A Rússia está claramente a ser provocada e arrastada para um conflito com o Ocidente que vai acabar por ser obrigada a aceitar. As cúpulas civis e militares da NATO, os generais dos países membros e a maior parte dos seus chefes de estado estão constantemente a anunciar a circunstância como uma inevitabilidade.
E é o que vai acontecer, quer queiramos quer não, se as populações na Europa e nos EUA não se revoltarem contra esse desígnio, o que, como parece mais que certo, não vai acontecer.
A malta ou está entretida a guerrear entre si, por motivos de baixa política, ou entretida com o futebol, ou entretida a pensar como é que vai pagar o crédito à habitação do mês que vem.
Daqui a nada têm os filhos a morrer aos milhões nas trincheiras de uma guerra sem valores nem justificação, para além da fome de poder das elites. Daqui a nada morremos todos, pais e filhos, quando os botões do extermínio nuclear começarem a ser pressionados.
Mas ninguém parece muito preocupado com isso, apesar disso ser mais que certo.
O que Tucker diz neste curto e grosso clip de 30 segundos que não é dito por mais ninguém, é que os EUA, para sobreviverem à inevitável III Guerra Mundial, teriam que ter a Rússia do seu lado da barricada.
Ele sabe, como eu tenho escrito repetidamente, que uma aliança entre Pequim e Moscovo seria excessivamente poderosa para ser enfrentada pelo Pentágono, considerando que os aliados que restavam aos EUA - a Europa, o Japão e a Austrália, basicamente - não seriam sequer significativos num confronto global.
Mas, também neste caso, é certo e sabido que ninguém o vai ouvir.
As massas foram transformadas em mortos-vivos. Já nem contam para o totobola.
As elites pensam que são divinas e imortais. Têm bunkers cheios de armas, dólares, barras de ouro e artigos de supermercado. Acham que têm uma boa hipótese de sobreviver ao armagedão. E desprezam abertamente todos os outros.
Eis uma excelente receita para a extinção da espécie humana.
