quinta-feira, janeiro 01, 2026

E se o ataque a Vladimir Putin tivesse sido bem sucedido?

Por um momento, vamos supor que a tentativa de assassinato de Vladimir Putin tinha sido bem sucedida. 

Muito bem. O que é que acontecia a seguir?

Subia ao poder no Kremlin a facção nacionalista radical (porque, sim, Putin é um moderado), personificada, digamos, pelo actual vice-presidente do conselho de segurança russo: Dmitry Medvedev. 

(Medvedev reagiu à tentativa falhada de assassinato de Putin desta forma:

Imaginem como reagiria se o ataque tivesse cumprido o seu propósito).

Acto contínuo, Kiev desaparecia do mapa. O país seria bombardeado impiedosamente e integralmente ocupado, no espaço de dois ou três meses, pelas forças russas.

Entretanto, em Moscovo descobriam que o ataque tinha envolvido o apoio de inteligência e navegação, digamos, do MI6. Porque os ucranianos não têm maneira de conduzir um enxame de drones durante centenas de quilómetros na direcção de um alvo específico e classificado sem esse suporte de potências ocidentais.

Muito bem. O que é que acontecia a seguir? 

Uma bela noite o nº 10 de Downing Street seria pulverizado por um míssil Oreshnik. 

Muito bem. O que é que acontecia a seguir?

A III Guerra Mundial é o que acontecia a seguir. 

E agora digam-me: quem pensou este ataque, não projectou este cenário?

É claro que sim. É claro que o assassinato de Vladimir Putin foi realizado com o apoio de forças ocidentais, ou pelo menos com o seu conhecimento. É claro que quem o autorizou sabia bem que a morte do presidente russo conduziria inevitavelmente à insustentabilidade das tensões entre a Rússia e o Ocidente. É claro que o objectivo desta missão foi precisamente esse: o de espoletar a guerra total.

Não há volta a dar: há nas mais altas esferas do poder político e militar no Ocidente quem esteja a fazer tudo que é possível para nos matar a todos num confronto termo-nuclear.

Só não vê quem não quer ver. 

E depois disto, é difícil desejar um feliz 2026 seja a quem for.