sábado, janeiro 31, 2026

Nada para ver aqui, trata-se apenas de uma simples coincidência.

Alex Christoforou fala neste vídeo do elefante encarnado que está sentado no meio desta sala de horrores: o timing da mobilização das forças americanas para o ataque ao Irão não podia ser mais conveniente, coincidindo, por mero acaso, claro, com a última descarga escatológica dos ficheiros Epstein.

A guerra como vector de alienação das massas não é propriamente novidade. O que é novo, aqui, é a forma flagrante, grosseira e desavergonhada como o regime Trump procura desviar a atenção do público com o circo sanguinolento do Pentágono.

Um detalhe: até Christoforou, que faz da denúncia da podridão moral das elites globalistas a sua vida profissional, parece meio abalado com as últimas revelações dos ficheiros Epstein, de tão abomináveis que são.

Mais bombas satânicas. Que explodem na minha consciência.


Este interminável catálogo de horrores só permite uma conclusão: uma sociedade que permite ser liderada pela pior espécie de escumalha humana tem necessariamente que colapsar. Nós, no Ocidente, é que somos afinal 'os maus da fita'. E merecemos completamente o destino triste que vamos ter, como civilização: o declínio, a queda e a condenação da História. Porque o apogeu, feitas as contas, foi este luciferino e aberrante bordel.

E, para nossa vergonha colectiva, isto:

 

Não sei, meus caros, que pesos e contrapesos pesam agora na vossa consciência, mas eu posso confessar-vos que sinto profundamente a culpa. Partilho dos pecados destes animais todos. Sou também responsável, cúmplice, parceiro desta imundície e dos filhos da puta que legitimei, defendi e promovi. Fui também por esta lama contaminado. Sou também deste legado operário. Serei também por este opróbrio condenado. 

É até incrível como é que conseguimos viver assim, com estes líderes, sabendo o que agora sabemos deles. 

É até sinal tenebroso destes terríveis tempos, que esta gente permaneça confortavelmente rerfastelada nos cadeirões do poder, impune e fazendo a guerra, tranquila e vendendo aplicações, incólume enquanto concede empréstimos, impassível e largando postas de pescada moralizantes nas redes sociais e no telejornal.

Tenho eu mais vergonha deles, que eles.

Mas sou, como eles, irredimível. 

Stanley Kubrick sabia. Nós não quisemos saber.

É o que parece.

Não se percebe que raio de operação é que o César de Queens pretende espoletar no Irão.

Ninguém está a conseguir prever o que é que a administração Trump vai tirar da cartola para sair airosamente da operação militar que está a preparar contra o regime iraniano. Até os dois alexandres do The Duran, que geralmente são bastante assertivos e que têm sempre informação valiosa que enriquece as suas análises, estão um bocado confusos, porque não se vê maneira de um ataque que objective uma mudança de regime no Irão poderá ser bem sucedido, apenas com bombardeamentos aéreos. E colocar botas no terreno neste imenso, complexo e acidentado país é uma ideia condenada ao desastre. 

Alta intensidade de voos militares dos EUA sinaliza ataque iminente ao Irão.

O Pentágono está a mobilizar dezenas de aeronaves de grande porte, que transportam sistemas e equipamento de defesa aérea para bases na região do Médio Oriente, indicando que o regime Trump se prepara para lançar mais um ataque ao Irão.


 

Distopia do Reino Unido: Keir Starmer vai acabar com a privacidade das ‘mensagens privadas’.

Depois de transformar a liberdade de expressão no fórum público num crime passível de prisão efectiva, Keir Starmer está agora decidido a terminar com o direito à privacidade dos cidadãos britânicos, visando as aplicações de mensagens encriptadas, como o WhatsApp e o iMessage.


 

É pior do que podemos imaginar.

O Departamento de Justiça norte-americano libertou mais uns milhões de documentos relacionados com as actividades de Jeffrey Epstein. E desta vez, a coisa rebenta mesmo, putrefacta e chocante, por todos os lados e em todas as direcções. 


A ideia geral com que ficamos é que vivemos num mundo infernal, dirigidos, manipulados e governados por criminosos absolutamente excráveis, que venderam nitidamente a alma ao diabo. 

E é como diz o Alexander Dugin: parece que toda a elite norte-americana está nos ficheiros Epstein.

 
E sabem quem é que não aparece nos documentos? Este senhor aqui:

 
Carl Benjamin, que nem acredita naquilo que toda esta gente nojenta é capaz, comenta a abominação, satânica e generalizada.

Irreal, surreal, super homem.

Aos 38 anos de idade, Novak Djokovic fez um dos jogos da sua vida nas meias finais do Open da Australia 2026, batendo num incrível 3-6/6-3/4-6/6-4/6-4 o italiano Yannik Sinner, número dois mundial, para ascender à sua 11º final no torneio down under.

Este homem não existe. Vejam bem:



A outra meia final, que opõs Alcaraz (ATP nº1) e Zverev (ATP nº3) também não foi menos espectacular. Reparem só nos parciais: 

Zverev até teve aqui uma oportunidade de ouro para vencer o menino prodígio, com um break no princípio do quinto set, mas deitou tudo a perder depois, porque o espanhol é um génio maluco, capaz de tudo.

Outro grande jogaço.
 

sexta-feira, janeiro 30, 2026

Seres de 'esquerda' ou de 'direita' já não conta nada para o totobola da História.

A prova provada que a velha dicotomia esquerda/direita de nada vale nos tempos que correm danados é este podcast, onde Tucker Carlson (um conservador cristão) e Cent Uygur (um populista liberal, muçulmano) conversam civilizadamente sobre assuntos que transcendem largamente a pequena política e abordam os temas fulcrais do presente do indicativo, como a desproporcional e nefasta influência sionista nos centros de poder ocidentais em geral e americanos em particular, a liberdade de expressão e os riscos que corre até nos EUA, os perigos das políticas de identidade, a tragédia do tribalismo a que as políticas globalistas nos querem conduzir, a vontade de guerra e destruição das elites, os perversos meandros do caso Epstein e etc.

Na maior parte destes temas, Tucker e Uygur estão de acordo, o que não deixa de ser eloquente sobre as verdadeiras ameaças à civilização que estamos neste preciso momento da história a enfrentar.

Nocturnos #08: Guerra Civil na América e caos por todo o lado.

O clima global está como o clima em Portugal: complicado. Neste episódio do Nocturnos dissecamos essa complicação, com foco no que está acontecer no estado do Minesotta, que, para todos os efeitos, se pode classificar como uma situação de guerra civil. Mas a periclitante condição da economia global e a belicosa política externa do regime Trump também vêm à conversa do caos que está instalado neste nosso mundo.

Marco Aurélio ou as dores morais do poder absoluto.

A Universidade de Michael Sugrue #01: Imagina que tens todo o poder do mundo. O que é que achas que vai acontecer com a tua alma, rapidamente? Marco Aurélio lutou toda a vida contra essa perdição e legou-nos um testemunho desse combate nas 'Meditações'.


 

Centros de dados de IA sobrecarregam a rede eléctrica dos EUA, provocando problemas de abastecimento e aumento de preços.

Os Estados Unidos estão a enfrentar uma pressão significativa sobre a sua rede eléctrica, devido à crescente procura de centros de dados de inteligência artificial, que consomem enormes quantidades de energia, conduzindo a rede a uma potencial crise de abastecimento e preços. 


Ambição sem rédea: Donald Trump visa mudança de regime em Cuba até ao final do ano.

O César de Queens está a ser possuído por uma ambição sem rédea, e após a deposição do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a administração americana procura agora promover uma mudança de regime em Cuba, dentro dos mesmos moldes.


 

A viúva alegre rejubila.

Toda a história do assassinato de Cahrlie Kirk está tão mal contada e as suspeitas sobre o comportamento da viúva alegre, e do seu passado e das ligações à Mossad são de tal forma evidentes que é quase ensandecedor que a questão não esteja no centro do discurso mainstream americano. 

Vejam o segmento do podcast de Kim Iversen em baixo, se estão interessados no assunto. Inclui um registo de voz e um registo vídeo de Erika Kirk que são absolutamente reveladores e arrepiantes.

Se esta mulher está de luto, nem imagino o que vai acontecer quando recuperar do sofrimento de perder o marido, assim de repente, num assassinato.

E mesmo que as teorias da conspiração que levantam a possibilidade de Erika estar envolvida de alguma forma na morte do marido estejam completamente erradas e sejam profundamente injustas, o comportamento desta mulher é estranho, quase doentio, e eticamente discutível, na mesma.

A foto em cima, carregada de lantejoulas e fogo de artificio, foi tirada pouco mais de três meses depois da morte de Charlie Kirk.

Convenhamos: não é normal. 

quinta-feira, janeiro 29, 2026

Onde estão os intelectuais quando a democracia precisa deles?

Onde estão os filósofos e os intelectuais capazes de criar pensamento claro num mundo cada vez mais nebuloso? A situação é tão doentia e confusa que seria de perguntar: estão ao serviço de quem? Uma crónica de António Justo.


 

A Guerra Civil Americana já começou.

A situação no estado do Minnesota em geral e em Minneapolis em particular é objectivamente de guerra civil. As polícias locais trabalham activamente contra as polícias federais, enquanto turbas de insurectos criam o caos impunemente e o ICE já matou dois cidadãos americanos. 

Contexto: o Minnesota alberga uma significativa comunidade somali que em grande parte reside no país ilegalmente e que, segundo dados recentes, defraudou os contribuintes americanos em biliões de dólares, através de organizações fraudulentas como centros de formação e cuidado infantil que recebiam fortunas do erário público e simplesmente não cumpriam qualquer tarefa para além de arrecadar o dinheiro.

Tucker equaciona os acontecimentos de uma forma que me parece completamente correcta: independentemente do que se possa pensar sobre o regime Trump e a missão do ICE, independentemente do que se possa pensar de Tim Walz, o governador do estado, a verdade é que o papel constitucional dos governadores estaduais não é o de combater as forças que procuram cumprir ordens executivas e mandatos legislativos do poder federal. É assim que começam a morrer pessoas. É assim que a federação se desintegra. É assim que a guerra civil começa.

E não deixa de ser esquizofrénico que os líderes políticos em Washington estejam focados no Irão e no Curdistão e na Síria e na Palestina e em Cuba e na Venezuela e na Colômbia, enquanto a situação doméstica é a que é.

Dá a sensação que a máquina de guerra americana continuará a cumprir o seu labor de cinzas por esse mundo fora, mesmo quando a federação já não for uma realidade política consistente. Mesmo quando já não tiver uma bandeira que a identifique.

Nova Rota da Seda chinesa regista um aumento de contratos de 75%.

A Belt and Road Initiative da China, a Rota da Seda que Pequim determinou para o Século XXI, registou um aumento brutal de 75% em novos contratos de investimento e construção em 2025, atingindo um recorde de 213,5 mil milhões de dólares, face aos 122,6 mil milhões de 2024.


 

“Estamos de olho no Irão”: Trump avisa que “armada” dos EUA chegará em breve ao Golfo Pérsico.

O César de Queens ainda não desistiu de semear o caos e a morte no Irão, e à saída do encontro do World Economic Forum em Davos, alertou que uma “armada” norte-americana está a caminho do Golfo Pérsico. 



Os quatro cavaleiros do apocalipse.

Depois da bem sucedida experiência Covid-19, em que as elites perceberam como era fácil e relativamente simples moldar o comportamento das massas através do medo, quatro vectores de alto impacto psicossocial começaram de pronto a ser lançados sobre o mundo: a guerra, a super-recessão económica, a  terminação algorítmica e invasão alienígena.

Entre estes quatro cavaleiros do apocalipse há nuances divergentes e pontos comuns que convém analisar. Qualquer destes eventos tem um potencial devastador sobre tecido social e económico e ameaçam, com diferentes níveis de eficácia, a própria sobrevivência da espécie. Todos eles são fabricados por agenda - ou seja, criados intencionalmente para criar pânico e destruição. Mas nem todos serão capazes de atingir esses objectivos, nem todos terão a credibilidade e massa crítica necessária para criar comportamentos e dinâmicas que levem ao total colapso da civilização.

 

Marte ataca. Com bonecos nos trigais.

Vamos começar pela dita 'ameaça extra-terrestre'. Até agora, não existe qualquer prova científica de que exista vida no universo. E muito menos indícios de vida inteligente. E quanto a vestígios de vida inteligente capaz de criar civilização e tecnologia que transcenda as distâncias literalmente astronómicas que separam os astros no cosmos, bom, são menos que zero, na verdade. 

Ainda assim, somos hoje constantemente bombardeados com a hipótese de estarmos a ser visitados, manipulados, maltratados ou, paradoxalmente - salvos, por civilizações altamente complexas e tecnologicamente evoluídas. Desde que o New York Times publicou, em 2017, a célebre reportagem sobre o dinheiro que o governo federal americano perdia nos seus labirintos burocráticos barra secretos a propósito do estudo do fenómeno, este cavaleiro apocalíptico foi ganhando tracção no mainstream e é hoje um assunto quotidiano na imprensa corporativa.

Mas a diversidade de aparições e a multiplicidade de civilizações e morfologias é de tal forma profusa que é implausível. Nórdicos, reptilóides, insectóides, homenzinhos cinzentos, homenzinhos verdes, mostrengos de vária ordem, humanos vindos do futuro, humanos vindos do passado, enfim, é a loucura ocupacional desta gente toda que percorreu o universo de ponta a ponta para testar o arsenal nuclear deste berlinde azul, engravidar as suas raparigas, raptar os seus rapazes, decapitar o gado, fazer desenhos complicados nas searas e passear drones nos céus de New Jersey. 

Não me entendam mal: o fenómeno é tangível e objectivamente alguma coisa de estranho se está a passar com o tecido da realidade - isso é óbvio. Mas o spin que lhe está a ser dado é altamente discutível. A minha interpretação pessoal, que pode estar errada, claro, é que se trata de uma manifestação sobrenatural. Jacques Vallée propõe uma teoria que também me parece muito válida e que é pouco discutida, embora este homem seja unanimemente considerado como o maior perito sobre o assunto: a de que se trata de um embuste, criado com tecnologia humana, para alienar as massas. 
 

Ainda assim: 

Até dá vontade de rir, e o assunto tem vindo a ser de tal forma banalizado e fantasiado que tenho a sensação que hoje em dia, mesmo que uma espécie de alienígenas decidisse aparecer sobre o horizonte de Washington e fazer uma declaração solene de âmbito diplomático ou bélico, ninguém lhes ia ligar nenhuma, porque o Benfica estava a jogar ou porque Trump tinha escrito mais um post imbecil no Truth Social ou porque o Zelensky tinha cravado mais uns biliões aos contribuintes europeus, ou porque um desgraçado qualquer tinha dado um tiro à namorada no reality show mais popular do momento, ou porque os verificadores de factos iriam encostar o evento às capacidades de fabricação da inteligência artificial.

Ou seja: este cavaleiro do apocalipse não bomba grande coisa, na verdade. Digo eu.

 

HAL & Terminator: Muito barulho por nada?

O mesmo não se pode dizer dos restantes agentes de extinção civilizacional. Para continuarmos no registo hollywoodesco, a terminação por algoritmo, anunciada pela improvável dialéctica entre a mente genial de Stanley Kubrick, nos anos 60, e o músculo brutal de Arnold Schwarzeneger, nos anos 80, parece agora, sob a batuta do César de Queens, bem real. Silicon Valley encontrou na inteligência artificial a sua solução final para, de uma vez por todas, destituir a humanidade de função, dignidade e liberdade, sobrepondo-lhe a máquina omnisciente, omnipresente e, a curto prazo, segundo prometem, omnipotente também.

Para além do consumo de recursos energéticos que está a levar as redes eléctricas ao ponto da ruptura, as tecnologias de IA não têm feito mais, até agora, que potenciar a vigilância sobre o cidadão, o desemprego entre as massas e o ruído sobre o mundo, e nem lucro são capazes de oferecer aos seus ávidos accionistas.
 



Não é assim certo que a Inteligência Artificial Geral - a máquina consciente - seja assim tão inteligente e assim tão consciente como nos querem convencer que será. Até ver, a consciência é o dom que Deus deu ao homem. Se o homem será capaz de dar consciência à máquina, está por verificar, sendo certo que, a concretizar-se essa tragédia, o Sapiens irá desta para pior, porque uma inteligência superior terá sempre tendência para aniquilar uma inteligência inferior.

Ou seja: este cavaleiro do apocalipse é incerto. Contribui e contribuirá para o caos e a desinformação corporativa e o empobrecimento dos povos e a tirania sobre os cidadãos, mas talvez não para a extinção da espécie humana, por uma simples razão: O homem não é Deus, pelo que não pode criar como Deus.

 

A mãe de todas as recessões. Pode ser um mal que vem por bem.

Já há uns anos que os analistas da macroeconomia anunciam o cisne negro do capitalismo. Mas nas últimas semanas a coisa está de facto a aquecer, com poltergeists por todo o lado. Enquanto o dólar, que continua a ser impresso em doses industrias, como se a lei da oferta e da procura fosse um axioma metafísico, bate recordes de desvalorização e a dívida americana paga em juros o produto bruto de meio mundo, o ouro e a prata disparam para níveis inéditos de popularidade entre os investidores. 


No Ocidente, aliás, todos os estados devem mais do que podem de facto pagar, e até a Alemanha, que historicamente sempre se mostrou austera no que se refere à dívida pública, começou a gastar para lá até do que a sua própria constituição permite.

O que acontece normalmente em ciclos de volatilidade dos mercados financeiros é que os aforristas orientam as compras para títulos do tesouro, cristalizando a solidez contabilística dos estados, mas não é isso que observamos agora. A malta já não acredita em reservas federais nem em bancos centrais nem no papel timbrado. A malta sabe que o dólar não vale nada (desde Nixon que é um sistema de crença, apenas), que a economia americana e por arrasto, as economias do Ocidente, estão em desequilíbrio à beira do abismo, e procura valores intemporais, nos metais preciosos. Faz sentido. Mas vai levar ao colapso da coisa.

Quando os chineses, que estão claramente a manipular os mercados no sentido de capitalizarem a desvalorização do dólar, despejarem os títulos da dívida americana nos mercados, ao preço da chuva, quando as nações conduzirem as suas reservas em moeda americana de volta à sua origem, os EUA e depois, outra vez por arrasto, as economias ocidentais, vão sofrer um ciclo de inflação nunca visto na história universal. E há neste momento boas probabilidades de que isso aconteça mesmo. Basta até que suceda uma disrupção nos mercados financeiros, que nada tenha a ver com a realidade monetária até, como por exemplo a implosão da bolha dos investimentos cegos nas tecnologias de inteligência artificial, para que uma reacção em cadeia nos conduza ao armagedão do modelo capitalista, como ele está montado agora.


Acontece que o modelo capitalista, como ele está montado agora, é uma fraude que só beneficia as elites e tem vindo paulatinamente a empobrecer as massas, pelo que este armagedão até pode ser bem vindo (apesar dos terríveis impactos imediatos que terá certamente na vida de toda a gente), se não acontecer o mesmo que aconteceu com a crise do subprime em 2008, quero eu dizer, se forem os responsáveis pelo desastre a pagarem os custos do sinistro e se as sociedades encontrarem maneira de reformar, para não dizer revolucionar, todo o sistema económico, das política monetárias às trocas comerciais, do jugo tributário ao peso do Estado nas economias, dos abusos oligárquicos à corrupção dos mercados financeiros.

Ou seja: este cavaleiro do apocalipse vai com certeza manifestar-se, mais cedo do que tarde, mas pode muito bem transformar-se num santo redentor. E o seu potencial de extermínio é relativamente baixo, convenhamos.

 

A III Guerra Mundial como um jogo de soma zero.

O último cavaleiro do apocalipse é não só o mais efectivo, no sentido da extinção da espécie humana, como, infelizmente, a par do cavaleiro da recessão, o que tem maior probabilidade de acontecer. Sobre este assunto já escrevi e disse o bastante, pelo que vou só sublinhar, de novo, alguns traços gerais, já que é inequívoco que há forças em Washington, em Bruxelas, em Paris, em Londres e em Berlim que estão a apostar tudo numa guerra global. 

Na Europa, as elites políticas encaram a III Guerra Mundial como uma solução para contrariar as suas mais que óbvias fragilidades e cristalizarem-se no poder, cumprindo concomitantemente a sua agenda de destruição civilizacional e redução demográfica, e aproveitando a calamidade para declararem poderes de emergência que lhes permitam fascizar de tal forma as populações que a pandemia vai parecer uma brincadeira de crianças. 

 

Convencidos que vão sobreviver até a um confronto termonuclear, as elites globalistas do velho continente têm na Rússia a sua nemesis, por razões óbvias: trata-se de uma potência com valores tradicionalistas e nacionalistas, que não compaginam com a lógica liberal e transhumanista do Ocidente.  

Os líderes políticos europeus nem tentam esconder a sua fome de cinzas: proferidos por militares ou civis, não faltam os alertas para a inevitabilidade da guerra, que incluem até a abominável advertência de que os cidadãos europeus devem estar preparados para perder os seus filhos infantes num conflito com a Rússia, mesmo que os valores pelos quais esses máximos sacrifícios são exigidos sejam deveras discutíveis e apelativos para ninguém, na verdade. 

A singularidade desta circunstância é que, talvez pela primeira vez na história universal, um dos lados de uma potencial contenda a provoque mesmo sabendo perfeitamente que não tem qualquer hipótese de a vencer. Em primeiro lugar porque, no contexto de uma guerra convencional, mesmo que assimétrica, a Europa tem tantas hipóteses de derrotar a Rússia como a gazela de caçar a leoa, depois porque uma guerra nuclear, por definição, não tem vencedores. A derrota, porém, num caso como noutro, serve lindamente os objectivos dos líderes europeus, no contexto da agenda globalista que já mencionei. Seria facílimo criar uma distopia fascista numa Europa devastada pela guerra.

Na América, a perspectiva é ligeiramente diferente: o impulso do regime Trump é claramente neo-imperialista e crê que pode sair vencedor de qualquer cenário bélico, contra qualquer adversário. Escusado será dizer que que podem muito bem estar equivocados, se entretanto forçarem uma aliança militar sino-russa, para além da mais absurda estupidez que é alguém acreditar que sairá vencedor de uma guerra nuclear à escala global.



Os EUA vão atacar o Irão, é mais que certo, e será nos próximos dias ou semanas, e a forma como esse movimento beligerante vai decorrer pode acender o rastilho que acende definitivamente a III Guerra Mundial. Uma guerra que ninguém vai ganhar. E que dificilmente será evitada. 

Ou seja: este continua a ser o cavaleiro do apocalipse que devemos de facto temer, e cuja probabilidade de sucesso é bem real. Só há aqui um mas. Para fazer a guerra, precisamos de um inimigo. E russos e chineses tudo farão para não cair nessa armadilha. Porque, ao contrário dos líderes ocidentais, valorizam a a civilização que construíram, e as estruturas de poder que comandam não são frágeis como as ocidentais. Não precisam de um armagedão para permanecer no poder. Não odeiam de morte os povos que dirigem. Não vêm motivos para a aniquilação de tudo.

quarta-feira, janeiro 28, 2026

O Audi Quattro S1, do Grupo B, no troço de Fafe: até a fingir assusta.

ContraCorridas: o Grupo B constituiu o apogeu, se bem que trágico, do Mundial de Ralis. Uma revisitação dessa era, ao volante virtual do icónico Audi Quattro S1, pela serpentina de Fafe, o mais célebre troço do Rali de Portugal.


 

"There is no such thing as safety. There is only destiny."

Tucker the Wise.

Espanha: Regime Sánchez prepara-se para amnistiar e regularizar meio milhão de imigrantes ilegais.

O Governo de extrema-esquerda espanhol prepara-se para aprovar um decreto que concede amnistia a cerca de 500 mil imigrantes ilegais. A iniciativa, que nem sequer vai ser retificada no parlamento, está a criar virulentos anti-corpos no país.


Não há traição ao seu eleitorado que Trump não cumpra.

Até a Segunda Emenda, historicamente tão querida aos conservadores, está agora a ser posta em causa, depois da desastrada intervenção do ICe em Minnesota.

É assim mesmo.


Inferno do Canadá: Médicos praticaram eutanásia num jovem saudável de 26 anos porque ele sofria de depressão.

Uma médica canadiana, activista da eutanásia e do aborto que se gaba de já ter morto cerca de 400 pessoas, suicidou Kiano Vafaeian, um jovem de 26 anos que sofria de depressão. O acto é criminoso até no Canadá, um dos países no mundo que suicida mais cidadãos.


 

Haikus de Fornalhas Velhas

A arte do haiku: de repente, a estrada acaba - Fornalhas Velhas. Onde a vilania do mundo encontra um fim e quase consegues ouvir a Terra a rodar sobre o seu eixo.


 

terça-feira, janeiro 27, 2026

Como reagirá o império ao seu próprio colapso?

Neste segmento do seu excelente podcast, os Erickson polemizam a circunstância contemporânea dos Estados Unidos nas vertentes política, económica e militar, com grande lucidez.

A federação americana tem operado como um império durante décadas — mas o que é que pode acontecer quando o mundo deixar de considerar o dólar como um porto seguro?

O colapso do "soft power" americano, a crescente reacção antagónica às tarifas e à coerção do regime Trump por parte da comunidade internacional, e os sinais cada vez mais evidentes de que a confiança global na liderança financeira americana está a diminuir preocupam, como devem preocupar, pai e filho, que também exploram o significado do actual comportamento dos mercados, que é diferente da crise de 2008, já que o pânico que claramente se instalou entre os investidores está a levá-los à compra de ouro e prata e não de títulos do tesouro, sinalizando a desconfiança em relação ao dólar e ao tesouro americano.

O risco de inflação/hiperinflação é grande e, se o mundo não absorver a dívida dos EUA, os americanos vão ter que se adaptar e habituar a "viver como um país normal", o que, bem vistas as coisas, até pode ser positivo para eles, e para toda a restante população mundial.

É claro que perante a ruína anunciada, o império em declínio poderá muito bem recorrer à força militar no exterior e à repressão policial interna, e, nesse contexto, uma potencial guerra com o Irão pode acontecer mesmo que não faça qualquer sentido estratégico.

Se a era da moeda de reserva está a chegar ao fim, a verdadeira questão passa a ser: conseguirão os EUA fazer esta transição de forma racional — ou os seus líderes intensificarão as ameaças, as tarifas e a guerra para preservar a primazia?

E como seria uma América pós-hegemónica, se optar pelo realismo em vez da intensificação das hostilidades?

Muito interessante, esta conversa em família. 

Estados Unidos do Unipartido

Dúvidas e ironias em tempo de interlúdio eleitoral.

A leitura que opõe “democratas esclarecidos” a “perigosos autoritários” é uma caricatura conveniente, não um retrato da realidade. E transformar o voto num rótulo de extremismo político é um exercício de preguiça intelectual. A crónica da Francisco Henriques da Silva.


 

“Estamos de olho no Irão”: Trump avisa que “armada” dos EUA chegará em breve ao Golfo Pérsico.

O César de Queens ainda não desistiu de semear o caos e a morte no Irão, e à saída do encontro do World Economic Forum em Davos, alertou que uma “armada” norte-americana está a caminho do Golfo Pérsico.


 

O novo globalismo, sistematizado.


O que devo concluir.

Este post aqui ilustra o que sinto e desconfio. Não vamos encontrar soluções nos líderes políticos e nos influenciadores que o sistema ocidental debita para a praça pública. Acabam sempre por trair as nossas expectativas e os valores que os projectaram para a ribalta, porque o processo de ascensão ao fórum é corruptor por natureza. 

O mecanismo mediático e político está montado de tal forma que impossibilita o heroísmo, a dignidade, a consistência, a coragem, a abnegação e a lealdade à causa das massas.

A solução não é combater os protagonistas do sistema. É combater o sistema.


 

Na crista da tempestade.

Uma decisão acertada, para variar: Administração Trump retira-se oficialmente da Organização Mundial de Saúde.

Os Estados Unidos concluíram oficialmente a sua retirada da Organização Mundial de Saúde. A decisão deixa a OMS fragilizada em relação à sua influência global, mas também e sobretudo na vertente financeira, porque os EUA eram o primeiro financiador da organização.


 

Medicamentos para emagrecer vão poupar centenas de milhões de dólares às companhias aéreas.

As companhias aéreas vão beneficiar financeiramente com a massificação dos novos medicamentos para emagrecer, uma vez que os custos com combustível estão directamente ligados ao peso das aeronaves.


segunda-feira, janeiro 26, 2026


 

Campanha eleitoral não é guerra civil.

A força da democracia reside na transformação de conflitos em debates regrados e na garantia de que todas as correntes políticas possam expressar-se livremente, inclusive aquelas com que discordamos. Uma crónica de António Justo.


 

Isto aqui não é bem um meme;

é um gráfico que explica com clareza o problema dos lealistas do regime Trump, que não conseguem abrir o horizonte analítico para além daquilo que lhes satisfaz a consciência política. E aqui, representam-se apenas questões relacionadas com a política interna. Porque ainda há mais vectores assustadores e de inspiração globalista e imperialista na politica externa da Casa Branca.


 

CEO da BlackRock e co-presidente do WEF, Larry Fink, admite o óbvio: “o mundo não confia em nós.”

O WEF já não é o que era e a ratazana da BlackRock que agora dirige a organização criminosa já percebeu que herdou uma ideia meio falida. Mas para Larry Flink, o facto da distopia de Davos estar a ser ultrapassada pela distopia de Washington é igual ao litro. Ou melhor ainda.


 

Não é um meme: carta que Donald Trump endereçou ao primeiro-ministro norueguês diz tudo o que é preciso saber sobre o remetente.

Nenhum chefe de Estado com um mínimo de respeito por si próprio (e pela nação que representa) poderia escrever e enviar esta carta. Mas Donald J. Trump é capaz de qualquer acto, por mais tresloucado que seja e até depreciativo da sua própria imagem.


 

domingo, janeiro 25, 2026


Um conselho de administração para o globalismo americano.


No contexto do seu Great Reset, Donald Trump está a tentar substituir a ONU (ou mais especificamente, o Conselho de Segurança da ONU) por uma organização que lhe seja ainda mais obediente, enquanto procura concomitantemente reduzir a influência do BRICS. Para esse efeito, o presidente norte-americano decidiu criar o "Conselho da Paz", convidando um grupo alargado de líderes políticos no activo e na reforma para o integrarem, embora exigindo um bilião de dólares a cada personalidade que decida aceitar o convite.

Inicialmente focada na reconstrução e gestão da Faixa de Gaza após o cessar-fogo no conflito Israel-Hamas, a ideia transcendeu rapidamente o âmbito da Palestina e tem ambições de actuar em conflitos globais, de acordo com os interesses americanos. Ou seja: será o 'Conselho da Paz' em certos casos, será o 'Conselho da Guerra' noutros.

De forma deveras característica, Trump autodenominou-se presidente vitalício do órgão, com poder de veto único e autoridade para convidar ou remover membros, e nomeou um Conselho Executivo fundador com figuras como Marco Rubio, o genro Jared Kushner, o amigo feito diplomata Steve Witkoff e Tony Blair, entre outras figuras do estabelecimento globalista.

Na lista de convidados que terão que pagar o tal bilião de dólares para aderir ao clube, encontramos Lula da Silva, Javier Milei, Santiago Peña, Viktor Orbán, quase todos os líderes globalistas europeus, quase todos os líderes políticos do médio-oriente, vários líderes asiáticos (entre os quais Xi Jinping), o Papa Prevost, o presidente da Bielorússia, Alexander Lukashenko e... Vladimir Putin.

Putin, que, como outros convidados, não tem qualquer interesse na iniciativa, mas que também não quer ofender o ego monstruoso do actual inquilino da Casa Branca (há que dizer que o Czar tem no César de Queens o seu calcanhar de Aquiles), afirmou que aceitaria o convite desde que a quota bilionária fosse retirada dos bens russos que foram congelados pelo bloco ocidental. 

A resposta do Kremlin é, do ponto de vista diplomático, genial, já que obrigaria os EUA a desbloquearem necessariamente esses activos, abrindo precedente para o seu retorno aos cofres russos. Por outro lado, caso a proposta não seja aceite pela Casa Branca, Moscovo terá sempre uma boa justificação para não fazer parte de uma organização que não foi propriamente criada com os seus interesses em vista.

Entre os convidados há também quem esteja a recusar ou a "avaliar" a proposta, como os chineses (obviamente), o Vaticano, a Espanha, a Alemanha, a França, o Reino Unido, os países nórdicos e os países do Báltico, que já perceberam que a ideia de Trump é substituir a ordem internacional pela desordem da Sala Oval e que são alérgicos a qualquer organização que inclua Vladimir Putin.

O ContraCultura não tem qualquer simpatia pelas Nações Unidas e pelo seu Conselho de Segurança. Mas sendo até difícil inventar uma organização internacional mais nefasta que a sediada em Nova Iorque, é preciso reconhecer que um Conselho de Segurança alternativo, presidido por Donald Trump e assim completamente dominado pelos interesses luciferinos que representa (globalismo trans-humanista do eixo Wall Street-Silicon Valley, volição predadora do complexo militar e industrial americano, egotismo alucinado e pulsão imperialista do próprio presidente, etc.), seria muito provavelmente ainda mais prejudicial à saúde do mundo. 

É até bem ilustrativo dos tempos que vivemos, em que a realidade é invariavelmente virada ao contrário em função das narrativas do poder, que a esta esperteza saloia da Casa Branca tenha sido dada a nomenclatura de 'Conselho da Paz'. Porque na verdade será tudo, menos pacífico.

Os dois alexandres do The Duran conversam sobre o assunto.