente culpado por não ter um automóvel eléctrico, vive no medo do apocalipse climático e separa criteriosamente o lixo que produz: frases feitas para um lado, subserviência para o outro e cobardia para o caixote dos plásticos.
O NPC não tem vontade própria, não tem autonomia, não tem personalidade, nem carácter, nem nada. Faz parte da manada e é tudo.
A este vasto colectivo de acéfalos eu costumo chamar bois, zombies, normalóides, servos e aquilo que em cada momento ocorre à minha já cansada faculdade criativa.
Devo chamar-lhes NPCs. E só para advertir a gentil audiência irei, a partir de agora, chamar-lhes NPCs.
segunda-feira, março 04, 2024
Grupo LGBT norte-americano queixa-se que os jogos vídeo para crianças não são suficientemente infectados pela ideologia de género.
quinta-feira, julho 06, 2023
Realidade virtual no GT7
Já há mais de um ano que não publico nada sobre simulação de corridas, porque não tenho tido muito tempo, desde que o Contra tomou conta de grande parte da minha vida útil. Mas deixo só aqui um breve clip que ilustra o que o sistema virtual da PS5 pode fazer a favor deste abençoado hobbie. A imersão é poderosíssima. Nesta prova com automóveis de corrida dos anos 50, estou ao volante do lendário Porsche 550 Spyder de competição, que é uma coisa que dá grande prazer de condução e, como viajo dentro do automóvel e num universo a 3 dimensões, a experiência é mesmo intensa e gratificante.
O GranTurismo 7 com este capacete da Sony é um vício bom.
segunda-feira, junho 20, 2022
Às escuras, a 360 à hora.
O Gran Turismo 7 já tem contra-relógios online, a única forma de competir com os humanos que eu tenho paciência para cumprir, porque, como já estou fartinho de me queixar aqui no blog, as corridas do modo Sport são, regra geral, irritantes: vais sempre apanhar gananciosos que não sabem ultrapassar nem sabem ser ultrapassados, distraídos que se esquecem de travar ou que travam cedo de mais, ou - pior ainda - atrasados mentais que têm como passatempo estragar as corridas dos outros, de propósito. Para piorar as coisas, o sistema de penalidades do Gran Turismo, que nunca funcionou bem no GT Sport, também é muito fraquinho no GT 7.
O primeiro desafio que decidi aceitar foi o de Le Mans à noite. E com automóveis do Grupo 1.
Precisamente por se realizar meio às escuras e a velocidades malucas, este é um contra-relógio daqueles em que, para seres minimamente competitivo, só tens duas hipóteses: ou conheces muito bem o circuito ou conheces muito bem o circuito.
Por sorte, conheço o célebre traçado de La Sartre de olhos fechados.
Comecei por pegar num Porsche LMP1 contemporâneo, fiz umas voltas e marquei um tempo dentro dos dois mil primeiros. Mas depois fui ver com que carros é que estava a correr a malta mais rápida e percebi que podia fazer muito melhor, porque a maior parte estava a usar as glórias dos anos 80 e 90. Escolhi o famoso e rotativo Mazda 787B, que ganhou as 24 horas de Le Mans de 1991.
8 voltas depois, consegui fazer um tempo decente, dentro dos primeiros 700 a nível mundial. Considerando que não insisti muito (não fiz mais que 20 voltas ao todo, com os dois carros), que a competição está a três dias de fechar e que a participação nestes eventos é na ordem das centenas de milhar, não está mal.
Em função da natureza dos desafios propostos no modo contra-relógio do GT7, hei-de deixar aqui mais vídeos deste género. Se as provas correrem bem, claro. Ninguém gosta de tornar públicas as suas figuras tristes, não é?
sexta-feira, abril 29, 2022
Super GT vai às couves ou a realidade como cópia de jogos vídeo.
Sendo um condutor virtual muitíssimo competente, Steve Alvarez Brown também corre em campeonatos mais ou menos amadores de kart da vida real, no Reino Unido. O que não tinha feito até aqui era pilotar automóveis concretos. Com chassis e tudo. E teve que o fazer porque foi contratado como piloto pela Quadrant, de que é proprietário Lando Norris, e precisa da carta de piloto internacional e para aceder a essa licença tem que começar da estaca zero e a estaca zero neste caso é pegar num Mazda MX-5 quase de série e ir competir para os autódromos.
Eis senão quando, acontece isto:
Que por acaso até parece um clip tirado do Gran Turismo.
As fronteiras entre os ambientes digitais e físicos esbatem-se a grande velocidade, mas o que me espanta não são bem os momentos em que o virtual fica muito próximo do real. O que me deixa boquiaberto é quando o real parece copiar o virtual, como se de um meme criado por Escher se tratasse.
sábado, abril 23, 2022
GT7: como ganhar 750.000 créditos em meia hora.
Graças à última e generosa actualização da Poliphony, há agora muitas maneiras de somar créditos abundantes, e assim poder comprar os automóveis do catálogo do Gran Turismo 7, que é afinal o objectivo último do jogo. Uma delas é a corrida World Touring Car 800 PP no circuito de estrada da Sardenha, cujo prémio para a vitória é de 400 e tal mil créditos mas que pode chegar aos 750 mil, se fizeres uma prova minimamente limpa.
O segredo para o sucesso neste desafio está nas seguintes variáveis:
- Escolhe um automóvel do Grupo 3 acima dos 750 PP. O Dodge Viper SRT GT-R de 2015 é uma boa opção.
- A corrida tem 15 voltas e o desgaste de pneus e combustível está muito aumentado, pelo que tens que fazer uma boa gestão destas variáveis de forma a parares nas boxes apenas 2 vezes.
- Tenta desenvencilhar-te dos carros mais lentos rapidamente, nas primeiras duas voltas. Depois, não precisas de fazer tempos por volta alucinantes. Se fizeres consistentemente marcas dentro do 1:41, 1:42 nas voltas restantes e não cometeres muitos erros, chegas ao fim no primeiro lugar do pódio.
- Usa o controle de tracção, se bem que em níveis mínimos, para diminuíres a margem de erro.
- A inteligência artificial da concorrência é bastante agressiva. Evita o contacto com os adversários e, apesar de teres que ultrapassar 19 automóveis, não forces as manobras. Só vais perder tempo, na melhor das hipóteses.
Para esta corrida a minha estratégia foi a de usar pneus duros nas primeiras 10 voltas (na primeira pitstop não troco de pneus porque a borracha dura aguenta-se bem durante dois stints) e trocar para médios na última paragem, de forma a ser rápido nos momentos em que a prova realmente se decide (voltas 11 a 13). A gestão de combustível passou por negociar as curvas a uma velocidade acima da recomendada e reduzir a entrada de gasolina no motor para o nível 4 quando apanho muito trânsito, elevando-a alternadamente para os níveis 3 e 2 quando apanhava a estrada livre (o Viper bebe muito).
O primeiro stint é aquele que é tecnicamente mais exigente, por causa dos carros que tens que ultrapassar numa pista que é bastante agradável de conduzir, mas que exige muita concentração e respeito pelos pontos de travagem. A coisa corre razoavelmente bem e quando entro nas boxes para reabastecer já ultrapassei mais de uma dúzia de concorrentes.
No stint intermédio estou preocupado em poupar os pneus e em manter um ritmo consistente. Cometo um erro parvo na travagem para a penúltima curva do circuito, na volta 9, que podia deitar tudo a perder, mas sobrevivo e chego ao fim das 10 primeiras voltas em terceiro lugar.
Saio das boxes na mesma posição e sei que o verdadeiro alvo a abater é o Aston Martin que segue imediatamente à minha frente, porque o líder terá que voltar às boxes (é um outro Viper, que corre com pneus macios e por isso faz 3 paragens em 15 voltas). Aproveito a frescura e a aderência dos pneus médios nos primeiros minutos deste derradeiro stint para dar tudo por tudo e consigo ultrapassá-lo na volta 12. A partir daí é só fazer a gestão da vantagem, dos pneus e do combustível.
No final, somo os tais 750.000 créditos. Para meia hora de investimento, não está nada mal.
quinta-feira, abril 07, 2022
A Polyphony é uma companhia séria.
Ao contrário de tantas outras empresa de vídeo jogos, a Polyphony provou hoje à audiência global que é uma companhia que preza a sua comunidade. Perante os protestos dos utilizadores sobre o valor das recompensas versus o preço dos automóveis no Gran Turismo 7, lançou hoje uma actualização que resolve completamente o problema (eu até acho que exageraram).
Steve Brown resume e ilustra a substância super amigável da actualização 1.11. Agora, só mesmo quem não der valor ao dinheiro ou correr muito pouco é que terá que gastar mais do que aquilo que pagou pelo jogo.
Parabéns à Polyphony, por ouvir os seus clientes, rejeitar a ganância e permanecer fiel à sua filosofia de sempre. Já não há muitas empresas assim.
terça-feira, abril 05, 2022
segunda-feira, abril 04, 2022
Sim Racing Heaven.
O 86 Gr.4 é um automóvel muito giro de guiar e esta rapidinha de uma volta ao Nordschleife deu-me prazer de condução em generosa quantidade. Digam o que disserem, o GT7 é um fantástico e prolixo motor de divertimento. E oferece momentos de pura imersão, em que a qualidade visual, a verosimilhança da forças físicas e o pulsar da adrenalina atingem patamares olímpicos.
É claro que há simuladores melhores. Mas como misto de simulação e gozo dos automóveis, o produto da Polyphony está muito bem feitinho.
Neste caso, acabo por conseguir o primeiro lugar exactamente onde são decididas as corridas da vida real, no Inferno Verde: a recta de 3 kms de extensão de Schwalbenschwanz, pouco antes da meta.
Um final disputado a 3 que está super realista.








