domingo, janeiro 04, 2026

Coisas que escapam à ciência.

As sociedades modernas partem do pressuposto de que a ciência já explicou as questões mais importantes sobre a realidade.

Que, com dados, computação e refinamento suficientes, as lacunas restantes acabarão por ser preenchidas.

Não é verdade e nesta palestra, Jiang Xueqin questiona o pressuposto.

Jiang defende que, embora a ciência moderna se destaque na descrição dos mecanismos, tem dificuldades em explicar a própria consciência — o facto de a experiência, o pensamento e a percepção existirem. A neurociência pode mapear a actividade cerebral e identificar correlações, mas não consegue explicar onde as memórias são armazenadas, como surgem as ideias ou porque é que o pensamento parece unificado em vez de mecânico. O método científico será eficaz na organização do conhecimento, mas não descreve como a verdadeira intuição, a imaginação, a personalidade ou a criatividade realmente ocorrem.

Em vez de rejeitar a ciência, Jiang vira-se para os seus limites. Recorrendo à filosofia e à física moderna, explora a possibilidade de a consciência não ser simplesmente produzida pelo cérebro e de os seres humanos não serem observadores passivos da realidade, mas participantes activos da mesma. O que parece ser um problema técnico dentro da neurociência pode apontar para um mal-entendido mais profundo sobre a natureza da mente, do conhecimento e da própria realidade.

Este vídeo explora porque é que a consciência permanece inexplicada, onde é que os modelos materiais falham e o que significa levar a sério a ideia de que alguns aspectos da realidade não podem ser reduzidos apenas a mecanismos.