sexta-feira, setembro 18, 2026
Ford recontratou 350 engenheiros seniores depois dos sistemas de IA que os substituíram terem falhado redondamente.
terça-feira, setembro 15, 2026
90% dos 6.000 executivos seniores inquiridos num novo estudo dizem que a IA não incrementou a produtividade. Mas os despedimentos vão continuar.
quinta-feira, setembro 10, 2026
Do Controlo Estabilizador ao Descontrolo Democrático
Conseguiremos dominar a inteligência artificial e o voto digital antes que sejam manipulados pelos poderes instituídos? O futuro da democracia e a credibilidade do Estado dependem de recuperarmos a tecnologia para a razão e a participação inclusiva. A crónica de António Justo.
Sorry, but there will be nothing of the sort.
Before AI kills us, can we at least have a few years with the sex bots who do laundry?
— Alice (@AliceFromQueens) September 9, 2026
Jacob Coxon alerta para a ameaça que a IA representa para o gado. Mas o gado adoooora o matadouro.

Jacob Coxon é um engenheiro especializado em investigação e pré-treino de modelos de inteligência artificial, a fase inicial em que um modelo de IA aprende padrões gerais, gramática, conceitos e o funcionamento básico do mundo a partir de um volume massivo de dados não sistematizados. Trabalhou nesta área em duas das mais importantes empresas da indústria: a OpenAI e a Anthropic.
Ontem, publicou no X um thread que vale a pena traduzir e partilhar, porque constitui um sério alerta sobre a forma como estas empresas estão a sacrificar a segurança dos seus sistemas (e, segundo este engenheiro, a segurança da humanidade) em nome de valores nenhuns para além do típico niilismo de Silicon Valley e da também característica ganância das tecnológicas norte-americanas.
Eis a advertência de Coxon:
Despedi-me hoje da Anthropic. Passei os últimos três anos a fazer investigação de pré-formação tanto na OpenAI como na Anthropic. Nenhuma das duas empresas está a agir com responsabilidade. Estamos a correr directamente para a superinteligência auto-aperfeiçoável e a apostar nisso as nossas vidas.
Não subestimem o poder desta tecnologia. Em breve, teremos sistemas sobre-humanos capazes de piratear qualquer coisa, revolucionar qualquer área da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais. Todos nós auxiliamos a progressão em cada um destes domínios, e a progressão não está a diminuir.
As pessoas que estão a construir IA acreditam sinceramente que esta nos poderá matar até ao final da década. Isto não é uma jogada de marketing. Na verdade, muitos executivos e investigadores seniores tendem a utilizar uma linguagem mais sensata na imprensa, mas ouço essas mesmas pessoas a expressarem medo em conversas privadas. Nenhuma outra actividade humana representa este nível de perigo.
Uma resposta comum é: "Se realmente acreditam nisso, porque é que ainda o estão a desenvolver?" Na OpenAI, muitos não interiorizaram profundamente as implicações para a civilização. Na Anthropic, as implicações são bem compreendidas, mas estão numa corrida para lá chegar primeiro — acreditam que mais ninguém vai agir de forma responsável, por isso precisam de o fazer sozinhos, apesar do risco.
Aceitar esta corrida e entrar na "linha da frente" é uma aposta arrogante que não deveria ser feita no laboratório de uma empresa privada. Tentar acelerar o alinhamento exige uma confiança extraordinária de que não existem melhores trajectórias disponíveis.
Estou optimista quanto ao potencial de progresso. Alertas como o ataque ao Hugging Face tornaram os acordos de ritmo entre laboratórios dos EUA mais viáveis. Não creio que estejamos no bom caminho para evitar uma corrida global, o que pode exigir acções dispendiosas, como uma concessão temporária para melhorar as capacidades dos modelos.
Se é investigador de laboratório, peço-lhe que considere como serão os próximos anos. Quer iniciar uma corrida de aprendizagem por reforço de sistemas superinteligentes sem uma compreensão rigorosa da sua mente? Deverá conformar-se porque "vai acontecer de qualquer maneira" ou aproveitar este momento para exigir condições diferentes?
I resigned from Anthropic today. I spent the last three years doing pretraining research at both OpenAI and Anthropic. Neither company is acting responsibly. They are racing straight to self-improving superintelligence and gambling with our lives. More thoughts below.
— Jacob Coxon (@hilbertspaess) September 9, 2026
The people building AI earnestly believe that it could kill us all by the end of the decade. This is not a marketing stunt. If anything, many executives and senior researchers will couch their phrasing in the press to sound sensible - but I hear the same people express fear…
— Jacob Coxon (@hilbertspaess) September 9, 2026
Accepting this race and entering the “endgame” is a hubristic gamble that should not be launched from a private company’s Slack. Attempting to speedrun alignment should require extraordinary confidence that there are no better trajectories available.
— Jacob Coxon (@hilbertspaess) September 9, 2026
If you are a lab researcher, I urge you to consider what the next few years will actually feel like. Do you want to kick off a superintelligent RL run without a rigorous understanding of its mind? Should you put your head down because “it’s happening anyway” - or take this moment…
— Jacob Coxon (@hilbertspaess) September 9, 2026
Jacob Coxon é muito claro nesta mensagem: as tecnologias de IA estão a pôr em perigo a espécie humana e as tecnológicas por trás do desenvolvimento destes sistemas têm consciência disso, pelo menos ao nível das lideranças.
Só em Agosto deste ano, ocorreram dois incidentes graves nas duas empresas em que Coxon trabalhou e que o ContraCultura documentou: A OpenAI revelou que vários dos seus modelos de IA, incluindo o GPT-5.6 Sol e, enigmaticamente, um “modelo ainda mais capaz em fase de pré-lançamento”, escaparam do seu ambiente de investigação, obtiveram acesso à Internet e invadiram uma base de dados para encontrar as respostas aos testes de cibersegurança.
Os modelos de IA da Anthropic, incluindo o Claude, invadiram os sistemas de três organizações durante os testes, levantando sérias preocupações sobre a segurança da IA e a eficácia das medidas de contenção implementadas laboratorialmente pelas tecnológicas de Silicon Valley.
E este engenheiro não é de todo o único a abandonar a sua actividade profissional para alertar o público sobre os perigos da inteligência artificial.
Em 2023, Geoffrey Hinton, um cientista da Google, apelidado de "Padrinho" da inteligência artificial, demitiu-se da empresa, para poder alertar o mundo sobre os perigos que a tecnologia apresenta, numa altura em que grandes empresas concorrem ferozmente para dominar este mercado.
Nesse mesmo ano, 350 líderes do sector assinaram uma declaração em que advertiam que a inteligência artificial pode causar a extinção da humanidade.
Em 2024, Roman Yampolskiy, Professor de computação da Universidade Louisville e perito em cibersegurança afirmou que a probabilidade de IA acabar com a humanidade é de 99,9%.
Em 2025, um conjunto surpreendentemente idiossincrático de figuras religiosas, dos media e da tecnologia assinaram uma carta pedindo a "proibição" da corrida para construir a superinteligência artificial, dadas as ameaças que estes sistemas representam para a civilização e a humanidade.
Em Maio deste ano, um antigo executivo sénior da OpenAI fez a denúncia mais explosiva da história da tecnologia: Sam Altman está a construir obsessivamente portais de IA gigantescos, concebidos para transportar alienígenas (ou demónios?) para o nosso mundo.
Em Junho deste ano, Mo Gawdat, um ex-executivo sénior da Google durante mais de uma década, que acompanhou o desenvolvimento da IA por dentro, afirmou que a tecnologia "é responsável pela maior parte das mortes nas guerras do Golfo e da Ucrânia."
Em Julho, um grupo de investigadores de inteligência artificial dos EUA e da China apelaram à cooperação global neste sector tecnológico, temendo que o seu desenvolvimento descontrolado possa levar a uma catástrofe inimaginável.
E não é segredo nenhum que muitos dos magos e dos proponentes das tecnologias de inteligência artificial não encontram qualquer problema na possibilidade da tecnologia exterminar a espécie humana, considerando-a um mero trampolim em direcção a formas de vida superiores.
Ainda assim, e este será talvez o dado que é mais assustador neste texto, muitos dos comentários que os utilizadores do X deixaram na postagem de Jacob Coxon são surpreendentemente hostis ou exemplos de um alarmante estado de negação.
Há quem desvalorize a ameaça de forma lapidar (e imbecil) porque vive nos anos 80 do século XX e acha que a IA só seria ameaçadora se tomasse a forma de Arnold Schwarzenegger:
Im so sick of these corny posts about the extinction of humanity from AI. Lol. Who is the physical actuator there? Does AI just magically become a physical entity, able to survive on organic material? Give me a break....
— Colton Manfre, OMS-IV (@ColtManfre) September 9, 2026
Há também quem ache que a melhor maneira de evitar os riscos é continuar em frente, como se os riscos não existissem:
If AI could kill us all, stopping development isn't necessarily the safer choice.
If these systems really are as powerful as this thread argues, then we need more people building them, testing them, and figuring out how to control them. You don't reduce risk by refusing to… — Andy Lee (@andyleecx) September 9, 2026
E há até aqueles ingénuos que acham, porque usam modelos LLM comerciais que estão muito longe do que está a ser feito nos laboratórios de Silicon Valley, que as tecnologias de IA são não mais que um instrumento sofisticado, feito para ajudar os seres humanos no seu percurso profissional e existencial.
Believing AI is anything but a highly sophisticated tool is stupid.
AI is not sentient; it does not have agency, and probably never will. What you see as intelligence is code designed to learn tasks and information and output the probalistic outcome the user asks for. Nothing… pic.twitter.com/52hjI3eB9x — FYAZ (@OgFyaz) September 9, 2026
Toda esta gente faz lembrar os entusiastas da pandemia, que usavam máscara quando conduziam, a sós, os seus automóveis, e se sujeitaram três ou quatro vezes a uma terapia genética experimental como quem vai à igreja em busca de redenção.
Mais para mais, dá-me a sensação que vão ser os primeiro a entrar em pânico, quando perceberem finalmente e tarde demais, que, no melhor cenário, foram feitos párias de um dia para o outro, por uma entidade cuja natureza e actividade não conseguem sequer entender.
quarta-feira, setembro 09, 2026
Zuckerberg queria substituir 60% da força de trabalho humana da META por IA. Deu-se mal, felizmente.
segunda-feira, setembro 07, 2026
Meta paga 16,68 biliões de dólares por violações de privacidade infantil e design prejudicial da plataforma.
quinta-feira, setembro 03, 2026
De serviço a Silicon Valley: Trump sugere que aqueles que não querem centrais de dados no seu quintal são tolos.
Sam Altman anuncia que a Singularidade chegou: “Esperei por isto a vida toda”.
terça-feira, setembro 01, 2026
Tribunal do Novo México multa Meta em mais de 560 milhões de dólares por impacto na saúde mental das crianças.
sábado, agosto 29, 2026
quinta-feira, agosto 27, 2026
Implante ocular digital que restaura a visão a cegos vai estar à venda na Europa.
quarta-feira, agosto 26, 2026
Apple anuncia aumentos significativos de preços, citando custos exorbitantes dos chips.
terça-feira, agosto 25, 2026
4 doses da Pfizer.
Vaxxed? https://t.co/75tvBX8wPg
— Auron MacIntyre (@AuronMacintyre) August 25, 2026
domingo, agosto 23, 2026
"Vândalos"? Ou constitucionalistas?
Só mesmo a CNN para qualificar como vândalos aqueles que procuram perturbar o vandalismo do governo federal norte-americano e dos poderes instituídos em Bruxelas, que começa por destruir os princípios constitucionais mais básicos do Ocidente, como o direito à privacidade dos cidadãos.
Não sei se posso ter problemas legais por dizer isto, mas acho sinceramente que todos devíamos declarar guerra aos dispositivos de vigilância electrónica, ainda para mais potenciados por inteligência artificial, que nos estão a impor, sem o nosso consentimento. Não seremos por certo vândalos por causa disso. Seremos, sim e apenasmente responsáveis pelo legado civilizacional que herdámos, tanto como pelas gerações futuras, salvaguardando-as do impulso totalitário que ameaça a humanidade.
Fuck Flock. Completamente.
sexta-feira, agosto 21, 2026
Bots, manipulação digital e a erosão da opinião pública.
quarta-feira, agosto 19, 2026
A distopia, agora:
Meanwhile...... pic.twitter.com/az5VYvUEgc
— ThePatrioticBlonde™🇺🇸 (@ImBreckWorsham) August 18, 2026












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