segunda-feira, agosto 17, 2026

A Alemanha na transição para a ditadura de largo espectro.

Enquanto circulam rumores que Friedrich Merz vai ter que abdicar da chancelaria federal antes de terminado o seu mandato, dada a sua miserável performance executiva (aparentemente governar a Alemanha é um bocadinho mais difícil do que gerir fundos da BlackRock), acompanhados de apelos para que Angela Merkel regresse ao palco político (Deus nos livre), o estabelecimento alemão equaciona uma forma de travar a ascensão eleitoral do AfD. 

No clip em baixo, os dois helénicos alexandres exploram os três vectores de supressão do populismo alemão ao dispôr do aparelho globalista: a infiltração de agentes que servem secretamente os poderes instituídos no partido dissidente (como aconteceu com Meloni e está a acontecer com Farage), a interdição judiciária do movimento por inconstitucionalidades e/ou anulação de eleições com base em alegadas acusações de traição (como aconteceu na Roménia), e a instrumentalização das ferramentas financeiras que Berlim e Bruxelas usam como motor totalitário (como aconteceu na Hungria).

Todas as opções têm as suas vantagens e os seus problemas, mas é mais que certo que pelo menos uma delas será utilizada, logo que o AfD comece a ter maiorias absolutas nos estados do nordeste alemão, circunstância que está prestes a verificar-se. E não é crível que os alemães se revoltem com isso. Se não protestaram quando o leninismo-globalismo levou o seu país, outrora uma das primeiras potências económicas do mundo, à destituição energética e industrial, também não vai ser com a morte da democracia que vão levantar o rabo do sofá.