quinta-feira, setembro 14, 2023

O governo americano como uma conspiração de estúpidos.

Num segmento da entrevista concedida a Meghyn Kelly, que vai para o ar no seu formato integral hoje ao fim do dia, Donald Trump fala sobre a sua gestão da "pandemia". E reconhece, de forma que oscila entre a comédia e a tragédia, que a sua administração, a administração da primeira potência mundial, ficou completamente aterrorizada e mostrou-se superlativamente ignorante face à realidade das primeiras semanas de disseminação da gripe chinesa.

Talvez inadvertidamente, Trump confessa que o gigante aparelho governamental da federação chegou ao ponto de acreditar que as pessoas estavam a morrer aos milhões por causa de um vírus que era transportado por nuvens de poeira. 

Os "peritos" das centenas de agências federais que têm por missão velar pela saúde e segurança dos americanos não conseguiam fazer mais do que correrem aflitos à Casa Branca para mostrar ao chefe de estado fotografias de milhares de corpos ensacados nos baldios de Wuhan - apocalipse agora, senhor presidente, apocalipse agora.

Vale a pena ver este curto segmento, porque é nestes detalhes que percebemos que somos governados por uma corja de destituídos mentais e que as decisões tomadas no início de 2020 foram sustentados pelo pânico, pela incapacidade técnica e pelo desconhecimento absoluto de como lidar com o fenómeno.

 

De resto, Trump dá as mesmas respostas básicas e desinteressantes que tem repetido noutras entrevistas: que Fauci era um funcionário público muito respeitado e que apesar de gostar imenso de despedir pessoas não o despediu a ele, porque a triste figura não era assim tão importante na orgânica da sua administração; que as vacinas salvaram vidas, que as suas sábias decisões salvaram vidas e que é um salva-vidas nato.

Adiante.