domingo, setembro 13, 2026
As origens do wokismo: António Gramsci – o intelectual que percebeu que o poder começa pela cultura.
Do Altar do Feminismo ao Altar do Casamento: O Fim de Gloria Steinem.
Steinem quis que desaprendêssemos séculos de sabedoria, mas depois de ter dito que os sistemas que afirmam o masculino e o feminino são "uma treta", casou com um homem, aceitando a condição de esposa e, logo depois, a de viúva. Maria Helena Costa recorda e comenta o seu trajecto.
sábado, setembro 12, 2026
Ficheiros 9/11: um documento central.
terça-feira, setembro 08, 2026
Odiar a Casa Mãe: uma análise clínica.
Porque é as elites ocidentais desprezam a civilização ocidental?
A oikofobia - essa estranha tendência para criticar ou rejeitar o próprio lar, sociedade ou nação, enquanto se elogiam pátrias alheias, muitas vezes alienígenas até do ponto de vista cultural -, é historicamente recorrente, acompanha e motoriza o declínio das civilizações e triunfou nas universidades, nas redacções e nas estruturas corporativas das sociedades contemporâneas, deste lado do mundo.
A patologia, que Joomi Kim diagnostica neste interessante vídeo-ensaio, conduz até a caricatas sintomatologias, como a de políticos eleitoralmente bem sucedidos, como Barak Obama, incorporarem no seu discurso público um constante desdém pelos próprios eleitores e pelas nações que foram por eles incumbidos de dirigir.
Do legado helénico a Voltaire, da Roma imperial à América liberal, percebemos que a doença é endémica, e que, de forma aparentemente contra-intuitiva, é até resultado da prosperidade e da sofisticação das sociedades onde se propaga.
Alimento para os neurónios.
segunda-feira, agosto 31, 2026
Ciclopédia de ataque.
E a primeira etapa sem Pogacar foi uma coisa completamente insana. Um bordel, mesmo. Depois de quatro horas de corrida mais ou menos aborrecidas, apesar de terem implicado várias subidas de suplício, a malta acordou a 21 quilómetros do fim, que era a extensão maluca da ascensão de primeira categoria que levava à meta no Alto de Aitana. Desde o princípio da subida até ao seu término, houve para aí uns dez ciclistas que atacaram a etapa. Sivakov atacou. Mühlberger atacou. Gall atacou (várias vezes). Carapaz atacou. Roglic atacou. Cristián Rodriguez atacou. Buitrago atacou (várias vezes). Onley atacou. Widar atacou. Toda a gente que ainda tinha pernas, mesmo que bambas, atacou. Num dado momento, meio surrealista, Skjelmose, que se tinha atrasado deveras antes até da última escalada e que já ninguém via no monitor da televisão há que tempos, surge de trás e passa os líderes como se tivesse um motor de combustão interna alimentado a etanol - whooosh!
Todos contra todos, num feroz combate montanha acima, os ciclistas que podem (e devem) sonhar com o patamar mais alto do derradeiro pódio de Granada, a 13 de Setembro, desfizeram-se em esforços. Mesmo Felix Gall, que pode ter sido, dos candidatos à vitória final, o que deitou mais a perder neste exercício épico de dar ao pedal, fez figura de herói enorme.
No fim, o primeiro a cortar a meta foi o atleta que, neste momento, parece de facto ser o mais forte, entre o pelotão alucinado: Enric Mas.
E há aqui uma ironia, daquele género retorcido e mordaz que os deuses do ciclismo gostam de servir com entretida recorrência à plateia global: o cabeça de fila da Movistar, sendo um ciclista de primeira água, é psicologicamente fraco, na sua melhor forma um eterno segundo, errante montanhista que teima em passar ao lado da glória, para desespero de todos os espanhóis que sintonizam a modalidade ciclopédica.
Mas foi logo nesta etapa, espécie de epopeia de cinco horas a subir e a descer, que terminou com fogo de artifício e rebentamento de todas as forças físicas humanamente possíveis, que Mas recolheu a vitória mais bonita da sua carreira. O homem que nunca tinha carregado nas costas o peso da liderança de uma volta de três semanas, e que tinha herdado essa posição de liderança por desistência do extraterrestre da Eslovénia, ministrou um verdadeiro mestrado em força bruta e delicada inteligência, que o projecta para um combate final com Roglic, que por quatro vezes já venceu esta prova, e que estando agora a um minuto e vinte do espanhol, tem vantagem grande no contra-relógio da terceira semana.
Mas por aquilo que se viu ontem, ninguém na verdade terá coragem para apostar tudo nesse duelo. Há muita gente de qualidade a menos de quatro minutos do Camisola Vermelha e faltam dois terços da prova para fecharmos as contas.
E se tivermos apenas mais uma etapa que seja apenas um bocadinho parecida com aquela que se correu no domingo, já vai valer a pena seguir a Vuelta do primeiro ao último quilómetro. Porque é como diz o Lanterne Rouge: isto que vimos acontecer, não acontece todos os dias.
sábado, agosto 29, 2026
As Cinco Vias de S. Tomás de Aquino
sexta-feira, agosto 28, 2026
Jay Dyer e as origens, mitologia e natureza do globalismo.
Os dois alexandres conversam, neste incontornável episódio do The Duran, com Jay Dyer, que disserta sobre o movimento globalista com profundidade epistemológica, dissecando os seus sistemas de crença e as suas várias influências históricas, que antecedem deveras o âmbito de Davos, tanto como a sua manifestação actual, porventura a mais poderosa, na forma da oligarquia tecnocrática a que gosto de chamar Regime Epstein.
Um podcast como deve ser, mesmo.
sexta-feira, agosto 21, 2026
Tudo o que está errado na lenda de Galileu.
Elites no cardápio.
Of all the insane parts of this story, the cannibalism is actually true.
— The Man in the Peaked Cap (@maninpeakedcap) August 21, 2026
Johan and Cornelis de Witt were lynched in The Hague on 20 August 1672. Their bodies were hung upside down, mutilated, and eyewitnesses reported that parts were eaten. The Rijksmuseum even holds a 1672…
domingo, agosto 16, 2026
Fotopsicografia de Robert Tyre Jones Jr.
quinta-feira, agosto 13, 2026
Epicteto e a libertação face ao poder da tirania.
Como se aprisiona um homem sem erguer uma única parede.
1944-2026: um exercício comparativo.
O tweet em baixo diz assim:
Em consequência das condições "infernais" a bordo do USS Abraham Lincoln, os EUA estão a enviar o porta-aviões USS George Washington para o Médio Oriente para substituir o USS Abraham Lincoln, que já está em missão há mais de 250 dias, estabelecendo um recorde de dias consecutivos no mar, segundo o WSJ.
As condições catastróficas incluem escassez de mantimentos básicos, marinheiros a ficarem sem pasta de dentes e sabão, contaminação da água, problemas de canalização, deterioração da saúde mental, preocupações com a segurança no convés, falta de alimentos e interrupções no sistema postal, com encomendas perdidas durante meses. Vários marinheiros tentaram saltar para o mar e suicidaram-se.
O USS George Washington está a ser escoltado pelo USS Robert Smalls e pelo USS Shoup, navegando juntos para oeste em direcção ao Estreito de Malaca, com chegada prevista ao Médio Oriente em aproximadamente 8 dias.
BREAKING: Following "hellish" conditions aboard the USS Abraham Lincoln, the US is sending the aircraft carrier USS George Washington to the Middle East to replace the USS Abraham Lincoln, which has now been deployed for more than 250 days, setting a record for consecutive days… pic.twitter.com/n0oaap7vSm
— The Hormuz Letter (@HormuzLetter) August 13, 2026
Portanto, 250 dias sem voltar a casa. Muito bem. Não resisto à tentação de um quadro comparatico e, acto contínuo, faço esta pergunta ao Grok:
Quanto tempo sem voltar aos EUA ficaram os porta-aviões americanos envolvidos no palco do Pacífico durante a II Guerra Mundial?
Responde o Grok:
Cerca de 18–20 meses (em torno de 570–580 dias) no caso mais famoso, o do USS Enterprise, sem voltar ao continente americano (Costa Oeste).
Digo eu, por cima:
O risco de vida, a intensidade do combate e o stress diário no teatro das operações do Pacífico em 1944-45 seriam infinitamente maiores. As condições de higiene e salubridade dramaticamente piores. A alimentação mais escassa ainda e limitada por certo a rações de combate, durante meses (já para não falar da fiabilidade postal e dos "problemas de canalização"). Ainda assim, o Enterprise permaneceu mais do dobro dos dias operacional (e de que maneira).
É claro: deve ter havido entre os marinheiros percentagens significativas de suicídios. Mas também é líquido que o número de baixas terá sido incomensuravelmente maior (pelo que sei, ninguém morreu vítima de fogo inimigo no Abraham Lincoln e o Grok fala-me de 130 mortos nos 550 dias em que o Enterprise não foi a casa - 374 em toda a guerra).
É claro que, por muitas vezes, em muitos navios, as tripulações estiveram à beira do motim. Faz parte. Mas nem sequer podemos comparar as condições em que estes viviam e combatiam com o que se passa hoje no Golfo. Basta pensarmos que a marinha norte-americana era frequentemente atingida por kamikazes que tripulavam aviões carregados de bombas e combustível, e mesmo 'aviões-torpedo' (Nakajima B6N Tenzan), 'aviões-míssil' (Yokosuka MXY-7 Ohka) e 'torpedos submergíveis', tripulados, como o Kaiten.
Mais a mais, o Enterprise cumpriu a maior parte da sua missão depois de estar directamente envolvido numa das maiores batalhas navais da História - Midway.
Estou portanto e nitidamente a comparar alhos com bogalhos, ou algas com robalos, para manter a analogia no devido contexto.
O Regime Epstein está a descobrir, para seu enorme espanto, que a marinha norte-americana é um tubarão de papel. Tripulações desmoralizadas, sem resiliência nem entendimento das razões morais e estratégicas da sua missão, navios sem munições nem mantimentos, gestão caótica da logística, espalhafato tecnológico, altamente oneroso, que não serve com eficiência ou adequação a realidade bélica do século XXI, assincronia entre a propaganda regimental e a realidade operacional.
Um trágico, sem bem que circense, naufrágio do império americano.
quarta-feira, agosto 12, 2026
Não pode ser uma coincidência.
Os ensinamentos de Zaratustra circularam oralmente durante mais de um milénio até que foram cristalizados no Avesta, que data já de uma era posterior ao nascimento de Cristo (Século III ou IV d.C.). Fontes antigas afirmam explicitamente que Zaratustra “não escreveu nenhum livro”, e que foram os seus discípulos que, após a sua morte, memorizaram e registaram as suas palavras. Com o legado de Buda acontece mais ou menos a mesma coisa: Ele viveu aproximadamente entre os séculos V e IV a.C. na Índia, e os seus ensinamentos foram transmitidos oralmente por monges durante séculos, por meio de memorização e recitação colectiva. Os textos mais antigos do budismo, como o Cânone Páli, só começaram a ser escritos por volta do século I a.C. no Sri Lanka (durante o Quarto Concílio Budista), mais de 300 ou 400 anos após a morte do Buda. A filosofia de Confúcio chegou-nos principalmente pelos relatos dos seus discípulos, de que os Analectos serão o documento mais relevante, e compilações alheias dos seus comentários a obras mais antigas. A inquirição de Sócrates chegou-nos pela obra de Platão, fundamentalmente, e através de alguns comentários de Aristóteles e comédias de Aristófanes. O Ministério de Cristo foi-nos legado pelos evangelistas, de entre os quais três eram apóstolos (João, Mateus e Paulo).
A coincidência não é plausível. Por alguma razão estes cinco monstros do génio humano recusaram a escrita e preferiram a oralidade, a dialéctica do discurso público, interactivo e dinâmico, inquiridor e incisivo e concreto, mas estranha e paradoxalmente efémero, confiando em apóstolos, discípulos e monges a sobrevivência da sua mensagem à erosão das eras.
quarta-feira, agosto 05, 2026
A importância de ser consciente da História.
Esta conversa entre Darryl Cooper e Tucker Carlson é interessante nos 360 graus do seu vasto âmbito, e debate assuntos prementes da actualidade como a guerra no Golfo e a invasão de Ceuta, mas Cooper defende uma linha de raciocínio, que repete várias vezes ao longo do podcast, que me parece deveras interessante e digna de destaque: o quão importante é para a sobrevivência, permanência e redenção dos povos que saibam "viver historicamente", ou seja, que sejam conscientes de que são herdeiros de uma cultura, de uma língua, de uma religião, de uma filosofia política - um complexo de valores e um roteiro civilizacional que foi levantado com sacrifício de gerações sobre gerações, ao longo dos séculos.
Se não soubermos quem fomos, não sabemos quem somos. Se não honrarmos os nossos antepassados, não merecemos o seu legado.
A sagração desse pretérito percurso é também garantia de que as nações poderão resistir aos mais espúrios e sinistros impulsos do liberal-globalismo que nos dias que correm infecta com virulência ameaçadora a saúde das sociedades.
sexta-feira, julho 31, 2026
O uso e abuso da linguagem e a reescrita do passado.
quinta-feira, julho 30, 2026
Um buraco negro nos fundamentos da Matemática.
terça-feira, julho 28, 2026
Jesus not backing down for 18 Minutes.
"Sabath was made for man, not man for the Sabath".
From 'The Choosen'.













