sábado, março 14, 2026

Vamos fazer melhor as contas, ok?

A agenda das reparações tem estado a ganhar tracção nas Nações Unidas e os contribuintes portugueses correm o risco de serem roubados a propósito da "justiça reparatória" que é, segundo a organização, a "chave para desmontar o racismo sistémico."

Para além do discurso ofensivo que acusa meio mundo de racismo; para além de se estar a julgar a escravatura com critérios actuais e a condenar uma geração de pessoas que não cometeram qualquer crime (compensando uma geração de pessoas que não são vítimas de coisa nenhuma); para além da exclusiva atribuição do legado do esclavagismo ao homem branco ocidental, olvidando que inúmeros povos e civilizações da história universal e da geografia global praticaram a exploração do homem pelo homem, e nalguns casos, como no Indico Muçulmano dos séculos X a XVIII, com muito maior intensidade económica e demográfica; para além da absurda noção de justiça das Nações Unidas; as contas, para serem realmente justas, terão que ser feitas assim: os descendentes dos europeus e dos americanos pagam pelo esclavagismo dos seus trisavós se os descendentes dos africanos que capturavam e vendiam aos brancos esses escravos também contribuírem pela sua parte da responsabilidade. E depois, os africanos actuais vão ter que indemnizar os brancos europeus contemporâneos pelas escolas, universidades, hospitais, estradas, caminhos de ferro, pontes, barragens, portos, minas, indústrias e infraestruturas que os seus trisavós deixaram nas ex-colónias e que, em muitos casos, ainda hoje servem os países colonizados.

Contas feitas, talvez o terceiro mundo fique ainda a dever uns trocos ao primeiro. Caso contrário, 10% dos salários dos burocratas da ONU, durante 10 anos talvez fosse suficiente para compensar as "vítimas".