O que Ursula von der Leyen está de facto a dizer aqui é isto:
A Ucrânia está a perder a guerra que a NATO começou e estamos aqui em Bruxelas a entrar em pânico.
É por isso que, em desespero de causa, incentivamos Kiev para que atinjam infraestruturas civis na Rússia.
Estamos a trabalhar com os estados membros para entregar aos ucranianos mais mísseis e drones para que morram mais russos e ainda mais ucranianos.
É a nossa mais urgente prioridade: que morram mais russos e ucranianos.
O que é dramático é que há muita gente, a maior parte dos europeus, por certo, que ainda não conseguiu perceber como descodificar o discurso político no Ocidente e - pior - acreditam até no que diz Ursula, no que diz Macron, no que diz Merz, no que diz Burnham.
Esta música é dedicada a toda a gente que não esteja especialmente bem disposta, neste domingo em que o Verão parece estar a apresentar precoces despedidas.
It's butterfly season, I'm finding my wings A good time for leaving behind the old me Headed for blue skies and lavender fields Don't know where I'm landing, just know how it feels When it's time to fly
Só mesmo a CNN para qualificar como vândalos aqueles que procuram perturbar o vandalismo do governo federal norte-americano e dos poderes instituídos em Bruxelas, que começa por destruir os princípios constitucionais mais básicos do Ocidente, como o direito à privacidade dos cidadãos.
Não sei se posso ter problemas legais por dizer isto, mas acho sinceramente que todos devíamos declarar guerra aos dispositivos de vigilância electrónica, ainda para mais potenciados por inteligência artificial, que nos estão a impor, sem o nosso consentimento. Não seremos por certo vândalos por causa disso. Seremos, sim e apenasmente responsáveis pelo legado civilizacional que herdámos, tanto como pelas gerações futuras, salvaguardando-as do impulso totalitário que ameaça a humanidade.
O caso do pagamento de 6.000 euros a islamistas perigosos para que
abandonem a Alemanha e regressem à Síria é controverso sobretudo pela
incapacidade em explicar ao cidadão honesto que este dinheiro é uma
aposta desesperada na sua própria segurança. A crónica de António Justo.
que começo a ganhar respeito por leninistas-globalistas como Mike Carney. E a ter por verdadeiras fontes tão manhosas como a NBC News: é que é difícil mentir tanto como o inquilino da Casa Branca, pelo que a imprensa corporativa passa por fidedigna, até, mentindo apenas um pouco menos. E o primeiro-ministro canadiano, que tem por missão última acabar com aquilo que ainda resta do Canadá, é um menino de sacristia, comparado com o que o Regime Epstein está a fazer nos Estados Unidos de Telavive.
Este episódio em baixo, para além de confirmar a inabilidade diplomática da actual administração americana (elefantina em loja de porcelanas) e o zero absoluto da célebre "arte do negócio" de que o magnata de Queens tanto de gabou, tem ainda por cima uma agravante: há coisa de 24 a 36 horas atrás, Trump tinha dito que o acordo comercial com o Canadá estava praticamente fechado (da mesma maneira que já afirmou fechados dezenas de acordos com o Irão).
Ou seja: de cada vez que o homem abre a boca, temos que entender o que ele diz ao contrário. O que nem seria complicado, se não fosse deveras deprimente, considerando que se trata da criatura que ocupa o cargo político mais proeminente da hierarquia ocidental, não é?
O presidente dos EUA anunciou uma ofensiva económica contra o Irão,
alertando países e empresas que apoiam Teerão de que podem enfrentar
graves consequências. A intenção não explícita é a de impedir o
envolvimento da China, e também da Rússia, no conflito do Golfo Pérsico.
Enquanto a imprensa omite sistematicamente informação relevante sobre os
riscos dos procedimentos de mudança de sexo, Portugal está a seguir
orientações que já foram entretanto abandonadas por outros países, dada a
sua fragilidade científica. A denúncia de Maria Helena Costa.
A dívida pública dos EUA atingiu os 40 triliões de dólares, sendo que
cada contribuinte norte-americano deve agora 120.000 dólares ao mundo e o
custo dos juros já supera até os gastos astronómicos com a defesa.
Cai a noite de oito de Março de mil novecentos e troca o passo. O poeta está de pé, debruçado sobre uma cómoda breve, e escreve entre pequenos golos de bagaço.
Escreve por três homens que não existem criados no momento com o tormento da imaginação e o útero do papel almaço.
20 anos depois, em carta ao amigo Monteiro, explica o poeta, tal e qual e por inteiro, com detalhe esteta e veia fiel esse parto triunfante naquele quarto diletante do número vinte e quatro, terceiro esquerdo da Rua Passos Manuel, em Arroios.
Mas disputam críticos e biógrafos, espertos e saloios, a veracidade do relato: sabem mais, por bacharelato, que o poeta por fantasia; dito por não dito, dizem que mente o escriba parturiente só porque se confessou fingidor um dia.
Bolas para a gente ter que aturar isto! Que não foi crucificado Jesus Cristo são até capazes de jurar os fariseus da literatura!
(Durante o Genesis enganou-se Deus ao criar as moscas e os críticos, em vez de serradura.)
Se diz o gigante bardo que assim pariu o Alberto, o Álvaro e o Ricardo - e se calhar mais gente -, de um dia para o outro, literalmente, que comichão faz ao analista, que lhe pesa o fardo?
Não entendem os eruditos que não há cultura sem mitos?
Bolas para a gente ter que aturar isto! Não fora a paz de Jesus Cristo seriam supliciados os heréticos como proscritos da literatura!
Deixem o Pessoa contar a história dos seus escritos, que ele bem sabia que é a lenda que perdura.
O problema começa quando imaginamos que a nossa janela é o mundo. Mas
nenhuma perspectiva humana contém a paisagem inteira. Nesse horizonte, a
fé não precisa de ter medo da razão e a razão não precisa de
ridicularizar a fé. Um ensaio de António Justo.
Um investigador sénior do Royal United Services Institute, sediado em
Londres, afirmou que apenas 5% a 9% das armas lançadas pela Ucrânia
conseguem atravessar o sistema de defesa aérea da Rússia, salientando
que esta é uma maneira onerosa e ineficiente de fazer a guerra.
A Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos foi exaurida ao
longo da guerra com o Irão, atingindo o seu nível mais baixo em 40 anos e
aumentando as preocupações com potenciais danos nas infraestruturas
que armazenam o crude.
Os senhores da Rockstar tanto tempo estão a demorar a lançar o GTA6 que aconteceu o inevitável, que é também o impensável: uns hackers com as bolas no sítio, auto-denominados 'Cyberleek', foram ao servidor da empresa e roubaram não apenas sequências do jogo como, tudo indica, uma versão jogável do título, que estão a ameaçar deixar cair no domínio público caso as suas condições, entretanto publicadas no site do grupo pirata, não sejam cumpridas, a saber:
- A Rockstar não pode vender o jogo em formato digital antes de o colocar no mercado (as pré-encomendas serão permitidas apenas para formatos tangíveis); - A Rockstar não pode vender DLC's de single player, na medida em que essa modalidade já deve estar incluída no conteúdo base que é inicialmente comercializado. - A Rockstar deve preservar os conteúdos single player, que funcionem offline, de tal forma que os jogadores que compram os títulos não fiquem dependentes dos servidores das empresas que os comercializam.
Estas exigências não nasceram do nada. O mercado dos jogos está já há uns anos a viver uma guerra aberta entre os criadores e os utilizadores, que protestam contra a veia woke da indústria, mas principalmente contra a sua ganância, que se plasma numa receita comercial assente na estratégia manhosa de obrigar os jogadores a comprarem DLC's sobre DLC's para terem acesso aos jogos na sua integralidade (embora o tenham pago inicialmente como um produto acabado), e que recusam o modo de subscrição, ao invés da propriedade física dos jogos, que lhes está a ser imposta. As tensões aumentaram quando a Sony anunciou que vai passar a comercializar os jogos em formato digital apenas, terminando a produção de CD's, tanto como de consolas que suportem CD's.
Por estas e por outras, a comunidade de jogadores está francamente do lado dos piratas, embora a imprensa especializada, extremamente corporativa, tenha adoptado como sempre o papel de advogado do diabo.
Posso estar enganado, mas dá-me a impressão que a Rockstar não vai ceder às exigências do Cyberleek e que os piratas vão mesmo colocar online uma boa parte jogável do GTA6 (até agora têm divulgado apenas sequências em vídeo). Circunstância que, considerando os biliões de dólares que estão em jogo, não será propriamente um episódio irrelevante.
No entretanto, as acções da empresa já estão em queda livre.
O Critical Drinker, no seu canal Critical Gamer, comenta o caos que de repente se instalou na Califórnia.
Devemos ter cuidado com as novelas históricas que se encaixam lindamente
nos estereótipos contemporâneos. Quando é esse o caso, as
probabilidades apontam para que alguns equívocos estejam a infectar a
fábula.
Of all the insane parts of this story, the cannibalism is actually true.
Johan and Cornelis de Witt were lynched in The Hague on 20 August 1672. Their bodies were hung upside down, mutilated, and eyewitnesses reported that parts were eaten. The Rijksmuseum even holds a 1672…
— The Man in the Peaked Cap (@maninpeakedcap) August 21, 2026
Somewhere a therapist is trying to get people to "live in the moment" while this girl is already three levels deep into a made up game that only exists in her head and involves real trains.
A ministra do Partido Trabalhista que dirige o Reino Unido, e membro do
Parlamento, Sarah Sackman, apelou à remoção de bandeiras britânicas de
um bairro no norte de Londres, descrevendo-as como "inquietantes,
intimidantes" e símbolos de "divisão".
Esta balada é uma coisa de tal forma melosa que até pode ser pirosa, é de tal forma lamechas que corre o risco da lágrima; mas até quando chora, Ella Langley faz-me sorrir.
Não sei como nem porquê, não me interessa o modo e a razão. Gosto disto à brava.
A democracia depende de cidadãos informados que consigam distinguir o
orgânico do fabricado. Quando essa distinção se torna impossível, o
consenso popular deixa de existir — e com ele, a legitimidade do próprio
sistema. A crónica de Afonso Belisário.
Fazendo recurso à sua característica retórica, o Presidente dos Estados
Unidos ameaçou Omã com violências extremas, mas a sua aparente
predisposição para abrir uma nova frente de guerra no Golfo Pérsico é
capaz de não encontrar no Pentágono entusiástico empenhamento.
A Food and Drug Administration aprovou a vacina contra a gripe baseada
em mRNA da Moderna para adultos com 50 anos ou mais, apesar de
preocupações anteriores com os resultados dos ensaios clínicos e das
objecção do Secretário da Saúde, RFK Jr.
The U.S. national debt just crossed a staggering new threshold: $40 TRILLION.
More than $11.5 trillion of that debt has been added during President Trump's first term and the opening stretch of his second term, accounting for roughly one-fourth of the current total.
🇷🇺De retour à Moscou, l’hymne russe a enfin retenti pour les championnes de gymnastique… a cappella, avec une intensité et une pureté à donner des frissons.Écoutez ça. Regardez les regards, les émotions, la fierté. C’est magnifique. C’est puissantpic.twitter.com/F8NccLoz23
O equilíbrio global está a sofrer uma transformação profunda e
irreversível e a situação no Médio Oriente, particularmente no vector
que envolve Israel, é uma extensão da mesma luta multipolar pelo poder. A
análise de António Justo.
Para quem não sabe: o Afonso Gonçalves é um jovem que tem a missão de denunciar as políticas de migração malucas a que somos submetidos em Portugal, através de vídeos que capta nos bairros urbanos mais preenchidos por imigrantes, muitas vezes correndo o risco de ser linchado. Faz isto por convicção, não duvido; é um rapaz corajoso à brava, sem dúvida, e o trabalho que produz é louvável. Mas esta mensagem aqui é um bocado parva:
Deixem-me explicar: o Afonso publica no X vídeos virais (para a escala portuguesa). Parte do que faz tem como objectivo isso mesmo, obviamente - ser conhecido, propagar a sua mensagem, alimentar o debate online. Ainda por cima o tema que escolheu é controverso, como todos sabemos.
Quero dizer, não devia ser controverso, todo e qualquer país que se preze deve proteger as suas fronteiras, a sua cultura, a sua identidade, a sua língua, a sua religião e o seu mercado de trabalho da invasão de literais hordas de imigrantes que não têm nada a ver com essa cultura, essa identidade, essa religião, que não sabem falar a língua e que vão inevitavelmente baixar os salários às classes mais baixas da sociedade.
Mas as coisas são como são e o tema é controverso, ponto. E o Afonso é uma figura central desse debate online no nosso país, de acordo com o trabalho que faz e aqueles que são os seus objectivos, e assim sendo não tem muito que se queixar por não poder fazer uma vida "normal". Ele procurou a fama e a fama tem um preço muito alto. Até porque neste caso, será famoso para uns e infame para outros (estes últimos, geralmente retardados, para complicar ainda mais a circunstância).
Acresce que me assusta a expressão "muitos adoram-me" muito mais do que me assusta a expressão "muitos odeiam-me e querem ver-me morto".
O Afonso devia já saber, apesar da sua juventude, que nenhum estranho o "adora". E que se ele um dia for morto à pancada no Martim Moniz esta gente toda que o "adora" vai dormir nessa noite tão bem ou tão mal como sempre dorme. Esta ideia que o jovem pundit alimenta de que é "adorado" pelo seu público é mais perigosa para ele, para o seu equilíbrio emocional e para a ideia que faz dele próprio, que outra coisa qualquer, mesmo considerando os perigos físicos - bem reais e que não quero desvalorizar - da sua actividade dissidente.
E seja como for, se assim tanto o incomoda a vida de figura pública, e em vez de fazer esta figura de choramingas sobre uma situação que criou de livre vontade, o Afonso tem bom remédio: que faça outra coisa qualquer na vida, de âmbito privado. Daqui a seis meses já ninguém se vai lembrar dele e vai poder apanhar uberes e "dar uma volta a pé" sem problema nenhum ou necessidade de disfarces.
E será "adorado" como um ser humano deve ser: pela sua mulher, pela sua família e pelos seus mais próximos amigos. Se tiver sorte e souber portar-se bem com eles.
Sob a governação republicana, o 'Estado da Estrela Solitária' está a
transformar-se no 'Estado da Lua Crescente', com explosão da imigração
muçulmana, construção de cidades exclusivamente islâmicas, tribunais da
Sharia e orações a Alá a ecoarem nas pradarias.
O Professor Profeta está neste momento a percorrer os Estados Unidos, num roteiro de palestras a que decidiu chamar 'The End of the World US Tour', e que consiste, em boa parte, em anunciar a queda do império americano aos americanos (e o Armagedão a toda a gente) com um toque de humor (negro) que é em simultâneo delicioso e exasperante.
Às tantas, dá-me a sensação que Jiang Xueqin é uma espécie de Peter Thiel ao contrário. Enquanto este último usa a escatologia cristã para justificar a sua actividade luciferina, o filósofo chinês usa-a para denunciar o resultado dessa luciferina actividade.
Seja como for, vale bem a pena ouvi-lo, porque aprendemos sempre imenso com ele.
Anthony Fauci recusou-se a conceder uma entrevista à porta fechada a uma
subcomissão do senado norte-americano, enquanto um antigo jornalista da
ABC News revelou que o infame burocrata mandou censurar uma reportagem
sobre a origem da pandemia.
Não tenho escrito sobre este assunto, que deveras considero relevante, porque tenho a sensação, talvez equívoca, que mesmo os leitores do Contra interessados na actualidade política norte-americana não terão grande interesse nos detalhes da guerra civil que se processa actualmente à direita do espectro ideológico da federação.
O feudo entre Candace Owens e o TPUSA, a organização a que presidia Charlie Kirk, é uma circunstância até de desaconselhável consumo, de tão baixa que se torna a política.
Mas o recente debate da pundit populista com Andrew Wilson, uma figura de alto perfil nos media digitais, que o aparelho republicano/sionista está a patrocinar com bolsos sem fundo, tem preenchido muito do discurso público nos Estados Unidos, nos últimos 3 dias.
Às tantas, até os memes convidam à conversa:
LEAKED: Following his disastrous debate with Candace Owens, Andrew Wilson was summoned to a private meeting with the people who sent him.
Wilson, famoso (ou infame, que vai dar no mesmo) por desdenhar da capacidade intelectual das mulheres, chegou ao evento com a sólida reputação de ser um mestre do debate, e até pagou 300.000 dólares a Candace Owens para poder fazer a figura triste que fez, espalhando-se ao comprido da sua retórica durante três horas e meia e perante dezenas de milhões de pessoas, na troca de argumentos com uma mulher que está grávida de sete meses.
LOL
Foi um espectáculo mesmo degradante, com Andrew Wilson como raposa falida. O conservador que não queremos ter, o tipo de gajo perigoso que desvaloriza Epstein enquanto passa por tradicionalista, manhoso e comprometido com Washington por todos os lados, tudo fez pela agenda que trazia, até para que a rapaziada do TPUSA pudesse levar Candace a tribunal por difamação, mas de tão arrogante e - pior - impreparado, perdeu o debate redondinho, falhou completamente a agenda, e foi para casa chorar.
Just when you thought the Andrew Wilson saga couldn’t go any deeper…
Forbidden Studios takes you somewhere no debate has gone before.
Eu não pretendo sequer fazer uma pequena ideia sobre as circunstâncias que levaram ao assassinato de Charlie Kirk. Sinceramente, a única certeza que tenho é que a história, como contada pelo regime Epstein, é implausível.
Só um exemplo (tenho dado muitos desde Setembro de 2025): os dois locais do crime - onde Kirk morreu, mas também o telhado onde o assassino alegadamente se posicionou - foram integralmente pavimentados 4 dias depois do assassinato, no pleno desenrolar da investigação consequente.
Convençam-me por favor que não há nada para ver aqui. O local do crime num caso de assassinato de uma figura de alto perfil mediático e político é cimentado assim, rapidamente, antes do fecho da investigação policial, e não há nada para ver aqui.
Desculpem, mas não. Expliquem-me lá isso melhor.
E eu até posso achar que a Candace se estica um bocado, correndo ela própria riscos malucos (é a melhor cliente do escritório de advogados que contratou, de certeza). Que especula, como é seu direito e dever, mas que faz às vezes passar especulação como facto e essa parte é eticamente complicada, até no sentido de que afinal se trata de uma jornalista.
Mas as questões que ela coloca são pertinentes, muitas. E não há nenhum mal em querer saber a verdade, porque a verdade sobre a morte de Kirk não é a que está a ser contada às pessoas, nitidamente.
Andrew Wilson perdeu o debate antes até de o ter começado, porque neste circo ia sempre fazer o papel do palhaço rico - o gajo que está ali para guardar o regime e, como o regime, não gosta de perguntas e trata quem as faz com um misto um bocadinho insuportável de condescendência e ignorância.
Quando Owen lhe perguntou quais as acusações que incidiam sobre o alegado assassino Tyler Robinson, Wilson deu (vou citá-lo) "um peido cerebral". Não sabia sequer enunciar uma. Acto contínuo, a ex-estrela do Daily Wire e inimiga predilecta do ex-patrão Ben Shapiro, citou as sete, de cor e salteado.
Humilhado, a suar as estopinhas e a tremer as perninhas (literalmente), Wilson teve ainda a infame lembrança de sugerir que a sua adversária tinha uma cábula no telefone, para ser assim tão assertiva, momento lindo em que Candace desbloqueou o aparelho, convidando-o a investigar os seus conteúdos, com toda a calma deste mundo.
Até Dave Smith, que nitidamente não está confortável na posição de crítico de Wilson, admite o óbvio nesta análise que faz ao debate (que não considero a melhor, mas que sugiro porque será a mais objectiva): o comissário de serviço ao Regime Epstein saiu do estúdio com o rabo entre as pernas, depois de ter pago uma pipa de massa para lá entrar.
A Universidade de Cambridge decidiu que até o Capuchinho Vermelho é
demasiado perigoso para a sensibilidade dos jovens. Mas a verdade é que
comparado com esta gente que infecta as academias, o Lobo Mau é
completamente inofensivo.
Enquanto circulam rumores que Friedrich Merz vai ter que abdicar da chancelaria federal antes de terminado o seu mandato, dada a sua miserável performance executiva (aparentemente governar a Alemanha é um bocadinho mais difícil do que gerir fundos da BlackRock), acompanhados de apelos para que Angela Merkel regresse ao palco político (Deus nos livre), o estabelecimento alemão equaciona uma forma de travar a ascensão eleitoral do AfD.
No clip em baixo, os dois helénicos alexandres exploram os três vectores de supressão do populismo alemão ao dispôr do aparelho globalista: a infiltração de agentes que servem secretamente os poderes instituídos no partido dissidente (como aconteceu com Meloni e está a acontecer com Farage), a interdição judiciária do movimento por inconstitucionalidades e/ou anulação de eleições com base em alegadas acusações de traição (como aconteceu na Roménia), e a instrumentalização das ferramentas financeiras que Berlim e Bruxelas usam como motor totalitário (como aconteceu na Hungria).
Todas as opções têm as suas vantagens e os seus problemas, mas é mais que certo que pelo menos uma delas será utilizada, logo que o AfD comece a ter maiorias absolutas nos estados do nordeste alemão, circunstância que está prestes a verificar-se. E não é crível que os alemães se revoltem com isso. Se não protestaram quando o leninismo-globalismo levou o seu país, outrora uma das primeiras potências económicas do mundo, à destituição energética e industrial, também não vai ser com a morte da democracia que vão levantar o rabo do sofá.