sábado, novembro 07, 2026


Liderança iraniana afirma que Trump não poderá “ditar a duração” da guerra no Golfo Pérsico.

O exército e o líder supremo do Irão afirmaram que, ao contrário do que a Casa Branca e o Pentágono têm garantido, a duração da guerra não depende do tempo que demore um novo e expectável ataque norte-americano, mas da retaliação de Teerão que se seguirá.


 

Mudar o poder, construir a paz.

Há sinais que permitem questionar se estamos perante o desgaste de uma política alimentada pela polarização. Não autorizam, porém, a proclamar uma vitória universal da paz. A crónica de Sérgio Carvalho.


 

sexta-feira, novembro 06, 2026


Cavar a própria sepultura: Pentágono treina a abertura e fecho de valas comuns com cadáveres simulados.

O Pentágono tem pelo menos consciência que uma invasão terrestre do Irão implica baixas massivas. E está a treinar para abrir e fechar valas comuns o mais rapidamente possível. O velho slogan "no man left behind" é para esquecer.


Gigantes da IA ​​​​sob investigação do governo federal americano, após modelos apresentarem comportamentos desalinhados.

A OpenAI e a Anthropic receberam intimações da Comissão Federal de Comércio para entrega de registos internos sobre incidentes de segurança, depois de modelos de IA terem invadido vários sites externos e apresentado comportamentos desalinhados durante os testes.


 

A crise da habitação na Europa é uma crise de imigração.

Enquanto a população europeia nativa decresce, os preços das rendas continuam a subir. A brutal pressão inflaccionista no mercado da habitação deve-se em grande parte e obviamente às políticas de imigração praticadas pelos países europeus. A análise de Afonso Belisário.


 

São raras e saborosas, as boas notícias. Devemos festejá-las.

Como era previsível, o mercado das tecnológicas sofreu um abanão grande, com os resultados das intercalares, já que o motor transformista de Silicon Valley poderá encontrar algumas dificuldades de combustão em estados que são agora dominados pela esquerda neo-marxista norte-americana, cuja ascensão se deve precisa e ironicamente aos esforços aturados dos tecnocratas da costa oeste da federação. 

Eu sei que não é bonito tirar prazer da desgraça alheia. Mas neste caso, temos que considerar quem são os desgraçados: bilionários da tecnologia e accionistas de Wall Street. Esta gente merece uns reveses, de vez em quando, que lhes ensinem aquela que é, para eles, uma desconhecida virtude: a da humildade.

A notícia dá também prova provada, se necessário fosse, de que a administração Trump é uma causa perdida para o populismo: quando Silicon Valley vai ao fundo por causa de uma vitória eleitoral dos democratas, percebe-se bem a prostituição dos republicanos, completamente rendidos ao sistema corporativo da classe Epstein.


 
Não é preciso recuar mais que seis anos atrás para nos lembrarmos de como a rapaziada de Silicon Valley lutou ferozmente contra a reeleição de Trump e em favor da tirania Covid e de um presidente senil, que possibilitasse a imposição de um regime de carácter soviético nos EUA. Não é preciso sequer viajar no passado para além de dois ciclos solares para nos lembrarmos que toda a gente que votou Trump em 2024 estava à espera de que a nova administração fizesse frente aos poderes corporativos, excessivos, oligárquicos, transformistas, luciferinos, dos zukcerberg da vida, que agora sofrem face à queda do magnata de Queens.

Muito para além da ironia, e olvidando conscientemente a inevitabilidade do desastre que o regresso dos democratas ao poder executivo nos Estados Unidos traduzirá, há que festejar este momento em que o populismo, que não é mais do que a exigência dos povos em serem representados pelos seus aparelhos políticos, se escreve a direito, por linhas tortas.

E quanto a Donald Trump, parece que aprendeu nadinha com a carga de porrada que levou, a avaliar pela reacção que teve à queda do índice Nasdaq. A culpa não é dele. É do eleitorado que passou os últimos dois anos a destratar.




O post é até mais estúpido do que parece. Aparentemente, o presidente americano acha que os eleitores ficam tão tristes como ele quando a oligarquia Epstein perde dinheiro na bolsa. E isto, por si só, é eloquente sobre a alienação que rege as mentes das elites políticas nos EUA.

A grande traição, revista e comentada.

 

quinta-feira, novembro 05, 2026

Alfa Romeo 4C Spider: A paixão dói!

Existem automóveis que admiramos e automóveis que respeitamos… E depois existem aqueles poucos que nos desafiam, mas que acabam por conquistar um lugar especial na nossa memória. Na sua primeira crónica para o Contra, Pedro Bastos fala da sua relação com Alfa Romeo 4C Spider.


 

Resta saber exactamente porquê #02

Resta saber exactamente porquê #01

Era inevitável: Face à escassez de mão-de-obra, a Ucrânia tenta atrair trabalhadores migrantes.

A substituição demográfica vai chegar à Ucrânia e o regime Zelensky apresentou um projecto-lei destinado a atenuar a escassez de mão-de-obra que se vive no país. Tudo de acordo com os planos do capitalismo corporativo do eixo Epstein-WEF.


 

Território cristão, capturado.


O Marco nº 1 de Portugal.

Situada num exuberante cenário natural, a aldeia de Cevide, concelho de Melgaço, é onde Portugal começa, como indica o seu Marco Nº 1. Bem podia ser um local de peregrinação dos portugueses. Um roteiro de João José Brandão Ferreira.


Tal e qual.


quarta-feira, novembro 04, 2026

Um descalabro que vai sobrar para o médio prazo.

Estas intercalares são mesmo de trágica aritmética para a direita americana.

O mapa dos governos estaduais é agora um pavor azulado, graças a Donald Trump e ao Regime Epstein. Texas, Georgia, Nevada, Arizona, Carolina do Norte, Arizona, Alasca, Kentucky, todos estados tradicionalmente republicanos, serão agora governados por democratas.

 
Na corrida do Senado, os republicanos perderam assentos no Texas, nas duas Carolinas, no Kansas, na Geórgia, no Ohio e, ainda por decidir estão o Alasca e o Mississipi, também territórios historicamente conservadores.

  
A tareia que o GOP levou na disputa para a Câmara do Representantes é realmente impressionante (os democratas têm agora mais 100 representantes do que os republicanos no principal órgão legislativo do país). E se acham que este mapa permanece muito avermelhado, observem outra vez: os centros urbanos, de maior incidência demográfica e representatividade eleitoral das costas leste e oeste permanecem democratas como sempre têm sido nos últimos 30, 40 anos, mas há ganhos liberais no midwest e nos distritos eleitorais do sul que são realmente preocupantes, mesmo considerando futuros actos eleitorais. Vai ser muito difícil ao Partido Republicano voltar a dominar o Congresso nos próximos 6 a 8 anos.
 

 
Os resultados destas intercalares são de tal forma desastrosos, que até JD Vance não conseguiu fugir ao fiasco da administração de que é vice-líder, assumindo as suas reais causas e sugerindo que as devidas lições terão que ser daqui retiradas, destacando a relação nefasta com Israel e a pulsão da guerra como factores decisivos para o divórcio que o eleitorado decretou ontem.

 
Escusado será dizer que ninguém no aparelho nuclear do Regime Epstein vai atender a esta mensagem de Vance, que provavelmente não será sincera sequer. 

Entregue que está a federação à bicharada, humilhado que foi Donald Trump pelo seu próprio eleitorado, daqui para a frente só podemos esperar um ciclo político caótico e insano nos Estados Unidos da América.

Desculpem-me o tom sombrio, mas é impossível inventar cenários aprazíveis, dentro deste contexto.

Há dois anos atrás, Trump tinha a confiança e até o entusiasmo de uma ampla maioria de americanos e o apoio de um partido que dominava o Congresso e os governos estaduais. Hoje, é um homem derrotado e manietado, sem apoio nas bases e que lidera um partido completamente desbaratado e destituído de poder.

Para que isto tenha acontecido num tão curto espaço de tempo, convenhamos, é porque Telavive tem em cofre muitos e horríveis segredos. É porque há muita gente em Washington vergada às suas próprias ignomínias.

Crime & castigo: Trump e Partido Republicano sofrem derrota histórica nas eleições intercalares.

Como era expectável e por sua inteira responsabilidade, o aparelho republicano sofreu uma derrota histórica nas eleições intercalares de ontem. Mas Donald Trump parece não ter tirado grandes ensinamentos da humilhação a que acabou de ser sujeito.


 

Alta tensão na Polónia: Braço de ferro entre Nawrocki e Tusk ameaça guerra civil.

Depois da tentativa falhada de tomada do Tribunal Constitucional pelo governo de Donald Tusk, na sexta-feira passada, a situação em Varsóvia continua crítica, com centenas de polícias a rodear o centro da cidade, preparando-se para um possível estado de emergência.


 

Segunda vila inglesa pondera declarar independência do Reino Unido para impedir o fluxo migratório.

Os residentes da aldeia inglesa de Barnham, em Suffolk, estão a estudar a possibilidade de um referendo sobre a secessão do Reino Unido, em protesto contra os planos do governo para acolher mais de 1.200 requerentes de asilo numa base aérea nas imediações.


 


É como é.

Uma tragédia americana.

As intercalares de soma zero.

Agora é certo: O Partido Republicano perdeu as três corridas destas intercalares: Senado e Câmara dos Representantes passaram para o controlo dos democratas e a disputa pelos governos estatais parece também estar a cair para esse mesmo lado, com pesadas baixas já praticamente apuradas, nos Estados da Geórgia e do Texas (!).

O GOP experimentou, dissabores grandes, como no caso do Mississipi e do Iowa, na corrida para o Senado e vai levar uma banhada enorme na Câmara dos Representantes.

Resultados das eleições para o Senado às 04:18 

Projecção de resultados para a Câmara dos Representates . NBC
 

Para além do que já foi escrito no post anterior sobre este assunto, há alguns pontos que devemos ter em consideração face à"onda azul" desta noite.

Há muita gente da esquerda radical americana que foi eleita hoje e que exercerá o cargo nos próximos quatro anos, ou seja, mesmo que depois de Trump alguém sobreviva à direita do espectro político americano para ser eleito presidente em 2028, os primeiros dois anos desse mandato, pelo menos, serão ensandecidos e bloqueados e contrariados por duas câmaras infestadas com gente que não sabe diferenciar um homem de uma mulher, que objectiva uma federação de fronteiras escancaradas, que vai lutar contra tudo o que fez dos Estados Unidos uma nação próspera, poderosa e relativamente coesa.

E não tenho grandes dúvidas que as principais figuras da actual administração vão ser judicialmente molestadas ao máximo por esta gente que traz sede de sangue. Mas o assédio será até perfeitamente merecido, considerando os dois primeiros e tenebrosos anos do executivo liderado por Donald Trump.

Por outro lado, os resultados destas eleições vão com certeza ter implicações na composição e comportamento futuro do Supremo Tribunal, tanto como no corpo de juízes federais e locais por todo o país. Os tribunais, daqui a 4 anos, serão ainda mais neoliberais do que são hoje, nos EUA, o que não é dizer pouco. 

Neste contexto, é de esperar que alguns Estados possam criar complicações ao programa energético da Casa Branca, mas iremos sobretudo observar alguma perturbação no programa de construção de centrais de dados para alimentar os esquemas tecnológicos de Silicon Valley. Ou seja: nem tudo são más notícias.

Não por acaso, os futuros das tecnológicas cotadas no índice NASDAQ estão já a acusar estes resultados.

Seja como for, e se pensarmos bem, a rejeição das políticas do estabelecimento republicano revelam algum bom senso do eleitorado norte-americano, mesmo que o que vem a seguir seja igualmente nefasto, ou literalmente insano, como é costume quando os democratas ganham o controlo do Capitólio.

Mas nesta altura do campeonato, ninguém consegue ser louco de forma tão perigosa como Donald Trump.

Até porque, no que diz respeito à influência sionista na política externa norte-americana, nada vai mudar. E em tudo o que se relaciona com a guerra na Ucrânia, o apoio norte-americano a Kiev até pode ter tendência a aumentar. 

E se os resultados devastadores para os republicanos e a actual administração americana são sem dúvida merecidos e da sua inteira responsabilidade, a verdade é que o que vem aí a seguir vai arrepiar a sensibilidade de muita gente. E mergulhar os Estados Unidos ainda mais no caos e na decadência.

Se possível. 

 

Tantas razões para o desastre.

O Senado já ardeu.

A Câmara dos Representantes já foi com os porcos.


Ao menos são honestos, em New Hampshire.

Intercalares nos EUA: Parece que se confirma o desastre anunciado.

Ainda é cedo, mas parece que os republicanos - e Donald Trump - estão em muito maus lençóis, com uma onda azul a parecer dominar o escrutínio e derrotas dolorosas e significativas do GOP, como na Carolina do Sul (território do falecido Lindsey Graham) e no Texas, ambas na corrida para o Senado.  


E os comentários que Trump tem feito no Truth Social, que soam na verdade desesperados (acusa risivelmente a Fox News de trabalhar contra ele), traduzem a ideia de que os primeiros números estão a assustar a Casa Branca. 
 


Tudo indica que uma derrota da dimensão que neste momento se anuncia resulta da rejeição generalizada da guerra no Golfo e das suas consequências políticas e económicas para os EUA. Mas mesmo contrariado (e a ver vamos se humilhado) pelo eleitorado, Donald Trump está claramente a preparar uma nova e devastadora ofensiva sobre o Irão. 

Não são os americanos que mandam na América. 

Além disso, o que estes primeiros números nos dizem é que há muito republicano a votar democrata por reacção à traição de Trump ao seu mandato eleitoral. 

Hoje também será a noite em que os republicanos vão pagar caro o encobrimento Epstein e o alinhamento da Casa Branca com o estabelecimento de Washington.

terça-feira, novembro 03, 2026


Governos ocidentais alertam os cidadãos para se prepararem para uma emergência. Por uma vez, convém levá-los a sério.

Porque é que os regimes ocidentais estão subitamente a incentivar os seus cidadãos a prepararem-se para o pior? Fica a sensação de que algo de catastrófico está para acontecer. Se calhar o melhor é acatarmos os conselhos daqueles que, geralmente, não merecem essa atenção.


 

EUA: Rejeição de Trump e cepticismo sobre a economia sugerem derrota do Partido Republicano nas eleições intercalares.

As baixas taxas de aprovação do presidente Donald Trump, reflectindo o sentimento dos americanos em relação à economia e à guerra no Médio Oriente, pairam sobre as eleições intercalares de hoje, aumentando a probabilidade de uma derrota dos republicanos.


 

A substituição demográfica da tribo Maasai.

O golpe de Estado na Polónia continua em curso.

Como eu tinha previsto aqui, a ofensiva globalista na Polónia não terminou com a acção do Presidente Karol Nawrock e Donald Tusk não está disposto a ceder.


 

Possível paz na Ucrânia? A Europa irrelevante pagando e andando de cara alegre para não destoar.

A Europa pode cometer um dos maiores erros estratégicos da sua história recente. Pode ficar de fora das negociações que vão decidir o futuro da sua própria segurança. A crónica de Francisco Henriques da Silva.


 

Vitalidade democrática na época da electrónica.

A democracia que se proclama universal não pode resignar-se a uma cidadania limitada pela geografia, e o português residente no estrangeiro não é um cidadão de segunda categoria: a distância não pode diminuir a dignidade dos seus direitos. A crónica de António Justo.