É claro que nada do que Trump diz à imprensa ou divulga nas redes sociais é para levar a sério, mas caramba, reparem neste post que publicou ontem no Truth Social:
Isto é o quê? Um meme? Não tem piada. Uma ameaça? Implica o uso de armas nucleares. Uma fanfarronice? Quem é que se gaba de estar disposto a este nível de destruição? Que espécie de ser humano é que considera que este é um post digno de ser publicado?
Here’s how this Data Center’s generators starts up in the morning in Florida
Notice the constant stream of heavy black smoke
Remember just a couple years ago when using electricity and diesel caused climate change, now data centers use as much power as cities and its no problem pic.twitter.com/qS37IXnnQw
Depois de toda a propaganda e fanfarronice, e apesar de ter carregado
consigo o Regime Epstein em peso, com os demónios de Wall Street e
Silicon Valley a tentarem forçar negócios com Beijing, Donald Trump saiu
vazio de triunfos da "grande cimeira" com Xi Jinping.
Amesterdão tornou-se a primeira capital do mundo a proibir a publicidade
pública de produtos à base de carne, juntamente com qualquer produto ou
serviço que use combustíveis fósseis, de cruzeiros a automóveis.
Leninismo-globalismo para 'salvar o planeta'.
Para ser completamente sincero, tenho andado a evitar este assunto porque é de tal forma doloroso que nem me apetece escrever sobre ele.
Mas tem que ser, porque está na ordem do dia e o Contra obriga.
Chistopher Nolan é, nos tempos que correm, o realizador mais consagrado de Hollywwod (talvez a par de Denis Villeneuve), com títulos de grande sucesso entre a crítica e o público como a trilogia Batman 'Dark Knight', 'Interstellar', 'Dunkirk' e 'Oppenheimer'. Devo dizer a bem da verdade que não sou um fã e que o realizador britânico (americanizado) já fez também muita merda: 'Tenet' é um filme sem ponta por onde se lhe pegue, 'The Prestige' é uma fita vulgar, 'Insomnia' é excessivamente hollywodesco para ser levado a sério, e 'Inception' deve ter sido pensado durante uma (má) trip de ácidos.
Mas mesmo os filmes mais notáveis que Nolan realizou são cirurgias, mais que obras de arte. A sua abordagem é clínica, fria, distante, calculista. Não há paixão pelo cinema, nem carinho pelos personagens, nem disrupção criativa. Há distanciamento e fatalismo e desprezo pela condição humana. Há pós-modernismo a rodos. Os heróis de Nolan são impotentes ou infelizes, vivem com fantasmas que os amesquinham, perdem-se no labirinto dos seus dilemas. s histórias revelam uma tendência para o realismo, sim, mas apenas no sentido em que são falidas daquilo que devia ser o primeiro valor do cinema (e da arte?): a criação, sustentação ou ressurreição de um determinado aparelho mitológico.
Ora, parece que quando Nolan se decidiu, em má hora, a rodar a sua versão do regresso de Ulisses, esqueceu-se dessa militância para com o realismo em nome de se alinhar, para mais em contra-ciclo cultural, à esquizofrenia woke e à agenda de cinzas da classe Epstein, empenhando-se no processo em destruir precisamente o mito grego.
O filme só vai estrear nos cinemas em Julho, mas a reacção crítica de líderes de opinião conservadores - bem como das massas - tem constituído uma onda de indignação que supera até o que aconteceu com a deprimente e completamente falhada versão da Branca de Neve que a Disney lançou em 2025.
A tradução feminista
Para começar com o pé esquerdo esta desventura fílmica, o cineasta parece ter fundado o guião numa tradução da obra homérica de Emily Wilson, uma feminista da Pensilvânia que decidiu verter o grego clássico para um inglês americanizado e vulgar (os personagens usam termos como 'daddy') e politicamente correcto, que procura utilizar uma "linguagem mais neutra em relação ao género e menos moralizante e misógina".
Logo aqui, percebemos que a coisa não pode correr bem.
O elenco: delirante, ou pura e simplesmente ofensivo?
Dado o orçamento astronómico de 250 milhões de dólares, Nolan foi buscar uma quantidade assinalável das abominações humanas que preenchem o actual firmamento estelar de Hollywood. De Matt Damon (Ulisses) a Robert Pattinson (Antínoo), de Charlize Theron (Calypso) a Tom Holland (Telémaco), não faltam nomes sonantes num elenco extenso e altamente controverso.
E controverso porquê? Porque o realizador decidiu recrutar Anne Hathaway, que tem o talento e a presença de uma rã anorética, para representar Penelope; um rapper negro de Houston como bardo (Nolan afirmou, risivelmente, que a poesia oral de Homero é "análoga ao rap"), e, num provocador e execrável exercício de desfaçatez, Elliot Page (uma mulher que mudou de sexo e é agora uma espécie esquisita de homem, se tanto) para interpretar o fantasma de Aquiles, o esbelto, másculo e eterno guerreiro aqueu. A atribuição deste papel à actriz/actor transexual ainda não foi confirmada, apenas a presença de Page no elenco é oficial, mas é claro que os memes não se fizeram esperar e este é delicioso:
Resta a cereja podre em cima do bolo de excremento: Lupita Nyong’o, uma actriz negra queniana-mexicana, como Helena de Troia, personagem que é descrita por Homero como de pele branca (leukōlenos) e loira, a mulher mais bela do mundo, cuja estonteante aparência física "lançou mil navios".
Aqui entre nós, Lupita não convencia uma traineira a sair da doca de Sesimbra:
Acresce que o elenco desta Odisseia não contempla um único actor grego, enquanto soma cinco actores negros num contexto histórico e literário original que não integrava qualquer personagem africano.
A contrafactualidade histórica.
Para um realizador da escola realista, com reputação de ser rigoroso com detalhes, sejam eles científicos ou cenográficos, históricos ou culturais, Nolan deu-se a estranhas liberdades quando decidiu rodar a Odisseia.
Creditando o que vemos nos dois trailers de promoção do filme, vemos armaduras medievais em plena idade do bronze; ou que lembram mais (muito mais) o Batman (ou Darth Vader) do que um herói da antiguidade clássica, e as armas utilizadas não têm qualquer relação com os factos arqueológicos e a tradição literária.
Mais a mais, as muralhas de Troia parecem feitas de pladur e a cinematografia não compagina grandemente com os prazeres estéticos que as audiências expectam quando se preparam para apreciar qualquer coisa parecida com uma epopeia, rodada em IMAX.
"Epá, buga lá matar os gajos."
No trailer vemos Ulisses arengar as tropas com um mais que anacrónico "let's go". Há rumores de que expressões contemporâneas de jargão urbano são utilizadas a rodos e os personagens falam um inglês nova iorquino que esvazia o texto homérico da sua necessária solenidade. Pegar num poema homérico e enxertá-lo com termos como "papá" e "hora do recreio" e "buga lá" é mais que aberrante. É dessacralizador.
O que Nolan está a fazer é a diminuir a obra de Homero, em vez de a celebrar.
Destruir o legado universal em nome do legado pessoal.
Há quem diga que a Odisseia é literatura ficcional e mito, pelo que a
fidelidade à realidade histórica, neste caso, não é para aqui chamada. O argumento, na minha opinião, é espúrio: Ulisses regressa de uma guerra que realmente se travou (há profusos e mais que convincentes dados arqueológicos e testemunhos historiográficos sobre o evento) e a narrativa só pode ser entendida no contexto histórico e cultural da civilização helénica. Se os personagens fossem romanos, a história seria outra (ver Virgílio). Se fossem portugueses, a história seria outra (ver Camões). Se fossem ingleses, outrossim diversa (ver Shakespeare). Se fossem africanos, seria tudo completamente diferente.
Mais a mais, o que aqui acontece nem sequer pode ser considerado como um acto de liberdade criativa. Nolan está a seguir as enjoativas e profundamente racistas regras de "representação e inclusão" da Academia de Hollywwod para que o filme seja elegível para os oscares. Esta é uma produção feita para engrandecer o currículo de um homem e para reforçar a ideologia transformista das elites, em vez de ter sido pensada como um objecto artístico de celebração de uma obra universal, que ecoa pelos séculos.
Numa explosão de trágica ironia, a Odisseia de Nolan é uma espécie de Cavalo de Troia. Aquele que guarda nas suas tripas todo o demoníaco exército da classe Epstein, que incapaz de criar, consegue somente destruir.
O que nos salva, aqui, é o tempo. Porque Homero será sempre Homero. Um monstro criativo, eterno por definição, que glorifica a capacidade de transcendência da condição humana e a vitalidade espiritual e material da civilização helénica. Já Christopher Nolan não será mais que uma curta e perecível nota de rodapé, na bilbioteca de Alexandria que é a História Universal.
Uma nova sondagem mostra um declínio acentuado na percepção dos
eleitores americanos sobre Israel, com atitudes cada vez mais negativas
que transcendem as linhas partidárias. Percebe-se bem porquê.
Bem-vindo ao inferno do Reino Unido: um adolescente branco que foi
esfaqueado repetidamente com um punhal cerimonial sikh foi algemado e
sangrou até morrer, depois de o seu assassino ter dito aos polícias que
acorreram ao incidente que a vítima era racista.
Três informadores dos serviços secretos norte-americanos afirmaram que
agentes da CIA apreenderam documentos dos arquivos JFK e MKUltra na
posse da Directora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, que
tencionava desclassificá-los.
A Princesa Isabel libertou o povo das senzalas mas a República prendeu-o
nas favelas. Então o brasileiro descobriu que podia ser empresário. E o
governo escravizou os empresários. E os empresários escravizaram os
empregados. A crónica de Walter Biancardine.
🇩🇪🇺🇦 "I personally consider Ukraine's conduct of the war to be a serious security risk for Germany" — AfD's Alice Weidel
"You cannot keep poking the great bear in the eye with a hot iron — like drone strikes deep into Russia — and then expect nothing to happen" pic.twitter.com/b92LtUx5Wx
ContraCorridas: Três corridas giras com finais felizes, em Nurburgring
(à chuva e sob pressão) e em Tóquio (onde deves mostrar o samurai que há
em ti); e um contra-relógio menos mau em La Sarthe (às escuras).
Os contribuintes do Reino Unido estão a desembolsar 720 milhões de euros
para abrigar 10.487 criminosos estrangeiros nas prisões britânicas —
uma conta que poderia pagar 16.500 polícias ou 15.000 enfermeiros do
Serviço Nacional de Saúde britânico.
A conexão entre o filme de Stanley Kubrick e os ficheiros Epstein de que
ninguém está a falar: o realizador filmou em propriedades pertencentes a
famílias ligadas à rede pedófila. Uma investigação de Marcos Paulo Candeloro.
Segundo este génio do WSJ, o futuro é americano, e não chinês, por causa da NBA, da Apple e da Sydney Sweeney.
Alguém tem que dizer ao Matthew que a NBA depende das audiências chinesas, que a Apple depende das sweatshops chinesas e dos minerais raros chineses, e que Sydney Sweeney é uma sombra do que já foram as estrelas de Hollywood.
(Alguém tem que aconselhar o Mathew a ver uma série histórica chinesa, para que ele perceba que Hollywwod já foi e que o conceito de grande produção cinematográfica tem hoje, graças a Deus, outras sedes.)
Alguém tem que dizer ao Matthew que os argumentos dele são para além de espúrios e que a federação em que vive e o jornal onde trabalha são gritantes monumentos à decadência civilizacional.
Alguém tem que dizer ao Matthew que a América, como é agora, tem tudo menos futuro.
Os pais cristãos e conservadores não podem ser ingénuos. As escolas
estão impregnadas de ideologia de género, relativismo moral, apagamento
da cosmovisão cristã e uma visão colectivista que enfraquece a
autoridade parental. A crónica de Maria Helena Costa.
O Rei que vendeu a alma ao diabo está mesmo empenhado em implementar a
distopia WEF. Mas quem é que o elegeu para apoiar políticas de carácter
distópico, comportamento que vai contra os ditames da monarquia
parlamentar britânica, pelo menos desde 1688?
Tulsi Gabbard está a investigar mais de 120 biolaboratórios financiados
pelos EUA em todo o mundo, para interromper actividades perigosas de
ganho de função, no contexto de crescentes preocupações com a
biossegurança.
Fox News has long been cheering the US Surveillance State. They support renewal of the domestic warrantless spying law with no reforms. They have no problem with all data being centralized in Palantir's control.
toda a plataforma de financiamento e propaganda do Regime Epstein.
❗️Full list of who’s who of Corporate America that will accompany Donald Trump for his visit to China, shared by FOX News pic.twitter.com/8wCzwLDGzW
— Ignorance, the root and stem of all evil (@ivan_8848) May 12, 2026
Não há aqui ninguém que não seja um globalista-transhumanista. Não há aqui ninguém que não seja um agente do capitalismo corporativo que tem somado biliões à custa do empobrecimento das massas no Ocidente. Não há aqui ninguém que de boa fé possa representar o mandato populista que fez regressar à Casa Branca o magnata de Queens.
Entre agiotas dos cartões de crédito, senhores do universo de WallStreet (com Larry Fink, da BlackRock, à cabeça, que também é co-director do WEF), e tecno-leninistas de Silicon Valley, venha o diabo e escolha.
Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple), Stephen Schwarzman (Blackstone/WEF/Bilderberg) e David Solomon (Goldman Sachs) são directa ou indirectamente (Solomon) mencionados nos ficheiros Epstein, inúmeras vezes.
Kelly Ortberg (Boeing) é o homem do complexo militar-industrial, participante do grupo Bilderberg e ex-presidente da Aerospace Industries Association, uma entidade profundamente envolvida nos chorudos contratos firmados entre o estado e as empresas da indústria de defesa, aeronáutica e espacial norte-americanas.
Dina Powell McCormick (Meta) está ligada ao World Economic Forum e já participou em reuniões do grupo Bilderberg. Desde que assumiu o cargo de vice-presidente da Meta em Janeiro de 2026, ela é uma das principais executivas responsáveis pela expansão da infraestrutura de IA, incluindo a construção e financiamento de datacenters em grande escala.
Jensen Huang, o CEO da NVIDIA que está constantemente a anunciar, sem dar disso evidência, que a Inteligência Artificial Geral já é uma realidade e a enganar o público sobre as consequências das tecnologias de IA na sociedade, no emprego e na economia, tem também ligações ao WEF.
Na comitiva política, Trump integrou, entre outros agentes do Estado profundo como Stephen Miller, o conselheiro científico Michael Kratsios, que é o infiltrado da Palantir na actual administração, o representante para o comércio da Casa Branca, Jamieson Greer, que participou na última reunião do clube Bilderberg, e o secretário do tesouro Scott Bessent (antigo gestor de fundos de Soros), que se tem recusado a divulgar os relatórios bancários em posse do departamento do governo federal que lidera e que detalham a rota financeira, transferências e movimentos bancários suspeitos da rede Epstein.
É com esta gente que Trump gosta de se rodear e que considera digna de uma visita de estado ao império do meio. Esta gente que o seu eleitorado votou para que combatesse.
E já agora, o que é que o retardado secretário da guerra, Pete Hegseth, foi fazer a Beijing? Implorar para que a marinha de guerra chinesa o ajude a abrir o Estreito de Ormuz?
Em resposta ao desastre das eleições municipais, Keir Starmer optou por
forçar a componente leninista do seu leninismo-globalismo, e vai
nacionalizar indústrias, procurar a total inversão do Brexit e
intensificar a repressão à dissidência.
Uma análise confidencial da CIA, entregue aos decisores políticos
governamentais na semana passada, concluiu que o Irão pode sobreviver ao
bloqueio naval dos EUA durante pelo menos três a quatro meses antes de
enfrentar dificuldades económicas mais severas.
Disfarçando a pulsão despótica com a segurança das crianças, os
burocratas da UE estão a promover regulamentos mais rigorosos sobre os
servidores VPN, como parte de uma iniciativa para a “verificação da
idade online” e da sua agenda de “Controlo de Chat”.
Não sou propriamente um fã maluco das tecnologias de inteligência artificial (embora também as use, com parcimónia), mas este vídeo sobre a história da cidade de Lisboa está muito bem feitinho, mesmo considerando alguns lapsos, principalmente no que diz respeito aos estilos arquitectónicos da cidade.
E está bem feito porque o autor é um humano e não o agente de IA. Ou seja: a tecnologia foi utilizada para potenciar a abordagem criativa do youtuber, que usa de forma muito assertiva representações reais da cidade em contraponto dinâmico com o 3D da IA, e que fez o seu trabalho de pesquisa e que esgalhou um giuão como deve ser.
Neste contexto, o algoritmo não destitui o factor humano, mas potencia-o.
Mais uma manobra transformista sobre a realidade: As empresas de
sondagens e a imprensa corporativa estão a recorrer a "sondagens" que
não perguntam nada a ninguém, recorrendo a agentes de inteligência
artificial que fabricam aquilo que calculam que as pessoas pensam.
Zelensky já teve dias melhores. Enquanto o seu Ex-chefe de gabinete caiu
nas malhas da lei por actos de corrupção, a sua ex-assessora de
imprensa revelou no podcast de Tucker Carlson o mundo secreto de
corrupção, drogas, nepotismo e ganância do ditador favorito do Ocidente.
O Rei que vendeu a alma ao diabo está mesmo empenhado em implementar a distopia WEF. Mas quem é que o elegeu para apoiar programas políticos de carácter distópico, que vão contra os ditames da monarquia parlamentar britânica, pelo menos desde 1688? Carlos é o derradeiro argumento em favor da república.
NOW - King Charles: "My ministers will also proceed with the introduction of Digital ID." pic.twitter.com/hH328WC9g3
"O ChatGPT não tenta ensinar-te, nem tenta dizer-te a verdade. Tenta enganar-te de forma a que acredites nele. A isto chamamos alucinação." Jiang Xueqin
Esta lição do Professor Jiang Xueqin é absolutamente incrível e este homem sobe na minha consideração todos os dias, com uma intensidade maluca. Já nem tenho escala para o validar.
Logo no princípio da dissertação, Xuequin, fiel a um princípio de honestidade absolutamente admirável, coloca no ecrã um recado que recebeu de um antigo professor, que à primeira vista é uma crítica disfarçada de elogio, mas que na realidade é um sério aviso: tem muito cuidado com o que dizes sobre Israel, a Mossad e os sionistas.
Não me parece que o professor-profeta siga o conselho. Ou tema a advertência. Mas como quem não quer a coisa, tonou a ameaça pública.
Depois, Xuequin explica muito bem explicadinho como é que funcionam os algortimos de IA e porque é que na verdade a indústria é profundamente fraudulenta, procurando iludir as pessoas de que os seus agentes são detentores de identidade e de verdade, quando não detêm nem uma coisa nem outra, quando são apenas uma derivação tecnicamente sofisticada de um motor de busca, com os mesmos problemas de enviesamento e preconceito ideológico e adesão às narrativas mainstream e aos mandatos das elites tecnocráticas de que essas "velhas" tecnologias de Silicon Valley sempre padeceram.
E mesmo características performativas do género distópico como o reconhecimento facial derivam apenas da capacidade de processamento das centrais de dados, mais do que de tecnologias inovadoras, embora a indústria recorra a um truque tão antigo como a sabedoria de Confúcio, atribuindo a essa capacidade meramente aritmética nomenclaturas elaboradas ("redes neuronais", por exemplo).
E é por estas e por outras que a inteligência artificial é fundamentalmente uma práctica de ocultismo, que compagina com o derradeiro sonho dos engenheiros de Silicon Valley: criar Deus, ser DEVS.
Mas o sistema tem fragilidades. Não consegue, por exemplo, lidar com os chamados "casos extremos" ou variáveis excessivamente erráticas para serem sistematizadas. Portanto, para que este falso deus funcione perfeitamente, o seu cosmos tem que ser despojado de erros e idiossincrasias que são próprios da...
Condição humana.
Xueqin dá o exemplo da condução autónoma por AI. A tecnologia só será possível em larga escala e em níveis absolutos de segurança quando a condução de veículos automóveis for interdita aos humanos, porque os sistemas computacionais não conseguem antecipar o comportamento das pessoas ao volante.
Ou seja: a inteligência artificial, para funcionar no seu pleno, é necessariamente distópica. Retira necessariamente direitos e liberdades às massas.
Daqui partimos rapidamente para a conclusão de que o Deus da Singularidade - ou um sistema de Inteligência Artificial Geral - procurará estabelecer um mundo perfeito (porque não consegue ser deus de outra forma). E sendo certo que um mundo perfeito não é acessível à condição humana, qual será a solução de DEVS?
Matar toda a gente.
Até porque depois de toda a gente ser morta não há ninguém que possa acusar o sistema de ter morto toda a gente.
Apesar do crime ser teoricamente perfeito, Xueqin diz que esta é a razão pela qual "os computadores são estúpidos". Mas, aqui entre nós, essa "estupidez" não deixa de ser deveras ameaçadora.
E enquanto ChatGPT está a encorajar os utilizadores a suicidarem-se, a OpenAI se prepara para criar conteúdos eróticos e abre portais para "convocar alienígenas" ou demónios, e a Palantir toma conta do Pentágono, celebrando o potencial de morte que pode trazer à indústria militar norte-americana, personagens sinistros como Alex Karp justificam a progressão destas tecnologias assustando as massas no Ocidente com fabricações sobre o potencial bélico da inteligência artificial chinesa, numa lógica, que já documentei no Contra, de que os bons têm que fazer maldades como os maus para se defenderem deles.
Silicon Valley, ao criar o Deus da alucinação, que continua a aprisionar as massas na Caverna de Platão, retira ao ser humano aquela que é, segundo o professor Jiang Xueqin, a sua primeira riqueza: a capacidade de ser consciente da realidade.
Aqui chegados, a questão é a de saber se o projecto escatológico resulta. Xueqin, que apesar de tudo é um optimista por natureza, acredita que não. Porque a indústria é financeiramente insustentável, porque é ineficiente e porque é frágil, já que, afinal, depende das pessoas, que estão a jusante (elites, tecnocratas, programadores, investidores, políticos, etc.) e a montante da sua actividade (as massas), e da predisposição dos humanos para se tornarem escravos da máquina, apesar da máquina não ter grandes defesas contra uma eventual revolta dos escravos.
Não é aliás por acaso que o luciferino CEO da BlackRock, Larry Fink, acaba de declarar guerra preventiva aos cidadãos norte-americanos que se oponham aos seus valiosos e, em muitos sentidos enigmáticos, centros de dados de IA, alertando que podem ser utilizados drones baratos para destruir essas onerosas infraestruturas.
Fink admitiu que a BlackRock controlará quase todos os centros de dados de IA em construção nos Estados Unidos (facto assustador por si só), uma vez que o governo não tem recursos para os financiar sozinho, e porque na verdade não são rentáveis, apesar de necessários ao seu projecto globalista-transhumanista de domínio planetário.
Na intervenção aqui documentada, Fink afirma, sem receios de parecer aquilo que é:
"Precisamos de repensar todas as formas de segurança [dos centros de dados]. Será que um drone de 3.000 dólares pode ser usado para terrorismo doméstico? Muitas coisas terão de ser feitas no subsolo".
BlackRock CEO Larry Fink declares a pre-emptive war against American citizens who fight back against his precious AI data centers, warning that people could use inexpensive drones.
He admits that BlackRock will control nearly all of the AI data centers being built across the… pic.twitter.com/DQRYZ8qntx
As fragilidades de que fala Xuequin são assim factuais e reconhecidas pelos próprios senhores do universo que desenvolvem e financiam a indústria da inteligência artificial.
Seria bom que, por uma vez, as massas ganhassem consciência do poder que têm sobre as elites e as suas máquinas apocalípticas.
Durante anos, a imprensa corporativa, arauto da mediocridade
politicamente correcta, tratou o Pizzagate como o ápice da estupidez das
massas e dos teóricos da conspiração. Mas os ficheiros Epstein
revelaram que o Pizzagate é bem real. A denúncia de Marcos Paulo Candeloro.
O actual Estatuto do Aluno e Ética Escolar (Lei n.º 51/2012) coloca os
pais do lado de fora dos portões da Escola, reduzindo a sua autoridade a
uma mera colaboração administrativa. A análise crítica de Maria Helena Costa.
A proposta do regime iraniano, que demanda total controlo sobre o
Estreito de Ormuz (que não detinha antes da guerra), foi pensada
precisamente para ser recusada. Teerão sabe que está em vantagem,
estratégica e até militar; e não tem qualquer interesse em ceder.