domingo, julho 12, 2026

Está toda a gente a celebrar a morte de Lindsey Graham.

Como do outro lado da trincheira celebraram a morte de Charlie Kirk.

Quem segue este blog e/ou o ContraCultura com alguma regularidade sabe o que eu penso sobre o congressista republicano de Carolina do Sul (e quem não sabe: pensava o pior possível), mas não me parece moralmente aceitável celebrar o óbito seja de quem for. E enerva-me um bocadinho que aqueles que se mostram indignados quando niilistas e radicais do leninismo-globalismo contemporâneo festejam, despudoradamente, homicídios e falecimentos de adversários políticos, estejam agora a fazer exactamente a mesma coisa (até porque não sabemos ainda a causa da morte de Graham, que pode muito bem ter sido assassinado). 

Até Alexander Dugin, que tem obrigação, como cristão ortodoxo, de saber melhor, entrou numa lógica de relativização moral.


O facto deixa-me um bocadinho triste, por acaso. Convinha que o meu lado da barricada percebesse que a sua força reside no plano moral, com sede no Ministério de Cristo. 

Mas a barricada está na minha cabeça, claro. Na verdade, não há barricada nenhuma. Estamos todos cada vez mais isolados. Temos todos cada vez menos em comum. 

Seja como for, Deus amava Lindsey Graham, por muito luciferino que ele fosse. É estranho que os cristãos não percebam isto.