segunda-feira, junho 22, 2026

O Memorando EUA-Irão e a Reconfiguração do Equilíbrio de Poder.

Washington e Tel Aviv saíram desta crise claramente diminuídos. O Irão sobreviveu à pressão militar, diplomática e económica, preservou a coesão e legitimidade do regime e consolidou a sua posição geopolítica. A análise de Francisco Henriques da Silva.

 

As federações de futebol da Europa Ocidental decidiram que os brancos não sabem jogar à bola.

O Mundial de Futebol de 2026 conta com 9 selecções nacionais oriundas da Europa Ocidental (o critério exclui os países nórdicos). Com excepção de Portugal, Espanha e Escócia, nenhuma delas chega a ter mais de 50% de jogadores nativos de cara pálida no 11 inicial dos jogos da fase de grupos (sendo que os respectivos 11 podem ter pequenas variações, que não alteram a média). Ou seja, 67% destas equipas apresenta no seu alinhamento mais jogadores estrangeiros naturalizados ou descendentes de imigrantes do que nativos.

 

França: 3 jogadores nativos/brancos. 27% do 11 inicial. 

 

Suíça: 4 jogadores nativos/brancos. 36% do 11 inicial. 


Bélgica: 4 jogadores nativos/brancos. 36% do 11 inicial.

 

Alemanha: 5 jogadores nativos/brancos. 45% do 11 inicial.

  

Inglaterra: 5 jogadores nativos/brancos. 45% do 11 inicial.

 

Países Baixos: 5 jogadores nativos/brancos. 45% do 11 inicial.


Ora, isto parece-me deveras abstruso por várias ordens de razão. A primeira das quais é esta: em todos estes países, a maioria da população é branca. Seria suposto que as selecções recrutassem, mais craque menos craque, segundo a realidade demográfica das nações que representam. Se assim não é, isso quer dizer que as federações nacionais, tanto como a UEFA e a FIFA, consideram que há etnias alienígenas que sabem jogar à bola muito melhor que as etnias nativas, certo? 

Costa Marfinenses e congoleses, magrebinos e caribenhos, sul-americanos e sul-africanos, enfim, toda a espécie de malta cujos genes foram criados noutras partes do mundo representam agora, maioritariamente, o talento futebolístico da Europa.

Ninguém abre a boca para dizer o óbvio, mas os primeiros prejudicados são as selecções dos seus países de origem, que seriam por certo mais fortes se os seus melhores atletas não se naturalizassem como europeus, aos rodos.

Depois, parece-me difícil que as equipas nacionais europeias possam ter qualquer coisa parecida com uma identidade, quando são constituídas principalmente por jogadores cultural e geneticamente alienígenas. E virando o problema do avesso, pergunto-me até quando os adeptos suíços e franceses, belgas e alemães se continuarão a identificar com equipas que parecem representar a Costa do Marfim ou a Nigéria.

Dir-me-ão os pragmáticos que o que importa é ter a melhor equipa e o resto é romantismo. Direi eu, e referindo-me apenas ao século XXI, para não esticar muito a corda temporal, excessivamente vantajosa para o meu ponto de vista, que a Alemanha foi campeã mundial em 2014 com 8 nativos brancos (mais dois turcos e um negro), ou seja, 72% do 11 inicial. A Espanha foi campeã em 2010 com  um onze inicial constituído inteiramente por espanhóis brancos. A Itália foi campeã do mundo em 2006 com um onze inicial constituído inteiramente por italianos brancos. 

Além disso parece-me que a filosofia de uma selecção nacional de futebol não pode ser exclusivamente orientada para os resultados. Terá até como primeiro objectivo ser representativa do seu país, da sua demografia e dos talentos que dela consegue obter. A selecção não é um clube. Integrar estrangeiros para ganhar competitividade será sempre um género de batota, para além de uma clara traição à população indígena.

Por último, e dentro da premissa, que me parece pacífica, que os europeus brancos sempre foram os melhores intérpretes da modalidade, só ultrapassados ocasionalmente por brasileiros, argentinos e, por uma vez, uruguaios, o que é que terá acontecido entretanto? Os futobolistas ocidentais, nativos e brancos já não são talentosos? Perderam o jeito no espaço de dez anos, foi?

É claro que não. É claro que o que aconteceu com os brancos no futebol foi o que aconteceu com os brancos no mercado de trabalho em particular e na sociedade em geral. Foram desvalorizados, humilhados, esquecidos e substituídos. Foram sujeitos, como toda a gente, à distopia WEF. 

 

domingo, junho 21, 2026

A Ditadura dos Símbolos e o Verdadeiro Papel do Estado Laico

Se o Estado hasteia o arco-íris para “combater o preconceito”, então deve hastear também a bandeira pró-vida, os símbolos da deficiência e as insígnias de uma inclusão real contra todas as discriminações. A crónica de Maria Helena Costa.


 

Criança é atirada aos crocodilos num jardim zoológico britânico. Polícia encobre identidade do criminoso e toda a gente percebe porquê.

Um menino de três anos foi levado de urgência para o hospital, depois de ter sido atirado para um recinto de crocodilos num jardim zoológico em Cambridge. Como a polícia está a esconder a identidade do criminoso, será provavelmente um imigrante muçulmano.


Presidente dos Estados Unidos da América demite primeiro-ministro inglês.

Donald Trump, J.D. Vance e o soro da verdade: Casa Branca acusa Israel de matar civis e de não perceber que só tem um aliado no mundo.

Da noite para o dia, Donald Trump e J.D. Vance decidiram falar verdade e, algo surpreendentemente, estão agora a acusar Israel de acções irreflectidas, assassinato de civis, ingratidão para com o seu único aliado e insolência diplomática.


 

A propaganda, para lá dos limites do admissível.

Os propagandistas da revista Der Spiegel decidiram que a capa da edição da semana passada devia ser esta:

Acompanhando uma foto de tropas nazis envolvidas na Operação Barbarossa (invasão da URSS) durante a II Guerra Mundial, e celebrando o 85º aniversário dessa ofensiva militar, o headline universaliza e prolonga a ancestral hostilidade entre germânicos e russos, afirmando literalmente:

"A nossa guerra contra a Rússia."

Nesta capa é assim estampada a agenda globalista das elites europeias em geral e dos líderes do arco do poder alemães, em particular: atacar militarmente a Rússia, como fez Hitler em 1941.

E antes de explorar esta afirmação, talvez seja pertinente revisitar a história dos conflitos entre alemães e russos.

Em 1242, ordens militares católicas germânicas (Cavaleiros Teutónicos e a Ordem dos Portadores da Espada) tentaram conquistar os territórios das repúblicas russas de Pskov e Novgorod durante a chamada "Cruzada da Livónia". O avanço germânico foi travado de forma decisiva pelo príncipe russo Alexandre Nevsky na famosa 'Batalha do Gelo'.

Durante a Guerra dos Sete Anos (1756–1763) a Prússia de Frederico, o Grande, enfrentou uma coligação que incluía o Império Russo. Não se tratou de uma invasão prussiana ao coração da Rússia, mas sim de combates violentos nas fronteiras e em territórios disputados (como a Prússia Oriental). Apesar dos russos enfrentarem na altura aquela que era a primeira máquina de guerra da Europa, uma espécie de Esparta do Báltico, o exército russo chegou a invadir a potência germânica e a ocupar Berlim temporariamente. A Prússia foi salva da derrota total pelo "Milagre da Casa de Brandeburgo", quando o novo Czar russo, Pedro III (que admirava Frederico, nasceu na Alemanha e foi educado sob forte influência germânica), retirou a Rússia da guerra.

Em 1812, a Prússia participou directamente na invasão do território russo como um aliado forçado de Napoleão Bonaparte. Um corpo de exército prussiano de 20.000 soldados operou no flanco esquerdo da invasão francesa, atacando a Rússia na direcção de Riga. Os resultados catastróficos desta invasão são bem conhecidos, embora, comparativamente com as baixas francesas, o exército germânico tenha sido poupado à extinção. tendo perdido 'apenas' um quarto dos seus soldados.

Logo após o início da Primeira Guerra Mundial, o Império Alemão atacou a Rússia czarista. Os alemães avançaram profundamente pelo território do Império Russo e, posteriormente, da Rússia Soviética.A ofensiva alemã resultou no colapso militar russo, culminando na Ofensiva de Gorlice-Tarnów (1915). Em 1918, a Operação Golpe de Punho avançou ainda mais pelo interior da Rússia, forçando o governo bolchevique a assinar o Tratado de Brest-Litovsk. A Rússia viu-se obrigada a ceder um milhão de quilómetros quadrados de território, um terço da sua população e a maior parte das suas indústrias essenciais. Mas em Novembro desse ano, com a rendição dos alemães, o tratado foi anulado pelos aliados, com uma boa parte dos territórios perdidos devolvidos à Rússia (Ucrânia e Bielorrússia).

Em 22 de Junho de 1941, a Alemanha Nazi lançou a Operação Barbarossa, no contexto da II Guerra Mundial. Foi a maior invasão terrestre da história militar, com mais de 3 milhões de soldados do Eixo a avançar pela fronteira da União Soviética, incluindo o coração da Rússia. A invasão tinha como objectivo a destruição do Estado soviético e a conquista de "espaço vital" (Lebensraum) para colonização alemã. A campanha estendeu-se até 1945, terminando com a derrota total da Alemanha pelas forças soviéticas que avançaram até Berlim, tomando a capital e fechando para todos os efeitos o conflito na Europa. 

Assim sendo, e como é fácil de constatar, milícias teutónicas, exércitos prussos, tropas do Kaiser e toda a formidável máquina de guerra nazi não foram capazes de grandes sucessos, muito pelo contrário. Isto apesar das forças germânicas, regra geral, terem sido responsáveis pelo início dos conflitos. No caso da II Guerra Mundial, a invasão nazi aconteceu até e para enorme surpresa de Estaline, quando os dois países cumpriam um importante tratado de não agressão e cooperação industrial - o Tratado Molotov-Ribbentrop.

Dado o contexto histórico, a capa do Spiegel é obscena, por vários motivos.

A revista alemã está a celebrar um dos maiores descalabros militares da histórica, que levou directamente à aniquilação do regime nazi e à destruição da Alemanha, sendo que se estima que entre 3 a 4 milhões de soldados alemães perderam a vida na frente leste. Só para termo de comparação, as tropas napoleónicas sofreram não mais que meio milhão de baixas na invasão francesa da Rússia, também ela um monumental desastre militar, no princípio do Século XIX.

A revista alemã está a celebrar uma guerra mundial que foi provocada pelos alemães, para sua desgraça. E a invasão de um país que acabou por ser o primeiro responsável por essa mesma desgraça.

A revista alemã está a celebrar uma agressão militar perpetrada por um dos mais draconianos e genocidas regimes da história. Os horrores cometidos pelos nazis são do conhecimento geral, mas valerá a pena sublinhar que durante a operação Barbarossa a Wehrmacht e as SS mataram mais de três milhões de civis russos. Só no Cerco de Leninegrado morreram mais de 500.000.

A revista alemã está a forçar loucamente a ideia alucinada de que os cidadãos da Alemanha Nazi têm o mesmo tipo de valores que os alemães contemporâneos, e que as motivações do regime de Hitler são as motivações dos povos germânicos ao longo da história e dos cidadãos contemporâneos da federação. 

A revista alemã está a revelar a agenda, querida dos globalistas, de que a guerra contra a Rússia é agora necessária e inevitável, e que ao contrário do que nos têm dito (mentindo com quantos dentes têm) é a Europa que pretende invadir a Rússia e não a Rússia que pretende invadir a Europa.

Por último (para fechar este extenso texto mais do que para exaurir as conclusões que se podem tirar desta sinistra decisão editorial), a revista alemã está a sugerir, contra todas as evidências históricas, contra todos os factos estatísticos, demográficos e logísticos, que a Alemanha é capaz de derrotar militarmente a Rússia.

A Alemanha, cujo exército não incorpora mais de 190.000 activos, neste momento.

A Alemanha, que vive numa crise industrial e energética sem precedentes e é unanimemente considerada como uma potência económica em acentuado declínio.

A Alemanha, cuja marinha de guerra incorpora na sua frota apenas 11 fragatas, 5 corvetas e 6 submarinos. Em vários momentos recentes, devido à falta de peças de reposição e atrasos na manutenção, esta meia dúzia de submarinos ficaram parados ao mesmo tempo, deixando o país temporariamente sem capacidade subaquática.

A Alemanha, que não tem armas nucleares e que nos últimos quatro anos tem entregado, de borla, boa parte do seu arsenal à Ucrânia. 

A Alemanha que, para constituir uma ameaça militar séria a qualquer outro país, precisa da NATO, num momento em que a NATO está fragilizada por claras alterações na filosofia geoestratégica dos EUA, que são o seu principal motor e contribuinte, de longe.

A Alemanha, que tem tais dificuldades de recrutamento de soldados, que aumentou recentemente a idade do serviço activo para 45 anos e nem as modestas metas da NATO consegue cumprir, sendo que as suas forças armadas apresentam um défice de 60.000 homens em relação às exigências da aliança atlântica. 

A Alemanha, cujos poderes instituídos vivem em guerra aberta com um terço da sua população, perseguindo activamente a liberdade de expressão e a dissidência política. 

Esta Alemanha quer tentar, pela enésima vez, invadir a Rússia. 

Se não suspeitássemos que o objectivo dos líderes globalistas europeus é a destruição material e espiritual de um modelo civilizacional, e se não compreendêssemos que uma guerra perdida é a melhor forma de o conseguir, não haveria maneira de entender isto.

Mas os meus leitores sabem melhor. E percebem perfeitamente o que está em questão.  

Cientistas descobrem que há algo que vive dentro do nevoeiro.

O nevoeiro não esconde monstros, mas alberga vida. Algumas das suas gotículas integram colónias de milhões de bactérias, que prosperam neste ecossistema, enquanto consomem poluentes suspensos no ar.


 

Ningém liga nenhuma ao que diz Trump. Nem o seu "maior aliado".

Apesar do seu maior aliado precisar dos EUA como pão para a boca.

Distopia do Reino Unido: atrasos nas urgências do Serviço Nacional de Saúde britânico matam 300 doentes por semana.

Um novo relatório do Royal College of Emergency Medicine revelou a sobrelotação alarmante nos serviços de urgência britânicos, com atrasos fatais no processamento de doentes a contribuírem para mais de 15.000 mortes ​​no ano passado.


 

Milagre económico do Regime Epstein: enquanto aumento de preços nos EUA atinge o nível mais elevado em três anos, Trump diz que “adora a inflação”.

A inflação nos Estados Unidos atingiu 4,5%, o seu nível mais elevado em três anos, impulsionada pelo aumento dos custos energéticos provocado pela guerra com o Irão. Mas Donald Trump diz que "adora" esse empobrecimento dos americanos.


 

A verdadeira história de Henry Nowak


Informação aprovada pelo Estado: Governo de Merz quer controlar as notícias nas redes sociais.

Os organismos reguladores dos media do Estado alemão estão a preparar regras que vão obrigar as plataformas de rede social a dar ainda maior visibilidade à imprensa corporativa e às suas máquinas de propaganda, em detrimento da liberdade de expressão e da pluralidade informação.


Cem anos de pedofilia.

Troca-se o nome do monstro e ele permanece intocado. Muda-se a embalagem, como se o problema estivesse na palavra, não no acto. No século XXI, não basta a brutalidade. Exige-se o consentimento. Uma crónica de Marcos Paulo Candeloro.


sexta-feira, junho 19, 2026

O Contra no 'Isto é o Povo a Falar': As Ameaças da Inteligência Artificial e a Psyop Alienígena.

Em mais uma saborosa conversa com o João Nuno Pinto nos Estúdios da Kuriakos TV, discutimos o investimento nas tecnologias de inteligência artificial e a “revelação” sobre o fenómeno OVNI, dois vectores fundamentais da actual agenda do Regime Epstein. Mas tanto num caso como noutro há razões para pensarmos que há muito que não nos está a ser dito, e que há falsidades e encobrimentos de agenda naquilo que é expresso pelo governo federal americano, pela imprensa corporativa e pelas tecnológicas de Silicon Valley, principalmente quando analisamos os factos à luz da ideologia transhumanista das elites ocidentais.

 

O Estado contra a Família: A Nova Ofensiva Escolar.

A escola deve ensinar a ler, escrever, contar e pensar criticamente — não reeducar ideologicamente as crianças nem servir de agência de recrutamento para experiências de género. Um manifesto de Maria Helena Costa.


 

Canto do cisne de Tulsi Gabbard: EUA financiam rede global de mais de 120 biolaboratórios em 30 países.

Naquele que poderá ser o seu último acto público como Directora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard desclassificou as provas que confirmam que o governo federal dos EUA financia mais de 120 biolaboratórios em todo o mundo, incluindo na Ucrânia.


 


“Os Impulsos Básicos da IA”, de Steve Omohundro: Objectivos Instrumentais e os Perigos da Inteligência Artificial Descontrolada.

O paper de Stephen M. Omohundro, publicado em 2008 e intitulado “The Basic AI Drives”, é uma obra fundamental na área da segurança e alinhamento da inteligência artificial, que, passados 18 anos, continua impecavelmente actual. Importa por isso uma revisitação do seu conteúdo.


 

Portugal e o nevoeiro europeu.

Os avisos de Camões, Garrett e Vieira não entram no coração das elites. Por isso a alma portuguesa continuará a ressoar no mar como um sino de naufrágio, até que um dia, cansados de esperar, resolvamos todos ensaiar o projeto universal português. A crónica de António Justo.


 

Distopia do Reino Unido: escolas ensinam às crianças que só as pessoas brancas podem ser racistas.

Um programa escolar inglês que ensina teorias raciais controversas, incluindo a afirmação de que apenas as pessoas brancas podem ser racistas, gerou reacções negativas por parte dos pais e de vários sectores da sociedade britânica.


 

quinta-feira, junho 18, 2026


Congressistas avançam com projecto-lei que dá a Israel acesso à inteligência dos EUA, apesar do alerta do Pentágono sobre a espionagem sionista.

O Congresso norte-americano prepara-se para aprovar um projecto-lei que vai integrar as estruturas de inteligência dos Estados Unidos e de Israel, gerando preocupações sobre a autonomia e segurança dos EUA, bem como justificadas teorias da conspiração.


 

Péter Magyar quer poder absoluto e a Hungria caminha para uma crise constitucional.

A Hungria está a conhecer um grande impasse político que pode ser resolvido com a violação do seu sistema constitucional, depois de Péter Magyar ter proposto uma emenda ao texto fundamental da república para destituir do cargo o Presidente Tamás Sulyok.


 

O hobby de matar pessoas: Pentágono rouba mais de 200 vidas, na Nigéria.

Missões coordenadas entre o Comando dos EUA para África e o exército nigeriano atacaram supostas forças do Estado Islâmico na África Ocidental, matando mais de 200 alegados jihadistas, incluindo Abu-Bilal al-Minuki, um líder de alto nível do ISIS.  


 

Uma nação fora de jogo.

Um dado país pode ver as suas fronteiras abolidas e invadido alegremente por todo o tipo de gentes, independentemente da sua cultura, religião, funcionalidade social. Não interessa sequer se sabem ou um dia vão saber falar a língua nativa. Entra tudo e toda a gente é bem vinda.

Um dado país pode ensinar às suas próprias crianças que os avós delas não passavam de bandidos, racistas e esclavagistas, mesmo quando os avós transcenderam o seu destino pelas sete partidas do mundo, construindo civilização onde ela não existia.

Um dado país pode ter vergonha de si mesmo, honrar uma bandeira que representa as opções sexuais de uma pequena minoria acima da sua própria bandeira, aceitar ser governado por uma burocracia não eleita com sede numa cidade a milhares de quilómetros do seu perímetro.

O povo desse dado país pode ser empobrecido, desempregado, subsidiado, humilhado, marginalizado e fascizado. A sua língua pode ser assassinada com acordos ortográficos, a sua cultura pode ser maltratada e esquecida, a sua religião obliterada.

O povo desse dado país pode ser submetido ao inferno das identidades de género e da teoria crítica da raça, pode ser conduzido à destituição do seu legado pelo revisionismo histórico e o niilismo ideológico. Pode ser despojado das suas cidades pelos fundos de investimento imobiliário e a voracidade do turismo, pode ser manipulado pela propaganda, escravizado às redes sociais, condicionado ao consumismo mais espúrio, deseducado pelas universidades e analfabetizado pelos liceus.

O povo desse dado país pode ser despoticamente confinado e geneticamente envenenado por causa de uma constipação.

Nada disto é problemático.

Mas se esse país, se esse povo, assiste a uma partida de futebol em que a sua selecção nacional empata com a selecção nacional do Congo, bom Deus, isso é grave.

Este dado país é amado apenas quando rola sobre a erva a alquímica esfera de cabedal. Este dado povo é patriota de chuteiras, somente. A nação vibra e é exultada sempre que onze rapazes em calções, milionários todos, bilionários alguns, se dedicam à arte sofisticadíssima do pontapé na bola. É um nacionalismo de relvados. O quinto império do futebol total.

Este dado país, este dado povo, não merece a sua história, a sua cultura, a sua língua, a sua autonomia, a sua identidade. Não merece ser nação, sequer.

Este dado país, este dado povo, esta dada selecção nacional merece perder com o Congo. O empate foi uma dádiva de Deus, de insondável desígnio.

Mais vale tarde do que nunca?


A devida justificação.

O blog tem estado parado e peço desculpa a todos por isso - a gentil audiência não merece este silêncio -, mas acontece que o gato Àlvaro mordeu-me na mão esquerda (a culpa não foi dele), a mão infectou e fiquei aqui com um problema de saúde mais complicado do que parecia à primeira e parcialmente incapacitado, até porque tive febres e tudo. Já estou a melhorar um pouco e vou tentar voltar à normalidade nos próximos dias, partindo do princípio que a medicação fará, se bem que lentamente, pelo que me disseram, os seus devidos efeitos.

Este vai ser, provavelmente, o único post que vou publicar sobre o assunto do Mundial de Futebol.

Porque trata o Mundial de Futebol como merece.

domingo, junho 14, 2026

Sem comentários.

sábado, junho 13, 2026

O preço da estupidez.

Houve um tempo em que se acreditou, com a candura típica do Iluminismo, que bastava alfabetizar as massas para vaciná-las contra a barbárie. Acontece que o inimigo da civilização nunca foi propriamente o criminoso, mas o tolo. A crónica de Marcos Paulo Candeloro.


 

 

Quem é que pode levar a sério o palhaço rico de Washington?

É um sinal dos tempos e admito que até se trata de um fenómeno abominável, mas tenho que conceder: a CNN fez aqui um excelente trabalho, ao compilar apenas algumas das 39 vezes (contadas por Tucker Carlson e depois também pelo imbecil do Anderson Cooper) que o palhaço Trump prometeu que tinha um acordo de paz prestes a ser assinado com o Irão.

Disappointment Day.

O impagável Critical Drinker faz aqui, mais que uma crítica devastadora à tentativa de lavagem ao cérebro sobre as massas de Steven Spielbeg e ao servicinho pornográfico que está a prestar ao Regime Epstein com o seu "Disclosure Day", que como qualquer objecto de propaganda será necessariamente mau cinema, um manifesto inequívoco sobre aquilo que qualquer pessoa que circule na curvatura da Terra com um só olho meio aberto já percebeu: a narrativa dos extraterrestres não passa disso mesmo: uma narrativa. Mais um esforço de transformismo sobre a realidade, de manipulação mediática. Mais uma psyop.

Até tenho pena das pessoas tão cegas, mas tão cegas, que estão a cair no engodo, sinceramente.

sexta-feira, junho 12, 2026

Em Belfast, a luta continua.

De mal a pior: Polícia britânica tentou incriminar Henry Nowak dias após a sua morte, quando já sabia que a vítima era inocente.

Um patamar mais abaixo, na direcção do inferno: a polícia de Hampshire tentou retratar Henry Nowak como o agressor no incidente em que foi assassinado, e interferir no julgamento do seu assassino, apesar de já ter conhecimento factual de que a vítima era completamente inocente.