domingo, agosto 16, 2026


Vá, diz lá, já bebeste um copo a mais, não foi?

Perdão, senhoras, mas:


Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil #03

Fotopsicografia de Robert Tyre Jones Jr.

Único na história do jogo a conseguir ganhar os 4 maiores torneios do Golfe numa época só, Bobby Jones será talvez o desportista amador mais bem sucedido de sempre. E um exemplo de classe, fair play e virtuosismo.


A Ella quer ser ela.

É por coisas como estas que eu são um fã assumido da Ella. Mesmo quando ela, por incrível que pareça, quer ser outra rapariga.

E se repararem, isto é um tema country escrito como um rapper o escreveria, para afinal ficarmos tão só com uma música pop nos tímpanos.

Tudo muito bem feitinho. 

 
Be Her . Dandelion . Ella Langley

A Internet a ser gira à brava.

Sigam a ciência! 40% dos sinais de ressonância magnética não correspondem à actividade cerebral real.

Os neurocientistas há muito que presumem que, quando uma região do cérebro se torna mais activa, mais sangue flui para ela, premissa que valida os dados da ressonância magnética. Mas um novo estudo afirma que esta premissa está errada em cerca de 40% dos casos.


 

Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil #02

A Marcha que não quer igualdade, mas subversão.

A marcha de Lisboa não foi uma festa do orgulho. Foi a demonstração ostensiva de que uma parte significativa do activismo actual não quer direitos iguais: quer privilégios, impunidade e a transformação cultural forçada da sociedade. A crónica de Maria Helena Costa.


 

 

Estou mesmo muito preocupado com isso.

Mas sou tão estúpido como os outros estúpidos, na verdade. A única diferença é que estou preocupado com a minha. Estupidez. 

E de qualquer forma, se não existissem estúpidos, como eu, como é que sabíamos da inteligência dos inteligentes?

Coisas que acontecem no princípio de uma guerra civil.*

* Este vídeo deve ser consumido na sua integralidade.

sexta-feira, agosto 14, 2026

Ella Langley: o charme e o talento de uma América desaparecida.

Estou há que tempos para pôr em audição aqui no blog a Ella Langley, a actual raínha do folck/rock norte-americano de que já fiz breve menção em Abril deste ano, e que me tem encantado os tímpanos nos últimos tempos. Chegou a hora.

Gosto de tudo nela. O imaginário country glamour, a sonoridade que me faz regressar a uma certa idade da inocência, o balanço das guitarras, o talento letrista (sim, a Ella não é só um borracho de cair para o lado), enfim, a rapariga, sendo em tudo uma criação mainstream, tem poder sobre a minha sensibilidade acústica que nunca mais acaba e eu gosto do gosto dela, por muito que seja tirado de um obscuro saloon do Tennessee e mascarado de lantejoulas.

Vamos ouvir principalmente músicas do seu último longa duração, 'Dandelion', de 2025, mas começo com uma muitíssimo saborosa malha do álbum de 2024, 'Still Hungover'.

Weren't for the wind .  Still Hungover . Ella Langley

😄 😅 😂

Para quem não percebeu o meme, artigo sobre o assunto aqui.

Where did nukes come from?

quinta-feira, agosto 13, 2026

Mensagens de texto de Fauci revelam preocupações sobre abortos espontâneos provocados pelas vacinas mRNA contra a Covid-19.

Mensagens de texto recentemente divulgadas mostram Anthony Fauci a discutir os potenciais riscos das vacinas de mRNA contra a COVID-19 para as mulheres grávidas, levantando questões sobre a transparência do programa de vacinação e o consentimento informado.


 


Epicteto e a libertação face ao poder da tirania.

O poder é a capacidade de controlo sobre o que valorizamos. Assim, o segredo para nos libertarmos da influência de qualquer tirania é valorizar aquilo que podemos controlar sobre aquilo que não podemos.


 

Triunfo das trevas: Estado do Massachusetts legaliza aborto sem restrições até ao momento do parto.

A governadora democrata do Massachusetts, Maura Healey, acabou de sancionar uma lei luciferina, que permite efectivamente o aborto até ao momento do parto. É o décimo primeiro estado da federação americana a permitir a abominação.


 

Não aprendem nunca.


Como se aprisiona um homem sem erguer uma única parede.

O que Michel Foucault não previu, ou previu e achou graça, é que sua descrição do cárcere viraria manual de instruções nas mãos excatas de quem ele julgava que estava a denunciar. A crónica de Marcos Paulo Candeloro.


 

1944-2026: um exercício comparativo.

O tweet em baixo diz assim:

Em consequência das condições "infernais" a bordo do USS Abraham Lincoln, os EUA estão a enviar o porta-aviões USS George Washington para o Médio Oriente para substituir o USS Abraham Lincoln, que já está em missão há mais de 250 dias, estabelecendo um recorde de dias consecutivos no mar, segundo o WSJ.

As condições catastróficas incluem escassez de mantimentos básicos, marinheiros a ficarem sem pasta de dentes e sabão, contaminação da água, problemas de canalização, deterioração da saúde mental, preocupações com a segurança no convés, falta de alimentos e interrupções no sistema postal, com encomendas perdidas durante meses. Vários marinheiros tentaram saltar para o mar e suicidaram-se.

O USS George Washington está a ser escoltado pelo USS Robert Smalls e pelo USS Shoup, navegando juntos para oeste em direcção ao Estreito de Malaca, com chegada prevista ao Médio Oriente em aproximadamente 8 dias.

 
Portanto, 250 dias sem voltar a casa. Muito bem. Não resisto à tentação de um quadro comparatico e, acto contínuo, faço esta pergunta ao Grok:

Quanto tempo sem voltar aos EUA ficaram os porta-aviões americanos envolvidos no palco do Pacífico durante a II Guerra Mundial? 

Responde o Grok:

Cerca de 18–20 meses (em torno de 570–580 dias) no caso mais famoso, o do USS Enterprise, sem voltar ao continente americano (Costa Oeste). 

Digo eu, por cima: 

O risco de vida, a intensidade do combate e o stress diário no teatro das operações do Pacífico em 1944-45 seriam infinitamente maiores. As condições de higiene e salubridade dramaticamente piores. A alimentação mais escassa ainda e limitada por certo a rações de combate, durante meses (já para não falar da fiabilidade postal e dos "problemas de canalização"). Ainda assim, o Enterprise permaneceu mais do dobro dos dias operacional (e de que maneira).

É claro: deve ter havido entre os marinheiros percentagens significativas de suicídios. Mas também é líquido que o número de baixas terá sido incomensuravelmente maior (pelo que sei, ninguém morreu vítima de fogo inimigo no Abraham Lincoln e o Grok fala-me de 130 mortos nos 550 dias em que o Enterprise não foi a casa - 374 em toda a guerra). 

É claro que, por muitas vezes, em muitos navios, as tripulações estiveram à beira do motim. Faz parte. Mas nem sequer podemos comparar as condições em que estes viviam e combatiam com o que se passa hoje no Golfo. Basta pensarmos que a marinha norte-americana era frequentemente atingida por kamikazes que tripulavam aviões carregados de bombas e combustível, e mesmo 'aviões-torpedo' (Nakajima B6N Tenzan), 'aviões-míssil' (Yokosuka MXY-7 Ohka) e 'torpedos submergíveis', tripulados, como o Kaiten.

Mais a mais, o Enterprise cumpriu a maior parte da sua missão depois de estar directamente envolvido numa das maiores batalhas navais da História - Midway. 

Estou portanto e nitidamente a comparar alhos com bogalhos, ou algas com robalos, para manter a analogia no devido contexto.

O Regime Epstein está a descobrir, para seu enorme espanto, que a marinha norte-americana é um tubarão de papel. Tripulações desmoralizadas, sem resiliência nem entendimento das razões morais e estratégicas da sua missão, navios sem munições nem mantimentos, gestão caótica da logística, espalhafato tecnológico, altamente oneroso, que não serve com eficiência ou adequação a realidade bélica do século XXI, assincronia entre a propaganda regimental e a realidade operacional. 

Um trágico, sem bem que circense, naufrágio do império americano.

Com acções em queda, Netflix pondera emissões em directo para animar accionistas e envolver subscritores.

As acções da Netflix estão em baixa após um ciclo de desempenho abaixo do esperado e um dos piores arranques de semestre em duas décadas. A solução para o desanimo dos accionistas e o baixo envolvimento dos subscritores é a transmissão de directos televisivos.


 

A recusa do debate: quando a ideologia se fecha à ciência e às ideias.

Enquanto continuar a tratar a discordância como heresia e as evidências como ódio, o activismo LGBTQIA+ continuará a afastar-se da ciência que tanto invoca e a aproximar-se de uma forma de fundamentalismo secular. A crónica de Maria Helena Costa.


Sigam a ciência, caraças!


Pior a emenda que o soneto. Literalmente.

No outro dia, reagindo a uma informação de inteligência que relatava uma eventual ameaça iraniana ao Air Force One, Donald Trump e mais 3 ou 4 dos seus principais colaboradores entraram no avião presidencial só para saírem depois, discretamente, por uma porta secreta, e enfiarem-se numa carrinha de catering que os levou a outra aeronave, um C-32A da Força Aérea dos EUA, que os serviços secretos consideraram mais segura. 

Concluída a viagem de Ancara para uma base aérea no Reino Unido, a comitiva presidencial fez o inverso jogo de faz de conta, voltando a entrar subrepticiamente no Air Force One e a sair dele pela porta corrente, para que fosse publicamente registada essa apenas aparente normalidade.


A história vale não só pelo medo que o Irão inspira à actual administração norte-americana, como e principalmente pelo facto de Trump ter deixado os profissionais da imprensa, boa parte da sua equipa (incluindo o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário do Tesouro Scott Bessent), os elementos da sua segurança e a tripulação do Air Force One descolarem e fazerem a viagem programada, como uma espécie de iscos, apesar da ameaça, de tal forma credível que obrigou o Presidente a meter-se numa carrinha de logística aeroportuária...

Perguntado - e muito bem - por que raio é que a situação era perigosa para ele, mas não era perigosa para toda a gente que viajava no avião presidencial, Trump respondeu assim:

"Não sei. Penso que, na verdade, o avião em que voei corria mais riscos, porque era o avião que eles provavelmente atingiriam." 


Portanto: Donald Trump quer convencer-nos que se obrigou a sair às escondidas de um dos mais sofisticados Boeings do mundo e a fazer-se transportar numa carrinha de catering para um avião militar, onde cumpriu a viagem, porque essa aeronave era não mais segura, mas mais perigosa.

Mudou de avião para salvaguardar não a sua vida, mas a vida dos restantes passageiros do Air Force One.

Ele é que foi o isco, pelos vistos.  

Isto é de doidos. Este homem não está bom da cabeça. O Presidente dos EUA não pode responder a esta mais que legítima pergunta de forma tão clamorosamente desastrada e infantil e mal pensada e infame, de tão estúpida. 

Espero sinceramente que os democratas ganhem nas intercalares a maioria nas duas câmaras do Congresso e destituam rapidamente Donald Trump.

Está a ficar excessivamente patético e perigoso tê-lo como inquilino da Casa Branca. 

No entretanto, a propaganda iraniana já goza o prato.

quarta-feira, agosto 12, 2026

Não pode ser uma coincidência.

Os cinco mais importantes pensadores da História Universal, que sem risco de errar redondamente serão Zaratustra, Buda, Confúcio, Sócrates e Jesus Cristo, não deixaram para a posteridade qualquer testemunho escrito.

Os ensinamentos de Zaratustra circularam oralmente durante mais de um milénio até que foram cristalizados no Avesta, que data já de uma era posterior ao nascimento de Cristo (Século III ou IV d.C.). Fontes antigas afirmam explicitamente que Zaratustra “não escreveu nenhum livro”, e que foram os seus discípulos que, após a sua morte, memorizaram e registaram as suas palavras. Com o legado de Buda acontece mais ou menos a mesma coisa: Ele viveu aproximadamente entre os séculos V e IV a.C. na Índia, e os seus ensinamentos foram transmitidos oralmente por monges durante séculos, por meio de memorização e recitação colectiva. Os textos mais antigos do budismo, como o Cânone Páli, só começaram a ser escritos por volta do século I a.C. no Sri Lanka (durante o Quarto Concílio Budista), mais de 300 ou 400 anos após a morte do Buda. A filosofia de Confúcio chegou-nos principalmente pelos relatos dos seus discípulos, de que os Analectos serão o documento mais relevante, e compilações alheias dos seus comentários a obras mais antigas. A inquirição de Sócrates chegou-nos pela obra de Platão, fundamentalmente, e através de alguns comentários de Aristóteles e comédias de Aristófanes. O Ministério de Cristo foi-nos legado pelos evangelistas, de entre os quais três eram apóstolos (João, Mateus e Paulo).

A coincidência não é plausível. Por alguma razão estes cinco monstros do génio humano recusaram a escrita e preferiram a oralidade, a dialéctica do discurso público, interactivo e dinâmico, inquiridor e incisivo e concreto, mas estranha e paradoxalmente efémero, confiando em apóstolos, discípulos e monges a sobrevivência da sua mensagem à erosão das eras. 

Sei que estou a mentir, sei que ninguém me acredita, mas minto na mesma, descaradamente e com quanto dentes

tenho.

Procurador-Geral da Flórida inicia investigação sobre as acções de Fauci durante a COVID-19.

ma vez que o perdão que recebeu de Joe Biden abrange apenas crimes federais, Fauci pode ser responsabilizado judicialmente pela sua conduta durante a pandemia nos tribunais estaduais. E o procurador-geral da Flórida parece inclinado para essa iniciativa.


 

A brincar com o fogo: Pentágono elabora nova estratégia, que enfatiza a utilização de armas nucleares tácticas.

O estrategista em chefe do Departamento de Defesa dos EUA elaborou um novo programa que enfatiza o potencial uso de armas nucleares tácticas de curto alcance num eventual conflito com a China ou a Rússia. Mas, para já, é o Irão que o Pentágono tem em mente.


 


Aldeia inglesa organiza votação para declarar a independência do Reino Unido em protesto contra enorme campo de migrantes.

Os residentes de Piddington, em Oxfordshire, Inglaterra, planeiam realizar um referendo sobre a secessão do Reino Unido, em protesto contra a decisão do Ministério do Interior de abrigar mais de 1.200 requerentes de asilo num antigo quartel do exército próximo.


 

Eclipse



Que escuridão temem os meus olhos,
que fim da luz, que raio de trevas
se sobrepõe ao sol, que zarolhos
observam a nudez das servas?

Ah, que a Lua passe a planeta,
que a noite se transforme em História,
p'ra sempre como um cometa
rodando na órbita da memória!

O ocaso não é o da estrela que vejo;
é o desta civilização que protejo
do inescapável apocalipse.

Escondido do mundo, o sol
serve ao cosmos como farol 
serve ao crepúsculo como eclipse.

Conflito Eua-Israel Vs. Irão: o ponto da situação.

O Irão mantém-se resiliente; Washington vê-se encurralado num impasse estratégico; Netanyahu parece confortável com a evolução da crise; e as monarquias do Golfo manifestam uma inquietação cada vez mais evidente. A análise de Francisco Henriques da Silva.


 

As Corujas Viram

Dostoiévski e Kafka numa ilha de angústia cercada de mato por todos os lados. Os versos de Walter Biancardine.

Comissão do Senado vota para declarar Fauci em desobediência ao Congresso.

Anthony Fauci enfrenta eventuais e remotas consequências legais, após uma comissão do Senado ter votado por considerá-lo em desobediência à autoridade do Congresso, devido à recusa repetida em responder a perguntas sobre as suas açcões durante a pandemia do vírus de Wuhan.


 

domingo, agosto 09, 2026

sábado, agosto 08, 2026

Não estamos zangados.

Não estamos zangados como devíamos.

Não estamos zangados como devíamos com o que aconteceu durante a pandemia, quando fomos tratados, em nome da ciência, como ratos de um laboratório conduzido por fascistas, nepotistas e aprendizes de feiticeiros.

Não estamos zangados como devíamos com a manipulação genética da humanidade, mascarada de  programa de vacinação.

Não estamos zangados como devíamos - e devíamos estar maximamente zangados - com o facto escarrapachado de, todos nós no Ocidente, sermos governados por pedófilos, canibais, satanistas, transhumanistas, escatologistas, sionistas, tiranos e sicofantas.

Não estamos zangados como devíamos com a carga tributária a que somos submetidos, que transformou as repúblicas em imparáveis e eficientíssimos sistemas de coacção, onde o cidadão serve o Estado, ao invés do Estado servir o cidadão. 

Não estamos zangados como devíamos com o meticuloso e abrangente empobrecimento a que as elites submetem as massas. 

Não estamos zangados como devíamos por sermos substituídos pela imigração, humilhados pelo entretenimento, doutrinados pela imprensa, censurados pelas tecnológicas, e mentidos, alienados e alucinados pelas máquinas de propaganda do regime leninista-globalista.

Não estamos zangados como devíamos com os sistemas de ensino, que lavam o cérebro dos nosso filhos com horas do conto LGBT, revisionismo histórico, marxismo salvífico e dogmatismo académico.

Não estamos zangados como devíamos com a paz que nos prometem e a guerra que nos impõem. 

Não estamos zangados como devíamos quando as repúblicas de que somos cidadãos fazem explodir escolas, pontes, fábricas, centrais eléctricas, áreas residenciais, cidades inteiras, num esforço genocida que não conhece limites éticos. 

Não estamos zangados como devíamos com o facto, que nos é oferecido como incontornável, de que a inteligência artificial vai destituir de função a maior parte da humanidade, já a seguir.

Não estamos zangados como devíamos por nos terem trocado o cristianismo por descontos de sexta-feira negra e as igrejas por estádios de futebol. 

Não, não estamos zangados como devíamos. 

Mas os nossos descendentes vão ficar zangados connosco, por dever de consciência, quando souberem desta era de trevas.




OpenAI suspende lançamento de novo modelo devido a repetidas “fugas”.

A OpenAI suspendeu a implementação de um novo modelo de IA depois de este ter demonstrado a capacidade de contornar as suas restrições de segurança e procurado continuamente formas de contornar as limitações, levantando preocupações sobre a segurança do sistema.


 

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #191


Ceuta e o Teatro das Narrativas

Ceuta é o reflexo de um mundo onde as cortinas da geopolítica escondem palcos de miséria. E o rasto das pegadas na areia leva, inequivocamente, aos corredores do poder em Marrocos. A leitura de António Justo.