domingo, janeiro 18, 2026

A mecânica quântica a brincar com os ponteiros do relógio.

Esta é uma questão um bocadinho arrepiante, que já levantei aqui no blog: a teórica possibilidade da mecânica quântica alterar o passado... Sabine Hossenfelder fala neste clip de um paper que tenta demonstrar essa possibilidade, até porque em quântica os vectores temporais são reversíveis, mas enquanto esta teoria viver apenas em laboratórios e equações, a coisa é mais ou menos pacífica.

 

O problema é que as tecnologias de computação quântica dão indícios de que podem de facto manipular o tempo, de tal forma que o Majorana, o processador quântico da IBM, parece fornecer respostas a perguntas que os seus operadores tencionam fazer, mas que ainda não fizeram...

Isto leva a cenários ontologicamente apocalípticos: o que sabemos como certo historicamente, por exemplo, pode estar errado, quando voltamos a olhar. As memórias que temos podem de repente desalinhar-se com o passado experimentado, que foi entretanto alterado por uma espécie de editor cósmico, sob o qual não temos qualquer controlo.

Este tipo de discussão tem dado origem a teorias da conspiração mesmo, mesmo malucas, que evocam o famoso e enigmático 'Efeito Mandela' (quando temos a certeza de que algo aconteceu no passado e verificamos que aconteceu de outra forma) como prova de que já existem computadores quânticos que estão a transformar o nosso passado e a adulterar a nossa memória.

Comparativamente, fenómenos como as notícias falsas e a desagregação da realidade perpetrada pelas tecnologias de inteligência artificial são brincadeiras de crianças.