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quinta-feira, setembro 10, 2026

A democracia, segundo Bruxelas.

Se os partidos de que gostamos não ganham eleições, castigamos os eleitores com retenção de fundos financeiros. Para salvar a democracia, bem entendido.

terça-feira, setembro 08, 2026

AfD consegue resultado histórico nas eleições estaduais de Saxónia-Anhalt. Mas precisa de uma geringonça para governar.

O AfD venceu as eleições estaduais na Saxónia-Anhalt. Mas apesar do resultado histórico, que provocou ondas de choque no panorama político alemão, os populistas não alcançaram a maioria absoluta necessária para governar e os cenários de um acordo de poder são tortuosos.


 

O estabelecimento alemão está à beira do abismo e agora

é só esperar que dê um passo em frente. 

Os dois alexandres do costume discutem a estrondosa vitória do AfD - com 44% dos votos, e a estrondosa derrota da CDU de Friedrich Merz - com apenas 17% dos votos, nas eleições estaduais de Saxónia-Anhalt. Apesar de não atingir a maioria absoluta necessária para um governo estadual viável, os partidos do regime estão agora numa situação periclitante, porque se no processo de formação do governo regional o "muro sanitário" anti-populista se desmoronar neste estado alemão, o mesmo pode muito bem acontecer por toda a nação.

Vivem-se momentos decisivos para o futuro da Alemanha e da Europa, em Saxónia-Anhalt.

segunda-feira, setembro 07, 2026

Distopia do Reino Unido: governo trabalhista cria ‘esquadrão de elite’ para identificar crimes de opinião.

Uma nova unidade de elite criada pelo governo trabalhista, que monitoriza "actividades relacionadas com protestos online", já sinalizou mais de 100 publicações nas redes sociais para serem seguidas pelas policias locais, num passo sinistro contra a liberdade de expressão. 


 

domingo, setembro 06, 2026

Ode Triunfal (de pernas para o ar).


Eia p'los filhos da puta! 

Eia p'la rapariga que assumidamente matou os filhos infantes - três ou quatro -, 
bravo! Eia p'los nove em dez jurados que a acharam inocente! 

Saúdo-vos todas, lésbicas feministas, que a serem violadas por afegãos 
finalmente percebem as vantagens de foder um homem!

Festejo com histérica convicção o facto dos bretões votarem nos gajos 
que lhes estupram as filhas, o facto dos americanos votarem nos gajos 
que lhes comem os filhos, 
o facto dos portugueses votarem, década após década, nos gajos 
que lhes roubam o que sobra, depois de pagarem o IRS!

Parabéns aos vacinados, aos impotentes e às cabeças de gado! 

E vivam vós, os senhores do universo, com a pila tão pequena 
que querem viver p'ra sempre! Urra! 

Eia p'lo Peter Thiel, que insiste em tentar convencer-nos 
que não vendeu a alma ao diabo!

Eia p'lo Elon Musk, que vai a Marte no dia de S. Nunca! 
Que tem microprocessadores para enfiar no teu cerebelo,
foguetões que sobem e descem no mercado bolsista
e carros eléctricos que se conduzem mais ou menos sozinhos 
e tudo!

Eia p'lo barão Fink, que não satisfeito com o ofício de cinzas da BlackRock, 
tomou conta do WEF!

Urra por Donald Trump, guardião de pedófilos, amante de putas 
e bombardeiro de escolas, que decidiu ser máximo escravo de Telavive; 
e urra por Netanyahu, experimentado matador de criancinhas! 

Saúdo-te Mark Rutte, assassino do teu próprio carácter, bissexual da diplomacia, 
civil de tanto quereres a guerra, militar de conferências de imprensa, viva!

Celebro-te von der Leyen de seres tão feia, vingança distópica sobre a genética, 
pronto a vestir da democracia, tragédia isabelina na tua fome de poder!

Celebro-te Rei Carlos, enquanto presides à distopia 
de dezenas de milhar de condenados por crimes do pensamento!

Rebenta fogo de artifício no meu peito ao ouvir-te, Friedrich, 
chanceler do poder militar que não tens, general da queda industrial da Alemanha, 
Bismark ao contrário!

Canonizo-te, Macron, santo de levar estaladas, napoleão e anão ao mesmo tempo, 
sem úlceras!

Elogio-te Sánchez p'lo desprezo que dedicas aos teus compatriotas!

Eia p'los partidos populistas que querem ser do estabelecimento 
quando forem grandes! 

Eia p'lo drone russo que para ser russo teve que apresentar passaporte! 

Urra p'las falsas bandeiras a torto e a direito e as pessoas a acreditarem nelas!

Que sejam deuses aqueles que determinam o fim da humanidade 
para serem deuses! Que sejam profetas os filósofos do fim!

Que sejam inundadas de sangue as trincheiras do Donbass, 
para glória dos netos dos ministros da defesa europeus! 

Que sejam santificados os engenheiros de Silicon Valley, 
os financeiros de Wall Street, por tanto teimarem no comércio com Satanás!

Eia p'los filhos da puta todos, Eia! 

Urra p'lo fim do mundo, em cuecas. 

sábado, setembro 05, 2026

A negação é a verdadeira emergência da Europa.

Parece ainda existir uma profunda relutância em toda a Europa em aceitar o facto incontestável de que o continente corre o risco daquilo que a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos descreve como “erosão civilizacional”. A crónica de Afonso Belissário.


 

terça-feira, setembro 01, 2026

As tuas poupanças não são tuas, afinal.

As elites do eixo Epstein-Davos tiveram uma nova e poderosa ideia para continuar a destituir as massas ao bom ritmo a que desde 2020 têm sido empobrecidas: sacar-lhes literalmente as poupanças. 


 

Quatro anos não é muito tempo. Mas é o suficiente para ver uma civilização cair.


Esta é uma nota pessoal, de quem edita o ContraCultura há quatro anos, diariamente.

Se a estimada leitora, se o gentil leitor, não estiverem inclinados a sofrer as confissões do publisher, não hesitem, por favor: saiam já daqui p'ra fora.

Quando comecei a trabalhar este projecto, em Janeiro de 2022, entreguei-me de corpo e alma à coisa porque achava de tal forma torto este mundo que, por dever moral, algo tinha que fazer para dormir tranquilo, mesmo que na minha muito ínfima escala. Afinal, devo quem sou a um modelo ocidental de entender a existência humana e pensei, na altura, que devia retribuir com a queima das pestanas.

Não tinha a pretensão, sinceramente, de "fazer a diferença". Mas também não me passou pela cabeça que, quatro anos depois, estaríamos num muito pior lugar do que nessa altura nos encontrávamos. Nem pouco mais ou menos. Afinal, tínhamos acabado de sair do pesadelo da pandemia.

Acontece que agora estamos prestes a entrar no pesadelo da terceira guerra mundial.

Acontece que agora a guerra na Ucrânia já não é um conflito regional, mas um excelente pretexto para nos matarem a todos.

Acontece que agora o Estreito de Ormuz, pacífico e funcional no fim do Verão de 2022, nunca mais vai ser pacífico e funcional, para prejuízo de quem sempre o paga: o marisco da rocha.

Acontece que agora estamos prestes a ser substituídos, não já por paquistaneses, problema pequenino - até porque os paquistaneses também são filhos de Deus -, mas por um algoritmo de tal forma danado que pretende, para além de substituir o Homem, a substituição do seu Criador.

Acontece que agora fomos já traídos por aqueles protagonistas do poder em que ainda depositávamos, ingénuos como virgens num bordel, a derradeira esperança de um regresso aos princípios iniciáticos das democracias ocidentais.

Acontece que agora, até Fauci parece patético, quando é Peter Thiel o vilão, e Davos não passa de uma ameaça de algibeira, considerando Telavive.

Acontece que agora tenho saudades de Joe Biden (!), o senil palerma que deitava tudo a perder sem saber o que estava a fazer, sendo que os transhumanistas do regime Epstein sabem muitíssimo bem o que estão a fazer.

Quatro anos depois de adivinhar a queda de uma civilização, vejo-a a cair, em tempo real, e observo, ainda espantado, a passividade do gado.

Quatro anos depois de dar ignição ao meu irrelevante, se bem que combativo, programa editorial, sou mais irrelevante ainda, e o meu combate é uma causa perdida.

Sim, o ContraCultura é uma causa perdida. Porém, como sempre acontece com as ideias vencidas, é deveras livre porque não tem literalmente nada a perder. Sempre foi livre, sempre foi dissidente, sempre foi independente. Mas com o passar dos anos, transformou-se numa coisa ainda mais liberta, ainda mais desinteressada (se possível), ainda mais desalinhada e, confesso, mais radical.

Porque o bom senso é, agora, um extremismo. Porque a liberdade é, agora, um anátema. Porque a defesa da humanidade é, agora, uma heresia. Porque ser cristão já não é apenas, como em 2022, uma convicção contracultural. É puro terrorismo, para os senhores do universo.

Seja como for, cá estarei, a editar esta publicação, com o mesmo zelo diário, para ser condenado por isso.

Talvez assim, seja salvo no fim.

Eleitores norte-americanos opõem-se ao plano de integração militar entre os EUA e Israel.

A maioria dos americanos opõe-se à integração militar entre os Estados Unidos e Israel, de acordo com uma nova sondagem. Os números só surpreendem por ficarmos a saber que 39% concordam com ou não têm opinião sobre a fusão militar entre os dois países.


 

segunda-feira, agosto 31, 2026


 

Carta Aberta a Volker Türk

Portugal é um Estado de Direito democrático. As leis sobre o registo civil e a protecção de menores são da competência exclusiva da Assembleia da República, legitimamente eleita pelos portugueses. Uma missiva dirigida a Volker Türk por Maria Helena Costa.


 

 

sábado, agosto 29, 2026

As tuas poupanças não são tuas. São da Ursula.

E ela quer aplicá-las como bem entender, se possível na guerra contra a Rússia. Tal e qual como O CEO da BlackRock, Larry Fink, que, apesar de ter sido eleito por ninguém (à semelhança da bruxa de Bruxelas) decidiu que os custos astronómicos dos centros de dados vão ser pagos pelos fundos de reforma das massas e as massas vão acatar a ordem, porque já nem donas do seu dinheiro são.

Imaginem o que não vai acontecer quando o dinheiro for completamente digital.

E depois ainda há quem pense que vive no Ocidente numa democracia espectacular, em vez da tirania total e feroz e gritante que esta gente nem sequer tem o cuidado de disfarçar. 

Por amor de Deus, acordem.
 

sexta-feira, agosto 28, 2026

Jay Dyer e as origens, mitologia e natureza do globalismo.

Os dois alexandres conversam, neste incontornável episódio do The Duran, com Jay Dyer, que disserta sobre o movimento globalista com profundidade epistemológica, dissecando os seus sistemas de crença e as suas várias influências históricas, que antecedem deveras o âmbito de Davos, tanto como a sua manifestação actual, porventura a mais poderosa, na forma da oligarquia tecnocrática a que gosto de chamar Regime Epstein.

Um podcast como deve ser, mesmo.

quinta-feira, agosto 27, 2026

Alemanha: Populistas alcançam liderança recorde nas sondagens, mas estão longe de poder formar governo em 2029.

O AFD está agora a apenas 4 pontos de poder somar mais votos do que os dois partidos do arco globalista alemão. Mas os populistas serão certamente afastados do poder executivo em 2029 por uma coligação de regime alargada aos verdes.


 

terça-feira, agosto 25, 2026

Entre ditaduras.

Neste podcast de quatro horas de duração (!) de Danny Jones, que, como quase sempre, não está preparado intelectual e tecnicamente para conversar com o seu convidado, Jiang Xueqin dá a prova de que a China é uma ditadura bem mais tolerante que as ditas 'democracias' europeias.



O professor, que por ironia até tem que suportar as acusações de trabalhar para os serviços de inteligência de Pequim, fala do país em que nasceu e onde vive actualmente com o mesmo e certeiro sentido crítico que usa para partir a loiça toda do Ocidente. 

Será mais demolidor dos países deste lado do hemisfério porque, convenhamos, os Estados Unidos e as nações Europeias colocam-se muito mais a jeito da recensão crítica. 

Deixem-me explicar. 

A China, que vive em ditadura (facto), permite a liberdade de expressão a dissidentes, como Xueqin, sendo que é difícil ser tão dissidente como o professor-profeta: entre muitas e incisivas farpas (a acusação de que Pequim é uma máquina de lavar dinheiro para os traficantes de droga mexicanos, por exemplo, é simplesmente brutal) ele lança neste podcast a ideia de que o regime de Pequim vive de tal forma sem um conceito geo-estratégico que condena até o país à irrelevância no contexto internacional (o que será, para além de uma afirmação controversa, altamente ofensivo para a nomenclatura nativa, se pensarmos bem).

E é costume o homem afirmar, outro exemplo, que o único objectivo do secretariado geral é o de fazer dinheiro e permitir que os cidadãos da República Popular arrecadem também o seu justo quinhão, revitalizando dessa forma a auto-estima nacional.

Em contraste, a Alemanha, que vive em democracia (mito), encarcera os cidadãos que chamam idiota a um ministro nas redes sociais. E parece que a chancelaria em Berlim está sobretudo empenhada em empobrecer e humilhar os cidadãos da Federação.

Muito para além da hipocrisia, isto é espantoso. 

Dir-me-ão os ocidentalistas: ah, mas na China o publisher do ContraCultura já tinha sido condicionado à narrativa regimental pelo 'sistema de crédito social' e tal e coisa. Se calhar. Mas parece-me sinceramente que esse publisher vai ter problemas do mesmíssimo género, aqui em Portugal, mais cedo do que tarde, já que o sistema de 'identidade digital' que aí vem é uma infraestrutura tecnológica que permitirá a implementação de um outrossim draconiano motor de conformismo sobre o livre arbítrio, tanto mais que está claramente pensada para esse fim.

E onde é que eu quero chegar com esta conversa? Aqui: prefiro uma ditadura tolerante, que pelo menos aparenta preocupar-se com a prosperidade das massas e o bom destino da nação, e que está mais interessada com a política interna do que com o 'grande xadrez' da política externa, do que uma 'democracia' intolerante, que detesta o conceito de nação e hostiliza declaradamente as massas, enquanto se tenta equilibrar, precariamente, em bicos de pés, para se afirmar no palco global, com narrativas de superioridade moral, ainda por cima.

Desculpem lá, mas é mesmo assim que vejo as coisas, agora: entre Jinping e von der Leyen, não quero que seja o diabo a escolher. Eu opto sem pestanejar pelo nacional-comunismo de Pequim em detrimento do insuportável liberal-leninismo de Bruxelas ou do luciferino liberal-sionismo de Washington.

Mais a mais, Xi Jinping não consta dos ficheiros Epstein, pois não? 

domingo, agosto 23, 2026

Na directa inversão da semântica.

Outro caso que prova a minha tese de que temos que ler as palavras dos líderes políticos completamente ao contrário daquilo que dizem:  


O que Ursula von der Leyen está de facto a dizer aqui é isto:

A Ucrânia está a perder a guerra que a NATO começou e estamos aqui em Bruxelas a entrar em pânico.

É por isso que, em desespero de causa, incentivamos Kiev para que atinjam infraestruturas civis na Rússia.

Estamos a trabalhar com os estados membros para entregar aos ucranianos mais mísseis e drones para que morram mais russos e ainda mais ucranianos.

É a nossa mais urgente prioridade: que morram mais russos e ucranianos.

O que é dramático é que há muita gente, a maior parte dos europeus, por certo, que ainda não conseguiu perceber  como descodificar o discurso político no Ocidente e - pior - acreditam até no que diz Ursula, no que diz Macron, no que diz Merz, no que diz Burnham.

É aflitivo. 

 

"Vândalos"? Ou constitucionalistas?

Só mesmo a CNN para qualificar como vândalos aqueles que procuram perturbar o vandalismo do governo federal norte-americano e dos poderes instituídos em Bruxelas, que começa por destruir os princípios constitucionais mais básicos do Ocidente, como o direito à privacidade dos cidadãos. 

Não sei se posso ter problemas legais por dizer isto, mas acho sinceramente que todos devíamos declarar guerra  aos dispositivos de vigilância electrónica, ainda para mais potenciados por inteligência artificial,  que nos estão a impor, sem o nosso consentimento. Não seremos por certo vândalos por causa disso. Seremos, sim e apenasmente responsáveis pelo legado civilizacional que herdámos, tanto como pelas gerações futuras, salvaguardando-as do impulso totalitário que ameaça a humanidade.

Fuck Flock. Completamente.