Até agora, este senhor só foi mencionado nos conteúdos do blogville e do Contra por duas vezes, recentemente a propósito de um tweet assertivo sobre Alex Jones, e em 2022, quando foi proibido de entrar nos países da União Europeia por delito de opinião.
Mas há muito para dizer sobre Icke, que é uma espécie de profeta apocalíptico, mas também um dissidente radical e um intelectual influente em certos círculos, geralmente ligados à metafísica, à ovnilogia e ao oculto.
O problema é que a teoria dele sobre o cosmos e a existência humana é de tal forma intrincada e fantasista e especulativa, que até eu, um convicto teórico da conspiração, fico invariavelmente reticente em partilhar e comentar as suas alucinantes projecções.
Simplificando ao máximo, o britânico acredita que as elites humanas estão envolvidas numa parceria satânica com entidades reptilianas extradimensionais (ou intradimensionais?) que se alimentam do sofrimento humano e que tentam instaurar na Terra uma ordem mundial favorável ao seu apetite, sendo que a própria história do sapiens reflecte a tensão entre a vontade de liberdade do homem e a intenção esclavagista desses senhores das trevas.
A questão fundamental aqui é que, mesmo que se considere disparatada a sua tese, a verdade é que Icke está, desde os anos 90, a alertar o público para fenómenos que permaneciam ocultos do escrutínio público, mas que entretanto foram sendo confirmados ou, pelo menos, suspeitados, em várias áreas da fenomenologia terráquea. Foi dos primeiros a denunciar a cada vez mais frágil narrativa do 11 de Setembro; previu a devastação do furacão Katrina e do tsunami de 2011; antecipou e denunciou o crash do subprime em 2007; advertiu para pandemias antes da pandemia e foi um dos mais activos operadores da dissensão nesse triste momento histórico; tem mantido um firme dedo indicador e acusatório às actividades de Epstein já há muitos anos e foi a primeira figura pública a denunciar um outro influente e luciferino pedófio, figura central e iniciática do globalismo britânico - o infame Jimmy Saville -; e está a alertar para o novo globalismo americano de Donald Trump desde que Trump decidiu correr pela primeira vez às eleições presidenciais dos EUA, em 2015.
Ou seja, vale a pena ouvir o homem, por muito malucas que sejam as suas suspeitas, porque elas tendem a concretizar-se...
E a recente conversa que manteve com Clayton e Natalie Morris é um excelente pretexto para partilhar a sua voz.