sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Pizzagate, ficheiros Epstein e a rede satânica global: Tucker põe as mãos na lama.

Como qualquer pessoa decente, Tucker Carlson não assobia para o lado. E, com a ajuda de Ian Carroll, começa por uma decana teoria da conspiração, o 'Pizzagate', um escândalo que rebentou na altura dos Wikileaks, quando foram revelados emails de John Podesta, uma das mais poderosas e sinistras figuras do Estado profundo norte-americano (chefe de gabinete e/ou spin doctor dos Clinton, de Obama e de Biden), que eram muito estranhos e sugeriam actividades pedófilas e relacionavam-se até com uma pizzaria muito frequentadas por políticos de topo do aparelho democrata que tinha uma conta no Instagram flagrantemente obscena, com imagens de crianças quase pornográficas.

A teoria foi durante anos e anos combatida pelos verificadores de factos do costume e pela imprensa corporativa, claro, mas acontece que o novo lote de ficheiros Epstein comprova-a como real, porque os emails do pedófilo suicidado estão carregados do mesmo léxico codificado que preenchia a comunicação electrónica de Podesta (mais de 800 referências a "pizza"). E incluem-no, porque ele era íntimo de Epstein.

Ian Carroll, denuncia também a corrupção (porque a incompetência não é plausível) do FBI em todo o processo de descoberta e aquisição de provas, discute o envolvimento do criminoso na crise dos mercados financeiros de 2008, bem como as suas actividades de lavagem de dinheiro e evasão fiscal, comentando ainda a obsessão que o consumia com a genética, a eugenia e a biotecnologia.

Tucker Carlson coloca, no último segmento da conversa, uma questão fundamental: será possível continuar a conviver e a aceitar e a alimentar com votos e impostos um sistema político que é, no mínimo, permissivo em relação a todas estas actividades absolutamente tenebrosas e, em muitos casos, liderado pela pior espécie de seres humanos que podemos imaginar?

É claro que não. Mas o problema é que ninguém sabe bem o que fazer a seguir e as massas continuam adormecidas, num torpor cúmplice.