segunda-feira, fevereiro 23, 2026

A verdade sobre a detenção de André Moutbatten-Windsor

Como já aqui tinha sugerido, a detenção e humilhação pública de André, se bem que inteiramente merecida, está a ser utilizada politicamente como expiação dos pecados de outras figuras comprometidas com o escândalo Epstein e que habitam as cúpulas do poder no Reino Unido (Lorde Mandelson, Keir Starmer, Gordon Brown, Tony Blair, Richard Branson, o Rei Carlos, e etc.). 

Além disso, perseguir judicialmente André por violação de segredos de estado relacionados com acordos comerciais com países como Singapura e o Vietname é o mesmo que prender Al Capone por fuga ao fisco. Ou melhor, é pior ainda, porque se no caso de Al Capone a procuradoria de Illinois e o Departamento de Justiça federal não tinham de facto como o incriminar de outra forma, e passaram muitos ano a tentar, enquanto no caso de Moutbatten-Windsor não faltam testemunhas, vítimas, declarações manifestamente falsas do suspeito e uma incomensurável quantidade de indícios materiais para construir um processo à volta das actividades pedófilas e de tráfico humano do ex-príncipe.

Mas ninguém, no aparelho judiciário britânico, quer abrir essa caixa de Pandora, claro.

Tanto mais que, se o crime fundamental cometido por André foi este de que está a ser acusado, então a primeira figura que teria que ser sujeita a escrutínio pelas autoridades seria Lorde Mandelsson, que enquanto embaixador britânico nos EUA confidenciou segredos de estado ao seu amante e, anteriormente, como marionetista-em-chefe nos corredores do poder britânico, partilhava informação privilegiada com Epstein, para obtenção mútua de ganhos brutais nos mercados financeiros.

Neste clip, os dois alexandres do The Duran especulam assertivamente sobre a natureza e a conveniência da crucificação pública do filho favorito da Rainha Isabel II, alertando para a probabilidade de que mesmo este processo, que terá sido combinado e desenhado entre Starmer e o Rei, acabe por se traduzir numa pena meramente simbólica, 'para inglês ver', funcionando como um vector de diluição da pressão sobre os outros envolvidos.