quarta-feira, maio 01, 2024

A última consequência existencial do liberalismo.

O Ocidente passou décadas a avançar a todo o vapor rumo ao individualismo, e poucos líderes se deram ao trabalho de parar e perguntar a si próprios se vale a pena rever esse caminho.

Onde é que isso nos levou, afinal? Como filosofia, o individualismo evoluiu da intenção de reformar e libertar para ser agora a força central por trás das forças repressivas da nossa sociedade, anulando a ideia de Deus, o conceito de pátria e o amor à verdade.

É justo perguntar onde é que isto nos leva. Se a civilização continuar a rejeitar qualquer categorização de grupo, da religião à nacionalidade, do sexo biológico ao próprio reconhecimento de que fazemos parte de um colectivo a que chamamos humanidade, o que é que nos resta?

O filósofo russo Aleksandr Dugin passou a vida a pensar nisto e juntou-se a Tucker para uma conversa exclusiva em Moscovo. 


A certa altura da entrevista, Dugin diz a Tucker:

“O último passo do liberalismo que ainda não está totalmente dado é a libertação da identidade humana; a humanidade opcional. O último passo neste processo do liberalismo, da implementação do liberalismo, significará precisamente a humanidade opcional. Portanto, podes escolher a tua identidade individual como ser humano ou podes escolher não ser humano.”
O Contra voltará certamente a esta entrevista. E a este assunto.