há mesmo pessoas assim. Pessoas destas. São a maioria das pessoas, até. Pessoas concretas, que têm pais e filhos e irmãos e amigos e empregos e que jogam padel e separam o lixo e subscrevem contas nas redes sociais. E que torcem, com entusiasmo genuíno e determinação plublicista, para que as suas pecuniárias poupanças sejam consumidas na indústria de uma guerra que, alínea a, não podem ganhar e que, alínea b, está a ser precisamente pensada para as empobrecer e subjugar em definitivo.
Esperemos que sim
— Bruno Pinto (@chefe_78) August 29, 2026
Todas estas pessoas nunca deixam de me espantar.
Sendo de muito baixa qualidade, a propaganda é despejada em quantidades e intensidades de tal forma brutais que esta gente desistiu de pensar até nos seus mais primários interesses, apenasmente naturais num ser humano, como a vontade de proteger os frutos do trabalho, ou de garantir a permanência do privilégio. E em nome de quê? Do ódio que lhes foi injectado como heroína a um país alienígena, localizado no outro extremo do continente, que é tudo menos uma ameaça ao padel e à separação do lixo, mas que cumpre o pecado de ser fiel a Cristo e acreditar no valor da nação.
Já não bastava que nos virassem uns contra os outros. Agora viram o indivíduo contra si próprio.