quarta-feira, julho 22, 2026

Estabelecimento político canadiano aprovou e retificou em Junho projecto-lei “anticristão”, que criminaliza citações bíblicas.

As duas câmaras do parlamento canadiano aprovaram, e o governador geral retificou, uma lei que permite a criminalização da expressão e crença religiosa se o crente citar excertos da Bíblia que vão contra a ideologia de género do regime.


 

Thomas Massie no Redacted: 50 minutos de verosimilhança.

Sendo apenas conheço um fonte de Verdade neste mundo, que é a de Cristo, esta conversa entre o único representante realmente dissidente em todo o Congresso americano e Clayton Morris será um dos registos mais verosimilhantes sobre a vida política americana, vista por dentro, que podemos ter por estes dias. 

Massie explica a perigosa disposição (Secção 219) que está escondida na Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA), e que obriga legalmente a uma integração permanente das cadeias de abastecimento, de inteligência e da tecnologia militar dos Estados Unidos e de Israel, uma medida sem precedentes, já documentada e denunciada pelo Contra, a que o congresssista chama "aliança intrincada" (é dizer pouco).

Massie detalha como a sua emenda para remover esta secção foi impedida de ser debatida ou votada, ocultando efetcivamente a verdadeira intenção do público, e argumenta, assertivamente, que o objectivo a longo prazo de Israel é "infiltrar-se como uma carraça" e tornar-se parte integrante dos EUA, enfiando a federação em guerras eternas no Médio Oriente, no mínimo (Telavive está aflito por levar a guerra à Turquia).

Na outra metade da conversa, Massie e Morris discutem o bloqueio que o Estado profundo e o regime Trump têm levantado contra a divulgação da totalidade dos ficheiros Epstein.

Para quem tem interesse pela actualidade política dos EUA, estes 50 minutos são incontornáveis.

Juventude sem valores, sem regras, sem referências: um diagnóstico da crise actual.

As redes sociais expõem com constância uma realidade dolorosa: gerações inteiras de jovens parecem flutuar sem âncora, sem valores morais sólidos, sem regras claras e sem referências verdadeiras. A resposta cristã de Maria Helena Costa.


 


Distopia do Reino Unido: Trabalhistas elaboram planos para obrigar redes sociais a dar prioridade à imprensa corporativa.

O governo britânico quer obrigar as plataformas de rede social a dar prioridade a veículos de comunicação de serviço público "fiáveis", como a infiável BBC, levantando preocupações sobre a despótica influência do estabelecimento globalista na cobertura noticiosa online.


 

Colonialismo 2.0: Estados Unidos ponderam enviar 3.000 “técnicos” para estabelecer uma administração temporária na Venezuela.

Utilizando como pretexto a reconstrução do país após os devastadores sismos ocorridos em Junho, a administração Trump está a considerar enviar cerca de 3.000 "técnicos" para a Venezuela, que vão constituir uma "administração temporária" da nova colónia.


 

terça-feira, julho 21, 2026

Os iranianos estão a dar um banho aos americanos, até na propaganda.

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #188

Máquinas do tempo.

Dream Team

segunda-feira, julho 20, 2026

Donald Trump acusa a China de interferência nas eleições presidenciais de 2020.

Em 2016 foram os russos, segundo os democratas. Em 2020 foram os chineses, segundo os republicanos. Mas é claro que o país que realmente interfere nas eleições americanas e tudo à volta não é a Rússia nem a China. E não é de agora. É desde o pós-guerra.


 

Um mapa para o desastre.

A geografia faz do Irão uma fortaleza inexpugável. Se não, vejamos:
 


Esta gente tira-me do sério, sinceramente.

Abres uma conta no X. Apresentas-te como informador do Estado Profundo ou como investigador em anti-gravidade ou um título assim fantasista qualquer. Começas a debitar uma quantidade de tweets enigmáticos, com declarações bombásticas sobre invasões de extra-terrestres, tecnologia alienígena, super-poderes do governo federal americano, armas de ficção científica do Pentágono, enfim, todo um guião delirante de sugestões para alucinação das massas. Não apresentas um facto que seja sobre o que afirmas. 

Eu até sou um convicto teórico da conspiração, mas esta filosofia editorial, muito comum no X, que é preguiçosa e manhosa e oportunista e só contribui na verdade para o ruído informacional que neste momento da história já é praticamente insuportável, enerva-me solenemente.

Por muito que a especulação seja um dever da cidadania, nos tempos que correm, não deixa nunca de ser verdadeira a máxima de que afirmações extraordinárias carecem de extraordinárias evidências e qualquer teoria da conspiração deverá ser minimamente baseada em factos, para não constituir pura e dura desinformação.

Este palerma aqui descarrega na web a peremptória afirmação de que os EUA têm tecnologia de tele-transporte, assim a seco, sem um indício que seja que possa ser correlacionado com a "informação" que está a emitir, e pronto, está feito. Sempre são 20.000 likes e 1.5 milhões de visualizações que vai facturar a seguir ao Musk.


Neste caso, o palhacinho serve claramente o imaginário do Regime Epstein, que, como já documentei, tem um gosto particular pela ficção científica. Mas reconheço que há muitas contas que contribuem inadvertidamente com este género de ruído para a luciferina agenda das elites, que é a de confundir e alienar as massas, arrastando-as para fora do limiar da realidade. E nem sei o que é pior. Se o ruído criado intencionalmente para fins de alucinação das audiências, se o ruído criado sem consciência da alienação que promove, fundado apenasmente na ganância ou na idiotia.

Gestapo de Silicon Valley: Nova “funcionalidade” do Microsoft Word condiciona politicamente a linguagem com um “editor de inclusão”.

Apostando numa "táctica ideológica que procura remover a própria noção de género da sociedade", a Microsoft lançou uma ferramenta woke que sugere palavras politicamente correctas para tornar a linguagem “inclusiva de todos os géneros”.


 


A Falácia da Tática de Opor Espiritualidade a Religião

Vivemos tempos em que se tornou quase um sinal de distinção afirmar que se é espiritual, mas não religioso. A dialéctica, falaciosa, serve a agenda de um mundo caótico, favorável ao relativismo que tudo justifica. A crónica de António Justo.


 

Novo estudo expõe como o neo-liberalismo transformou a doença mental numa identidade política.

Para além das pesquisas em que os conservadores relatam consistentemente níveis mais elevados de felicidade, um novo estudo defende que a doença mental começou a funcionar como uma identidade política para os americanos, com especial incidência nos liberais. 


 

Yes.

Kaká, ou o que Cristo pode fazer por um homem.

Neste breve clip, Kaká fala da sua experiência de vida no momento em que transitou, cotado como o melhor jogador de futebol do mundo, do AC Milan para o Real Madrid, das dificuldades que enfrentou no clube madrileno e como a fé cristã o ajudou a reencontrar a sua identidade como futebolista, a manter a sua integridade profissional e sobretudo a aceitar com tranquilidade as curvas do destino, na glória como na adversidade grato pelo privilégio que Deus lhe concedeu. 

O registo vídeo mostra um homem sólido, sem rancores nem arrependimentos, muito bem resolvido com a vida.

Mais futebolistas destes, por favor. 

Ulisses, Apocalypto e a máquina de alucinação das massas.


domingo, julho 19, 2026

Toda a gente com um dedo de testa antevê um desastre histórico.

Quem acredita que uma invasão terrestre do Irão pelos EUA é qualquer coisa parecido com uma boa ideia deve ouvir o que diz, nesta conversa com Mario Nawfal, o ex-SEAL da Marinha e veterano de operações especiais Matt Bracken, que faz duas muito pertinentes analogias.

A ilha de Kharg, no nordeste do Golfo Pérsico, tem o tamanho de Iwo Jima. Na II Guerra Mundial, os EUA bombardearam a ilha com navios de guerra durante semanas antes de desembarcar 70.000 fuzileiros. Ainda mesmo assim perderam 7.000 vidas e tiveram 19.000 feridos em apenas um mês (quase 50% de baixas).

A ilha de Qeshm, ponto crucial em pleno Estreito de Ormuz, é maior que Okinawa, cuja invasão demorou 3 meses e fez 12.000 mortos entre os soldados americanos. Os iranianos chamam à ilha "Cidade dos Mísseis", de tal forma consiste numa fortaleza subterrânea inexpugável, de solo granítico e imensa capacidade balística.

O Irão teve décadas para construir túneis nestas ilhas, estudar as tácticas americanas e preparar-se precisamente para este cenário. E, ao contrário do Japão na Segunda Guerra Mundial, possui mísseis de precisão capazes de atingir cada centímetro do Golfo Pérsico.

Matt Bracken não tem dúvidas:

"Se entrarmos no Irão, penso que perderemos todos os que enviarmos; quanto mais enviarmos, mais perderemos, e os iranianos têm sido muito claros quando dizem: 'Venham, venham, sejam bem-vindos'."
Matt concluiu dizendo que anão há vestígios de racionalidade na Casa Branca e no Pentágono e que tudo começou com um ataque surpresa a 28 de Fevereiro, pelo que nenhuma possibilidade deve ser descartada. Donald Trump será capaz de qualquer desastre e será capaz até de qualificar o pior dos desastres como uma vitória, independentemente dos americanos que morrerem no Golfo.

Guerra Civil♀️

“Três Oito e Setenta e Cinco”: José Ricardo Nunes e a poesia de bolso.

Poetas Clandestinos da Literatura Portuguesa: “Três Oito e Setenta e Cinco” é um polaroide sensacionista, porque José Ricardo Nunes é um verdadeiro perito do instante. Mas a sua poesia, volátil como um livro de bolso, é um bom tratamento para as dores da comédia humana.



Guerra intestina em Silicon Valley: Apple processa OpenAI por alegado roubo de segredos comerciais.

A Apple interpôs uma acção judicial federal acusando a OpenAI de apropriação indevida de informações confidenciais para impulsionar os seus esforços em hardware. A acção pode afectar os planos de captação de capital anónimo da empresa mãe do ChatGPT.



 

Espanha descobre que 70% dos imigrantes que se declaram menores não acompanhados são, na verdade, adultos.

Um novo relatório revela uma fraude generalizada na identificação etária entre os imigrantes que se declaram como menores à entrada em Espanha, com implicações significativas para os sistemas de asilo no país vizinho e por toda a Europa.


 

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #187


 

Próximo Primeiro-ministro do Reino Unido, que ninguém elegeu, planeia roubar os contribuintes com um aumento de impostos de 50 mil milhões de euros.

Apesar de não ter sido eleito por ninguém, Andy Burnham estará a planear aumentos significativos de impostos sobre os contribuintes britânicos, que já enfrentam uma carga fiscal esmagadora e que vivem num país em sérias dificuldades económicas.


 

Disparu dispara (na direcção certa).

Outra vez o Disparu. Porque este rapaz impressiona. A forma como desmonta neste clip a obra ao negro de Christopher Nolan é absolutamente i-m-p-e-c-á-v-e-l.

Descartando o facto de ser um excelente crítico de cinema, Disparu é uma espécie de bardo, incómodo e certeiro, que escarafuncha profundamente nas feridas culturais do Ocidente. E nada como a subversiva e falsificada ópera de Nolan para meter o dedo, meio genial, na chaga, completamente putrefacta.

O poder já não pede permissão.

Sonhávamos que a tirania viria com botas e bandeiras, precedida por tambores, para que pudéssemos pelo menos reconhecê-la e resistir. Ela chega, pelo contrário, sem rosto e sem som, pedindo apenas que aceitemos os termos de uso. A crónica de Marcos Paulo Candeloro


 

Uma dívida saldada (mais ou menos).

Sempre que aqui no blog ou ali no ContraCultura vem a propósito o que dizem os dois alexandres do "The Duran", que são uma referência editorial importante para este vosso escriba, fico com esta sensação que não estou a ser justo com o cipriota Alex Christoforou, porque, no canal em que conversa com o greco-britânico Alexandre Mercouris, opta por lhe dar estatuto de mestre e mostra apenas uma parte (quando se enerva com a paciência que Mercouris) do seu excelente temperamento e instinto.

Christoforou tem um canal próprio, muito popular entre a dissidência ocidental (que na verdade até inspirou o meu muitíssimo mal comparado "Nocturnos"), em que caminha pelo Chipre e pelo mundo enquanto submete as elites ocidentais ao devido ridículo. E tem um talento espectacular para fazer isto, porque é um cristão ortodoxo com muita pinta, porque é bem disposto sem deixar nunca de ser corrosivo p'ra caraças, porque está sempre (ou quase sempre, como vou explicar a seguir) do lado certo, se não da História (até porque o "lado certo da história" também soma horrores excessivamente), seguramente do lado certo da Razão e da Moral.

Alex Christoforou é uma espécie de amplificador daquilo a que os seus ancestrais chamavam logos. A Razão e a capacidade de a articular através da palavra. E faz isto para as massas, muito bem feito.

Neste episódio, que é em tudo exemplo gráfico e semântico das suas virtudes como homem e como comunicador, Christoforou comete ainda assim um erro, ao desacreditar qualquer hipótese de que Donald Trump retifique a Graham Bill, o niilista pacote de sanções contra a Rússia baseado numa iniciativa legislativa que o defunto Lindsey Graham foi anunciar à Ucrânia imediatamente antes de morrer. 

É verdade que a proposta é niilista e altamente provocadora (até Vladimir Putin é sancionado e a economia e a indústria americanas vão sofrer efeitos secundários significativos). Mas a probabilidade de que Trump retifique o diploma do Congresso, por muito ensandecido que seja o documento, é bem alta, analisando a conjuntura. E é até um bocadinho estranho que o lúcido cipriota não perceba isso.  

Salvo esse erro de cálculo, deixo-vos com este impecável exercício editorial, e com mil desculpas ao Alex, que já mais que merecia o tributo, por modesto que seja.

Esta, sim, é a imprensa "moderna".

O director da CIA acaba de confessar que os EUA estão em guerra aberta com a Rússia.

Não, não estou a exagerar. Eis o que ele disse:

"Neste momento, a Rússia ocupa 20% da Ucrânia. Quando assumi a direcção da CIA, há 18 meses, a Rússia ocupava 19% da Ucrânia. O ritmo do seu avanço abrandou porque o domínio da Ucrânia na guerra com drones e na guerra assimétrica representa um grande factor de equilíbrio."

 

 

"Os soldados russos sobrevivem em média apenas 20 a 30 minutos no campo de batalha por causa dos drones com inteligência artificial da Ucrânia. A nossa inteligência está de acordo com alguns relatórios de fontes abertas que poderão ter visto: a esperança média de vida de um recruta russo, ao chegar ao campo de batalha na Ucrânia, está estimada entre 20 e 30 minutos. Isto porque os drones com inteligência artificial se tornaram máquinas de matar especializadas e de baixo custo. É por isso que uma força inferior, quatro anos e meio depois, conseguiu conter a força superior da Rússia contra a Ucrânia. O ritmo do avanço ucraniano abrandou, uma vez que o domínio das tecnologias emergentes por parte da Ucrânia, e neste caso, a guerra com drones, a guerra assimétrica, representa um grande factor de equilíbrio." 

 

 

Não é subreptício: John Ratcliffe associa abertamente um alegado sucesso da guerra assimétrica ucraniana ao seu mandato como director da CIA. E gaba-se de tantos russos que está a matar, e de como morrem rapidamente no teatro das operações, graças à tecnologia americana. Porque toda a gente sabe que os "drones com inteligência artificial "e "o domínio das tecnologias emergentes" não seriam acessíveis às luminárias de Kiev sem as palantires de Silicon Valley.

Sou só eu que acho isto espantoso? 

Partindo do princípio que concordam comigo e que Ratcliffe declarou, oficiosamente, guerra à Rússia, na minha talvez maluca ideia aquele que primeiro o devia fazer, oficialmente, seria o Presidente dos Estados Unidos da América, depois de devidamente autorizado pelo Congresso.

Não é? 

Chegámos mesmo a este ponto esquizofrénico da coisa em que o director da supra-mafiosa Agência Central de Inteligência norte-americana diz preto no branco que está em guerra com a segunda potência nuclear no mundo, e a matar muitos dos seus soldados, sem a legitimação de todo o sistema constitucional da federação?

Se este é o novo normal, imaginem o que vai acontecer quando Ratcliffe se decidir a fazer algo de extraordinário.

sexta-feira, julho 17, 2026

Sobre o ‘Chat Control 2.0.’

O 'Chat Control' da UE refere-se a 2 processos legislativos: um já aprovado, temporário, que não inclui comunicações protegidas por encriptação de ponta a ponta, e outro, em preparação e com regime permanente, que abrange todas as plataformas digitais. A crónica de António Justo.


 


Freaking hell... 😬

Quem é que interfere nas eleições americanas?

Em 2016 foram os russos, segundo os democratas. Em 2020 foram os chineses, segundo os republicanos. Mas o país que realmente interfere nas eleições americanas e tudo à volta não é a Rússia nem a China. E não é de agora. É desde o pós-guerra.

A Censura à Vida: Quando Defender o Inocente se Torna Crime

A decisão da ERC de multar os canais de televisão que passaram o filme pró-vida de Miguel Milhão é totalitária. É o Estado a decidir, segundo um ideário político, que ideias podem e não podem ser expressas em praça pública. O protesto de Maria Helena Costa.


 

Não, não é comédia.

É humilhação.

Enquanto americanos enfrentam a inflação, o desemprego e o decréscimo no poder de compra, o sector bancário dos EUA regista lucros recorde.

Os principais bancos norte-americanos registaram lucros recorde, apesar da inflação persistente, das pressões económicas ligadas à guerra com o Irão e do declínio do poder de compra das classes médias nos EUA.


 


Bruxelas empenhada em reduzir a cultura europeia a instrumento de guerra.

A Europa, velha de séculos mas surpreendentemente imatura na sua gerontocracia, julga rejuvenescer apostando apenas nas suas qualidades guerreiras. É um equívoco trágico e profundamente irónico. A crónica de António Justo.


 


A humilhação é um dos objectivos.