domingo, setembro 20, 2026

O dia em que a esperança morreu.

13 de Julho de 2024, Butler, Pensilvânia. Este é o momento em que Donald Trump vira o bico ao prego, segundo o instinto de Tucker Carlson. A tentativa de assassinato de que foi alvo, ainda hoje mal explicada e cuja investigação o próprio Trump mandou fechar, foi o recado que o então candidato presidencial acatou: porta-te bem ou da próxima vez o tiro sai certeiro.

E o resto é a história da maior traição a um mandato eleitoral alguma vez ocorrido na história das democracias ocidentais. 

Tucker explica, em conversa com Emily Jashinsky, o seu palpite apontando para aquilo que veio logo a seguir: a nomeação de Howard Lutnick ("o mordomo de Hillary Clinton") para chefe de transição presidencial, de Marco Rubio para Secretário de Estado, de Mike Waltz para conselheiro de segurança, de John Ratcliffe para director da CIA, de Scott Bessent para o Tesouro e etc., todos eles homens do pântano sionista-globalista que infecta o território do poder nos Estados Unidos.

Os sinais de que Trump se tinha rendido ao Regime Epstein estavam lá, escarrapachados, antes até de regressar à Casa Branca. Tucker não quis ver. Eu, mal comparado e à minha quântica maneira, também não.

É claro que ele, como eu (mas ele bem melhor do que eu, como é óbvio), sabíamos da vulgaridade do homem, do seu egotismo patológico, da sua mania das grandezas, dos seus problemas de carácter. Mas optámos por uma visão das circunstâncias que transcendia o indivíduo, ignorantes que o indivíduo entretanto já tinha os pulsos atados pelos marionetistas de Telavive, já tinha sido resgatado pelos transformistas de Silicon Valley, já tinha sido dominado pelos demónios de Wall Street, já tinha sido enfeitiçado pelos sicofantas de Washington.

Temos contas a prestar por isso.

A conversa progride para a inteligência artificial e Carlson, confrontado com a apatia das massas e a voracidade das elites perante as ameaças de extinção da espécie humana que, como nunca na História, se agigantam, afirma isto:

"E que tal proibir imediatamente, a título de emergência, qualquer utilização de IA em laboratórios de biotecnologia? É fácil perceber que uma máquina pode agir de forma autónoma, ou que um agente obscuro ou um cientista curioso podem ser responsáveis ​​pela criação de um vírus invencível, verdadeiramente devastador para o mundo, e isso não está longe de acontecer. Por isso, não sei por que razão ninguém age para o impedir. É quase como se o nosso sistema estivesse tão esclerosado e paralisado pela sua própria e absurda enormidade que não consegue responder a ameaças reais. Guerra nuclear e IA. Estamos a enfrentar uma guerra nuclear tanto no leste, com o conflito na Ucrânia, como no Médio Oriente, com o conflito no Irão, e isso é mais que óbvio, mas ninguém está a fazer nada quanto a isso. Talvez tenhamos chegado ao limite da capacidade do sistema americano para se preservar, o que é uma ideia alucinada, se pararmos para pensar nela. É o fim. Se nem consegues proteger a própria vida, a vida não vai continuar."

Sim, é este o ponto esquizofrénico a que chegámos. Tanto nos Estados Unidos como na Europa. Corremos em direcção ao fim, alegremente, enquanto assamos sardinhas.