quarta-feira, fevereiro 26, 2020

domingo, fevereiro 23, 2020

Astrofísicos: não sabem o que fazer à vida.

Nos tempos que correm, de cada vez que tenho a infeliz ideia de pesquisar conteúdos sobre física fico sem saber se hei-de rir, se hei-de chorar ou se hei-de acender uma velinha pelas dores dos astrofísicos e dos físicos teóricos e dos matemáticos e dos falsos profetas que infestam os meios de comunicação com as "glórias" da ciência contemporânea.

Hoje entrei na QuantaMagazine e a notícia em destaque era esta: depois da observação, pelo LIGO - Gravitational Wave Observatory, da colisão de duas estrelas de neutrões (apenas a segunda observação deste fenómeno alguma vez realizada), a comunidade científica chegou por unanimidade à deprimente conclusão que o modelo canónico de sabedoria sobre super novas e estrelas de neutrões pode ser diligentemente enviado para o caixote do lixo das teorias que duram bastante tempo só para percebermos que não percebemos nada do assunto. É preciso voltar ao ponto zero, refazer radicalmente a matemática e inventar uma nova teoria, que há-de ter o mesmo destino da velha, claro.

A física contemporânea está constantemente a ser confrontada com os limites, os paradoxos e os erros do beco sem saída onde convicta e irresponsavelmente se colocou no fim do século XIX e no princípio do Século XX: a escola positivista/materialista já deu o que tinha a dar há muito tempo e agora é só somar frustrações e assumir ignorâncias e voltar aos respectivos pontos de partida.

Os dados do LIGO são dramáticos se pensarmos que há muitos desgraçados nas universidades de todo o mundo que dedicaram a sua vida aos falsos pressupostos que agora caíram do pedestal da pretensão académica. E cómicos, precisamente pela mesma razão.

sexta-feira, fevereiro 21, 2020

Jornalistas de seis anos de idade.

Historiador, biógrafo, ensaísta, cientista-político, polemista: génio. Vasco Pulido Valente morreu hoje e o país ficou sem um dos poucos intelectuais que não envergonham a República e a lamentável e infantil redacção do Observador, que acredita que o universo foi criado quando Einstein pôs a língua de fora, que Portugal teve a sua origem quando aderiu à União Europeia e que a democracia foi inventada por António Costa, decidiu reduzir a posteridade do célebre autor de "Glória" a esta parangona aviltante: Vasco Pulido Valente, o criador da "geringonça".
Depois, quando as pessoas deixarem de todo de ler jornais (ou blogs que passam por jornais) e estes rapazinhos sem barba nem talento nem consciência de coisa alguma forem esplendidamente despedidos, não se venham queixar do triste fado. Deus é grande, é justo e não dorme.

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

Biblioteca paraíso.

A Biblioteca da Academia de Ciências é um espaço mesmo lindo. Poça.


A Política é divertida.

Sei que é difícil defender este argumento, mas eu acho mesmo que a política é divertida. O nono debate das primárias do Partido Democrata foi divertido como nenhuma comédia pode ser. Se isto fosse ficção não tinha piada nenhuma, mas como é real, é hilariante. Os candidatos desataram desde o primeiro momento num boxe desenfreado que é puro entretenimento. A dado ponto, o desgraçado do Bloomberg (acho que foi a primeira vez na vida que tive pena de um bilionário) está quase para ir à cara da insuportável Warren, de tal forma electrificado se encontra o diálogo. A porrada retórica ferve para todos os lados, entre o silêncio envergonhado dos jornalistas e os gritinhos constrangidos da audiência.
Ben Shapiro comenta e ilustra o combate corpo a corpo, aqui:



O mais cómico de tudo isto é que neste momento o eleitorado democrata oscila entre o comunista Bernie e o ex-republicano, sete vezes mais rico do que Trump, Mike Bloomberg.
Dá mesmo vontade de rir.

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Heavy Metal And Video Games

Eric Elbogen volta a fazer das suas. Só o nome deste tema vale por tudo o resto. Caramba.



Say Hi . Heavy Metal And Video Games

sexta-feira, fevereiro 14, 2020

389 crimes de ódio contra apoiantes de Trump desde 2015.

Para quem tem a ideia de que a esquerda é pacífica e a direita é que é de porradas, está aqui uma lista certificada e discriminada de 389 crimes de ódio cometidos contra republicanos nos Estados Unidos da América, desde 2015.
É claro que este não é o género de informação que a Sic Notícias ou a CNN gostem de partilhar com as audiências. Mas para alguma coisa serve este blog.

A SAS detesta os seus clientes.

A companhia aérea SAS lançou uma original (ou deprimente?) campanha em que, basicamente, afirma que a Escandinávia não tem cultura própria e não conta, nem nunca contou, para o totobola da civilização. A SAS acha que os nórdicos não valem nada. O que os salva, segundo esta brilhante (ou deprimente?) mensagem publicitária são os imigrantes que, num grandiloquente acto de generosidade, estão dispostos a ir viver para estas regiões inóspitas e gélidas, vá-se lá saber porque misteriosas razões, dado o conforto, a prosperidade e a liberdade que se vive nos seus países de origem.



O filme foi publicado na página Youtube da companhia onteontem e já soma neste momento mais de 14 mil dislikes contra apenas 1.3 mil likes, o que diz muito da reacção dos cidadãos suecos, dinamarqueses e noruegueses a este lindo (ou deprimente?) exercício de auto-aversão.

O que diz Metaxas.

Tenho escrito imenso aqui no blog sobre a forte possibilidade da ciência vir a demonstrar, no fim das contas, a existência de Deus (um exemplo aqui). Eric Metaxas, o autor daquele que é provavelmente o mais popular artigo de divulgação científica escrito no século XXI, confirma, nestra palestra, tudo o que tenho afirmado e mais: os erros de Darwin, os erros de Freud, os erros de Eistein, os erros de Carl Sagan, os erros dos materialistas todos, que nos são apresentados como verdades absolutas, não consolam, não resolvem, não acertam no âmago das grandes questões que intrigam e exaltam o espírito humano. É preciso fazer melhor. É preciso corrigir os falsos paradigmas e construir novos. Com base na ciência contemporânea e no senso comum, é preciso reinventar um modelo filosófico e empírico que seja mais fiável na interpretação da realidade e na definição da matéria e no entendimento da consciência humana, que transcenda o reducionismo materialista, a obsessão pela aleatoriedade (de que a natureza não faz eco) e a tenebrosa - e fraudulenta - convicção de que o universo, tanto como a vida, são ausentes de significado.



My feet go boom boom boom.

Estes rapazinhos mexem com o esqueleto de qualquer um. É um pop/rock de onomatopeias e percussões endémicas, dançarino e feliz consigo próprio. Saudável.



X Ambassadors . Boom

Um critério esperto.

O OkCupid decidiu lançar esta campanha nojenta, que encoraja os utilizadores do site a escolherem o seu parceiro sexual com base na sua opinião política: "It's ok to choose mr. right based on how far he leans left."
A ideia é de um radicalismo extremo e imbecil e só intensifica a divisão social e a lógica de barricada que reina nos Estados Unidos e não só. Mas que se lixe. Se é para acabar de vez com a cultura, se é para terminar definitivamente a civilização, quanto mais rápido, quanto mais destrutivo for o processo, melhor.
Fico espantado comigo por ainda conseguir ficar chocado com estas merdas.

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Internacional Socialista de Hollywood.


A cerimónia de entrega dos óscares tem "evoluído" nas últimas décadas no sentido da total ridicularia ao ponto da Academia não encontrar ninguém suficientemente puro para apresentar o evento. As audiências têm caído na medida da correcção política e da idiotia e da hipocrisia que reina neste triste espectáculo, claro, mas ainda assim, este ano, a coisa mergulhou substancialmente mais fundo no poço da infâmia e, a certo ponto, uma infeliz premiada resolveu evocar o célebre slogan do Manifesto do Partido Comunista, "Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!"

Parece que a actual Meca da Internacional Socialista tem o código postal de Hollywood, Los Angeles. É daqueles decrépitos bairros operários de Beverly Hills, Santa Monica e Bel Air, habitados por gente modestamente assalariada, génios oprimidos, talentos injustiçados e activistas de jacto privado, que provêm hoje as mais nobres e sábias interpretações da literatura marxista.

Liderado por revolucionários autênticos, austeros profetas e intelectuais abnegados como Brad Pitt, Robert De Niro e Meryl Streep, este é em definitivo o movimento que vai dar o grande salto para a frente de que a humanidade está dramaticamente carecida. O materialismo dialéctico ganha uma dimensão moral nunca antes experimentada. Os amanhã que cantam são amplificados por um inaudito poder vocal. Marx vive, Engels também e unidos venceremos.
 

Agora digam-me se há pachorra para isto.

domingo, fevereiro 09, 2020

A Solução Final.



Esta descendente da família Adams, que é, por incrível que possa parecer, professora de filosofia em Cambridge, defende, num livro que teve a infeliz ideia de escrever e que alguém desgraçadamente publicou, uma solução prática e eficaz para as alterações climáticas: a extinção da humanidade.

O artigo que anuncia o feliz lançamento desta obra monumental reza assim, a certa altura: "O livro argumenta que, devido aos danos causados a outras criaturas vivas na Terra, devemos começar gradualmente a eliminar a reprodução. Mas, em vez de oferecer um olhar sombrio para o futuro da humanidade, gerou discussões devido ao seu tom alegre e otimista, ao estabelecer uma visão positiva para o futuro da Terra - sem a humanidade."

Este optimismo apocalíptico envergonha, com a sua alegria metodológica, outros visionários positivistas que tentaram à sua maneira combater as alterações climáticas através da extinção de substanciais fracções da humanidade, como Mao Tse Tung, José Estaline e Adolf Hitler. A Solução Final de Patricia MacCormack é de longe mais radical e abrangente, mais ambiciosa e universal, já que resolve concomitantemente e em definitivo outro tipo de problemas como o racismo, o sexismo, a probreza a as injustiças sociais.

Greta Thunberg pode voltar para a escola. O planeta está salvo.

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Sargon of Akkad, o famoso activista e crítico britânico e um dos meus youtubers favoritos, destrói a obra de Patricia MacCormack muito melhor do que eu posso fazer, aqui:


sexta-feira, fevereiro 07, 2020

Um perigoso exercício de pretensão.

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Não costumo meter-me com outras páginas de Facebook, porque o Facebook já é explosivo o suficiente e as coisas que de vez em quando lá - e aqui - escrevo já são bombásticas quanto baste. Mas o meu querido amigo Márcio Candoso, que é um realizado facebooker, inspirado poeta, colaborador intermitente do Blogville e uma pessoa de inteligência e talento, teve a infeliz ideia de postar uma frase que deu comigo em doido, de tal forma pretensiosa, de tal forma perigosa ela é. A frase foi esta: "A democracia é demasiado importante para que fique ao critério das pessoas".

Para além do óbvio facto de que a democracia que não depende do critério das pessoas (leia-se, totalidade dos cidadãos de uma dada nação) não é democracia, é oligarquia, acresce imensamente ao meu imenso incómodo a extrema presunção da frase. O Marcio Candoso acha que há muita gente que não devia participar da vida democrática, enquanto estipula implicitamente, que ele, e um punhado de bem pensantes como ele, é que deviam completamente estabelecer o democrático critério. A palavra democracia passa assim, no pensamento do meu amigo Márcio Candoso, a ter a conotação que tinha, por exemplo, na extinta e vencida e draconiana e soviética República Democrática Alemã. E o velho Adolfo também pensava um bocado desta perigosa forma e foi por isso que mandou incendiar o Reichstag.

É claro que o Márcio Candoso não tem uma maneira objectiva de saber que pessoas ilustres são dignas de aceder ao voto e que pessoas insignificantes é que não têm. Nem está interessado nisso, obviamente, porque é manifesto que o critério dele vai ser o ideológico: quem concorda com as ideias do Márcio Candoso sobre o que deve ser uma república no Ocidente, acede à mecânica democrática, quem não concorda, não acede. E as ideias dele, bolorentas e caducas e tecnicamente falidas sobre o que deve ser uma república no Ocidente, consubstanciam-se nisto: uma imensa monarquia Sueca, anacronicamente localizada nas duas ou três décadas do pós-guerra.
Por amor de Deus.

A verdade é que o Márcio acha que quem não concorda com ele é imbecil ou imoral. Por exemplo, em 2016, Trump foi eleito com 63 milhões de votos. Esta gente toda é, sem excepção, no visionário e discutível programa humanista do Márcio, ou imbecil ou imoral (o Márcio ignora que um terço destes destituídos barra canalhas também tinham votado no Obama, mas a vida - e a ciência estatísitica - é assim irónica).

Outro exemplo: os 14 milhões de ingleses que deram uma eloquente e massiva vitória a Boris Johnson nas legislativas de Dezembro último, deviam todos ser afastados das urnas, por demência ou banditismo ideológico. Também aqui, o Márcio parece esquecer que uns bons 4 milhões destes desgraçados passaram a vida a votar no Labour, partido com que ele simpatiza mais e cujos eleitores considera de certeza pessoas dignas da sua democracia. O problema é que os eleitores têm esta péssima mania de alterar o sentido do seu voto, ou seja, de passarem de pessoas inteligentes e morais a abjectos subptodutos regimentais que deviam ser internados rapidamente. Principalmente quando mudam de opinião no sentido inverso ao que o Márcio acha decente e intelectualmente válido e isso tudo.

O meu amigo está clamorosamente errado. E está clamorosamente do lado errado da história. E este simples facto demonstra o erro: a crónica eleitoral da Terceira República Portuguesa resume-se ao facto de muito pouca gente inteligente votar estupidamente e de muita gente estúpida votar com grande inteligência. É essa aliás uma das mais notáveis virtudes das democracias ocidentais: a de instituir uma inteligência colectiva - a do bom senso - que transcende largamente a capacidade intelectual de cada indivíduo.

quarta-feira, fevereiro 05, 2020

Mais música ciclista.



Bombay Bicycle Club . Eat, Sleep, Wake

E depois o Trump é que é um bruto.

Ontem, no final do discurso sobre o Estado da Nação, a líder democrata do Congresso, Nancy Pelosi, achou por bem rasgar o "transcript" que lhe foi entregue em mão, como manda o protocolo, pelo Presidente Donald Trump.



Esta atitude infantil, mal criada e enraivecida é bem sintomática do estado de nervos em que se encontra o Partido Democrata. E da educação de Pelosi. Em novembro deste ano, a senhora é capaz de pagar bem caro este e outros infelizes comportamentos como este. O Deus da democracia é grande. E não dorme.

Elogio do Ventura

De cada vez que os palhaços da República condenam o Ventura,
o Ventura ganha cinco mil votos.

De cada vez que os palhaços da República condenam a intenção
de devolver a deputada gaga à sua linda Guiné principal;
O ventura ganha dez mil votos.

De cada vez que o presidente da Assembleia da República tenta
a desastrada e infame tentativa de fazer calar o Ventura,
O Ventura ganha cem mil votos.

O Ventura, de cada vez que abre a boca e é censurado a seguir,
ganha vontos que nunca mais acabam.

O Ventura já vale mais votos que o Partido Comunista Português,
que anda para aqui e para ali na vida política portuguesa
desde o fim do século dezanove, pá.

O Ventura, que na verdade até é um gajo que não interessa a ninguém
e que começou a sua vida política a comentar o Benfica
no pior dos canais de televisão à excepção de todos os outros,
soma votos todos os dias
ao ritmo que o Presidente do Benfica soma euros na sua conta pessoal
E que o presidente da República soma vergonhas de baixo populismo
porque

Não há ninguém no mundo mais populista que o presidente da República e
o Ventura é um menino ao pé do populista mor-Marcelo.

Nunca imaginou o Ventura que ia ser tão ético,
que ia ter tanta razão nos intestinos da República, ao ponto de ser
censurado.

O Ventura arrisca-se a ser um sucesso político de verdade,
sem ter culpa nem mérito.

A culpa do sucesso político do Ventura,
como a culpa do mérito político do Ventura
é dos autistas que o rodeiam na assembleia da República e eles são todos
Autistas sem excepção.

Nas eleições legislativas de 2023, vou votar no Ventura.
Não por causa do Ventura, que é uma besta.
Por causa dos autistas, que são bestas
mais bestas, maiores bestas do que ele,
sem comparação.

O Ventura, comparado com o Ferro Rodrigues,
é um herói do caralho.