sexta-feira, agosto 21, 2026

GTA7: Caos total na Califórnia.

Os senhores da Rockstar tanto tempo estão a demorar a lançar o GTA7 que aconteceu o inevitável, que é também o impensável: uns hackers com as bolas no sítio, auto-denominados 'Cyberleek', foram ao servidor da empresa e roubaram não apenas sequências do jogo como, tudo indica, uma versão jogável do título, que estão a ameaçar deixar cair no domínio público caso as suas condições, entretanto publicadas no site do grupo pirata, não sejam cumpridas, a saber: 

- A Rockstar não pode vender o jogo em formato digital antes de o colocar no mercado (as pré-encomendas serão permitidas apenas para formatos tangíveis);
-  A Rockstar não pode vender DLC's de single player, na medida em que essa modalidade já deve estar incluída no conteúdo base que é inicialmente comercializado.
- A Rockstar deve preservar os conteúdos single player, que funcionem offline, de tal forma que os jogadores que compram os títulos não fiquem dependentes dos servidores das empresas que os comercializam.

Estas exigências não nasceram do nada. O mercado dos jogos está já há uns anos a viver uma guerra aberta entre os criadores e os utilizadores, que protestam contra a veia woke da indústria, mas principalmente contra a sua ganância, que se plasma numa receita comercial assente na estratégia manhosa de obrigar os jogadores a comprarem DLC's sobre DLC's para terem acesso aos jogos na sua integralidade (embora o tenham pago inicialmente como um produto acabado), e que recusam o modo de subscrição, ao invés da propriedade física dos jogos, que lhes está a ser imposta. As tensões aumentaram quando a Sony anunciou que vai passar a comercializar os jogos em formato digital apenas, terminando a produção de CD's, tanto como de consolas que suportem CD's.

Por estas e por outras, a comunidade de jogadores está francamente do lado dos piratas, embora a imprensa especializada, extremamente corporativa, tenha adoptado como sempre o papel de advogado do diabo. 

Posso estar enganado, mas dá-me a impressão que a Rockstar não vai ceder às exigências do Cyberleek e que os piratas vão mesmo colocar online uma boa parte jogável do GTA6 (até agora têm divulgado apenas sequências em vídeo). Circunstância que, considerando os biliões de dólares que estão em jogo, não será propriamente um episódio irrelevante.

No entretanto, as acções da empresa já estão em queda livre

O Critical Drinker, no seu canal Critical Gamer, comenta o caos que de repente se instalou na Califórnia.