sábado, maio 09, 2026

Regime Epstein inicia desclassificação de ficheiros OVNI: um hambúrguer de coisa nenhuma.


  
Cumprindo alegadamente a promessa de Donald Trump feita em fevereiro deste ano, o governo federal norte-americano divulgou, através de um site do Departamento de Guerra, uma colecção de arquivos sobre OVNIs que não aquece nem arrefece. Mas há quem prometa que esta é apenas a primeira fase da "revelação" e que documentos mais relevantes serão divulgados no curto prazo. 
 


O lote de fotos, vídeos e dossiers não mostra na verdade nada de novo, sendo apenas significativo o facto do governo federal reconhecer oficialmente a bizarria fenomenológica, como por exemplo que algo de inexplicável foi observado nas missões Apollo 12 e Apollo 17. 

Salvo uma ou duas excepções, as fotos são irrelevantes (pequenos pontos em baixa resolução, na sua maioria), meras representações artísticas de fenómenos reportados por testemunhas ou referem-se a observações que até já foram explicadas como subprodutos técnicos ou artefactos convencionais. Os vídeos são bastante menos impressionantes e até convincentes do que aqueles que hoje em dia podemos encontrar na web depois de uma pesquisa de dez minutos. Os dossiers em formato pdf são, regra geral, ilegíveis, maçadores, vagos e inconclusivos. 


Os materiais incluem casos não resolvidos em que as autoridades não conseguiram determinar a natureza dos fenómenos observados e em nenhum documento se encontra qualquer afirmação definitiva de que os objectos em causa são de origem não humana. 

O Pentágono afirmou que os casos continuam "por resolver" porque os investigadores não tinham dados suficientes para determinar a natureza dos fenómenos, e incentiva os especialistas do sector privado a analisar o material, embora não existam aqui grandes motivos para que esses ditos investigadores percam o seu tempo. 

A divulgação está a ser coordenada através de um novo esforço interdepartamental que envolve a Casa Branca, a NASA, o FBI, o Departamento de Energia e o Gabinete da Directora de Inteligência, com a expectativa de que ficheiros adicionais sejam publicados gradualmente.  


Os responsáveis ​​da administração Trump descreveram a medida como parte de um esforço para alcançar a máxima transparência, após anos de cepticismo público em relação à forma como o governo lidou com os relatos de OVNIs. Alguns legisladores, incluindo o deputado Tim Burchett (republicano do Tennessee), disseram que são esperadas mais divulgações nas próximas semanas. Mas é claro que o simples facto do Regime Epstein falar de transparência é, por sí só, destruidor da narrativa política.  


E se alguém estava à espera de um grande passo em direcção à verdade sobre o fenómeno OVNI, sai defraudado deste hambúrguer feito apenas com o brioche da propaganda. Principalmente depois do hype que rodeou o assunto nas últimas semanas, com relatos de que o governo federal convocou secretamente um grupo de clérigos protestantes para os advertir de que os conteúdos a serem divulgados teriam implicações religiosas.  


A hipótese da psyop é incontornável. Mas sobre esse assunto, já publiquei aqui no blog o que tinha a publicar. 

Considerando porém as teorias da conspiração que envolvem o fenómeno OVNI com o governo federal norte-americano e o estabelecimento industrial e militar, a divulgação destes ficheiros, se não for acompanhada nos próximos tempos por algo mais substancial, é quase ofensiva, principalmente quando é feita em nome da transparência. 

Mas todos os regimes distópicos do Ocidente (e o regime Epstein é o mais distópico deles todos) funcionam assim: pela inversão semântica da linguagem. 

Até Richard Dolan, que tenta neste vídeo encontrar qualquer coisa de interessante para dizer sobre aquela que devia ser, para ele, a notícia do ano, patina imenso com a ingrata tarefa de conseguir espremer deste limão velho qualquer sumo que saiba a novo. 

 

sexta-feira, maio 08, 2026

Instabilidade política, na Roménia: Governo globalista cai após voto de desconfiança de social-democratas e nacionalistas.

O Governo globalista-leninista da Roménia caiu na terça-feira, depois de o primeiro-ministro Ilie Bolojan ter sido destituído por um voto de desconfiança apoiado pelo Partido Social Democrata e pela Aliança para a União dos Romenos, de tendência nacionalista.


 

Não têm vergonha nenhuma na cara.

Rockfellers, Bill Gates e Jeffrey Epstein: pandemia e esterilizações forçadas.

Em Junho de 2014, Jeffrey Epstein enviou um email a Bill Gates com uma proposta sinistra: "Por que não fazemos algo radical, disruptivo. A Saúde Global poderia avançar em saltos em vez de passos." Marcos Paulo Candeloro disseca o programa luciferino.


 

Olha, os propagandistas do Washington Post decidiram fazer jornalismo.


Os génios da CIA acordaram agora do seu sono profundo.


quinta-feira, maio 07, 2026

Bilinguismo: um Capital Cultural que Amplia a Consciência.

As crianças bilingues crescem com uma consciência ampliada. Desde cedo compreendem que as palavras e a realidade não são coincidentes, que existem diferentes formas de ver o mundo e que é possível pertencer a mais do que um universo cultural. Um ensaio de António Justo.


 

Surpreendido não é a palavra, não.

 E como não convém publicar palavrões grandes no blog, não digo mais nada.


Coisas do diabo, literalmente.

Esta estranha conta do X tem apenas quatro posts. O segundo é um bocadinho arrepiante, não é (reparem na data de publicação)?


You really can't make this shit up.


Marinha Real Britânica tem agora apenas cinco fragatas no activo. Tantas como… A Marinha Portuguesa.

A Marinha Real Britânica ficou com apenas cinco fragatas disponíveis para serviço activo após a retirada efectiva da HMS Iron Duke. O país que quer fazer a guerra à Rússia tem agora tantas fragatas como Portugal. Boa sorte.


 

Carlson & Massie ou a definição da dissidência.

Depois de Marjorie Taylor Green ter batido com a porta, Thomas Massie é o único congressista totalmente dissidente a residir no Capitólio. Não é aliás por acaso que Donald Trump e o Regime Epstein estão a despejar dezenas de milhões de dólares na campanha do candidato republicano que escolheram para se opôr a Massie nas primárias do 4º Distrito eleitoral de Kentucky. Se conseguirem correr em definitivo com o representante que teima em combater o sistema por dentro, o Congresso passa a figura de estilo, por completo.

Por isso, e por tudo o que representa e por tudo o que tem feito, e nem que fosse apenas por ter sido o primeiro responsável pela liberação dos ficheiros Epstein, vale sempre a pena ouvir Thomas Massie, mais a mais quando do outro lado da mesa está Tucker Carlson.

Hanta-Histeria.


É mais que óbvio que esta história do Hantavírus, como todas as que deste género de repente rebentam no ambiente mediático global, está muito mal contada. Mas de qualquer forma, devo dizer o seguinte: só há uma hipótese deste agente patogénico se propagar como uma pandemia e essa hipótese é a de ter sido manipulado geneticamente, em laboratório, para aumentar exponencialmente o seu potencial de propagação junto da população humana.

O Hantavírus comum não é um vírus respiratório e tem uma capacidade de contágio muito baixa. 
 

 
Até os demónios da Organização Mundial de Saúde confirmam o óbvio.

 
É aliás precisamente pelas características deste vírus que eu afirmo que a história está mal contada, porque entretanto começaram a sair notícias de que, para além dos pacientes confinados no navio-cruzeiro em Espanha, há infectados em Israel, Singapura, Suíça, Alemanha, França, Taiwan, Países Baixos e etc. e há montes de malta a entrar em pânico por causa disso.

Acontece que em quase todas estas localidades os casos referem-se a pessoas que viajaram no cruzeiro e que dele saíram entretanto, nas escalas que fez pelo mundo (em alguns casos, passageiros que depois voaram para os seus países de origem). Duas excepções apenas: Israel e Taiwan, cujos infectados não viajaram no navio nem tiveram, que se saiba, qualquer contacto com os passageiros (embora o contacto não signifique contágio, de todo).

A excepção de Israel deixa-me realmente preocupado. Ou melhor: deixa-me realmente desconfiado. Porque qualquer fenómeno deste género que se relacione directa ou indirectamente com os sionistas será sempre, para mim, deveras suspeito. 

A história está mal contada também porque a imprensa corporativa aproveita sempre qualquer possibilidade de instalar o medo para recuperar as audiências perdidas, e as redacções estão a inocular desinformação sobre o Hantavírus como se disso dependesse o pagamento dos ordenados dos seus apparatchiks.

Nada de novo aqui. E eu era capaz de apostar que para a semana já ninguém se vai lembrar desta merda. A não ser, claro, que se confirme a minha hipótese alternativa, de que este vírus, como aconteceu com a Covid, tenha entretanto sido sujeito a ganho de função num qualquer laboratório secreto, financiado pelos suspeitos do costume.


No meio disto tudo e para aumentar o ruído, os 'doutores pfizer' aproveitam para retomar a narrativa de 2021 e 2022, estigmatizando aqueles que, assertivamente, recusaram as vacinas mRNA e demonstrando à audiência global que há muita gente - e principalmente na classe médica - que não aprendeu nada de nada com o pesadelo Covid-19.
 

Confirma-se o triunfo globalista, na Hungria: Péter Magyar nomeia para ministra da educação uma activista LGBT.

A nomeação para Ministra da Educação de Judit Lannert está a indignar os conservadores húngaros, depois de se saber que promoveu o activismo LGBTQ+ no Verão de 2021, precisamente quando Orbán tentava passar uma lei de protecção das crianças contra a perversão woke nas escolas.


 

Investigador impressiona podcaster com provas de que a consciência sobrevive à morte.

O Dr. Jeffrey Long contou a Jillian Michaels que estudou 280 experiências 'fora do corpo' e, para sua surpresa, em "quase 98% dos casos", quando as pessoas descreveram as suas observações extracorporais, "a descrição era precisa até ao mais ínfimo pormenor".


 

Isto é perfeitamente normal, não há nada para ver aqui.

Céu de Sesimbra, hoje, 7 de Maio, 15h00. 


A foto foi tirada na direcção sul. Qualquer pessoa que aqui viva sabe que a rota da aviação comercial que é visível na Costa Azul passa ao largo no vector sudeste-oeste (até o Grok sabe que assim é). O que aqui vemos são rastos no vector norte-sul.

O Grok também sabe que a Força Aérea não tem rotas rotineiras que por aqui passem. E muito menos a base de Montijo teria caças a voar por aqui nesta quantidade (a imagem mostra onze rastos). Aliás, a base aérea de Montijo não tem caças. Tem apenas aviões de transporte e vigilância que são os seguintes:

EH-101 Merlin - Helicóptero
C-130H/H-30 Hercules - Turbo-Hélice
EADS C-295M - Turbo-Hélice
Falcon 50 - Jacto

Portanto, o único avião a jacto capaz de deixar estes rastos é o Falcon. Mas a base do Montijo tem apenas dois em operação. Não chegam para o xadrez deste céu.

Que outra explicação plausível temos para o fenómeno?

Ainda no outro dia falava com um ex-piloto da força aérea que me garantia que os chemtrails são reais. Que nos estão a envenenar a todos. Que o que vemos nos céus de Portugal e por todo o Ocidente não tem outra explicação plausível. Que fazia o tracking de voos suspeitos e que a mais das vezes os seus percursos nada tinham a ver com rotas comerciais ou militares e que eram próprios de quem pretende nitidamente espalhar produtos químicos na atmosfera.

Para além de me fazer alguma espécie o facto de existirem pilotos que estejam dispostos a este crime contra o planeta e a humanidade (sim, há gente para tudo, mas é essa gente predisposta a qualquer infâmia que me faz espécie), para além de não se perceber sequer que aviões são estes, de onde partem e de que infraestrutura dependem, o que me espanta, como sempre neste tipo de situações, é a complacência, a inacção, a cegueira auto-induzida, a estupidez paralítica das pessoas. Porque qualquer indivíduo com mais de 30 anos percebe que este é um fenómeno recente. Há um antes e um depois, claríssimo, nos céus. Mas ninguém diz nada. 

Há em Bruxelas, em Estrasburgo, em Lisboa, e por todas as radicais academias deste nosso mundo em queda livre, quem planeia isto, quem manda executar e quem executa, quem permite, quem colabora. Quem são? Que produtos estão a ser disseminados na atmosfera? Com que base científica? 

Isto apesar de, como o ContraCultura tem documentado regularmente, estas acções nefastas serem já alvo do domínio público. Mas ainda assim, ninguém quer falar sobre o assunto. Ninguém faz perguntas. Ninguém se importa com isto. E os venturas da vida também não, claro. Os venturas da vida são parte do problema, porque não querem ser tratados como "lunáticos conspiradores" que precisam de tomar medicamentos, por aqueles que acham que são mais inteligentes e esclarecidos que os outros enquanto são alegremente sodomizados pela classe Epstein.

Falta-lhes, a esses simulacros da dissidência política e cívica, a coragem, a responsabilidade, o sentido de dever em função do bem público. Os populistas que temos, regra geral, querem ser globalistas quando forem grandes. Não vão contra o sistema, por muito luciferino que seja, porque são aspirantes do sistema.

E, assim sendo, com estes políticos que oscilam entre o mafioso instituído e o candidato a mafioso; com estas massas adormecidas, inertes, gado de tal forma obediente que nem se deixa tresmalhar, será alguma vez possível um movimento de rejeição dos poderes sinistros a que estamos sujeitos?

Sim, será. Quando for tarde demais.

Quando a canalha que rege o Ocidente já tiver transformado este mundo num Inverno perpétuo.

Os Efeitos Devastadores do Feminismo nas Mulheres

As mulheres merecem a verdade nua e crua: o feminismo tornou-as mais exaustas, mais solitárias, mais medicadas, mais dependentes e mais iludidas do que em qualquer outra época da história. Uma crónica de Maria Helena Costa.


 


Este enigma aqui,


está relacionado com esta merda aqui:



 

O bode expiatório da Casa Branca: Trump impõe novas tarifas à União Europeia.

Donald J. Trump aumentou as tarifas sobre os veículos fabricados na União Europeia (UE), alegando, que o bloco não cumpriu os termos do seu acordo comercial com os EUA, mas sem especificar os termos desse incumprimento.


 

quarta-feira, maio 06, 2026

Isto é um tweet do ministro dos negócios estrangeiros iraniano:


E isto é um tweet do presidente americano:

Agora digam-me lá quem são os bárbaros e quem são os civilizados, outra vez, por favor.

França: Afegão preso por uma série de violações de cabras e ovelhas.

"Importas o terceiro mundo, serás o terceiro mundo": Um jovem afegão de 19 anos foi detido e acusado após uma série de ataques sexuais brutais contra cabras e ovelhas em Pennes-Mirabeau, perto de Marselha.


 

Um homem perdido no seu inferno.

O abismo é aqui: Dívida dos EUA é agora superior ao seu PIB.

A dívida nacional dos EUA atingiu um marco histórico a 31 de Março deste ano, quando ultrapassou o valor total da produção de toda a economia americana. O apocalipse financeiro do governo federal é agora mais que provável.


 


Desejo com capa.

O Livro não é só um objecto, é um curriculum vitae . Tem alma e personalidade, que reflecte a do seu dono. É agradável ao tacto e não depende de electricidade nem de aplicações e fica para a posteridade. Uma declaração de amor de Walter Biancardine.


 

Activismo Travestido de Ciência: A Deriva Ideológica da Ordem dos Psicólogos

A posição da Ordem dos Psicólogos sobre ideologia de género não é baseada na evidência; é activismo travestido de autoridade científica. Maria Helena Costa escreve em nome das crianças que a OPP ajuda a encaminhar para um percurso médico irreversível. 


terça-feira, maio 05, 2026

Os OVNIs de hoje, os OVNIs de ontem e a vontade de poder de sempre.

 
“Sempre que um conjunto de circunstâncias invulgares se apresenta, é da natureza da mente humana analisá-lo até que se encontre um padrão racional a algum nível. Mas é perfeitamente concebível que a natureza nos apresente circunstâncias tão profundamente organizadas que os nossos erros de observação e lógica mascarem completamente o padrão a identificar. Para o verdadeiro cientista, não há aqui nada de novo.”

 Jacques Vallée

 

Estamos neste momento a viver num histerismo maluco sobre os bichos alienígenas que o Regime Epstein se prepara para anunciar, numa clara e armadilhada psyop em que as massas, mais uma vez, estão a cair que nem tordos aparvalhados.

Hoje saiu um artigo sobre este assunto no Contra, e estou já farto de alertar para a fraude que aí vem aqui no blog, mas vale a pena insistir, até porque as redes sociais estão a rebentar com conteúdos deste género ensandecido (com o devido respeito por David Icke, que ele bem o merece):


Pensem comigo, por gentileza. Em que é que consiste o fenómeno OVNI?

Temos hoje a certeza de que algo se passa de estranho com o tecido da realidade - isso é indiscutível. Há milhares, centenas de milhares de relatos de avistamentos de objectos voadores (e mergulhadores) não identificados e de criaturas não humanas. Há relatórios militares e papers científicos e testemunhos de informadores e denunciantes que apontam para presenças inexplicáveis e factos enigmáticos. Sim. Tudo bem. Mas o que nos contam esses relatos e esses documentos?

As viaturas em que estas entidades se deslocam são de uma diversidade morfológica delirante: discos e esferas, triângulos e tetraedros, rectângulos e paralelipípedos, boomerangs e charutos, orbes e shapeshitfers, naves espaciais do género 'Guerra das Estrelas', naves espaciais do género 'Encontros Imediatos', autómatos voadores, drones sem mecanismo propulsor, drones com mecanismo propulsor mas que desafiam as leis da gravidade, enfim, uma quantidade maluca de tecnologias e formatos.

Depois, as entidades. São homenzinhos cinzentos e homenzinhos verdes; são como os humanos, mas louros e esbeltos ("nórdicos"); são reptilóides e insectóides; são baixinhos e são altos; a maior parte são humanóides cabeçudos; todos têm braços e pernas e olhos, mas uns têm nariz e boca, outros não; uns falam e outros comunicam por telepatia; uns são autómatos, outros são biológicos; uns são beras, outros são bonzinhos e assim sucessivamente até ao total jardim zoológico do assunto.

Toda este fenomenologia começou a ser registada por altura da II Guerra Mundial. Antes disso, a fenomenologia era completamente diferente. Antes disso, falávamos de outro tipo de presenças misteriosas. Os veículos eram carros de fogo ou "carruagens infernais"; estrelas-guia e nuvens animadas, palácios voadores e tapetes voadores; "cavalos flamejantes" e "barcos celestiais"; e, no caso do épico hindu Mahabharata, bastante mais elaborado no que diz respeito à tecnologia: "pássaros de madeira leve com motores de mercúrio" e "rugido de leão".

As entidades eram deuses e semi-deuses; santos e demónios; anjos e arcanjos, profetas e guerreiros; heróis prometidos ou ressuscitados; figuras marianas e messiânicas; ou seja:

Os paradigmas culturais e tecnológicos de cada civilização reflectem a interpretação e descrição que fazemos de qualquer tipo de fenomenologia que escape ao nosso entendimento. 

Diz-se que os indígenas sul-americanos conseguiam observar e interpretar os portugueses e os espanhóis que chegavam em botes às praias, mas que eram incapazes de assimilar a presença ao largo dos grandes navios que traziam estes estranhos seres, por não estarem dotados de referências conceptuais que lhes permitissem sequer o processamento visual dessas embarcações inimagináveis para eles.

O mesmo poderá estar a acontecer connosco, agora. Confrontados com uma dimensão da realidade de tal forma díspar da nossa experiência empírica, o melhor que podemos fazer é configurar estas entidades e o seu aparato técnico com referências que dominamos: carros de fogo e cavalos flamejantes, quando viajávamos de carroça; discos voadores quando Hollywood comanda a nossa imaginação. Aparições marianas quando o cristianismo dominava o conteúdo onírico dos nossos dias, reptilóides e insectóides extraterrestres quando, privados da metafísica pela civilização materialista, nada temos a que recorrer senão o medo - e o fascínio - perante o mistério.

Na verdade, se pensarmos bem, não há qualquer prova material de que estas entidades sejam provenientes de outros planetas. Ao contrário, não parece fazer muito sentido que tantas espécie diferentes, viajando em veículos  tão diversos e dispondo de tecnologias de tal forma avançadas que ultrapassam facilmente as mais elementares constantes da física, convirjam ao mesmo tempo para este remoto e em tudo modesto terceiro calhau a contar do sol, considerando a imensidão incomensurável do espaço-tempo.

Como já afirmei tantas vezes, parece-me que este é um fenómeno de ordem espiritual. E a verdade sobre a natureza do cosmos não nos é dada, por definição ontológica. A nossa percepção e a nossa capacidade cognitiva é condicionada à necessidade e à sobrevivência e não à detenção de uma perspectiva holística, transcendente e omnisciente do universo. O que não sabemos e que nunca saberemos é imenso como imenso é aquilo que não percepcionamos e que está muito além da nossa capacidade empírica ou científica. 

É na verdade a tudo isso que chamamos "sobrenatural". Da mesma forma que a ciência contemporânea chama "energia escura" e "matéria escura" a mais de 90% da composição do universo, e que a ciência do século XIV chamava peste a uma quantidade diversa de doenças contagiosas.

É possível que se dê ciclicamente na história da humanidade (ou nem tão ciclicamente como isso) uma espécie de curto circuito entre as dimensões que nos são familiares e outras que existem para lá do nosso esquema ontológico. Mas, como aconteceu no passado, não creio que esse momento de confrontação com o mistério nos eleve para um outro patamar de conhecimento. Ao contrário, o que temo é que a circunstância seja manipulada e instrumentalizada pelas elites para fins nefastos relacionados com a religião, a ideologia, a política e o poder.

Júlio César teve uma visão, pouco antes de atravessar o Rubicão em 49 a.C., enquanto hesitava e reflectia sobre as graves consequências de iniciar uma guerra civil em Roma. Suetónio relata essa visão desta forma:

“De repente, apareceu ali perto um ser de estatura maravilhosa e beleza extraordinária, que se sentou e tocava uma flauta de cana. Não só os pastores correram para ouvi-lo, como também muitos soldados deixaram seus postos, entre eles alguns trombeteiros. A aparição tomou uma trombeta de um deles, correu para o rio, tocou o sinal de guerra com um sopro poderoso e atravessou para a outra margem.”

César interpretou a aparição como um sinal dos deuses e exclamou, também segundo Suetónio:

“Tomemos o caminho que os sinais dos deuses e a injustiça dos inimigos nos indicam. A sorte está lançada!” (Alea iacta est).

A aparição sobrenatural, ou falando modernês, a entidade alienígena, convenceu-o a avançar com as suas legiões, marcando o início da guerra civil contra Pompeu e o Senado. E o fim da República, que passou a Império.

E quem pode garantir que a "revelação" do fenómeno OVNI que agora o Regime Epstein nos está a prometer, não será utilizada para iniciar um processo de natureza semelhante?  

Preparem-se para serem aldrabados, à grande e à americana.

O governo federal americano e o Congresso vão dando indícios de que estamos prestes a ser bombardeados com mais uma operação gigantesca de desinformação sobre o fenómeno OVNI. O ContraCultura desconfia e recomenda a desconfiança.


 

 


Famosas últimas palavras ou o verbo como Extrema Unção.

As últimas palavras de figuras históricas representam um fascinante vislumbre da mente humana no limiar da morte, reflectindo as crenças profundas e as circunstâncias finais daqueles que as proferem e deixando à posteridade um vestígio eloquente das suas personalidades.


 

Satanás já não precisa de máscara, mas ainda há gente que não percebeu

o inferno em que foi enfiada.

Canção da Gaivota e da Lua

Com asas de cera procuro o teu calor d'Inverno, o teu corpo ferido com o lado escondido pela macrofísica do inferno.


 

Reflexões sobre o manifesto tecno-fascista da Palantir.


A Palantir enfrenta há algum tempo acusações, mais que justas e pertinentes, de que está a viabilizar um Estado de vigilância orwelliano a mando do Pentágono.

A empresa, liderada por Alex Karp e fundada por Peter Thiel, recebeu e está a receber enormes somas em financiamento federal para construir uma plataforma de vigilância sobre os cidadãos americanos, além de inúmeros outros contratos para operações militares, policiamento e controlo de fronteiras — não só com os EUA, mas também com as forças armadas israelitas e os governos britânico e alemão.

Mas para que a sua missão mais vasta de reforçar a segurança nacional através de espionagem de ponta nãos seja demasiado obscura, Alex Karp escreveu um livro de 320 páginas intitulado "The Technological Republic: Hard Power, Soft Belief, and the Future of the West.". Embora o livro tenha sido lançado há pouco mais de 14 meses, um resumo de 22 pontos que a empresa publicou no X, em Abril, expôs a visão sinistra da empresa e do seu controverso CEO.

 

 

Algumas reacções de rejeição deste manifesto, embora não tantas como seria desejável, surgiram de pronto. O filósofo da tecnologia Mark Coeckelbergh descreveu a coisa como um “exemplo de tecno-fascismo”, enquanto o economista grego Yanis Varoufakis alertou que “robôs assassinos com inteligência artificial estão a caminho”, na sua análise da “ideologia hedionda” da Palantir. O Engadget referiu que o resumo “parece o delírio de um vilão de banda desenhada” — e não podemos deixar de concordar.

Karp defende que o serviço militar obrigatório seja um “dever universal” e que se reverta a “neutralização da Alemanha e do Japão no pós-guerra”. Defende ainda o “poder coercivo” em detrimento do “apelo moral” e opina que as pessoas não devem “procurar na arena política o alimento para a sua alma e sentido de identidade”.

O manifesto é extenso, mas há alguns pontos que vale a pena rebater, tarefa a que agora nos propomos.

1. Silicon Valley tem uma dívida moral para com o país que tornou possível o seu surgimento. A elite da engenharia de Silicon Valley tem a obrigação de participar na defesa da nação.

A ideia de que Silicon Valley tem uma "dívida moral" com o país onde a indústria foi criada é correcta. A ideia de que essa dívida moral terá que ser ressarcida através de tecnologias de defesa é, para além de incorrecta, dantesca. Para saldar esta dívida, Silicon Valley poderia começar por disponibilizar tecnologias de informação que não tenham como primeiro objectivo viciar, alienar e dividir os cidadãos da federação. Poderia começar por desistir de politizar as suas plataformas. Poderia começar por desligar os algoritmos de censura e doutrina. Poderia começar por desistir de brincar a aprendiz de feiticeiro com as tecnologias de inteligência artificial. Sei lá, poderia começar por parar para pensar em todos os males que já criou na sociedade e no indivíduo, na América e no mundo, e começar de novo. Ou terminar de todo as suas luciferinas operações.

4. Os limites do soft power, da retórica eloquente por si só, foram expostos. A capacidade de as sociedades livres e democráticas prevalecerem exige algo mais do que o apelo moral. Exige poder coercivo, e o poder coercivo neste século será construído sobre software. 

Todo este quarto ponto é falso. É falso que no Ocidente existam "sociedades livres e democráticas". É falso que delas seja emanado qualquer "apelo moral". E é falso, historicamente falso, que esse tipo de super-estruturas exijam "poder coercivo" para prevalecerem. Se uma sociedade exige poder coercivo não é livre. E se é democrática, não exige poder coercivo. E muito menos vindo de quem vem.

A ideia aqui é que esse poder coercivo é utilizado contra sociedades que não são livres nem democráticas, e que pretendem minar as sociedades que o são. O problema é que esse poder coercivo será rapidamente utilizado dentro das próprias sociedades, como está aliás a acontecer em todo o Ocidente e, indiscriminadamente, contra todo o tipo de sociedades que não alinharem com a Palantir e a ideia que tem de democracia e liberdade, como está aliás a acontecer por todo o mundo.

Este parágrafo é ainda mais assustador  pela forma como termina. Segundo Alex Karp, o poder coercivo deve residir agora em Silicon Valley. O exercício da violência, o poder da guerra, deve ser entregue aos mesmos filhos da puta que lideram empresas como a Google e a Meta, a OpenAI e a Palantir. Filhos da puta estes que ninguém elegeu. Filhos da puta estes que têm como passatempo preferido odiar a humanidade e desprezar os povos que a constituem.

Qualquer pessoa que não fique apreensiva com o quarto ponto deste manifesto precisa de mudar de medicamentos. Ou começar a tomar alguns.

5. A questão não é se serão construídas armas com inteligência artificial; é quem as vai construir e para que fim. Os nossos adversários não hesitarão em debates teatrais sobre os méritos do desenvolvimento de tecnologias com aplicações críticas para a segurança militar e nacional. Eles simplesmente seguirão em frente. 

Este é o argumento clássico de todos os facínoras da história universal da infâmia e nem vale a pena estender muito o contra-argumento. Como os "maus" fazem mal, os "bons" também têm que fazer maldades para assegurar que o bem triunfa sobre o mal. A última coisa que devemos fazer é confiar em Karp para nos dizer o que é o bem e o mal, mas para alem disso, é precisamente este raciocínio que levou ao bombardeamento de Dresden e ao apocalipse de Hiroxima e Nagasaki, no fim da II Guerra Mundial, crimes de guerra que quase eclipsam os horrores perpetrados por nazis e nipónicos. 

Alex Karp afirma aqui que devemos desenvolver tecnologias de inteligência artificial que matem pessoas em grande escala porque o inimigo também as desenvolverá. Acontece que o inimigo, para qualquer pessoa de bem, é precisamente Alex Karp e outros demónios à solta como ele.

6. O serviço militar obrigatório deveria ser um dever universal. Como sociedade, devemos considerar seriamente a possibilidade de abandonar um modelo de forças armadas totalmente voluntárias e só entrar na próxima guerra se todos partilharem os riscos e os custos.

Este é um ponto que, de forma inadvertida, desmascara um medo grande que não deixa dormir todo o elitista da classe Epstein: a desobediência das massas. Karp sabe perfeitamente que a generalidades das pessoas não está disposta a morrer em nome dos valores transhumanistas que ele defende. Sabe que a sociedade que ele quer levantar não é a sociedade onde as pessoas querem viver e criar os seus filhos. Sabe que os seus inimigos não são vistos como inimigos pelo povo americano e que os seus amigos são odiados pelos seus concidadãos. Sabe que a única forma de um Estado ocidental ter qualquer coisa parecida com um exército capaz de enfrentar uma guerra com um rival geoestratégico, é através do recrutamento compulsivo de soldados. E o que é mais: Sabe que aqueles que tem como inimigos, como por exemplo a Rússia, têm uma capacidade de mobilização e recrutamento muito maior, sem sequer precisarem de coagir os cidadãos.

Nesta sociedade "livre e democrática" do manifesto de Alex Karp, as coisas devem funcionar como na Ucrânia, em que os cidadãos são raptados pelo Estado para irem morrer na frente de batalha. E é claro que nem todos vão "partilhar os riscos e os custos". Alex Karp, por exemplo, só vai partilhar as garantias e lucros de uma III Guerra Mundial, na profundidade do bunker que já mandou construir, por via das dúvidas.

 9. Devemos demonstrar muito mais benevolência para com aqueles que se submeteram à vida pública. A erradicação de qualquer espaço para o perdão — o abandono de qualquer tolerância às complexidades e contradições da psique humana — pode deixar-nos com um grupo de personagens no comando que iremos lamentar.

Este item do manifesto é tão transparente que faz rir. No abstracto e se vivêssemos num mundo alternativo ou há meio século atrás até poderia fazer sentido, ou pelo menos merecer uma discussão de campo ético. Mas no contexto em que vivemos hoje, só pode ser entendido assim: o facto dos vossos líderes políticos e militares e económicos serem uma cambada satânica de pedófilos, homicidas e canibais é perfeitamente natural e vocês devem viver bem com isso.

13. Nenhum outro país na história do mundo promoveu mais valores progressistas do que este. Os Estados Unidos estão longe da perfeição. Mas é fácil esquecermo-nos de quantas oportunidades existem neste país para aqueles que não pertencem à elite hereditária, em comparação com qualquer outra nação do planeta.

É verdade. "Nenhum outro país na história do mundo promoveu mais valores progressistas do que este." E é precisamente esse progressismo compulsivo-obsessivo, com que Karp tanto se identifica, que levou os EUA à decadência abismal em que agora vivem mergulhados.

Escapa ao CEO da Palantir que o progresso pelo progresso, sem legado nem princípios, sem valores nem travões, pode até criar um "país de oportunidades", pode até criar índices de prosperidade recordistas para alguns - uma elite não hereditária - mas nunca criará uma nação estável, com valores sólidos, que objective o bem comum e a verdadeira prosperidade humana, que é eminentemente imaterial.

14. O poder americano possibilitou uma paz extraordinariamente longa. Muitos esqueceram-se, ou talvez considerem como certo, que quase um século de alguma forma de paz prevaleceu no mundo sem um conflito militar entre grandes potências. Pelo menos três gerações — milhares de milhões de pessoas, os seus filhos e agora netos — nunca conheceram uma guerra mundial.

Este parágrafo é completamente tresloucado. Desde a II Guerra Mundial, nenhum país contribuiu mais para o surgimento de conflitos militares no mundo do que os Estados Unidos (nem de perto nem de longe), que se envolveram nesse hiato temporal em mais de 200 intervenções militares na extensa geografia do planeta. O facto de termos sido poupados a uma guerra mundial nos últimos 80 anos tem mais a ver com a dissuasão nuclear do que com qualquer outra variável e afirmar que os EUA são uma força pacífica no mundo é um exercício semelhante ao de atribuir o prémio Nobel da Paz a Barack Obama. 

É também discutível que neste momento não se viva um conflito entre grandes potências. Os EUA e os seus estados vassalos na Europa estão a hostilizar directa ou directamente a Rússia e a China com uma intensidade que nem durante a Guerra Fria testemunhámos, tanto nas frentes política e económica, como no sentido literal (Ucrânia, Venezuela e Irão; e Cuba já a seguir).

17. Silicon Valley deve desempenhar um papel no combate à violência. Muitos políticos nos Estados Unidos têm, essencialmente, ignorado o problema da violência, abandonando qualquer esforço sério para o resolver ou assumindo qualquer risco perante os seus eleitores ou doadores ao procurarem soluções e realizarem experiências que deveriam ser uma tentativa desesperada de salvar vidas. 

Aqui, Karp puxa nitidamente a brasa à sua sardinha, fazendo a propaganda do Estado policial, vigilante e distópico que quer implementar nos EUA e não só, através de tecnologias de vigilância despótica e altamente intrusiva e de detecção do crime antes de ser cometido. O tecnocrata, como na verdade todos os seus compadres de Silicon Valley, leu nitidamente o Phillip K. Dick ao contrário: como um manual de normas e não como uma advertência. Não há direitos humanos, não há Estado de direito, não há liberdade, não há dignidade, não há cidadania numa sociedade em que as pessoas sejam vigiadas como Karp as quer vigiar, e que sejam tratadas como criminosas antes de cometerem um crime. Ponto final, parágrafo.

18. A exposição implacável da vida privada de figuras públicas afasta demasiados talentos do serviço público. A esfera pública — e os ataques superficiais e mesquinhos contra aqueles que ousam fazer algo mais do que enriquecer-se a si próprios — tornou-se tão implacável que a república ficou com uma lista significativa de indivíduos ineficazes e vazios, cuja ambição seria perdoável se existisse alguma estrutura de crença genuína escondida no seu interior. 

É absolutamente incrível que este ponto tenha sido colocado logo a seguir ao anterior (ou que tenha sido colocado de todo). Enquanto o manifesto defende o fim da privacidade para as massas, queixa-se da intrusão na privacidade das elites. Karp acha que ele e os seus colegiais das cúpulas do poder devem ser livres para cometer todo o tipo de infracções à lei e à moral e aos costumes, sem o incómodo do escrutínio público (quanto mais judicial), ao mesmo tempo que procura implementar um Estado policial que elimine muito simplesmente qualquer vestígio de cidadania. Esta posição, para além de ultrajante, é eloquente sobre a repugnante mentalidade oligárquica que preside a este texto.

No seu todo, o manifesto de Karp é de facto repulsivo, mas é sobretudo assustador pela sua candura. Ninguém está aqui a esconder intenções e objectivos. E é muito estranho que as reacções ao texto tenham sido, de uma forma geral, brandas e difusas e escassas, principalmente considerando que a Palantir é hoje uma das mais importantes e influentes empresas do complexo militar e industrial norte-americano.

Se realmente tememos um programa fascista para as sociedades ocidentais, este é precisamente o programa fascista que devemos temer: o do Regime Epstein, que aqui está articulado sem reticências nem eufemismos.

A propósito deste texto arrepiante, Tim Dillon fez das suas. O Blogville recomenda.

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