Lobo Antunes morreu, mas vive no espelho da alma do país que deixou.
Com a morte de António Lobo Antunes, Portugal perde mais do que um
escritor. Portugal perde o seu mais arguto intérprete. E a sua obra
permanece como um aviso: a memória não se apaga e recalcamento não é
solução. Uma elegia de António Justo.