quarta-feira, setembro 29, 2021

Tirania Continental da Austrália #05

Como sempre afirmei aqui no blog, as pessoas que entregaram de boa vontade as suas liberdades e os seus direitos ao estado na perspectiva de que, resolvida a pandemia, essas garantias de cidadania lhes seriam devolvidas, ou são estúpidas ou são ignorantes ou, caso mais frequente, as duas coisas ao mesmo tempo.

Não digo ingénuas, porque ingenuidade não é um termo com que se possa qualificar o gado.

A prova provada do que afirmo está hoje flagrantemente escarrapachada por todo o lado, mas é especialmente manifesta na Austrália, onde os responsáveis políticos pela tirania entretanto e rapidamente montada sobre os cidadãos deste desgraçado subcontinente já nem sequer escondem os seus planos: não pensem, bois, que vamos voltar ao normal. Obedeçam, bois, à nova ordem. Caso contrário, bois, serão devidamente conduzidos ao curral da vossa insignificância.

Quase me apetece dizer aos bois: é muito bem feito.


A tropa como elogio do desperdício.

A propósito desta conspiração de estúpidos aqui, tenho que vos perguntar, aleatórios ou periódicos visitantes do Blogville: as forças armadas desta miserável república servem para quê, exactamente? Qual a utilidade, práctica ou teórica, dos mil e oitocentos milhões de euros que pagamos anualmente para que soldados (poucos) cocem os tomates, oficiais (muitos) façam uma carreira rentável e confortável sem que alguma vez tenham disparado um tiro ou prestado qualquer tipo de serviço público relevante, e um imenso e paralítico conjunto de burocratas seja onerosamente cooptado para que se possa dizer que existe um controlo civil da tropa?

As forças armadas estão preparadas para defender o país perante um agressor externo? Claro que não. O reduzido número de efectivos e o carácter paleolítico do equipamento militar não permite tal expectativa. Até Andorra conquistaria Portugal, se disso dependesse a operacionalidade da defesa pátria.

As forças armadas contribuem para a segurança de pessoas e bens? Claro que não. Como observamos sempre que Portugal começa a arder, a mobilização militar é nula ou incipiente. Como registámos durante a pandemia, a capacidade de disponibilizar apoio hospitalar ou médico às populações civis é inexistente.

As forças armadas contribuem para a integridade do perímetro fronteiriço do país? Claro que não. Portugal sempre foi, é e será um paraíso para o trânsito de todo o tipo de tráficos.

Com excepção de alguns regimentos de forças especiais, como aqueles actualmente destacados para a República Sul Africana, e cujos efectivos se contam pelas centenas, as forças armadas desta república são o espelho desta república: despesistas, inoperantes e lideradas, tanto no segmento militar como no segmento civil, por declarados imbecis.

A verdade do que digo confirma-se pela excepção: se há um militar que de repente mostra algum índice de competência, como aconteceu com o vice-almirante Gouveia e Melo, o país fica de queixo caído. Será possível que exista um oficial capaz na Marinha? Espantoso. Vamos já promovê-lo a Chefe do Estado Maior, admitindo sem hesitações que o anterior líder não estava lá por mérito, mas por fatalismo carreirista.

É óbvio que, como membro da NATO (organização que caiu entretanto na mais total irrelevância), Portugal tem a obrigação de subsidiar uma qualquer força militar, que seja minimamente pertinente. Mas esta força militar que subsidiamos tem a pertinência de um boi manso na arena de uma tourada.

A tropa portuguesa, como está instalada, é um desperdício de dinheiro e de tempo e de fardas. E um abuso da paciência de quem paga por este faz de conta degradante e inútil.

Não seria de esperar outra coisa.

Quanto mais os oiço,

mais razão lhes dou:



Fontaines D.C.  .  Roy's Tune

terça-feira, setembro 28, 2021

Um Papa ateu, dá nisto:

A ciência já foi um clube eclesiástico. Agora é um culto ateísta. Num caso como noutro, é preciso ter fé.

"Este lindíssimo sistema do sol, dos planetas e dos cometas só pode proceder do conselho e do domínio de um ser poderoso e inteligente"

Isaac Newton . Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, vol. 2 (Londres: 1729)


Ao contrário do que podes pensar, gentil leitor, a Ciência nem sempre se apresentou divorciada da Religião. Na sua génese, desenvolvimento conceptual e maioritário corpo epistemológico, o espírito científico está umbilicalmente ligado às igrejas cristãs. Foram ferozes católicos e convictos protestantes que inventaram a Coisa e que fizeram dela a glória que pensamos que é.

Copérnico, Espinoza, Giordano Bruno, Bartolomeu de Gusmão, Ockham, Bacon, Mendel e Lemaître eram clérigos católicos.

Kepler estudou para ministrar a lei protestante; Newton, Leibniz e Pascal notabilizaram-se como teólogos; Descartes dedicou-se febrilmente à constituição de um argumentário racional em favor da necessidade de um criador plenipotenciário e seria muito difícil convencer esta gente que o cosmos é afinal orfão da inteligência divina e criadora. Os seus gloriosos trabalhos académicos destinavam-se a entender as leis universais que Deus tinha estabelecido sobre a realidade. E é isto.

Na verdade, até ao primeiro terço do século XX, a fé e a razão sempre se deram lindamente. James Watt, o pai da Revolução Industrial, era um presbeteriano indefectível; Morse, o inventor do telégrafo, um calvinista dos sete costados; Maxwell, que descobriu os princípios da electro-magnética, era acólito da igreja evangélica; Nikola Tesla nunca abandonou o credo ortodoxo e Max Planck, para todos os efeitos o fundador da Física Quântica, massacrava toda a gente com um luteranismo evangelizador e fundamentalista. Pouco antes da sua morte, em 1970, Kurt Gödel, talvez o mais genial matemático do seu século, dedicou-se, na senda de Santo Anselmo, à elaboração de uma prova ontológica da existência de Deus, aproveitando o ba-lanço filosófico das conclusões a que chegara sobre a incompletude dos sistemas aritméticos.

Ainda assim, as disciplinas exactas foram sendo convertidas ao materialismo espúrio, primeiro e depois, ao credo ateu: inicialmente, talvez, com a irreverência filosófica de Voltaire, depois com a teoria da selecção natural de Darwin e, em definitivo, com o triunfo escolástico, dogmático e mediático dos físicos germânicos como Bohr, Heisenberg e Einstein, dos matemáticos marxistas da laia de Bertrand Russel e de niilistas como Carl Sagan e Stephen Hawking.

Há aqui, porém, um paralelo curioso: a força laicizante destes personagens surge precisamente quando a História da Ciência entra num labirinto de incertezas. Todos estes ateus na verdade só têm a convicção lúcida de que Deus não existe e de que o universo não tem um especial significado. Do resto, não sabem tanto como isso e assim sendo, este ateísmo militante mostra-se, a cada dia que passa mais e mais, um acto de fé.


Este testemunho de John Lennox, o decano professor de Matemática de Oxford, começa por colocar em causa toda a ética e toda a lógica ateístas das academias ocidentais. Mas termina precisamente no assunto específico deste post. Sem o Cristianismo, a Ciência, como (mal) a entendemos hoje, não existiria. Ponto final, parágrafo.


segunda-feira, setembro 27, 2021

Quando for grande quero ser vocalista de uma banda punk rock.



Fontaines D.C.  .  Big

Nada vai mudar. Mas ainda assim...

Não votei no Moedas, pelo que me não me sinto particularmente vitorioso (nem nunca me vou sentir particularmente vitorioso, nesta República de imbecis). Acho até que este rapazinho vai servir aos lisboetas o igual menu politicamente correcto e filosoficamente desastrado e ideologicamente infeliz e operacionalmente incapaz do anterior atrasado mental.

Seja como for, estou um bocadinho contente, devo dizer, um bocadinho surpreendido, devo confessar, pelo facto da população da capital ter cometido a boa heresia de correr com o Medina da Praça do Município, onde parecia tão confortavelmente instalado.

E não me digam que não devemos encontrar alegria na infelicidade dos outros. Eu encontro-a, se bem que em modesta quantidade, na surpresa desolada do candidato derrotado do Partido Socialista.

Não valerá a pena, porém, expectar que o novo Presidente da Câmara perceba porque raio é que ganhou estas eleições e que desfaça rapidamente os equívocos do seu antecessor. Desconfio bem que isso não vai acontecer. Os intérpretes deste regime são todos muito parecidos. São todos castrados de coragem e inteligência. Concordam, na verdade e no que lhes parece essencial, uns com os outros e alimentam-se vampiristicamente desse uníssono.

Vou continuar a ter ciclovias onde devia ter faixas rodoviárias. Vou continuar a ser espoliado pela EMEL. Vou continuar a pagar impostos monumentais, para sustentar um município obeso e despesista. Vou continuar a assistir às "políticas inclusivas", que implicam o patrocínio de mesquitas, o subsídio de criminosos, o paternalismo clientelista sobre as massas. A cumplicidade corrupta e displicente com as elites.

Ainda por cima, este resultado eleitoral vai colar o Rui Rio à cadeira que miseravelmente ocupa na Rua de São Caetano à Lapa por mais uns tempos, pelo que não há grandes motivos para celebrar seja o que for.

Mais do mesmo. Mais do mesmo. Mais do mesmo.

UK Public Health Data: 80% of Covid-19 Deaths in August Were Vaccinated People

Further evidence proving the Covid-19 vaccination programme is a huge failure has been released which confirms throughout the whole of August 80% of the people who allegedly died of Covid-19 had been vaccinated against the disease.
The report provides an array on data on testing, quarantining, vaccinations, cases, hospitalisations, and deaths but it doesn’t get very interesting until you read Table 15 which covers the number of Covid-19 positive cases by week and vaccination status.
Interesting because it shows that the majority of confirmed cases are now among the vaccinated population. In the most recent week from 28th August to 3rd September 2021 the report shows that there were 20,744 confirmed cases among the unvaccinated population, who are more likely to be tested for the simple reason they have not been vaccinated.
But it also shows that there were 5,508 confirmed cases among the partly vaccinated population, and 16,810 cases among the fully vaccinated population – two populations who are least likely to be tested due to be being vaccinated.
This means that between 28th August and 3rd September there were 22,318 cases among the vaccinated population – almost 2,000 more than the unvaccinated population.

(...) Humans Are Free

A Ciência como motor do erro.

A maioria dos papers de pesquisa científica que são publicados apresentam falsos resultados. É mentira? Não. Num famoso ensaio que até já data de 2005, John P. A. Ioannidis demonstrou estatisticamente que a afirmação é verdadeira.

Sendo que a margem de erro aceite pela comunidade científica ronda os 20%, a verdade é que a percentagem de negativos e falsos positivos ultrapassa largamente esse limite e pode até atingir valores inversos (80% de papers que apresentam conclusões erradas, 20% que apresentam conclusões certas), dadas as condições entrópicas ideais, como a presença de preconceitos, a multiplicação de variáveis em análise, um número acima da média de teses erradas antes da publicação, etc.

É arrepiante perceber que, apesar dos métodos de controlo como o peer review ou os algoritmos monitores implementados electronicamente, o erro se dissemina desta forma massiva no corpo documental das disciplinas exactas, impactando directamente a sua virtude epistemológica.

Considerando que a operacionalidade e evolução da Ciência depende do acerto das suas publicações, principalmente no que diz respeito à pesquisa e à aquisição de data, estes números são assustadores. Tanto mais que têm um resultado também contraproducente junto dos públicos leigos. Se as fontes estão erradas, como é que o jornalismo e o ensaio de divulgação científica podem transportar para os leitores uma ideia correcta dos temas específicos que abordam, e da Ciência em geral?

Um assunto de monumental importância, articulado com profundidade, e algum optimismo (para pessimista já basto eu), pelo impecável Derek Muller.


Italy Orders Companies Not to Pay Unvaccinated Workers

The Italian government has passed a decree applying to both the private and public sector ordering companies to withhold pay from workers who refuse to take the COVID-19 vaccine.
The decree mandates that all employees get the vaccine ‘green pass’, which led to questions about what would happen to the millions of Italians who remain unvaccinated.
The government is attempting to avoid potential legal action by directing companies not to fire the unvaccinated, but simply to not pay them while telling employees not to show up to work under threat of being fined if they do so.
“Instead, they should be considered to be on an unjustified absence and have their wages or salaries withheld,” writes Ken Macon.
“Those found to be working without a vaccine passport could be punished with fines of up to €1,500. Additionally, the government said it would not cater for the test costs for those who would prefer not to take the vaccine.”
Even those who have had the virus, recovered and developed anti-bodies will still have to get at least one dose of the vaccine, presumably just as a performative show of compliance.

(...) Summit News

Não.



Fontaines D.C.  .  No

Tirania Continental da Austrália #04

Em Melbourne, os trabalhadores da construção civil, em protesto pela decisão do seu sindicato de tornar as vacinas obrigatórias, vieram para a rua protestar, num movimento análogo aos coletes amarelos franceses. A polícia, em nome da saúde pública, respondeu com a incrível brutalidade que é ilustrada aqui, e aqui:



No entretanto, o Facebook decidiu calar os manifestantes, impossibilitando-lhes o live stream.

O que se está a passar na Austrália é algo que seria dificilmente imaginável à coisa de um ano atrás. Uma democracia próspera, funcional, fluorescente, cai do dia para a noite num regime despótico de alta intensidade tirânica. Com uso e abuso de legislação opressiva, manipulação mediática e violência policial que envergonhariam qualquer ditador sul americano dos anos 60.



A polícia está inclusivamente, neste momento, a visitar os domicílios de cidadãos que, nas redes sociais, manifestaram apoio aos protestos ou interesse em participar neles, no futuro. Portanto: assumindo o controlo do pensamento e a intimidação da população através das forças de segurança do estado.



Porque a polícia australiana já não serve para proteger os cidadãos. Serve como músculo do Estado contra os cidadãos. Reparem no medo, na revolta, na impotência estampada nos testemunhos desta gente oprimida:



Fucking Hell.

quinta-feira, setembro 23, 2021

A altivez de fidalga asiática,
o nome cristão, da fé que recusaste.
A tua razão matemática
nos Arraiolos que desenhaste.

A elegância ágil, de ginasta,
o carinho atento e discreto;
a tua filosofia iconoclasta
sem necessidade de alfabeto.

A maneira de seres portuguesa,
a tua esquerda conservadora.
A negativa certeza
que usavas como tesoura.

A cozinha de três continentes,
a tua educação esmerada;
o silêncio entrementes
com que presidias à consoada.

Perdi o que em ti temi e respeitei:
a companhia de uma senhora.
A vida só obedece a uma lei
que rouba tudo, que tudo penhora.


quarta-feira, setembro 22, 2021

A verdade é negacionista #02

Se alguém tinha dúvidas sobre a credibilidade da enfermeira que protagoniza o vídeo do anterior post com o mesmo título, o dr. Chip Abrahamsen, médico dos serviços de saúde federais americanos, aqui entrevistado pela impecável Alison Morrow, atesta da solidez desse testemunho e da qualificação técnica da profissional em causa. E, entre outros apontamentos extremamente interessantes, lembra que as vacinas têm três estágios de teste antes de serem colocadas no mercado. No caso das vacinas Covid-19, a terceira fase de testes acabou por ser transportada para a população em geral, dada a urgência (real ou inventada) decorrente do contexto pandémico. Portanto: podemos e devemos discutir as suas incidências, os seus níveis de eficácia e os seus efeitos secundários. Tem sido esse, sempre, o protocolo científico. Porque raio é que agora seria diferente?


Rules for thee, but not for me.

Paul Joseph Watson, um dos super-heróis deste blog, regressou de férias com as baterias carregadinhas de munições. É deixá-lo gastá-las. Os tiros saem sempre certeiros. E os alvos, maioritariamente constituídos pela elite manhosa de Hollywood, por políticos jet set e pelos famosos por serem famosos, merece completamente a pontaria afinada.

Wuhan Lab Requested Funding From DARPA To Make Chimeric Viruses, Genetically Alter Coronaviruses To Make Them More Infectious To Humans

A bombshell report has concluded that scientists at the Wuhan Institute of Virology and their affiliated partners attempted to secure $14 million in funding from the Pentagon’s scientific arm DARPA to genetically alter viruses, including bat coronaviruses, and make them more infectious to humans, just eighteen months prior to the subsequent outbreak and pandemic.
The London Telegraph reports
the findings revealed by Drastic, a web-based investigations team set up by scientists from across the world to look into the origins of Covid-19.
The documents they obtained, confirmed as genuine by former US government officials, show that DARPA turned down the request, saying the plans for yet more gain of function research were TOO DANGEROUS to the human population.
The Telegraph notes that the documents reveal the Wuhan scientists “submitted plans to release skin-penetrating nanoparticles containing ‘novel chimeric spike proteins’ of bat coronaviruses into cave bats in Yunnan, China.”
The documents also show that the plan involved genetically altering the bat coronaviruses to add “human-specific cleavage sites,” essentially making it easier for the virus to get into human cells.
This is EXACTLY what was discovered when Covid-19 was first genetically sequenced, prompting many scientists to suggest the virus had been genetically manipulated in a lab.

(...) Summit / The Telegraph

terça-feira, setembro 21, 2021

A verdade é negacionista.

Os efeitos adversos das vacinas Covid-19 são consistentemente ignorados na imprensa. Mas os números são públicos e acessíveis pela net. Este artigo do Undercurrents, com fontes oficiais e credíveis, apresenta alguns esclarecedores dados estatísticos, entre as quais destaco:


USA


- Each year, more than 165 million Americans get the flu shot. There were 85 reported deaths following influenza vaccination in 2017; 119 deaths in 2018; and 203 deaths in 2019;

- Between mid-December 2020 and April 23, 2021, at which point between 95 million and 100 million Americans had received their COVID-19 shots, there were 3,544 reported deaths following COVID vaccination, or about 30 per day;

- In just four months, the COVID-19 vaccines have killed more people than all available vaccines combined from mid-1997 until the end of 2013 — a period of 15.5 years;

- As of April 23, 2021, VAERS had also received 12,618 reports of serious adverse events. In total, 118,902 adverse event reports had been filed;


EUROPE

- In the European Union, we find more of the same. Its EudraVigilance system, to which suspected drug reactions are reported, had as of April 17, 2021, received 330,218 injury reports after vaccination with one of the four available COVID vaccines (Moderna, Pfizer, AstraZeneca and Johnson & Johnson), including 7,766 deaths.

- Of these, Pfizer’s mRNA injection accounted for the largest number of deaths at 4,293, followed by Moderna with 2,094 deaths, AstraZeneca with 1,360 deaths and Johnson & Johnson with 19 deaths. The most commonly reported injuries were cardiac-related problems and blood/lymphatic disorders.
   


ISRAEL

- According to Central Bureau of Statistics data during January-February 2021, at the peak of the Israeli mass vaccination campaign, there was a 22% increase in overall mortality in Israel compared with the previous year.

- In fact, January-February 2021 have been the deadliest months in the last decade, with the highest overall mortality rates compared to corresponding months in the last 10 years.

- Amongst the 20-29 age group the increase in overall mortality has been most dramatic. In this age group, we detect an increase of 32% in overall mortality in comparison with previous year.

- Statistical analysis of information from the Central Bureau of Statistics, combined with information from the Ministry of Health, leads to the conclusion that the mortality rate amongst the vaccinated is estimated at about 1: 5000 (1: 13000 at ages 20-49, 1: 6000 at ages 50-69, 1: 1600 at ages 70+).

- According to this estimate, it is possible to estimate the number of deaths in Israel in proximity of the vaccine, as of today, at about 1000-1100 people.


Estes números levantam a pertinência de uma questão muito séria: para um ser humano saudável de 30 anos, o que é que é mais perigoso, a vacina ou a doença? É uma pergunta, apenas. Mas pode e deve ser feita.

E mais que a aridez dos números, falam com eloquência as testemunhas. Como sempre, o Project Veritas ajuda a dar-lhes voz. Neste caso, uma enfermeira do sistema de saúde federal americano coloca a carreira em risco (altíssimo risco, na verdade), para contrariar o uníssono oficial.



No momento em que terminava a edição deste post, o Facebook e o Instagram baniram o vídeo por alegadamente partilhar "falsa informação" sobre o Covid-19 e os processos de vacinação, entre outras acusações orwelianas do género. Portanto: uma enfermeira e uma médica testemunham sobre o impacto, nos hospitais americanos, dos efeitos secundários das vacinas e sobre a forma como os números reais de vítimas da vacinação são encobertos pelo sistema. E isso, para Mark Zuckerberg, é "falsa informação".

A verdade é negacionista e o mundo está virado ao contrário.

Conservative French Presidential Candidate Warns of “Civil War”

Conservative presidential candidate Xavier Bertrand warns that France faces the risk of a “civil war” due its problems with gang violence and uncontrolled mass immigration.
Bertrand is president of the Hauts-de-France Regional Council and is currently polling in third behind President Emmanuel Macron and Marine Le Pen ahead of the national election, which will take place in April next year.
“There is today a real risk of civil war,” Bertrand told the Grand Jury program, adding, “The president of the Republic must do everything to avoid it, and this requires above all the end of crimes not being punished. Any sanction must result in a sentence at the end.”
More specifically, Bertrand was referring to violent crime problems plaguing the outskirts of major cities, where immigrants have settled in radicalized ghettos and refused to integrate.
In response to the killing of criminals who become involved in violent confrontations with police, urban riots have become a routine occurrence in cities like Paris and Lyon.
“You have gangs, gangs fighting with Kalashnikovs; wouldn’t that be a civil war?” asked Bertrand.
The situation has become so unstable that some commentators, including Bertrand’s presidential rival Eric Zemmour, have called for such areas to be “re-conquered by force.”

(...) Summit

The army vs the republic.

"The army is essential for political control. Government dictates have no meaning without the force to back them up. Guns are to laws what gold is to paper currency. It gives it value and strength.
In a democratic system, the military serves and protects the entire population, no matter what they voted for. In a totalitarian system, by contrast, the army is the enforcement apparatus of a specific political party. That's the difference between the two systems."

Tucker Carlson
. Tucker Carlson Tonight . 20/09/21

Um buraco negro nos fundamentos da Matemática.

Os esforços conducentes à lavagem cerebral das massas, no que diz respeito à ciência, ocultam sempre, claro, as verdades inconvenientes e contraproducentes à narrativa oficial que tu tens, prezado leitor, que engolir cegamente, caso contrário és um verdadeiro negacionista, pá. A ciência dos tempos que correm foi transformada numa variante gémea da religião e exige, sobretudo, fé. É por isso que as pessoas normalizadas pelos poderes instituídos gostam imenso de dizer nas redes sociais e nas conversas de café com que entretêm a sua ignorância que "acreditam na ciência". Pudera.

Ora uma das verdades mais inconvenientes que podes descobrir na história da Matemática foi estabelecida por Kurt Gödel, na terceira década do século XX, quando demonstrou de forma inequívoca e estruturalmente lógica que os sistemas matemáticos encerram inerentemente uma maldição: a de não conseguirem fazer prova da verdade factual.

A rábula é de desenvolvimento gradual e tem início, talvez, na segunda metade do Século XIX, quando Georg Cantor conjectura, na sua célebre Teoria dos Conjuntos, que nem todos os agregados de números infinitos são do mesmo tamanho. Há infinitos mais pequenos e infinitos maiores. Há Infinitos Contáveis e Infinitos Incontáveis. O aparelho escolástico da Matemática começa a oscilar perigosamente com esta surpreendente conclusão, oscilação essa agravada dramaticamente pela concomitante e desconcertante descoberta das geometrias não euclidianas, da fundamental imprecisão do cálculo e do paradoxo dos conjuntos que não se incluem a si mesmos, que é uma charada de fritar os miolos a qualquer um:

Imagine-se uma cidade com um único barbeiro que está sujeito a uma lei irrevogável: só pode barbear os homens que não se barbeiam a eles próprios. O Barbeiro pode portanto fazer a barba aos clientes que não se barbeiam a eles próprios, mas quem vai fazer a barba ao barbeiro? O barbeiro não pode fazer a barba a ele próprio porque só pode fazer a barba aos homens que não se barbeiam a eles próprios...


A crise positivista agrava-se no fim deste século com a cisão entre Henri Poincaré e David Hilbert sobre o rumo que a disciplina devia seguir: Poincaré, enfiando a cabeça na areia, defende que simplesmente se ignorem estes desvios esquizofrénicos ao suposto rigor purista da aritmética, enquanto Hilbert, tão realista como ambicioso, parece manter a firme certeza de que esses desvios devem ser integrados num infalível sistema de prova. E daí a célebre tirada que, se bem que carregada da pretensão académica que era sinal dos tempos, lhe serviu de epitáfio: "Wir müssen wissen. Wir werden wissen." (Devemos saber. Saberemos).

Isto apesar dele próprio ter sido responsável pela criação de vários quebra-cabeças que deveras dificultavam a sua santa missão, como o famoso paradoxo do Hotel de Hilbert:

Imagine-se um hotel com quartos infinitos. Um dia, chega uma excursão de infinitos excursionistas. O recepcionista coloca cada pessoa em cada quarto. Mas no dia seguinte chega mais uma excursão de infinitos turistas. O recepcionista fica baralhado, mas há várias soluções simples para resolver o problema e esta é uma delas: os turistas infinitos da primeira excursão ficam nos quartos pares e os da segunda excursão nos quartos ímpares. Assim, caberiam pelo menos dois infinitos no mesmo hotel.


Seja como for, o célebre matemático de Königsberg (cidade prussa que já tinha oferecido ao mundo o génio de Kant) estabeleceu que o Sistema de Prova tinha que responder afirmativamente a cinco questões fundamentais, das quais destaco (como no clip em baixo faz o articulado e perito Derek Muller) apenas três, para que o post consiga manter o seu fim em vista:

1 - A Matemática é completa?
Ou seja, há forma irrefutável de provar uma afirmação verdadeira?
2 - A Matemática é consistente? Isto é, estão eliminadas todas as contradições à sua estrutura formal?
3 - A Matemática é decisiva? Leia-se: há um algoritmo para decidir, dado qualquer enunciado matemático, se ele é verdadeiro ou falso?


Eis senão quando, entra no palco deste erudito bordel o proverbial Bertrand Russel, que na segunda década do Século XX decide aniquilar, com outro paradoxo, a contrariedade dos conjuntos que não se incluem a si mesmos e contribuir, decisivamente, com o épico Principia mathematica  (inacabado e desenvolvido a meias com o seu professor Alfred North Whitehead) para um sistema de prova mais ou menos absoluto, que procura responder afirmativamente às premissas de Hilbert, fazendo recurso à invenção de um novo e sistemático, se bem que um pouco aborrecido, código universal para todos os ramos da Matemática. 

A filosofia da Coisa estava assim mais ou menos estabilizada e os matemáticos de todo o mundo sossegaram, durante uns anos, na boa fé de que a sua querida disciplina podia e devia fazer prova da realidade cósmica.

Acontece porém e desgraçadamente que, em 1931, Kurt Gödel, talvez o mais talentoso matemático do século XX, tem o desplante de publicar os seus devastadores Teoremas da Incompletude, onde demonstra, até ver categoricamente, que não é bem assim que a Coisa funciona. Um completo sistema de prova é impossível. A Matemática (mais especificamente, a Aritmética) é incompleta e inconsistente, porque:

Teorema 1: "Qualquer teoria axiomática recursivamente enumerável e capaz de expressar algumas verdades básicas de aritmética não pode ser, ao mesmo tempo, completa e consistente. Ou seja, em uma teoria consistente, sempre há proposições que não podem ser demonstradas nem verdadeiras, nem falsas."
Teorema 2: "Uma teoria, recursivamente enumerável e capaz de expressar verdades básicas da aritmética e alguns enunciados da teoria da prova, pode provar sua própria consistência se, e somente se, for inconsistente."


Gödel, um católico impenitente que passou a vida a querer introduzir Deus na equação, pegou na sintaxe da Matemática e transformou-a num elaborado exercício de numerologia para concluir que a prova pode demonstrar que a prova não existe. Não se trata de uma gralha: uma determinada prova, em Matemática, pode implicar a sua inexistência. Um afirmação pode ser verdadeira, mas indemonstrável. A verdade e a demonstrabilidade não são sinónimos. Hilbert estava enganado: Devemos saber. Mas dificilmente saberemos.

Haverá assim e invariavelmente um factor da realidade que transcende o cálculo científico.

E não fora o génio de Alan Turing, hoje não teríamos computadores, nem web, nem telefones espertos como o raio, nem gadgets nenhuns. É que depois de demonstrar que, para além de incompleta e inconsistente, a Matemática também não é decisiva, o jovem mestre de Cambridge acabou por resolver a mecânica do problema, isolando-o das engrenagens da engenharia informática e impedindo assim que a entropia dos Teoremas de Gödel contrariasse o bom funcionamento da parafernália tecnológica de que a humanidade parece tão desesperadamente necessitada.

E se chegaste ao fim deste texto, querida leitora, se tiveste a paciência e a curiosidade para aturares estes leigos parágrafos, tolerante leitor, o melhor que podes fazer é assistires a este competentíssimo vídeo dedicado ao mesmo assunto, da autoria de Derek Muller, que é, na minha pequena opinião, um dos melhores comunicadores de ciência que poderás encontrar por entre o ruído delirante e falacioso dos media contemporâneos.

Porque para saber de ciência, para "acreditar na ciência", é preciso investir um pouco mais do que o valor mensal despendido na assinatura da National Geographic.


segunda-feira, setembro 20, 2021

Se és apoiado pela imprensa, protegido pela polícia e obedecido pelos políticos, não és um rebelde.

 És só mais um palhaço no grande circo do Sistema.


Former FDA Commissioner: Six Foot Social Distancing Rule Was ‘Arbitrary … Nobody Knows Where It Came From’

Scott Gottlieb, the former commissioner of the Food and Drug Administration (FDA), admitted during an interview on Face the Nation that the six foot social distancing rule recommended by public health officials for months on end was actually “arbitrary in and of itself,” and he noted that “nobody knows where it came from.”
(...) Breitbart / CBS

O gado como sub-produto da sociedade securitária.

Em Lisboa, mesmo depois de levantado o abstruso mandato das máscaras ao ar livre, as pessoas continuam a usá-las. Parece que se sentem mais seguras assim. Amordaçadas.

Em Sidney, os cidadãos constrangidos a um tenebroso estado de sítio, não conseguem mais que um protesto que não chegou a contar com mil pessoas na rua. Estavam presentes em superior número os polícias.

Na Nova Zelândia, onde a ditadura reinante enfia a totalidade da população em prisão domiciliária sempre que surge um infectado algures, as pessoas confundem-se com os rebanhos e as manadas característicos da paisagem rural do país.

Na Escócia e na Irlanda, onde os direitos, liberdades e garantias da civilização ocidental caíram há muito, está tudo sossegado. Nem um pio. É a obediência cega e muda perante a tirania.

No Canadá, um dos governos mais ditatoriais do cosmos conhecido acaba de ser reeleito. Os canadianos são proibidos por Justin Trudeau de tudo e mais alguma coisa, inclusivamente pensar. Inclusivamente, prestar culto. Inclusivamente dizer, por exemplo, que os homens não podem parir. Os canadianos são sujeitos a directivas draconianas de toda a ordem em nome da prevenção da gripe chinesa. Os canadianos, se vivessem neste momento numa distopia mais politicamente correcta do que já é, rebentavam. Mas continuam a votar no tiranete.

Nos Estados Unidos da América, depois do desastre absoluto, recordista, de largo espectro, em grande medida ilegal e em substantiva dimensão imoral do regime Biden, 41% dos cidadãos parecem ainda aprovar a totalitária e inconstitucional performance presidencial. Nos grandes centros urbanos, as populações obedecem, em silêncio bovino, aos mandatos contra-epidémicos mais fascistas que se podem imaginar, enquanto na fronteira com o México entram todos os dias milhares de imigrantes ilegais sem qualquer escrutínio sanitário.

Enquanto isso, na gala dos Emmys, as elites esfregam-se loucamente sem qualquer tipo de precaução mascarada. Rules for thee, but not for me.

A deprimente resignação dos povos do Ocidente à febre autoritária dos estados e ao desdém das elites, decorre, claro, da sociedade securitária e subsidiada e paternalista e alienada em que estas inumeráveis cabeças de gado foram criminosamente criadas. A liberdade é um valor menor no grande esquema das coisas. A dignidade também.

Cambada de cobardes. Que seria de vós se um perigo imenso, devastador, real como uma guerra, terminal como uma peste, transcendente como uma catástrofe natural, assolasse as vossas obesas e receosas vidinhas?

Dou graças a Deus por não ter feito filhos.

Gran Turismo 7: no mercado em março de 2022. Talvez.

A Polyphony lançou um trailer do GT7 que aponta a data de lançamento para 4 de Março do ano que vem. Mas dado o historial de adiamentos dos GT, ninguém pode dizer ao certo quando é que a coisa vai acontecer realmente.

Pelo que é possível ver no trailer, há novidades e há mais do mesmo. Este jogo será menos centrado na competição online, mais próximo do imaginário de edições anteriores em que o modo single player não era tratado como um segmento para atrasados mentais, é verdade, mas os circuitos vão ser os que já existem no GT Sport (com integração de dois ou três percursos ficcionais que fazem parte do legado topográfico do jogo, como o Trial Mountain e High Speed Ring). Em relação aos automóveis percebe-se que vamos ter mais clássicos, e que vai existir, provavelmente, mais espaço para a curadoria de garagem, o tuning e o coleccionismo.

Receio porém que a inteligência artificial no modo "Single Player" não sofra grandes melhorias, o que é um verdadeiro corte de ganza, porque qualquer pessoa que jogue o Gran Turismo com alguma frequência deixa invariavelmente a concorrência virtual a milhas. Os adversários não dão luta. Ponto.

Uma grande novidade vai ser, pelo que se vê neste trailer, a reintrodução de condições climáticas variáveis, que o GT Sport só tinha em alguns circuitos e muito limitadas, bem como a dinâmica do fluir das horas do dia e da noite, experiência que o GT Sport, incrivelmente, não oferecia (escolhias uma hora para uma determinada corrida e esse horário cristalizava durante toda a corrida).

Em relação aos gráficos, a evolução é difícil de discernir. Bem sei que é cada vez menor a margem de manobra para progredir nesta área, mas o simples facto do jogo ser feito para correr na Playstation 4 e na Playstation 5 deixa muito espaço para o pessimismo.

Também não espero grandes alterações na experiência das condições físicas do jogo: a Polyphony já desistiu de competir com marcas como a Assetto Corsa, o Iracing ou o Dirt Rally, no realismo da informação que te chega aos periféricos, tanto no que diz respeito às condições de piso como à manobrabilidade dos automóveis e não creio que isso vá mudar muito porque a empresa liderada por Kazunori Yamauchi continua interessada no mercado generalista, que domina, e não no mercado mais específico dos sim racers.

Em suma: é claro que vou comprar o jogo. É claro que vou passar horas de prazer intenso a jogá-lo. Mas acho sinceramente que o Gran Turismo foi entretanto ultrapassado por outras marcas. E que tem evoluído muito pouco, comparativamente.

É pena. Mas é como é.


domingo, setembro 19, 2021

A solidão como estratégia de sobrevivência das espécies.


O Bolor Limoso, de que falei aqui há umas semanas atrás, é um organismo muitíssimo interessante, capaz de metamorfoses assombrosas em função do ecossistema e de tomar decisões inteligentes para garantir a sobrevivência da espécie. As células deste estranho Eucariota sacrificam-se de forma a perpetuar o colectivo, multiplicam-se e combinam-se para atingir determinados objectivos e agregam-se frequentemente para superar a ausência de nutrientes. Mas recorrem também à solidão como forma de diversificar as hipóteses de continuidade.

A presença de solitários em espécies de alta funcionalidade colectiva já foi estudada em abelhas, gafanhotos e gnus, mas um paper da equipa liderada por Fernando W. Rossine, publicado pela PlosBiology em 2020, procura aprofundar o significado da solidão no contexto do processo evolutivo, através do estudo das células do Bolor Limoso que são deixadas, estrategicamente, à sua sorte, mesmo em situações em que a esmagadora maioria dos componentes da comunidade se organiza colectivamente.

Este assíncrono comportamento de algumas células não parece decorrer de uma volição individual, mas sim de um mecanismo colectivo: os solitários não querem ser solitários, mas, de forma aleatória, a comunidade parece sempre promover a exclusão de alguns dos seus elementos, de forma a que, se a estratégia colectiva em que está empenhada não resultar, permaneçam, mesmo que remotas, algumas hipóteses de sobrevivência para aquelas unidades que ficaram isoladas no ecossistema.

Se estas unidades, lá muito de vez em quando, subsistirem, e se o corpo colectivo acabar por perecer, assistimos a mutações genéticas muito significativas, porque a multiplicação celular que daí decorre dependerá das características do genoma de apenas um elemento. Essa comunidade será forçosamente diferente daquela que gerou os solitários, mas também mais adaptada ao ecossistema em que reside, já que resulta da unidade que conseguiu encontrar soluções viáveis de sobrevivência.

Transpondo este estudo para o contexto humano (pura especulação, o paper não faz isso): ninguém na verdade gosta de ser colocado à parte da sociedade. Há quem lide melhor com isso, há quem lide pior, mas, salvo raras excepções de carácter religioso ou derivadas de patologias psiquátricas, não há quem o faça de propósito. Sendo involuntária, a solidão pode no entanto estar ligada a um mecanismo social que diversifica as chances de adaptação da espécie humana ao meio em que está enquadrada. Será, assim, inevitável. Como a cópula, a agressividade ou o instinto maternal.

O Bolor Limoso dá que pensar. E o bom do Anton Petrov, que disserta sobre o tema, também.


Neo-Punk para pista de dança.

O original dos Fontaines D.C. já é particularmente bombástico, mas este remix de "Televised Mind", inventado por Dave Clark, é uma coisa de doidos. Varridos. E com febre de Sábado à noite.


Federal Bureau of Infamy

O FBI está interessado em perseguir os americanos que votaram Trump. Está interessado em perseguir a opinião divergente. Está interessado em forjar ameaças à segurança interna da América. Não está, nitidamente, interessado em perseguir pedófilos.

O caso de abuso sexual de menores cometido centenas de vezes pelo responsável médico da equipa olímpica de ginástica dos Estados Unidos, Larry Nassar, faz prova da cumplicidade inacreditável dos feds com todo o tipo de crimes hediondos, ao ignorarem sistematicamente as queixas das vítimas, adulterando até os seus testemunhos.

Tulsi Gabbard denuncia o escândalo e dá voz às vítimas.



A deprimente história desta deprimente agência federal soma episódios flagrantes de incompetência, corrupção, chantagem, duplicidade de critérios, politização descarada e cumplicidade com pedófilos, mafiosos e terroristas. Principalmente desde que J. Edgar Hoover a transformou numa espécie de entidade plenipotenciária, com escasso controlo pelos representantes eleitos da Federação. A novidade é que o FBI é hoje - e apenas - uma polícia política. Desistiu completamente de contrariar a actividade criminosa.

Jesse Waters enumera, num instantinho, alguns dos escândalos mais recentes, que incluem a protecção de Epstein, a perseguição de inocentes, o conluio com assassinos, o patrocínio de raptos e a falsificação de documentos com o intuito de engendrar teorias da conspiração, entre outras barbaridades doidas.



O FBI é isto. A CIA não conseguiu sequer antecipar que o Afeganistão ia cair nas mãos dos Talibãs no espaço de uma semana. O Pentágono apresenta como uma vitória militar a morte, por ataque de Drone, de 10 civis inocentes, 7 dos quais, crianças. A queda de um império é sempre um espectáculo degradante. Mas esta malta abusa. Poça.

sábado, setembro 18, 2021

Instagram blocks results for “natural immunity” hashtag

Instagram has blocked the results page for the use of the hashtag #naturalimmunity.
When the hashtag is selected, Instagram says, “This hashtag is hidden,” and that “Posts for #naturalimmunity have been limited because the community has reported some content that may not meet Instagram’s Community Guidelines.”
Many posts using the hashtag were centered around stories that suggest that those who have recovered from COVID were less likely to catch COVID again than someone who was vaccinated but had no prior exposure to COVID.
A 700,000-person Israeli study this month found those who had experienced prior infections were 13 times less likely to get a second symptomatic infection than those who were only vaccinated, and many have taken to social media to discuss it.
However, Instagram has started to censor the hashtag.

(...) Reclaim the Net

Volto sempre aqui,

às palavras e às tonalidades e às melodias dos Bear's Den. É um vício bom. Um regresso à tranquilidade. Um perpetuo retorno ao covil uterino da música.
Sempre que oiço estes rapazes, faço as pazes com o mundo.



Bear's Den . Napoleon

O General Sem Vergonha.

Podes chefiar um Estado Maior que tem como prioridade a equidade de género
em vez da eficácia no teatro das operações.
Podes liderar a pior retirada da história das debandadas.
Podes ter deixado para trás oitenta biliões de dólares em equipamento bélico,
transformando o inimigo numa potência militar.
Podes ter abandonado centenas de compatriotas civis à sua sorte, em território hostil.
Podes ser responsável por bombardear cirurgicamente uma família inocente, assassinando sete crianças.
Podes partilhar informação confidencial com a tribo contra a qual estiveste a lutar durante 20 anos.
Podes garantir que o teu rival geo-estratégico, a nível planetário, nunca será atacado sem aviso prévio.
Podes ter traído o teu país, o teu presidente, a tua Constituição. 
És o general Mike Milley, pá. Podes fazer o que quiseres.



Haikus do Alto da Falésia (enésima edição)






 

O verão despede-se devagar
Como os amantes
Na gare.



O dia amanhece claríssimo.
Até as gaivotas franzem o semblante.



A brisa fresca traz notícias
Do Outono.



A vila sussurra um convite
Mas a preguiça é surda.



Um belo dia de praia é mais eficaz
Que uma receita de ansiolíticos.



O haiku perfeito está nos versos
Que ainda não escreveste.



A pescada fresca
Tem estatuto de marisco.



Já sabes grelhar um pregado.
O mundo é teu.



Este maravilhoso gin só é possível
Por causa daquilo que Deus fez
com o fim de tarde.



Podia morrer agora.
Sem revoltas nem remorsos.
Nem haikus em agenda.

A QUARTER of 'Covid inpatients' in England are primarily being treated for a different illness or injury, official data shows

Nearly a quarter of Covid inpatients in England are actually in hospital for a different reason, according to official figures.
Health service statistics show there were 6,146 NHS beds taken up by people who were coronavirus positive on September 14, the latest date data is available for.
But just 4,721 patients (77 per cent) were primarily being treated for the virus, with the remaining 1,425 receiving care for other illnesses or injuries. They could include patients who've had a fall or even new mothers who tested positive after giving birth.
In NHS hospitals in the Midlands, around a third of Covid patients were mainly being treated for another reason on September 14.
Separate NHS figures suggest as many as half of daily hospitalisations only test positive after being admitted for a separate condition.
Hospital numbers have become the key metric for ministers and their scientific advisers, now that vaccines have taken the emphasis away from infection numbers.
Boris Johnson has said lockdown curbs may have to be reintroduced if Covid hospital numbers rise sharply as part of his winter blueprint to tackle the virus, which could see masks and working from home mandated again. 
But he did not put a firm figure on the threshold that would trigger the return of restrictions when he announced the contingency plans earlier this week.
The latest figures suggest the standard Covid hospital numbers have become a less reliable way of gauging the outbreak and NHS pressure.

Health service statistics show there were 6,146 NHS beds taken up by people who were coronavirus positive on September 14, the latest date with data. But just 4,721 patients (77 per cent) were primarily being treated for the virus, with the remaining 1,425 receiving care for other illnesses or injuries

(...) Daily Mail

É exactamente isto.

Memeville #42


Pentagon admits killing 10 civilians, including up to 7 children, in Kabul drone strike last month

The Pentagon admitted Friday that a U.S. drone strike in Kabul, Afghanistan last month killed as many as 10 civilians including up to seven children.
“As the combatant commander, I am fully responsible for this strike and its tragic outcome,” U.S. Marine Corps Gen. Kenneth McKenzie, commander of U.S. Central Command, told reporters.
“I offer my profound condolences to the family and friends of those who were killed,” McKenzie said.
The drone strike came on the heels of a suicide bomb attack by the terrorist group ISIS-K that resulted in the deaths of 13 U.S. service members and dozens of Afghans near Hamid Karzai International Airport, where colossal evacuation efforts were underway as the U.S. pulled out from Afghanistan.
“This strike was taken in the earnest belief that it would prevent an imminent threat to our forces and the evacuees at the airport, but it was a mistake,” McKenzie said.
(...) CNBC

sexta-feira, setembro 17, 2021

Erráticos pássaros de Tóquio.

À primeira audição do último álbum dos Birds of Tokyo, "Human Design", é logo a primeira faixa, "The Greatest Mistakes", que me assalta claramente os tímpanos. Ainda não percebi é se o resto do disco é um erro ou um acerto. Lá chegaremos.



Birds of Tokyo . The Greatest Mistakes

O Bolsonaro passou-se completamente.

As coisas estão muito complicadas, no Brasil (como se não estivessem complicadas em todo o lado).

Atolado em acusações de corrupção, assolado pelo Tribunal Constitucional (que se transformou numa espécie de polícia política, executando mandatos e prendendo sem julgamento apoiantes do Presidente), sabendo perfeitamente que o seu futuro tem muito poucas saídas que não sejam a prisão ou a morte, Bolsonaro jurou, numa recente e massiva manifestação em S. Paulo, que vai parar de aceitar as normativas do primeiro tribunal da nação e que nunca será preso. É a permanência no poder, à tiranete, ou a morte, portanto.

Acontece que uma boa parte do país, principalmente a parte dos agricultores e - muito provavelmente - a parte dos soldados, está com ele.

Glenn Greenwald, que vive lá e que é talvez o único jornalista que mantém em simultâneo um alto perfil no Brasil e nos Estados Unidos da América, dá contexto à convulsão política que está a estremecer as fundações regimentais da potência sul americana. Apesar dele próprio estar envolvido na vida política brasileira (foi um dos activistas que levou à anulação da interdição de Lula ao processo eleitoral e é odiado por Bolsonaro), Greenwald consegue manter alguma objectividade, o que não deve ser nada fácil.



Um embróglio monumental que convém seguir de perto, no país tropical abençoado por Deus.

Faz o que te digo, não o que eu faço.


Se alguém tem dúvidas de que as máscaras, como as vacinas, são um instrumento de subjugação das massas, basta considerar este eloquente boneco da recente Met Gala. Enquanto os servos servem  mascarados, a elite dispensa o jugo que exige à ralé.

Seguindo este horripilante trend, a NBA decidiu mandatar a vacina a toda a gente que trabalha na liga. Menos os jogadores, claro.

Esta espécie de Síndrome Maria Antonieta é flagrante por todo o lado. Políticos que não seguem os mandatos com que fascizam as populações, futebolistas que se ajoelham no relvado para logo depois serem presos por violação de menores, actores que vão a salvar o planeta de jacto privado, etc., etc., etc.

E se é verdade que todos sabemos o que aconteceu a Maria Antonieta, às vezes dá-me a impressão de que vivemos neste momento um pesadelo civilizacional cinematografado pelos produtores executivos da tetralogia Hunger Games. O mau gosto como substância do chique, o desprezo das elites, decadentes e imorais, pelos povos que dirigem, a aberrante clivagem sócio-económica, a subserviência generalizada.

Não sei se vou viver os anos suficientes para testemunhar um regresso à sanidade. Desconfio que não.

quinta-feira, setembro 16, 2021

China Threatens To Send WARSHIPS To US Territory, Gen. Milley Subverted And Weakened The US Military


 

Sim racing é isto:

É possível descer mais baixo nesta colina do inferno?

Imaginem, por um momento - e se conseguirem ser de tal forma fantasistas que estarão a correr o risco da esquizofrenia - que o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas Americanas, o General Mark Milley, faz, em Outubro de 2020, um telefonema secreto ao seu compadre chinês para lhe dizer o seguinte:

"Camarada, folgo em ouvir-te, pá. Olha, lá por termos um atrasado mental na presidência aqui desta confusão de estados, posso-te garantir que farei tudo o que puder para que a China não seja agredida pelas forças que comando. E, no caso maluco de te falhar nesta profissão de fé, juro que te dou nota prévia, que é para poderes matar soldados americanos à tua vontade, se for esse o caso, ou planeares a invasão de Taiwan sem stress nenhum.
Não, não me agradeças, por deus, obrigado sou eu, por seres um camarada tão querido.
Abração apertado e apresenta por gentileza cumprimentos meus à família e ao Comité Central."

Não é verdade. Não pode ser verdade. Se existe a figura de traição à pátria, num abstracto código militar, esta merda bate os recordes todos. Isto é má ficcção.

Exacto. A má ficção que consubstancia a realidade dos tempos que correm, satânicos.

A notícia de que o General Mark Milley teve de facto uma conversa do género que invento em cima, não vem de nenhum jornal conservador. Pelo contrário. Vem do Washington Post. E a "caixa" não é gerada por nenhum activista millenial da corda ou youtuber populista da treta. Não. A notícia é gerada por um livro, "Peril", escrito por Bob Woodward (um dos dois repórteres do célebre caso "Watergate") e Robert Costa. Ambos liberais. Ambos insuspeitos e altamente reputados personagens do establishment.

Mais: a fonte do infame telefonema será muito provavelmente o próprio General Mark Milley. Que sabe perfeitamente da impunidade que reina na sua terra de ninguém, e que está neste momento a ser celebrado pelos media por ter cometido este inacreditável acto de declarada desobediência a um princípio sagrado da Constituição Americana: quem manda nas tropas é o presidente da federação, que foi eleito para representar as aspirações dos seus eleitores.

O corrupto general é autor, objectivamente, de uma espécie de definição contemporânea de golpe de estado militar.

Ainda assim, vai continuar a presidir à maior máquina bélica da História da Humanidade. Agora expliquem-me lá que sentido faz isto.


quarta-feira, setembro 15, 2021

The new moral ground.



Haikus do Alto da Falésia #n



 

Ao largo, a NATO lança âncora. 
Até a vila, comunista, se empertiga
em sentido.



O NRP D. Carlos I
tem casco de cientista.



Não sou de medos.
Até que um relâmpago incendeia a escuridão.



Tempestade de Verão.
Fanfarronice de S. Pedro.



Enquanto o relâmpago dista largos segundos do rugido do trovão,
Tens tempo para ser bravo.



Por muito que tenhas lido Jean Jacques Rosseau,
Deverás saber que não há na natureza
qualquer complacência para com o homem.



Pensas que és significativo
Até que o poder da trovoada
aniquila a noite com uma explosão de fotões.



Até a vila estremece
Quando ruge a tempestade.



A meia lua, dourada como o pote no fim do arco-íris,
Já não se pode esconder atrás do ciclone.
Amanhã, vais à praia.



Depois da tempestade,
Deus é generoso.

Pensa comigo, gentil leitor:

Se esta pandemia fosse mesmo perigosa, como te dizem que é, e se as vacinas fossem realmente eficazes, como te dizem que são, os cidadãos preocupados seriam aqueles que ainda não foram vacinados (já que estariam vulneráveis a uma terrível doença). E os cidadãos despreocupados, seriam aqueles que já tinham tomado a vacina (e assim, a salvo da morte certa).
Mas se parares um pouco para observares a realidade destes dias, reparas que é precisamente o inverso que se passa. São os vacinados que continuam preocupados com o Covid 19. São os não vacinados que permanecem despreocupados com a ameaça do vírus chinês.
Conclusão?

terça-feira, setembro 14, 2021

Sir Sly is going nowhere.

Há tantas razões que fazem desta canção um triunfo pop, que nem sei por onde começar e se não sei por onde começar, isto não ia acabar bem. Peço-vos apenas que oiçam. Headphones on, if you please.



You woke me up in the middle of the night
Lit a candle and we bathed in the light
You said you're scared of the city we're in
Want to make it better, but I can't begin to

Make it alright
We'll write another story, we're fine
We'll make it alright
We'll write another story, we're fine

You said you know that you're going nowhere
Know that you're going nowhere
Know that you're going nowhere
I'll follow you there
I'll follow you there

Losing patience with the circles we draw
Talking slow and now I'm seeing all my flaws
I'm having trouble being honest again
Put the bottle down and slowly begin to

Make it alright
We'll write another story, we're fine
We'll make it alright
We'll write another story, we're fine

I know that I'm going nowhere
Know that I'm going nowhere
Know that I'm going nowhere
Follow me there
I know that I'm going nowhere
Know that I'm going nowhere
Know that I'm going nowhere
You follow me there

Try to figure out how to say this
I'm losing my mind in these mazes
I'm losing my mind in these pages
There's blood on my hands, I can taste it
Give us back the time that we wasted
If I'd have known how it ends I'd have changed it
And all those fucking nights that I wasted
And all those fucking nights that I wasted

I believed in you, then you fell apart
You broke my trust, you broke my heart
Again
Again
One more drop your stomach dies
Disintegrate before my eyes
Again
Again

Waiting on your bloodlines
Waiting on your bloodlines
Again
How could you make me wait?
Draw a picture with your bloodlines
Picture with the bloodlines
A thousand words and then escape


Sir Sly . Nowhere / Bloodlines

Sexy Fauci.

Correndo o risco de estar constantemente a expulsar os aleatórios visitantes deste blog, aviso: se não sabes quem é o Dr. Fauci, sai rapidamente daqui, que este post não te interessa minimamente.

Para aqueles que sabem quem é o distinto personagem, a revista People decidiu incluir esta estampa de um homem na lista para o prémio anual, que já de si é de polémico gosto e discutível senso, de "Sexyest Man Alive".

E com toda a razão porque o homem é lindo:



Acontece apenas que este belo bocado de sujeito está assim exposto à luxúria das multidões porque é, ou devia ser, um cientista. 

E, da mesma maneira que Nietsche estava carregado de razão quando dizia que um filósofo casado pertence à comédia, um cientista que faça parte de uma qualquer lista de homens sexualmente atraentes é uma contradição em termos.

Nem vale a pena falar da vulgaridade prostituta e pro-establishment interpretada pelo júri deste magnífico troféu, até porque a minha questão aqui não é de ordem estética. Tenho a certeza que há milhões de mães americanas suburbanas que não só vão votar, com inocência e convicção, no Dr. Fauci para o título de gajo mais apetecível que ainda não morreu, como aposto que davam uma voltinha mais apertada com ele, se surgisse a oportunidade civilizada. As pessoas têm gostos de toda a espécie. Não há nada a fazer sobre isso e ainda bem. Eu próprio, com 54 anos, gosto de brincar com pistas de carrinhos eléctricos, portanto...

A minha questão é de ordem ética. O Dr. Anthony Fauci não é um actor de Holywood, não é um comediante de Nova York. Não é uma estrela do desporto profissional. Não é um "jornalista" célebre. Ou um Talking Head no Youtube ou um famoso por ser famoso. Não é sequer um político. Parte-se até do princípio que o Dr. Anthony Fauci é um reputado epidemiologista. Na situação, um epidemiologista com uma sobredose de poder nas mãos. Por muito esbelto que for, não pode ser sexy. Sexy e Fauci contradizem-se.

Ou bem que tens voz de ordem para fascizar milhões de pessoas, ou bem que és um galã. Das duas, uma. As duas ao mesmo tempo é que não pode ser. Isso é já pedir muito ao Deus de Job.

Até porque:


segunda-feira, setembro 13, 2021

Sunset warp drive.

The tyrant speaks. But does anyone get it?

Novos Haikus do Alto da Falésia






O Haiku precisa de tédio,
Como a buganvília de carinho.



A baía é mais bonita
Quando o tempo está feio.




Não tenho nada que fazer.
Por fim, o tempo corre
Devagar.




Entretenho a madrugada com palavras.
Definição de hobby.




As aplicações anunciam mau tempo.
Não acredito.





Quem faz a diferença
Entre a verdade e a mentira
És tu.





Só há um universo.
Mas todos temos direito
Ao nosso.





Hoje sonhei com a morte.
E acordei para a vida.




Qual é o preço em tempestades
Desta divina tarde de sol?




Lisboa chama por mim,
Do outro lado do Cabo.
Headphones.

Fake News Masterclass

Toda a gente com um centímetro de encéfalo sabe que a imprensa mente. E que o faz descaradamente. Porém, ao jornalismo da ciência, é dado algum crédito, ainda. E esse crédito, calhando, é mais perigoso para a verdade que uma peta qualquer sobre a vida política ou económica ou social das nações. Mentir sobre ciência é chegar ao ponto de não retorno da coisa.

E os jornais mentem imenso sobre ciência, na maior parte das vezes por ignorância de tudo, claro, noutras por agenda editorial. Por exemplo: quantas vezes já foste informado por um jornal, que as imagens espantosas que lá vês de galáxias, supernovas, buracos negros e outros astros megalíticos e lindíssimos do género resultam não de uma lente, mas de sensores comandados por algoritmos? E que esses algoritmos são afinados para captar os espectros certos que confirmem determinadas teorias? Já alguém te disse num jornal, caro leitor, que as imagens da astronomia actual são tão subjectivas como a especulação de um académico teórico?

Vende-se ciência nos jornais como se vende tudo o resto: empacatoda de tal forma que seja impossível pensar sobre o assunto. São paradigmas de parangona. Glórias facilitadoras do lead. Triunfos do click. Informam zero, doutrinam bastante e adiante que este post nem está a ser editado para amaldiçoar a imprensa, na verdade.

É que neste mundo ao contrário, que gira contrariamente a uma velocidade exponencial, as falsas notícias sobre ciência não são geradas pelos media. São geradas pelas universidades.

Um exemplo recente:

O título desta notícia da revista do Massachusetts Institute of Technology, talvez a mais conceituada universidade de engenharia e ciências do mundo, é falso. É completamente mentira que os chineses tenham teletransportado um fotão da Terra para a órbita terrestre.

Primeiro porque estamos a a falar de dois fotões. Um na Terra. Outro em Órbita. Esta experiência procura explorar o fenómeno que em Mecânica Quântica tem o nome de Entrelaçamento (Entanglement) e que consiste nisto: duas partículas que tenham sido criadas no mesmo momento do espaço e do tempo vão manter uma relação interactiva, mesmo que sejam separadas. Por exemplo: se uma destas partículas sofre, em Oxford, uma alteração de estado electromagnético, a outra partícula pode até estar no fim da galáxia, que vai somatizar os mesmos sintomas.

O que os cientistas chineses fizeram foi levar o Entrelaçamento Quântico a tal ponto que a Partícula colocada em Órbita assumiu a identidade da Partícula que estava na Terra. Isto não é teletransporte porque as partículas não mudaram de posição. Isto é "Spooky action at a distance", nas divertidas palavras de Einstein.

Na verdade, a experiência chinesa, sendo bem sucedida e importante no meio científico, principalmente no que diz respeito ao fluxo de bits de informação, não é a primeira (só nunca tinha sido executada com um dos fotões em órbita) nem traz nada de novo à retórica instituída. Basta ler o primeiro parágrafo da entrada na Wikipédia sobre o Entrelaçamento Quântico para percebermos isso:

O entrelaçamento quântico (ou emaranhamento quântico, como é mais conhecido na comunidade científica) é um fenômeno da mecânica quântica que permite que dois ou mais objetos estejam de alguma forma tão ligados que um objeto não possa ser corretamente descrito sem que a sua contra-parte seja mencionada - mesmo que os objetos possam estar espacialmente separados por milhões de anos-luz.

Apesar de parecer viver bem com a nomenclatura falaciosa, que, bem sei, tem origem académica, Sabine Hossenfelder explica melhor e confirma completamente o que enuncio, no segmento em que marquei o início deste clip.



Mais a mais, o teletransporte de um fotão para a órbita da Terra, é, no sentido práctico, inútil. Se o disparares na direcção de um sensor que o receba algures nas imediações siderais da Terra, ele vai lá chegar, para todos os efeitos, no mesmo instante em que partiu, já que o fotão é a única partícula que viaja à velocidade da luz (porque não tem massa e porque é precisamente a partícula que transporta a luz). E a essa velocidade chegas à Lua antes que o diabo possa coçar a ramela:

Velocidade da Luz: 1 080 000 000 Km/H
Distância entre a Terra e a Lua: 384 400 km

É fazer as contas.

Não deixa de ser verdade que o artigo do MIT Review, se for lido na sua integridade, esclarece o equívoco. Mas se a manchete é esta, na fonte, que notícia pensas, gentil leitor, que sairá amanhã no Público?

"Beam Me Up Scotty"?