Neste podcast que integra um monólogo e uma conversa com Megyn Kelly, Tucker Carlson explora a transição de República para Império que Donald Trump está a tentar conduzir, alertando para os perigos desse caminho e atacando ferozmente os poderes instituídos em Washington e a influência sionista, enquanto tenta ao máximo poupar o Presidente, que é o primeiro responsável pelo processo, num malabarista exercício de análise crítica, contenção, moderação e conciliação.
Megyn, por seu lado e talvez surpreendentemente, assume que tem muitas dúvidas sobre a virtude da operação militar na Venezuela (e até sobre a presumível intenção da Casa Branca de anexar a Gronelândia), enquanto reforça as críticas de Tucker à legião de neocons e agentes israelitas sedentos de sangue que agora reinam na Casa Branca. Kelly refere também o óbvio: que Trump não foi eleito para fazer a guerra e mudar regimes no estrangeiro, mas para resolver os problemas dos americanos e da federação, e que a sua recusa desse foco lhe pode custar as intercalares e a capacidade de fazer passar iniciativas legislativas no Congresso. Isto tudo enrolado, porém, num discurso que tenta a todo o custo salvar o inquilino da Casa Branca dos seus próprios pecados.
Tanto no caso de Tucker como no de Megyn, percebe-se claramente um desespero de causa e desconfio bem que até às eleições de Novembro deste ano, o apoio que ainda conseguem, mesmo que reticentemente, manifestam relativamente a este regime poderá muito bem desvanecer-se por completo.
Não sei, digo eu.