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Extensão livre do ContraCultura
terça-feira, janeiro 27, 2026
Dúvidas e ironias em tempo de interlúdio eleitoral.
“Estamos de olho no Irão”: Trump avisa que “armada” dos EUA chegará em breve ao Golfo Pérsico.
O que devo concluir.
Este post aqui ilustra o que sinto e desconfio. Não vamos encontrar soluções nos líderes políticos e nos influenciadores que o sistema ocidental debita para a praça pública. Acabam sempre por trair as nossas expectativas e os valores que os projectaram para a ribalta, porque o processo de ascensão ao fórum é corruptor por natureza.
O mecanismo mediático e político está montado de tal forma que impossibilita o heroísmo, a dignidade, a consistência, a coragem, a abnegação e a lealdade à causa das massas.
A solução não é combater os protagonistas do sistema. É combater o sistema.
Uma decisão acertada, para variar: Administração Trump retira-se oficialmente da Organização Mundial de Saúde.
Medicamentos para emagrecer vão poupar centenas de milhões de dólares às companhias aéreas.
segunda-feira, janeiro 26, 2026
Campanha eleitoral não é guerra civil.
Isto aqui não é bem um meme;
é um gráfico que explica com clareza o problema dos lealistas do regime Trump, que não conseguem abrir o horizonte analítico para além daquilo que lhes satisfaz a consciência política. E aqui, representam-se apenas questões relacionadas com a política interna. Porque ainda há mais vectores assustadores e de inspiração globalista e imperialista na politica externa da Casa Branca.
CEO da BlackRock e co-presidente do WEF, Larry Fink, admite o óbvio: “o mundo não confia em nós.”
Não é um meme: carta que Donald Trump endereçou ao primeiro-ministro norueguês diz tudo o que é preciso saber sobre o remetente.
domingo, janeiro 25, 2026
Um conselho de administração para o globalismo americano.
No contexto do seu Great Reset, Donald Trump está a tentar substituir a ONU (ou mais especificamente, o Conselho de Segurança da ONU) por uma organização que lhe seja ainda mais obediente, enquanto procura concomitantemente reduzir a influência do BRICS. Para esse efeito, o presidente norte-americano decidiu criar o "Conselho da Paz", convidando um grupo alargado de líderes políticos no activo e na reforma para o integrarem, embora exigindo um bilião de dólares a cada personalidade que decida aceitar o convite.
Inicialmente focada na reconstrução e gestão da Faixa de Gaza após o cessar-fogo no conflito Israel-Hamas, a ideia transcendeu rapidamente o âmbito da Palestina e tem ambições de actuar em conflitos globais, de acordo com os interesses americanos. Ou seja: será o 'Conselho da Paz' em certos casos, será o 'Conselho da Guerra' noutros.
De forma deveras característica, Trump autodenominou-se presidente vitalício do órgão, com poder de veto único e autoridade para convidar ou remover membros, e nomeou um Conselho Executivo fundador com figuras como Marco Rubio, o genro Jared Kushner, o amigo feito diplomata Steve Witkoff e Tony Blair, entre outras figuras do estabelecimento globalista.
Na lista de convidados que terão que pagar o tal bilião de dólares para aderir ao clube, encontramos Lula da Silva, Javier Milei, Santiago Peña, Viktor Orbán, quase todos os líderes globalistas europeus, quase todos os líderes políticos do médio-oriente, vários líderes asiáticos (entre os quais Xi Jinping), o Papa Prevost, o presidente da Bielorússia, Alexander Lukashenko e... Vladimir Putin.
Putin, que, como outros convidados, não tem qualquer interesse na iniciativa, mas que também não quer ofender o ego monstruoso do actual inquilino da Casa Branca (há que dizer que o Czar tem no César de Queens o seu calcanhar de Aquiles), afirmou que aceitaria o convite desde que a quota bilionária fosse retirada dos bens russos que foram congelados pelo bloco ocidental.
A resposta do Kremlin é, do ponto de vista diplomático, genial, já que obrigaria os EUA a desbloquearem necessariamente esses activos, abrindo precedente para o seu retorno aos cofres russos. Por outro lado, caso a proposta não seja aceite pela Casa Branca, Moscovo terá sempre uma boa justificação para não fazer parte de uma organização que não foi propriamente criada com os seus interesses em vista.
Entre os convidados há também quem esteja a recusar ou a "avaliar" a proposta, como os chineses (obviamente), o Vaticano, a Espanha, a Alemanha, a França, o Reino Unido, os países nórdicos e os países do Báltico, que já perceberam que a ideia de Trump é substituir a ordem internacional pela desordem da Sala Oval e que são alérgicos a qualquer organização que inclua Vladimir Putin.
O ContraCultura não tem qualquer simpatia pelas Nações Unidas e pelo seu Conselho de Segurança. Mas sendo até difícil inventar uma organização internacional mais nefasta que a sediada em Nova Iorque, é preciso reconhecer que um Conselho de Segurança alternativo, presidido por Donald Trump e assim completamente dominado pelos interesses luciferinos que representa (globalismo trans-humanista do eixo Wall Street-Silicon Valley, volição predadora do complexo militar e industrial americano, egotismo alucinado e pulsão imperialista do próprio presidente, etc.), seria muito provavelmente ainda mais prejudicial à saúde do mundo.
É até bem ilustrativo dos tempos que vivemos, em que a realidade é invariavelmente virada ao contrário em função das narrativas do poder, que a esta esperteza saloia da Casa Branca tenha sido dada a nomenclatura de 'Conselho da Paz'. Porque na verdade será tudo, menos pacífico.
Os dois alexandres do The Duran conversam sobre o assunto.
sábado, janeiro 24, 2026
Whitney Webb une os pontos do novo globalismo.
O que começa como uma crítica à resposta desdenhosa de Noam Chomsky relativamente aos seus encontros com Jeffrey Epstein, expande-se para uma denúncia mais ampla de como o poder realmente opera: acordos de delação justificados por "vínculos com a inteligência", omissões mediáticas que apagam contextos cruciais e uma classe dominante que se fecha em fileiras cerradas enquanto alega ignorância dos factos.
As revelações do Miami Herald, a confissão do ex-procurador e actual apparatchik do regime Trump Alex Acosta, e o extraordinário acesso de Epstein às elites políticas, académicas e militares apontam para um sistema onde a legalidade se curva aos interesses dos serviços de informação e onde a responsabilização é aplicada selectivamente.
A partir daí, a conversa alarga-se para o momento presente, onde a digitalização financeira, a erosão do dinheiro físico e o fim do anonimato online convergem com a vigilância impulsionada pela inteligência artificial. O argumento é contundente: à medida que os governos empurram os cidadãos para uma economia totalmente digital, estão simultaneamente a construir as ferramentas para monitorizar, prever e antecipar o seu comportamento. As transaçcões financeiras, os discursos online e os dados pessoais tornam-se matéria-prima para a governação algorítmica, conduzindo a sociedade para um paradigma de "pré-crime" que já não exige actos ilícitos, apenas suspeita estatística.
Num contexto de dívida crescente, insolvência sistémica e a iminência das CBDCs (Moedas Digitais de Banco Central), este novo sistema parece menos uma reforma e mais uma transição controlada, concebida para preservar o poder das elites enquanto as pessoas comuns suportam os custos materiais e espirituais deste trânsito rumo ao inferno distópico.
A discussão termina ligando estas forças estruturais à cultura e à tecnologia, particularmente o seu impacto nas crianças e nos jovens. Desde os abusos e as abominações em Hollywood até à exposição irrestrita através de smartphones, plataformas de jogos e meios algorítmicos, o resultado é uma geração moldada por forças que os seus pais mal compreendem. Em conjunto, estes elementos sugerem não escândalos isolados, mas um padrão coerente: poder concentrado, protegido do escrutínio, perversamente orientado, manipulando tanto os sistemas económicos como os ambientes culturais para manter o controlo num período de crise.
É o great reset do regime Trump, em todo o seu esplendor.
ContraCorridas: do brinquedo analógico ao faz de conta virtual.
Carl Jung e o fenómeno OVNI.
"You don't shoot UFO's down. It's like shooting souls. It makes no sense."
Jeffrey Kripal
Neste breve e interessantíssimo clip, o professor Jeffrey Kripal explica a visão de Carl Jung sobre o fenómeno OVNI e como não pode ser estudado separadamente dos planos metafísico, sobrenatural e espiritual - uma abordagem ao fenómeno que é muito próxima da que me parece mais adequada, actualmente.
Donald Trump anuncia medidas para proibir os fundos de Wall Street de comprarem residências unifamiliares nos Estados Unidos.
Em desespero de causa: governo britânico pretende alargar a idade de mobilização dos militares na reserva para 65 anos.
sexta-feira, janeiro 23, 2026
A Comissão Europeia Perdeu o Juízo.
Google ensina crianças a contornar o controlo parental.
I Wear My Sunglasses at Night
O meu marido tem um temperamento difícil.
E mesmo quando tento resolver todos os problemas do mundo;
e mesmo quando as minhas mensagens privadas são feitas públicas
pelo meu amigo americano;
e mesmo quando tenho que nomear um governo por mês
para salvar a França
e a democracia;
e mesmo quando tento recrutar um exército
de 16 mercenários
para salvar a Ucrânia;
e mesmo quando estou empenhado no genocídio
de cristãos na Síria
e de islamitas no Irão;
e mesmo quando tento por todos os meios contratar
um profissional para assassinar a Candace Owens;
o meu marido dá-me chapadas.
E mesmo quando tenho importantes discursos para proferir
em Davos e em Berlim;
e mesmo quando tenho guerras para inventar
e festas para presidir
e reuniões para organizar
e um império para levantar;
o meu marido dá-me murros.
O meu marido tem um temperamento difícil,
O médico do Eliseu disse-me que foi por causa
da transição de género
e que eu tenho que aceitar a porrada
como uma benção.
Mas é aborrecido que todos saibam
que o Presidente-Sol leva da primeira dama
e que a primeira dama é um homem
com um temperamento difícil.
Todos sabem. Eu sei que todos sabem.
E todos sabem que eu sei que todos sabem.
Sim, é aborrecido que o Presidente-Sol
Tenha que usar óculos escuros à noite
como naquela canção
do Corey Hart.
Salva-se a República porque os ray-ban
não me ficam nada mal.
Espanha: imigrantes cometem 5 vezes mais violações e 4 vezes mais assassinatos do que os nativos.
Guerra assimétrica: Trump apoia projecto-lei do Congresso que impõe tarifas de 500% à Índia, China e Brasil por comprarem petróleo russo.
Travessias de migrantes em barcos rumo à costa inglesa atingem recorde diário; total de 2025 ultrapassa as 40.000.

Quase 800 migrantes atravessaram o Canal da Mancha em pequenas embarcações no segundo fim de semana de Dezembro, elevando o número total de travessias em pequenas embarcações em 2025 para 40.081.
Davos 2026: Substituir um Great Reset por outro.
Nigel Farage foi. Georgia Meloni foi. Javier Milei foi. E Donald Trump, também, claro.
É espantoso.
É verdade que o presidente-norte americano roubou completamente o oxigénio à turba do costume, e a agenda luciferina do WEF não deslizou alegremente para os canais de propaganda corporativos como é habitual.
Na sua alocução ao Fórum, Trump gabou-se das suas conquistas económicas (de que os americanos comuns, como ele próprio já confessou, não conseguem beneficiar), enfatizou a importância da soberania nacional, da preservação cultural das nações, da "força do eixo transatlântico" e do comércio justo (incluindo as tarifas como instrumento de ajuste da balança), posicionando os EUA como o motor da economia global.
Trump aproveitou o palco do WEF para insistir na questão da Gronelândia, prometendo que não usaria a força militar para conseguir o que quer, enquanto negociava um acordo sobre o território com Mark Rutte, o holandês que é chefe civil da NATO e que, segundo o inquilino da Casa Branca, é um tipo mais importante para a boa resolução do imbróglio que as autoridades dinamarquesas e os representantes políticos dos 50.000 infelizes que vivem naquela na ilha gelada.
Os rumores falam de um acordo que concessiona aos EUA parcelas do território da Gronelândia, o que, a confirmar-se, não deixa de ser um recuo relativamente à retórica do presidente americano nas últimas semanas. Mas este acordo, se é que existe, não foi ainda retificado pela Dinamarca. Nem por ninguém, na verdade.
A agenda do regime Trump é, claramente, a de substituir o great reset globalista europeu por um great reset globalista americano. Os dois programas convergem em certos pontos e divergem noutros.
O regime Trump alinha completamente com a agenda WEF no que tem a ver com a filosofia trans-humanista e tecnocrática, aposta com o mesmo fervor na vigilância e controlo das massas, insiste numa lógica imperialista do Ocidente, que também agrada às elites europeias, e defende histericamente, como em Davos religiosamente é defendido, o sionismo mais belicoso e genocida que podemos imaginar.
A discórdia entre Washington e Davos resume-se hoje a dois vectores apenas: as políticas de imigração e as políticas de identidade. De resto, mais coisa, menos coisa, os dois programas convivem bem.
Talvez por Zelensky ter chegado atrasado ao encontro com os seus padrinhos, o assunto da guerra foi pouco discutido. A omissão, em Davos, é sempre suspeita e se ninguém quis incomodar o elefante magenta que estava sentado no grande auditório da estação de esqui, é porque na verdade toda a gente sabe bem que, a continuarmos por este trilho, a III Guerra Mundial é inevitável.
Não por acaso, mas muito surpreendentemente, o discurso mais interessante deste encontro de tiranos e aspirantes a tiranos foi o do primeiro-ministro canadiano. Sim, é verdade. Mark Carney, que está em Davos como o mexilhão na orla marítima, disse aquilo que toda a gente pensa para dentro mas ninguém deita cá para fora: não vale a pena continuar a fingir que as relações internacionais se baseiam no direito. Não vale a pena continuar a falar em paridade entre as nações e a lembrar os valores da Carta das Nações Unidas e a insistir na diplomacia. Isso é tudo treta. E sempre foi treta, mas agora, meus caros, já nem sequer há qualquer razão para insistirmos na falácia. Agora, impera a lei do mais forte e a regra do salve-se quem puder, de tal forma flagrantemente que é apenas cómico disfarçar o facto com flores de plástico e advérbios de modo.
Citando até Tucídides, Carney afirmou:
"Parece que todos os dias somos relembrados de que vivemos numa era de rivalidade entre grandes potências. De que a ordem baseada em regras está a desaparecer. De que 'os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem'”.
A Carney escapa a ironia intestina do seu discurso, já que como gestor de fundos em Wall Street e governador do Banco do Canadá, entre outros cargos só acessíveis aos senhores do universo, é um representante máximo do mais aviltante elitismo oligárquico e sectário que é possível encontrar à superfície do terceiro calhau a contar do Sol. E, nesse sentido, o primeiro-ministro canadiano tem feito durante toda a sua vidinha o que pode e o que não pode para que os fracos sofram o que devem.
Mas na ausência de gente com órgãos reprodutores de tamanho acima da média, foi preciso que um globalista empedernido dissesse duas ou três verdades, mesmo que para isso tivesse que perder a vergonha na cara.
Porque, sim, o great reset continua de vento em popa. A diferença é que agora quem está ao leme é o César de Queens, que tem outros métodos para criar o caos. Que tem outras manias de grandeza. Mas o resultado vai ser o mesmo, amigos: barbárie e destruição.
O fim do Homem.
O Contra no 'Isto é o Povo a Falar': A caminho da III Guerra Mundial.
O ContraCultura voltou a ser convidado para uma conversa com João Nuno Pinto, nos estúdios da Kuriakus TV. Desta vez, o tema andou à volta da descida ao inferno de uma guerra global que os líderes ocidentais parecem determinados e cumprir.
ChatGPT procura chefe de segurança para se preparar para possíveis ataques do seu próprio sistema de IA.
Pressão sobre a Gronelândia intensifica-se: Donald Trump ameaça países europeus com novas tarifas.
O que andei a fazer por estes dias...
O blog está parado desde domingo porque tive que ir cumprir certos compromissos a Lisboa e aproveitei, agora que tenho divisões no apartamento que não são utilizadas porque já não vivemos lá, para montar a slot. Como é bom de ver, a coisa está longe de ser definitiva (já montei pistas bem mais bonitas, na verdade) e precisa ainda de muito trabalho não só no lay-out do circuito como na cosmética cenográfica, mas é giro mesmo assim...
Quero dizer, é giro para a criança que ainda vive em mim.


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