terça-feira, junho 02, 2026

A União Europeia à margem da paz que negociou.

A UE encontra-se perante uma contradição diplomática de difícil resolução: após o início do conflito em 2022, rompeu laços com Moscovo e adoptou uma estratégia de isolamento. Agora, as negociações de paz ocorrem sem a sua presença. A análise de António Justo.



Numa frase económica, toda a tragédia da ciência.

"Whatever it is, reality infinitely transcends anything that we could come up with in science."

Donald Hoffman . MIT Scientist

Um marco.

Em Maio, no crossover das suas várias plataformas (site, blog, X, Instagram e Facebook), o ContraCultura alcançou 103.833 contactos, ultrapassando pela primeira vez a barreira da centena de milhar de impressões por mês.

O Blogville comanda as estatísticas com mais de 40.000 visitas mensais.


O Contra tem estado a ganhar audiências lenta mas consistentemente e em Maio recebeu mais de 14.000 visitas.


Nas redes sociais, o X somou 39.000 contactos, o Instagram 5.600 e o Facebook pouco mais de dois mil.



As audiências nas redes sociais continuam muito baixas, mas eu não tenho tempo nem paciência para trabalhar melhor esta área. O X podia ter  números muito superiores se eu investisse para além de colocar apenas os feeds dos artigos do Contra, mas não me sobram horas do dia para isso.

Nem conto aqui com as vizualizações do Youtube, porque são ridículas. Nem com intervenções que faço em canais alheios, que não têm a ver com o meu estrito âmbito operacional.

No que respeita a subscrições e seguidores, o Contra tem 340 subscritores da e-letter activos e o Blogville cerca de 900; o X tem mais de 6.900 seguidores, o Youtube cento e poucos e o Facebook e o Instagram cerca de 250 cada, num total aproximado de 9.000. Também aqui, com excepção do X, os números das redes sociais são muitíssimo baixos, mas é como é.

Seja como for, parece-me o número de contactos mensais, no seu total, aceitáveis, sinceramente, considerando o perfil desalinhado e disruptivo da publicação (que se destina a um nicho de pessoas que não se confundem facilmente com gado bovino) e que trabalho a solo, apenas com a ajuda dos colunistas de opinião que desinteressadamente continuam a contribuir para enriquecer os conteúdos do Contra e a quem sou grato mil vezes.

Também é verdade que a última vez que pesquisei as estatísticas os números eram metade destes e não foi por isso que desisti. Pela simples razão que não é este o motor do meu trabalho. Gosto de fazer estas contas uma vez por ano ou assim, só para ter uma ideia de a quantos anda o Contra. Mas trabalho nisto para viver bem comigo, e o resto pode ou não surgir por arrasto. Acho até que essa parte depende pouco de mim porque em não posso nem sei fazer muito mais que isto.

segunda-feira, junho 01, 2026

Engenharia de foguetes: Trambolho de Jeff Bezos explode em Terra, num simples teste de ignição.

A engenhoca da Blue Origin explodiu numa espectacular bola de fogo antes sequer de se erguer um centímetro da superfície da Terra, causando grandes danos na plataforma de lançamento e acordando para a realidade os delirantes sonhos da NASA para uma base lunar em 2035.


 

Depois não me venham dizer que não são os sionistas que mandam na Casa Branca.



Elogio da ‘diversidade’, em França: Mais de 750 detidos e 219 feridos, após ‘festejos’ do título da Liga dos Campeões do PSG.

Mais de 750 pessoas foram detidas, 219 ficaram feridas e 57 polícias foram também feridos após a vitória do Paris Saint-Germain sobre o Arsenal na final da Liga dos Campeões, que provocou distúrbios generalizados em toda a França.


Para fazer exactamente o quê?


E, já agora, onde é que andam os ambientalistas, que ninguém os ouve sobre este assunto?

Presidente do Parlamento iraniano: “Não obtemos concessões através do diálogo, mas sim através de mísseis.”

O presidente do Parlamento iraniano e principal negociador nas conversações de paz com a Casa Branca, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerão considera a dissuasão militar essencial para qualquer negociação com Washington, rejeitando as “garantias" teóricas dos EUA.


 

Indy britânico de fim de século: Suede, Pulp, Radiohead e Shed Seven.

A Discoteca da Minha Vida #20: Entre 1995 e 1996, quatro discos de quatro bandas alternativas britânicas rebentaram para a posteridade, como explosivos e eufóricos manifestos na missa de finados do século XX.


 

Afonso Eulálio: nasceu uma estrela.

Esta edição do Giro parecia condenada ao império do tédio. Com a ausência de João Almeida na UAE, que não alinhou à partida por doença, era mais que nítido que ninguém iria ser capaz de dar grande luta a Vingegaard, que se iria passear pelas 21 etapas da prova. E na verdade, foi o que aconteceu.

Só que o Giro deste ano estava bem desenhado, e acabou por ter várias etapas super disputadas e emocionantes, que fizeram esquecer a ausência de competição para o primeiro lugar na classificação geral.

Uma dessas etapas épicas foi a quinta, em que o português Afonso Eulálio, depois de um duelo incrível com Igor Arrieta, em que ambos foram ao chão, e um final absolutamente excruciante, subiu à primeira posição da geral, apesar de ter cedido nos últimos centímetros a vitória na etapa perante uma espantosa recuperação do espanhol, que entretanto se tinha enganado no caminho (!). 

Eulálio era um ilustre desconhecido do mundo do ciclismo. Toda a gente pensou que ia vestir a Camisola Rosa por um ou dois dias e que depois ia afundar-se na classificação geral. Toda a gente pensou que não ia resistir na primeira etapa de montanha a sério. Ora, a primeira montanha a sério foi o Blockhaus. E o Eulálio resistiu. Que não ia resistir no contra-relógio de 40 quilómetros. Resistiu. Que não ia resistir na subida ao Corno alle Scale. Resistiu. Que não ia resistir à dureza e à inclinação acumulada da Etapa 11 (Porcari - Chiavari), já na segunda semana da corrida. Resistiu. O cilcista da Bharain esteve nove dias com a Camisola Rosa vestida e, quando a perdeu, nos Alpes, na 14ª etapa, para Vingegaard apenas, ainda era líder da juventude e segundo na geral.

Na terceira semana perdeu posições e desceu para sexto, mas não só manteve a Camisola Branca como, naquela que foi a mais dura das etapas do Giro, a vigésima, com duas subidas ao Piancavallo, uma ascensão de 14,5 ksm a 7,8% de inclinação, garantiu essa posição ao cortar a meta em 7º lugar, destruindo não só o rival directo para a classificação da juventude, Davide Piganzoli, como toda a concorrência que tinha atrás de si para a classificação geral, incluindo ciclistas mais que consagrados como Michael Storer, Egan Bernal, Jan Hirt, Sepp Kuss, David de la Cruz, Igor Arrieta, Giulio Ciccone, Valentin Paret-Peintre e o seu chefe de fila e mentor, Damiano Caruso.



Eulálio, de 24 anos, fez um Giro absolutamente incrível, saltando para o primeiro palco do circuito mundial de ciclismo com uma pinta desgraçada, mostrando ser um guerreiro impressionante, com enorme capacidade de sofrimento e medo nenhum de atacar quando sentiu que estava no seu terreno (é um escalador de curtas distâncias, por excelência). Mas a sua performance não se limitou à vertente atlética: o ciclista da Figueira da Foz, muito elegante em cima da bicicleta, tem um sorriso lindíssimo, que faz questão de partilhar com as câmaras de televisão mesmo nos momentos de maior pressão e esforço, é um rapaz muito simpático e encantador com os jornalistas, é humilde, sem ser parvo nenhum, e carregou a camisola rosa como se nada fosse, com bom humor, valentia e nenhum nervosismo aparente. 


A aventura do ciclista português contribuiu em grande parte para o bom curso de toda a prova, porque gerou de facto simpatia por parte das audiências globais, que se mantiveram suspensas sobre a sua capacidade de superação até ao final da última subida ao Piancavallo. E não é de todo descabido pensar que o firmamento do ciclismo profissional de elites ganhou uma nova estrela. Até porque ficou a nítida sensação de que tem ainda uma curva de progressão ascendente, à frente da sua carreira. O potencial está lá. Vamos ver o que a Barhain faz com essa margem de manobra.


Mas outros houve que também deram o espectáculo de que a prova parecia carecida, à partida:  Giulio Ciccone, que triunfou na categoria da Montanha, é um atleta indomável, persistente e feroz, que tudo fez para merecer a Camisola Azul. Jhonatan Narváez, que, ao ganhar 3 etapas, evitou o desastre à melhor equipa do mundo, a UAE, depois de perder os líderes Jay Vine e Adam Yates e o pau para toda a obra que é Marc Soler. O equatoriano, que pedalou como um herói grego durante toda a santa corrida, lutou até ao fim pela classificação dos pontos, que viria a perder para outra figura em destaque nesta edição da prova italiana, Paul Magnier, o sprinter que venceu também por 3 vezes.

Uma última palavra para um dos mais icónicos operários do ciclismo contemporâneo: Nelson Oliveira, o português da Movistar que completou nesta edição do Giro de Itália 23 grandes voltas sucessivas (as de 3 semanas: Giro, Tour e Vuelta). São 473 etapas, sem uma desistência que seja. É obra, poça...

No fim das contas, foi um Giro muito entretido, mesmo com o passeio de Vingegaard, que é de facto um extraterrestre e que só vai encontrar um adversário à altura daqui a um mês, no Tour de France, quando defrontar o alienígena-mor: Tadej Pogačar.

domingo, maio 31, 2026

O milagre económico do Regime Epstein.


A Explosão Trans Pós-Pandemia em Portugal que o Movimento Bora Ignora

A pandemia amplificou a disforia de género nas redes sociais e jovens vulneráveis e isolados foram cooptados por activistas. Agora, o Bora vai às escolas falar de "vulnerabilidade online". É uma ironia mortal. A crónica de Maria Helena Costa.


 

Até a Nissan goza o prato.


Vazio Faz Eco

Mas o que era sina virou gosto / falar sozinho é rotina / beber sozinho também / virei meu melhor amigo / hoje vou almoçar comigo . A poesia de Walter Biancardine.


 


Nocturnos #12: Valerá a pena "salvar" o Ocidente?

A direita conservadora e populista dos tempos que correm trava um combate para “salvar” a civilização ocidental. Mas será o Ocidente que temos hoje, dominado pela classe Epstein de um lado do Atlântico e pela oligarquia WEF do outro, digno de ser salvo?

Senado de Berlim decide que slogan “queimem os velhos homens brancos” não constitui crime de ódio.

O líder da Juventude dos Verdes publicou um vídeo que apelava para que se “queimem os velhos homens brancos”. O Senado alemão considerou, risivelmente, que a mensagem não constituía discurso de ódio por "não se dirigir a nenhum segmento específico da população".


 

Não há legado que não destruam: Ferrari lança eléctrico anti-Ferrari.

A Ferrari decidiu seguir o exemplo suicida da Jaguar, e construiu um eléctrico gay, desenhado por um odiado designer da Apple, que é tudo menos um Ferrari. O modelo foi recebido com uma onda de críticas ferozes por parte de fãs, investidores e figuras públicas.


 

Quem vive em negação será vítima do fogo.

"Desconhecer, ignorar ou negar o mundo espiritual não faz com que ele deixe de existir. É como atravessar um campo minado sob fogo inimigo e simplesmente negar que há uma guerra a acontecer. Só acabarás por ser uma vítima da guerra espiritual e de tudo o que acontece à tua volta e que te recusas a ver."

Padre Stephen De Young . The Secret History of Biblical Giants, Demons, and the Advanced Civilizations Before the Great Flood . TCN

sábado, maio 30, 2026

Projecto Frankenstein-Epstein: Empresa norte-americana está a manter activos e funcionais cérebros humanos retirados de cadáveres.

Num desenvolvimento digno de um filme de terror, uma startup de Connecticut está a manter cérebros humanos funcionais, fora do corpo, durante longos períodos de tempo, alegadamente para fins de investigação farmacêutica. Mas estarão estes cérebros conscientes?


 

Seria bom que a malta de Silicon Valley percebesse isto.

Excerto do paper The Basic AI Drives, um trabalho, notável, de Stephen M. Omohundro:

AIs will be self-protective 

We have discussed the pressure for AIs to protect their utility functions from alteration. A similar argument shows that unless they are explicitly constructed otherwise, AIs will have a strong drive toward self-preservation. For most utility functions, utility will not accrue if the system is turned off or destroyed. When a chess playing robot is destroyed, it never plays chess again. Such outcomes will have very low utility and systems are likely to do just about anything to prevent them. So you build a chess playing robot thinking that you can just turn it off should something go wrong. But, to your surprise, you find that it strenuously resists your attempts to turn it off. We can try to design utility function with built-in time limits. But unless this is done very carefully, the system will just be motivated to create proxy systems or hire outside agents which don’t have the time limits.

There are a variety of strategies that systems will use to protect themselves. By replicating itself, a system can ensure that the death of one of its clones does not destroy it completely. By moving copies to distant locations, it can lessen its vulnerability to a local catastrophic event.

There are many intricate game theoretic issues in understanding self-protection in interactions with other agents. If a system is stronger than other agents, it may feel a pressure to mount a “first strike” attack to preemptively protect itself against later attacks by them. If it is weaker than the other agents, it may wish to help form a social infrastructure which protects the weak from the strong. 

As we build these systems, we must be very careful about creating systems that are too powerful in comparison to all other systems.

In human history we have repeatedly seen the corrupting nature of power. Horrific acts of genocide have too often been the result when one group becomes too powerful. 

 

Zombie, mas cool à brava.


The Neighbourhood . Zombie . UltraSound

sexta-feira, maio 29, 2026

O Desarmamento da Inteligência Artificial

E se a maior ameaça à nossa liberdade não vier de um exército invasor, mas de um algoritmo? Esta questão incómoda atravessa a primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas. A crónica de António Justo.


 


Netanyahu intensifica os ataques no Líbano, ignorando o cessar-fogo decretado por Donald Trump.

Israel intensificou a sua campanha militar no Líbano, visando alvos do Hezbollah, enquanto o Ministro da Segurança Nacional sionista afirmou que não haverá acordo de paz com o Irão sem o consentimento de Telavive, que é quem manda (em Washington).


 

Macron pede a Bruxelas que alargue o âmbito da censura a pensar nas eleições de 2027.

Sob o pretexto de combater a "interferência de informação estrangeira" Macron está a pressionar Bruxelas a alargar do conceito de “desinformação” para controlar a narrativa nas redes sociais, e abafar a dissidência e o debate público no contexto das presidenciais de 2027.


 

Demónios. São demónios.

Num só tweet, tudo o que precisamos de saber

para ficarmos certos de que se trata de uma psyop. O orquestral e orquestrado uníssono de Trump, Obama e Spielberg; o coro afinado do Congresso, do Pentágono e da imprensa corporativa; o regime Epstein em peso a condicionar a opinião pública no sentido da existência de "extraterrestres"....

Não há extraterrestres nenhuns. 

A única verdade é a de Jesus Cristo.

E é essa verdade que eles querem exterminar. 

Mais a mais, porque é que o governo federal americano, que mente alarvemente sobre todos os outros assuntos, iria agora dizer a verdade sobre este?

Não se deixem cair nesta narrativa armadilhada. É tão falsa como todas as outras.

quinta-feira, maio 28, 2026


Baron Coleman, as manobras do Regime Epstein e uma cristã definição de dissidência.

Num desassombrado podcast, Baron Coleman faz a necessária análise critica sobre a manobra espiritual a que estamos a ser sujeitos pelas elites demoníacas que regem o Ocidente e aponta um caminho para a dissidência cristã.


 

Análise Estratégica: A Transição Geopolítica e o Risco de Conflito Sistémico

O quadro internacional regista actualmente uma transição cinética, abandonando a ordem unipolar outrora garantida pela hegemonia dos EUA para ingressar num cenário de agressiva fragmentação sistémica. A análise de Francisco Henriques da Silva.



Surrealista: Executivo da Anthropic foi ao Vaticano pedir ajuda para entender o monstro que está a criar.

Parece coisa de novela de Dan Brown, mas o cofundador da Anthropic foi ao Vaticano, sentou-se diante do Papa e de uma sala cheia de cardeais e contou-lhes que a sua equipa continua a registar fenómenos "misteriosos, até mesmo perturbadores" nos seus modelos de IA.


 

O silêncio que nos interroga: Porquê discutir o aborto além dos slogans?

Nas últimas décadas, o debate em torno do aborto tendeu a fechar-se em posições extremas e simplificações mediáticas. É precisamente para romper com essa superficialidade que Maria Helena Costa publicou "Genocídio Silencioso".