domingo, janeiro 11, 2026

Nunca ninguém como Donald Trump desprezou assim os seus eleitores.

Gostaria de perguntar ao clube de fãs do imperador Donald se acham que, em Novembro de 2024, um só eleitor, um apenas, singular e isolado, votou Trump a pensar que um ano e pouco depois ele iria à conferência anual do World Economic Forum assinar um "acordo de prosperidade" de 800 biliões de dólares com o regime Zelensky.

Não, a sério, digam-me: isto estava na agenda eleitoral MAGA? 

E este magnífico pacote de investimento enquadra-se no âmbito "America First" de que forma, importam-se de me explicar?

Então não era precisamente para combater o globalismo de que o WEF é uma espécie de logotipo vivo que Trump foi eleito?

Hã?  

E não será esta uma forma desavergonhada, desdenhosa, ordinária até, de enviar um recado aos eleitores, do género: não quero saber do que pensam ou do que esperam de mim ou até das razões pelas quais decidiram que eu voltasse à Casa Branca. Estou-me nas tintas para tudo isso. Quero que vocês todos, que me elegeram, se fodam, basicamente. 

Agora sou César. E vós, a instrumental e instrumentalizável escumalha. Façam o favor de se aguentar à bronca da minha omnipotente pesporrência.

Que tem até sérios e nobres motivos:

Qualquer infeliz que ainda tente redimir Donald Trump da sua infâmia tem, com esta notícia, o trabalho deveras dificultado, não tem?

Mas também é verdade que há gente para tudo.