domingo, setembro 06, 2026

Ode Triunfal (de pernas para o ar).


Eia p'los filhos da puta! 

Eia p'la rapariga que assumidamente matou os filhos infantes - três ou quatro -, 
bravo! Eia p'los nove em dez jurados que a acharam inocente! 

Saúdo-vos todas, lésbicas feministas, que a serem violadas por afegãos 
finalmente percebem as vantagens de foder um homem!

Festejo com histérica convicção o facto dos bretões votarem nos gajos 
que lhes estupram as filhas, o facto dos americanos votarem nos gajos 
que lhes comem os filhos, 
o facto dos portugueses votarem, década após década, nos gajos 
que lhes roubam o que sobra, depois de pagarem o IRS!

Parabéns aos vacinados, aos impotentes e às cabeças de gado! 

E vivam vós, os senhores do universo, com a pila tão pequena 
que querem viver p'ra sempre! Urra! 

Eia p'lo Peter Thiel, que insiste em tentar convencer-nos 
que não vendeu a alma ao diabo!

Eia p'lo Elon Musk, que vai a Marte no dia de S. Nunca! 
Que tem microprocessadores para enfiar no teu cerebelo,
foguetões que sobem e descem no mercado bolsista
e carros eléctricos que se conduzem mais ou menos sozinhos 
e tudo!

Eia p'lo barão Fink, que não satisfeito com o ofício de cinzas da BlackRock, 
tomou conta do WEF!

Urra por Donald Trump, guardião de pedófilos, amante de putas,+ 
e bombardeiro de escolas, que decidiu ser máximo escravo de Telavive; 
e urra por Netanyahu, experimentado matador de criancinhas! 

Saúdo-te Mark Rutte, assassino do teu próprio carácter, bissexual da diplomacia, 
civil de tanto quereres a guerra, militar de conferências de imprensa, viva!

Celebro-te von der Leyen de seres tão feia, vingança distópica sobre a genética, 
pronto a vestir da democracia, tragédia isabelina na tua fome de poder!

Celebro-te Rei Carlos, enquanto presides à distopia 
de dezenas de milhar de condenados por crimes do pensamento!

Rebenta fogo de artifício no meu peito ao ouvir-te, Friedrich, 
chanceler do poder militar que não tens, general da queda industrial da Alemanha, 
Bismark ao contrário!

Canonizo-te, Macron, santo de levar estaladas, napoleão e anão ao mesmo tempo, 
sem úlceras!

Elogio-te Sánchez p'lo desprezo que dedicas aos teus compatriotas!

Eia p'los institutos "conservadores" dirigidos por paneleiros liberais, urra!

Eia p'los partidos populistas que querem ser do estabelecimento 
quando forem grandes! 

Eia p'lo drone russo que para ser russo teve que apresentar o passaporte! 

Urra p'las falsas bandeiras a torto e a direito e as pessoas a acreditarem nelas!

Que sejam deuses aqueles que determinam o fim da humanidade 
para serem deuses! Que sejam profetas os filósofos do fim!

Que sejam inundadas de sangue as trincheiras do Donbass, 
para glória dos netos dos ministros da defesa europeus! 

Que sejam santificados os engenheiros de Silicon Valley, 
os financeiros de Wall Street, por tanto teimarem no comércio com Satanás!

Eia p'los filhos da puta todos, Eia! 

Urra p'lo fim do mundo, em cuecas. 

sábado, setembro 05, 2026

Não gosto (mesmo) nada disto.

Dada a fonte em causa, acredito que Vladimir Putin proferiu esta frase, de facto.

E não gosto nada daquilo que ele diz, aqui. Mas mesmo nada.

Tanto Kushner como Witkoff são inimigos de qualquer civilização que se diga cristã. São sionistas da pior espécie, campeões do genocídio na Palestina, especuladores imobiliários sobre hectares preenchidos por cadáveres, primeiros focinhos da selvática diplomacia e escatológica ideologia do Regime Epstein.

Representam tudo o que qualquer pessoa decente, na minha opinião, tem que rejeitar de forma liminar e até, infelizmente, tem que temer. 

Steve Witkoff é uma espécie de novo rico tornado embaixador, apenas por ter o talento, difícil - admito -, de obedecer cegamente a Donald Trump. É uma espécie de Adolf Eichmann. Faz o que lhe mandam, ganha um fortuna no processo e arrepende-se apenas das áreas que têm que ser preenchidas com valas comuns ao invés de empreendimentos de luxo. Hannah Arendt podia escrever tratados sobre o assunto, se perpetua fosse a sua pena. 

Mas Jared Kushner é ainda pior. O genro de Trump é uma variação gananciosa de Peter Thiel, se possível. Para este desgraçado, vale tudo em função do que pode ganhar com isso e na expectativa colaboracionista da erecção do Terceiro Templo, que sonha levantar com astronómicas valias financeiras, para hecatombe global. Está a tentar construir um bunker na Albânia para sobreviver à sua própria actividade apocalíptica (como Thiel na Argentina). Não há na curvatura da Terra figurinha mais sinistra, mesmo considerando a abunbdante concorrência.

O facto de Putin se referir a estes luciferinos agentes desta forma cordata faz com que sobre o meu fadista fatalismo (desculpem a redundância) caia nova e enorme desilusão. 

Se o presidente russo, última representação de um líder cristão e aparentemente desalinhado dos podres instituídos no Ocidente, "recebe com prazer" os enviados do diabo, então tenho necessariamente que equacionar a Rússia como um país que não pertence à minha liga, se é que algum cabe no meu estreito radicalismo (acho sinceramente que nenhum cabe).

E não me venham com a conversa da moderação e que Putin está à procura de uma solução pacífica para a sanguinolenta guerra que iniciou (embora eu ache que o primeiro responsável pela carnificina é a NATO e a máquina distópica do Ocidente). Não me venham com o bom senso e o 'sentido de Estado' e o xadrez político ou diplomático.

Receber Kushner e Witkoff como diplomatas sérios, carregados de boas intenções e combatendo pela paz no mundo, é jogar damas sem quadrícula.

Arrisco que não há nenhum cidadão russo 'comum', de boa fé e com 'sentido de Estado' que dê as boas vindas a estes dois crápulas, que são literalmente inimigos da Mãe Rússia e de tudo o que historicamente significa e de tudo o que representa hoje e agora.

Não, não e não. Se já tinha ficado espantado com o facto do Kremlin (que não Putin, ele mesmo) ter recebido o rato da CIA aqui há uns dias atrás, insecto que se gaba publicamente de matar russos com enorme velocidade e que se deslocou com aparato cinematográfico ao outo lado do hemisfério carregado de ameaças nem por isso subliminares, fico realmente revoltado com estas declarações do homem que lidera a última potência da cristandade.

Sei bem que os poderes instituídos em Moscovo, principalmente aqueles ligados à alta finança, são tão globalistas como em Berlim, Londres ou Paris. Nunca achei que as elites russas fossem de alguma forma menos corruptas do que as europeias. Mas sempre tive a assumida expectativa que o inquilino de Novo-Ogaryovo pensasse diferente, e tenho apostado muito da credibilidade do Contra nessa crença, se calhar ingénua. Pelos vistos alucinada.

Porque das duas uma: ou Putin é mais estúpido do que parece ou menos cristão do que jura ser. 

Num caso como noutro, o senhor está a dar-me razões para, a partir daqui, começar a ser bem mais calculista sobre as forças que estão por trás dele, ou que ele mesmo motoriza, do que tenho sido até aqui. 

Isso é certo. 


A negação é a verdadeira emergência da Europa.

Parece ainda existir uma profunda relutância em toda a Europa em aceitar o facto incontestável de que o continente corre o risco daquilo que a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos descreve como “erosão civilizacional”. A crónica de Afonso Belissário.


 

Triste comédia: Trump quer dar o seu nome ao Estreito de Ormuz.

O Presidente dos Estados Unidos está agora a atravessar um estágio de demência senil que tem como sintoma a alteração de qualquer nomenclatura que, no seu limitado mapa mundo, não inclua os termos 'América' ou 'Trump'.


 

Roterdão impõe recolher obrigatório nocturno no bairro De Esch, após anos de desordens provocadas por gangues de jovens imigrantes.

Roterdão introduziu uma zona de exclusão nocturna sem precedentes em grande parte do bairro De Esch, após quase três anos de corridas de rua, consumo de drogas, intimidação, prostituição e ruído persistente, perturbações criadas por gangues de jovens migrantes.


 


A China não precisa invadir a África. Basta possuir o que a África não pode perder.

O verdadeiro poder não está necessariamente em ocupar um território. Está em possuir aquilo sem o qual o território já não consegue funcionar. É este o método que Pequim escolheu para controlar o continente africano. Um ensaio de Marcos Paulo Candeloro.


 

“O voo de deportação mais caro da história da Alemanha”: Deportar 33 migrantes ilegais custou 518.000 euros aos contribuintes da UE.

Números oficiais mostram que as partidas voluntárias de imigrantes ilegais superam agora as deportações executadas pelo Estado alemão, apesar dos custos astronómicos que estas operações representam para o erário público. 


 

A Verdade em estilhaços: cinco lições cruciais (e incómodas) sobre o futuro da informação.

A democracia não exige que todos tenham a mesma opinião, mas precisa de um acordo sobre factos essenciais. Sem uma base comum de realidade, o debate civilizado dá lugar a conflitos constantes entre mundos paralelos que não se comunicam. A crónica de Francisco Henriques da Silva.


 

Goyslop.

Isso mesmo.

quinta-feira, setembro 03, 2026

Pura terapia.

De serviço a Silicon Valley: Trump sugere que aqueles que não querem centrais de dados no seu quintal são tolos.

Donald Trump tem uma mensagem para os americanos que desconfiam dos centros de dados e rejeitam a sua proliferação absurda: estão a cometer um erro tolo. Mais um servicinho pressurosamente prestado aos patrões do eixo Wall Street-Silicon Valley. 


 

Estão aqui estão a ser linchados.

Numa manifestação gigantesca contra as políticas de imigração de Sanchez, e que surge no contexto dos acontecimentos em Ceuta, um jornalista da televisão pública espanhola que estava a fazer reportagem no local e muito provavelmente a chamar, directa ou indirectamente, 'racistas de extrema-direita' aos manifestantes, esteve perto de ser linchado pela multidão. Este tipo de cenas vão ser cada vez mais recorrentes, na Europa, à medida que a divergência de ideário entre as massas nativas e o estabelecimento globalista, e a sua máquina de propaganda, vai aumentando.

Isto vai acabar por ser mais humilhante do que a retirada do Afeganistão.


MAGA, 18 meses depois.

O feitiço de Gotham: como a narrativa da doença apaga o crime.

Uma sociedade que aceita que o planeamento de três homicídios infantis “não retira o ónus da doença mental” não está a ser compassiva. Está a construir o seu Arkham: um sítio onde o perigo é gerido como uma narrativa clínica. A crónica de Maria Helena Costa.


 


Sam Altman anuncia que a Singularidade chegou: “Esperei por isto a vida toda”.

A "singularidade" chegou, segundo Sam Altman. Mas a afirmação, proferida num momento estratégico para a Open AI, tem um motivo escondido, com o rabo de fora.


 

Lamento de Fernão Ferro.

Fernão Ferro, ferro velho, estância de putas e contrabandistas; 
Dormitório e bordel, à beira da estrada, p'ra camionistas.

Fernão Ferro, infecto aterro, oficina de entulhos;
abertos os esgotos - escapes das motos gritam barulhos!

Fernão Ferro, feira do erro, vila do fim - pré-fabricada!
Paras na tasca, comes a sandes - lama com marmelada.

Fernão Ferro, fiel desterro, loja de horrores, piscinas em revenda; 
Viaturas usadas, roulotes transformadas com anexos e adenda!

Fernão Ferro, mão de ferro em segunda mão;
Comércio último de coisas, campanha de saldos, liquidação! 

Fernão ferro, desenterro de enchentes, enxurradas e cheias!
Foi com o diabo que foste construída a meias. 

Fernão Ferro, cavalo de ferro, Portugal elástico: 
por fora feio e por dentro feito com acabamentos de plástico! 

Fernão Ferro, ferro velho, colónia de férias - desalmada!
Fecho os olhos e sigo cego pela estrada.


quarta-feira, setembro 02, 2026

terça-feira, setembro 01, 2026

As tuas poupanças não são tuas, afinal.

As elites do eixo Epstein-Davos tiveram uma nova e poderosa ideia para continuar a destituir as massas ao bom ritmo a que desde 2020 têm sido empobrecidas: sacar-lhes literalmente as poupanças. 


 

Vivos e mortos.

Um ano depois da ordem executiva da Casa Branca que mandatava a divulgação pública da totalidade dos ficheiros Epstein, que foi apenas parcialmente cumprida pelo governo federal americano, Thomas Massie decidiu nomear uma quantidade assinalável de pedófilos e cúmplices de pedofilía (entre outros crimes tenebrosos) na Câmara dos Representantes.


São eles: Jes Staley, Leon Black, Les Wexner, David Copperfield, Lapo Elkann, Tom Pritzker, Glenn Dubin, Frédéric Fekkai, Eduardo Teodorani, Jean-Luc Brunel (suicidado), Daniel Siad (suicidado) Ramsey Elkhol,y Princípe André (Andrew Mountbatten-Windsor) e Lesley Groff.

Muitos deste canalhas já eram conhecidos pedófilos, com relações documentadas com Epstein. Dois deles já foram entretanto suicidados. Nesse sentido, o discurso de Massie não traz grandes novidades. Mas, seja como for, convém não deixar de carregar nesta tecla, e continuar a associar os criminosos aos seus hediondos crimes.


EUA e Irão voltam a trocar ataques, Trump ameaça destruir ilha petrolífera iraniana.

Enquanto Donald Trump se entretém a projectar o seu niilismo bélico com vídeos de IA, o Irão lançou uma onda de mísseis balísticos sobre bases americanas do Golfo, após um ataque do Pentágono contra forças da Guarda Revolucionária Islâmica.


 

Distopia do Reino Unido: Polícia detém residentes de Thetford por protestarem contra a decisão do governo de alojar na vila milhares de imigrantes.

A instalação não anunciada de imigrantes em Thetford, Inglaterra, pelo governo britânico, provocou protestos, resultando numa resposta policial e detenções dos residentes. 


 


Palhaço de merda.

Quatro anos não é muito tempo. Mas é o suficiente para ver uma civilização cair.


Esta é uma nota pessoal, de quem edita o ContraCultura há quatro anos, diariamente.

Se a estimada leitora, se o gentil leitor, não estiverem inclinados a sofrer as confissões do publisher, não hesitem, por favor: saiam já daqui p'ra fora.

Quando comecei a trabalhar este projecto, em Janeiro de 2022, entreguei-me de corpo e alma à coisa porque achava de tal forma torto este mundo que, por dever moral, algo tinha que fazer para dormir tranquilo, mesmo que na minha muito ínfima escala. Afinal, devo quem sou a um modelo ocidental de entender a existência humana e pensei, na altura, que devia retribuir com a queima das pestanas.

Não tinha a pretensão, sinceramente, de "fazer a diferença". Mas também não me passou pela cabeça que, quatro anos depois, estaríamos num muito pior lugar do que nessa altura nos encontrávamos. Nem pouco mais ou menos. Afinal, tínhamos acabado de sair do pesadelo da pandemia.

Acontece que agora estamos prestes a entrar no pesadelo da terceira guerra mundial.

Acontece que agora a guerra na Ucrânia já não é um conflito regional, mas um excelente pretexto para nos matarem a todos.

Acontece que agora o Estreito de Ormuz, pacífico e funcional no fim do Verão de 2022, nunca mais vai ser pacífico e funcional, para prejuízo de quem sempre o paga: o marisco da rocha.

Acontece que agora estamos prestes a ser substituídos, não já por paquistaneses, problema pequenino - até porque os paquistaneses também são filhos de Deus -, mas por um algoritmo de tal forma danado que pretende, para além de substituir o Homem, a substituição do seu Criador.

Acontece que agora fomos já traídos por aqueles protagonistas do poder em que ainda depositávamos, ingénuos como virgens num bordel, a derradeira esperança de um regresso aos princípios iniciáticos das democracias ocidentais.

Acontece que agora, até Fauci parece patético, quando é Peter Thiel o vilão, e Davos não passa de uma ameaça de algibeira, considerando Telavive.

Acontece que agora tenho saudades de Joe Biden (!), o senil palerma que deitava tudo a perder sem saber o que estava a fazer, sendo que os transhumanistas do regime Epstein sabem muitíssimo bem o que estão a fazer.

Quatro anos depois de adivinhar a queda de uma civilização, vejo-a a cair, em tempo real, e observo, ainda espantado, a passividade do gado.

Quatro anos depois de dar ignição ao meu irrelevante, se bem que combativo, programa editorial, sou mais irrelevante ainda, e o meu combate é uma causa perdida.

Sim, o ContraCultura é uma causa perdida. Porém, como sempre acontece com as ideias vencidas, é deveras livre porque não tem literalmente nada a perder. Sempre foi livre, sempre foi dissidente, sempre foi independente. Mas com o passar dos anos, transformou-se numa coisa ainda mais liberta, ainda mais desinteressada (se possível), ainda mais desalinhada e, confesso, mais radical.

Porque o bom senso é, agora, um extremismo. Porque a liberdade é, agora, um anátema. Porque a defesa da humanidade é, agora, uma heresia. Porque ser cristão já não é apenas, como em 2022, uma convicção contracultural. É puro terrorismo, para os senhores do universo.

Seja como for, cá estarei, a editar esta publicação, com o mesmo zelo diário, para ser condenado por isso.

Talvez assim, seja salvo no fim.

Tim Dillon: ninguém cala a sátira.

Como é que Tim Dillon escapa aos tribunais, às turbas woke e ao complexo industrial de censura, depois de fazer no seu podcast afirmações arriscadíssimas como a de que os Obama assassinaram uma escrava sexual? 


 


Isto 👇

E mais isto 👇👇

Tribunal do Novo México multa Meta em mais de 560 milhões de dólares por impacto na saúde mental das crianças.

Um juiz do estado do Novo México ordenou que a Meta pagasse uma multa de 567 milhões de dólares pelos danos causados ​​à saúde mental das crianças pelas plataformas de rede social da empresa de Mark Zuckerberg.


 

Eleitores norte-americanos opõem-se ao plano de integração militar entre os EUA e Israel.

A maioria dos americanos opõe-se à integração militar entre os Estados Unidos e Israel, de acordo com uma nova sondagem. Os números só surpreendem por ficarmos a saber que 39% concordam com ou não têm opinião sobre a fusão militar entre os dois países.


 

Fuck around & find out, the Epstein version.


Este cenário, a confirmar-se, pode muito bem levar à destituição de Donald Trump.

segunda-feira, agosto 31, 2026

Ciclopédia de ataque.

No sábado, o imperador Pogacar foi de cara ao chão, quando viajava a uns bons sessenta quilómetros por hora, na etapa oito da Vuelta. Partiu-se todo e abandonou, deixando a última corrida de três semanas do calendário ciclístico completamente em aberto, de tal forma que, antes da partida para a nona etapa, seria possível fazer uma lista credível com uns bons onze ou doze corredores capazes de levar a camisola vermelha para casa, daqui a quinze dias.

E a primeira etapa sem Pogacar foi uma coisa completamente insana. Um bordel, mesmo. Depois de quatro horas de corrida mais ou menos aborrecidas, apesar de terem implicado várias subidas de suplício, a malta acordou a 21 quilómetros do fim, que era a extensão maluca da ascensão de primeira categoria que levava à meta no Alto de Aitana. Desde o princípio da subida até ao seu término, houve para aí uns dez ciclistas que atacaram a etapa. Sivakov atacou. Mühlberger atacou. Gall atacou (várias vezes). Carapaz atacou. Roglic atacou. Cristián Rodriguez atacou. Buitrago atacou (várias vezes). Onley atacou. Widar atacou. Toda a gente que ainda tinha pernas, mesmo que bambas, atacou. Num dado momento, meio surrealista, Skjelmose, que se tinha atrasado deveras antes até da última escalada e que já ninguém via no monitor da televisão há que tempos, surge de trás e passa os líderes como se tivesse um motor de combustão interna alimentado a etanol - whooosh!

Todos contra todos, num feroz combate montanha acima, os ciclistas que podem (e devem) sonhar com o patamar mais alto do derradeiro pódio de Granada, a 13 de Setembro, desfizeram-se em esforços. Mesmo Felix Gall, que pode ter sido, dos candidatos à vitória final, o que deitou mais a perder neste exercício épico de dar ao pedal, fez figura de herói enorme.

No fim, o primeiro a cortar a meta foi o atleta que, neste momento, parece de facto ser o mais forte, entre o pelotão alucinado: Enric Mas.

E há aqui uma ironia, daquele género retorcido e mordaz que os deuses do ciclismo gostam de servir com entretida recorrência à plateia global: o cabeça de fila da Movistar, sendo um ciclista de primeira água, é psicologicamente fraco, na sua melhor forma um eterno segundo, errante montanhista que teima em passar ao lado da glória, para desespero de todos os espanhóis que sintonizam a modalidade ciclopédica.

Mas foi logo nesta etapa, espécie de epopeia de cinco horas a subir e a descer, que terminou com fogo de artifício e rebentamento de todas as forças físicas humanamente possíveis, que Mas recolheu a vitória mais bonita da sua carreira. O homem que nunca tinha carregado nas costas o peso da liderança de uma volta de três semanas, e que tinha herdado essa posição de liderança por desistência do extraterrestre da Eslovénia, ministrou um verdadeiro mestrado em força bruta e delicada inteligência, que o projecta para um combate final com Roglic, que por quatro vezes já venceu esta prova, e que estando agora a um minuto e vinte do espanhol, tem vantagem grande no contra-relógio da terceira semana. 

Mas por aquilo que se viu ontem, ninguém na verdade terá coragem para apostar tudo nesse duelo. Há muita gente de qualidade a menos de quatro minutos do Camisola Vermelha e faltam dois terços da prova para fecharmos as contas.

E se tivermos apenas mais uma etapa que seja apenas um bocadinho parecida com aquela que se correu no domingo, já vai valer a pena seguir a Vuelta do primeiro ao último quilómetro. Porque é como diz o Lanterne Rouge: isto que vimos acontecer, não acontece todos os dias.


 

Hegel Entre a Razão Sistemática e o Mistério do Real

Celebrar Hegel é reconhecer que o seu pensamento continua vivo e em processo. A dialéctica não se esgota na obra do mestre de Estugarda; ela exige ser continuada, repensada, talvez mesmo traída para ser fiel ao seu espírito mais profundo. A revisitação de António Justo.


Legisladores de Massachusetts lançam programa DEI que dá prioridade a Muçulmanos no recrutamento de funcionários públicos.

Uma proposta legislativa no Massachusetts estabelece uma comissão exclusivamente islâmica que dá prioridade à contratação de muçulmanos para cargos no governo estadual, levantando preocupações sobre o favoritismo religioso e a igualdade de tratamento perante a lei.