Durante a operação as forças militares venezuelanas não reagiram, sugerindo essa cumplicidade.
O regime Trump vai agora, presumivelmente, colocar Maduro no banco dos réus do corrupto sistema judicial norte-americano e deixar no poder alguém da sua confiança, como María Corina Machado, a Prémio Nobel da Paz de 2025, que nem por isso tem grande apoio popular no país do Caribe.
Donald Trump confirmou a acção militar no Truth Social.
Convém sublinhar que, historicamente, as acções de mudança de regime desencadeadas pelos EUA correm invariavelmente mal, deixando os países pior do que estavam e mergulhados no caos. O exemplo mais recente - a Síria - é a este título eloquente.
A retórica da Casa Branca vai certamente convergir numa alegada promoção da liberdade, da democracia e dos direitos civis, mas todos sabemos que os objectivos desta operação têm a ver com as reservas petrolíferas do país e também a de humilhar russos e chineses, até porque, segundo parece, uma delegação oficial de Pequim encontrava-se em Caracas na altura do ataque.
After removing Maduro, the USA will finally be able to bring freedom to millions of barrels of oil.
— Dan Ilic (@danilic) January 3, 2026
🇨🇳 Chinese officials were meeting Maduro, when#USA attacked Venezuela. This isn’t foreign policy, it’s signaling. Repercussions won’t be small and confined to region 🌍🔥#China #venezuala #Iran #maduro pic.twitter.com/7moITc0Y2f
— Amit Chaudhary (@amitchaudhry1) January 3, 2026
É expectável que esta iniciativa da Casa Branca deixe a comunidade internacional algo nervosa. Basta pensar na Dinamarca, cujo governo estará agora a equacionar a possibilidade de que a pirataria norte-americana acabe por tomar a Gronelândia à força.
Em Cuba, o regime também se deve estar a preparar para uma eventualidade análoga.
Os dois Alexandres comentam o episódio.
