terça-feira, março 17, 2026

A verdade morreu.

Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. 
João 8:32


Sim, sim, já sabemos que a primeira baixa da guerra é a verdade. 

Mas ainda assim, nunca como agora o tecido da realidade foi sujeito a tamanha distorção.

Enquanto Donald Trump insiste que já venceu uma guerra que não tem maneira de ganhar e que continua a combater, porque, segundo o próprio, é "mais divertido" assim; enquanto pede ajuda aos seus aliados (e até aos seus adversários) para controlar o Estreito de Ormuz e afirma que não precisa de ninguém para controlar o Estreito de Ormuz; enquanto o regime sionista debita provas de vida de Benjamin Netanyahu produzidas com tecnologias de inteligência artificial; enquanto ficamos a saber que Telavive está, ao mesmo tempo, a ser destruída pelo fogo cerrado iraniano e 100% protegida dos mísseis inimigos, enquanto o Dubai está em ruínas, mas brilha em todo o seu esplendor neo-urbano; enquanto o líder supremo iraniano está vivo e bem de saúde, apesar de ter sido entretanto fatalmente atingido por raios laser da força espacial norte-americana; enquanto estamos prestes a travar contacto com civilizações extraterrestres que não são extraterrestres, mas entidades interdimensionais que não são entidades interdimensionais, mas humanos do século XXV, que não são humanos do Século XXV, mas demónios criados pela imaginação de Dante; enquanto somos constantemente bombardeados por mensagens falaciosas publicadas por bots e líderes de opinião, vídeos falsos criados por algoritmos e gabinetes de propaganda, esclarecimentos equívocos de verificadores de factos que trabalham para a indústria da ilusão; enquanto a verdade é censurada e a prestidigitação massificada; enquanto cientistas nos garantem que somos completamente insignificantes, padres esquecem os evangelhos para fazer política, arquitectos levantam monumentos à fealdade, publicitários vendem ideologia em vez de produto e académicos se entretêm a esconder a verdade sobre o nosso passado e a amaldiçoar o legado que os nossos avós se sacrificaram para levantar; enquanto somos empobrecidos com promessas de prosperidade, fascizados em defesa da democracia, informados por máquinas de desinformação, libertados por elites que nos querem escravizar, substituídos em nome do progresso, uniformizados em nome da diversidade, privados de direitos em nome da segurança comum, envenenados em nome da saúde pública e traídos por políticos que elegemos para servirem agendas alheias aos nossos interesses; enquanto somos convencidos que é apenas normal entregarmos os nossos destinos a pedófilos e canibais, e obrigados a aceitar os seus mandatos transhumanistas e luciferinos; enquanto o mundo é transformado num artefacto para nossa alienação e a identidade dos povos é manipulada para sua própria perdição e esquecimento; enquanto somos drogados e adormecidos e empurrados para um fim dos tempos que nos é vendido como redentor; enquanto somos cegados pela escuridão, emudecidos pela censura e ensurdecidos pela estática de Satanás; enquanto somos esmagados pelo pecado e subjugados pela heresia, enquanto perdemos a consciência de tudo, saímos vencidos da eterna e universal peleja entre o bem e o mal.

A espiral de alienação, destruição, caos e morte intensifica-se a cada dia que passa, e as massas obedecem, bovinas, ao curso apocalíptico da História a que estão a ser sujeitas.

Condenados e servis, continuamos a caminhar em direcção ao abismo.

Fomos, definitivamente, abandonados por Deus.