domingo, julho 31, 2022


Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #15

Eis senão quando, a polícia do meme ataca outra vez. É para suprimir a sátira e a livre expressão que servem as "autoridades".


The Fight Back Club #21

A guerra à produção agrícola e a quem trabalha a terra é a última manifestação do movimento apocalíptico a que estamos a ser sujeitos. Em Itália, os agricultores também estão em luta. Contra Davos. Contra Bruxelas. Contra as oligarquias globalistas que parecem estar trabalhar em nome da fome e da miséria.

"Pessoa. Uma Biografia": primeiros apontamentos.

Entre outros mergulhos, estou submerso na leitura de "Pessoa. Uma Biografia", de Richard Zenith, o quarto exercício publicado sobre a vida e a obra do maior poeta de todos os tempos.

Comecei agora, mas a escassa leitura já serve umas linhas, breves, de reflexão. Outras se seguirão, na consequência da profundidade da queda.

É no mínimo estranho que entre quatro biografias de Fernando Pessoa, três sejam escritas por estrangeiros. É no mínimo estranho que um americano sem grande, nem pequeno, currículo académico, que chegou a Portugal a propósito de uma bolsa de estudo sobre o cancioneiro medieval nativo, se tenha transformado, em menos de uma década, numa autoridade maluca sobre a vida e a obra do maior poeta de todos os tempos. É no mínimo estranho o acesso, desprovido de qualquer tipo de passaporte em erudição ou obra publicada, que lhe foi proporcionado à interminável e mítica arca.

É verdade que Zenith tem como competidores apenas João Gaspar Simões, que por ter sido contemporâneo e editor do poeta escreveu uma reportagem mais que uma biografia, e Robert Brechon, o francês que, sem o acesso VIP que Zenith teve, nem o protagonismo mediático e injustificado deste enigmático personagem, conseguiu ainda assim a mais competente e inspirada biografia de Fernando Pessoa até aqui redigida.

A miserável gesta de Cavalcanti é para esquecer, claro. Limitou-se a insultar a memória do autor da Ode Triunfal, muito simplesmente porque nenhum brasileiro poderá alguma vez enaltecer a obra de um português, mesmo que o português em causa seja o maior poeta de todos os tempos.

A obra de Zenith, avaliando-a de forma inócua pelo número de páginas e pelo corpo de letra, parece ambiciosa. Pelo que já li, e creditando a competência da tradução, o rapaz sabe escrever inglês. A ter uma biografia de referência, Fernando Pessoa (cuja ideia de ser biografado não lhe era muito simpática), provavelmente preferiria que fosse escrita na língua de Shakespeare. É verdade.

Mas Zenith nunca será para além de um americano. Ainda por cima um intelectual americano (uma contradição em termos). Ainda por cima um intelectual americano que, não fora esta biografia, seria, para todos os efeitos, anónimo.

O carácter universal, poli-linguístico e meta-semântico da obra de Fernando Pessoa implica a intrusão académica de estrangeiros, obviamente. Se fossemos visitados por alienígenas, de certeza que os seus adidos culturais iam logo agenciar o Livro do Desassossego junto das mais prestigiadas editoras da galáxia, comercializar a poesia completa de Alberto Caeiro nas livrarias de todos os sistemas solares civilizados e encontrar um espaço privilegiado para os versos de Álvaro de Campos nas bibliotecas de Alexandria que ainda não arderam, na imensa geografia cósmica.

Mas chateia-me um bocado, confesso e talvez sendo vítima do mais básico e saloio snobismo patriótico, que um americano cujo mérito é o de ter apenas decidido ser biógrafo do maior poeta de todos os tempos, se apresente, perante a concórdia geral, como o biógrafo de referência do maior poeta de todos os tempos.

Logo no primeiro capítulo, Zenith descreve Lisboa lindamente, verdade, mas como um cámone. A prosa é competente e, até, elevada, mas não deixa de ser exterior, estrangeira, desligada do que os lisboetas pensam da cidade, principalmente os lisboetas de princípio do Seculo XX e principalmente o lisboeta retornado, alienado, introvertido, esquisito, tuga até à medula, que, no caso, está a ser biografado.

Pela entrevista que deu ao Público, facilitada pelo normal serviço de sexo oral que a imprensa oferece às estrelas do seu firmamento, Richard Zenith anuncia que a biografia de que é autor não oferece ao leitor uma tese de fundo sobre o maior poeta de todos os tempos. Esta humildade é de enaltecer. Mas o problema é que logo a seguir tenta convencer a pacificada audiência de que Fernando Pessoa não nasceu genial, mas que se fez genial.

Portanto, o autor da Mensagem, não tendo nascido com o talento suficiente para escrever a Mensagem, decidiu que o devia ter e acabou por tê-lo.

Esta ideia de que pessoas normais se transformam em génios por iniciativa própria é, para manter alguma cordialidade, abstrusa. Mais que abstrusa, na verdade, quando o génio em causa é o maior poeta de todos os tempos.

São primeiras impressões, só. Se calhar estou a ser injusto. A ler vamos.

sábado, julho 30, 2022

A inteligência artificial a funcionar como deve.

Muito recentemente, a propósito da arrepiante conversa que um engenheiro da Google travou com o sistema de inteligência artificial LaMDA, perguntava-me e perguntava a gentil audiência sobre as virtudes práticas destes sistemas. Para que servem afinal as complexas e secretivas e perigosas redes neuronais cujos protocolos ninguém, para além das corporações de Silicopn Valley, conhece, controla ou regula?

Bom, parece que, de vez em quando, estes sistemas sempre cumprem funções práticas e missões científicas. Por exemplo, esta aqui:

Embora esta boa notícia não invalide de todo os receios que tenho vindo a manifestar sobre o caminho que a Inteligência Artificial está a seguir, não me importo nada de estar errado aqui e ali. Neste caso, até pelo contrário.


 

The Fight Back Club #20

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #14

Os suspeitos do costume.


ContraCultura #08

www.contra-cultura.com
Um website contra os vilões da Ivy League, de Hollywood, de Silicon Valley, de Davos e de Wall Street, e em favor do esclarecimento dos seus leitores, em matérias nas quais têm sido, durante décadas, mergulhados nas trevas.
Online a 1 de Setembro de 2022.

1984, 38 anos depois.

A cada dia que passa, Tucker Carlson deve estar mais e mais de acordo com a teoria da conspiração que o Blogville sustenta desde junho de 2021: a economia da esfera ocidental está a ser destruída de propósito. 

No caso americano, o regime Biden, a Reserva Federal, o aparelho burocrático de Washington, com a contribuição megafónica da imprensa mainstream, têm feito de tudo para arrasar com qualquer vestígio de prosperidade. Se exceptuarmos, claro, a prosperidade das oligarquias, porque o jogo é cego, mas só até certo ponto.


 

O que mais incomoda e irrita Tucker, no meio de toda esta vilania, são as mentiras, as omissões, a transformação da realidade num circo de metamorfoses obscenas e revisionismos absurdos em que aquilo que é péssimo passa a óptimo, aquilo que é recessivo passa a progressivo e aquilo que é totalitário passa a democrático.

Guerra é paz. Escassez é abundância. Loucura é sanidade. Ignorância é conhecimento. Distopia é utopia. A imaginação de Orwell não faria melhor.

sexta-feira, julho 29, 2022

No Reino Unido, morrem mais vacinados de Covid 19 do que não vacinados. Muito mais.

E não em termos relativos. Em termos absolutos, porque a percentagem de não vacinados na população total não é tão baixa como a dos óbitos entre não vacinados. É superior a 20%.

Vacinados com a primeira dose:
53,684,877
Vacinados com a segunda dose:
50,403,747
Vacinados com a terceira dose:
40,149,094
Total da população: 67.000.000

Fonte: Office For National Statistics.

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #13


O professor está zangado.

E tem todas as razões possíveis e imaginárias para isso:



O James Webb já está a destruir a astrofísica estabelecida.


Duas equipas de astrónomos dedicaram-se a dissecar esta imagem de campo de fundo obtida recentemente pelo James Webb Space Telescope e descobriram várias galáxias que estão tão longe, mas tão longe; que são tão antigas, mas tão antigas, que o actual modelo cosmológico não serve de todo para justificar a sua longínqua e a ancestral existência.

Estas galáxias são oriundas de ponto no espaço-tempo em que a astrofísica contemporânea não admite que existam galáxias, quando o cosmos não tinha mais que 180 milhões de anos. É muito cedo, na idade do universo, para se terem formado.

Os papers que são resultado destas averiguações, estão aqui e aqui (PDF), ainda não foram submetidos a peer review e podem estar sujeitos a equívocos metodológicos ou a perturbações técnicas na imagem, mas essas probabilidades são baixas.

Se as observações forem válidas, a teoria do Big Bang, a mecânica de génese do cosmos e todas as teorias que temos sobre a sua infância, o consequente modelo inflaccionário e até os cálculos relativos à idade do Universo terão que ser disparados para o caixote do lixo da epistemologia. É começar do zero. Estado em que, aliás, a cosmologia tem permanecido nos últimos anos.


O Grande Desastre Americano, revisto e aumentado #05

Cumprindo a minha previsão de 15 de Junho, e apesar de técnica e realisticamente a economia dos Estados Unidos ter entrado em recessão (dois trimestres com crescimento do PIB negativo),  o regime Biden (e os seus lacaios na imprensa) recusa a nomenclatura e vai recusá-la até ao fim deste ano.

E agora sim, informo a paciente audiência sobre a razão deste prognóstico: há eleições intercalares em Novembro. Tudo indica que os democratas vão levar uma tareia histórica. Se o congresso passar a ter maioria republicana nas duas câmaras e - ainda por cima - uma maioria de base populista, a administração Biden vai ter os seus poderes muito limitados. Nesse caso, os democratas poderão deixar cair a crise económica na esfera de responsabilidade dos republicanos. É muito simples, na verdade.

Ainda por cima, como a Reserva Federal e a Casa Branca estão a combater a inflacção com mais emissão de moeda, numa iniciativa insana que implode com séculos de doutrina e só pode ser entendida à luz de uma intenção clara de destruir o tecido sócio-económico da federação, os americanos vão experimentar mesmo, no fim deste ano, um cenário catastrófico, que o Partido Democrata tudo fará para relacionar com a derrota eleitoral de Novembro, da mesma forma que associaram a inflacção a Putin, à guerra na Ucrânia e à crise energética que daí decorreu, e não às prévias políticas monetárias e de combate à pandemia, bem como aos posteriores e suicidas embargos aplicados aos russos, que resumem a real causa do actual quadro inflaccionário.

Tucker Carlson comenta a recusa da realidade e a manipulação semântica da Casa Branca e dos media, num tom meio satírico em que tem insistindo nos últimos tempos. Embora até a sátira pareça desajustada quando burocratas da administração consideram que a América está numa excelente situação económica porque... Os americanos ainda não estão a passar fome (minuto 14:30 no vídeo).



O título deste monólogo de Tucker, "It turns out we're insane", não pode ser mais ajustado à conjuntura. Os Estados Unidos são hoje uma nação ensandecida. Politicamente divididos como nunca estiveram, culturalmente fragmentados numa disjunção recordista, economicamente debilitados e caminhando a passos largos para a ruptura estrutural, falidos de influência nos palcos internacionais e experimentando as consequências da total descredibilização das suas forças armadas, restam aos americanos as alegrias da loucura: homens que engravidam, abortos após o parto, cirurgias de mudança de sexo em crianças, transferências de centenas de biliões de dólares para os bolsos dos oligarcas ucranianos, desenfreada emissão de moeda em pleno ciclo inflaccionário, utilização do sistema judicial para perseguição e criminalização da dissidência política, cortes ao financiamento e consequente desmoralização das forças policiais, redução drástica na prossecução de crimes comuns por procuradores corruptos cuja agenda é estritamente política, total abertura de fronteiras à imigração ilegal, e etc. Tudo isto regido por um presidente em coma cerebral e uma administração cujo objecto claro é a destruição do país.

Eis os Estados Unidos da América como ninho de cucos. Para se estabelecer definitivamente como primeira potência mundial, a China precisa apenas de se manter estática. Coisa que, historicamente, tem demonstrado saber fazer como ninguém.

quarta-feira, julho 27, 2022

O que é o amor?

Em 20 segundos, o Bispo Robert Barron dá a melhor definição a que alguma vez tive acesso.

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #12


Apocalipse, agora #09

Lentamente, a imprensa vai divulgando os dados sobre os efeitos das vacinas que são impossíveis de omitir. E esses dados são assustadores. Principalmente se considerarmos que agora já não há nada a fazer. Depois de colaborarem loucamente com o sistema, na sujeição de biliões de pessoas a uma terapia genética experimental, os media avisam agora essas multidões que a experiência pode não ter corrido tão bem como isso.

Entre a baixa eficácia, a infertilidade, as perturbações no ciclo menstrual, os problemas coronários, as imunodeficiências, as mortes súbitas em quantidade massiva e uma maior fragilidade, ironicamente, para apanhar o Covid-19 precisamente nas faixas etárias onde o risco é maior, o cardápio dos efeitos secundários destes subprodutos da ciência genética estão agora a descoberto, evidenciados por dados estatísticos que são públicos e acessíveis a quem os queira consultar.


Os responsáveis pelos crimes contra a humanidade perpetrados a propósito da pandemia também são conhecidos, estão identificados, circulam impunemente pelos corredores do poder e pelas labirintos das redacções e pelos gabinetes das academias. Muitos deles, vivem como heróis. Muitos deles, enriqueceram loucamente no processo. Nenhum deles, nem um, sofreu, sofre ou sofrerá as consequências dos seus actos monstruosos.

terça-feira, julho 26, 2022


 

Um tirano a menos.

Depois de Boris, Mario. Sabe bem vê-los cair. Mas a Europa ainda tem muitos destes tiranetes confortavelmente instalados em posições de poder. Alguns, como Ursula von der Leyen, nem sequer foram eleitos. Outros, como Macron, estão protegidos por alianças profanas. A tarefa de libertar o velho continente é hercúlea. E o destino dos seus povos, incerto. 

A vingança da democracia está a anos luz de ser um facto. Até porque, como neste momento acontece no Reino Unido, a doutrina das elites globalistas, tecnocráticas, bolcheviques, de volição transhumana, infectou transversalmente os ecossistemas do poder, de tal forma que foi retirada às massas a hipótese de uma alternativa ao fascismo pós-moderno a que somos sujeitos.

A restauração da liberdade, das tradições constitucionais do Ocidente e da sua diversidade ideológica não será já conseguida pelo voto. Essa batalha foi perdida há muito tempo.

A Grande Irmã Jacinta Olha Por TI.

Ouve apenas o que ela te diz, neo-zelandês ignorante. Segue cegamente a luz que emana das sua palavras, humilde servo. Obedece à Grande Irmã. Curva-te perante a sua transcendente sabedoria. Ela é a verdade. Como Cristo, mas ao contrário.

segunda-feira, julho 25, 2022

Uma breve nota sobre as críticas, mais ou menos subtis, que são feitas aos conteúdos do Blogville.

Tenho consciência de que os conteúdos desta página são, tendencialmente, deprimentes. Mas, convenhamos, não me parece que esse negro quadro tenha origem numa qualquer esquizofrenia do redactor. 

Por acaso até acho que boa parte da responsabilidade sobre o lastimável estado das sociedades ocidentais, que é constantemente retratado aqui, recai sobretudo naqueles cegos e surdos optimistas (para ser simpático) que fazem a crítica do realismo com que encaro os tempos que vivemos.

Este blog não existe para ser simpático ou positivo ou inspirador de ingenuidades ou promotor de alienados.

E nunca foi nem nunca será uma página pacífica e cordata, feita para agradar a uma massa incógnita de gente que não conheço sequer. Não é para isso que serve. É precisamente para ser o contrário disso que serve. Até porque as diversas raças bovinas que procuram a paz espúria, a obediência, a resignação, o facilitismo e o conformismo já estão mais que bem servidas, poça.

O Blogville tem audiências muito modestas. Caem neste sítio cerca de 400 pessoas por dia. 300 dessas pessoas vêm aqui parar por acaso. As outras sabem bem porque é que vêm aqui parar. E não é porque procuram ser acariciadas com narrativas cómodas e convenientes. É, desconfio, porque estão precisamente fartinhas do que é cómodo e conveniente.



Mas que sei eu?

Uma coisa, talvez: o ContraCultura, que estará online a 1 de Setembro deste ano (e que não vai implicar qualquer consequência funerária sobre o Blogville, pelo contrário), também não será um manifesto editorial de cariz motivacional e conciliador. A ideia não é inspirar ninguém ou pacificar o inimigo. A ideia é esclarecer os públicos que possam surgir sobre a natureza da realidade e a queda civilizacional que testemunhamos sem consciência nem responsabilidade e da qual somos cúmplices como se depois da nossa morte, o futuro fosse irrelevante.

Não é.

E se esses potenciais públicos não estiverem para aí virados (a escuridão da caverna da Sócrates é muito mais amigável do que o o clarão insuportável da verdade), azar. 

Eu, de qualquer forma e custe o que custar, cumprirei aquilo que acho que é o meu dever. Aquilo que desconfio que nasci para fazer.

Posso estar enganado, claro. Mas sou teimoso como o raio.

Lamento, mas

não tenho qualquer tipo de volição empática com esta criatura.

Porque não foi informada pela imprensa ou por outro canal qualquer, imediatista e regimental, sobre os efeitos secundários no sistema imunitário desta experimental terapia genética a que, volutariamente, se submeteu por três vezes consecutivas, apresenta-se agora como uma vítima do sistema.



Por amor de Deus. A Internet existe. E há bibliotecas por todo o lado. Antes de te submeteres à experiência de indústrias farmacêuticas historicamente mafiosas, podias ter feito alguma pesquisa. Mas não. Validaste, como criatura indolente e obediente que claramente és, o telejornal como um legítimo auditor da tua saúde. Sou até capaz de arriscar que o preço que pagaste é apenasmente justo. Mas não estou a ser muito cristão, pois não?

É difícil ser cristão, nos tempos que correm.

Apocalipse, agora #08

Outra ameaça existencial:

As mulheres estão a engravidar! E estão a engravidar diariamente! Kamala Harris, a genial vice-presidente dos Estados Unidos da América está extremamente preocupada com esta ameaça existencial que é quase, quase tão preocupante como as alterações climáticas. Se calhar as mulheres engravidam por causa das alterações climáticas. E as mulheres que não conduzem carros eléctricos engravidam muito mais facilmente! É preciso decretar o estado de emergência, já, de forma a impedir que as mulheres engravidem. Ou, pelo menos, que conduzam automóveis de combustão interna.

domingo, julho 24, 2022

Sobre a gestão e manipulação de quedas bolsistas e recessões económicas.

Nos anos 70, o embargo da OPEP e a crise energética que daí decorreu conduziu a uma tresloucada e recordista subida de preços, ao desemprego massivo e à recessão no Ocidente.

E o que é que está acontecer agora?

No final dos anos 90, assistimos ao súbito e caótico rebentamento da famosa bolha das dot-com, que afectou todo o mercado bolsista e teve efeitos devastadores na capacidade de capitalização da generalidade das empresas tecnológicas. Quem tem mais de 35 anos deve lembrar-se desse espalhafatoso crash.

E agora?


Em 2007, a economia global entrou em recessão por causa dos fundos e dos refundos do mercado financeiro estarem indexados a delirantes valorizações do portfólio imobiliário. Lembram-se? 

Então e agora?

Estou cada vez mais convencido que as catástrofes nos mercados financeiros e suas consequentes recessões não se devem a contingências da economia real nem resultam de falências técnicas dos sistemas de valor de base capitalista e liberal, mas a conveniências estratégicas, circunstâncias políticas e agendas ocultas das oligarquias que governam os nossos destinos.

Se a economia real prevalecesse sobre o poder das elites globalistas e determinasse directamente a saúde dos mercados financeiros e a prosperidade dos cidadãos, a emissão desvairada de moeda pelos bancos centrais americano e europeu, a inflacção, a sobretaxação a que se está a submeter os contribuintes há duas décadas, a reincidência das bolhas imobiliárias e tecnológicas, a pandemia e os problemas de produção e distribuição que criou, a guerra na Ucrânia e respectiva crise energética já tinham apresentado os seus nefastos efeitos.

A recessão é inevitável, claro. Mas o seu rebentamento está a ser cuidadosamente preparado para coincidir com os interesses políticos dos senhores do universo e a agenda de Davos.

Na Casa Branca, os esforços para escamotear o óbvio são menos clandestinos e bastante mais desastrados:

A gestão e manipulação dos ciclos recessivos também se faz pela alteração da sua gramática e da sua semântica, claro e vamos certamente encontrar num futuro próximo artigos de opinião na imprensa mainstream tentando defender a recessão como algo de positivo, como aliás aconteceu quando, no fim do ano passado, a inflacção começou a disparar.

Mas a questão vai muito para além da simples alteração sintáctica dos conceitos e do rudimentar revisionismo dos princípios. E por isso, este é um assunto a que o Blogville voltará, mais à frente.

ContraCultura #07

www.contra-cultura.com
Contra o publicismo transformista dos poderes instituídos, um website que faz luz sobre matérias que têm sido, durante décadas, mergulhadas nas trevas, para prejuízo da cidadania, do livre discurso e da factualidade histórica.
Online a 1 de Setembro de 2022.


Tempo, Relatividade e Livre Arbítrio.

Neste breve vídeo-ensaio sobre as consequências da Teoria da Relatividade na ideia que fazemos do Tempo, Sabine Hossenfelder faz o melhor que pode para não fritar os neurónios de ninguém. Não sei se consegue cumprir esse pacífico objectivo, mas há um outro, menos pacífico, que é por certo cumprido: o de demonstrar que, de acordo com a matemática de Einstein, o tempo é uma variável ilusória - o agora pode ser ontem, o ontem pode ser amanhã e vice-versa, dependendo das coordenadas onde reside a experiência cronológica e a observação panorâmica. Mas, talvez mais importante, a Relatividade implica que o futuro está previamente determinado e, que, assim sendo, o livre arbítrio é uma falácia com que entretemos o ego.

É por estas e por outros que tanto tenho desconfiado do legado de Einstein. Da mesma forma que ele se recusou a acreditar nas propriedades fantasmáticas do campo quântico, eu também tenho muitas reticências sobre o determinismo implícito nos cálculos do génio alemão, que em última análise aniquilam 90% da filosofia e 100% da ética.

E se tu, gentil leitor, és um defensor fanático da validade da Relatividade como teoria cosmológica, lembra-te que, à luz dessa equação, as tuas decisões são irrelevantes e o teu destino está selado e é imutável, independentemente do que possas fazer.

Boa sorte, porque assim sendo só dela dependes.

sábado, julho 23, 2022

As estrelinhas de Hollywood são umas vítimas.

Perseguem implacavelmente, durante décadas, uma vida de fausto e fama e depois, queixam-se disso. A solução para o insuportável Etan Hawke, que ainda por cima tem o talento dramático de um boneco de neve, talvez fosse não ter filhos. Sempre poupava a humanidade à propagação da sua decadente carga genética.

Este escocês é um super-herói.

“When did we the people became the problem? (...) All across Europe farmers are rising. I say this assault on those who have worked the land that should be providing us with our food is nothing less than evil…anti-human, anti-people. That’s the agenda now.”
Neil Oliver

 

Se não é uma coisa é outra.




Há muitos sectores da sociedade global que estão aflitos com a perda de intensidade da pandemia e que tentam ressuscitá-la a todo o custo, de forma a voltarem à imposição de restrições e mandatos e recuperarem o estado de emergência que lhes permita cumprir os abusos de que parecem depender como verdadeiros junkies do poder.




Outros porém, convencidos de que o público não voltará a aceitar o regime draconiano em que foi encapsulado, por causa de um vírus que é neste momento endémico e que, se desde sempre apresentou taxas de mortalidade marginais, agora produz óbitos muito inferiores à gripe convencional, estão já a investir na próxima dose industrial de pânico que incidirá, claro, nas alterações climáticas. Joe Biden, para quem tudo é uma questão de vida ou de morte e que não tem assunto que não seja escatológico, não se cansa de papaguear, à sua maneira titubeante de geronte demente, a cartilha do radicalismo ambiental contemporâneo. E mesmo que o programa energético que tem em agenda signifique a morte de milhões por fome, miséria e doenças, mesmo que represente a ruína do país que lidera e de todo o ocidente, mesmo que essa gesta de cinzas deixe literalmente a totalidade da esfera geo-política nas mãos do Comité Central do Partido Comunista Chinês, o actual inquilino da Casa Branca, que precisa certamente de alguém que lhe mude as fraldas e não consegue ser presente numa conferência de imprensa sem um manual de instruções, não vai desistir de "salvar o planeta".


 

Concomitantemente, a CNN (e outras estações de desinformação massiva), como sempre disposta a servir os grandes eixos propagandistas do regime, já percebeu bem qual o trend pós-pandémico e prepara-se para carregar na tecla do apocalipse climático até à morte do bom senso. Até ao triunfo das trevas.


O mais belo Tour da minha vida.


O Tour de France que termina domingo nos Campos Elíseos foi o mais rápido de sempre, no que indexa ao registo das suas médias horárias. Foi também um dos mais renhidos e espectaculares da sua renhida e espectacular história. Sigo atentamente a prova desde o princípio dos anos 90 e nunca tinha visto um duelo épico como aquele que Vingegaard e Pogačar serviram, nas duas últimas semanas, à audiência global. 

Mas, se calhar, estas duas afirmações não são as mais significativas que podemos fazer sobre esta edição do Tour. Se calhar, a ilação mais pertinente a retirar do que aconteceu nas estradas francesas foi esta: as próximas edições da prova têm tudo para serem tão espectaculares como foi esta.

À partida para a edição 109 da veneranda corrida, aqueles que acreditavam que Tadej Pogačar não ia chegar, com alguma facilidade e a descontracção que nele é uma imagem de marca, vitorioso a Paris, deviam contar-se pelos dedos da mão mais castigada de um indisciplinado membro da Yakuza. E a primeira semana só confirmou essa certeza, porque o esloveno aproveitou um contra-relógio muito curtinho, o caos da etapa em pavé e as bonificações por ter vencido uma outra etapa que não estava destinado a conquistar, para conseguir uma vantagem de mais de 30 segundos sobre a concorrência directa, que na altura incluía, para além de Jonas Vingegaard, Geraint Thomas.

Mas depois de ter tido um desfalecimento na etapa 11 e perdido a camisola amarela para o dinamarquês da Jumbo Visma, as coisas ganharam uma dimensão verdadeiramente olímpica. Primeiro porque Pogačar é um atleta corajoso, extremamente auto-confiante e fiel até à insanidade a uma filosofia de ataque que, até aqui, tinha dado resultados fabulosos (a última vez que Tadej não ganhou uma corrida em que tenha participado foi em 2019). Depois porque Vingegaard, que já tinha sido segundo no Tour do ano passado, revelou quem é: um ciclista de eleição, que está completamente à altura do talento exuberante do eslovenoo, apesar de ter um estilo muito diferente e bem mais discreto.

Da etapa 12 até à etapa de hoje, Pogačar atacou todos os dias. Todos. A subir, a descer, em plano, ao sprint, de repelão e em endurance, sozinho ou com o apoio da equipa, que apesar de estar reduzida a metade, fez todos os possíveis para que o seu líder voltasse a vestir a camisola amarela. Debalde. A dada altura, Vingegaard parecia que tinha uma corda atada ao selim do adversário, porque de cada vez que o chefe de fila da EAU acelerava, o dinamarquês colava-se à sua roda traseira e não saia dali nem por nada deste mundo.



Mais a mais, os ataques não eram desencadeados, como é costume entre os favoritos à vitória no Tour, nos últimos quilómetros das etapas montanhosas. Começavam a 40 quilómetros do fim. E em etapas nem por isso tão montanhosas assim. Ainda hoje, Pogačar tentou de novo descolar de Vingegaard, numa etapa destinada a sprinters cujo desafio consistia em duas pequenas subidas de quarta categoria...

Está por cumprir o contra-relógio de 40 quilómetros de amanhã, mas Jonas Vingegaard, salvo um acontecimento catastrófico de categoria bíblica, vai sair vencedor desta epopeia. Continuo a achar que Pogačar é um atleta mais completo e o melhor ciclista da actualidade, mas enquanto este falhou num momento, o dinamarquês não falhou de todo e a sua vitória, revestida pela platina da glória, depois de uma batalha incessante de dez dias, é inteiramente merecida.

Voltando ao segundo parágrafo deste texto, o Tour deste ano deixa nos adeptos do ciclismo uma doce expectativa para o futuro: as próximas edições da Volta à França prometem, porque os dois rivais são muito jovens e enquanto Pogačar tiver um adversário ao seu nível, o espectáculo é garantido.

Além disso, à jovialidade de espírito e generosidade atlética do esloveno acresce a nobreza de carácter do dinamarquês que, na magnífica etapa de ontem, mostrou possuir a classe de um campeão, ao esperar por Pogačar numa descida, depois deste ter caído à saída de uma curva apertada.



Para finalizar, as menções honrosas: um dos ciclistas que mais contribuiu para o contexto épico deste Tour foi Wout van Aert. Envergou a camisola amarela durante 4 dias, ganhou a classificação por pontos (camisola verde) e três etapas*. Lutou até ao risco da meta por outras tantas. Sprintou como um louco, entrou em mais fugas do que aquelas que me consigo lembrar agora, subiu e desceu os alpes e os pirinéus como um trepador nato (que em teoria, não é), destacou-se como contra-relogista (segundo na primeira etapa e 1º na 20ª)*, ajudou o seu líder Vingegaard em muitas situações, sendo que na etapa de ontem essa assistência foi decisiva. É um ciclista enorme, com um coração de leão, baterias que parecem nunca encontrar um fim e pernas de monstro sagrado. Se não estivesse na Jumbo Visma, e se perdesse um quilinho ou dois, se calhar era candidato a lutar pela vitória já no Tour de 2023. Mas desconfio que, mais tarde ou mais cedo, essa candidatura vai mesmo acontecer.

Desde 1997 que uma equipa não ganhava, em simultâneo, as camisolas amarela e verde. Além disso, a Jumbo Visma ganhou 6 das 21 etapas*. Muito se devem ao belga voador estas façanhas da sua equipa, neste Tour. Quem gosta de ciclismo tem que adorar Wout van Aert. Não há outra hipótese.

O terceiro lugar de Geraint Thomas só pode parecer um resultado modesto a quem não tem seguido seu percurso. Apesar de ter ganho o Tour em 2018, o ciclista galês da Ineos tem andado arredado de vitórias e protagonismos nos últimos anos. Ainda assim, conseguiu agora um honroso lugar no pódio, afirmando-se como o melhor voltista entre o pelotão de meros mortais, porque Pogačar e Vingegaard já têm um lugar reservado no panteão da posteridade. Geraint foi consistente e inteligente durante as 3 semanas, capitalizando a experiência dos seus 36 anos de idade que pesam já, sim, mas que também são vantajosos, quando os sabemos usar.

Seja como for, o Tour de France de 2022 vai ficar para os anais. Isso é certo.

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* Dados actualizados depois do contra-relógio da 20ª etapa.

sexta-feira, julho 22, 2022


 

Este headline tem um problema.



Das duas uma: ou o apelo do médico é insuficiente e enganador ou o jornalista que o reportou redigiu mal o headline. Porque o que em boa verdade no título desta notícia devíamos ler seria:

"Doctor urges young vaccinated people to get heart checked in bid to tackle unexpected deaths."

quinta-feira, julho 21, 2022

Mais um triunfo da "Ciência".

Só na América, 65 milhões de desgraçados tomam ou já tomaram drogas contra a depressão. Um quarto da população. Estas drogas destinam-se a combater um desequilíbrio químico que, pelos vistos, nem sequer é a razão que causa o problema.  

No entretanto ninguém fala dos efeitos secundários (e, claro, a imprensa muito menos), em muitos casos terríveis, destas drogas.

No Ocidente, o conceito de doença mental tem sido esticado muito para lá dos limites do aceitável, de forma alimentar os chorudos negócios das farmacêuticas e as carreiras dos muitos milhares de psicólogos e psiquiatras que saem das universidades em fornadas monumentais, todos os anos.

O diagnóstico das doenças mentais e a virtude da receita de drogas para restabelecer equilíbrios químicos no cérebro não tem nem nunca teve qualquer evidência fisiológica. O processo não é acompanhado por exames anteriores ou posteriores: o paciente desata a tomar as drogas, em grande parte dos casos durante a restante duração da sua vida, e é tudo. Os mecanismos funcionais da mente continuam a constituir um mistério para as neurociências e o processo de como as drogas operam no sistema electro-químico neuronal é completamente desconhecido.

É verdade que, em medicina como noutras áreas da indústria humana, há fórmulas que podem resultar mesmo quando não percebemos porque resultam e como funcionam. Mas isso não dá carta verde a ninguém para massificar panaceias implementadas sem qualquer critério ético e cujas consequências são basicamente ignoradas ou, pior, encobertas por interesses financeiros e carreiristas. Principalmente quando o objecto destes "tratamentos" é a mente humana. Principalmente quando o dogmático e pseudo-científico receituário impede e dificulta a investigação das verdadeiras causas do problema e a descoberta de novas terapias e soluções que o contrariem.

Mas vivemos tempos em que a razão e o bom senso são valores de arqueologia. Triunfam os slogans em vez da substância e os mandatos em vez do livre inquérito.

"Acredita na Ciência". "Confia na Ciência". E, para usar um velho verso do Variações, "toma um comprimido q'isso passa."

Muito para além da imaginação de Kubrick.

Klaus Schwab é um vilão que supera a criatividade ficcional de qualquer génio. E, de Darth Vader ao Dr. Strangelove, todos os personagens distópicos e profundamente malignos que a imaginação humana já inventou ficam um bocadinho aquém do sinistro personagem de Davos e da sua ambição apocalíptica.

Como senhor das trevas, o patrão do WEF está a financiar projectos completamente tresloucados que, por exemplo, procuram encontrar soluções para impedir que a luz solar chegue à Terra. Porque o planeta viverá melhor sem ela...

Que bela ideia.


219 agentes infiltrados pelo Comité Central do Partido Comunista Chinês na Câmara dos Representantes do Congresso americano.

As primeiras imagens do Webb Space Telescope.

Oito meses depois de ter partido e sete depois de ter estacionado na sua órbita, a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, o James Webb Space Telescope está finalmente em pleno funcionamento e aqui há uns dias atrás a NASA divulgou as primeiras quatro imagens captadas pelo engenho, cujos mecanismos de observação conseguem atingir distâncias inéditas, penetrando no cosmos quase até ao momento da sua génese. As imagens são exuberantes e chegam-nos numa resolução nunca vista. Mas porque não quero fazer o que faz a imprensa, publicando imagens do cosmos sem qualquer contexto técnico, há aqui um preâmbulo que tem que ser feito.

O James Webb Space Telescope possui vários instrumentos de captação de imagem. As 4 fotografias que vamos ver resultam de captações feitas no espectro dos infravermelhos e 3 delas serão desmultiplicadas em duas perspectivas: a dos infravermelhos com um comprimento de onda mais curto, tiradas pelo instrumento NIRCam, e a dos infravermelhos com um comprimento de onda médio, tiradas pelo instrumento MIRI. A olho nu, o que podemos observar da realidade está naquele pequeno segmento que é ampliado superiormente e que inclui um reduzido espectro de ultravioletas e infravermelhos. 

Agora as imagens.



Esta maravilha aqui representa a nebulosa NGC 3132, ou Southern Ring Nebula, na constelação de Vela, que reside na Via Láctea e dista cerca de 2.000 anos luz do nosso sistema solar. O objeto foi descoberto pelo astrónomo John Herschel em 1835 e é, por equívoco, apelidada de nébula planetária, embora na verdade não tenha nada a ver com planetas (como era redonda, parecia um planeta aos primeiros astrónomos). A NGC 3132 é uma nuvem de gases e poeiras libertadas pela anã vermelha no seu centro. A imagem em cima foi tirada pelo NIRCam e a de baixo pelo MIRI.

Apesar da escala de representação do blog não permitir a observação das diferenças de resolução, percebe-se ainda assim a divergência espectral e qualitativa entre as imagens captadas pelo Hubble e pelo James Webb, comparando a mesma nebulosa fotografada pelos dois telescópios. O Hubble produziu esta imagem:


Ainda na nossa galáxia, eis um "pequeno" segmento da nebulosa Carina, a 8500 anos luz da Terra. Trata-se de uma das maiores nebulosas da Via Láctea e é visível a olho nu no céu do hemisfério sul.

Também formada por gases e poeiras, a Carina não resulta do decaimento de anãs vermelhas, mas como conglomerado de matéria difusa é um gigantesco berçário de estrelas. A imagem de cima foi captada com o NIRCam e a de baixo pelo MIRI.

Mergulhando mais profundamente no espaço-tempo, a 350 milhões de anos luz de distância da Terra, encontramos o "Quinteto de Stephan" um grupo de cinco galáxias localizado na constelação de Pegasus.

O grupo de cinco galáxias é apenas aparente, porque uma delas, a da esquerda, dista de nós apenas 140 milhões de anos luz. Especula-se que o centro extremamente brilhante da galáxia avermelhada à direita da imagem em baixo se deve a um buraco negro massivo, que liberta mais energia de que 24 biliões de estrelas como o Sol.


A última imagem é a da realidade cósmica mais longínqua: um cluster de galáxias a 4.6 biliões de anos luz de distância. Esta é uma imagem de "campo profundo". Se olharmos com atenção, há poucos milímetros neste enquadramento que não contenham uma galáxia e algumas delas estão mesmo muito, muito longe no vector do espaço-tempo. Como a expansão do Universo "estica a luz", tornando-a mais vermelha, conseguimos perceber quais são as galáxias mais antigas pela sua tonalidade cromática.

O insignificante pontinho vermelho que está no centro da imagem em baixo, é uma galáxia que está a cerca de 13,6 biliões de anos luz do nosso ponto de observação. Ou de outra maneira: estamos a vê-la como ela era há 13,6 biliões de anos.

Quanto mais penetramos nas remotas geografias cósmicas, melhor se percebem as diferenças na qualidade de imagem entre o Webb e o Hubble. Este mesmo campo profundo foi fotografado há uns anos pelo venerando telescópio, com um resultado bastante inferior:

Mas na verdade este iniciático aparelho imagético representa apenas uma parte do que o James Webb pode fazer, porque para além da sua missão perscrutadora de estrelas distantes e galáxias longínquas, este telescópio tem instrumentos que nos vão dar informações preciosas sobre exo-planetas. Essa tarefa ainda não começou. Vamos esperar para ver. Literalmente.

quarta-feira, julho 20, 2022

Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #11

ContraCultura #06


contra-cultura.com
Um website incansável, de edição diária, contra a indolência dos que obedecem e a vilania dos que são obedecidos.
Online a 1 de Setembro de 2022.

Agora é tarde, canalhas.

A mesma imprensa que lavou os cérebros de biliões de pessoas, de forma a condicioná-las a um projecto experimental de terapia genética sem precedentes na história da humanidade, vai agora largando, aqui e ali, muito lentamente e com hipocrisia recordista, alguns factos - os menos contundentes, claro - sobre os efeitos secundários das vacinas Covid-19.

Muitos destes apontamentos noticiosos são fundados em informação científica e estatística que já era do domínio público em 2021 e no princípio de 2022. Nessa altura, quando era importante alertar o público para os danos da vacinação, os canalhas e lacaios dos meios de comunicação social convencionais obliteraram a divulgação de factos, censuraram vozes dissidentes e deram livre rédea à propaganda dos governos e das indústria farmacêuticas.

Agora que é tarde demais, o mal (na sua dimensão absoluta) está feito e enquanto continuam a esconder, com zelo inventivo, as piores consequências das vacinas, vão deixando cair a conta gotas estes bocadinhos de verdade, para tentarem manter uma imagem de rigor jornalístico, de cujo conteúdo ético desistiram há muito.

E não me venham dizer que não posso criticar a imprensa quando omite os factos e, da mesma maneira, quando os revela. A omissão foi criminosa. A revelação é omissa.

Porque esta gente não tem vergonha, nem decência, nem moral. E age impunemente. E é assim.

A pandemia dos vacinados.

Alianças do diabo.

terça-feira, julho 19, 2022


Oh dear, I wonder why.

O que falta é uma explicação oficial.

Porque os números são mais que evidentes. Se qualquer coisa parecida com jornalismo ainda existisse, os responsáveis políticos e os burocratas da saúde seriam obrigados, todos os dias, ao criativo exercício de inventar desculpas e falsas justificações sobre o súbito défice de natalidade e a repentina inflacção da mortalidade, a nível global. Mas neste mundo ao contrário, é a própria imprensa que o faz, desmultiplicando-se em propostas delirantes para poupar os dirigentes regimentais a esse incómodo.

Os homens podem ser lésbicas? Cuidado com essa resposta.

A propósito do post anterior, eis uma feminista norueguesa que pode ir parar à prisão, por afirmar nas redes sociais que "os homens não podem ser lésbicas", alertando para a evidência biológica de que os homens são diferentes das mulheres e vice-versa, e para a evidência lógica de que para se ser lésbica é imperativo que se seja uma mulher.

Mais um exemplo de um país nórdico que é uma democracia fantástica e idílica, onde reina a liberdade de expressão e de pensamento e isso tudo.


Índice da saúde psicossocial do Ocidente: menos que zero #10

A NCAA, associação de atletas universitários dos Estados Unidos, acaba de nomear para "Mulher do Ano de 2022"... Um homem. Ainda por cima um homem que tem como missão na vida humilhar as adversárias que têm a infelicidade de o defrontar nas competições de natação feminina em que, vergonhosamente, o deixam participar.

Não sei se era bem isto que os primeiros movimentos feministas do fim do século XIX e princípio do século XX pretendiam alcançar. Nem sei como é que uma mulher dos dias hoje se pode sentir confortável com uma obscenidade assim, mas enfim. A semeia de ventos acaba sempre e proverbialmente, na colheita de tempestades. E a tempestade woke atingiu completamente a sua máxima fúria.

segunda-feira, julho 18, 2022

Sobre o apocalipse de fazer calor em Julho.

Nos ensandecidos tempos que correm, o céu cai em cima da cabeça das pessoas sete vezes por dia e todas as razões são boas para semear o pânico. Vivemos mergulhados em mil medos, envenenados por inúmeras ameaças e na expectativa de todos os horrores.

Porque assim, somos muito mais obedientes às emergências da tirania. Porque assim, a manipulação e o controlo das massas fica muito mais fácil de realizar.


Wise words.

"A man is not the same thing as a woman.
Climate is not the same thing as weather.

A virus is not the same thing as a disease.
A vaccine is not the same thing as an experimental gene therapy.

A positive test is not the same thing as an infection.
The alleged existence of an illness that almost exclusively kills people in their 80s and 90s, for which numerous safe, cheap and effective treatments already exist, is not the same thing as a pandemic."


Bob Moran

Antropologia Woke.

Sou capaz de ter acertado em cheio #02

Porque raio é que ainda não estamos em recessão? Dado o estado lamentável da economia global, consecutivamente agravado pela pandemia, os decorrentes problemas globais de produção e distribuição, a febril emissão de moeda, a inflacção que se seguiu, as sucessivas catástrofes bolsistas e a crise energética desencadeada pelos histéricos trabalhos de oposição às ambições territoriais de Putin sobre a Ucrânia, seria mais que natural o crescimento negativo da economia mundial.


Mas da mesma forma que os tubarões de Wallstreet estão a adiar a queda definitiva dos mercados financeiros, os senhores do universo e os seus servos na comunicação social e os seus aparatchicks nas burocracias regimentais dos estados, têm segurado o cataclismo iminente, por razões de agenda política. Como previ a 15 de Junho e reforçei a 29 desse mês, a economia só ser reconhecida como recessiva, oficialmente, lá para o fim de Novembro, princípio de Dezembro.

Nessa altura, hei-de explicar as razões deste prognóstico.

domingo, julho 17, 2022

ContraCultura #05: de tiranos e rebeldes.

Quando a História cede à tirania, haverá sempre quem seja do contra.
contracultura.com . Online a 1 de Setembro de 2022.

As sanções contra os russos estão a funcionar em pleno,

 contra os europeus.


sábado, julho 16, 2022

The Fight Back Club #19


Emanuel, uma avestruz desmancha prazeres.

Latest Excuse For Technocratic Control: It’s Hot in Summer

The latest hysterical moral panic requiring ever more intense levels of control freak technocracy and safetyism has been unveiled; It’s hot in summer.

Despite the fact that the UK has experienced a relatively mild summer so far, clickbait mainstream news outlets are pressing the panic button in anticipation of high temperatures across the country this weekend.

The UK Met Office, a notorious peddler of climate change propaganda, is front and center warning of “extreme heat” over the next few days, declaring it to be a “national emergency.”

To others, however, it’s known as the middle of July, or summer.

 
“If we get to 40C, that’s a very iconic threshold and shows that climate change is with us now,” said Met Office spokesman Grahame Madge. Global warming alarmists are wetting the bed.


Strangely, the same people who cry “weather isn’t indicative of climate change” when skeptics point out record cold temperatures suddenly assert that in fact it is whenever it gets hot because they say so. More inquiring minds have noted that, yes indeed, it has been hot in summer before, but the colors used to represented temperatures have been made more scary.


Meanwhile, it’s been revealed that much of the panic is based on manipulated temperature readings that are taken next to airport runways with hot jet engines and tarmac. “About one half of all land surface temperature measurements used to show global warming and promote the command-and-control Net Zero agenda are taken near or adjacent to airport runways,” reports the Daily Skeptic.


“Emeritus Professors William Happer and Richard Lindzen recently told the U.S. Government that over the last several decades, “NASA and NOAA have been fabricating temperature data to argue that rising CO2 levels have led to the hottest year on record”. These false and manipulated data were said to be an “egregious violation of scientific method”.” 

As we previously highlighted, technocrats are now calling for, and in some countries implementing, climate lockdowns in the name of saving the environment. Meanwhile, in the real world, Arctic sea ice is just 3 per cent below its 30 year average. 

One of the authors of the United Nations IPCC report who focused on “extreme” consequences of man-made global warming lauded the fact that “people are starting to get scared” about climate change and that this would “affect the way they vote.” However, doomsday climate change prophecies have been proven spectacularly wrong time and time again. 

According to a much heralded 2004 report, man-made climate change would cause “millions” of deaths, major European cities being sunken, nuclear war and global environmental riots…all by 2020. It never happened.


Back in January 2020, Montana’s Glacier National Park was forced to remove all signs that read “glaciers will all be gone by 2020,” after the doomsday scenario didn’t happen.
So-called “climate experts” have got it wrong time and time again on absolutely everything, from Paul Ehrlich’s prediction of millions of deaths from famine by the 80’s, to Al Gore’s absurd claim that the Arctic would have “ice free” summers by 2013.

At the end of the 70’s, climate experts said that a new ice age was coming. It didn’t happen. 

It never happens. 

 

(...) Summit News