sábado, janeiro 24, 2026

Carl Jung e o fenómeno OVNI.

"You don't shoot UFO's down. It's like shooting souls. It makes no sense."

Jeffrey Kripal 

Neste breve e interessantíssimo clip,Jeffrey Kripal explica a visão de Carl Jung  sobre o fenómeno OVNI e como não pode ser estudado separadamente da metafísica, do sobrenatural e do plano espiritual - uma abordagem ao fenómeno que é muito próxima da que me parece mais adequada, actualmente.

sexta-feira, janeiro 23, 2026

Ao contrário de uns e outros, este senhor teima em não desiludir.


A Comissão Europeia Perdeu o Juízo.

A Comissão Europeia divulgou as suas prioridades para 2026, e a conclusão é quase inevitável: Bruxelas parece ter perdido completamente o contacto com a realidade concreta que os europeus enfrentam. Um protesto de Francisco Henriques da Silva.


 

Google ensina crianças a contornar o controlo parental.

A Google está a ser criticada após relatos de que a empresa enviou e-mails a crianças que completam 13 anos com instruções sobre como remover os controlos parentais das suas contas, permitindo-lhes contornar a supervisão dos pais sem o seu consentimento.


 

I Wear My Sunglasses at Night

O meu marido tem um temperamento difícil.

E mesmo quando tento resolver todos os problemas do mundo;
e mesmo quando as minhas mensagens privadas são feitas públicas
pelo meu amigo americano;
e mesmo quando tenho que nomear um governo por mês
para salvar a França
e a democracia;
e mesmo quando tento recrutar um exército
de 16 mercenários
para salvar a Ucrânia;
e mesmo quando estou empenhado no genocídio
de cristãos na Síria 
e de islamitas no Irão;
e mesmo quando tento por todos os meios contratar
um profissional para assassinar a Candace Owens;

o meu marido dá-me chapadas.

E mesmo quando tenho importantes discursos para proferir
em Davos e em Berlim;
e mesmo quando tenho guerras para inventar
e festas para presidir
e reuniões para organizar
e um império para levantar;

o meu marido dá-me murros.

O meu marido tem um temperamento difícil,
O médico do Eliseu disse-me que foi por causa
da transição de género
e que eu tenho que aceitar a porrada
como uma benção.

Mas é aborrecido que todos saibam
que o Presidente-Sol leva da primeira dama
e que a primeira dama é um homem
com um temperamento difícil.

Todos sabem. Eu sei que todos sabem. 
E todos sabem que eu sei que todos sabem. 

Sim, é aborrecido que o Presidente-Sol
Tenha que usar óculos escuros à noite
como naquela canção
do Corey Hart. 

Salva-se a República porque os ray-ban 
não me ficam nada mal.


Espanha: imigrantes cometem 5 vezes mais violações e 4 vezes mais assassinatos do que os nativos.

Um novo estudo destaca o papel desproporcional dos estrangeiros nos crimes graves em Espanha, que tem apresentado um crescimento preocupante de violações, homicídios e outros crimes graves nos últimos cinco a seis anos.


 

Guerra assimétrica: Trump apoia projecto-lei do Congresso que impõe tarifas de 500% à Índia, China e Brasil por comprarem petróleo russo.

O Presidente norte-americano está a intensificar hostilidades em todas as frentes e anunciou que vai apoiar uma iniciativa legislativa do Congresso que lhe permitiria impor tarifas sem precedentes, aos produtos exportados para os EUA por países como a China, a Índia e o Brasil.


 

Travessias de migrantes em barcos rumo à costa inglesa atingem recorde diário; total de 2025 ultrapassa as 40.000.

Quase 800 migrantes atravessaram o Canal da Mancha em pequenas embarcações no segundo fim de semana de Dezembro, elevando o número total de travessias em pequenas embarcações em 2025 para 40.081. 



Davos 2026: Substituir um Great Reset por outro.

O vilarejo elitista de Davos exerce uma atracção inescapável para os líderes ocidentais. Sendo a capital mundial do globalismo, até os chefes de Estado ditos populistas não resistem ao seu apelo e, ao invés de ignorarem ou combaterem a organização criminosa que ali tem sede, fazem questão de marcar presença, para engrandecimento e amplificação mediática do World Economic Forum.

Nigel Farage foi. Georgia Meloni foi. Javier Milei foi. E Donald Trump, também, claro.

É espantoso. 

É verdade que o presidente-norte americano roubou completamente o oxigénio à turba do costume, e a agenda luciferina do WEF não deslizou alegremente para os canais de propaganda corporativos como é habitual. 

Na sua alocução ao Fórum, Trump gabou-se das suas conquistas económicas (de que os americanos comuns, como ele próprio já confessou, não conseguem beneficiar), enfatizou a importância da soberania nacional, da preservação cultural das nações, da "força do eixo transatlântico" e do comércio justo (incluindo as tarifas como instrumento de ajuste da balança), posicionando os EUA como o motor da economia global.

Trump aproveitou o palco do WEF para insistir na questão da Gronelândia, prometendo que não usaria a força militar para conseguir o que quer, enquanto negociava um acordo sobre o território com Mark Rutte, o holandês que é chefe civil da NATO e que, segundo o inquilino da Casa Branca, é um tipo mais importante para a boa resolução do imbróglio que as autoridades dinamarquesas e os representantes políticos dos 50.000 infelizes que vivem naquela na ilha gelada.

Os rumores falam de um acordo que concessiona aos EUA parcelas do território da Gronelândia, o que, a confirmar-se, não deixa de ser um recuo relativamente à retórica do presidente americano nas últimas semanas. Mas este acordo, se é que existe, não foi ainda retificado pela Dinamarca. Nem por ninguém, na verdade.

A agenda do regime Trump é, claramente, a de substituir o great reset globalista europeu por um great reset globalista americano. Os dois programas convergem em certos pontos e divergem noutros.

O regime Trump alinha completamente com a agenda WEF no que tem a ver com a filosofia trans-humanista e tecnocrática, aposta com o mesmo fervor na vigilância e controlo das massas, insiste numa lógica imperialista do Ocidente, que também agrada às elites europeias, e defende histericamente, como em Davos religiosamente é defendido, o sionismo mais belicoso e genocida que podemos imaginar.

A discórdia entre Washington e Davos resume-se hoje a dois vectores apenas: as políticas de imigração e as políticas de identidade. De resto, mais coisa, menos coisa, os dois programas convivem bem.

Talvez por Zelensky ter chegado atrasado ao encontro com os seus padrinhos, o assunto da guerra foi pouco discutido. A omissão, em Davos, é sempre suspeita e se ninguém quis incomodar o elefante magenta que estava sentado no grande auditório da estação de esqui, é porque na verdade toda a gente sabe bem que, a continuarmos por este trilho, a III Guerra Mundial é inevitável.

Não por acaso, mas muito surpreendentemente, o discurso mais interessante deste encontro de tiranos e aspirantes a tiranos foi o do primeiro-ministro canadiano. Sim, é verdade. Mark Carney, que está em Davos como o mexilhão na orla marítima, disse aquilo que toda a gente pensa para dentro mas ninguém deita cá para fora: não vale a pena continuar a fingir que as relações internacionais se baseiam no direito. Não vale a pena continuar a falar em paridade entre as nações e a lembrar os valores da Carta das Nações Unidas e a insistir na diplomacia. Isso é tudo treta. E sempre foi treta, mas agora, meus caros, já nem sequer há qualquer razão para insistirmos na falácia. Agora, impera a lei do mais forte e a regra do salve-se quem puder, de tal forma flagrantemente que é apenas cómico disfarçar o facto com flores de plástico e advérbios de modo.

Citando até Tucídides, Carney afirmou: 

"Parece que todos os dias somos relembrados de que vivemos numa era de rivalidade entre grandes potências. De que a ordem baseada em regras está a desaparecer. De que 'os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem'”.

A Carney escapa a ironia intestina do seu discurso, já que como gestor de fundos em Wall Street e governador do Banco do Canadá, entre outros cargos só acessíveis aos senhores do universo, é um representante máximo do mais aviltante elitismo oligárquico e sectário que é possível encontrar à superfície do terceiro calhau a contar do Sol. E, nesse sentido, o primeiro-ministro canadiano tem feito durante toda a sua vidinha o que pode e o que não pode para que os fracos sofram o que devem.

Mas na ausência de gente com órgãos reprodutores de tamanho acima da média, foi preciso que um globalista empedernido dissesse duas ou três verdades, mesmo que para isso tivesse que perder a vergonha na cara.

Porque, sim, o great reset continua de vento em popa. A diferença é que agora quem está ao leme é o César de Queens, que tem outros métodos para criar o caos. Que tem outras manias de grandeza. Mas o resultado vai ser o mesmo, amigos: barbárie e destruição.

 O fim do Homem.


O Contra no 'Isto é o Povo a Falar': A caminho da III Guerra Mundial.

O ContraCultura voltou a ser convidado para uma conversa com João Nuno Pinto, nos estúdios da Kuriakus TV. Desta vez, o tema andou à volta da descida ao inferno de uma guerra global que os líderes ocidentais parecem determinados e cumprir. 

ChatGPT procura chefe de segurança para se preparar para possíveis ataques do seu próprio sistema de IA.

A OpenAI anunciou que está a procurar preencher uma nova posição intitulada "chefe de preparação" como parte dos seus esforços para lidar com os riscos associados à deriva maliciosa dos seus sistemas de inteligência artificial.


 

Pressão sobre a Gronelândia intensifica-se: Donald Trump ameaça países europeus com novas tarifas.

Intensificando a pressão relativamente à questão da anexação da Gronelândia, Donald Trump anunciou novas tarifas sobre vários países europeus, que têm manifestado tímidas objecções relativamente aos seus planos expansionistas no Atlântico Norte.


 

O que andei a fazer por estes dias...

O blog está parado desde domingo porque tive que ir cumprir certos compromissos a Lisboa e aproveitei, agora que tenho divisões no apartamento que não são utilizadas porque já não vivemos lá, para montar a slot. Como é bom de ver, a coisa está longe de ser definitiva (já montei pistas bem mais bonitas, na verdade) e precisa ainda de muito trabalho não só no lay-out do circuito como na cosmética cenográfica, mas é giro mesmo assim...

Quero dizer, é giro para a criança que ainda vive em mim.

Jogo vídeo lançado pelo governo britânico diz aos jovens que serão considerados terroristas se questionarem políticas de imigração do regime.

Numa iniciativa arrepiante, o governo britânico lançou um jogo vídeo financiado pelos contribuintes que retrata qualquer adolescente que procure informar-se sobre o impacto da imigração no seu país como um potencial radical de extrema-direita.


 

Mais um globalista no regime? Trump está a considerar Rick Rieder, da BlackRock, para presidente da Reserva Federal.

O presidente Donald Trump entrevistou na semana passada Rick Rieder, alto quadro da luciferina BlackRock, para presidente da Reserva Federal. Dos outros 3 candidatos, 2 são declaradamente globalistas.


 

Vai fazer toda a diferença: Reino Unido envia um soldado, um, para a Gronelândia.

Apesar da retórica pesporrente dos seus líderes políticos, a Europa colocou ao todo pouco mais de três dezenas de militares na Gronelândia. Uma força de dissuasão absolutamente assustadora, que vai por certo levar Donald Trump a pensar duas vezes antes de anexar o território.


 

domingo, janeiro 18, 2026

Rainer Rilke à luz de Nuno Álvares Pereira

Para que o pensamento de Rilke não permaneça suspenso numa interioridade sem corpo histórico, é fecundo colocá-lo em diálogo com Nuno Álvares Pereira, que soube viver a filosofia no meio do conflito real. Um ensaio de António Justo.


 

Cemitério da Ajuda

Aprender hei-de jamais como sobreviver aos funerais. O que é que se diz, o que é que se faz? Que me diga um infeliz que roupa é que se traz!


 

A mecânica quântica a brincar com os ponteiros do relógio.

Esta é uma questão um bocadinho arrepiante, que já levantei aqui no blog: a teórica possibilidade da mecânica quântica alterar o passado... Sabine Hossenfelder fala neste clip de um paper que tenta demonstrar essa possibilidade, até porque em quântica os vectores temporais são reversíveis, mas enquanto esta teoria viver apenas em laboratórios e equações, a coisa é mais ou menos pacífica.

 

O problema é que as tecnologias de computação quântica dão indícios de que podem de facto manipular o tempo, de tal forma que o Majorana, o processador quântico da IBM, parece fornecer respostas a perguntas que os seus operadores tencionam fazer, mas que ainda não fizeram...

Isto leva a cenários ontologicamente apocalípticos: o que sabemos como certo historicamente, por exemplo, pode estar errado, quando voltamos a olhar. As memórias que temos podem de repente desalinhar-se com o passado experimentado, que foi entretanto alterado por uma espécie de editor cósmico, sob o qual não temos qualquer controlo.

Este tipo de discussão tem dado origem a teorias da conspiração mesmo, mesmo malucas, que evocam o famoso e enigmático 'Efeito Mandela' (quando temos a certeza de que algo aconteceu no passado e verificamos que aconteceu de outra forma) como prova de que já existem computadores quânticos que estão a transformar o nosso passado e a adulterar a nossa memória.

Comparativamente, fenómenos como as notícias falsas e a desagregação da realidade perpetrada pelas tecnologias de inteligência artificial são brincadeiras de crianças.

Ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês cita “diferenças fundamentais” sobre a Gronelândia, após encontro na Casa Branca.

Os EUA e a Dinamarca continuam em desacordo sobre o futuro da Gronelândia, mas as conversações vão continuar, segundo afirmou o chefe da diplomacia dinamarquesa.




sábado, janeiro 17, 2026

Campanha que satiriza tecnologias de inteligência artificial assusta os dorminhocos.

Uma campanha de outdoors da Replacement.AI expõe, através da sátira e da ironia, a agenda criminosa de substituição funcional da humanidade que as empresas de tecnologia baseada em inteligência artificial e as grandes corporações estão a implementar.


 

Boa sorte para a guerra com a Rússia.

Leia-se: nós preferimos o globalismo e que se f*d** os agricultores europeus.

"Hoping for the best, preparing for the worst."

Neil Oliver está como eu: o melhor é prepararmo-nos muito bem preparados para a guerra, que parece agora inevitável, sem perder a esperança de que algo aconteça que não só impeça aquele que pode ser o último conflito da história universal, mas que nos conduza para um estágio civilizacional bem diferente deste inferno em que fomos mergulhados pelas elites que desgraçadamente permitimos que conduzam os nossos destinos.

Distopia do Reino Unido: Professor é considerado uma “ameaça terrorista” por exibir vídeos de Trump em aula de política norte-americana.

Numa demonstração assustadora de censura ideológica, um professor britânico foi denunciado a um programa governamental antiterrorista simplesmente por ter mostrado vídeos da tomada de posse de Trump aos seus alunos, durante uma aula sobre política americana.


 

Não sei porquê,

mas hoje acordei com esta malha na cabeça...

James . Tomorrow

Estranho, não é? CIA “não confirma nem desmente” existência de registos sobre uma possível “nave-mãe alienígena”.

Contribuindo para a nuvem de suspeitas, teorias e questões sem resposta que rodeiam o 31/Atlas, a CIA afirmou que a existência ou inexistência de registos sobre o 31/Atlas é informação classificada.


 

Completamente livre.

Advertência prévia: este texto é confessional. Estou a usar o blog como o usava antigamente - e que me faz falta - como se a página fosse habitada por amigos e não por milhares de utilizadores que não a frequentam para saber da minha vida, mas para seguirem a actualidade política ou, aqui e ali, algumas aventuras de contexto cultural.

Se este texto for constrangedor para esses estimados leitores, larguem-no rapidamente, por gentileza, e perdoem-me o abuso. 

E mesmo para aqueles que me conhecem, hoje uma pequena parcela desta audiência que às vezes até me assusta (este blog tem o dobro das visitas do ContraCultura), o que tenho a dizer poderá ser muito justificadamente lido como uma gabarolice despudorada. Lamento. Mas preciso de escrever estas palavras porque elas estão aos saltos, por entre o bater do meu coração. 

Já foi o Blogville, velho de 22 anos, palco para o inverso, montra do desdém que sentia por mim próprio, pelo que não me falta legitimidade para ser sincero de outras maneiras.

Nos últimos meses, tenho arrumado a minha vida, e bem arrumada. Em Novembro do ano passado, saí finalmente de Lisboa. Encontrei em Sesimbra um lar, construído sobre um sonho antigo. 

Nunca acreditei no conceito de felicidade como permanente; sempre achei, ao invés, que as pessoas são felizes por uns momentos, infelizes noutros momentos, e assim seriam até à morte.

Não é verdade. Eu sou, agora, uma criatura estruturalmente feliz, aqui. Desde que acordo até que caio de sono, caminho bem disposto e tranquilo sobre os dias. Gosto imenso de viver, para dizer a verdade. E o meu estilo de vida mudou muito em muito pouco tempo, para um plano bem mais saudável, que me dá imensa latitude para a contemplação, a meditação e, logo, para explorar o contexto espiritual da existência.

Ajudou a isto, claro, um fenómeno prévio: a minha conversão ao cristianismo, se bem que este post não se possa alongar sobre esse assunto, sob risco de perder o pé.

O assunto-fundamento destas linhas é que hoje, nas primeiras horas do dia 17 de Janeiro de 2026, encerrei em definitivo um vector que tem motorizado o meu percurso de adulto sobre a curvatura da Terra, para o bem e para o mal: deixei de uma vez por todas o ofício de publicitário, que tenho cumprido desde 1990.

Para além da óbvia insustentabilidade técnica e existencial de se ser um 'criativo' com 58 anos de idade, a verdade é que a profissão já me pesava moralmente, como nunca me pesou. 

Trabalhei para inúmeras marcas e empresas e entidades públicas, sem sombra de pecado nem problemas de consciência (absolutamente nenhuns), durante três décadas. Até que chegou o ano de 2020. 

A partir daí, tudo mudou. Mas, ironicamente porque a vida é, também, um exercício de comédia, a campanha que mais prazer me deu esgalhar em toda a minha carreira de publicitário até foi a propósito da pandemia. Porque estabeleci um acordo de princípio com aquele que era na altura o meu principal cliente - a Câmara Municipal de Setúbal - que a comunicação teria que ser diferente do registo fascistóide que por todo o lado imperava e tive a sorte ou o mérito, não sei, de ter do outro lado gente lúcida e corajosa que me deixou trabalhar de acordo com a minha consciência. 

Só para perceberem do que estou a falar, deixo uma arte final de um anúncio de imprensa dessa campanha, que se estendeu por dois anos.

Mais adiante no tempo hei-de voltar a este assunto, porque há até nesta campanha peças bem mais disruptivas que merecem um olhar retroactivo.

Mas voltando a 2020. Foi por essa altura que a minha visão do mundo se alterou radicalmente. E, assim sendo, também a ideia que tinha sobre a profissão que exercia. Comecei a ter vergonha dela.

Quando percebes que vives num mundo ao contrário, não queres trabalhar em favor dessa contrariedade. E a publicidade é um dos vectores fundamentais desse movimento de colocar a realidade de pernas para o ar. 

Na minha perspectiva, a profissão tornou-se até luciferina. 

Mas é claro que só podemos dar-nos ao luxo de ter vergonha do nosso ganha pão quando temos carcaças para comer e enfiar no congelador.

Acontece que eu não preciso de muitas carcaças porque sou uma pessoa de modestas ambições (sempre fui), não sou um consumista maluco (nunca fui) e não tenho dívidas, nem materiais nem morais.

Para mim, é fácil viver com pouco. Talvez por isso, dá-me completamente a sensação que tenho o bastante. 

Sou agora um animal mais livre do que alguma vez fui, mesmo nos tempos em que pensava que era o mais livre dos animais (a juventude é uma máquina de gerar equívocos). 

Segura-me a responsabilidade prática do ContraCultura (enquanto escrevo este texto, lembro-me que ainda não agendei os artigos para amanhã), mas do Contra não depende nada na minha vida, a não ser este senso de dever, a que me obrigo.

Ou seja: as minhas obrigações são para comigo e para aqueles que amo, apenas.

E assim sendo, deixam até de ser obrigações. São deveres. E os deveres, não pesam na vida (pode parecer paradoxal, mas os direitos pesam mais).

Estou de bem com o facto de ter nascido como nasci, e de ter vivido como vivi. Podia morrer agora, que seria grato a Deus por tudo aquilo que me foi oferecido. Deveras.

Encontrei em vida a independência, a paz e a liberdade com que sempre sonhei. 

Já não tenho que aturar clientes! 

Já não tenho que aturar fornecedores!

Sou meu senhor e dono. 

E nada temo. 

E é assim. 

sexta-feira, janeiro 16, 2026

Carta-Aberta aos Candidatos à Presidência da República Portuguesa

António Justo dirige-se aos candidatos às eleições presidenciais com a convicção de que a democracia pode ser mais do que um exercício formal, e que os governantes podem verdadeiramente servir o seu povo.


 

China supera recorde de lançamento de foguetões da SpaceX.

A China bateu um recorde de cadência de lançamento de foguetões ao lançar com sucesso três 'Longa Marcha' para o espaço em apenas 19 horas, em Dezembro do ano passado.


 

Se achas que as tuas mensagens privadas devem permanecer privadas,

é porque és de extrema-direita, supremacista branco, perigoso insurreccionista e uma ameaça à democracia.

CEO de tecnológica israelita exige que os EUA coloquem restrições à Primeira Emenda.

Shlomo Kramer, cofundador da Cato Networks, que nem sequer é um cidadão americano, defendeu que as protecções da liberdade de expressão vigentes nos EUA, como a Primeira Emenda, deveriam ser restringidas para combater os desafios impostos pela inteligência artificial.


 

Uma teoria a reter.


Os russos perderam a paciência, nitidamente.

Causa & efeito.

quinta-feira, janeiro 15, 2026

Entre o idealismo de Tolkien e o realismo de Martin.


"Where Martin assumes that might makes right, Tolkien's belief is the direct inverse: right makes might."


Carl Benjamin contrapõe, no interessantíssimo ensaio que publico no fim deste texto, o realismo cínico e destrutivo da Guerra dos Tronos ao idealismo moralmente construtivo do Senhor dos Anéis.

Enquanto George R.R. Martin está interessado em levar ao zero absoluto a figura do herói, e relativizar os valores morais, baseado numa visão estrita da condição humana em que a a lei do mais forte é a moral da história (com letra pequena), porque essa é a moral da História (com letra grande); J.R.R. Tolkien trabalhou em favor da transcendência sobre essa realidade histórica, considerando – e bem, na minha opinião e na opinião de Benjamin – que é o mito, estruturado entre o bem e o mal como conceitos absolutos e não relativos, que conduz, consagra, completa e redime o ser humano.

Na Guerra dos Tronos, vence a violência. No Senhor dos Anéis, triunfa a virtude. E num cosmos que por definição nos violenta, será recomendável ter como referência a obra que nos alimenta os melhores instintos, não os piores.

Porque o poder reside na força moral, e não na força bruta.

Ou seja: a melhor forma de combater o mal que reside no mundo e em nós mesmos, não é resignarmo-nos à sua manifestação, como faz Martin. É arquitectarmos o seu revés, como fez Tolkien.

Como boomer liberal que é, Martin não consegue sobreviver à sua desilusão com a morte do (equívoco) sonho neomarxista de John Lennon, de uma sociedade igualitária, sem guerra nem Deus (uma contradição em termos) nem… livre arbítrio. Escapa a Martin que um mundo assim utópico seria necessariamente distópico, mas é carregado desse traumático pessimismo que traumatiza as suas audiências com “casamentos vermelhos”, onde decapita os personagens mais queridos dos seus leitores, numa espécie de festim sádico, afinal um exercício de vingança sobre a falência das suas próprias convicções ideológicas.

O malicioso inquérito, apenas aparentemente esperto, a que o autor da Guerra dos Tronos gosta de submeter Tolkien – qual era a política fiscal de Aragorn? – é uma tentativa de desmistificar o universo do Senhor dos Anéis, arrastando uma obra de carácter mitológico para um materialismo espúrio, que o seu autor por certo nunca desejou. A política fiscal de Aragorn é tão importante para o Senhor dos Anéis como a identidade de género para a Ilíada.

E tudo isto talvez explique porque é que Martin não consegue terminar a sua obra: ou a fecha num ciclo luciferino de destruição, que não traz consolo aos seus leitores nem redenção ao universo que criou, ou admite, contrariando a sua filosofia de cinzas, que Tolkien estava certo e faz de Jon Snow um novo Eddard Stark, para levantar um reino virtuoso em Westeros.

Mas disso, de um sinal de esperança, de um vestígio de consideração pela humanidade, o autor das Crónicas de Gelo e Fogo é absolutamente incapaz.

A guerra civil americana em velocidade de cruzeiro.

Como anular a representatividade em democracia (manual de normas).

As elites globalistas-leninistas têm uma estratégia clara e altamente efectiva para se cristalizarem no poder, mesmo em contextos constitucionais que formalmente dependem do voto universal: usurparem e vampirizarem os mandatos eleitorais populistas, infiltrando nos movimentos políticos anti-sistema agentes do estabelecimento, ou moldando paulatinamente os líderes destes movimentos às exigências da sua agenda totalitária.

O exemplo óbvio de um líder populista que na a prática do exercício do poder cumpre com a cartilha globalista é Donald Trump. Mas como o Contra documenta quotidianamente essa deriva, nem vale a pena carregar nessa tecla, porque este texto está a ser escrito para abordar os casos britânico e português.

No Reino-Unido, os dois partidos do arco do poder estão neste momento a enfrentar a extinção. O governo de Starmer tem 11% de aprovação entre os eleitores e os conservadores não apresentam melhores resultados.

Cansados do unipartido, elitista até ao vómito e alienado da realidade das massas nativas, que reina em Westminster, os eleitores encontraram no Reform UK de Nigel Farage uma natural e adequada resposta ao descalabro que testemunham no seu país. O líder do Brexit e, antes disso, um homem que enquanto eurodeputado se mostrou um radical inimigo do sistema globalista, com tiradas virais no parlamento europeu e uma atitude notavelmente filibusteira, deixou entre os britânicos a impressão de ser um sério renegado, pronto a lutar pelos seus interesses, preocupações e aspirações.

Acontece que, com o tempo e à medida que subia nas sondagens, o perfil de Nigel Farage foi convergindo cada vez mais com a agenda do sistema e até contra as grandes questões que o levaram a criar o Reform. Actualmente, Farage, que será em princípio, e se entretanto não acontecer um cisne negro como a III Guerra Mundial, o próximo primeiro-ministro britânico, apresenta-se com russofóbico primário (pró-guerra), pró-imigração (legal) e anti-deportações (de ilegais), pró-sionista (defensor do genocídio em Gaza) e até pró-woke. Todos estes pontos de vista estão documentados neste artigo que o Contra publicou em Agosto de 2025.

Nos últimos meses, Farage está inclusivamente  a permitir o trânsito dos mais sinistros e comprometidos globalistas do Partido Consevador para o Reform UK, transformando o partido num Tory 2.0, de forma a que nas legislativas de 2028 ou 2029 alguma coisa mude para que tudo fique na mesma.

Neste post, o cartoonista e activista Bob Moran destaca a inclusão no Reform UK de Nadhim Zahawi, um iraquiano naturalizado britânico que conseguiu ser ministro sucessivamente nos governos globalistas de Boris Johnson, Theresa May, Liz Truss, e Rishi Sunak. É difícil encontrar um guardião do sistema tão empenhado e corrupto como Zahawi, mas ainda assim:


Este é um dos truques das elites para impedir a representação no contexto constitucional: usurpar o populismo de forma a que os eleitores não tenham qualquer hipótese de votar em favor dos seus interesses e aspirações.

O Reform UK é uma fraude monumental e os bifes estão completamente condenados a mais do mesmo. Vão continuar a ser substituídos loucamente. Vão continuar a ser humilhados e censurados e doutrinados e fascizados e taxados e empobrecidos a um ritmo alucinante. E com um bocadinho só de azar (não é preciso muito porque a via rápida está a ser muito bem montada), vão ser conduzidos para as trincheiras da III guerra mundial em doses industriais.

O mesmo está a acontecer em Portugal, com o Chega, que respeita uma regra fundamental das democracias no Ocidente: quanto mais votos tem um partido populita, menos populista é. Os slogans da campanha presidencial de André Ventura são agora "os imigrantes não podem viver de subsídios" e "os ciganos têm que pagar impostos", ou seja: já não é a imigração que é posta em causa, mas a subsidiação e taxação dos imigrantes. Subliminarmente, percebemos que já não é a entrada abismal de imigrantes que está em causa, mas que quadro fiscal e social é que lhes é adequado.
 

 
Quando e se alguma vez chegar ao poder executivo, Ventura terá como prioridade a "integração" dos imigrantes (e já não a sua evasão fiscal ou dependência da segurança social), e, acto contínuo, irá começar a hostilizar e classificar como extremistas aqueles que o lembrarem de que chegou onde chegou porque se opunha à substituição demográfica, ponto final.

A estratégia é sempre a mesma: Mudar a posição da baliza, para impossibilitar as massas de marcarem golos.

Seria bom que os portugueses percebessem o esquema. E deixassem de ser tão facilmente ludibriados.

Clintons desobedecem a intimação do Congresso para deporem sobre o seu envolvimento com Jeffrey Epstein.

Bill Clinton e a sua mulher, a bruxa má do Ocidente, recusaram-se a cumprir uma intimação que os obrigava a depor perante a Câmara dos Representantes, que investiga as actividades do pedófilo e financeiro suicidado Jeffrey Epstein. Mas é certo que o crime não terá castigo.


 

Tudo o que dizem é desinformação. Tudo o que fazem é destruição.