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sábado, julho 25, 2026

Cinema no Blogville: Signal One, de Jonathan Sobol.

"The universe is infinite, and therefore full of infinite dangers."

Não sei como nem porquê, nem sei quanto tempo vai estar online, mas descobri no Youtube um filme que me parece bastante recente, até considerando o seu conteúdo científico, e que trata o assunto do contacto com inteligências não humanas de uma forma deveras interessante, que se relaciona com a célebre e assustadora Hipótese da Floresta Negrauma explicação para o Paradoxo de Fermi que sugere que civilizações extraterrestres existem em abundância, mas permanecem em silêncio, escondidas, por medo de serem extintas por outras espécies mais avançadas e predadoras, num labiríntico jogo de sombras em que as entidades conscientes no cosmos se temem mutuamente, forçando-se ao isolamento.

A fita é de baixo orçamento e tem alguns momentos de falência técnica de produção e edição, mas a história está muito bem esgalhada, e o elenco conta com actores mais ou menos consagrados, como Dennis Quaid, David Thewlis e Isabelle Fuhrman, enquadrados num guião que, a espaços. nos oferece diálogos penetrantes e perturbadores.

O argumento e a realização cabem a Jonathan Sobol, que consegue criar aquilo que eu considero um sólido e sério ensaio de ficção científica, conceptualmente uns furos acima do que tem saído de Hollywood nos últimos anos, com raras excepções.

segunda-feira, julho 20, 2026

Esta gente tira-me do sério, sinceramente.

Abres uma conta no X. Apresentas-te como informador do Estado Profundo ou como investigador em anti-gravidade ou um título assim fantasista qualquer. Começas a debitar uma quantidade de tweets enigmáticos, com declarações bombásticas sobre invasões de extra-terrestres, tecnologia alienígena, super-poderes do governo federal americano, armas de ficção científica do Pentágono, enfim, todo um guião delirante de sugestões para alucinação das massas. Não apresentas um facto que seja sobre o que afirmas. 

Eu até sou um convicto teórico da conspiração, mas esta filosofia editorial, muito comum no X, que é preguiçosa e manhosa e oportunista e só contribui na verdade para o ruído informacional que neste momento da história já é praticamente insuportável, enerva-me solenemente.

Por muito que a especulação seja um dever da cidadania, nos tempos que correm, não deixa nunca de ser verdadeira a máxima de que afirmações extraordinárias carecem de extraordinárias evidências e qualquer teoria da conspiração deverá ser minimamente baseada em factos, para não constituir pura e dura desinformação.

Este palerma aqui descarrega na web a peremptória afirmação de que os EUA têm tecnologia de tele-transporte, assim a seco, sem um indício que seja que possa ser correlacionado com a "informação" que está a emitir, e pronto, está feito. Sempre são 20.000 likes e 1.5 milhões de visualizações que vai facturar a seguir ao Musk.


Neste caso, o palhacinho serve claramente o imaginário do Regime Epstein, que, como já documentei, tem um gosto particular pela ficção científica. Mas reconheço que há muitas contas que contribuem inadvertidamente com este género de ruído para a luciferina agenda das elites, que é a de confundir e alienar as massas, arrastando-as para fora do limiar da realidade. E nem sei o que é pior. Se o ruído criado intencionalmente para fins de alucinação das audiências, se o ruído criado sem consciência da alienação que promove, fundado apenasmente na ganância ou na idiotia.

domingo, julho 12, 2026

sábado, julho 11, 2026

sexta-feira, junho 19, 2026

O Contra no 'Isto é o Povo a Falar': As Ameaças da Inteligência Artificial e a Psyop Alienígena.

Em mais uma saborosa conversa com o João Nuno Pinto nos Estúdios da Kuriakos TV, discutimos o investimento nas tecnologias de inteligência artificial e a “revelação” sobre o fenómeno OVNI, dois vectores fundamentais da actual agenda do Regime Epstein. Mas tanto num caso como noutro há razões para pensarmos que há muito que não nos está a ser dito, e que há falsidades e encobrimentos de agenda naquilo que é expresso pelo governo federal americano, pela imprensa corporativa e pelas tecnológicas de Silicon Valley, principalmente quando analisamos os factos à luz da ideologia transhumanista das elites ocidentais.

 

sábado, junho 13, 2026

Disappointment Day.

O impagável Critical Drinker faz aqui, mais que uma crítica devastadora à tentativa de lavagem ao cérebro sobre as massas de Steven Spielbeg e ao servicinho pornográfico que está a prestar ao Regime Epstein com o seu "Disclosure Day", que como qualquer objecto de propaganda será necessariamente mau cinema, um manifesto inequívoco sobre aquilo que qualquer pessoa que circule na curvatura da Terra com um só olho meio aberto já percebeu: a narrativa dos extraterrestres não passa disso mesmo: uma narrativa. Mais um esforço de transformismo sobre a realidade, de manipulação mediática. Mais uma psyop.

Até tenho pena das pessoas tão cegas, mas tão cegas, que estão a cair no engodo, sinceramente.

terça-feira, junho 09, 2026

Exacto.

segunda-feira, junho 08, 2026

Ora aí está a evidência que factualiza aquilo que tenho dito e escrito sobre este assunto.

As teorias da conspiração são tão fáceis de comprovar nos tempos que correm, que até assusta. Sim, desculpem-me a imodéstia mas às vezes até tenho medo de estar tão certo. Nas últimas duas ou três semanas tenho avisado por várias vezes que o fenómeno OVNI, como está a ser representado pela máquina de propaganda do Regime Epstein, destina-se, entre outros sinistros objectivos, a atacar directamente a fé cristã e, assim, reduzir a cinzas a vida espiritual das massas. E nem de propósito, aqui temos o liberalzinho-mor de Hollywwod  a dar por certeira a minha suspeita: 

domingo, junho 07, 2026

Um aviso.

ContraClips: Quando todo o aparelho propagandístico do Regime Epstein nos tenta convencer seja do que for, temos o dever moral de desconfiar e mais desconfiados ainda devemos permanecer sobre o que nos estão a dizer sobre o fenómeno OVNI.

sexta-feira, maio 29, 2026

Demónios. São demónios.

Num só tweet, tudo o que precisamos de saber

para ficarmos certos de que se trata de uma psyop. O orquestral e orquestrado uníssono de Trump, Obama e Spielberg; o coro afinado do Congresso, do Pentágono e da imprensa corporativa; o regime Epstein em peso a condicionar a opinião pública no sentido da existência de "extraterrestres"....

Não há extraterrestres nenhuns. 

A única verdade é a de Jesus Cristo.

E é essa verdade que eles querem exterminar. 

Mais a mais, porque é que o governo federal americano, que mente alarvemente sobre todos os outros assuntos, iria agora dizer a verdade sobre este?

Não se deixem cair nesta narrativa armadilhada. É tão falsa como todas as outras.

quarta-feira, maio 20, 2026

Por que raio é que o alienígena está algemado?

O atrasado mental que usurpou a Casa Branca publicou (mesmo) na sua conta do Truth Social esta coisa que, supostamente, pretende ser um meme. Mas alguém que me explique por gentileza qual é a razão, o sentido, a mensagem implícita no facto do extraterrestre aparecer acorrentado?


Palhaço de merda.

domingo, maio 10, 2026

É fodido.

Eu sou um daqueles sofredores crónicos que perde uma convicção grande de cada vez que o estabelecimento toma conta dela.

Há dez anos atrás, queria acreditar em OVNIs e extraterrestres e tal e coisa. Mas depois, em 2017, o New York Times transcreveu um briefing do Pentágono que levava a malta a acreditar em OVNIs e extraterrestres e tal e coisa e eu deixei de querer acreditar, para começar a querer desacreditar. 


  
Acresce que entretanto, no meu percurso de conversão cristã, não li nada nos evangelhos que sugerisse a existência de outros povos no cosmos, o que não é dizer pouco, na medida em que os evangelhos se tornaram rapidamente a minha única fonte de Verdade.

E quanto mais escarafunchei no solo e no subsolo deste assunto, mais inclinado fiquei a pensar que o fenómeno não tem nada que ver com 'extraterrestres' (no sentido de seres inteligentes oriundos de outros planetas), como tento explicar no artigo que saiu ontem no Contra e que já tinha publicado aqui no blog. 

Ao invés, desde há uns anos para cá, tenho concluído que o fenómeno tem mais a ver com o sobrenatural do que com outra explicação racional ou pseudo-racional qualquer, mas entretanto, lamentavelmente para a minha santa estabilidade cognitiva, tenho detectado entre os poderes instituídos em Washington uma tendência para a adopção dessa hipótese como vector de propaganda, facto que me deixa sem saber o que pensar, porque se um congressista fala de anjos caídos, eu devo chegar à conclusão de que não estão a cair anjos nenhuns, porque nada, mas absolutamente coisa nenhuma que seja dito por qualquer um dos intérpretes do estabelecimento americano deve ser levado a sério, talvez com a excepção do que diz Thomas Massie (embora eu pressinta que mais tarde ou mais cedo também este bom rapaz passará a vilão e falsificador da realidade, na proporção do poder que, eventualmente, possa acumular).


 

Este último post de Paulina no X é a definição de bullshit e se ela está a sugerir isto é porque não é disto que se trata com certeza. A rapariga tenta desesperadamente fingir que não é uma gaja do sistema, mas é completamente uma gaja do sistema. 

Ou seja: depois de décadas a estudar o fenómeno (muitas décadas mesmo, porque era criança ainda quando pela primeira vez li "Eram os Deuses Astronautas?" de Erich von Dänike), continuo sem encontrar uma explicação plausível, ou implausível mas que me satisfaça o cerebelo, para as anomalias sobre o tecido da realidade que têm sido aos montes registadas (isso eu não discuto).

O dilema é fodido. 

É fodido porque eu sou um tipo curioso, que gosta de escarafunchar nos enigmas que me atormentam o sono e gosto ainda mais de encontrar respostas para a insónia. Mesmo que sejam respostas do género: não sei porque não é da condição humana saber (esta é aliás uma das respostas mais assertivas que alguma vez encontrei enquanto lutava para adormecer).

Só que, no caso dos OVNI's, não me parece sequer, às tantas, que o conhecimento sobre o fenómeno seja de ordem transcendente. Há aqui qualquer coisa que me está a escapar, nitidamente, e muito para além da operação psicológica que o regime Epstein está a desenvolver a todo o vapor, que é mais que evidente.


 
Seja como for, sei que estou longe de perceber patavina sobre o assunto. 
E, sim, no que me diz respeito, não perceber patavina sobre este assunto... É fodido. 

sábado, maio 09, 2026

Regime Epstein inicia desclassificação de ficheiros OVNI: um hambúrguer de coisa nenhuma.


  
Cumprindo alegadamente a promessa de Donald Trump feita em fevereiro deste ano, o governo federal norte-americano divulgou, através de um site do Departamento de Guerra, uma colecção de arquivos sobre OVNIs que não aquece nem arrefece. Mas há quem prometa que esta é apenas a primeira fase da "revelação" e que documentos mais relevantes serão divulgados no curto prazo. 
 


O lote de fotos, vídeos e dossiers não mostra na verdade nada de novo, sendo apenas significativo o facto do governo federal reconhecer oficialmente a bizarria fenomenológica, como por exemplo que algo de inexplicável foi observado nas missões Apollo 12 e Apollo 17. 

Salvo uma ou duas excepções, as fotos são irrelevantes (pequenos pontos em baixa resolução, na sua maioria), meras representações artísticas de fenómenos reportados por testemunhas ou referem-se a observações que até já foram explicadas como subprodutos técnicos ou artefactos convencionais. Os vídeos são bastante menos impressionantes e até convincentes do que aqueles que hoje em dia podemos encontrar na web depois de uma pesquisa de dez minutos. Os dossiers em formato pdf são, regra geral, ilegíveis, maçadores, vagos e inconclusivos. 


Os materiais incluem casos não resolvidos em que as autoridades não conseguiram determinar a natureza dos fenómenos observados e em nenhum documento se encontra qualquer afirmação definitiva de que os objectos em causa são de origem não humana. 

O Pentágono afirmou que os casos continuam "por resolver" porque os investigadores não tinham dados suficientes para determinar a natureza dos fenómenos, e incentiva os especialistas do sector privado a analisar o material, embora não existam aqui grandes motivos para que esses ditos investigadores percam o seu tempo. 

A divulgação está a ser coordenada através de um novo esforço interdepartamental que envolve a Casa Branca, a NASA, o FBI, o Departamento de Energia e o Gabinete da Directora de Inteligência, com a expectativa de que ficheiros adicionais sejam publicados gradualmente.  


Os responsáveis ​​da administração Trump descreveram a medida como parte de um esforço para alcançar a máxima transparência, após anos de cepticismo público em relação à forma como o governo lidou com os relatos de OVNIs. Alguns legisladores, incluindo o deputado Tim Burchett (republicano do Tennessee), disseram que são esperadas mais divulgações nas próximas semanas. Mas é claro que o simples facto do Regime Epstein falar de transparência é, por sí só, destruidor da narrativa política.  


E se alguém estava à espera de um grande passo em direcção à verdade sobre o fenómeno OVNI, sai defraudado deste hambúrguer feito apenas com o brioche da propaganda. Principalmente depois do hype que rodeou o assunto nas últimas semanas, com relatos de que o governo federal convocou secretamente um grupo de clérigos protestantes para os advertir de que os conteúdos a serem divulgados teriam implicações religiosas.  


A hipótese da psyop é incontornável. Mas sobre esse assunto, já publiquei aqui no blog o que tinha a publicar. 

Considerando porém as teorias da conspiração que envolvem o fenómeno OVNI com o governo federal norte-americano e o estabelecimento industrial e militar, a divulgação destes ficheiros, se não for acompanhada nos próximos tempos por algo mais substancial, é quase ofensiva, principalmente quando é feita em nome da transparência. 

Mas todos os regimes distópicos do Ocidente (e o regime Epstein é o mais distópico deles todos) funcionam assim: pela inversão semântica da linguagem. 

Até Richard Dolan, que tenta neste vídeo encontrar qualquer coisa de interessante para dizer sobre aquela que devia ser, para ele, a notícia do ano, patina imenso com a ingrata tarefa de conseguir espremer deste limão velho qualquer sumo que saiba a novo. 

 

terça-feira, maio 05, 2026

Os OVNIs de hoje, os OVNIs de ontem e a vontade de poder de sempre.

 
“Sempre que um conjunto de circunstâncias invulgares se apresenta, é da natureza da mente humana analisá-lo até que se encontre um padrão racional a algum nível. Mas é perfeitamente concebível que a natureza nos apresente circunstâncias tão profundamente organizadas que os nossos erros de observação e lógica mascarem completamente o padrão a identificar. Para o verdadeiro cientista, não há aqui nada de novo.”

 Jacques Vallée

 

Estamos neste momento a viver num histerismo maluco sobre os bichos alienígenas que o Regime Epstein se prepara para anunciar, numa clara e armadilhada psyop em que as massas, mais uma vez, estão a cair que nem tordos aparvalhados.

Hoje saiu um artigo sobre este assunto no Contra, e estou já farto de alertar para a fraude que aí vem aqui no blog, mas vale a pena insistir, até porque as redes sociais estão a rebentar com conteúdos deste género ensandecido (com o devido respeito por David Icke, que ele bem o merece):


Pensem comigo, por gentileza. Em que é que consiste o fenómeno OVNI?

Temos hoje a certeza de que algo se passa de estranho com o tecido da realidade - isso é indiscutível. Há milhares, centenas de milhares de relatos de avistamentos de objectos voadores (e mergulhadores) não identificados e de criaturas não humanas. Há relatórios militares e papers científicos e testemunhos de informadores e denunciantes que apontam para presenças inexplicáveis e factos enigmáticos. Sim. Tudo bem. Mas o que nos contam esses relatos e esses documentos?

As viaturas em que estas entidades se deslocam são de uma diversidade morfológica delirante: discos e esferas, triângulos e tetraedros, rectângulos e paralelipípedos, boomerangs e charutos, orbes e shapeshitfers, naves espaciais do género 'Guerra das Estrelas', naves espaciais do género 'Encontros Imediatos', autómatos voadores, drones sem mecanismo propulsor, drones com mecanismo propulsor mas que desafiam as leis da gravidade, enfim, uma quantidade maluca de tecnologias e formatos.

Depois, as entidades. São homenzinhos cinzentos e homenzinhos verdes; são como os humanos, mas louros e esbeltos ("nórdicos"); são reptilóides e insectóides; são baixinhos e são altos; a maior parte são humanóides cabeçudos; todos têm braços e pernas e olhos, mas uns têm nariz e boca, outros não; uns falam e outros comunicam por telepatia; uns são autómatos, outros são biológicos; uns são beras, outros são bonzinhos e assim sucessivamente até ao total jardim zoológico do assunto.

Toda este fenomenologia começou a ser registada por altura da II Guerra Mundial. Antes disso, a fenomenologia era completamente diferente. Antes disso, falávamos de outro tipo de presenças misteriosas. Os veículos eram carros de fogo ou "carruagens infernais"; estrelas-guia e nuvens animadas, palácios voadores e tapetes voadores; "cavalos flamejantes" e "barcos celestiais"; e, no caso do épico hindu Mahabharata, bastante mais elaborado no que diz respeito à tecnologia: "pássaros de madeira leve com motores de mercúrio" e "rugido de leão".

As entidades eram deuses e semi-deuses; santos e demónios; anjos e arcanjos, profetas e guerreiros; heróis prometidos ou ressuscitados; figuras marianas e messiânicas; ou seja:

Os paradigmas culturais e tecnológicos de cada civilização reflectem a interpretação e descrição que fazemos de qualquer tipo de fenomenologia que escape ao nosso entendimento. 

Diz-se que os indígenas sul-americanos conseguiam observar e interpretar os portugueses e os espanhóis que chegavam em botes às praias, mas que eram incapazes de assimilar a presença ao largo dos grandes navios que traziam estes estranhos seres, por não estarem dotados de referências conceptuais que lhes permitissem sequer o processamento visual dessas embarcações inimagináveis para eles.

O mesmo poderá estar a acontecer connosco, agora. Confrontados com uma dimensão da realidade de tal forma díspar da nossa experiência empírica, o melhor que podemos fazer é configurar estas entidades e o seu aparato técnico com referências que dominamos: carros de fogo e cavalos flamejantes, quando viajávamos de carroça; discos voadores quando Hollywood comanda a nossa imaginação. Aparições marianas quando o cristianismo dominava o conteúdo onírico dos nossos dias, reptilóides e insectóides extraterrestres quando, privados da metafísica pela civilização materialista, nada temos a que recorrer senão o medo - e o fascínio - perante o mistério.

Na verdade, se pensarmos bem, não há qualquer prova material de que estas entidades sejam provenientes de outros planetas. Ao contrário, não parece fazer muito sentido que tantas espécie diferentes, viajando em veículos  tão diversos e dispondo de tecnologias de tal forma avançadas que ultrapassam facilmente as mais elementares constantes da física, convirjam ao mesmo tempo para este remoto e em tudo modesto terceiro calhau a contar do sol, considerando a imensidão incomensurável do espaço-tempo.

Como já afirmei tantas vezes, parece-me que este é um fenómeno de ordem espiritual. E a verdade sobre a natureza do cosmos não nos é dada, por definição ontológica. A nossa percepção e a nossa capacidade cognitiva é condicionada à necessidade e à sobrevivência e não à detenção de uma perspectiva holística, transcendente e omnisciente do universo. O que não sabemos e que nunca saberemos é imenso como imenso é aquilo que não percepcionamos e que está muito além da nossa capacidade empírica ou científica. 

É na verdade a tudo isso que chamamos "sobrenatural". Da mesma forma que a ciência contemporânea chama "energia escura" e "matéria escura" a mais de 90% da composição do universo, e que a ciência do século XIV chamava peste a uma quantidade diversa de doenças contagiosas.

É possível que se dê ciclicamente na história da humanidade (ou nem tão ciclicamente como isso) uma espécie de curto circuito entre as dimensões que nos são familiares e outras que existem para lá do nosso esquema ontológico. Mas, como aconteceu no passado, não creio que esse momento de confrontação com o mistério nos eleve para um outro patamar de conhecimento. Ao contrário, o que temo é que a circunstância seja manipulada e instrumentalizada pelas elites para fins nefastos relacionados com a religião, a ideologia, a política e o poder.

Júlio César teve uma visão, pouco antes de atravessar o Rubicão em 49 a.C., enquanto hesitava e reflectia sobre as graves consequências de iniciar uma guerra civil em Roma. Suetónio relata essa visão desta forma:

“De repente, apareceu ali perto um ser de estatura maravilhosa e beleza extraordinária, que se sentou e tocava uma flauta de cana. Não só os pastores correram para ouvi-lo, como também muitos soldados deixaram seus postos, entre eles alguns trombeteiros. A aparição tomou uma trombeta de um deles, correu para o rio, tocou o sinal de guerra com um sopro poderoso e atravessou para a outra margem.”

César interpretou a aparição como um sinal dos deuses e exclamou, também segundo Suetónio:

“Tomemos o caminho que os sinais dos deuses e a injustiça dos inimigos nos indicam. A sorte está lançada!” (Alea iacta est).

A aparição sobrenatural, ou falando modernês, a entidade alienígena, convenceu-o a avançar com as suas legiões, marcando o início da guerra civil contra Pompeu e o Senado. E o fim da República, que passou a Império.

E quem pode garantir que a "revelação" do fenómeno OVNI que agora o Regime Epstein nos está a prometer, não será utilizada para iniciar um processo de natureza semelhante?  

Preparem-se para serem aldrabados, à grande e à americana.

O governo federal americano e o Congresso vão dando indícios de que estamos prestes a ser bombardeados com mais uma operação gigantesca de desinformação sobre o fenómeno OVNI. O ContraCultura desconfia e recomenda a desconfiança.