sábado, janeiro 24, 2026

Whitney Webb une os pontos do novo globalismo.

No clip de 15 luminosos minutos que deixamos na conclusão deste texto e, no qual se conectam vários vectores da realidade política, social e tecnológica contemporânea, a jornalista independente Whitney Webb expõe uma continuidade sombria por trás das manchetes, ligando o escândalo Epstein, a impunidade das elites e a aceleração rumo a uma economia totalmente digitalizada e vigiada.

O que começa como uma crítica à resposta desdenhosa de Noam Chomsky relativamente aos seus encontros com Jeffrey Epstein, expande-se para uma denúncia mais ampla de como o poder realmente opera: acordos de delação justificados por "vínculos com a inteligência", omissões mediáticas que apagam contextos cruciais e uma classe dominante que se fecha em fileiras cerradas enquanto alega ignorância dos factos.

As revelações do Miami Herald, a confissão do ex-procurador e actual apparatchik do regime Trump Alex Acosta, e o extraordinário acesso de Epstein às elites políticas, académicas e militares apontam para um sistema onde a legalidade se curva aos interesses dos serviços de informação e onde a responsabilização é aplicada selectivamente.

A partir daí, a conversa alarga-se para o momento presente, onde a digitalização financeira, a erosão do dinheiro físico e o fim do anonimato online convergem com a vigilância impulsionada pela inteligência artificial. O argumento é contundente: à medida que os governos empurram os cidadãos para uma economia totalmente digital, estão simultaneamente a construir as ferramentas para monitorizar, prever e antecipar o seu comportamento. As transaçcões financeiras, os discursos online e os dados pessoais tornam-se matéria-prima para a governação algorítmica, conduzindo a sociedade para um paradigma de "pré-crime" que já não exige actos ilícitos, apenas suspeita estatística.

Num contexto de dívida crescente, insolvência sistémica e a iminência das CBDCs (Moedas Digitais de Banco Central), este novo sistema parece menos uma reforma e mais uma transição controlada, concebida para preservar o poder das elites enquanto as pessoas comuns suportam os custos materiais e espirituais deste trânsito rumo ao inferno distópico.

A discussão termina ligando estas forças estruturais à cultura e à tecnologia, particularmente o seu impacto nas crianças e nos jovens. Desde os abusos e as abominações em Hollywood até à exposição irrestrita através de smartphones, plataformas de jogos e meios algorítmicos, o resultado é uma geração moldada por forças que os seus pais mal compreendem. Em conjunto, estes elementos sugerem não escândalos isolados, mas um padrão coerente: poder concentrado, protegido do escrutínio, perversamente orientado, manipulando tanto os sistemas económicos como os ambientes culturais para manter o controlo num período de crise.

É o great reset do regime Trump, em todo o seu esplendor.