Recebi agora uma crónica do Bruno Santos, que vai sair amanhã no Contra e que é tão bem escrita e tem um tema tão bem escolhido (os assustadores números do cancro pediátrico em Portugal, que aumentaram 20% desde 2020); que é tão pertinente e assertiva e lúcida, que não resisto à tentação de deixar aqui um bocadinho só, para abrir o apetite:
Ademais parece intolerável que, num Estado que todos os dias se afirma “de direito e democrático”, onde a transparência e o escrutínio das opções políticas que afectam a vida dos cidadãos são imperativos constitucionais, continue sem se conhecer a verdade sobre a origem da hecatombe que desde 2020 se abateu sobre Portugal ao nível da saúde pública. É que ninguém quer acreditar que a palavra “genocídio” comece a tomar outro sentido na história contemporânea do país, e que os seus autores ostentem despudoradamente o seu prémio, desfilando com vaidade nas altas esferas da corte europeia.BUM! O Bruno é um prosador incrível, poça.