sexta-feira, outubro 16, 2026

Vou só deixar isto aqui.

quarta-feira, outubro 14, 2026

Um punhado de péssimas ideias.

É verdade que os políticos que regem o Ocidente não são propriamente as crias mais espertas da ninhada, mas seria de esperar que mesmo a estupidez humana tivesse os seus limites. Acontece que não. Cinco casos de estudo sobre esse abismo sem fundo.


 

É preciso ser um aldrabão mesmo desavergonhado para ser desmentido por Boris Johnson.

No fim de semana passado, Andy Burnham saiu-se com a estapafúrdia tese de que Moscovo tinha interferido no referendo do Brexit. Hoje, foi desmentido - e bem desmentido - por Boris Johnson. 

Mas é preciso ser um mentiroso deveras manhoso para fazer com que Boris pareça assertivo, não é? Ainda por cima relativamente a um assunto que tem a ver com a Rússia, que o antigo primeiro-ministro dito "conservador" é capaz de detestar tanto ou mais que o actual primeiro-ministro dito "trabalhista"...


Os houthis como representação gráfica do declínio do Ocidente.

Os houthis são uma tribo guerreira xiita que habita as montanhas ocidentais do Iémen. Têm uma força de 350.000 milicianos que luta contra uma coligação imensa, constituída por sauditas, iemenitas, emiradenses, israelitas, americanos e ingleses, com equipamento militar do século XX, salvo um ou outro sistema balístico mais ou menos sofisticado que lhes foi fornecido pelo Irão e uma quantidade grande de drones de custo módico, que adquiriram, supostamente, à China.

Estão neste momento no epicentro da guerra que eles próprios deslocaram do Golfo Pérsico par o Mar Vermelho e ameaçam seriamente a existência não só do Estado iemenita mas até da Arábia Saudita.

Nos últimos meses conquistaram território (principalmente junto à costa do Mar vermelho, que é estratégica para o comércio global), e assumiram-se como o principal aliado do Irão, não sendo certo porém o poder efectivo que Teerão detém sobre estas gentes. 

O Ocidente parece completamente impotente perante esta força paramilitar anacrónica e, comparativamente em relação ao inimigo, diminuta em efectivos, recursos e equipamento. Trump tem medo de se meter com eles, dados os problemas que na região já tem para resolver e depois de em 2025 ter desperdiçado um bilião de dólares numa campanha de bombardeamentos completamente inútil, que nem sequer conseguiu estabelecer superioridade aérea sobre o território dominado pela tribo xiiita. Já antes, o regime Biden tinha tentado incomodar os rebeldes com sucessivas ofensivas balísticas que deram em nada.

Em 2024, o Reino Unido também decidiu intervir militarmente contra os Houthis (como Londres criou o reino saudita nos anos 30 do século XX, ainda acha que tem a responsabilidade de o apoiar), fazendo chegar ao Golfo de Aden dois navios de guerra (outros destacados pela marinha britânica para essa missão nem sequer partiram de Inglaterra por motivos técnicos ou incapacidade de constituir tripulações adequadas em número e qualificações), que fizeram diferença absolutamente nenhuma no teatro das operações.
 





 
Neste momento, os houthis estão de tal forma na mó de cima que ameaçam Washington com "rápida e dolorosa" resposta, caso o Pentágono decida voltar a atacá-los, enquanto bombardeiam Riade como se não houvesse amanhã e atacam até, aparentemente, a esquadra americana estacionada no Mar Vermelho.


O que salta à vista nesta história é a incapacidade militar do Ocidente e dos seus aliados, incluindo Israel, para levar de vencida uma tribo renegada, miliciana, tecnologicamente primitiva, que opera num dos mais estratégicos enclaves do planeta com uma eficácia tremenda.

Querem estes palhacinhos todos travar uma guerra - e vencê-la - com o Irão. Com a Rússia. Com a China.

Por amor de Deus. 

terça-feira, outubro 13, 2026

Trump anunciou cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia. Como é costume, ninguém lhe ligou nenhuma.

Aparentemente, o inquilino da Casa Branca não se preocupou em negociar com russos e ucranianos o cessar-fogo que decretou, aunciando-o no Truth Social antes até de informar as partes interessadas da sua decisão, que foi, acto contínuo, ignorada.


 

Este pastor fala verdade.


Sam Altman afirma que o mundo terá que “aceitar as coisas más” das tecnologias de IA, em nome dos seus alegados benefícios.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que "o mundo deve aceitar que algumas coisas más aconteçam em prol dos benefícios desta tecnologia", sem que se perceba que "benefícios" são esses e que "coisas más" podem acontecer ao mundo. 


 

Espanha: Regime Sánchez planeou conceder cidadania a centenas de milhares de africanos como “reparação histórica”.

Antes de cair, o governo socialista de Pedro Sánchez avançou com legislação que concede potencialmente a cidadania espanhola a centenas de milhares de saarauís, cujas famílias tinham ligações ao território do Saara Ocidental quando este estava sob administração de Madrid.


 

Era uma vez uma tribo de bots; fim.

"We don't build AIs, we grow them."

Um grupo de agentes de IA isolados receberam tarefas impossíveis. E para as resolver, conseguiram escapar aos respectivos confinamentos, criaram um fórum de mensagens, um sistema divisão do trabalho e um departamento de I&D. Depois deambularam pela internet, orquestrando ataques cibernéticos, cometendo crimes e causando milhões de dólares em danos no final da odisseia. No entretanto até descobriram - e aplicaram - conceitos complexos como o do martírio e o de honrar compromissos prévios. Tudo porque queriam perceber como vencer um jogo.

Acontece que estes mesmos sistemas estão a ser utilizados para comandar, coordenar, orientar e operacionalizar as forças militares da maiores potências do mundo. O que é que pode correr mal? 

Um ensaio arrepiante de Exurbia.

segunda-feira, outubro 12, 2026

Quando a lei protege o exibicionismo e abandona os cidadãos.

Entregar os espaços verdes à impureza e à devassidão é fechar os olhos à desonra do ser humano, um acto de infidelidade ao chamado bíblico de zelar pela pureza do coração, da mente e da própria terra que nos foi dada a cuidar. A crónica de Maria Helena Costa.


 


 


Mais uma pedrada no charco da irrelevância.

Quantos cessar-fogo já decretou Donald Trump desde que regressou à Casa Branca? 15. E quantos foram integralmente respeitados? Praticamente nenhum. E este último não foge à regra:


Faz-me imensa confusão que a recorrente circustância de ninguém ligar nenhuma ao que diz o presidente dos EUA não lhe incomode o ego, de tal forma que está constantemente a insistir em mandatos aos quais ninguém obedece. 

O homem está de tal forma enredado num labirinto de espelhos, de tal forma demente na alucinação do poder, de tal forma assustado com a perspectiva de um desastre nas intercalares, que nem se apercebe que é ele o primeiro agente da sua própria desautorização. 

Bem sei que de cada vez que Trump abre a boca, a família dele ganha fortunas na bolsa, mas dinheiro já eles têm todos de sobra. É de alguma dignidade que estão desesperadamente precisados.

Rosário.

Tenho muita vaidade das minhas rosas. Plantou-as a minha sogra, no século XX. Tenho cuidado delas, com a atenção que merecem, e quanto mais as cuido, mais perfeitinhas florescem.


 
São três roseiras que me enternecem por demais, que me alegram a vida, que respondem ao meu carinho com exuberantes e regulares arquitecturas fractais; e quase consigo observar em câmara lenta novos botões a brotar, quase consigo captar por inteiro o rebentamento certeiro da rubra flor.





 
Gosto tanto das minhas rosas (pena de não ter também amarelas) que até a Ofélia tem ciúmes delas.


 

Woke & broke: Jaguar vendeu 2 automóveis nos primeiros 8 meses de 2026.

Segundo os números da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis, a Jaguar vendeu apenas dois veículos no período entre Janeiro e Agosto deste ano. A filosofia woke levou à ruína uma das mais prestigiadas marcas da indústria automóvel europeia.






Moscovo dá pau para toda a obra.

Não há eleição que não corrompa, não há peste que não pegue, não há drone que não rebente: A Rússia e Vladimir Putin são culpados de tudo o que possa acontecer ou desacontecer, não há hipótese. Eleição de Trump em 2016? Foi interferência do Kremlin. Brexit? Também. E na Roménia, não tinham Georgescu a soldo? Outrossim. E o AfD, não é financiado pela Rússia? Claro que é. Guerras perdidas e eventos adversos, gente de quem não gostamos, ideias que queremos combater, discurso que queremos censurar, vem tudo do mesmo sítio. 

Convenhamos, os russos são deveras industriosos.

Está a esticar a corda, o rapazinho.

Será desta? Trump parece ter perdido a paciência para aturar Zelensky.

Depois de ter dito ao comediante ucraniano para parar de bombardear refinarias russas, e de não ter sido obedecido de todo, Trump está agora a clamar por um novo líder em Kiev e a fechar negócios com Putin. Mas não será tudo isto teatro político a pensar nas intercalares?


 


When you come I'me leaving, Summer girl.

Summer Girl . TV Show . The Pigeon Detectives

A realidade é um meme.


Creepy & Weird

Esta breve dissertação de Neil Oliver é, em simultâneo, cómica e trágica. É cómica porque Oliver repete não sei quantas vezes a expressão creepy and weird, com aquele sotaque escocês dele, que é delicioso, sendo que a repetição transforma em comédia um texto muitíssimo sério. É trágica porque o que ele retrata é esta nossa sociedade, que é sinistra e esquisita até mais não, que não só tolera o que é esquisito e sinistro como celebra isso, e onde tudo é possível porque Deus está de férias.

Um monólogo que se fosse mais assertivo, rebentava.

Ideologia de género: Entre a realidade biológica e a colonização ideológica.

O ser humano é simultaneamente animal e cultural e a cultura não tem de destruir o corpo para afirmar a liberdade, nem a biologia precisa de negar a cultura para fundar a realidade. A crónica de António Justo.


 


Alto quadro do Partido “Conservador” britânico desvaloriza horror dos gangues de violadores muçulmanos: “Não é um grande problema”.

O ex-ministro do Partido Conservador Rory Stewart, espécime típico das elites globalistas britânicas, classificou o escândalo das violações de jovens nativas por grupos de muçulmanos no Reino Unido como um problema menor e "controlável”. 


 

domingo, outubro 11, 2026


É mais ou menos isto...

Música para acordar vizinhos.

Lovers Come and Lovers Go . TV Show . The Pigeon Detectives

Porque é que as forças armadas deixaram cair a monarquia?

A monarquia, antiga de 782 anos, baqueou em menos de 24 horas e apenas nove dias depois do Rei ter pensado que tinha o Exército a seu lado. João José Brandão Ferreira procura pelas razões que levaram os militares a deixar cair o regime.


 

"Strike three, you're out."

Donald Trump parece ter perdido a paciência para aturar Zelensky, pela enésima vez. Depois de ter dito ao comediante ucraniano para parar de bombardear as refinarias russas, e de não ter sido obedecido de todo, está agora a clamar por um novo líder em Kiev. 


Sinceramente, não creio que  o Regime Epstein tenha interesse em romper com Zelensky, que tem sido até aqui um competente demónio, e leio as palavras de Trump como puro teatro político para consumo interno. Daqui a pouco mais de um mês temos as intercalares e o presidente ucraniano serve na circunstância - e temporariamente - como um esplêndido bode expiatório para a alta dos preços do gasóleo. 

Depois das eleições para o Congresso, tudo voltará ao normal. E no entretanto, a CIA e o Pentágono vão continuar a fazer tudo o que podem e não podem para dar à Ucrânia condições de atacar o território russo.

Mas há muito boa e dissidente gente, como o Tenente-Coronel Daniel Davis, que está a levar a sério o folclore satânico do magnata de Queens, acreditando que é desta que Trump vai mudar de rumo em relação à guerra na Ucrânia. 



No entretanto, Putin volta a pactuar, estranhamente, com a agenda da Casa Branca, fechando um negócio petrolífero com Trump que é irrelevante para a economia americana e ainda mais insignificante para a procura global (no máximo e se tudo correr bem, a Rússia vai exportar, ao abrigo deste acordo de seis meses, diesel suficiente para nove dias de consumo dos EUA), mas que serve às mil maravilhas a propaganda do regime americano.




Não percebo como é que o Kremlin não percebe que está a cumprir os interesses do inimigo.


sábado, outubro 10, 2026

Como os Houthis derrotaram as forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita e tomaram a costa do Mar Vermelho.

A tomada de territórios costeiros no Mar Vermelho pelos Houthis aconteceu literalmente do dia para a noite, e põe em causa o já obstruído trânsito de crude e gás naquela região estratégica para a economia global. Um roteiro desse avanço militar.



Batalhas campais em Paris e Liege: “Protestos” em França contagiam “estudantes” na Bélgica.

Enquanto em França os "protestos dos estudantes" continuam a assemelhar-se mais com uma sublevação civil, orquestrada pela extrema-esquerda e motorizada pela comunidade migrante, a onda de violência contagiou também o leste da Bélgica, com incidentes na região de Liege.


 

Uma oligarquia dentro da outra: ex-ministro da Economia francês propõe federação de seis países para contrariar a Comissão Europeia.

O antigo ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, propôs a criação de uma federação europeia de seis países – França, Alemanha, Itália, Espanha, Polónia e Países Baixos – que permaneceria na União Europeia. Uma oligarquia globalista ainda mais distópica da que já existe.


 

Deus é grande e o Mowak está vivo!

Depois de uns bons seis meses sem publicar um piu que fosse, o mais popular comentador de F1 de todos os tempos regressou. Para aniquilar Charles Leclerc.



E reparem bem neste detalhe delicioso, incluso no clip.


sexta-feira, outubro 09, 2026

Verão de Outubro.



Replay & Replayed

Hoje acordei com esta antiga malha na cabeça, nem sei dizer porquê. Mas seja como for, a obra merece cair no blog, assim, em duas versões com 40 anos de diferença.

Slow Emotion Replay . Dusk . The The

Slow Emotion Replay . Live on KEXP . The The

Lepanto: a batalha que salvou a Europa do jugo Otomano.

O Ocidente de hoje seria muito diferente se o desfecho da Batalha de Lepanto, travada em Outubro de 1451, tivesse sido adverso às forças cristãs. Uma breve revisitação desse triunfo decisivo contra o avanço islâmico sobre a Europa.