terça-feira, novembro 03, 2026

Vai ser um banho de sangue (republicano).

A minha previsão para as eleições de hoje e o ciclo político posterior é que os republicanos descontentes com a administração Trump e a corrupção e inacção dos republicanos no Congresso não vão comparecer às urnas (como boa parte dos libertários e dos liberais moderados), e que os democratas vão conseguir conquistar o controlo nas duas câmaras, apesar das suas posições ideologicamente extremadas.


Os dois anos restantes do mandato de Trump serão condicionados por esta contrariedade, que a Casa Branca tentará atenuar com ordens executivas e vetos aos pacotes legislativos provindos do Capitólio. Trump não será destituído, porque para isso seria necessária uma maioria de dois terços no Senado, muito improvável, e também porque o actual presidente norte-americano está ao serviço da agenda de Telavive, que a cúpula política dos democratas serve também. 

Mas Pete Hegseth, o Secretário de Guerra do regime, será por certo um alvo dos congressistas democratas.

Logo depois destas eleições e seja qual for o seu resultado, os Estados Unidos vão lançar uma nova e ainda mais destruidora ofensiva militar sobre o Irão, sendo que Teerão responderá também com reforçada virulência. 

Esta nova fase do conflito não será breve, ao contrário do que está a prometer a administração americana, e terá consequências devastadoras em vidas humanas e infraestruturas que vão impactar decisivamente a economia global e seu o quadro geo-político. 

O segundo mandato de Donald Trump não terá redenção possível. O Magnata de Queens ficará para a história como um traidor ao seu mandato eleitoral, um servo dos interesses sionistas, um exemplo gritante da corrupção e da decadência que grassam em Washington. O homem que perdeu a oportunidade histórica de impedir a queda do império americano (e da civilização ocidental) e que, pelo contrário, expôs ao mundo as suas fragilidades materiais e imateriais.

Ofensiva globalista, na Polónia: Tusk falha golpe de Estado e responsabiliza… Vladimir Putin.

A tentativa de golpe de Estado cometida pelo governo de Tusk, com a cumplicidade de Bruxelas, foi abortada pela acção decisiva do Presidente Karol Nawrock. Mas o aparelho globalista não parece disponível para aceitar o fiasco. Nem a responsabilidade.


 


O dinheiro dos teus impostos também tem culpa disto.

As falanges nazis do exército ucraniano aprisionam ilegalmente e torturam desertores e mobilizados que consideram imprestáveis, incluindo adolescentes. Com o teu dinheiro.

Eusébio, o Moderno.

O espólio de documentação vídeo relativamente a Eusébio no YT é de qualidade discutível e resolução miserável, mas creio que este clip aqui serve para ilustrar uma característica do histórico craque que muitas vezes é olvidada (embora neste caso até seja destacada pelos utilizadores nos comentários): o poder físico, a velocidade e o talento técnico do homem serviriam perfeitamente ao futebol contemporâneo. Ao contrário da maior parte das estrelas do século XX, Eusébio jogaria em qualquer equipa actual e disputaria na mesma o título de melhor jogador do mundo.

O homem era um verdadeiro prodígio atlético e criativo.
 

Trump vai usar armas nucleares no Irão?
O alerta de Tucker Carlson.

Como o ContraCultura tem documentado recorrentemente, o Regime Epstein tem equacionado o uso de armas nucleares tácticas para desbloquear a situação impossível que criou no Golfo Pérsico. O Presidente norte-americano formulou até a inconcebível ameaça de utilizar engenhos nucleares convencionais, em Setembro, quando num discurso proferido na Assembleia Geral das Nações Unidas disse que estava a considerar “aniquilar” o Irão.

A ser tomada, as consequências desta luciferina e insana decisão serão incalculáveis, tanto no que diz respeito aos danos causados pelo ataque atómico como pelo apocalíptico precedente que a partir desse momento se abriria.

A este propósito, Tucker Carlson, que tem boas fontes em Washington, deixou na segunda-feira uma extensa mensagem no X que importa sublinhar e traduzir para português, dada a sua pertinência, lucidez e assertividade.

 

 

"Sob pressão do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a administração Trump pode estar a poucos dias de lançar um ataque nuclear contra o Irão. O alvo seria a Montanha Pickax, no centro do Irão, onde os serviços de informação israelitas afirmam que o governo iraniano reiniciou o seu programa de enriquecimento de urânio. Nenhuma arma convencional do arsenal americano consegue penetrar 90 metros de granito sólido para destruir os túneis onde supostamente ocorre o enriquecimento. A única opção militar é um ataque nuclear. Netanyahu tem pressionado fortemente por isso. 'Bibi liga a Trump todos os dias sobre o assunto', disse um observador bem informado.

Netanyahu está encurralado e desesperado. Após os resultados das eleições da semana passada, não consegue formar governo a não ser que Trump intervenha directamente na política israelita e negoceie um acordo com outros partidos que garanta a Netanyahu 61 lugares no Knesset. Caso contrário, perderá o cargo de primeiro-ministro e estará a caminho da ignomínia, de investigações e possivelmente da prisão. Netanyahu precisa de se manter próximo de Trump. Ele precisa desta guerra.

Para atingir este objectivo, tem exercido a máxima pressão sobre os seus aliados mais próximos no governo, incluindo o Secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o Comandante do CENTCOM, Brad Cooper. Ambos se opõem a um acordo negociado para a guerra que geriram de forma tão desastrosa; ambos pressionam para o retomar de grandes operações de combate. O Secretário de Estado Marco Rubio e o diretor da CIA, John Ratcliffe, também seguem a liderança de Netanyahu, assim como os líderes do Partido Democrata. Numa reunião recente sobre o assunto, o ex-Presidente Barack Obama disse que se opõe ao actual acordo de paz com o Irão que está a ser preparado em Doha.

O resto dos aliados de longa data dos Estados Unidos no Médio Oriente está aterrorizado com a perspectiva de mais guerra. A 27 de Setembro, Netanyahu voou secretamente para Abu Dhabi para tentar convencer os Emirados Árabes Unidos a juntarem-se à sua campanha por um ataque final ao Irão. Os Emirados recusaram. Após oito meses de conflito, as economias do Golfo estão a cambalear. O mesmo acontece com os mercados globais de energia e de fertilizantes. Não se recuperarão tão cedo. Globalmente, existem cerca de 850 superpetroleiros utilizados para transportar petróleo dos produtores para o resto do mundo. Só em Outubro, 11 deles foram gravemente danificados em Ormuz. A este ritmo, uma depressão global está iminente. Um ataque nuclear aceleraria radicalmente a destruição. A precipitação radioactiva de uma explosão em solo no Monte Pickax contaminaria o Golfo Pérsico, envenenando o abastecimento de água de 100 milhões de pessoas.

E estas são apenas algumas das consequências imediatas para a região. O resto do mundo está igualmente exposto. Nenhum país, para além dos Estados Unidos, utilizou alguma vez uma arma nuclear em guerra. Alguns gostariam de usar. Um ataque nuclear americano ao Irão criaria um novo precedente. Os russos já disseram a pelo menos dois outros governos que um ataque nuclear norte-americano ao Irão os libertaria para usar armas nucleares contra a Ucrânia. O Paquistão e a Índia seriam tentados a fazer o mesmo um contra o outro, tal como a Coreia do Norte contra Seul. Após o primeiro ataque nuclear, a Terceira Guerra Mundial é inevitável. Esta guerra seria curta e definitiva.

Há meses que caminhamos sonâmbulos para este momento. Desde Fevereiro que o governo tem vindo a reescrever discretamente a doutrina nuclear americana para facilitar e, portanto, tornar mais provável a primeira utilização das chamadas 'armas nucleares de campo de batalha' Ninguém em Washington, de nenhum dos partidos, parece incomodado com isso. Agora, estamos à beira do precipício.

Observadores atentos dizem que Trump provavelmente decidirá até ao próximo fim de semana se usa ou não armas nucleares. Isso seria a 7 de Novembro, daqui a seis dias. Para seu crédito, ele está a hesitar. Neste momento, Trump está a ouvir o seu vice-presidente, JD Vance, e o seu enviado e amigo Steve Witkoff, ambos a defender que um acordo com o Irão pode ser feito.

Têm razão, embora não seja simples. Os iranianos são notoriamente difíceis de negociar em qualquer circunstância, e elementos do seu governo radicalizaram-se desde o assassinato do ayatollah Ali Khamenei e da sua família, em Fevereiro. Após décadas de isolamento, até os líderes iranianos relativamente moderados parecem confusos com a forma como as decisões são tomadas no Ocidente. (Há uma crença generalizada em Teerão, por exemplo, de que o governo dos Estados Unidos controla Israel.) Mas, no geral, as pessoas que falaram com as autoridades iranianas afirmam que existe um consenso de que mais guerras são más para todos e que um acordo vale a pena.

Um grupo que ainda não foi consultado é a população mundial — as centenas de milhões de pessoas que serão mortas, juntamente com os seus filhos, se Trump for pressionado por Netanyahu para lançar um ataque nuclear na próxima semana. Agora seria o momento de se manifestarem."

 

Sendo certo que ninguém se vai manifestar (as forças que financiam e motorizam os protestos de rua no Ocidente estão do lado da destruição civilizacional, e não da paz e da prosperidade), há neste texto de Carlson muito para dissecar. O simples facto de os EUA estarem à beira de utilizar armas nucleares para defender os interesses e as ambições de um político de um país estrangeiro é por si só bizarro, tanto como o recurso a esta solução extrema não estar sequer relacionada com qualquer ameaça à segurança dos próprios Estados Unidos.

E o comentador norte-americano está carregado de razão quando diz que a volição niilista em Washington é bipartidária. A Casa Branca é tão refém de Telavive como o Capitólio e nem as eleições intercalares vão mudar seja o que for: o Regime Epstein não se deixa dividir entre republicanos e democratas, neoconservadores e neoliberais. Trata-se de um aparelho totalitário de natureza escatológica e não ideológica.

Ninguém também percebe bem a posição dos reinos do Golfo, neste momento. Se o Pentágono deixar cair sobre o Irão um engenho nuclear, é mais que certo que estes países serão seriamente afectados não só pela radiação libertada, mas também pela retaliação de Teerão, que será sem qualquer dúvida terrível. As infraestruras energéticas e de tratamento da água potável de toda a península arábica serão certamente atingidas, deixando as populações locais, que vivem literalmente num deserto, numa situação desesperada e a economia global na direcção, que na verdade já parece inevitável, do colapso sistémico.

Acresce que essa retaliação iraniana, que atingirá também Israel, servirá ao regime sionista, aberto o precedente, como justificação para a utilização das suas próprias armas nucleares. E depois disso acontecer, tudo o que nos resta é rezar para que a humanidade sobreviva ao mais dantesco dos cenários.

O casal Morris, do Redacted, comenta também, com visível preocupação, o texto de Tucker Carlson e a eventualidade da Casa Branca tomar a pior das decisões, desde que Truman autorizou a missão do Enola Gay, a 6 de Agosto de 1945.
 

Precisamos disto? Líder chinesa em robótica apresenta a sua versão do ‘Exterminador Implacável’.

A Unitree, revelou o seu H2-X num vídeo promocional, destacando as capacidades aterradoras dos robôs humanoides e levantando questões sobre as suas possíveis aplicações militares de dupla utilização: contra um inimigo externo e contra o inimigo interno - os cidadãos.


 

Importamos máscaras, esquecemos raízes.

Há uma pergunta que me acompanha nesta altura do ano: como conseguimos mobilizar tanta criatividade para celebrar o Halloween e tão pouca para transmitir as tradições que herdámos. O inquérito de Sérgio Carvalho.


 

Freakin' hell.

domingo, novembro 01, 2026


Ingérence Russe 😎

Adivinhem quem é que tem a culpa do golpe de Estado falhado...


 

O vazio que grita nas ruas: o que acontece quando uma geração nasce sem Deus.

O que vemos nos protestos que percorrem as cidades da Europa, mais que a revolta contra o custo de vida e a corrupção das elites, é uma geração que nasceu, cresceu e vive numa sociedade que virou as costas a Deus. A crónica de Maria Helena Costa.


 

Relatório da Indústria energética britânica expõe catástrofe Net Zero no Reino Unido.

Um novo relatório da indústria energética britânica revela que o Net Zero está a tornar a electricidade proibitivamente cara, levantando novas questões sobre as graves consequências económicas da agenda verde e o papel dos governos conservador e trabalhista que a implementaram.


 

A moral ao serviço do poder.

Quando os valores se transformam em instrumentos de legitimação e as instituições se afastam dos cidadãos, a democracia conserva as suas formas, mas perde a sua substância. A análise crítica de António Justo.


 

Índice da saude psicossocial do Ocidente: Menos que zero #200

SOBRE O CONTRATO SOCIAL - Parte 2: Demonstração da sua falência contemporânea.

Depois da revisão histórica e filosófica, publicada na semana passada, estamos equipados com referências para perceber que o contrato social é o cimento imaterial das sociedades ocidentais, que foi respeitado por séculos. Porque é que já não é?


 

sábado, outubro 31, 2026

Governo de Merz quer obrigar plataformas de redes sociais a preencher 20% das recomendações com conteúdo “aprovado pelo Estado.”

Confrontado com um crescente sentimento anti-sistema, o governo federal de Berlim quer inundar os feeds de redes sociais dos cidadãos alemães com conteúdo de fontes mediáticas "pré-aprovadas", que insistem na propaganda regimental.


 

A tentativa de golpe de Estado globalista na Polónia parece ter falhado.

Depois do criadito de Bruxelas Donald Tusk ter lançado uma ofensiva de carácter totalitário sobre o Tribunal Constitucional polaco, o Presidente nacionalista Karol Nawrocki abortou rapidamente uma viagem oficial ao Senegal (nem chegou ao destino, invertendo o voo) e rompeu o cerco policial para repor o Estado de Direito no país.

Distopia do Reino Unido: Adolescente de 15 anos detido e interrogado pela polícia por ter troçado de um vereador.

Um adolescente britânico publicou no Facebook uma foto alterada por IA do vereador conservador Simon Bennett com orelhas e dentes de coelho. Acto contínuo, a polícia (política) bateu-lhe à porta de madrugada e deteve-o para interrogatório e recolha de ADN.


 

Não, não devia ser supresa para ninguém.

sexta-feira, outubro 30, 2026

Impressionante.


Ciclo eleitoral europeu em 2027 poderá criar rupturas no estabelecimento globalista.

Os eleitores da União Europeia vão ter a oportunidade de rejeitar o programa leninista-globalista dominante, numa série de eleições nacionais e regionais nos próximos doze meses que podem alterar a orientação política da Europa e ter um impacto global. 


É um facto: A BBC odeia pessoas brancas.

A estação que dá lições à Grã-Bretanha sobre salários “justos” publicou os seus próprios números, que mostram que os empregados brancos ganham menos em seis das sete faixas salariais.


Ser Português

Ninguém escolhe ser Português; é um acaso do Cosmos ou um acto da Providência Divina. Mas, como mandatava Pessoa, “sendo nós portugueses, convém saber o que é que somos”. Um retrato de João José Brandão Ferreira.


 

O youtuber do momento é este maluco aqui (e o seu carneiro Rambo).

Happy Acres. Há dois meses atrás tinha 50.000 subscritores e agora está quase com 500.000. Deve ser por alguma razão e a razão primeira é um carneiro chamado Rambo, espécie adorável de sacaninha que mantém com o dono uma relação de amor e porrada que é simultaneamente hilariante e enternecedora.

Mas no quintal de Happy Acres há montes de outros bichos - cavalos e avestruzes, galinhas e ovelhas, cães e bodes - que circulam entre uma improvisada pista de motocross, camas elásticas, sacos de boxe, lamborghinis e outras desadequações cenográficas, no ecossistema mais descontraído e bem disposto que se possa imaginar.

Definição de 'boa onda', mesmo.

quinta-feira, outubro 29, 2026

Bem... O Tucker está zangado.

Mais a mais, a ira dele segue carregada de razão:

Não engana ninguém.

Independentemente de concordarmos ou não com o pensamento político de André Ventura (eu não sou eleitor do Chega e discordo em parte do que ele diz aqui), é importante sublinhar estas declarações. Para que ninguém possa dizer mais tarde que, sobre o assunto da emigração, ele traiu as expectativas dos seus eleitores. Ao contrário de Trump e até de Meloni, o líder do Chega não tem problema nenhum em manifestar que está do lado corporativo do regime. 

E não é de agora. Ventura recebeu o telefonema já há anos largos.

  
Também é verdadeiro o comentário de Afonso Gonçalves: quem vota neste homem a pensar que deixa cair na urna uma intenção de ruptura não pode estar mais equivocado. 

André Ventura, como Le Pen e como Farage, serão, em última análise e se tudo correr bem, reformadores. Estarão, até um certo ponto, predispostos a acalmar as massas com políticas anti-woke, revisões fiscais, retoques nas leis de imigração (os que Bruxelas permitir) e outras medidas paliativas e sem consequência, para eleitor ver. Que é aliás o que já está a acontecer com o actual governo PSD. 

Tanto mais que estas afirmações do líder dito populista pouco diferem das que Montenegro diria sobre o mesmo assunto.

Arrisco até escrever que Ventura está a preparar um namoro com Montenegro, para uma aliança futura. Uma geringonça à direita, para impedir o PS de formar governo nas legislativas de 2029 (se o actual executivo sobreviver até lá).

Mas a política à portuguesa não é o meu forte, pelo que posso estar completamente errado, claro. Sobre este último ponto, porque sobre os anteriores, não tenho grandes dúvidas.


Altos quadros do Pentágono prontos para “revelar tudo”, num eventual processo de destituição de Hegseth.

Os democratas preparam-se para investigar o Secretário da Guerra dos EUA, caso recuperem o controlo da Câmara dos Representantes após as eleições intercalares, e já contactaram com altos quadros do Pentágono que estão disponíveis para testemunhar em desfavor de Hegseth.


 


É como é, independentemente do que podemos pensar sobre este ou aquele candidato.

Não sou e nunca fui na verdade grande fã dos bolsonaros, e muito menos deste jr., que está claramente ao serviço do Regime Epstein, mas, porra, não me digam que não há nada para ver aqui:


Caos total: Enquanto hackers invadem a Anthropic, Sam Altman avisa que modelos de IA podem penetrar nos sistemas mais seguros do mundo.

Uma startup fundada por ex-funcionários da DOGE conseguiu hackear os sistemas internos da Anthropic em apenas 12 horas. No entretanto, Sam Altman sugeriu que os modelos de IA descobriram uma vulnerabilidade na estrutura digital global, que permite a intrusão em qualquer sistema.


 

Era expectável: Le Pen amplia vantagem nas sondagens presidenciais enquanto França mergulha no caos.

As sondagens mostram que Marine Le Pen consolidou a sua liderança na acesa corrida presidencial francesa do próximo ano, no contexto de protestos cada vez mais violentos e generalizados no país.


 

As gerações Z e Alfa e os ‘Baby Boomers’: Estaremos perante um conflito intergeracional?

A "geração mais bem preparada de sempre" sabe julgar, mas nem sempre entende o que está em causa; condena, mas nem sempre distingue; destrói símbolos, mas nem sempre percebe o seu verdadeiro significado. A crónica de Francisco Henriques da Silva.


 

quarta-feira, outubro 28, 2026

Certo. Mas.

Quem é que vai ter coragem de dizer a esta rapariga, que parece tão entusiasmada e sincera nas sua convicções de jovem deputada do Chega, que o Ventura, uma vez chegado ao poder executivo da pátria dela, irá comportar-se como a Meloni, como o Milei, como o Trump ou como o Farage ou como a Le Pen (quando os seus momentos de detenção do poder chegarem também)?

Até doí, mas a menina vai ser tão estrangeira em Portugal, como tem sido até aqui.  Ou mais. 

Vale uma aposta, Madalena? 

Ainda tenho esperança na humanidade.

Às vezes, por pequenos detalhes, como este que ilustro agora.

Um canal de simracing pergunta aos seus seguidores se consideram apropriado que os thumbnails de apresentação dos seus vídeos sejam optimizados por IA. E atenção: a pergunta não é se os conteúdos propriamente ditos passem a integrar essas tecnologias, mas apenas a apresentação gráfica desses mesmos conteúdos. 


  
A resposta dos utilizadores/subscritores não deixa dúvidas (mostro os primeiros comentários que surgem no feed, mas toda a caixa de reacções vai esmagadoramente no mesmo sentido de rejeição da ideia):


 
Eu próprio, como as pessoas que frequentam o ContraCultura e o Blogville sabem bem, uso a inteligência artificial frequentemente para a imagética que ilustra os artigos, sendo que publico aqui também recorrentemente memes produzidos por estas tecnologias (embora recuse a muleta nos textos propriamente ditos, como é óbvio). O facto deve-se primeiramente a uma razão que até nunca abordei publicamente: é que hoje em dia é cada vez mais complicada a utilização de imagens originais que não tenham direitos de autor e como o blog e o Contra não têm receitas, esta é uma forma limpinha de carregar imagem sem ser perseguido por essa polícia editorial.

Seja como for, este pequeno exemplo de rejeição da IA por parte dos utilizadores da Web é um exclente sinal de que mantemos alguma sanidade e de que, por muito que Silicon Valley nos queira impingir o slop dos algoritmos, continuamos a preferir o que nos é servido pela inesgotável produção da criatividade humana.

Aprender com a História, que rima, mesmo quando não se repete.

O que é que acontece quando as pessoas deixam de confiar nas instituições que sustentam a sociedade?

Na república romana, pré-imperial, os rivais políticos quebravam convenções, justificavam represálias e, eventualmente, voltavam os seus exércitos contra a própria sede do poder. O resultado foi a tirania imperial dos césares. 

Na Alemanha de Weimar, a desconfiança das massas e a vulnerabilidade do regime contribuiu para minar a democracia, e de que maneira, com a ascensão do nacional-socialismo.

Mas a história também mostra que estes ciclos podem ser combatidos.

Neste muito pertinente e breve vídeo, do muy esclarecido Michael Button, que se dedica precisamente a encontrar padrões que se repetem historicamente, é explorada esta tendência que sociedades prósperas e funcionais, muitas vezes hegemónicas, mostram para perderem a fé nos seus líderes e nos seus sistemas regimentais, e porque é que quebrar as regras pode começar a parecer mais seguro do que segui-las, padrões de comportamento colectivo que dizem mundo sobre a esfera ocidental contemporânea.

O colapso não é inevitável. Mas compreender como se inicia o processo de declínio da civilizações é fundamental para percebermos - e tentarmos pelo menos moderar - a queda que testemunhamos agora.

Anti-IA.

Se há um maluco no terceiro calhau à volta do sol que trabalha na perfeita antítese do que a inteligência artificial está a fazer com a indústria da música (que passa por destituir a criatividade e a plasticidade humana), é mesmo Jeremy DeBardi, aka Steel Beans, que, como podemos constatar neste incrível documento de Rick Beato, recorre a tecnologia nenhuma para além do seu talento natural, de uma bateria analógica e de uma guitarra eléctrica, para criar temas absolutamente poderosos. 

Porque o que realmente impressiona nem é o facto de Jeremy cantar, tocar guitarra e bater bateria ao mesmo tempo. O que espanta é a qualidade artística da música que sai desse incrível malabarismo. 
 

Dá nervos.

Por estes lados do universo costumamos dizer que alguma coisa tem que mudar para que tudo fique na mesma, mas por outros sítios da galáxia, como o Brasil e Israel, nem sequer se dão ao trabalho de mudar seja o que for. É sempre em frente, como tem sido até aqui, até à colisão última com a parede de cimento a que chamamos realidade.

É certo que todo e qualquer primeiro-ministro israelita será sionista de coração porque é isso que os israelitas são. É certo que a permanência de Lula em Brasília tem a vantagem de não deixar cair o país no jugo do Regime Epstein.

Mas ainda assim, podiam ao menos fingir que brincam à democracia, não é? 


A coisa é de tal forma esquizofrénica que chega a cúmulos históricos: em Israel, metade dos eleitores votaram num tipo que estava disposto a bombardear o Irão - e a matar montes de gente no processo - apenas porque isso, na sua ideia, lhe traria alguma vantagem eleitoral, no contexto de uma corrida deveras renhida. 

No Brasil, o candidato que acaba de perder umas eleições presidenciais super disputadas, com o país literalmente dividido, é imediatamente assediado pelo Supremo, que lhe apreende o passaporte, como quem anuncia perseguição judicial mais à frente.

No primeiro caso, há que registar a validade do instinto político de Benjamin Netanyahu: bombardear o Irão, mesmo que sem motivo para além da volição eleitoral, é coisa bem vista por uma parte significativa da população israelita. Não é por acaso que um genocida antipático, autoritário e desonesto está há tantos anos instalado no poder em Telavive.

Quanto ao país tropical amado por Deus e bonito por natureza, tem um destino triste que o condena a viver em ditadura, porque como outros regime despóticos antes deste, o regime de Moraes vencerá sempre, com Lula, sem Lula, com Bolsonaros seniores ou juniores. O juiz não é de esquerda nem de direita. É apenas um leninista-globalista da pior espécie. E, colocando-se acima do teatrinho democrático, continuará o seu mandato de trevas, tranquilamente.

E como é um gajo não se há-de enervar com isto? 

Espanta-me que o Regime Epstein ainda pague um ordenado a este homem, sinceramente.*

* Matt Walsh é um empregado do Daily Wire, co-propriedade de Ben Shapiro. 

Ignorância & propaganda.

Tenho plena consciência de que as audiências do Blogville e do Contra não procuram por este tipo de conteúdos, mas há que dizer, em nome da verdade histórica, que os árabes, ao contrário do registo que em baixo deixo sobre uma afirmação parva do traidor RFK Jr., foram grandes matemáticos e grandes poetas.

É verdade que já não o são hoje. Mas também é verdade que já não há grandes matemáticos e grandes poetas no Ocidente (os prémios Nobel e Fields que são atribuídos actualmente são irrelevantes, e premeiam feitos insignificantes para o bem estar da humanidade e para o seu legado). 

Tanto no caso da civilização árabe como no caso da civilização ocidental, o declínio é evidente. Os tempos é que são diferentes. O império de Maomé entrou em queda no século XV, com a derrota em Lepanto; o império de Cristo declinou no Século XVIII, com o Iluminismo. Mas seja como for, o secretário do regime Epstein não sabe do que é que está a falar.


Esta será até uma das fragilidades do Ocidente, no conflito com o Islão: a ignorância sobre o que de facto constitui o legado do profeta árabe e da civilização que fundou. Não será por certo com declarações ignaras como esta - e com esta maneira saloia de ver as coisas - que vamos levar a melhor sobre a ofensiva muçulmana que experimentamos agora, na Europa.

E o que acontece com os árabes, acontece da mesmíssima maneira com os persas, claro. 


terça-feira, outubro 27, 2026

“Guerra híbrida” da Rússia: Onde estão as evidências?

Se há uma 'guerra híbrida' na Europa, é a que está a ser travada pelo establishment UE-NATO contra as suas próprias populações, sob a forma de uma prolongada campanha de propaganda destinada a inflacionar a ameaça russa. A crónica de Afonso Belisário.