quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Porque é que o tempo acelera, à medida que envelhecemos?


"A razão pela qual o tempo acelera não é porque o teu cérebro está a falhar. É porque o teu cérebro está a tornar-se demasiado bom no que faz. Está a tornar-se eficiente. Está a ficar organizado. E aos olhos da física, a ordem é rápida. A desordem, o caos, a novidade, isso é que é lento. Isso é que é rico. (...) O segredo para uma vida longa, uma vida que pareça longa, não está apenas no número de vezes que respiras. Está no número de vezes que és surpreendido com algo de novo. Trata-se de recusar o descanso ao átomo."

Richard Feynman  

 

Aqueles que de entre a respeitável audiência somam mais de 40/50 anos já devem ter notado que quanto mais velhos somos, mais o tempo corre depressa. E todos nós, independentemente da idade, já certamente pressentimos a convicção de Einstein de que o tempo não é uma constante, mas uma variável. Se estamos uma hora à espera que o oftalmologista se digne a receber-nos, essa hora corre bem devagar, mas os mesmos 60 minutos diluem-se num instantinho, quando fazemos algo que nos seja grato, como beber um copo com um velho e bom amigo que há muito não víamos ou namorar a rapariga que nos roubou o coração.

No clip muito giro que deixo em baixo, ouvimos Richard Feynman explicar o fenómeno à luz da física. Mais propriamente, à luz do conceito de entropia (o movimento termodinâmico da ordem para a desordem, que se manifesta no cosmos). Quando somos crianças, tudo é novidade, ou seja - tudo é caos (desordem). O cérebro trabalha em slow motion para poder absorver cada detalhe, cada fotograma, cada aroma, sabor, sensação, sentimento, porque é a primeira vez que processa essas experiências, porque está a aprender e nesse processo de aprendizagem está, naturalmente, a procurar estabelecer ordem sobre a desordem (catalogando a realidade). É por isso que, quando éramos infantes, uma tarde durava uma eternidade e as férias de Verão nunca mais acabavam: quando a entropia reina, o tempo rende, porque o cérebro não tem, literalmente, neurónios a medir e, por isso, tem necessariamente que baixar o ritmo cronológico.

Inversamente, quando chegamos a uma certa idade, já tudo está catalogado, previsto, mensurado, conhecido, rotinado. Reina a ordem e a entropia é baixa. Há um excesso de redundância e o cérebro já não tem tanto trabalho a lidar com a realidade. Pode por isso acelerar a experiência porque não precisa de classificar e identificar aquilo que já está classificado e identificado. As mesmas rotinas, os mesmos sabores, as mesmas pessoas, os mesmos cenários, a mesma viagem para o emprego não precisam tanto assim de processamento neuronal nem da abertura de novos ficheiros na memória. As sinapses já ganharam o hábito de processar e partilhar essa informação e assim, todas essas experiências repetidas são voláteis, passam vertiginosamente pelo percurso existencial, em direcção à morte.

O mesmo acontece quando fazemos uma estrada pela primeira vez e pela centésima. Da primeira vez, parece-nos bem mais longa do que à centésima. Na verdade, parece que a distância vai diminuindo à medida que a fazemos mais vezes, mesmo que o tempo contado no relógio seja sempre mais ou menos o mesmo (dependendo do trânsito, claro). 

E a lógica também se aplica aos momentos aborrecidos, que parecem mais longos que as experiências divertidas. O tédio é de baixa entropia. O divertimento é de alta entropia, principalmente quando é existencialmente disruptivo, como uma viagem de montanha russa, por exemplo.

É como diz Feynman: convém mantermos os átomos em vibração constante, não lhes darmos descanso. Porque quando eles descansam, o tempo passa mais depressa. 

E assim sendo, o assertivo conselho do Nobel da física de 1965 é até muito simples: se queres desacelerar o tempo, faz batota e quebra as rotinas, procura experiências novas, sensações diferentes, conhece o que desconheces, arrisca, inventa, sai da tua zona de conforto, vai pelo caminho mais longo, dá trabalho aos neurónios, faz dançar os átomos, deixa-te espantar com as maravilhas deste mundo e o milagre da existência consciente.

Porque a vida não é longa apenas em função das vezes que bate o teu coração, mas também da frequência com que estremece o teu cérebro. 

Gordon Brown revela que raparigas foram traficadas em 90 voos de Epstein a partir do Reino Unido.

O ex-primeiro-ministro britânico entregou às autoridades um dossier com provas sobre as viagens aéreas em que Jeffrey Epstein traficou menores do Reino Unido para os EUA. O timing da revelação é suspeito. E Gordon Brown também.


 

Um pequeno cubo de gelo

é o que vemos, da totalidade do iceberg. 

Governo do Reino Unido exclui vítimas da investigação sobre Gangues de violadores muçulmanos.

O governo britânico dissolveu um painel consultivo de vítimas que apoiava a investigação sobre o abuso sexual infantil endémico praticado por gangues de violadores paquistaneses, e sobre a cumplicidade das autoridades nesses crimes.


 


 


 

Uma mentira atrás da outra.

Chefe de segurança de IA da Anthropic demite-se, alertando para um “mundo em perigo”.

O líder da Equipa de Investigação de Salvaguardas do chatbot Claude, da Anthropic, demitiu-se abruptamente na semana passada, divulgando uma carta em que alertava para um "mundo em perigo" e para o facto da actividade da Anthropic não ser regida por valores morais.


 


Psicopata americano: CEO da Palantir não consegue parar de falar em matar pessoas.

Alex Karp, o sinistro doente mental que é CEO da também sinistra Palantir, não consegue parar de anunciar ao mundo, sem disfarçar a vaidade, que a empresa que dirige se farta de matar pessoas.


 

Amotinados?

Neste momento circulam rumores de que o problema nas canalizações do USS Gerald Ford foi provocado pela própria tripulação, que entupiu o sistema com cordas, vassouras e roupas. A confirmar-se, o Pentágono tem um problema grave em mãos.

terça-feira, fevereiro 24, 2026

EUA preparam-se para atacar o Irão, mas no Pentágono há quem tema o pior, e a frota imperial tem um problema na canalização.

O Irão está prestes a ser atacado, mas no Pentágono há generais que temem que o império se dê mal, desta vez. E a bordo do porta-aviões USS Gerald Ford, os tripulantes têm que esperar 45 minutos em filas intermináveis para cumprirem as necessidades fisiológicas.


 

Frota de merda.


Ex-embaixador britânico nos EUA, Peter Mandelson, detido pela polícia por ligações a Epstein.

Lord Peter Mandelson, antigo embaixador britânico nos EUA, foi escoltado a partir da sua casa em Londres por polícias à paisana na tarde de segunda-feira. O abjecto e sinistro globalista é suspeito de má conduta em cargo público, relacionada com a sua ligação a Jeffrey Epstein.


 


Num mundo onde a vontade fabrica e a imaginação governa.

O canal público alemão ZDF exibiu vídeos gerados por inteligência artificial, que pretendiam retratar operações do ICE contra migrantes nos EUA. O mundo entrou num território estranho, onde o real se dissolve na fantasia técnica da propaganda. A crónica da António Justo.


Foi há muito tempo. Já não se lembram.

A guerra deve estar a rebentar e

pode muito bem acontecer que o império se dê mal. Pelos vistos, até há gente no Pentágono que concorda comigo.


Como tenho dito e escrito, a única circunstância que impedirá baixas massivas nas forças do Pentágono será aquela em que as cúpulas militares recusem obedecer à oligarquia política e religiosa do regime iraniano. 

A CIA e a Mossad podem muito bem ter subornado sectores das forças armadas iranianas, de forma a agirem nesse sentido (à semelhança do que aconteceu na Venezuela).

Mas caso essa hipótese não se verifique, o Irão tem capacidade balística para infligir uma humilhação histórica às forças norte-americanas, incluindo o afundamento de porta-aviões, que têm tripulações de cerca de 4.500 a 5.000 homens.

Israel também poderá sofrer impactos significativos, incluindo baixas devastadoras na população civil. 

Considerando que neste cenário os EUA teriam que responder com índices de violência bélica acrescidos, isto pode transformar-se rapidamente num pesadelo medonho, com consequências globais imprevisíveis.

I told you so.

O império escangalhado.

segunda-feira, fevereiro 23, 2026


Supremo Tribunal anula tarifas de Trump e Estados Unidos podem ter que devolver 160 biliões de dólares em receitas.

A Casa Branca foi atingida por um míssil oriundo do Supremo Tribunal: A maior parte das tarifas de que Donald Trump tanto gosta terão que ser imediatamente suspensas, e os EUA poderão ter que restituir os 168 biliões de dólares que através delas arrecadaram. 



O Director do FBI é uma anedota em formato humano.

Ah, afinal este também vai dentro...

Ainda há bocadinho estava a escrever que não fazia sentido prender André sem prender Mandelson, mas afinal, concedo, precipitei-me na análise:

 
O que continua a fazer impressão é que as acusações teimam em evitar os crimes mais graves de pedófilia e tráfico de menores (já para não falar em canibalismo e sacrifícios humanos).

E este crápula aqui devia ir a seguir:

Quem é que os financia? Quem é que os arma e equipa? Quem é que os treina?

A CIA, a Mossad, as forças armadas ucranianas.

Chanceler Adolf Merz fez 5.000 queixas-crime contra cidadãos que o criticaram nas redes sociais.

Na sua antiga função de líder da oposição, o presidente da CDU e actual chanceler federal Friedrich 'Adolf' Merz apresentou milhares de queixas-crime por alegados insultos online contra a sua inimputável pessoa — assinando todas à mão, até ao número 4.999.


 

A verdade sobre a detenção de André Moutbatten-Windsor

Como já aqui tinha sugerido, a detenção e humilhação pública de André, se bem que inteiramente merecida, está a ser utilizada politicamente como expiação dos pecados de outras figuras comprometidas com o escândalo Epstein e que habitam as cúpulas do poder no Reino Unido (Lorde Mandelson, Keir Starmer, Gordon Brown, Tony Blair, Richard Branson, o Rei Carlos, e etc.). 

Além disso, perseguir judicialmente André por violação de segredos de estado relacionados com acordos comerciais com países como Singapura e o Vietname é o mesmo que prender Al Capone por fuga ao fisco. Ou melhor, é pior ainda, porque se no caso de Al Capone a procuradoria de Illinois e o Departamento de Justiça federal não tinham de facto como o incriminar de outra forma, e passaram muitos ano a tentar, enquanto no caso de Moutbatten-Windsor não faltam testemunhas, vítimas, declarações manifestamente falsas do suspeito e uma incomensurável quantidade de indícios materiais para construir um processo à volta das actividades pedófilas e de tráfico humano do ex-príncipe.

Mas ninguém, no aparelho judiciário britânico, quer abrir essa caixa de Pandora, claro.

Tanto mais que, se o crime fundamental cometido por André foi este de que está a ser acusado, então a primeira figura que teria que ser sujeita a escrutínio pelas autoridades seria Lorde Mandelsson, que enquanto embaixador britânico nos EUA confidenciou segredos de estado ao seu amante e, anteriormente, como marionetista-em-chefe nos corredores do poder britânico, partilhava informação privilegiada com Epstein, para obtenção mútua de ganhos brutais nos mercados financeiros.

Neste clip, os dois alexandres do The Duran especulam assertivamente sobre a natureza e a conveniência da crucificação pública do filho favorito da Rainha Isabel II, alertando para a probabilidade de que mesmo este processo, que terá sido combinado e desenhado entre Starmer e o Rei, acabe por se traduzir numa pena meramente simbólica, 'para inglês ver', funcionando como um vector de diluição da pressão sobre os outros envolvidos. 

ContraConversa: Epstein e o julgamento da História

A única conclusão que podemos tirar sobre o que sabemos hoje da actividade luciferina e tentacular de Jeffrey Epstein é que somos no Ocidente dirigidos por gente de recordista perversidade e infâmia. Mas é importante sublinhar que as elites que temos são inequivocamente da nossa responsabilidade colectiva e individual. E que se nada fizermos para as destituir, seremos com elas e da mesma forma, julgados pela História.

Mais uma psyop por cima das outras.

 
Nada como um excelente pretexto para fazer a guerra ao México. Depois do Iémen e do Iraque e da Nigéria e da Líbia e da Venezuela e quando o assunto do Irão estiver arrumado, o complexo militar e industrial norte americano terá um alvo acrescido. Bestial. Yahoo.

E se daqui a dez anos ficarmos a saber que a CIA e a Mossad estão a financiar e a armar os malucos que agora andam a correr atrás dos turistas americanos para os matar bem mortos, qual é o problema? Quem é que nessa altura vai assumir a responsabilidade? Ninguém, como sempre.

E no entretanto, sempre se conduz a atenção pública - e da imprensa corporativa - para uma assunto não-Epstein.

Se a coisa fosse mais conveniente, rebentava.

 

Um ateu rendido às evidências.

Tom Holland é um dos historiadores e autores mais respeitados da academia corporativa anglosaxónica. Não é um cristão maluco, de todo. Na verdade, cresceu como um "ateu precoce" que queria desmascarar a Bíblia. Mas depois de décadas a estudar o mundo antigo - dos Césares de Roma à ascensão do Islão - chegou a uma conclusão chocante: a história de Jesus Cristo tem que ser autêntica porque os evangelistas não tinham, segundo ele, recursos literários e criativos para a imaginar.

Eu não tenho propriamente esta ideia de Lucas, Marcos, Mateus, João e Paulo. Pelo contrário, e sobre João até acho que é o grande teólogo da cristandade, ponto final, parágrafo. 

Mas ainda assim, não deixa de ser interessante o contributo de Holland para a tese, que acarinho, da veracidade factual do Novo Testamento. 

Parte do seu argumento tem a ver com a proximidade cronológica entre os testemunhos dos evangelistas e o ministério de Cristo, datação que muitas vezes é manipulada pelo historicismo contemporâneo, no sentido de estender no tempo essa relação, de tal forma que seja até impossível a Mateus e a João - os apóstolos - serem os verdadeiros autores dos seus evangelhos.

Nesse sentido e contrariando a tendência manhosa da academia militantemente ateísta, Holland parece concordar comigo, quando digo que os evangelistas são iniciáticos repórteres, que tentaram documentar o ministério de Cristo, com os recursos técnicos ao seu dispor e de acordo com a cultura e o enquadramento civilizacional da sua era e do seu meio. 

Senão, vejamos:

domingo, fevereiro 22, 2026

O crápula tem nove filhos. Contando com ele, já fazem meio pelotão.

Que arranquem de pronto para a Ucrânia, por Deus, já que é assim tão lógica a ideia de meter 'botas no terreno'. Se a família Johnson, que é muito humilde, abrir uma conta de crowdfunding com esse glorioso fim, até pago para ver. Digamos, 500 paus. A sério. Prometo. Buga lá!

Tão carregado de razão

que é até estranho como é que o homem se aguenta em pé.

A diferença entre ontem e hoje é que hoje temos

WWW. De banda larga.

A maldição de Daytona ou a bela e triste história de Dale Earnhardt Sr. e Michael Waltrip.

Esta é a história, trágica e rocambolesca, que se fosse contada seria desacreditada, da amizade entre um mestre das corridas, Dale Earnhardt Sr., e o seu discípulo, Michael Walltrip, e do preço fatal que o primeiro pagou, pela glória do último. 




A matemática como argumento em favor da existência de Deus.

Do ponto de vista estatístico, a vida inteligente no cosmos, apesar da sua imensidão, não será rara. Será ultra-rara. Não será impossível, mas será muito, mas mesmo muito improvável. E assim, a ciência, como tantas vezes acontece, confirma a hipótese de um Deus Criador.


 

Nada para ver aqui, nada.

O reconhecimento que merecemos :P


Num mundo onde a vontade fabrica e a imaginação governa.

O canal público alemão ZDF exibiu vídeos gerados por inteligência artificial, que pretendiam retratar operações do ICE contra migrantes nos EUA. O mundo entrou num território estranho, onde o real se dissolve na fantasia técnica da propaganda. A crónica da António Justo.


 

Manchester no limite.

A detenção de André Mountbatten-Windsor e o argumento em favor da destituição de Carlos III.

A detenção de André Mountbatten-Windsor coloca a coroa britânica sobre pressão e liberta expectativas sobre a abdicação ou a destituição de Carlos III. Um breve ensaio sobre as razões por trás dessas (justas) expectativas.


 

sábado, fevereiro 21, 2026

À falta de voluntários, mercenários.

Como os nativos europeus não estão dispostos a morrer em nome das elites europeias e dos seus valores inversos, talvez nos imigrantes se encontrem uns quantos desgraçados que possam constituir um corpo de mercenários.

O conceito, para além de ser na verdade uma justificação para naturalizar mais imigrantes, é a clara demonstração prática de que entre dirigentes e dirigidos se estabeleceu uma ruptura que vai muito para além da política: é existencial.

E depois, boa sorte com a ideia. Porque estes recrutas vão precisar de muita, quando tiverem pela frente uma brigada altamente profissionalizada e motivada e nacionalista de soldados russos.

LMAO.


É verdade.

Reparem bem na lógica abominável dos transhumanistas: