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terça-feira, maio 24, 2022

O urso saiu da caverna.

Os Bear's Den, uma das bandas de estimação do Blogville, regressaram este mês, com "Blue Hours". Vamos ficar a ouvir este disco, nos próximos tempos. Vindo de quem vem, a coisa só pode bombar.



Bear's Den
. Blue Hours . Blue Hours

sexta-feira, maio 27, 2022

O urso mergulha nas trevas.

Romântico até dizer chega, pessoal no limite da confissão, "Blue Hours" é um disco para ninar adultos, espécie de cadeira de baloiço que embala os sentidos na direcção de um hedonismo melódico que sempre foi o objecto dos Bear's Den. Porque esta banda, sendo melodramática, é geneticamente optimista e mesmo quando penetramos com eles nas trevas da noite enigmática, sabemos que vamos encontrar novos caminhos para percorrer rumo à luz da alvorada.



Bear's Den . New Ways . Blue Hours

quarta-feira, maio 25, 2022

O urso e as sombras.

Naquele que é um assumido regresso às origens, os Bear's Den procuram a essência do seu som: o folk britânico, saído da penumbra - meio tímido, meio eloquente - para a dor dos dias e a melancolia das horas. Este disco é daqueles que são duros de mastigar. Mas depois de devidamente digeridos pelos tímpanos, assaltam com pungente poder lírico a sensibilidade do mais empedernido dos audientes.

Para ouvir com a merecida e a necessária devoção.



Bear's Den . Shadows . Blue Hours

quinta-feira, maio 09, 2019

Infelizmente, a genialidade não é uma constante universal.

Bear's Den. Sou apaixonado por esta banda. Acontece que o último disco deles, "So That you Might Hear Me" é uma merda completa. Parte-se-me o coração em montes de acordes falhados de cada vez que oiço estas dez músicas inconseguidas. Mas não deixo de os amar por causa de uma obra menor. O génio é inconstante e a vida é comprida. E enquanto espero por uma próxima tentativa na senda da grandiosidade perdida, deixo aqui um clip de um tema menos mau - mínima consolação para um fã incondicional.



Bear's Den . Laurel Wreath

sábado, setembro 18, 2021

Volto sempre aqui,

às palavras e às tonalidades e às melodias dos Bear's Den. É um vício bom. Um regresso à tranquilidade. Um perpetuo retorno ao covil uterino da música.
Sempre que oiço estes rapazes, faço as pazes com o mundo.



Bear's Den . Napoleon

terça-feira, fevereiro 24, 2015

Viagem à floresta do folk.

Crónica Publicada a 19/02/15.

 


De uma maneira ou de outra, a tradição folk anglo-saxónica tem sobrevivido bem à voracidade das épocas e à inconstância das manias, integrando-se transversalmente e com profundidade melódica em fenómenos de vastidão antípoda como os The Magnetic Fields do fim de século XX, os Wilco do princípio do século XXI ou os Manchester Orchestra de agora.
Apóstolos desta seita prolixa e interminável, os Bear’s Den lançaram no fim de 2014 um primeiro trabalho que soa como um décimo sexto. Maturo, parcimonioso mas quase fundamentalista na obsessão com as harmonias, carregado com um conjunto de poemas inspirados e convenientemente sorumbáticos, “Islands” (Communion Records, 2014) é um disco que deixa outras bandas menos convictas da sua inerente herança folk, como os The Lumineers, a milhas de distância, no caminho da floresta.
 


Logo no primeiro minuto de “Agape”, o tema de abertura, está uma espécie de manifesto. Se o gentil leitor ouvir apenas estes acordes iniciais ficará razoavelmente informado sobre a odisseia que os três músicos de West London têm para lhe propor. Um tema forte como o raio.
“The Love You Stole” transporta algo dos paleolíticos Big Country para uma redefinição da balada. Saltando de uma viagem psico-revivalista a Pompeia (“Above The Clouds Of Pompeii”), para uma trova de gentil-homem que evoca com brilhantismo algumas experiências sónicas do grande Stephin Merritt (“Isaac”), o audiente é confrontado mais à frente com o poder épico de “Think of England”, uma canção que dá vontade de apanhar imediatamente uma boleia do Mayflower ou qualquer coisa aventurosa e marítima deste género. O banjo, que é a peça lírica por excelência dos Bear’s Den, tem reinado até aqui mas, aqui chegados, é imperador.Em “Magdalene” já estamos completamente imersos pelo arvoredo do folclore celta e, no trilho sombrio que se estende entre “When You Brake” e “Elysium”, ficamos cada vez mais próximos do grande deus-urso. 
O disco vai num crescendo indie-folk assumidíssimo, quase sem rock nenhum, até ao apogeu estético que os seus ouvidos, paciente leitor, vão consumir com deleite. “Bad Blood” é o fim do trilho, o triunfo do mato, o covil de todas as coisas. A razão da música no coração da floresta.

quinta-feira, dezembro 24, 2020

terça-feira, dezembro 22, 2020

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Momento de rara beleza. Mesmo.



Bear's Den . Bad Blood

Sever the ties,
Cut me out,
And fill up the hole
That I tied and I tried and I tried to fill
Oh but I lied and I'll lie at will
Just to keep your feet off the floor
And to keep my wolves from your door

Forgive me for I am not acting myself
But these bees in my breath have to come out
Well you give me no reason to doubt your word
But I still somehow still have my reasons
And I'm sorry I don't mean to scare you at all
I'm just trying to drain all this bad blood
All this bad blood
All my bad blood

Well I slashed your tires
And I locked your doors
So no one gets out
But there's a rupture to the structure
Of this house that we built
And I fucked it yeah I fucked it and I fucked it until
Those wolves they took all they could

Forgive me for I am not acting myself
But these bees in my breath have to come out
Well you give me no reason to doubt your word
But I still somehow still have my reasons
I'm sorry, I don't mean to scare you at all
I'm just trying to drain all this bad blood
All this bad blood
All my bad blood
All my bad blood
All my bad blood
All my bad blood

As I walk down he road of old St. Augustine
I recall a choir singing in some orchard
Well the tighter you hold, yeah they're still gonna go
Until all you remember is the courtship
Well I know I was far from perfect
But I was just dying to drain all my bad blood
All my bad blood
All my bad blood 

domingo, maio 29, 2022

O urso agradece e eu

agradeço ao urso, por todas as cantigas que da sua caverna ecoaram, para emprestar beleza e paz à minha vida.



Bear's Den . Gratitude . Blue Hours

terça-feira, maio 31, 2022

O Urso não tem medo das aranhas.

Quando as aranhas sobem pelas paredes da madrugada, abrindo feridas e fendas no estuque da alma, deixa o urso cantar. Deixa a caverna ecoar melodias. Usa a música para combater a praga e a escuridão.



Bear's Den
. Spiders . Blue Hours

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

Isto começa a ser viciante:



Bear's Den . Think Of England

You're not drinking as much as you used to.
I'm the same old, same old.
 

quinta-feira, junho 02, 2022

O Urso vai estar sempre contigo.

O Urso despede-se do Blogville, meio tristonho com a vida, meio confiante no futuro. O Urso sabe que vai permanecer no teu ouvido e na tua sensibilidade, até que outras canções voltem a escapar da caverna para encantar a floresta.


Bear's Den . On Your Side . Blue Hours

segunda-feira, agosto 15, 2016

Amor à banda.



Amo esta banda. Amo-a desde o ano passado, quando conheci o fabuloso "Islands". E esta música que aqui coloco não é, de todo, a melhor do último disco. Nem pouco mais ou menos. Mas era o único clip disponível e assim sendo...

Bear's Den . Auld Wives