sábado, janeiro 03, 2026

Depois de ter corrompido as elites militares venezuelanas, regime Trump rapta Maduro e desencadeia na Venezuela uma operação de mudança de regime.

Com a clara colaboração ou cumplicidade pelo menos do exército venezuelano, cujos oficiais de topo devem ter sido bem comprados, a Casa Branca montou uma bem sucedida - mas completamente ilegal - operação de mudança de regime, através de uma acção militar em Caracas, destinada a capturar Nicolás Maduro. 

Durante a operação as forças militares venezuelanas não reagiram, sugerindo essa cumplicidade. O regime Trump vai agora, presumivelmente, colocar Maduro no banco dos réus do corrupto sistema judicial norte-americano e deixar no poder alguém da sua confiança, como María Corina Machado, a Prémio Nobel da Paz de 2025, que nem por isso tem grande apoio popular no país do Caribe. Donald Trump confirmou a acção militar no Truth Social.   

    

Convém sublinhar que, historicamente, as acções de mudança de regime desencadeadas pelos EUA correm invariavelmente mal, deixando os países pior do que estavam e mergulhados no caos. O exemplo mais recente - a Síria - é a este título eloquente. A retórica da Casa Branca vai certamente convergir numa alegada promoção da liberdade, da democracia e dos direitos civis, mas todos sabemos que os objectivos desta operação têm a ver com as reservas petrolíferas do país e também a de humilhar russos e chineses, até porque, segundo parece, uma delegação oficial de Pequim encontrava-se em Caracas na altura do ataque.   

 
É expectável que esta iniciativa da Casa Branca deixe a comunidade internacional algo nervosa. Basta pensar na Dinamarca, cujo governo estará agora a equacionar a possibilidade de que a pirataria norte-americana acabe por tomar a Gronelândia à força. Em Cuba, o regime também se deve estar a preparar para uma eventualidade análoga. Os dois Alexandres comentam o episódio.