terça-feira, fevereiro 17, 2026

Terrível e luminosa síntese.

Estes dois sacaninhas fazem neste clip de meia hora aquilo que eu ainda não consegui fazer em três anos e seis meses de ContraCultura: sintetizar toda podridão do Ocidente.

E assim, sendo, o melhor é ouvi-los.

Cisne. Negro.

 E Hollywood que se foda.

Apex . The Dor Brothers 

Hoje.

Hoje conheci o vocalista/guitarrista/compositor de uma das bandas da minha vida: dEUS. 

O gajo é meu vizinho. 

LOL



Hoje , no LightHouse, dancei e pulei como há anos não acontecia.

E rodeado de palhaços, porque hoje era o dia dos palhaços do Carnaval de Sesimbra. Eu detesto o Carnaval e tenho medo de palhaços. 

Mas diverti-me loucamente. Hoje.

Hoje percebi que não há que ter medo de palhaços. Que não há como detestar o Carnaval. Que tudo apenas depende da civilização com que concordas. 

E eu concordo com esta civilização, a de Sesimbra. Onde um multidão de palhaços da boa boa vontade dão bom nome aos palhaços. Dão civilização ao Carnaval.

Esta vila-milagre onde o compositor de dEUS é meu vizinho de bar e comensal de apartamentos.

Onde a minha mulher regressa anos na idade e eu me deixo cair, outra vez, na paixão que por ela sempre me consumiu.

Onde vou pela primeira vez a um restaurante para ser tratado como se fosse um cliente de sempre. 

Hoje, pulei punk no LightHouse, dancei gentil no LightHouse; hoje, fui buscar bifanas a um outro bar, que só a minha doce Dulce, amiga como não tenho outra, sabe discernir, no barulho da noite.

Hoje perdi a carteira, hoje voltei a encontrá-la, sem me ralar muito por causa disso.

Hoje mergulhei numa multidão de mascarados só para perceber que não há mal na multidão, que não há mal nos mascarados.

Só para perceber que sou humano. Que os outros são humanos como eu. Que somos todos palhaços de dEUS. 

domingo, fevereiro 15, 2026

Uma boa notícia para os bifes.

Constatando, correctamente, que o Reform UK de Nigel Farage mais não é que uma versão 2.0 do Partido Conservador, Rupert Lowe decidiu-se a criar um partido que realmente restitua aos britânicos a sua soberania. E basta ouvir o homem para perceber que este é um projecto com pernas para andar e vontade genuína de combater as oligarquias no Reino Unido.

Freaking hell.

Coitadinho do governo federal americano, que até precisa de doações e tudo.

As Cruzadas como resposta à agressão islâmica.

Um dos mitos mais poderosos da nossa era é que as Cruzadas foram pouco mais do que um ataque não provocado de uma Europa bárbara contra um mundo islâmico tranquilo e culto. Os factos históricos desmentem porém a propaganda.


 


Chefe de Gabinete de Keir Starmer demite-se em consequência do escândalo Epstein-Mandelson.

Morgan McSweeney, o chefe de gabinete de Keir Starmer, demitiu-se após a ligação de Jeffrey Epstein e Lord Peter Mandelson, ex-embaixador britânico nos EUA, se ter tornado excessivamente flagrante e chocante para ser ignorada. O próprio primeiro-ministro pode cair em breve.


 

É mais que certo :P


 

Portanto, não há diferença absolutamente nenhuma.

Como não vivemos em democracia já há uns anos largos e "imprensa livre" é na verdade algo que nunca existiu... A conclusão óbvia é que a NATO é uma aliança do género soviético.

Veludo alternativo dos anos 90: Garbage, Catatonia, Cake e Cardigans.

A discoteca da minha vida #18: quatro bandas que se dedicaram a acariciar os tímpanos da audiência, sem perderem criatividade nem irreverência nem personalidade nem balanço por causa desse meigo altruísmo.


sábado, fevereiro 14, 2026

Valores de mercado.

Não é de todo incomum que as pessoas me perguntem que sentido faz trabalhar assim como eu trabalho para o Contra, quando não ganho um centavo com isso.

Essas mesmas pessoas, numa outra conversa, num outro dia, desvelam queixas sem fim sobre as quantidades malucas de publicidade que têm que aturar no Youtube, e as quantidades malucas de botões em que têm de carregar para entrar no Observador, e as quantidades malucas de advertências e lixo comercial a que são sujeitas para obterem informação ou entretenimento mais que sofrível.

Sem perceberem a ironia.

Por um lado, a convicção altruísta faz-lhes confusão (e, se calhar, incomoda-lhes a consciência). Por outro, condenam as lógicas de intensificação do capitalismo contemporâneo, não a propósito dos seus males profundos, mas porque não têm paciência para a (má) propaganda que corre no meio dos seus conteúdos de eleição: pornografia, gatos, comentários políticos dos palhaços de Hollywood, cenas de porrada da vida real, fintas de futebol salão e o Mr. Beast a fingir que é filantropo. 

Mais a mais, se repararem, quando entram no ContraCultura, pela homepage ou seja por que conteúdo for, não carregam num único botão, não têm que evitar pop ups, cookies malucos, janelas que saltam, banners que pulam. Nadinha de nada para além do conteúdo propriamente dito. 

Dir-me-ão que haverá um meio termo, quando não há meio termo nenhum. De um lado está a máquina de alienação das massas, do outro, uns quantos baris, nos quais me incluo, sem quaisquer preocupações materiais, mas com uma ideia de dever, e uma firme ligação à realidade e ao bom senso, que é imperativa.

Dentro deste estrito grupo, há aqueles que ganham dinheiro com isso, também e legitimamente. O caso dos dois gregos alexandres de que tanto falo aqui no blog (apesar de um dos gregos ser inglês e outro cipriota), é um caso limpinho de quem sai limpo deste imbróglio: a única cena que eles fazem para ganhar dinheiro é publicitar, com moderada acuidade, o seu próprio merchandising.

Outros, que precisam de dinheiro como uma sanita de merda, vendem produto como se amanhã o comércio lhes fosse interdito, o que é para mim incompreensível, mesmo quando nutro por eles alguma admiração, como é o caso de Tucker Carlson. O homem já nasceu muitíssimo rico, e por causa do seu percurso profissional ficou mais rico ainda. E quando deixou a Fox News para iniciar o seu trajecto de free lancer ainda mais rico ficou, se possível. Continua porém a inundar de publicidades os seus seguidores. Mais: mesmo aqueles, como eu fiz até ao fim do ano passado, que pagavam a subscrição dos conteúdos TCN, eram bombardeados constantemente com mercantilismos de toda a ordem.

Porra... O que é que um gajo faz com tanto dinheiro assim? 

Eu, na minha mísera condição de classe média baixa portuguesa, que trabalho oito a doze horas por dia no Contra sem ganhar um chavo que seja, e vivo daquilo que até aqui a custo amealhei, fico parvo com os parvos que não me entendem, tanto como fico estúpido com os espertos que não conseguem saciar a fome de lucros.

Dir-me-ão que o excesso mercantilista deriva de um velho e consagrado conceito: se não tens patrocinadores é porque não és relevante. Se o que fazes não gera dinheiro é porque o que fazes de nada vale.

Pois eu direi: não me importo nada de não ganhar dinheiro com aquilo que faço porque sei bem o que é preciso fazer para ganhar dinheiro, neste mundo sujo.  

Um exemplo: se o Contra dependesse das audiências e das respectivas receitas para viver, teria que esconder a podridão do regime Trump, cuja exposição desagrada a grande parte dos seus leitores (bem sei). Mas esse imoral escrúpulo trairia a razão de ser da publicação, completamente.

Ainda assim, no crossover das plataformas, o ContraCultura está agora a comunicar com uma média de 50.000 contactos por mês (post sobre este assunto a publicar mais à frente, quando o blog somar um milhão de visitas e o Contra meio milhão, lá para o Verão deste ano), o que é, para mim, muitíssimo gratificante. Gratificante o bastante para nem pensar em dinheiro. Para sentir apenas que estou a cumprir o meu dever.

Dir-me-ão que se não valorizo as receitas também não devia valorizar as audiências. Dir-me-ão que os números de que falo nem são assim nada de especial (é verdade que nem são, no abstracto mediático contemporâneo). 

Eu digo que valorizo quem me lê e me ouve mesmo que as audiências fossem de 20 amigos por mês, como já foram, aliás. Eu digo que esses números são uma conquista grande para um gajo absolutamente independente e dissidente e com espírito de contradição, que trabalha a solo (se bem que conte com uma já respeitável legião de contribuintes da coluna de opinião, a quem sou imensamente grato), e que escreve em português sobre assuntos que transcendem largamente a realidade portuguesa.

Acresce que o meu público é absolutamente espectacular, porque eu escrevo, a mais das vezes, contra as expectativas e as convicções do meu público. Mas a missão é essa: ficar o mais possível próximo da verdade. E como não aufiro rendimentos desta actividade, sou completamente livre para arriscar esse compromisso.

E disso, meus caros, sou vaidoso.

E dessa vaidade não fico refém, porque não é tributável pelo estado nem pilhável pelos bancos nem censurável pelos poderes instituídos.

Outros inocentes, outrossim motivados por lógicas espúrias, perguntam-me porque não uso as ferramentas de edição de artigos do X para publicar os conteúdos que publico, em vez de ter os encargos de uma plataforma própria, sem poder capitalizar a massa crítica de uma gigantesca rede social.

Eu respondo, com um sorriso enorme rasgado na minha trombeta castigada por quase seis décadas de invernos: mesmo que hoje possas publicar o que bem entendes no X (o que de qualquer forma não é verdade), quem te garante que o possas fazer amanhã? No contra-cultura.com mando eu. No x.com manda o Elon e amanhã mandará outro filho da puta qualquer e eu não quero que a minha missão panfletária seja dependente de filhos da puta.

E tudo isto para dizer: eu, Paulo Hasse Paixão, não sou um valor de mercado. O ContraCultura não é um valor de mercado. Mas isso não quer dizer que aquilo que faço e aquilo que o Contra faz não tenha valor.

Pelo contrário: é por ser pobre que é livre, é por ser oneroso que é gratuito, é por ser materialmente descomprometido que é sinceramente comprometido com ideais, é por ser modesto que é ambicioso. 

E é assim. 

O gato Álvaro de Campos, ilustrado pelo Grok.


Como vivem os Cristãos na Terra Santa? A verdade é difícil de digerir.

Tucker Carlson foi à fronteira da Jordânia com Israel para entrevistar, no local onde Jesus foi baptizado, um clérigo anglicano de Jerusalém e um empresário cristão jordano. Para concluir que os cristãos vivem melhor na nação muçulmana do que no país judaico.


 





Europa pondera atacar a marinha mercante russa. Os riscos são tremendos.

Inspirados pelas acções de pirataria americana no Caribe, os líderes europeus ponderam agora utilizar as suas marinhas para apreender navios que transportam carga russa. A infeliz ideia pode conduzir rapidamente a um confronto termonuclear. Uma crónica de Afonso Belisário.


 


Timothy Hogan e AJ Gentile: Templários, gnósticos, a Atlântida, a Arca da Aliança, o legado pré-faraónico e tudo à volta.

O Why Files de AJ Gentile tem agora um spin off: "The Basement" - um podcast  com convidados que enriquecem a linha editorial do canal.

O convidado do terceiro episódio, Timothy Hogan, autor, orador e investigador esotérico, é especializado nos Cavaleiros Templários, em alquimia, no gnosticismo e nas tradições herméticas. Foi apresentado às ideias templárias na infância, avançando posteriormente através de estudos rosacruzes e maçónicos, obtendo altos graus em vários ritos. Hogan actua como Grão-Mestre da Ordem do Templo dos Iniciados Secretos e fundou o Templar Collegia para ensinar filosofia e simbolismo templários.

A saborosa e elevada conversa explora as ligações entre os Cavaleiros Templários, a civilização perdida de Atlântida e a Arca da Aliança bíblica, aborda a história dos Templários (a sua ascensão, supressão, conhecimentos secretos), interpretações esotéricas de artefactos como a Arca (vista como uma rede global de dispositivos tecnológicos de geraçãod e energia em grande escala), possíveis ligações dos Templários com a sabedoria oculta da Atlântida e significados simbólicos/alquímicos por detrás de mitos como o Santo Graal. Hogan utiliza a sua experiência para combinar factos históricos com interpretações ocultas, discutindo simbolismos mais profundos na alquimia, influências gnósticas e como estes elementos se ligam às ordens esotéricas modernas. 

Hogan não tem medo das palavras nem das suas próprias convicções e faz várias afirmações absolutamente disruptivas sobre a natureza de Cristo, o papel de Maria Madalena, os mistérios do Egipto pré-faraónico, e a verdadeira, se bem que secreta, confissão religiosa dos Templários, que, segundo ele, eram gnósticos e que estavam na verdade mais interessados em desenterrar e desvendar artefactos e conhecimentos de uma evoluída civilização anterior à antiguidade clássica do que em proteger os peregrinos cristãos que se deslocavam a Jerusalém.

O parvo do Dan Brown é um menino de escola primária, ao pé deste monstro conspirativo.

No que me diz respeito como cristão, e mesmo considerando que muitas destas afirmações são mais especulativas que substantivas, mesmo discordando mais do que concordando com Hogan, devo dizer que este deve ter sido o podcast mais interessante e intrigante e inspirador que consumi nos últimos anos, porque o meu cristianismo não é dogmático. Ou melhor: o único dogma que aceito está encerrados nas palavras do nazareno conforme elas nos chegaram nos evangelhos (incluindo os apócrifos) e essas, para além de serem já de si crípticas e carregadas de intrincados simbolismos, podem e devem ser exploradas filosoficamente e interpretadas dialecticamente e cruzadas com outros conhecimentos e outras abordagens religiosas e outras visões da história e da condição humana e levadas por outros caminhos, para além daqueles muito estreitos que são determinados rigidamente pelas igrejas cristãs.

Não sou mais ou menos fiel aos evangelhos por querer saber mais. Eu quero sempre saber mais porque: João 8:32
 

Intelestúpidos

Dados económicos devastadores colocam o produto per capita de França abaixo da média europeia.

Pelo terceiro ano consecutivo, a riqueza per capita de França está abaixo da média da UE e agora também abaixo da do Chipre, de acordo com os dados do Eurostat. E o orçamento de Lecornu para 2026 só vai piorar a situação económica do país.


 

Majestade: ide bardamerda.

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Novo relatório forense comprova antiga teoria da conspiração: Kurt Cobain foi suicidado.

O prematuro e trágico epílogo do vocalista dos Nirvana, Kurt Cobain, volta a ser notícia. Quase 30 anos após o seu falecimento, um novo relatório forense sugere que a morte do lendário génio do Grunge Rock terá sido muito provavelmente um homicídio disfarçado de suicídio.


 

Memes que se escrevem sozinhos


Com um Oreshnik só, bem apontado ao Hotel Bayerischer Hof em Munique,

Vladimir Putin podia resolver uma quantidade grande de problemas ao Ocidente.


O Diabo Anda à Solta

A dimensão do escândalo Epstein é tal que reduz as teorias da conspiração mais audazes a meros eufemismos. As suspeitas são a fumarada inegável de um incêndio moral de proporções civilizacionais. A crónica de António Justo.


 

Horror, repulsa e revolta (Parte 3): os mil tentáculos de Jeffrey Epstein.

Jeffrey Epstein exercia o seu magistério satânico de forma multidimensional, comprometendo-se com os mais sinistros conluios e traficando créditos nos mais labirínticos centros de poder. Uma amostra, necessariamente deficitária, da sua tentacular influência.


 



Com o dinheiro dos contribuintes americanos:


A indústria do escândalo

A divulgação dos ficheiros Epstein parece mais uma experiência sociológica do que um acto de justiça. Não há detenções nem consequências. Tudo permanece rigorosamente igual, com uma diferença essencial: o público vai-se habituando à barbárie. A crónica de Silvana Lagoas.


 

O patrão é quem manda e o resto é conversa.


A demagogia que regressa pela porta da frente.

Há uma ironia difícil de ignorar no actual debate político português: os mesmos que construíram o sistema discursivo dominante parecem agora escandalizados por estarem a ser confrontados com os seus próprios métodos. Uma crónica de Francisco Henriques da Silva.



quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Il diavolo governa tutto.

Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Invermo. No país de Meloni.


Teoria da conspiração sobre teoria da conspiração, encobrimento sobre encobrimento, até

 à total desagregação da realidade.

Se não pusermos um travão nesta merda rapidamente,

daqui a cinco anos estamos reduzidos à irrelevância, na melhor das hipóteses.


Cultura da Morte: Grã-Bretanha atinge os 300.000 abortos anuais.

O Reino Unido registou o seu maior número de abortos em 2023, com cerca de 299.614 procedimentos realizados em todo o país, segundo dados oficiais. As organizações pró-vida suspeitam que os números de 2024 e 2025 serão ainda mais assustadores.


 

Com jeitinho e muita coragem, ainda vamos saber os nomes de muitos dos criminosos

que o Departamento de Justiça (DOJ) do Regime Trump tentou esconder no último lote de ficheiros Epstein.

Os representantes Thomas Massie (R) e Ro Khanna (D) estão já a dar a conhecer alguns desses nomes e a ameaçar o DOJ que se o departamento não os revelar, eles próprios o farão.

Se a revelação desses nomes terá consequências legais ou outras já será outra conversa, claro, mas estamos no bom caminho.

Nada para ver aqui, nada para ver aqui.


 

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #180


Surrealista: Regime Zelensky tenta assassinar general russo com o qual “negociava” a paz.

Um general de alta patente dos serviços de informação militar russos, e principal adjunto do negociador-chefe de Moscovo nas negociações trilaterais com a Ucrânia e os Estados Unidos, foi baleado por um atirador contratado pelos serviços secretos do regime Zelensky.


 

Descendo mais fundo no infindável abismo da desumanidade:

(clicar nas imagens para melhor leitura)





 

Vai ser divertido: Bill e Hillary Clinton cedem e vão afinal testemunhar perante o Congresso sobre as suas ligações a Epstein.

Depois de desrespeitarem uma intimação do Congresso, Bill Clinton e a sua mulher, a Bruxa Má do Ocidente, parecem ter mudado de ideias e concordaram na semana passada em testemunhar perante a Câmara dos Representantes sobre o seu envolvimento nas actividades de Jeffrey Epstein.