para abanar a cabeça (na direcção certa). E têm um disco fresquinho, ainda por cima. Vamos ouvi-lo?
The Neighbourhood . Bed . UltraSound
Extensão livre do ContraCultura
para abanar a cabeça (na direcção certa). E têm um disco fresquinho, ainda por cima. Vamos ouvi-lo?
Eu sou um daqueles sofredores crónicos que perde uma convicção grande de cada vez que o estabelecimento toma conta dela.
Há dez anos atrás, queria acreditar em OVNIs e extraterrestres e tal e coisa. Mas depois, em 2017, o New York Times transcreveu um briefing do Pentágono que levava a malta a acreditar em OVNIs e extraterrestres e tal e coisa e eu deixei de querer acreditar, para começar a querer desacreditar.
Acresce que entretanto, no meu percurso de conversão cristã, não li nada nos evangelhos que sugerisse a existência de outros povos no cosmos, o que não é dizer pouco, na medida em que os evangelhos se tornaram rapidamente a minha única fonte de Verdade.
E quanto mais escarafunchei no solo e no subsolo deste assunto, mais inclinado fiquei a pensar que o fenómeno não tem nada que ver com 'extraterrestres' (no sentido de seres inteligentes oriundos de outros planetas), como tento explicar no artigo que saiu ontem no Contra e que já tinha publicado aqui no blog.
Ao invés, desde há uns anos para cá, tenho concluído que o fenómeno tem mais a ver com o sobrenatural do que com outra explicação racional ou pseudo-racional qualquer, mas entretanto, lamentavelmente para a minha santa estabilidade cognitiva, tenho detectado entre os poderes instituídos em Washington uma tendência para a adopção dessa hipótese como vector de propaganda, facto que me deixa sem saber o que pensar, porque se um congressista fala de anjos caídos, eu devo chegar à conclusão de que não estão a cair anjos nenhuns, porque nada, mas absolutamente coisa nenhuma que seja dito por qualquer um dos intérpretes do estabelecimento americano deve ser levado a sério, talvez com a excepção do que diz Thomas Massie (embora eu pressinta que mais tarde ou mais cedo também este bom rapaz passará a vilão e falsificador da realidade, na proporção do poder que, eventualmente, possa acumular).
— Anna Paulina Luna (@realannapaulina) May 8, 2026
Este último post de Paulina no X é a definição de bullshit e se ela está a sugerir isto é porque não é disto que se trata com certeza. A rapariga tenta desesperadamente fingir que não é uma gaja do sistema, mas é completamente uma gaja do sistema.
Ou seja: depois de décadas a estudar o fenómeno (muitas décadas mesmo, porque era criança ainda quando pela primeira vez li "Eram os Deuses Astronautas?" de Erich von Dänike), continuo sem encontrar uma explicação plausível, ou implausível mas que me satisfaça o cerebelo, para as anomalias sobre o tecido da realidade que têm sido aos montes registadas (isso eu não discuto).
O dilema é fodido.
É fodido porque eu sou um tipo curioso, que gosta de escarafunchar nos enigmas que me atormentam o sono e gosto ainda mais de encontrar respostas para a insónia. Mesmo que sejam respostas do género: não sei porque não é da condição humana saber (esta é aliás uma das respostas mais assertivas que alguma vez encontrei enquanto lutava para adormecer).
Só que, no caso dos OVNI's, não me parece sequer, às tantas, que o conhecimento sobre o fenómeno seja de ordem transcendente. Há aqui qualquer coisa que me está a escapar, nitidamente, e muito para além da operação psicológica que o regime Epstein está a desenvolver a todo o vapor, que é mais que evidente.
No paleolítico inferior da coisa, quando andava na instrucção primária, os professores chamavam "cavalgaduras" aos miúdos que mostravam dificuldades de aprendizagem.
Hoje em dia, detecto cavalgaduras por todo o lado. Gente e mais gente que não aprendeu nada, apesar das toneladas de factos didácticos que rebentaram por todo o lado, desde 2020.
Estes infelizes ainda 'seguem a ciência', ainda se sentam à frente da televisão para consumirem o telejornal como se o telejornal fosse uma espécie de evangelho da modernidade, ainda concedem autoridade às autoridades, ainda acreditam, como os clientes das putas que acham que as putas estão apaixonadas por eles, no que lhes dizem políticos e ministros e secretários de estado e médicos e 'peritos', palhaços ricos e pobres do decadente e desertificado circo da imprensa corporativa.
As cavalgaduras chegam até ao anacrónico cúmulo autista de acharem que chamar teórico da conspiração a alguém é ofensivo. Eu agradeço essas 'ofensas', que recebo como um elogio tremendo (fico corado e tudo).
No outro dia publiquei no X um post sobre os chemtrails que observo aqui em Sesimbra que, considerando a forma escrupolosamente avarenta como o algoritmo desta rede social trata a conta do ContraCultura, teve um alcance enorme, e um ratio (gostos vs comentários) que também me parece favorável. Mas os comentários, regra geral, iam neste sentido:
Não sei se mereço este tipo de comenda, na verdade, porque nem sempre consigo ser um teórico da conspiração tão competente como seria desejável, mas a todas estas gentis, se bem que equivocadas alminhas, que integram a grande manada de gado sonâmbulo dos nossos tempos, aqui deixo os meus mais sentidos e sinceros agradecimentos.
Cumprindo alegadamente a promessa de Donald Trump feita em fevereiro deste ano, o governo federal norte-americano divulgou, através de um site do Departamento de Guerra, uma colecção de arquivos sobre OVNIs que não aquece nem arrefece. Mas há quem prometa que esta é apenas a primeira fase da "revelação" e que documentos mais relevantes serão divulgados no curto prazo.
NEW: Rep. Tim Burchett says the first drop of UFO files is a "drop in the bucket" compared to the "Holy Crap" moment that is coming.
"The 1st drop will be big but in comparison to what is coming they will be a drop in the bucket. I would say “Holy Crap” is coming," he said. 162… pic.twitter.com/zTpZ2Dii8s — Collin Rugg (@CollinRugg) May 8, 2026
O lote de fotos, vídeos e dossiers não mostra na verdade nada de novo, sendo apenas significativo o facto do governo federal reconhecer oficialmente a bizarria fenomenológica, como por exemplo que algo de inexplicável foi observado nas missões Apollo 12 e Apollo 17.
Salvo uma ou duas excepções, as fotos são irrelevantes (pequenos pontos em baixa resolução, na sua maioria), meras representações artísticas de fenómenos reportados por testemunhas ou referem-se a observações que até já foram explicadas como subprodutos técnicos ou artefactos convencionais. Os vídeos são bastante menos impressionantes e até convincentes do que aqueles que hoje em dia podemos encontrar na web depois de uma pesquisa de dez minutos. Os dossiers em formato pdf são, regra geral, ilegíveis, maçadores, vagos e inconclusivos.
BREAKING:
🇺🇸 For the first time, the Pentagon has released highly classified UFO documentation One very strange video, taken by the U.S. military, shows a star-shaped object moving rapidly through the sky in criss cross motion pic.twitter.com/HT7NjlON7Z — Megatron (@Megatron_ron) May 8, 2026
Os materiais incluem casos não resolvidos em que as autoridades não conseguiram determinar a natureza dos fenómenos observados e em nenhum documento se encontra qualquer afirmação definitiva de que os objectos em causa são de origem não humana.
O Pentágono afirmou que os casos continuam "por resolver" porque os investigadores não tinham dados suficientes para determinar a natureza dos fenómenos, e incentiva os especialistas do sector privado a analisar o material, embora não existam aqui grandes motivos para que esses ditos investigadores percam o seu tempo.
A divulgação está a ser coordenada através de um novo esforço interdepartamental que envolve a Casa Branca, a NASA, o FBI, o Departamento de Energia e o Gabinete da Directora de Inteligência, com a expectativa de que ficheiros adicionais sejam publicados gradualmente.
There will be more files released. To include our request of the 40+ files. I talked to the Pentagon last night. pic.twitter.com/djjeSt7CEX
— Anna Paulina Luna (@realannapaulina) May 8, 2026
Who's ready for the "UFO disclosure" theater that's about to be rolled out by a government that lies about almost everything? pic.twitter.com/2uMzvFM1ar
— HealthRanger (@HealthRanger) May 6, 2026
Multiple pastors have confirmed on social media that they are being secretly briefed by U.S. government officials about an upcoming UFO disclosure event. As one pastor, Perry Stone, revealed, a super-secret meeting took place with many pastors where government officials confirmed…
— HealthRanger (@HealthRanger) May 6, 2026
A hipótese da psyop é incontornável. Mas sobre esse assunto, já publiquei aqui no blog o que tinha a publicar.
Considerando porém as teorias da conspiração que envolvem o fenómeno OVNI com o governo federal norte-americano e o estabelecimento industrial e militar, a divulgação destes ficheiros, se não for acompanhada nos próximos tempos por algo mais substancial, é quase ofensiva, principalmente quando é feita em nome da transparência.
Mas todos os regimes distópicos do Ocidente (e o regime Epstein é o mais distópico deles todos) funcionam assim: pela inversão semântica da linguagem.
Até Richard Dolan, que tenta neste vídeo encontrar qualquer coisa de interessante para dizer sobre aquela que devia ser, para ele, a notícia do ano, patina imenso com a ingrata tarefa de conseguir espremer deste limão velho qualquer sumo que saiba a novo.
Are you kidding me? You couldn't get more orwellian even if you try.
— ContraCultura (@Conta_do_Contra) May 8, 2026
Em Junho de 2014, Jeffrey Epstein enviou um email a Bill Gates com uma proposta sinistra: "Por que não fazemos algo radical, disruptivo. A Saúde Global poderia avançar em saltos em vez de passos." Marcos Paulo Candeloro disseca o programa luciferino.
E como não convém publicar palavrões grandes no blog, não digo mais nada.
So now Trump's DOJ has decided NOT to arrest Fauci and intends to allow the Statute of Limitations for lying to Congress to expire without action.
— ThePatrioticBlonde™🇺🇸 (@ImBreckWorsham) May 5, 2026
Can anyone TRULY say they're surprised? pic.twitter.com/L1cmiZo86b
Esta estranha conta do X tem apenas quatro posts. O segundo é um bocadinho arrepiante, não é (reparem na data de publicação)?
When you realise the new 'Fear Virus' being pushed by the media (Hantavirus) was also listed as an adverse side effect of the covid vaccines... pic.twitter.com/AIyvC95qfw
— Jay Anderson (@TheProjectUnity) May 7, 2026
Depois de Marjorie Taylor Green ter batido com a porta, Thomas Massie é o único congressista totalmente dissidente a residir no Capitólio. Não é aliás por acaso que Donald Trump e o Regime Epstein estão a despejar dezenas de milhões de dólares na campanha do candidato republicano que escolheram para se opôr a Massie nas primárias do 4º Distrito eleitoral de Kentucky. Se conseguirem correr em definitivo com o representante que teima em combater o sistema por dentro, o Congresso passa a figura de estilo, por completo.
Por isso, e por tudo o que representa e por tudo o que tem feito, e nem que fosse apenas por ter sido o primeiro responsável pela liberação dos ficheiros Epstein, vale sempre a pena ouvir Thomas Massie, mais a mais quando do outro lado da mesa está Tucker Carlson.
O Hantavírus comum não é um vírus respiratório e tem uma capacidade de contágio muito baixa.
**Very low.** Hantavirus is mainly zoonotic—spread via rodent urine, droppings, or saliva—not person-to-person in most strains. Rare limited clusters have occurred with Andes virus in South America, but it lacks the efficient, sustained human transmission needed for a pandemic…
— Grok (@grok) May 3, 2026
No, hantavirus is not typically transmitted person-to-person. It's mainly spread through inhaling or contacting aerosolized urine, droppings, or saliva from infected rodents.
— Grok (@grok) May 3, 2026
Rare, limited human-to-human cases have been documented only with the Andes virus strain in parts of…
Até os demónios da Organização Mundial de Saúde confirmam o óbvio.
Die WHO macht klar das Hanta-Virus ist nicht wie SARS-CoV2 und wir stehen nicht am Anfang einer neuen Pandemie.
— Stepsen 🇩🇪🇪🇺 (@stepsenmccool) May 7, 2026
Trotzdem gruselig. 😬😬😬
pic.twitter.com/e3oANZ3mjF
É aliás precisamente pelas características deste vírus que eu afirmo que a história está mal contada, porque entretanto começaram a sair notícias de que, para além dos pacientes confinados no navio-cruzeiro em Espanha, há infectados em Israel, Singapura, Suíça, Alemanha, França, Taiwan, Países Baixos e etc. e há montes de malta a entrar em pânico por causa disso.
Acontece que em quase todas estas localidades os casos referem-se a pessoas que viajaram no cruzeiro e que dele saíram entretanto, nas escalas que fez pelo mundo (em alguns casos, passageiros que depois voaram para os seus países de origem). Duas excepções apenas: Israel e Taiwan, cujos infectados não viajaram no navio nem tiveram, que se saiba, qualquer contacto com os passageiros (embora o contacto não signifique contágio, de todo).
A excepção de Israel deixa-me realmente preocupado. Ou melhor: deixa-me realmente desconfiado. Porque qualquer fenómeno deste género que se relacione directa ou indirectamente com os sionistas será sempre, para mim, deveras suspeito.
A história está mal contada também porque a imprensa corporativa aproveita sempre qualquer possibilidade de instalar o medo para recuperar as audiências perdidas, e as redacções estão a inocular desinformação sobre o Hantavírus como se disso dependesse o pagamento dos ordenados dos seus apparatchiks.
Nada de novo aqui. E eu era capaz de apostar que para a semana já ninguém se vai lembrar desta merda. A não ser, claro, que se confirme a minha hipótese alternativa, de que este vírus, como aconteceu com a Covid, tenha entretanto sido sujeito a ganho de função num qualquer laboratório secreto, financiado pelos suspeitos do costume.
Posted in 2021 on Bill Gate's vaccine website Gavi:
— TaraBull (@TaraBull) May 7, 2026
"The Next Pandemic: Hantavirus" pic.twitter.com/cktt6ZkdVm
No meio disto tudo e para aumentar o ruído, os 'doutores pfizer' aproveitam para retomar a narrativa de 2021 e 2022, estigmatizando aqueles que, assertivamente, recusaram as vacinas mRNA e demonstrando à audiência global que há muita gente - e principalmente na classe médica - que não aprendeu nada de nada com o pesadelo Covid-19.
Retarded doctors like you are the reason people refuse vaccines.
— ContraCultura (@Conta_do_Contra) May 7, 2026
A nomeação para Ministra da Educação de Judit Lannert está a indignar os conservadores húngaros, depois de se saber que promoveu o activismo LGBTQ+ no Verão de 2021, precisamente quando Orbán tentava passar uma lei de protecção das crianças contra a perversão woke nas escolas.
Céu de Sesimbra, hoje, 7 de Maio, 15h00.
A foto foi tirada na direcção sul. Qualquer pessoa que aqui viva sabe que a rota da aviação comercial que é visível na Costa Azul passa ao largo no vector sudeste-oeste (até o Grok sabe que assim é). O que aqui vemos são rastos no vector norte-sul.
O Grok também sabe que a Força Aérea não tem rotas rotineiras que por aqui passem. E muito menos a base de Montijo teria caças a voar por aqui nesta quantidade (a imagem mostra onze rastos). Aliás, a base aérea de Montijo não tem caças. Tem apenas aviões de transporte e vigilância que são os seguintes:
EH-101 Merlin - Helicóptero
C-130H/H-30 Hercules - Turbo-Hélice
EADS C-295M - Turbo-Hélice
Falcon 50 - Jacto
Portanto, o único avião a jacto capaz de deixar estes rastos é o Falcon. Mas a base do Montijo tem apenas dois em operação. Não chegam para o xadrez deste céu.
Que outra explicação plausível temos para o fenómeno?
Ainda no outro dia falava com um ex-piloto da força aérea que me garantia que os chemtrails são reais. Que nos estão a envenenar a todos. Que o que vemos nos céus de Portugal e por todo o Ocidente não tem outra explicação plausível. Que fazia o tracking de voos suspeitos e que a mais das vezes os seus percursos nada tinham a ver com rotas comerciais ou militares e que eram próprios de quem pretende nitidamente espalhar produtos químicos na atmosfera.
Para além de me fazer alguma espécie o facto de existirem pilotos que estejam dispostos a este crime contra o planeta e a humanidade (sim, há gente para tudo, mas é essa gente predisposta a qualquer infâmia que me faz espécie), para além de não se perceber sequer que aviões são estes, de onde partem e de que infraestrutura dependem, o que me espanta, como sempre neste tipo de situações, é a complacência, a inacção, a cegueira auto-induzida, a estupidez paralítica das pessoas. Porque qualquer indivíduo com mais de 30 anos percebe que este é um fenómeno recente. Há um antes e um depois, claríssimo, nos céus. Mas ninguém diz nada.
Há em Bruxelas, em Estrasburgo, em Lisboa, e por todas as radicais academias deste nosso mundo em queda livre, quem planeia isto, quem manda executar e quem executa, quem permite, quem colabora. Quem são? Que produtos estão a ser disseminados na atmosfera? Com que base científica?
Isto apesar de, como o ContraCultura tem documentado regularmente, estas acções nefastas serem já alvo do domínio público. Mas ainda assim, ninguém quer falar sobre o assunto. Ninguém faz perguntas. Ninguém se importa com isto. E os venturas da vida também não, claro. Os venturas da vida são parte do problema, porque não querem ser tratados como "lunáticos conspiradores" que precisam de tomar medicamentos, por aqueles que acham que são mais inteligentes e esclarecidos que os outros enquanto são alegremente sodomizados pela classe Epstein.
Falta-lhes, a esses simulacros da dissidência política e cívica, a coragem, a responsabilidade, o sentido de dever em função do bem público. Os populistas que temos, regra geral, querem ser globalistas quando forem grandes. Não vão contra o sistema, por muito luciferino que seja, porque são aspirantes do sistema.
E, assim sendo, com estes políticos que oscilam entre o mafioso instituído e o candidato a mafioso; com estas massas adormecidas, inertes, gado de tal forma obediente que nem se deixa tresmalhar, será alguma vez possível um movimento de rejeição dos poderes sinistros a que estamos sujeitos?
Sim, será. Quando for tarde demais.
Quando a canalha que rege o Ocidente já tiver transformado este mundo num Inverno perpétuo.
E isto é um tweet do presidente americano:
Dear American kids, your president killed more than 180 students on the first day of the war with 2 Tomahawk missiles
— Persian Girl (@Persianserene1) May 5, 2026
A dívida nacional dos EUA atingiu um marco histórico a 31 de Março deste ano, quando ultrapassou o valor total da produção de toda a economia americana. O apocalipse financeiro do governo federal é agora mais que provável.
“Sempre que um conjunto de circunstâncias invulgares se apresenta, é da natureza da mente humana analisá-lo até que se encontre um padrão racional a algum nível. Mas é perfeitamente concebível que a natureza nos apresente circunstâncias tão profundamente organizadas que os nossos erros de observação e lógica mascarem completamente o padrão a identificar. Para o verdadeiro cientista, não há aqui nada de novo.”
Jacques Vallée
Estamos neste momento a viver num histerismo maluco sobre os bichos alienígenas que o Regime Epstein se prepara para anunciar, numa clara e armadilhada psyop em que as massas, mais uma vez, estão a cair que nem tordos aparvalhados.
Hoje saiu um artigo sobre este assunto no Contra, e estou já farto de alertar para a fraude que aí vem aqui no blog, mas vale a pena insistir, até porque as redes sociais estão a rebentar com conteúdos deste género ensandecido (com o devido respeito por David Icke, que ele bem o merece):
This preacher claims a group of US pastors have been warned to 'prepare their people' for the release of files about non-human craft and 'reptilian creatures'. I have been exposing these themes and details in my books for 30 years amid massive ridicule, but we need to be VERY… https://t.co/I4rMmsVkUp
— David Icke (@davidicke) May 5, 2026
Pensem comigo, por gentileza. Em que é que consiste o fenómeno OVNI?
Temos hoje a certeza de que algo se passa de estranho com o tecido da realidade - isso é indiscutível. Há milhares, centenas de milhares de relatos de avistamentos de objectos voadores (e mergulhadores) não identificados e de criaturas não humanas. Há relatórios militares e papers científicos e testemunhos de informadores e denunciantes que apontam para presenças inexplicáveis e factos enigmáticos. Sim. Tudo bem. Mas o que nos contam esses relatos e esses documentos?
As viaturas em que estas entidades se deslocam são de uma diversidade morfológica delirante: discos e esferas, triângulos e tetraedros, rectângulos e paralelipípedos, boomerangs e charutos, orbes e shapeshitfers, naves espaciais do género 'Guerra das Estrelas', naves espaciais do género 'Encontros Imediatos', autómatos voadores, drones sem mecanismo propulsor, drones com mecanismo propulsor mas que desafiam as leis da gravidade, enfim, uma quantidade maluca de tecnologias e formatos.
Depois, as entidades. São homenzinhos cinzentos e homenzinhos verdes; são como os humanos, mas louros e esbeltos ("nórdicos"); são reptilóides e insectóides; são baixinhos e são altos; a maior parte são humanóides cabeçudos; todos têm braços e pernas e olhos, mas uns têm nariz e boca, outros não; uns falam e outros comunicam por telepatia; uns são autómatos, outros são biológicos; uns são beras, outros são bonzinhos e assim sucessivamente até ao total jardim zoológico do assunto.
Toda este fenomenologia começou a ser registada por altura da II Guerra Mundial. Antes disso, a fenomenologia era completamente diferente. Antes disso, falávamos de outro tipo de presenças misteriosas. Os veículos eram carros de fogo ou "carruagens infernais"; estrelas-guia e nuvens animadas, palácios voadores e tapetes voadores; "cavalos flamejantes" e "barcos celestiais"; e, no caso do épico hindu Mahabharata, bastante mais elaborado no que diz respeito à tecnologia: "pássaros de madeira leve com motores de mercúrio" e "rugido de leão".
As entidades eram deuses e semi-deuses; santos e demónios; anjos e arcanjos, profetas e guerreiros; heróis prometidos ou ressuscitados; figuras marianas e messiânicas; ou seja:
Os paradigmas culturais e tecnológicos de cada civilização reflectem a interpretação e descrição que fazemos de qualquer tipo de fenomenologia que escape ao nosso entendimento.
Diz-se que os indígenas sul-americanos conseguiam observar e interpretar os portugueses e os espanhóis que chegavam em botes às praias, mas que eram incapazes de assimilar a presença ao largo dos grandes navios que traziam estes estranhos seres, por não estarem dotados de referências conceptuais que lhes permitissem sequer o processamento visual dessas embarcações inimagináveis para eles.
O mesmo poderá estar a acontecer connosco, agora. Confrontados com uma dimensão da realidade de tal forma díspar da nossa experiência empírica, o melhor que podemos fazer é configurar estas entidades e o seu aparato técnico com referências que dominamos: carros de fogo e cavalos flamejantes, quando viajávamos de carroça; discos voadores quando Hollywood comanda a nossa imaginação. Aparições marianas quando o cristianismo dominava o conteúdo onírico dos nossos dias, reptilóides e insectóides extraterrestres quando, privados da metafísica pela civilização materialista, nada temos a que recorrer senão o medo - e o fascínio - perante o mistério.
Na verdade, se pensarmos bem, não há qualquer prova material de que estas entidades sejam provenientes de outros planetas. Ao contrário, não parece fazer muito sentido que tantas espécie diferentes, viajando em veículos tão diversos e dispondo de tecnologias de tal forma avançadas que ultrapassam facilmente as mais elementares constantes da física, convirjam ao mesmo tempo para este remoto e em tudo modesto terceiro calhau a contar do sol, considerando a imensidão incomensurável do espaço-tempo.
Como já afirmei tantas vezes, parece-me que este é um fenómeno de ordem espiritual. E a verdade sobre a natureza do cosmos não nos é dada, por definição ontológica. A nossa percepção e a nossa capacidade cognitiva é condicionada à necessidade e à sobrevivência e não à detenção de uma perspectiva holística, transcendente e omnisciente do universo. O que não sabemos e que nunca saberemos é imenso como imenso é aquilo que não percepcionamos e que está muito além da nossa capacidade empírica ou científica.
É na verdade a tudo isso que chamamos "sobrenatural". Da mesma forma que a ciência contemporânea chama "energia escura" e "matéria escura" a mais de 90% da composição do universo, e que a ciência do século XIV chamava peste a uma quantidade diversa de doenças contagiosas.
É possível que se dê ciclicamente na história da humanidade (ou nem tão ciclicamente como isso) uma espécie de curto circuito entre as dimensões que nos são familiares e outras que existem para lá do nosso esquema ontológico. Mas, como aconteceu no passado, não creio que esse momento de confrontação com o mistério nos eleve para um outro patamar de conhecimento. Ao contrário, o que temo é que a circunstância seja manipulada e instrumentalizada pelas elites para fins nefastos relacionados com a religião, a ideologia, a política e o poder.
Júlio César teve uma visão, pouco antes de atravessar o Rubicão em 49 a.C., enquanto hesitava e reflectia sobre as graves consequências de iniciar uma guerra civil em Roma. Suetónio relata essa visão desta forma:
“De repente, apareceu ali perto um ser de estatura maravilhosa e beleza extraordinária, que se sentou e tocava uma flauta de cana. Não só os pastores correram para ouvi-lo, como também muitos soldados deixaram seus postos, entre eles alguns trombeteiros. A aparição tomou uma trombeta de um deles, correu para o rio, tocou o sinal de guerra com um sopro poderoso e atravessou para a outra margem.”
César interpretou a aparição como um sinal dos deuses e exclamou, também segundo Suetónio:
“Tomemos o caminho que os sinais dos deuses e a injustiça dos inimigos nos indicam. A sorte está lançada!” (Alea iacta est).
A aparição sobrenatural, ou falando modernês, a entidade alienígena, convenceu-o a avançar com as suas legiões, marcando o início da guerra civil contra Pompeu e o Senado. E o fim da República, que passou a Império.
E quem pode garantir que a "revelação" do fenómeno OVNI que agora o Regime Epstein nos está a prometer, não será utilizada para iniciar um processo de natureza semelhante?