A vida não nos entrega um projecto acabado. Entrega-nos relações. E assim, se a antiga ontologia perguntou sobretudo o que é o ser, uma ontologia relacional terá de acrescentar: como é que o ser se torna na relação? Um ensaio de António Justo.
blogville
Extensão livre do ContraCultura
domingo, agosto 16, 2026
De cortar à faca.
A moral das forças norte-americanas estacionadas no Golfo Pérsico é, por esta altura, menos que zero. Ao ponto da soldadesca se entreter a escrever nos flaps das asas de aeronaves militares 'bocas' como "Operation Epstein Fury", "BiBi's bucks", "LOVE ISRAEL I AM A GOOD GOYIM", "Be a good goy and do what Israel tells you to."
BREAKING: US servicemen in the Persian Gulf have scribbled messages on the dust of an aircraft flap, per an image from the field sent to Trita Parsi.
— The Hormuz Letter (@HormuzLetter) August 16, 2026
The messages include:
"Be a good goy and do what Israel tells you to"
"Operation Epstein Fury"
"Peace deal #64 incoming...… pic.twitter.com/IRCaltbFOh
E o ambiente a bordo dos porta-aviões do Pentágono, que continuam a mostrar sérios problemas básicos de infra-estrutura, deve ser insustentavelmente tenso, com marinheiros a tentarem suicidar-se saltando dos navios para o mar.
WATCH: A sailor's viral video shows filthy bathrooms on what's reported to be the USS Abraham Lincoln.
— Clash Report (@clashreport) August 16, 2026
Stained showers, grimy floors, and clogged toilets.
"Join the Navy, though, right?" he says sarcastically.
pic.twitter.com/ItjvNpDX0o
Encantadora França: Adolescente imigrante detido após roubo e violação de idosa de 80 anos.
O chocante ataque a uma idosa em Rennes, França, reacendeu as preocupações com a criminalidade entre os imigrantes no país e crescente indignação pública face à inacção das autoridades francesas no combate à onda de crimes que assola o país.
Governo paquistanês rejeita receber criminoso, culpa britânicos pelos crimes que ele cometeu e é premiado pelos trabalhistas com 200 milhões de euros.
Itália e Espanha em conflito diplomático sobre regime de fronteiras abertas da União Europeia.
Invasão, porque não há outra palavra.
Thousands of Moroccan migrants again attempt to enter Spain’s Ceuta enclave, just two weeks after the previous mass influx. pic.twitter.com/EoECVfgHhT
— Clash Report (@clashreport) August 16, 2026
Vá, diz lá, já bebeste um copo a mais, não foi?
US President Trump on Iran:
— GC24 (@GlobalChannel24) August 14, 2026
"After we finish defeating Iran, I will be declaring the Strait of Hormuz an American territory." pic.twitter.com/chuOiHcDJF
Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil #03
BREAKING: It seems to me that Trump just declared civil war against liberal states.
— Ed Krassenstein (@EdKrassen) August 14, 2026
"We will abolish the sanctuary cities. We will abolish them. We will destroy them. We will take them out." pic.twitter.com/8AaTcLubDa
Fotopsicografia de Robert Tyre Jones Jr.
A Ella quer ser ela.
É por coisas como estas que eu são um fã assumido da Ella. Mesmo quando ela, por incrível que pareça, quer ser outra rapariga.
E se repararem, isto é um tema country escrito como um rapper o escreveria, para afinal ficarmos tão só com uma música pop nos tímpanos.
Tudo muito bem feitinho.
Be Her . Dandelion . Ella Langley
A Internet a ser gira à brava.
There. Fixed it for you ✌🏼 pic.twitter.com/KGTNIf4RLP
— Palacio-Madrid (@JuanCaPalM) August 15, 2026
Sigam a ciência! 40% dos sinais de ressonância magnética não correspondem à actividade cerebral real.
Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil #02
"Quite frankly sir, I don't think we can make America great again without hanging your CEO publicly for treason."pic.twitter.com/tCuUwnWYkv
— ThePatrioticBlonde™🇺🇸 (@ImBreckWorsham) August 15, 2026
A Marcha que não quer igualdade, mas subversão.
A marcha de Lisboa não foi uma festa do orgulho. Foi a demonstração ostensiva de que uma parte significativa do activismo actual não quer direitos iguais: quer privilégios, impunidade e a transformação cultural forçada da sociedade. A crónica de Maria Helena Costa.
Estou mesmo muito preocupado com isso.
Not to alarm anyone but is anyone else worried about how fucking stupid everyone is becoming?
— Thrilla the Gorilla (@ThrillaRilla369) August 15, 2026
Mas sou tão estúpido como os outros estúpidos, na verdade. A única diferença é que estou preocupado com a minha. Estupidez.
E de qualquer forma, se não existissem estúpidos, como eu, como é que sabíamos da inteligência dos inteligentes?
Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil.*
It’s going to boil over very soon.
— Truck Norris 🇺🇸 (@DaveNewellPhoto) August 15, 2026
Be prepared! pic.twitter.com/qlR0q98lir
sábado, agosto 15, 2026
sexta-feira, agosto 14, 2026
Ella Langley: o charme e o talento de uma América desaparecida.
Gosto de tudo nela. O imaginário country glamour, a sonoridade que me faz regressar a uma certa idade da inocência, o balanço das guitarras, o talento letrista (sim, a Ella não é só um borracho de cair para o lado), enfim, a rapariga, sendo em tudo uma criação mainstream, tem poder sobre a minha sensibilidade acústica que nunca mais acaba e eu gosto do gosto dela, por muito que seja tirado de um obscuro saloon do Tennessee e mascarado de lantejoulas.
Vamos ouvir principalmente músicas do seu último longa duração, 'Dandelion', de 2025, mas começo com uma muitíssimo saborosa malha do álbum de 2024, 'Still Hungover'.
😄 😅 😂
— Robert Barnes (@barnes_law) August 13, 2026Para quem não percebeu o meme, artigo sobre o assunto aqui.
quinta-feira, agosto 13, 2026
Mensagens de texto de Fauci revelam preocupações sobre abortos espontâneos provocados pelas vacinas mRNA contra a Covid-19.
Epicteto e a libertação face ao poder da tirania.
Triunfo das trevas: Estado do Massachusetts legaliza aborto sem restrições até ao momento do parto.
Como se aprisiona um homem sem erguer uma única parede.
1944-2026: um exercício comparativo.
O tweet em baixo diz assim:
Em consequência das condições "infernais" a bordo do USS Abraham Lincoln, os EUA estão a enviar o porta-aviões USS George Washington para o Médio Oriente para substituir o USS Abraham Lincoln, que já está em missão há mais de 250 dias, estabelecendo um recorde de dias consecutivos no mar, segundo o WSJ.
As condições catastróficas incluem escassez de mantimentos básicos, marinheiros a ficarem sem pasta de dentes e sabão, contaminação da água, problemas de canalização, deterioração da saúde mental, preocupações com a segurança no convés, falta de alimentos e interrupções no sistema postal, com encomendas perdidas durante meses. Vários marinheiros tentaram saltar para o mar e suicidaram-se.
O USS George Washington está a ser escoltado pelo USS Robert Smalls e pelo USS Shoup, navegando juntos para oeste em direcção ao Estreito de Malaca, com chegada prevista ao Médio Oriente em aproximadamente 8 dias.
BREAKING: Following "hellish" conditions aboard the USS Abraham Lincoln, the US is sending the aircraft carrier USS George Washington to the Middle East to replace the USS Abraham Lincoln, which has now been deployed for more than 250 days, setting a record for consecutive days… pic.twitter.com/n0oaap7vSm
— The Hormuz Letter (@HormuzLetter) August 13, 2026
Portanto, 250 dias sem voltar a casa. Muito bem. Não resisto à tentação de um quadro comparatico e, acto contínuo, faço esta pergunta ao Grok:
Quanto tempo sem voltar aos EUA ficaram os porta-aviões americanos envolvidos no palco do Pacífico durante a II Guerra Mundial?
Responde o Grok:
Cerca de 18–20 meses (em torno de 570–580 dias) no caso mais famoso, o do USS Enterprise, sem voltar ao continente americano (Costa Oeste).
Digo eu, por cima:
O risco de vida, a intensidade do combate e o stress diário no teatro das operações do Pacífico em 1944-45 seriam infinitamente maiores. As condições de higiene e salubridade dramaticamente piores. A alimentação mais escassa ainda e limitada por certo a rações de combate, durante meses (já para não falar da fiabilidade postal e dos "problemas de canalização"). Ainda assim, o Enterprise permaneceu mais do dobro dos dias operacional (e de que maneira).
É claro: deve ter havido entre os marinheiros percentagens significativas de suicídios. Mas também é líquido que o número de baixas terá sido incomensuravelmente maior (pelo que sei, ninguém morreu vítima de fogo inimigo no Abraham Lincoln e o Grok fala-me de 130 mortos nos 550 dias em que o Enterprise não foi a casa - 374 em toda a guerra).
É claro que, por muitas vezes, em muitos navios, as tripulações estiveram à beira do motim. Faz parte. Mas nem sequer podemos comparar as condições em que estes viviam e combatiam com o que se passa hoje no Golfo. Basta pensarmos que a marinha norte-americana era frequentemente atingida por kamikazes que tripulavam aviões carregados de bombas e combustível, e mesmo 'aviões-torpedo' (Nakajima B6N Tenzan), 'aviões-míssil' (Yokosuka MXY-7 Ohka) e 'torpedos submergíveis', tripulados, como o Kaiten.
Mais a mais, o Enterprise cumpriu a maior parte da sua missão depois de estar directamente envolvido numa das maiores batalhas navais da História - Midway.
Estou portanto e nitidamente a comparar alhos com bogalhos, ou algas com robalos, para manter a analogia no devido contexto.
O Regime Epstein está a descobrir, para seu enorme espanto, que a marinha norte-americana é um tubarão de papel. Tripulações desmoralizadas, sem resiliência nem entendimento das razões morais e estratégicas da sua missão, navios sem munições nem mantimentos, gestão caótica da logística, espalhafato tecnológico, altamente oneroso, que não serve com eficiência ou adequação a realidade bélica do século XXI, assincronia entre a propaganda regimental e a realidade operacional.
Um trágico, sem bem que circense, naufrágio do império americano.
Com acções em queda, Netflix pondera emissões em directo para animar accionistas e envolver subscritores.
A recusa do debate: quando a ideologia se fecha à ciência e às ideias.
Pior a emenda que o soneto. Literalmente.
No outro dia, reagindo a uma informação de inteligência que relatava uma eventual ameaça iraniana ao Air Force One, Donald Trump e mais 3 ou 4 dos seus principais colaboradores entraram no avião presidencial só para saírem depois, discretamente, por uma porta secreta, e enfiarem-se numa carrinha de catering que os levou a outra aeronave, um C-32A da Força Aérea dos EUA, que os serviços secretos consideraram mais segura.
Concluída a viagem de Ancara para uma base aérea no Reino Unido, a comitiva presidencial fez o inverso jogo de faz de conta, voltando a entrar subrepticiamente no Air Force One e a sair dele pela porta corrente, para que fosse publicamente registada essa apenas aparente normalidade.
New details reveal that three of Trump’s closest longtime aides — Dan Scavino, Natalie Harp and Walt Nauta — accompanied him during his secret departure from Air Force One in Ankara, while no Cabinet officials did.
— Clash Report (@clashreport) August 12, 2026
Trump left the plane via a catering truck following a potential… pic.twitter.com/kvWMqNhdFQ
A história vale não só pelo medo que o Irão inspira à actual administração norte-americana, como e principalmente pelo facto de Trump ter deixado os profissionais da imprensa, boa parte da sua equipa (incluindo o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário do Tesouro Scott Bessent), os elementos da sua segurança e a tripulação do Air Force One descolarem e fazerem a viagem programada, como uma espécie de iscos, apesar da ameaça, de tal forma credível que obrigou o Presidente a meter-se numa carrinha de logística aeroportuária...
Perguntado - e muito bem - por que raio é que a situação era perigosa para ele, mas não era perigosa para toda a gente que viajava no avião presidencial, Trump respondeu assim:
"Não sei. Penso que, na verdade, o avião em que voei corria mais riscos, porque era o avião que eles provavelmente atingiriam."
Reporter: Why was it too dangerous for you to fly on Air Force One, but not for the press?
— Clash Report (@clashreport) August 12, 2026
Trump: I don’t know. I think, actually, the plane that I flew on was at greater risk, because that would be the plane they would be more likely to go for. pic.twitter.com/34aGYBMw7d
Portanto: Donald Trump quer convencer-nos que se obrigou a sair às escondidas de um dos mais sofisticados Boeings do mundo e a fazer-se transportar numa carrinha de catering para um avião militar, onde cumpriu a viagem, porque essa aeronave era não mais segura, mas mais perigosa.
Mudou de avião para salvaguardar não a sua vida, mas a vida dos restantes passageiros do Air Force One.
Ele é que foi o isco, pelos vistos.
Isto é de doidos. Este homem não está bom da cabeça. O Presidente dos EUA não pode responder a esta mais que legítima pergunta de forma tão clamorosamente desastrada e infantil e mal pensada e infame, de tão estúpida.
Espero sinceramente que os democratas ganhem nas intercalares a maioria nas duas câmaras do Congresso e destituam rapidamente Donald Trump.
Está a ficar excessivamente patético e perigoso tê-lo como inquilino da Casa Branca.
No entretanto, a propaganda iraniana já goza o prato.
🇺🇸🇮🇷 Iran is mocking Trump regarding the news that he was hiding in a catering container to avoid being killed by Iran pic.twitter.com/hxYYdJyAYi
— Megatron (@Megatron_ron) August 12, 2026
quarta-feira, agosto 12, 2026
Não pode ser uma coincidência.
Os ensinamentos de Zaratustra circularam oralmente durante mais de um milénio até que foram cristalizados no Avesta, que data já de uma era posterior ao nascimento de Cristo (Século III ou IV d.C.). Fontes antigas afirmam explicitamente que Zaratustra “não escreveu nenhum livro”, e que foram os seus discípulos que, após a sua morte, memorizaram e registaram as suas palavras. Com o legado de Buda acontece mais ou menos a mesma coisa: Ele viveu aproximadamente entre os séculos V e IV a.C. na Índia, e os seus ensinamentos foram transmitidos oralmente por monges durante séculos, por meio de memorização e recitação colectiva. Os textos mais antigos do budismo, como o Cânone Páli, só começaram a ser escritos por volta do século I a.C. no Sri Lanka (durante o Quarto Concílio Budista), mais de 300 ou 400 anos após a morte do Buda. A filosofia de Confúcio chegou-nos principalmente pelos relatos dos seus discípulos, de que os Analectos serão o documento mais relevante, e compilações alheias dos seus comentários a obras mais antigas. A inquirição de Sócrates chegou-nos pela obra de Platão, fundamentalmente, e através de alguns comentários de Aristóteles e comédias de Aristófanes. O Ministério de Cristo foi-nos legado pelos evangelistas, de entre os quais três eram apóstolos (João, Mateus e Paulo).
A coincidência não é plausível. Por alguma razão estes cinco monstros do génio humano recusaram a escrita e preferiram a oralidade, a dialéctica do discurso público, interactivo e dinâmico, inquiridor e incisivo e concreto, mas estranha e paradoxalmente efémero, confiando em apóstolos, discípulos e monges a sobrevivência da sua mensagem à erosão das eras.
Sei que estou a mentir, sei que ninguém me acredita, mas minto na mesma, descaradamente e com quanto dentes
NOW - Trump: "Iran is going fine—going just absolutely fine. We totally control the Strait of Hormuz. We have control over it; nobody else, only us." pic.twitter.com/M9nK0BoNdS
— Disclose.tv (@disclosetv) August 12, 2026
Procurador-Geral da Flórida inicia investigação sobre as acções de Fauci durante a COVID-19.
A brincar com o fogo: Pentágono elabora nova estratégia, que enfatiza a utilização de armas nucleares tácticas.
Aldeia inglesa organiza votação para declarar a independência do Reino Unido em protesto contra enorme campo de migrantes.
Os residentes de Piddington, em Oxfordshire, Inglaterra, planeiam realizar um referendo sobre a secessão do Reino Unido, em protesto contra a decisão do Ministério do Interior de abrigar mais de 1.200 requerentes de asilo num antigo quartel do exército próximo.
Eclipse
Que escuridão temem os meus olhos,
que fim da luz, que raio de trevas
se sobrepõe ao sol, que zarolhos
observam a nudez das servas?
Ah, que a Lua passe a planeta,
que a noite se transforme em História,
p'ra sempre como um cometa
rodando na órbita da memória!
O ocaso não é o da estrela que vejo;
é o desta civilização que protejo
do inescapável apocalipse.
Escondido do mundo, o sol
serve ao cosmos como farol
serve ao crepúsculo como eclipse.











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