domingo, fevereiro 08, 2026

Lamento, mas eu avisei.

Esta é uma daquelas situações em que não tenho nenhum problema em dizer: I told you so.

Desde 2018 que estou a advertir que o projecto Marte de Elon Musk é um embuste. Pois, bem, o rapaz acaba de mover os postes da baliza para qualquer coisa um bocadinho mais realista: uma missão à Lua. Não tripulada.

Uau, que façanha. 

 
Alguém que diga ao homem que, há sessenta anos atrás, 60, com computadores com uma capacidade de processamento muito inferior à de qualquer telemóvel contemporâneo (a chave do teu carro é mais esperta), o programa Apollo transportou seres humanos para o satélite natural da Terra e até os trouxe de volta e tudo (teorias da conspiração não tão malucas como isso à parte).

Então, mas a prioridade não era salvar a humanidade do extermínio, com um colónia no Planeta Vermelho? Então não era tão fácil e exequível e rentável e tudo, despachar a malta para Marte?

Então não íamos colonizar o território, como se do Oeste selvagem se tratasse? E não era já em 2027?

Afinal não. Não é já e não é tão cedo.

Desconfio bem que para Musk será nunca. A não ser que viva uns duzentos anos, ou assim.

Desconfio outrossim que provavelmente até o novo e incomensuravelmente mais modesto projecto Lua vai sair dos carris logo que começar a ser tentado, tal e qual o programa Artemis da NASA e já para nem falar do estrambólico programa lunar do regime Trump.


É mais que óbvio que Elon Musk não está interessado na Lua nem em Marte nem na humanidade. É mais que óbvio que está interessado apenas em captar capital, valorizar acções, acumular poder.

Musk não é diferente de qualquer outro bilionário de Silicon Valley. Limita-se a usar métodos diferentes. Mas os objectivos são os mesmos. E as mentiras, e as fraudes, e o jogo do faz de conta que é próprio do Regime Pinóquio, fazem parte do esquema, claro.