terça-feira, agosto 18, 2026


Maravilhosa cantiga pop.

 
Bottom of Your Boots . Dandelion . Ella Langley

Debatrix

Não tenho escrito sobre este assunto, que deveras considero relevante, porque tenho a sensação, talvez equívoca, que mesmo os leitores do Contra interessados na actualidade política norte-americana não terão grande interesse nos detalhes da guerra civil que se processa actualmente à direita do espectro ideológico da federação.

O feudo entre Candace Owens e o TPUSA, a organização a que presidia Charlie Kirk, é uma circunstância até de desaconselhável consumo, de tão baixa que se torna a política.

Mas o recente debate da pundit populista com Andrew Wilson, uma figura de alto perfil nos media digitais, que o aparelho republicano/sionista está a patrocinar com bolsos sem fundo, tem preenchido muito do discurso público nos Estados Unidos, nos últimos 3 dias.

Às tantas, até os memes convidam à conversa:


Wilson, famoso (ou infame, que vai dar no mesmo) por desdenhar da capacidade intelectual das mulheres, chegou ao evento com a sólida reputação de ser um mestre do debate, e até pagou 300.000 dólares a Candace Owens para poder fazer a figura triste que fez, espalhando-se ao comprido da sua retórica durante três horas e meia e perante dezenas de milhões de pessoas, na troca de argumentos com uma mulher que está grávida de sete meses.

LOL 

Foi um espectáculo mesmo degradante, com Andrew Wilson como raposa falida. O conservador que não queremos ter, o tipo de gajo perigoso que desvaloriza Epstein enquanto passa por tradicionalista, manhoso e comprometido com Washington por todos os lados, tudo fez pela agenda que trazia, até para que a rapaziada do TPUSA pudesse levar Candace a tribunal por difamação, mas de tão arrogante e - pior - impreparado, perdeu o debate redondinho, falhou completamente a agenda, e foi para casa chorar. 


Eu não pretendo sequer fazer uma pequena ideia sobre as circunstâncias que levaram ao assassinato de Charlie Kirk. Sinceramente, a única certeza que tenho é que a história, como contada pelo regime Epstein, é implausível.

Só um exemplo (tenho dado muitos desde Setembro de 2025): os dois locais do crime - onde Kirk morreu, mas também o telhado onde o assassino alegadamente se posicionou - foram integralmente pavimentados 4 dias depois do assassinato, no pleno desenrolar da investigação consequente.

Convençam-me por favor que não há nada para ver aqui. O local do crime num caso de assassinato de uma figura de alto perfil mediático e político é cimentado assim, rapidamente, antes do fecho da investigação policial, e não há nada para ver aqui.

Desculpem, mas não. Expliquem-me lá isso melhor. 

E eu até posso achar que a Candace se estica um bocado, correndo ela própria riscos malucos (é a melhor cliente do escritório de advogados que contratou, de certeza). Que especula, como é seu direito e dever, mas que faz às vezes passar especulação como facto e essa parte é eticamente complicada, até no sentido de que afinal se trata de uma jornalista. 

Mas as questões que ela coloca são pertinentes, muitas. E não há nenhum mal em querer saber a verdade, porque a verdade sobre a morte de Kirk não é a que está a ser contada às pessoas, nitidamente

Andrew Wilson perdeu o debate antes até de o ter começado, porque neste circo ia sempre fazer o papel do palhaço rico - o gajo que está ali para guardar o regime e, como o regime, não gosta de perguntas e trata quem as faz com um misto um bocadinho insuportável de condescendência e ignorância.

Quando Owen lhe perguntou quais as acusações que incidiam sobre o alegado assassino Tyler Robinson, Wilson deu (vou citá-lo) "um peido cerebral". Não sabia sequer enunciar uma. Acto contínuo, a ex-estrela do Daily Wire e inimiga predilecta do ex-patrão Ben Shapiro, citou as sete, de cor e salteado.

Humilhado, a suar as estopinhas e a tremer as perninhas (literalmente), Wilson teve ainda a infame lembrança de sugerir que a sua adversária tinha uma cábula no telefone, para ser assim tão assertiva, momento lindo em que Candace desbloqueou o aparelho, convidando-o a investigar os seus conteúdos, com toda a calma deste mundo.

Até Dave Smith, que nitidamente não está confortável na posição de crítico de Wilson, admite o óbvio nesta análise que faz ao debate (que não considero a melhor, mas que sugiro porque será a mais objectiva): o comissário de serviço ao Regime Epstein saiu do estúdio com o rabo entre as pernas, depois de ter pago uma pipa de massa para lá entrar.

segunda-feira, agosto 17, 2026

Cuidado com o Lobo Mau: Universidade de Cambridge classifica o Capuchinho Vermelho como um “conteúdo para adultos,” que “inclui temas de violência.”

A Universidade de Cambridge decidiu que até o Capuchinho Vermelho é demasiado perigoso para a sensibilidade dos jovens. Mas a verdade é que comparado com esta gente que infecta as academias, o Lobo Mau é completamente inofensivo.


 


A Alemanha na transição para a ditadura de largo espectro.

Enquanto circulam rumores que Friedrich Merz vai ter que abdicar da chancelaria federal antes de terminado o seu mandato, dada a sua miserável performance executiva (aparentemente governar a Alemanha é um bocadinho mais difícil do que gerir fundos da BlackRock), acompanhados de apelos para que Angela Merkel regresse ao palco político (Deus nos livre), o estabelecimento alemão equaciona uma forma de travar a ascensão eleitoral do AfD. 

No clip em baixo, os dois helénicos alexandres exploram os três vectores de supressão do populismo alemão ao dispôr do aparelho globalista: a infiltração de agentes que servem secretamente os poderes instituídos no partido dissidente (como aconteceu com Meloni e está a acontecer com Farage), a interdição judiciária do movimento por inconstitucionalidades e/ou anulação de eleições com base em alegadas acusações de traição (como aconteceu na Roménia), e a instrumentalização das ferramentas financeiras que Berlim e Bruxelas usam como motor totalitário (como aconteceu na Hungria).

Todas as opções têm as suas vantagens e os seus problemas, mas é mais que certo que pelo menos uma delas será utilizada, logo que o AfD comece a ter maiorias absolutas nos estados do nordeste alemão, circunstância que está prestes a verificar-se. E não é crível que os alemães se revoltem com isso. Se não protestaram quando o leninismo-globalismo levou o seu país, outrora uma das primeiras potências económicas do mundo, à destituição energética e industrial, também não vai ser com a morte da democracia que vão levantar o rabo do sofá.

Bill Gates ignorou avisos sobre a reputação de Jefffey Epstein e reuniu com o pedófilo na sua fundação por 30 vezes.

Uma investigação independente revelou que Bill Gates e a equipa da sua fundação realizaram múltiplos encontros com Jeffrey Epstein, apesar dos alertas dos funcionários sobre os riscos da associação ao pedófilo entretanto caído em desgraça.


 

Ella Cinderela.

Regressa a casa para voltar a amar a vida. 

Tão bonito.

 

Loving Life Again . Dandelion . Ella Langley



Está este senhor carregado de razão.

Um contratempo na agenda Davos: Burnham vai abandonar o programa de identidade digital de Starmer.

O programa de identidade digital proposto pelo governo trabalhista britânico, conhecido como BritCard, foi oficialmente cancelado, tendo o seu orçamento de 2,5 mil milhões de euros sido redireccionado para reduzir o IVA nas facturas de electricidade.


 

O Contra já alertou para esta barbaridade várias vezes.

8 de Agosto deste ano. A 1 de Julho de 2025. E a 2 de Novembro de 2022.


Não tenho qualquer dúvida sobre isto: a maior ameaça de apocalipse nuclear tem hoje sede em Israel e nos EUA (e também não gosto de saber que o anão napoleão tem poder para carregar nesse botão vermelho).

domingo, agosto 16, 2026

Da Ontologia do Domínio à Ontologia da Relação

A vida não nos entrega um projecto acabado. Entrega-nos relações. E assim, se a antiga ontologia perguntou sobretudo o que é o ser, uma ontologia relacional terá de acrescentar: como é que o ser se torna na relação? Um ensaio de António Justo.


 


Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #182


De cortar à faca.

A moral das forças norte-americanas estacionadas no Golfo Pérsico é, por esta altura, menos que zero. Ao ponto da soldadesca se entreter a escrever nos flaps das asas de aeronaves militares 'bocas' como "Operation Epstein Fury", "BiBi's bucks", "LOVE ISRAEL I AM A GOOD GOYIM", "Be a good goy and do what Israel tells you to." 


E o ambiente a bordo dos porta-aviões do Pentágono, que continuam a mostrar sérios problemas básicos de infra-estrutura, deve ser insustentavelmente tenso, com marinheiros a tentarem suicidar-se saltando dos navios para o mar


Encantadora França: Adolescente imigrante detido após roubo e violação de idosa de 80 anos.

O chocante ataque a uma idosa em Rennes, França, reacendeu as preocupações com a criminalidade entre os imigrantes no país e crescente indignação pública face à inacção das autoridades francesas no combate à onda de crimes que assola o país.


 

Governo paquistanês rejeita receber criminoso, culpa britânicos pelos crimes que ele cometeu e é premiado pelos trabalhistas com 200 milhões de euros.

O governo britânico planeia entregar 200 milhões de dólares ao Paquistão, depois do país islâmico ter recusado receber um criminoso paquistanês que operava em Inglaterra e ter culpado até os ingleses pelos crimes que ele cometeu.


Itália e Espanha em conflito diplomático sobre regime de fronteiras abertas da União Europeia.

O governo de Meloni criticou a decisão de Espanha de impor controlos fronteiriços às pessoas que chegam de Itália, depois das autoridades italianas terem suspendido temporariamente a livre circulação com o país ibérico, em resposta à crise migratória de Ceuta.


 

Invasão, porque não há outra palavra.


Vá, diz lá, já bebeste um copo a mais, não foi?

Perdão, senhoras, mas:


Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil #03

Fotopsicografia de Robert Tyre Jones Jr.

Único na história do jogo a conseguir ganhar os 4 maiores torneios do Golfe numa época só, Bobby Jones será talvez o desportista amador mais bem sucedido de sempre. E um exemplo de classe, fair play e virtuosismo.


A Ella quer ser ela.

É por coisas como estas que eu sou um fã assumido da Ella. Mesmo quando ela, por incrível que pareça, quer ser outra rapariga.

E se repararem, isto é um tema country escrito como um rapper o escreveria, para afinal ficarmos tão só com uma música pop nos tímpanos.

Tudo muito bem feitinho. 

 
Be Her . Dandelion . Ella Langley

A Internet a ser gira à brava.

Sigam a ciência! 40% dos sinais de ressonância magnética não correspondem à actividade cerebral real.

Os neurocientistas há muito que presumem que, quando uma região do cérebro se torna mais activa, mais sangue flui para ela, premissa que valida os dados da ressonância magnética. Mas um novo estudo afirma que esta premissa está errada em cerca de 40% dos casos.


 

Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil #02

A Marcha que não quer igualdade, mas subversão.

A marcha de Lisboa não foi uma festa do orgulho. Foi a demonstração ostensiva de que uma parte significativa do activismo actual não quer direitos iguais: quer privilégios, impunidade e a transformação cultural forçada da sociedade. A crónica de Maria Helena Costa.


 

 

Estou mesmo muito preocupado com isso.

Mas sou tão estúpido como os outros estúpidos, na verdade. A única diferença é que estou preocupado com a minha. Estupidez. 

E de qualquer forma, se não existissem estúpidos, como eu, como é que sabíamos da inteligência dos inteligentes?

Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil.*

* Este vídeo deve ser consumido na sua integralidade.

sexta-feira, agosto 14, 2026

Ella Langley: o charme e o talento de uma América desaparecida.

Estou há que tempos para pôr em audição aqui no blog a Ella Langley, a actual raínha do folck/rock norte-americano de que já fiz breve menção em Abril deste ano, e que me tem encantado os tímpanos nos últimos tempos. Chegou a hora.

Gosto de tudo nela. O imaginário country glamour, a sonoridade que me faz regressar a uma certa idade da inocência, o balanço das guitarras, o talento letrista (sim, a Ella não é só um borracho de cair para o lado), enfim, a rapariga, sendo em tudo uma criação mainstream, tem poder sobre a minha sensibilidade acústica que nunca mais acaba e eu gosto do gosto dela, por muito que seja tirado de um obscuro saloon do Tennessee e mascarado de lantejoulas.

Vamos ouvir principalmente músicas do seu último longa duração, 'Dandelion', de 2025, mas começo com uma muitíssimo saborosa malha do álbum de 2024, 'Still Hungover'.

Weren't for the wind .  Still Hungover . Ella Langley

😄 😅 😂

Para quem não percebeu o meme, artigo sobre o assunto aqui.

Where did nukes come from?

quinta-feira, agosto 13, 2026

Mensagens de texto de Fauci revelam preocupações sobre abortos espontâneos provocados pelas vacinas mRNA contra a Covid-19.

Mensagens de texto recentemente divulgadas mostram Anthony Fauci a discutir os potenciais riscos das vacinas de mRNA contra a COVID-19 para as mulheres grávidas, levantando questões sobre a transparência do programa de vacinação e o consentimento informado.


 


Epicteto e a libertação face ao poder da tirania.

O poder é a capacidade de controlo sobre o que valorizamos. Assim, o segredo para nos libertarmos da influência de qualquer tirania é valorizar aquilo que podemos controlar sobre aquilo que não podemos.


 

Triunfo das trevas: Estado do Massachusetts legaliza aborto sem restrições até ao momento do parto.

A governadora democrata do Massachusetts, Maura Healey, acabou de sancionar uma lei luciferina, que permite efectivamente o aborto até ao momento do parto. É o décimo primeiro estado da federação americana a permitir a abominação.


 

Não aprendem nunca.


Como se aprisiona um homem sem erguer uma única parede.

O que Michel Foucault não previu, ou previu e achou graça, é que sua descrição do cárcere viraria manual de instruções nas mãos excatas de quem ele julgava que estava a denunciar. A crónica de Marcos Paulo Candeloro.


 

1944-2026: um exercício comparativo.

O tweet em baixo diz assim:

Em consequência das condições "infernais" a bordo do USS Abraham Lincoln, os EUA estão a enviar o porta-aviões USS George Washington para o Médio Oriente para substituir o USS Abraham Lincoln, que já está em missão há mais de 250 dias, estabelecendo um recorde de dias consecutivos no mar, segundo o WSJ.

As condições catastróficas incluem escassez de mantimentos básicos, marinheiros a ficarem sem pasta de dentes e sabão, contaminação da água, problemas de canalização, deterioração da saúde mental, preocupações com a segurança no convés, falta de alimentos e interrupções no sistema postal, com encomendas perdidas durante meses. Vários marinheiros tentaram saltar para o mar e suicidaram-se.

O USS George Washington está a ser escoltado pelo USS Robert Smalls e pelo USS Shoup, navegando juntos para oeste em direcção ao Estreito de Malaca, com chegada prevista ao Médio Oriente em aproximadamente 8 dias.

 
Portanto, 250 dias sem voltar a casa. Muito bem. Não resisto à tentação de um quadro comparatico e, acto contínuo, faço esta pergunta ao Grok:

Quanto tempo sem voltar aos EUA ficaram os porta-aviões americanos envolvidos no palco do Pacífico durante a II Guerra Mundial? 

Responde o Grok:

Cerca de 18–20 meses (em torno de 570–580 dias) no caso mais famoso, o do USS Enterprise, sem voltar ao continente americano (Costa Oeste). 

Digo eu, por cima: 

O risco de vida, a intensidade do combate e o stress diário no teatro das operações do Pacífico em 1944-45 seriam infinitamente maiores. As condições de higiene e salubridade dramaticamente piores. A alimentação mais escassa ainda e limitada por certo a rações de combate, durante meses (já para não falar da fiabilidade postal e dos "problemas de canalização"). Ainda assim, o Enterprise permaneceu mais do dobro dos dias operacional (e de que maneira).

É claro: deve ter havido entre os marinheiros percentagens significativas de suicídios. Mas também é líquido que o número de baixas terá sido incomensuravelmente maior (pelo que sei, ninguém morreu vítima de fogo inimigo no Abraham Lincoln e o Grok fala-me de 130 mortos nos 550 dias em que o Enterprise não foi a casa - 374 em toda a guerra). 

É claro que, por muitas vezes, em muitos navios, as tripulações estiveram à beira do motim. Faz parte. Mas nem sequer podemos comparar as condições em que estes viviam e combatiam com o que se passa hoje no Golfo. Basta pensarmos que a marinha norte-americana era frequentemente atingida por kamikazes que tripulavam aviões carregados de bombas e combustível, e mesmo 'aviões-torpedo' (Nakajima B6N Tenzan), 'aviões-míssil' (Yokosuka MXY-7 Ohka) e 'torpedos submergíveis', tripulados, como o Kaiten.

Mais a mais, o Enterprise cumpriu a maior parte da sua missão depois de estar directamente envolvido numa das maiores batalhas navais da História - Midway. 

Estou portanto e nitidamente a comparar alhos com bogalhos, ou algas com robalos, para manter a analogia no devido contexto.

O Regime Epstein está a descobrir, para seu enorme espanto, que a marinha norte-americana é um tubarão de papel. Tripulações desmoralizadas, sem resiliência nem entendimento das razões morais e estratégicas da sua missão, navios sem munições nem mantimentos, gestão caótica da logística, espalhafato tecnológico, altamente oneroso, que não serve com eficiência ou adequação a realidade bélica do século XXI, assincronia entre a propaganda regimental e a realidade operacional. 

Um trágico, sem bem que circense, naufrágio do império americano.

Com acções em queda, Netflix pondera emissões em directo para animar accionistas e envolver subscritores.

As acções da Netflix estão em baixa após um ciclo de desempenho abaixo do esperado e um dos piores arranques de semestre em duas décadas. A solução para o desanimo dos accionistas e o baixo envolvimento dos subscritores é a transmissão de directos televisivos.