Neste vídeo, o futuro primeiro-ministro húngaro Péter Magyar está a ser entrevistado pela estação de televisão pública húngara, M1, que funcionava em favor do aparelho governamental de Viktor Orbán, quando aproveita para informar a entrevistadora que, quando chegar ao poder, vai suspender imediatamente os serviços noticiosos até que a estação volte a ser “objectiva, imparcial e de serviço público”, comparando o trabalho dos actuais jornalistas à propaganda de Goebbels ou da Coreia do Norte.
This is one for the ages. pic.twitter.com/2QEogv8NHT
— Laura Ingraham (@IngrahamAngle) April 16, 2026
Como já tantas vezes afirmei, não nutro simpatia por políticos que aspiram a césares, sejam eles globalistas ou populistas, e fechar a imprensa de que não se gosta é sempre um acto eticamente complicado, em democracia, mesmo considerando a imprensa bandida que temos hoje no Ocidente.
Por outro lado, percebe-se que Magyar procure substituir o aparelho de propaganda de Orbán, pelo seu próprio aparelho de propaganda, dado que se trata de um organismo público e considerando as regras do jogo na Hungria. Afinal, ele próprio tinha sido banido por esta estação de televisão.
E não deixa de ser interessante que o homem não tenha problema nenhum em assumir publicamente essa cirurgia.
O que deveras me preocupa aqui, é que Magyar decaia rapidamente para o centrismo totalitário que reina na Europa e - com a enorme votação que teve e que lhe permite até alterações à constituição do país - instaure uma ditadura globalista cuja praxis seja depois seguida pelos seus congéneres europeus (que de qualquer forma já têm por diversas vezes ensaiado métodos despóticos com a imprensa de que não gostam, principalmente na Alemanha).
Até agora, as suas declarações não vão bem nesse sentido. Parece ser um feroz defensor das fronteiras da Hungria, um firme adversário da imigração descontrolada e, de todo em todo, um nativista. Parece também não estar muito interessado em hostilizar a Rússia nem em amar cegamente o regime Zelensky e eu diria que, à primeira impressão, não me convence como um político com queda para ideologias woke ou um entusiasta da doutrinação LGBT.
'We’ll aim for cheapest and safest options' - Magyar says Hungary won’t 'detach' from Russian oil supply
— Viory Video (@vioryvideo) April 13, 2026
“It is in Hungary's interest to diversify energy supply, build cross-border capacity and secure international agreements... so we can supply our population and companies,”… pic.twitter.com/IR21qPcLZO
Fun Fact
— Russian Market (@runews) April 12, 2026
Hungary’s NEW leader Péter Magyar is anti-WOKE, loves alcohol 🍺 and THIS:
We do not support Ukraine’s accelerated EU accession. pic.twitter.com/NksPVmtzaD
Mas partilha com Bruxelas o histerismo climático e, pelos vistos, a tendência para o autoritarismo elitista. Às vezes dá-me a sensação que é mais um progressista do que um conservador e assusta-me o facto de Macron gostar tanto dele (como também Merz, e Starmer). Mais a mais, precisa dos 30 biliões de euros que a Comissão Europeia congelou como medida de repressão sobre a dissidência de Viktor Orbán.
E isso preocupa-me. Porque admiro os húngaros e porque a Hungria é um país chave para o futuro da Europa, em termos ideológicos e civilizacionais.
Muito se joga agora, no caminho que Magyar seguir.
Peter Magyar either played Hungary.
— Martin Sellner (@MartinSellner_) April 16, 2026
Or he played the globalists.
Let's wait and see. 😎
