domingo, junho 21, 2026

A propaganda, para lá dos limites do admissível.

Os propagandistas da revista Der Spiegel decidiram que a capa da edição da semana passada devia ser esta:

Acompanhando uma foto de tropas nazis envolvidas na Operação Barbarossa (invasão da URSS) durante a II Guerra Mundial, e celebrando o 85º aniversário dessa ofensiva militar, o headline universaliza e prolonga a ancestral hostilidade entre germânicos e russos, afirmando literalmente:

"A nossa guerra contra a Rússia."

Nesta capa é assim estampada a agenda globalista das elites europeias em geral e dos líderes do arco do poder alemães, em particular: atacar militarmente a Rússia, como fez Hitler em 1941.

E antes de explorar esta afirmação, talvez seja pertinente revisitar a história dos conflitos entre alemães e russos.

Em 1242, ordens militares católicas germânicas (Cavaleiros Teutónicos e a Ordem dos Portadores da Espada) tentaram conquistar os territórios das repúblicas russas de Pskov e Novgorod durante a chamada "Cruzada da Livónia". O avanço germânico foi travado de forma decisiva pelo príncipe russo Alexandre Nevsky na famosa 'Batalha do Gelo'.

Durante a Guerra dos Sete Anos (1756–1763) a Prússia de Frederico, o Grande, enfrentou uma coligação que incluía o Império Russo. Não se tratou de uma invasão prussiana ao coração da Rússia, mas sim de combates violentos nas fronteiras e em territórios disputados (como a Prússia Oriental). Apesar dos russos enfrentarem na altura aquela que era a primeira máquina de guerra da Europa, uma espécie de Esparta do Báltico, o exército russo chegou a invadir a potência germânica e a ocupar Berlim temporariamente. A Prússia foi salva da derrota total pelo "Milagre da Casa de Brandeburgo", quando o novo Czar russo, Pedro III (que admirava Frederico, nasceu na Alemanha e foi educado sob forte influência germânica), retirou a Rússia da guerra.

Em 1812, a Prússia participou directamente na invasão do território russo como um aliado forçado de Napoleão Bonaparte. Um corpo de exército prussiano de 20.000 soldados operou no flanco esquerdo da invasão francesa, atacando a Rússia na direcção de Riga. Os resultados catastróficos desta invasão são bem conhecidos, embora, comparativamente com as baixas francesas, o exército germânico tenha sido poupado à extinção. tendo perdido 'apenas' um quarto dos seus soldados.

Logo após o início da Primeira Guerra Mundial, o Império Alemão atacou a Rússia czarista. Os alemães avançaram profundamente pelo território do Império Russo e, posteriormente, da Rússia Soviética.A ofensiva alemã resultou no colapso militar russo, culminando na Ofensiva de Gorlice-Tarnów (1915). Em 1918, a Operação Golpe de Punho avançou ainda mais pelo interior da Rússia, forçando o governo bolchevique a assinar o Tratado de Brest-Litovsk. A Rússia viu-se obrigada a ceder um milhão de quilómetros quadrados de território, um terço da sua população e a maior parte das suas indústrias essenciais. Mas em Novembro desse ano, com a rendição dos alemães, o tratado foi anulado pelos aliados, com uma boa parte dos territórios perdidos devolvidos à Rússia (Ucrânia e Bielorrússia).

Em 22 de Junho de 1941, a Alemanha Nazi lançou a Operação Barbarossa, no contexto da II Guerra Mundial. Foi a maior invasão terrestre da história militar, com mais de 3 milhões de soldados do Eixo a avançar pela fronteira da União Soviética, incluindo o coração da Rússia. A invasão tinha como objectivo a destruição do Estado soviético e a conquista de "espaço vital" (Lebensraum) para colonização alemã. A campanha estendeu-se até 1945, terminando com a derrota total da Alemanha pelas forças soviéticas que avançaram até Berlim, tomando a capital e fechando para todos os efeitos o conflito na Europa. 

Assim sendo, e como é fácil de constatar, milícias teutónicas, exércitos prussos, tropas do Kaiser e toda a formidável máquina de guerra nazi não foram capazes de grandes sucessos, muito pelo contrário. Isto apesar das forças germânicas, regra geral, terem sido responsáveis pelo início dos conflitos. No caso da II Guerra Mundial, a invasão nazi aconteceu até e para enorme surpresa de Estaline, quando os dois países cumpriam um importante tratado de não agressão e cooperação industrial - o Tratado Molotov-Ribbentrop.

Dado o contexto histórico, a capa do Spiegel é obscena, por vários motivos.

A revista alemã está a celebrar um dos maiores descalabros militares da histórica, que levou directamente à aniquilação do regime nazi e à destruição da Alemanha, sendo que se estima que entre 3 a 4 milhões de soldados alemães perderam a vida na frente leste. Só para termo de comparação, as tropas napoleónicas sofreram não mais que meio milhão de baixas na invasão francesa da Rússia, também ela um monumental desastre militar, no princípio do Século XIX.

A revista alemã está a celebrar uma guerra mundial que foi provocada pelos alemães, para sua desgraça. E a invasão de um país que acabou por ser o primeiro responsável por essa mesma desgraça.

A revista alemã está a celebrar uma agressão militar perpetrada por um dos mais draconianos e genocidas regimes da história. Os horrores cometidos pelos nazis são do conhecimento geral, mas valerá a pena sublinhar que durante a operação Barbarossa a Wehrmacht e as SS mataram mais de três milhões de civis russos. Só no Cerco de Leninegrado morreram mais de 500.000.

A revista alemã está a forçar loucamente a ideia alucinada de que os cidadãos da Alemanha Nazi têm o mesmo tipo de valores que os alemães contemporâneos, e que as motivações do regime de Hitler são as motivações dos povos germânicos ao longo da história e dos cidadãos contemporâneos da federação. 

A revista alemã está a revelar a agenda, querida dos globalistas, de que a guerra contra a Rússia é agora necessária e inevitável, e que ao contrário do que nos têm dito (mentindo com quantos dentes têm) é a Europa que pretende invadir a Rússia e não a Rússia que pretende invadir a Europa.

Por último (para fechar este extenso texto mais do que para exaurir as conclusões que se podem tirar desta sinistra decisão editorial), a revista alemã está a sugerir, contra todas as evidências históricas, contra todos os factos estatísticos, demográficos e logísticos, que a Alemanha é capaz de derrotar militarmente a Rússia.

A Alemanha, cujo exército não incorpora mais de 190.000 activos, neste momento.

A Alemanha, que vive numa crise industrial e energética sem precedentes e é unanimemente considerada como uma potência económica em acentuado declínio.

A Alemanha, cuja marinha de guerra incorpora na sua frota apenas 11 fragatas, 5 corvetas e 6 submarinos. Em vários momentos recentes, devido à falta de peças de reposição e atrasos na manutenção, esta meia dúzia de submarinos ficaram parados ao mesmo tempo, deixando o país temporariamente sem capacidade subaquática.

A Alemanha, que não tem armas nucleares e que nos últimos quatro anos tem entregado, de borla, boa parte do seu arsenal à Ucrânia. 

A Alemanha que, para constituir uma ameaça militar séria a qualquer outro país, precisa da NATO, num momento em que a NATO está fragilizada por claras alterações na filosofia geoestratégica dos EUA, que são o seu principal motor e contribuinte, de longe.

A Alemanha, que tem tais dificuldades de recrutamento de soldados, que aumentou recentemente a idade do serviço activo para 45 anos e nem as modestas metas da NATO consegue cumprir, sendo que as suas forças armadas apresentam um défice de 60.000 homens em relação às exigências da aliança atlântica. 

A Alemanha, cujos poderes instituídos vivem em guerra aberta com um terço da sua população, perseguindo activamente a liberdade de expressão e a dissidência política. 

Esta Alemanha quer tentar, pela enésima vez, invadir a Rússia. 

Se não suspeitássemos que o objectivo dos líderes globalistas europeus é a destruição material e espiritual de um modelo civilizacional, e se não compreendêssemos que uma guerra perdida é a melhor forma de o conseguir, não haveria maneira de entender isto.

Mas os meus leitores sabem melhor. E percebem perfeitamente o que está em questão.  

Cientistas descobrem que há algo que vive dentro do nevoeiro.

O nevoeiro não esconde monstros, mas alberga vida. Algumas das suas gotículas integram colónias de milhões de bactérias, que prosperam neste ecossistema, enquanto consomem poluentes suspensos no ar.


 

Ningém liga nenhuma ao que diz Trump. Nem o seu "maior aliado".

Apesar do seu maior aliado precisar dos EUA como pão para a boca.

Distopia do Reino Unido: atrasos nas urgências do Serviço Nacional de Saúde britânico matam 300 doentes por semana.

Um novo relatório do Royal College of Emergency Medicine revelou a sobrelotação alarmante nos serviços de urgência britânicos, com atrasos fatais no processamento de doentes a contribuírem para mais de 15.000 mortes ​​no ano passado.


 

Milagre económico do Regime Epstein: enquanto aumento de preços nos EUA atinge o nível mais elevado em três anos, Trump diz que “adora a inflação”.

A inflação nos Estados Unidos atingiu 4,5%, o seu nível mais elevado em três anos, impulsionada pelo aumento dos custos energéticos provocado pela guerra com o Irão. Mas Donald Trump diz que "adora" esse empobrecimento dos americanos.


 

A verdadeira história de Henry Nowak


Informação aprovada pelo Estado: Governo de Merz quer controlar as notícias nas redes sociais.

Os organismos reguladores dos media do Estado alemão estão a preparar regras que vão obrigar as plataformas de rede social a dar ainda maior visibilidade à imprensa corporativa e às suas máquinas de propaganda, em detrimento da liberdade de expressão e da pluralidade informação.


Cem anos de pedofilia.

Troca-se o nome do monstro e ele permanece intocado. Muda-se a embalagem, como se o problema estivesse na palavra, não no acto. No século XXI, não basta a brutalidade. Exige-se o consentimento. Uma crónica de Marcos Paulo Candeloro.


sexta-feira, junho 19, 2026

O Contra no 'Isto é o Povo a Falar': As Ameaças da Inteligência Artificial e a Psyop Alienígena.

Em mais uma saborosa conversa com o João Nuno Pinto nos Estúdios da Kuriakos TV, discutimos o investimento nas tecnologias de inteligência artificial e a “revelação” sobre o fenómeno OVNI, dois vectores fundamentais da actual agenda do Regime Epstein. Mas tanto num caso como noutro há razões para pensarmos que há muito que não nos está a ser dito, e que há falsidades e encobrimentos de agenda naquilo que é expresso pelo governo federal americano, pela imprensa corporativa e pelas tecnológicas de Silicon Valley, principalmente quando analisamos os factos à luz da ideologia transhumanista das elites ocidentais.

 

O Estado contra a Família: A Nova Ofensiva Escolar.

A escola deve ensinar a ler, escrever, contar e pensar criticamente — não reeducar ideologicamente as crianças nem servir de agência de recrutamento para experiências de género. Um manifesto de Maria Helena Costa.


 

Canto do cisne de Tulsi Gabbard: EUA financiam rede global de mais de 120 biolaboratórios em 30 países.

Naquele que poderá ser o seu último acto público como Directora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard desclassificou as provas que confirmam que o governo federal dos EUA financia mais de 120 biolaboratórios em todo o mundo, incluindo na Ucrânia.


 


“Os Impulsos Básicos da IA”, de Steve Omohundro: Objectivos Instrumentais e os Perigos da Inteligência Artificial Descontrolada.

O paper de Stephen M. Omohundro, publicado em 2008 e intitulado “The Basic AI Drives”, é uma obra fundamental na área da segurança e alinhamento da inteligência artificial, que, passados 18 anos, continua impecavelmente actual. Importa por isso uma revisitação do seu conteúdo.


 

Portugal e o nevoeiro europeu.

Os avisos de Camões, Garrett e Vieira não entram no coração das elites. Por isso a alma portuguesa continuará a ressoar no mar como um sino de naufrágio, até que um dia, cansados de esperar, resolvamos todos ensaiar o projeto universal português. A crónica de António Justo.


 

Distopia do Reino Unido: escolas ensinam às crianças que só as pessoas brancas podem ser racistas.

Um programa escolar inglês que ensina teorias raciais controversas, incluindo a afirmação de que apenas as pessoas brancas podem ser racistas, gerou reacções negativas por parte dos pais e de vários sectores da sociedade britânica.


 

quinta-feira, junho 18, 2026


Congressistas avançam com projecto-lei que dá a Israel acesso à inteligência dos EUA, apesar do alerta do Pentágono sobre a espionagem sionista.

O Congresso norte-americano prepara-se para aprovar um projecto-lei que vai integrar as estruturas de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, gerando preocupações sobre a autonomia e segurança dos EUA, bem como justificadas teorias da conspiração.


 

Péter Magyar quer poder absoluto e a Hungria caminha para uma crise constitucional.

A Hungria está a conhecer um grande impasse político que pode ser resolvido com a violação do seu sistema constitucional, depois de Péter Magyar ter proposto uma emenda ao texto fundamental da república para destituir do cargo o Presidente Tamás Sulyok.


 

O hobby de matar pessoas: Pentágono rouba mais de 200 vidas, na Nigéria.

Missões coordenadas entre o Comando dos EUA para África e o exército nigeriano atacaram supostas forças do Estado Islâmico na África Ocidental, matando mais de 200 alegados jihadistas, incluindo Abu-Bilal al-Minuki, um líder de alto nível do ISIS.  


 

Uma nação fora de jogo.

Um dado país pode ver as suas fronteiras abolidas e invadido alegremente por todo o tipo de gentes, independentemente da sua cultura, religião, funcionalidade social. Não interessa sequer se sabem ou um dia vão saber falar a língua nativa. Entra tudo e toda a gente é bem vinda.

Um dado país pode ensinar às suas próprias crianças que os avós delas não passavam de bandidos, racistas e esclavagistas, mesmo quando os avós transcenderam o seu destino pelas sete partidas do mundo, construindo civilização onde ela não existia.

Um dado país pode ter vergonha de si mesmo, honrar uma bandeira que representa as opções sexuais de uma pequena minoria acima da sua própria bandeira, aceitar ser governado por uma burocracia não eleita com sede numa cidade a milhares de quilómetros do seu perímetro.

O povo desse dado país pode ser empobrecido, desempregado, subsidiado, humilhado, marginalizado e fascizado. A sua língua pode ser assassinada com acordos ortográficos, a sua cultura pode ser maltratada e esquecida, a sua religião obliterada.

O povo desse dado país pode ser submetido ao inferno das identidades de género e da teoria crítica da raça, pode ser conduzido à destituição do seu legado pelo revisionismo histórico e o niilismo ideológico. Pode ser despojado das suas cidades pelos fundos de investimento imobiliário e a voracidade do turismo, pode ser manipulado pela propaganda, escravizado às redes sociais, condicionado ao consumismo mais espúrio, deseducado pelas universidades e analfabetizado pelos liceus.

O povo desse dado país pode ser despoticamente confinado e geneticamente envenenado por causa de uma constipação.

Nada disto é problemático.

Mas se esse país, se esse povo, assiste a uma partida de futebol em que a sua selecção nacional empata com a selecção nacional do Congo, bom Deus, isso é grave.

Este dado país é amado apenas quando rola sobre a erva a alquímica esfera de cabedal. Este dado povo é patriota de chuteiras, somente. A nação vibra e é exultada sempre que onze rapazes em calções, milionários todos, bilionários alguns, se dedicam à arte sofisticadíssima do pontapé na bola. É um nacionalismo de relvados. O quinto império do futebol total.

Este dado país, este dado povo, não merece a sua história, a sua cultura, a sua língua, a sua autonomia, a sua identidade. Não merece ser nação, sequer.

Este dado país, este dado povo, esta dada selecção nacional merece perder com o Congo. O empate foi uma dádiva de Deus, de insondável desígnio.

Mais vale tarde do que nunca?


A devida justificação.

O blog tem estado parado e peço desculpa a todos por isso - a gentil audiência não merece este silêncio -, mas acontece que o gato Àlvaro mordeu-me na mão esquerda (a culpa não foi dele), a mão infectou e fiquei aqui com um problema de saúde mais complicado do que parecia à primeira e parcialmente incapacitado, até porque tive febres e tudo. Já estou a melhorar um pouco e vou tentar voltar à normalidade nos próximos dias, partindo do princípio que a medicação fará, se bem que lentamente, pelo que me disseram, os seus devidos efeitos.

Este vai ser, provavelmente, o único post que vou publicar sobre o assunto do Mundial de Futebol.

Porque trata o Mundial de Futebol como merece.

domingo, junho 14, 2026

Sem comentários.

sábado, junho 13, 2026

O preço da estupidez.

Houve um tempo em que se acreditou, com a candura típica do Iluminismo, que bastava alfabetizar as massas para vaciná-las contra a barbárie. Acontece que o inimigo da civilização nunca foi propriamente o criminoso, mas o tolo. A crónica de Marcos Paulo Candeloro.


 

 

Quem é que pode levar a sério o palhaço rico de Washington?

É um sinal dos tempos e admito que até se trata de um fenómeno abominável, mas tenho que conceder: a CNN fez aqui um excelente trabalho, ao compilar apenas algumas das 39 vezes (contadas por Tucker Carlson e depois também pelo imbecil do Anderson Cooper) que o palhaço Trump prometeu que tinha um acordo de paz prestes a ser assinado com o Irão.

Disappointment Day.

O impagável Critical Drinker faz aqui, mais que uma crítica devastadora à tentativa de lavagem ao cérebro sobre as massas de Steven Spielbeg e ao servicinho pornográfico que está a prestar ao Regime Epstein com o seu "Disclosure Day", que como qualquer objecto de propaganda será necessariamente mau cinema, um manifesto inequívoco sobre aquilo que qualquer pessoa que circule na curvatura da Terra com um só olho meio aberto já percebeu: a narrativa dos extraterrestres não passa disso mesmo: uma narrativa. Mais um esforço de transformismo sobre a realidade, de manipulação mediática. Mais uma psyop.

Até tenho pena das pessoas tão cegas, mas tão cegas, que estão a cair no engodo, sinceramente.

sexta-feira, junho 12, 2026

Em Belfast, a luta continua.

De mal a pior: Polícia britânica tentou incriminar Henry Nowak dias após a sua morte, quando já sabia que a vítima era inocente.

Um patamar mais abaixo, na direcção do inferno: a polícia de Hampshire tentou retratar Henry Nowak como o agressor no incidente em que foi assassinado, e interferir no julgamento do seu assassino, apesar de já ter conhecimento factual de que a vítima era completamente inocente.


 

Ah, afinal, não. Afinal temos um acordo de paz prestes a ser assinado.

 Pela 39ª vez. LOL.

Here we go again.

Depois de ter anunciado que um acordo de paz estava prestes a ser concluído com o Irão 38 vezes (sim, 38 desde o fim de Março), Donald Trump decidiu-se pela continuação da guerra. É claro que esses sucessivos e espúrios anúncios tinham um objectivo único: não a paz, mas a manutenção dos preços do petróleo a um nível aquém do catastrófico (para além de dar oportunidade a uns quantos privilegiados do círculo próximo de Donald Trump de fazerem fortunas a apostar nos mercados financeiros). Agora porém, vamos mesmo seguir no caminho da catástrofe, com mais vidas perdidas, mais destruição sem sentido e mais empobrecimento das massas.

Tucker Carlson e John Mearsheimer comentam o descalabro.

“Rabos para cima!”: Empresa de distribuição alimentar lança campanha repelente, com temática de sexo anal para o mês do ‘orgulho gay’.

A HelloFresh foi alvo de críticas cerradas, após lançar uma promoção para o 'Mês do Orgulho', informando os clientes que, embora “comer nem sempre seja uma prioridade este mês”, a empresa tem “uma selecção de receitas ricas em fibra disponíveis” para "quem se está a “preparar".


 

O globalismo está a inverter o crescimento.

Há uma patologia oculta no coração do globalismo contemporâneo: a inversão da direcção natural do crescimento humano. Toda a civilização floresceu organicamente, mas o que hoje nos é proposto é engenharia, desconstrução e desnaturação. A análise de António Justo.


 

quinta-feira, junho 11, 2026

Não há volta a dar.

Este meme é giro, sim, mas não, o mundo em que nasceste não pode ser reconstruido sobre os ossos dos teus inimigos.

Na verdade, o mundo em que vives agora foi precisamente construído sobre os tolerantes ossos dos teus avós. Sobre os liberais rins dos teus pais e sobre a tua periclitante coluna vertebral, que de qualquer forma perdeste algures, no espaço-tempo deste apocalipse.

Uma coisa leva a outra. O nudismo no Meco, que a tua mãe cumpriu, a amante que o teu pai acarinhou, os livres costumes em que foste ensinado, a ganza que fumaste, a música que ouviste, os filmes que viste, os livros que leste, a cultura a que foste submetido, conduziram-te aqui, a este último buraco distópico, que nem a brava imaginação de Orwell conseguiu congeminar.

Não há volta a dar. Nem caminho de regresso. 

Não podes simplesmente entrar numa cápsula de má ficção científica e voltar aos anos 80 porque decides gritar uns slogans, publicar umas opiniões atrevidas nas redes sociais, participar numa manifestação do Tommy Robinson ou votar Chega (sem dizer nada a ninguém). 

Votares Chega, mesmo que digas a alguém que votaste Chega, não chega. Nem pouco mais ou menos.

E subindo vários patamares de intensidade: não é por ganhares raiva e tomates para separar umas certas cabeças dos seus respectivos corpos que mudas o mundo. Pelo contrário: é precisamente a cortar pescoços que o mundo não muda (estamos há cinco mil anos a insistir nisso, sem resultados), e de qualquer forma, ao primeiro pescoço que cortasses, ias ficar na casa de banho a tarde toda, a borrares-te daqui até ao freixo da espada à cinta que nunca soubeste carregar.

Convenhamos: não és propriamente um soldado. Na verdade, és parte do problema que os verdadeiros soldados da história universal têm morrido para combater.

És fraco, submisso, obediente, condicionado pelas rendas que escolheste dever, pelas burguesias a que decidiste aspirar, pelos compromissos a que te sacrificaste. Não te sabes defender nem sabes defender a tua família de coisa alguma (qualquer magrinho senegalês te fura os olhos num instante). E assim sendo, não, não vais "salvar o Ocidente" a atirares caixotes do lixo à polícia de choque, depois de teres bebido um copo a mais. 

Não vais recuperar o que perdeste com nostalgia ou violência. A nostalgia não tem razão de ser e a violência não é o teu forte.

Nem mudas nada enquanto continuares a frequentar o YouPorn. Enquanto continuares a pagar impostos. Enquanto fores patriota, mas apenas quando Portugal joga futebol.

Entraste numa locomotiva sem marcha a trás quando te disseram que as pessoas tinham 56 géneros e tu, para não te chateares ou - pior - para não chateares ninguém, anuíste. Seguiste por um caminho irredimível quando foste a correr para que te manipulassem geneticamente o organismo por causa de uma constipação. Mergulhaste de chapão na lama definitiva quando usaste máscara ao volante do automóvel que conduzias a solo. Perdeste a dignidade do teu legado quando te ajoelhaste por causa de um drogadito cadastrado ter tido um ataque de coração quando foi apanhado pela polícia, num sítio perdido da América que não sabes identificar num mapa. Entraste naquela galeria do Hades de que ninguém volta a sair quando votaste no Marcelo Rebelo de Sousa; quando continuaste a comprar o Expresso, apesar de sentires já o nó no estômago que o Expresso atava; quando continuaste a assinar a Netflix, mesmo sabendo que a Netflix te estava a envenenar a alma; quando foste convencido que o teu bem estar e o bem estar dos teus filhos resultava da escravatura a que os teus antepassados alegadamente submeteram povos inúmeros; quando acreditaste que esses heróis enormes, esses navegadores da coragem que não tens, esses construtores de escolas e hospitais e estradas e caminhos de ferro e nações, eram afinal bandidos esclavagistas e que por isso toda a restante gente que vive ou já viveu neste mundo devia ser santificada e canonizada e sustentada por ti; quando aceitaste que a diversidade era uma virtude; quando foste na conversa de que o Estado defendia os teus interesses; quando compraste a narrativa de que a civilização era inimiga do planeta e - mais grave ainda - que irias com certeza salvá-lo ao substituir o teu automóvel por uma aplicação sobre rodas; quando permitiste que a tua prole mandasse em tua casa, que a tua mulher mandasse na tua cama, que burocratas mandassem na tua mesa e que ministros roubassem os frutos do teu trabalho.

É tarde demais para chegar cedo quando convives pacificamente com líderes políticos que comem, literalmente, crianças ao pequeno almoço. 

Sim, é tarde demais, até para a vingança. Nada no mundo em que vives é digno de ser recuperado ou vingado sequer. Esquece lá isso. Parte para outra.

O único caminho para a redenção não passa pelo passado. Tens que olhar em frente. Ganhar coragem e fazer de novo. Partir do zero. Inventar. Arriscar. Abolir todo e qualquer paradigma e passar para o outro lado.

Só há nesse trajecto um guia, que é Cristo. Só tens nesse percurso um roteiro, que são os evangelhos.

Tudo o resto foi o que te trouxe a este inferno, pá.

quarta-feira, junho 10, 2026

A Hipersexualização de Menores no Expresso: Uma Linha Vermelha Ultrapassada.

O Expresso considerou apropriado publicar, no Dia Mundial da Criança, um podcast com dois menores de 13 e 15 anos a falar abertamente sobre sexualidade, pornografia, consentimento e masturbação. Uma ideia inaceitável que merece o protesto de Maria Helena Costa.


 


Mordaças e mais mordaças até que todos gritem liberdade.

Israel ataca o Líbano, ignorando, mais uma vez, o apelo de Trump ao cessar-fogo.

Os ataques aéreos israelitas em Tiro, no Líbano, provocaram a morte a pelo menos três pessoas, aumentando as tensões com o Irão, apesar das exigências da administração Trump para que Israel cesse os ataques no país vizinho.


 


Propaganda transformista.

Haikus do fundo da noite (Parte II)

A arte do haiku: o erro de Darwin, o despesismo da Marinha e o telescópio transformista, ou porque é que os sinos da minha aldeia batem mais alto do que o Fernando Pessoa imaginou.


Classe Epstein vs. Oligarquia WEF: Vance e Rubio criticam elites europeias pelo assassinato de Nowak. Starmer e Badenoch reagem com indignação.

A propósito do assassinato de Henry Nowak, o Regime Epstein criticou o estabelecimento WEF britânico, que reagiu prontamente, com Starmer a falar de "interferência estrangeira" e a líder "conservadora" Kemi Badenock a afirmar que não precisa de receber lições dos EUA.