de tanto serem estimadas por mim.
(As rosas que a minha sogra plantou no paleolítico inferior
são agora flores do meu favor).
O horizonte oceânico faz milagres com o gajo das olheiras
criado em Benfica e casado em Telheiras.
Salva-me a minha cadela de cada vez que a beijo e ela me beija
com tanta ternura que aleija.
Acaricia-me o gato Álvaro com a liberdade louca que ele tem
e que não reconheço em mais ninguém.
Vivo agora na simplicidade de uma baía sem horas de ponta,
esquecido até de pagar a conta.
Não é da condição humana a felicidade, mas aprendi nesta vila
a viver uma vida tranquila.
Já não era sem tempo, considerando
os 59 anos de espanto.
