domingo, julho 26, 2026
Na Polónia, de prego a fundo, ou um desafio de dificuldade máxima.
domingo, maio 17, 2026
Novas aventuras no GT7
segunda-feira, março 09, 2026
A dança do pó, no sobe e desce da Austrália.
quinta-feira, fevereiro 19, 2026
Em Silverstone, com Jimmy Broadbent.
ContraCorridas: Celebrando a primeira corrida da vida real do célebre e simpático sim racer Jimmy BroadBent, mimetiza-se virtualmente esse iniciático momento, recorrendo ao Assetto Corsa.
sexta-feira, fevereiro 06, 2026
Divertimentos, fúrias e danações do Sim Racing.
quarta-feira, janeiro 28, 2026
O Audi Quattro S1, do Grupo B, no troço de Fafe: até a fingir assusta.
sábado, janeiro 24, 2026
ContraCorridas: do brinquedo analógico ao faz de conta virtual.
sábado, novembro 29, 2025
Imersão e virtuosismo.
Não tenho postado nada sobre simulação de corridas, ultimamente, mas este canal, Project Sim Racing, é bem o exemplo do estado da arte moderna da coisa, em imersão, tecnologia instalada e virtuosismo técnico. Para além de ser um piloto de nível estratosférico, e de ter uma sofisticada plataforma a bombar, o youtuber dá-se a requintes detalhados de realismo, protestando com fãs mais atrevidos que surgem na estrada ou preocupando-se com o bem estar do co-piloto em circunstâncias de maior instabilidade no cokkpit.
Neste troço do novo Assetto Corsa Rally, que está a rebentar por estes dias e tem tido críticas muito positivas de toda a gente, mas que ainda não tem uma versão para a Playstation pelo que ainda não o experimentei, a realidade mistura-se com a ficção, para um festival de velocidade.
terça-feira, novembro 07, 2023
WRC: a simulação de ralis levada ao seu máximo expoente.
Há no mundo uns milhões de malucos que desde dia 3 deste mês puderam respirar de alívio. O tão esperado WRC já saiu. E é o máximo.
A história conta-se rapidamente: Quando os fãs das simulações de corridas souberam que a universalmente odiada EA Sports tinha comprado a CodeMasters, que era talvez a empresa mais respeitada do mercado, responsável por títulos lendários como a série Colin McRae e a Série Dirt Rally, caiu literalmente o Carmo e a Trindade. A comunidade jogateira entrou em depressão profunda na expectativa, nessa altura perfeitamente legítima, de que a CodeMasters tinha sido comprada para ser terminada (de forma a que a EA deixasse de ter concorrência) e que nunca mais íamos ter um jogo de ralis decente na meretriz da vida.
A malta dos PC's até pensou que ia continuar a jogar Richard Burns - um título de 2004 - para todo o sempre.
Mas não foi isso que sucedeu. A EA teve um ataque de decência, pegou na série WRC, o jogo oficial do mundial de ralis que já há uns anos tinha concessionado à FIA, e atribuiu-a aos rapazes da CodeMasters.
O resultado é o brutal WRC que foi lançado no dia 3 deste mês.
É claro que comprei o jogo logo nesse dia, mas devo dizer que não foi fácil afinar os periféricos da Fanatec, e passei umas horas largas até conseguir que tudo estivesse "up and running".
Uma dica: se algum dos leitores tem um travão de mão desta marca, recomendo que afine a saturação no menu de edição do periférico no jogo, em vez de tentar fazê-lo mecanicamente no periférico.
Por outro lado, os parâmetros de force feedback também têm que ser ajustados, já que o jogo traz por defeito esses níveis um pouco baixos, pelo menos para a afinação que eu tinha no volante e que estava a servir bem os anteriores Dirt Rally.
Mas depois dos necessários ajustes, e apesar de ter ainda muito poucas horas de experiência, posso dizer que o WRC é um simulador de ralis monumental.
Forças físicas super realistas, excelente jogabilidade, 200 etapas intermináveis num quadro que integra todos os 18 ralis do campeonato do mundo, automóveis que nunca mais acabam (só clássicos são 68), condições atmosféricas e de piso dinâmicas, não só de etapa para etapa mas também no decorrer de cada troço, e tudo por 50 euros.
O preço é realmente surpreendente, porque a EA tem a reputação de ser a mais chupista das empresas a operar no universo do Gaming. É até natural que no decurso do ciclo de vida do WRC as actualizações sejam a pagar e caras, considerando o perfil corporativo da empresa.
Talvez a única variável que não impressione tanto seja a componente visual. Os gráficos da CodeMasters, tantos os de interface como os de corrida e repetição, sempre foram excelentes, e os jogos sempre foram muito bonitos. O aspecto estético deste WRC cumpre essa tradição (não tanto nos interfaces), mas não apresenta grandes diferenças em relação ao Dirt 2, pelo menos no que diz respeito à PlayStation e considerando que a plataforma entretanto é outra, mais potente.
Aqui talvez tenha sido dada prioridade ao número de automóveis, ralis e etapas (bem como à sua extensão, que é de deixar a malta exausta).
Uma última nota: mesmo os jogadores mais experimentados vão notar que a partir do patamar noventa da dificuldade apresentada pela inteligência artificial nos modos Single Player, o jogo fica bem difícil. Mas como os carros se conduzem muito bem e são fiéis às leis da física, mesmo quando perdes, o prazer é intenso.
Ainda não domino o jogo como quero, mas quando chegar a um nível decente, hei-de deixar aqui no blog alguns clips das minhas corridas, à semelhança do que fiz com os Dirt Rally 1 e 2.
Seja como for e por agora, é acelerar e curtir porque o WRC vale completamente a pena.
segunda-feira, junho 20, 2022
Às escuras, a 360 à hora.
O Gran Turismo 7 já tem contra-relógios online, a única forma de competir com os humanos que eu tenho paciência para cumprir, porque, como já estou fartinho de me queixar aqui no blog, as corridas do modo Sport são, regra geral, irritantes: vais sempre apanhar gananciosos que não sabem ultrapassar nem sabem ser ultrapassados, distraídos que se esquecem de travar ou que travam cedo de mais, ou - pior ainda - atrasados mentais que têm como passatempo estragar as corridas dos outros, de propósito. Para piorar as coisas, o sistema de penalidades do Gran Turismo, que nunca funcionou bem no GT Sport, também é muito fraquinho no GT 7.
O primeiro desafio que decidi aceitar foi o de Le Mans à noite. E com automóveis do Grupo 1.
Precisamente por se realizar meio às escuras e a velocidades malucas, este é um contra-relógio daqueles em que, para seres minimamente competitivo, só tens duas hipóteses: ou conheces muito bem o circuito ou conheces muito bem o circuito.
Por sorte, conheço o célebre traçado de La Sartre de olhos fechados.
Comecei por pegar num Porsche LMP1 contemporâneo, fiz umas voltas e marquei um tempo dentro dos dois mil primeiros. Mas depois fui ver com que carros é que estava a correr a malta mais rápida e percebi que podia fazer muito melhor, porque a maior parte estava a usar as glórias dos anos 80 e 90. Escolhi o famoso e rotativo Mazda 787B, que ganhou as 24 horas de Le Mans de 1991.
8 voltas depois, consegui fazer um tempo decente, dentro dos primeiros 700 a nível mundial. Considerando que não insisti muito (não fiz mais que 20 voltas ao todo, com os dois carros), que a competição está a três dias de fechar e que a participação nestes eventos é na ordem das centenas de milhar, não está mal.
Em função da natureza dos desafios propostos no modo contra-relógio do GT7, hei-de deixar aqui mais vídeos deste género. Se as provas correrem bem, claro. Ninguém gosta de tornar públicas as suas figuras tristes, não é?
sexta-feira, abril 29, 2022
Super GT vai às couves ou a realidade como cópia de jogos vídeo.
Sendo um condutor virtual muitíssimo competente, Steve Alvarez Brown também corre em campeonatos mais ou menos amadores de kart da vida real, no Reino Unido. O que não tinha feito até aqui era pilotar automóveis concretos. Com chassis e tudo. E teve que o fazer porque foi contratado como piloto pela Quadrant, de que é proprietário Lando Norris, e precisa da carta de piloto internacional e para aceder a essa licença tem que começar da estaca zero e a estaca zero neste caso é pegar num Mazda MX-5 quase de série e ir competir para os autódromos.
Eis senão quando, acontece isto:
Que por acaso até parece um clip tirado do Gran Turismo.
As fronteiras entre os ambientes digitais e físicos esbatem-se a grande velocidade, mas o que me espanta não são bem os momentos em que o virtual fica muito próximo do real. O que me deixa boquiaberto é quando o real parece copiar o virtual, como se de um meme criado por Escher se tratasse.
sábado, abril 23, 2022
GT7: como ganhar 750.000 créditos em meia hora.
Graças à última e generosa actualização da Poliphony, há agora muitas maneiras de somar créditos abundantes, e assim poder comprar os automóveis do catálogo do Gran Turismo 7, que é afinal o objectivo último do jogo. Uma delas é a corrida World Touring Car 800 PP no circuito de estrada da Sardenha, cujo prémio para a vitória é de 400 e tal mil créditos mas que pode chegar aos 750 mil, se fizeres uma prova minimamente limpa.
O segredo para o sucesso neste desafio está nas seguintes variáveis:
- Escolhe um automóvel do Grupo 3 acima dos 750 PP. O Dodge Viper SRT GT-R de 2015 é uma boa opção.
- A corrida tem 15 voltas e o desgaste de pneus e combustível está muito aumentado, pelo que tens que fazer uma boa gestão destas variáveis de forma a parares nas boxes apenas 2 vezes.
- Tenta desenvencilhar-te dos carros mais lentos rapidamente, nas primeiras duas voltas. Depois, não precisas de fazer tempos por volta alucinantes. Se fizeres consistentemente marcas dentro do 1:41, 1:42 nas voltas restantes e não cometeres muitos erros, chegas ao fim no primeiro lugar do pódio.
- Usa o controle de tracção, se bem que em níveis mínimos, para diminuíres a margem de erro.
- A inteligência artificial da concorrência é bastante agressiva. Evita o contacto com os adversários e, apesar de teres que ultrapassar 19 automóveis, não forces as manobras. Só vais perder tempo, na melhor das hipóteses.
Para esta corrida a minha estratégia foi a de usar pneus duros nas primeiras 10 voltas (na primeira pitstop não troco de pneus porque a borracha dura aguenta-se bem durante dois stints) e trocar para médios na última paragem, de forma a ser rápido nos momentos em que a prova realmente se decide (voltas 11 a 13). A gestão de combustível passou por negociar as curvas a uma velocidade acima da recomendada e reduzir a entrada de gasolina no motor para o nível 4 quando apanho muito trânsito, elevando-a alternadamente para os níveis 3 e 2 quando apanhava a estrada livre (o Viper bebe muito).
O primeiro stint é aquele que é tecnicamente mais exigente, por causa dos carros que tens que ultrapassar numa pista que é bastante agradável de conduzir, mas que exige muita concentração e respeito pelos pontos de travagem. A coisa corre razoavelmente bem e quando entro nas boxes para reabastecer já ultrapassei mais de uma dúzia de concorrentes.
No stint intermédio estou preocupado em poupar os pneus e em manter um ritmo consistente. Cometo um erro parvo na travagem para a penúltima curva do circuito, na volta 9, que podia deitar tudo a perder, mas sobrevivo e chego ao fim das 10 primeiras voltas em terceiro lugar.
Saio das boxes na mesma posição e sei que o verdadeiro alvo a abater é o Aston Martin que segue imediatamente à minha frente, porque o líder terá que voltar às boxes (é um outro Viper, que corre com pneus macios e por isso faz 3 paragens em 15 voltas). Aproveito a frescura e a aderência dos pneus médios nos primeiros minutos deste derradeiro stint para dar tudo por tudo e consigo ultrapassá-lo na volta 12. A partir daí é só fazer a gestão da vantagem, dos pneus e do combustível.
No final, somo os tais 750.000 créditos. Para meia hora de investimento, não está nada mal.
quinta-feira, abril 07, 2022
A Polyphony é uma companhia séria.
Ao contrário de tantas outras empresa de vídeo jogos, a Polyphony provou hoje à audiência global que é uma companhia que preza a sua comunidade. Perante os protestos dos utilizadores sobre o valor das recompensas versus o preço dos automóveis no Gran Turismo 7, lançou hoje uma actualização que resolve completamente o problema (eu até acho que exageraram).
Steve Brown resume e ilustra a substância super amigável da actualização 1.11. Agora, só mesmo quem não der valor ao dinheiro ou correr muito pouco é que terá que gastar mais do que aquilo que pagou pelo jogo.
Parabéns à Polyphony, por ouvir os seus clientes, rejeitar a ganância e permanecer fiel à sua filosofia de sempre. Já não há muitas empresas assim.
terça-feira, abril 05, 2022
segunda-feira, abril 04, 2022
Sim Racing Heaven.
O 86 Gr.4 é um automóvel muito giro de guiar e esta rapidinha de uma volta ao Nordschleife deu-me prazer de condução em generosa quantidade. Digam o que disserem, o GT7 é um fantástico e prolixo motor de divertimento. E oferece momentos de pura imersão, em que a qualidade visual, a verosimilhança da forças físicas e o pulsar da adrenalina atingem patamares olímpicos.
É claro que há simuladores melhores. Mas como misto de simulação e gozo dos automóveis, o produto da Polyphony está muito bem feitinho.
Neste caso, acabo por conseguir o primeiro lugar exactamente onde são decididas as corridas da vida real, no Inferno Verde: a recta de 3 kms de extensão de Schwalbenschwanz, pouco antes da meta.
Um final disputado a 3 que está super realista.







