O regime leninista-globalista do Nepal decidiu instaurar no país uma tirania à séria, com repressão niilista sobre a liberdade de expressão e máxima brutalidade sobre movimentos e manifestações de dissidência que levaram até à morte de 19 pessoas, a maior parte muito jovens ou menores de idade.
A reacção popular foi igualmente selvática: não há neste momento um ministro do governo nepalês que não tenha a vida em risco (são apanhados na rua e linchados), o parlamento foi incendiado e olhem só o que aconteceu ao ministro das finanças lá do sítio:
“CAPUTO”
— Tendencias Mundiales (@porqetendencias) September 9, 2025
Porque al ministro de Economía de Nepal lo tiraron al río semi desnudo y lo están haciendo desfilar y los usuarios aseguran que así terminaría Toto Caputo.
pic.twitter.com/AmDmDklclj
É claro que os nepaleses não estão no mesmo sítio existencial dos povos ocidentais. Nem pouco mais ou menos. Mas este movimento popular de rejeição virulenta de um regime totalitário não deixa de constituir um sério aviso às elites que agora dominam o poder político e económico na Europa, na América e noutras geografias antípodas, mas inclusas ao conceito de Ocidente.
E se continuarem a esticar a corda, como por certo vão continuar, correm o risco de acabar como Maria Antonieta.
Como cristão, não é isto que defendo (as imagens do desgraçado ministro ofendem-me). Mas como observador do trajecto sócio-político do ocidente, desconfio bem que isto pode acontecer aqui, mais ano menos ano.
A guerra da independência americana não começou quando os estivadores de Boston despejaram o chá no mar. Começou quando um pelotão do exército colonial inglês disparou sobre uma manifestação de protesto contra a política fiscal da coroa britânica e abateu inadvertidamente uma criança que se encontrava na multidão.
Um incidente deste género pode acontecer a curto prazo em Inglaterra ou em França ou em Espanha. É até e apenas uma questão de tempo.