domingo, outubro 11, 2026


É mais ou menos isto...

Música para acordar vizinhos.

Lovers Come and Lovers Go . TV Show . The Pigeon Detectives

Porque é que as forças armadas deixaram cair a monarquia?

A monarquia, antiga de 782 anos, baqueou em menos de 24 horas e apenas nove dias depois do Rei ter pensado que tinha o Exército a seu lado. João José Brandão Ferreira procura pelas razões que levaram os militares a deixar cair o regime.


 

"Strike three, you're out."

Donald Trump parece ter perdido a paciência para aturar Zelensky, pela enésima vez. Depois de ter dito ao comediante ucraniano para parar de bombardear as refinarias russas, e de não ter sido obedecido de todo, está agora a clamar por um novo líder em Kiev. 


Sinceramente, não creio que  o Regime Epstein tenha interesse em romper com Zelensky, que tem sido até aqui um competente demónio, e leio as palavras de Trump como puro teatro político para consumo interno. Daqui a pouco mais de um mês temos as intercalares e o presidente ucraniano serve na circunstância - e temporariamente - como um esplêndido bode expiatório para a alta dos preços do gasóleo. 

Depois das eleições para o Congresso, tudo voltará ao normal. E no entretanto, a CIA e o Pentágono vão continuar a fazer tudo o que podem e não podem para dar à Ucrânia condições de atacar o território russo.

Mas há muito boa e dissidente gente, como o Tenente-Coronel Daniel Davis, que está a levar a sério o folclore satânico do magnata de Queens, acreditando que é desta que Trump vai mudar de rumo em relação à guerra na Ucrânia. 



No entretanto, Putin volta a pactuar, estranhamente, com a agenda da Casa Branca, fechando um negócio petrolífero com Trump que é irrelevante para a economia americana e ainda mais insignificante para a procura global (no máximo e se tudo correr bem, a Rússia vai exportar, ao abrigo deste acordo de seis meses, diesel suficiente para nove dias de consumo dos EUA), mas que serve às mil maravilhas a propaganda do regime americano.




Não percebo como é que o Kremlin não percebe que está a cumprir os interesses do inimigo.


sábado, outubro 10, 2026

Como os Houthis derrotaram as forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita e tomaram a costa do Mar Vermelho.

A tomada de territórios costeiros no Mar Vermelho pelos Houthis aconteceu literalmente do dia para a noite, e põe em causa o já obstruído trânsito de crude e gás naquela região estratégica para a economia global. Um roteiro desse avanço militar.



Batalhas campais em Paris e Liege: “Protestos” em França contagiam “estudantes” na Bélgica.

Enquanto em França os "protestos dos estudantes" continuam a assemelhar-se mais com uma sublevação civil, orquestrada pela extrema-esquerda e motorizada pela comunidade migrante, a onda de violência contagiou também o leste da Bélgica, com incidentes na região de Liege.


 

Uma oligarquia dentro da outra: ex-ministro da Economia francês propõe federação de seis países para contrariar a Comissão Europeia.

O antigo ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, propôs a criação de uma federação europeia de seis países – França, Alemanha, Itália, Espanha, Polónia e Países Baixos – que permaneceria na União Europeia. Uma oligarquia globalista ainda mais distópica da que já existe.


 

Deus é grande e o Mowak está vivo!

Depois de uns bons seis meses sem publicar um piu que fosse, o mais popular comentador de F1 de todos os tempos regressou. Para aniquilar Charles Leclerc.



E reparem bem neste detalhe delicioso, incluso no clip.


sexta-feira, outubro 09, 2026

Verão de Outubro.



Replay & Replayed

Hoje acordei com esta antiga malha na cabeça, nem sei dizer porquê. Mas seja como for, a obra merece cair no blog, assim, em duas versões com 40 anos de diferença.

Slow Emotion Replay . Dusk . The The

Slow Emotion Replay . Live on KEXP . The The

Lepanto: a batalha que salvou a Europa do jugo Otomano.

O Ocidente de hoje seria muito diferente se o desfecho da Batalha de Lepanto, travada em Outubro de 1451, tivesse sido adverso às forças cristãs. Uma breve revisitação desse triunfo decisivo contra o avanço islâmico sobre a Europa.


 

Super Estupidez


Enquanto empobrece o mundo, Wall Street deverá ter o seu melhor ano de sempre.

Wall Street soma lucros como nunca, enquanto as massas sofrem com dívida insustentável, movimentos inflaccionários brutais, onerosos encargos com a energia e custos de habitação insuperáveis, para além da devastação criada pelo eixo de guerra Mar Negro/Golfo Pérsico.


Balada do Juízo Final

Sei que faço parte de um movimento que transcende largamente a necessidade que tenho de cigarros. Sei que existem valores morais, eternos, teimosos sobre a imensidão do cosmos. Sei que serei julgado.


 

A porcaria em que se transformou o futebol e a indigência ética.

Cristiano Ronaldo não soube gerir a circunstância. Jorge Jesus tem pêlo na venta. E no futebol manda o dinheiro. Mas, sem o seu icónico número 7, a selecção joga o melhor futebol que temos visto nos últimos tempos. A crónica de João José Brandão Ferreira.


 

 

A morte como reality show.

Não há uma decisão da actual administração americana que seja eticamente decente. 

Neste caso, não me refiro à pena de morte (sou contra a pena de morte por princípio mas não é sequer isso que me choca aqui). Nem estou a falar do método de execução escolhido, que parece simbólico dado o crime pelo qual o Hasan foi condenado (matou imensa gente numa base militar). Aqui o que me deixa meio enjoado é a transmissão ao vivo da execução.


Que cabecinha doente é que pensa que transmitir em directo para a web fuzilamentos de criminosos é uma boa ideia? Como é que alguém, que se confessa cristão e se diz defensor da civilização, como Pete Hegseth, pode tomar esta decisão? Que vantagem traz ao Pentágono em particular e ao conceito de justiça em geral, o apelo aos mais mórbidos e sinistros instintos humanos?

Esta é a versão moderna das execuções em praça pública: a morte como espectáculo para regozijo da multidão.

Não, não e não. 

quinta-feira, outubro 08, 2026


OpenAI e Anthropic estão a investigar dezenas de milhares de incidentes de segurança criados pelos seus sistemas de IA.

A OpenAI e a Anthropic debatem-se com um problema de segurança que é várias ordens de magnitude mais complexo do que se sabe publicamente, incluindo casos em que o "botão de desactivação" não impediu a actividade de agentes de IA maliciosos.


 

Foi por isto que o mataram.

Charlie Kirk, cinco dias depois do 7 de Outubro:


Mais um denunciante de Epstein e dos seus cúmplices aparece suicidado.

A lista de mortos entre aqueles que podem libertar informação comprometedora sobre as actividades de Epstein e dos seus parceiros continua a aumentar, e Simon Andriesz, que passou anos a fornecer provas dos laços entre Howard Lutnick e o infame pedófilo é o último a cair.


O poder de Telavive sobre Washington é realmente impressionante.

JD Vance está de tal forma sequestrado pelos sionistas que por eles até trabalha contra as suas próprias ambições políticas. Basta percorrer a caixa de comentários deste tweet para perceber isso. E convenhamos, é preciso muito poder para obrigar um vice-presidente americano a cometer suicídio político.


É agora mais que certo que o protegido de Peter Thiel não será o próximo presidente dos Estados Unidos da América.

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: Menos que zero #197

Um município no Iowa abre a reunião concelhia com uma oração a Satanás, ao abrigo de normativas locais relativas à liberdade religiosa (não é falsa notícia, eu verifiquei).

quarta-feira, outubro 07, 2026

Quem é que achou que isto era uma boa ideia?

Sabendo como todos sabemos do tamanho maluco do Ego de Donald Trump e da sua adoração por estátuas de si próprio;

Sabendo da enorme dependência da Europa em relação aos Estados Unidos, que graças às desastradas políticas da UE e do Reino Unido, transcenderam o âmbito da defesa e são hoje também de natureza energética;

Se calhar isto aqui não é uma boa ideia, tanto mais que se trata do Parlamento Europeu, ou seja, um espaço que para todos os efeitos oficializa a mensagem da peça.

A Europa, contra todas as probabilidades.

Galileo Galilei demonstrando sua invenção, o telescópio . Litografia de Henry-Julien Detouche . 1900
 


Um observador alienígena que analisasse a situação do Homo Sapiens no planeta Terra por volta do ano 1200 d.C., dificilmente apostaria que a rendilhada e acidentada península oriental da maior massa continental do hemisfério norte iria gerar a mais hegemónica e dominadora civilização da História. 

A Europa desse momento, material e culturalmente pobre, etnicamente fragmentada, dividida em incontáveis reinos, principados, ducados e cidades-estado, nostálgica de ancestrais legados mediterrânicos e glórias perdidas até na memória dos povos parecia mais um fim do mundo do que o princípio de um império. 

Ignorante dos apogeus vários da China, alienada das riquezas da Índia, ameaçada a leste pelo vastíssimo e militarmente aterrador império mongol e cercada a sul pela também extensa e poderosa rede de califados islâmicos, que se estendiam entre a Península Ibérica e o Mar Cáspio, o semi-continente não prometia grandes sucessos.

Mas nos seiscentos anos que se seguiram, italianos e portugueses, espanhóis e ingleses, franceses e holandeses resgataram novos mundos e conquistaram os antigos, fazendo recurso de todos os vectores de expansão civilizacional que estavam ao seu dispôr, da tecnologia à força militar, das artes às ciências, da filosofia à cartografia, da navegação à indústria, do comércio à propagação da fé. 

Como é que isto aconteceu assim, de tal forma contra-intuitiva?

Michael Button, do canal Patterns of History, dá uma resposta convincente: foram precisamente as aparentes fragilidades de que sofria a Europa entre a queda do Império Romano e a transição para a Alta Idade Média, principalmente a sua fragmentação política, que ofereceram as condições necessárias ao progresso material e cultural e à posterior hegemonia global. 

As inovações técnicas, os impulsos comerciais, o conhecimento científico e a génese de novos conceitos sobre a arte, a filosofia e a governação dos povos foram, neste território denso de rivalidades históricas e divergências culturais, sujeitos a um processo de alta competição que exponenciou o seu desenvolvimento prático. A ausência de um imperador e de uma burocracia central que exercessem a sua autoridade por todo o território, permitiu o livre curso de ideias e tecnologias, que se fossem rejeitadas aqui, por um duque, seriam valorizadas ali, por um doge, que se falhassem num reino, seriam ainda assim experimentadas num principado logo ali ao lado. 

É claro que invenções específicas e determinantes, como a imprensa ou a máquina a vapor, ou epopeias inexplicáveis, como a dos descobrimentos portugueses, contribuíram para reforçar o protagonismo das nações ocidentais, mas também essas idiossincráticas ocorrências derivam do difícil e emaranhado contexto sócio-político e histórico em que se encontravam os europeus. Afinal, ninguém se lança num madeiro sobre o abismo oceânico, à procura de um caminho para o outro lado do mundo, se estiver confortavelmente instalado no sítio em que nasceu. 

Como em tudo na vida, também na História, são as dificuldades que propiciam os triunfos.

A Arábia Saudita não é um país. É um negócio.

A guerra que agora consome o Golfo Pérsico está a testar a resiliência do reino saudita de uma forma inédita, e a estrutura que o suporta, baseada nas receitas do petróleo e no poder americano, é muito mais frágil do que sugerem as aparências. A crónica de Afonso Belisário.


 


Mesquita de Londres promove violência doméstica e arremesso de homossexuais pelas janelas de prédios altos.

Uma mesquita londrina com estatuto de instituição de caridade e, por isso, isenta de impostos, está sob investigação por publicar sermões que recomendam a violência física contra mulheres desobedientes e a execução sumária de homens gay.


 

Quem é que lhes vai dizer que clamam

pelo cadafalso?

Vi-te na televisão.

E estavas lá, sozinha, porque não tens outro sítio para onde ir.

TV Show . TV Show . Pigeon Detectives

Audições públicas: A compaixão sem evidência é apenas poder.

As audições públicas sobre a autodeterminação de género revelaram um conflito entre a autoridade da identidade (o sentimento justifica o corpo medicado) e a autoridade da biologia (o sentimento justifica uma avaliação, não um atalho). A crónica de Maria Helena Costa.


 

Zero centímetros de vergonha na cara.


Racismo assumido: MI5 interdita candidatos brancos em programa de estágios.

O Serviço de Segurança Britânico (MI5) proibiu a participação de candidatos brancos no seu programa de estágios de Verão, reforçando as suspeitas de que a máquina do Estado se comporta de forma abertamente racista em relação à população branca.


 

Migrantes: um problema humanitário ou político? Parte II

Segunda parte, centrada no prisma português, de um ensaio de João José Brandão Ferreira, que procura abordar a imigração do ponto de vista histórico e geopolítico. 


 

Percepção & realidade: o desfasamento do costume.

Fobia e nostalgia.

Prospera nos pastos do Ocidente esta classe de bovinos extremamente corajosa, que sofre porém de uma intrigante fobia de doenças respiratórias.

Não se assustam estes bravos ruminantes com banqueiros canibais, nem receiam que príncipes - ou paquistaneses - lhes violentem os filhos infantes. 

Não temem a invasão dos seus países por gentes antípodas ou a conquista do mundo por uma raça de louva-a-deus provinda do outro lado da galáxia.

O ministério das finanças não lhes tira o sono e dormem bem com o poder sobre as suas vidas que entregam a Ursula von der Leyen. 

A inteligência artificial é amiga, mesmo que lhes roube o ganha-pão; o Estado é pai, mesmo quando tirano. 

A guerra no Médio Oriente é no Médio Oriente: está longe de preocupar para além do preço do gasóleo; e a guerra na Ucrânia é para lá de Istambul, eles que se entendam (a III Guerra Mundial é uma teoria da conspiração).

Não têm medo do Apocalipse de João nem que o céu lhes caia em cima da cabeça, mas se uma rapariga morre de pneumonia na estepe siberiana, borram-se todos. 

Matam com a peste russa as saudades que têm da peste chinesa, e perguntam-se já se devem ou não sair à rua com a velha e boa máscara N25/FFP2. E anseiam, não tão secretamente como isso, por serem confinadas e vacinadas e subsidiadas e SALVAS pelo regime.

Porque na verdade, a fobia é um fetiche.