segunda-feira, fevereiro 23, 2026

Um ateu rendido às evidências.

Tom Holland é um dos historiadores e autores mais respeitados da academia corporativa anglosaxónica. Não é um cristão maluco, de todo. Na verdade, cresceu como um "ateu precoce" que queria desmascarar a Bíblia. Mas depois de décadas a estudar o mundo antigo - dos Césares de Roma à ascensão do Islão - chegou a uma conclusão chocante: a história de Jesus Cristo tem que ser autêntica porque os evangelistas não tinham, segundo ele, recursos literários e criativos para a imaginar.

Eu não tenho propriamente esta ideia de Lucas, Marcos, Mateus, João e Paulo. Pelo contrário, e sobre João até acho que é o grande teólogo da cristandade, ponto final, parágrafo. 

Mas ainda assim, não deixa de ser interessante o contributo de Holland para a tese, que acarinho, da veracidade factual do Novo Testamento. 

Parte do seu argumento tem a ver com a proximidade cronológica entre os testemunhos dos evangelistas e o ministério de Cristo, datação que muitas vezes é manipulada pelo historicismo contemporâneo, no sentido de estender no tempo essa relação, de tal forma que seja até impossível a Mateus e a João - os apóstolos - serem os verdadeiros autores dos seus evangelhos.

Nesse sentido e contrariando a tendência manhosa da academia militantemente ateísta, Holland parece concordar comigo, quando digo que os evangelistas são iniciáticos repórteres, que tentaram documentar o ministério de Cristo, com os recursos técnicos ao seu dispor e de acordo com a cultura e o enquadramento civilizacional da sua era e do seu meio. 

Senão, vejamos: